Fontes

A maioria das informações vêem com a devida validação abaixo da publicação. Algumas não foram possíveis de indicar a fonte, mas demos à informação o valor e a importância que mereceu e esperamos poder validá-la com posteriores pesquisas.

17/12/2013

Engenho Tabatinga de Santa Luzia, hoje eng. do Meio/Ipojuca

Ruína na 1ª Capela do eng. Tabatinga/Ipojuca
Ipojuca é uma das cidades mais antigas de Pernambuco, mas até a presente data não foi descoberto nenhum documento anterior a 1594 que discuta a sua criação sendo, portanto o documento: Primeira Visitação do Santo Ofício às Partes do Brasil, Denunciações de Pernambuco do Inquisidor português Heitor Furtado de Mendonça que cita as freguesias existentes em Pernambuco onde é mencionada pela primeira vez em um documento oficial, a existência de uma localidade por nome de Pojuca (Ipojuca). Neste documento são citadas as freguesias de: Santo Cosme e Damião de Igarassu, de São Lourenço, Cabo de Santo Agostinho, São Miguel da Pojuca com a capela de Santa Luzia no engenho Tabatinga e de São Miguel na freguesia de Pojuca, entre outras freguesias existentes na época, para que seus habitantes fossem se confessar em Olinda pois assim receberiam “trinta dias de graças”.
Neste mesmo documento diz a freguesia de Pojuca (Ipojuca) já existir desde 1584 contando nesta época com o engenho Tabatinga inclusive indicando nomes como: Pero Dias da Fonseca, Francisco Mendes c.c. Ana Tomé; Antônio Gonçalves Maia, os padres Gaspar Neto, Paulo Roiz de Távora e Cosme Neto.
Sendo este o documento mais antigo de que se tem notícia, Ivo d’Almeida que estuda a história antiga de Ipojuca há mais de vinte anos fixa o ano de 1584 como sendo o marco inicial indicado pelo documento acima citado que se encontra no Instituto Arqueológico e Geográfico de Pernambuco e na Torre do Tombo em Portugal; não o registro do surgimento da freguesia que daria origem a Ipojuca, mas como o registro de sua existência desde 1584.
Segundo Pereira da Costa (1951, vol. 07) Duarte Coelho (1535-1554) doou a Tristão de Mendonça uma terra de sesmaria, a duas léguas do Cabo de Santo Agostinho para o sul e três para o poente, — a fim de cultivar cana e algodão e ter marinhas de salinas, — nessas terras foram depois construídos os engenhos: do Meio, Massangana e Tabatinga.
      O engenho Tabatinga, fundado por Pero Dias da Fonseca, possuía uma igreja dedicada a Santa Luzia, com moenda movida à água de um belo açude. Suas terras ficavam localizadas na margem direita do Rio Tabatinga, a cerca de 02 milhas do Cabo de Santo Agostinho, sob a jurisdição de Olinda e freguesia de Ipojuca. Tinha 01 milha e meia de terra, com boa várzea, muito bem plantada de cana. Podia moer anualmente 5.000 a 6.000 arrobas de açúcar e pagava à Capitania de Pernambuco 03%.
    Foi citado nos mapas: Præfecturæ Paranambucæ Pars Borealis, una cum Præfectura de Itâmaracâ; PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 Capitania de Pharnambocqve, plotado como engenho, 'Ԑ: Tubatinga'.
Nomes históricos: eng. Tobatinga (Tabatinga); eng. Santa Luzia.

Pero Dias da Fonseca (ou Pedro Dias da Fonseca) – Cristão-velho. Nascido em 1535/Azurara, bispado do Porto/PT. Em 1595 tinha cerca de 60 anos de idade. Filho de Gonçalo Martins (caixeiro) e de Catarina Gonçalves. Senhor de engenho e morador de São Miguel de Ipojuca. Em 28/06/1595, Pedro Dias da Fonseca foi acusado de sacrilégio pela Primeira Visitação do Santo Ofício às partes do Brasil (Arquivo Nacional da Torre de Tombo. Código PT/TT/TSO-IL/028/13085), cuja sentença foi: auto-da-fé privado de 31/07/1595. Escusado de penitência pública e de fazer abjuração, por tempo de um ano se confesse e comungue de conselho de seu confessor nas festas principais, penas e penitências espirituais, condenado em dez cruzados para as despesas do Santo Ofício. Nota: Nessa época, a povoação de Ipojuca já possuía também um vigário ou uma cura de Almas, o padre Gaspar Neto, antes mesmo da criação da paróquia, criada em 1595, por ocasião da visita do bispo D. Frei Antonio Barreiros.
Senhor dos engenhos: São João Batista (1584);Tabatinga de Santa Luzia/Ipojuca (1594*) - Pedro Dias da Fonseca comprou a Gaspar Alves de Pugas o engenho São João Batista (eng. Bulhões/Jaboatão dos Guararapes), moente desde 1575, com 2.400 braças de extensão por 600 de largura, que depois foi vendida a Bento Luis de Figueroa.
Casamento 01: D. Maria Pereira Coutinho, (viúva de Manoel Ribeiro de Lacerda que era irmão de Antônio Ribeiro de Lacerda c.c. Joanna de Góes).
Filhos:
01- Cosme Dias da Fonseca - Cavaleiro da Ordem de Cristo e Fidalgo da Casa Real, herdeiro do eng. Tabatinga, c.c. D. Mécia de Moura.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional. Anais de 1925.
*Senhor do engenho Tabatinga/Ipojuca (Revista do IPHAN nº 13,1956)
Processo de Pedro Dias da Fonseca, 1595. Estatuto social: cristão-velho. Arquivo Nacional da Torre de Tombo. Código PT/TT/TSO-IL/028/13085. Disponível em: http://digitarq dgarq.gov.pt/details?id=2313293
Pergunte a Pereira da Costa. Disponível em: http://www.liber.ufpe.br/pc2/get.jsp?id=282&year=1637&page=374&query=1637&action=previous Data de acesso: 17/12/2013
Monte, Julianne Socorro do. Período colonial de Ipojuca-PE, visto a partir dos vestígios arqueológicos. Anais do Ii Encontro Internacional de História Colonial. Universidade Federal Rural de Pernambuco. Disponível em www.cerescaico.ufrn.br/mneme/anais

Segundo Schott (Relatório Holandês de 1636) o engenho Tabatinga e São João dos Salgados, pertencia a Cosmo Dias da Fonseca, que tinha fugido e abandonado seus engenhos. A casa de purgar e a casa das caldeiras, feitas de alvenaria, estavam muito velhas e começavam a decair e sus caldeiras e os tachos tinham sidos retirados.

Cosme Dias da Fonseca – Natural de Pernambuco. Filho de Pedro Dias da Fonseca, nascido na família Carneiro Gasto, uma das mais nobres da Vila do Conde/PT, e de D. Maria Pereira Coutinho (viúva de Manoel Ribeiro de Lacerda que era irmão de Antônio Ribeiro de Lacerda c.c. Joanna de Góes). Neto paterno de Antônio Dias da Fonseca e de Joanna de Góes, filha de Pedro de Góes.  Recebedor do Consulado do Passo da Madeira. Participou na luta contra os holandeses. Após o seu falecimento recebeu o foro de Cavaleiro da Ordem de Cristo. Fidalgo da Casa Real, alvará de 27/03/1638, que foi guardado pelo seu descendente o Cap. João Baptista Accioly de Moura, futuro proprietário do engenho Tabatinga (séc. XVII).
Senhor dos engenhos: Salgado/Ipojuca e Tabatinga de Santa Luzia/Ipojuca.
Casamento 01: D. Mécia de Moura. Durante a ocupação holandesa, já viúva, fugiu com sua irmã D. Isabel da Fonseca, viúva de Antônio Ribeiro de Lacerda, para a Bahia com o General Mathias de Albuquerque e cerca de 8.000 pessoas que em sua maioria eram senhores e lavradores de engenhos, com suas famílias, feitores e escravos. D. Mécia era a terceira e última filha de D. Felipe de Moura e de D. Genebra de Albuquerque.
Filhos:
01- Pedro de Moura Pereira - Filho primogênito, nasceu em 1608 e faleceu em 1677. Fidalgo Cavaleiro. C.c. sua prima D. Francisca Cavalcante, filha do primo de seu pai Cosme da Silveira e de D. Margarida de Albuquerque Cavalcante, irmã de D. Genebra de Albuquerque, que depois de viúva casou com João Gomes de Mello. Com sucessão;
02- Felipe de Moura e Albuquerque - Fidalgo da Casa Real. Embarcou no ano de 1624, como Capitão de Infantaria, em companhia de seu tio D. Francisco de Moura em socorro da Bahia, onde permaneceu. Casou na Bahia com D. Felipa Pissarra, filha do nobre Diogo Pisara de Vasconcelos, e depois com D. Maria Pimentel, filha de Antônio da Silva Pimentel, cunhado de sua mãe no 1º casamento, e de D. Joanna de Araújo, pessoas nobres e conhecidas na Bahia. Sem sucessão nos dois casamentos;
03- Antônio de Moura - Batizado em 12/06/1611, faleceu religioso da Ordem de São Francisco no Brasil;
04- Manoel de Moura Rolim - Nascido em 1616. Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Como Capitão de Infantaria participou do socorro feito a Bahia em companhia de seu tio D. Francisco de Moura. Durante a ocupação holandesa foi com sua mãe para a Bahia e lá casou com D. Anna Maria da Silva, irmã de sua cunhada D. Maria Pimentel, filha de Antônio da Silva Pimentel e de D. Joanna de Araújo, pessoas nobres e conhecidas na Bahia. Com sucessão;
05- Cosme Rolim de Moura - Serviu na Índia, onde faleceu sem sucessão;
06- Francisco de Moura Rolim - Serviu na Índia, onde faleceu sem sucessão;
07- Paulo de Moura - Religioso da Ordem de São Francisco na província de Santo Antônio do Brasil;
08- Maria Pereira de Moura c.c. Zenóbio Accioly de Vasconcellos, natural da Ilha da Madeira, filho de Gaspar Accioly de Vasconcelos e de D. Anna Cavalcante, Fidalgo da Casa Real, Alcaide-mor de Olinda, Mestre de Campo de Infantaria do 3º pago do Recife. Com sucessão.
Fontes consultadas:
Alexandre José Mello Moraes, Basto (marquez de.), Ignacio Accioli de Serqueira e Silva Memorias diárias da guerra do Brasil por espaço de nove annoscomeçando em 1630 deduzidas das que escreveu o marquez de Basto, conde e senhor de Pernambuco. Typ. de M. Barreto, 1855 - 164 pág.
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional. Anais de 1936 Vol 58; 1925, 1926.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. 2ª edição. Gov. de Pernambuco. CEPE. Recife, 2004
PEREIRA, Levy. "Tobatinga (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Tobatinga_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 16 de dezembro de 2013
SCHOTT, Willen. Inventário de Todos os Engenhos Situados entre o Rio das Jangadas e o Rio Una, em Pernambuco (1636)

            A Companhia das Índias Ocidentais holandesa confiscou o engenho Tabatinga por se encontrar abandonado e arruinado pela guerra holandesa, e o vendeu a Amador de Araújo pelo montante de 40.000 florins, vencendo a última prestação a 11/01/1639.
Verso da moeda de 3 Florins - Primeira moedas brasileiras tanto por conter o nome Brasil como
por terem sido fabricadas em solo brasileiro. Variação de peso de 3,79g a 3,86g

Amador de Araújo Pereira – Natural da Província do Minho/PT. Filho de Pedro Gonçalves, o Novo, e de D. Felipa de Araújo Pereira. Segundo Borges da Fonseca, Amador era parente próximo da Casa de Esquivo, de D. Miguel de Azevedo e de Luiz de Miranda Pereira, mantendo sempre contato com eles, como foi provador nas cartas conservadas pelos seus descendentes. Chegou a Pernambuco antes da invasão holandesa.Um dos primeiros Cabos de Guerra que participou da Restauração Pernambucana. Capitão-mor de Ipojuca, quando Fernandes Vieira em 1645 aclamou a liberdade. Pelos seus serviços foi nomeador por Governador de São Thomé, posto que não logrou por falecer antes de embarcar. Nota: Sobre Amador de Araújo os autores da história holandesa fazem honorífica memória.
Monograma representa a Geoctroyeerde West-Indische Compagnie
(Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais)
Curiosidades: mador de Araújo participou como representante de Ipojuca, em 27/08/1640, de uma Assembleia de conteúdo democrático, convocada pelo Conde Maurício de Nassau, que queria sentir a opinião de seus jurisdicionados, juntamente com outros proprietários de engenhos representando suas freguesias: Gaspar Dias Ferreira, a cidade Maurícia; Arnau de Holanda, S. Lourenço; João Fernandes Vieira, a Várzea; Manuel Paes, o Cabo; F. Fernandes Araújo, Serinhaém; Antonio Bulhões, Jaboatão; Fernão do Vale, Muribeca; Gonçalo Novo de Lira, Igarassú; Rui Vaz Pinto, Itamaracá; Antonio Pinto de Mendonça, a Paraíba e Francisco Rabelo, Porto Calvo.
Durante a ocupação holandesa ficou do lado dos invasores, mas depois se levantou contra aprisionando os neerlandeses da freguesia de Ipojuca (17/06/1645), pô-los a ferros e meteu-os no convento de S. Francisco. As hostilidades propriamente ditas começaram com o aprisionamento, pelos rebeldes, de Ipojuca, de dois barcos e seus passageiros que foram executados à exceção de um marinheiro, que teve a boa sorte de conseguir fugir. No dia 18, Amador de Araújo reuniu em torno de 400 homens, no seu engenho, e começou a fazer armazenamento e a se prover de armamento.
Em 21/06/1645 o Tenente holandês Jacob Flemmingh seguiu de Santo Antonio do Cabo (Cabo de Santo Agostinho) com 30 soldados e 12 de cavalo, para saber de Amador de Araújo o que queriam os revoltosos, porque tomaram armas, em nome de quem, e contra quem? Foi-lhe respondido que de si mesmos se puseram em armas contra os flamengos, sob cuja tirania o povo não mais queria viver. No mesmo dia chegou do Recife o Tenente-Coronel e Chefe da Milícia no Brasil, Hendrick van Hous, levando consigo 400 homens, a saber: 200 brancos e 200 indígenas; e em Santo Antônio do Cabo recebeu o reforço de 80 soldados e 22 paisanos montados.  Na manhã do dia 23, chegou ao eng. Tabatinga, posto avançado dos rebeldes, onde foram recebidos com muito fogo, os derrotando completamente. Os holandeses se puseram em retirada, e se esconderam na capela do engenho, onde decolaram o Pe. Sebastião Rodrigues, depois de rezada a missa, e um sapateiro. Quando os rebeldes os encontraram, alguns holandeses estavam vestidos de mulher. Em seguida, o capitão-mor Amador de Araújo e sua tropa marcharam até a Várzea, a fim de se juntar às forças deFernandes Vieira. Posteriormente, tomaram parte no combate de Tabocas.
Senhor do engenho Tabatinga de Santa Luzia/Ipojuca
Casamento 01, em Ipojuca: Maria da Costa de Luna, filha de Álvaro Gonçalves de Luna e de Isabel da Costa.
Filhos:
01- Maneol de Araújo de Miranda - Capitão na guerra contra os holandeses. Faleceu na segunda guerra dos Guararapes. Segundo marido D. Lourença Correia (casou 3 vezes), filha de Luís de Paiva Barbosa e de Isabel Correia. Irmã de João Correia Barbosa que foi Cavaleiro da Ordem de Cristo e Capitão-mor de Ipojuca. (c.g.)
02- Bernardino de Araujo Pereira - Capitão de Cavalos de Ipojuca, patente de 12 /03/1666. Vereador em 1668. Irmão da Misericórdia de Olinda, termo assinado em 01/11/1664. C.c.  Úrsula Cavalcanti de Albuquerque, filha de Pedro Cavalcanti de Albuquerque (Fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo) e de Brásia Monteiro Bezerra. (c.g.)
Fontes :
Broeck, 1651. Pg. 8-9, relatando eventos do ano de 1645
Genealogia Pernambucana. Disponível em: http://www.araujo.eti.br/familia.asp?numPessoa=40848&dir=genxdir/. Acesso em 16/12/2013
MELLO, José Antônio Gonçalves de, A Economia Açucareira, I, 2.ª edição, Recife, 2004
SCHOTT, Willen. Inventário de Todos os Engenhos Situados entre o Rio das Jangadas e o Rio Una, em Pernambuco (1636)
biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/pernambuco/ipojuca.pdf‎
revista do Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco. Disponível em: http://www.archive.org/stream/revistadoinstit 72brasgoog/revistadoinstit72brasgoog_djvu.txt. Acesso em: 16/12/2013
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais da Biblioteca Nacional. 1925 e 1926.

Restauração Pernambucana 
            Após a Restauração Pernambucana a maioria dos engenhos voltaram para as mãos dos seus antigos proprietários ou descendentes, não sendo diferente o eng. Tabatinga/Ipojuca cujo proprietário passou a ser João Batista Acióli de Moura, que segundo Pereira da Costa era proprietário do dito engenho no fim do século XVIII.

João Baptista Accioly de Moura (Accioli, Acioli) – Filho de Felipe de Moura Accioly, irmão Santa Casa da Misericórdia de Olinda (26/03/1678), e de D. Margarida Accioly, filha de João Baptista Accioly (tio paterno de seu marido) e de D. Maria de Mello. No ano de 1761, se encontra em idade avançada e morando no seu engenho Tabatinga.
Alcaide-mor. Capitão. Fidalgo Cavalheiro da Casa Real, nomeado por carta régia de 21/01/1711, que prestou juramento de homenagem no palácio do governo em 06/07 do mesmo ano, sendo seus padrinhos o Provedor da Fazenda Real João do Rego Barros, e o Capitão-mor Luis de Albuquerque Maranhão.
Nota: João Baptista Accioly de Moura guardou a nomeação de Cosme Dias da Fonseca como Fidalgo da Casa Real, nomeado em 27/03/1638, depois de seu falecimento. Esse documento foi mostrado a Borges da Fonseca.
Casamento 01: D. Brites de Almeida, filha de José de Barros Pimentel, Capitão-mor de Bom Sucesso/Porto Calvo-Alagoas, e de D. Maria Accioly.
Filhos:
01- Felipe de Moura Accioli - C.c. D. Adrianna Thereza de Mello, filha de Francisco do Rego Barros (Fidalgo da Casa Real, Provedor e proprietário da Fazenda Real em Pernambuco, Alcaide-mor de Olinda que foi herdado pelo seu irmão João Baptista Accioli de Moura) e de D. Maria Manoela de Mello. (s.g.);
02- João Baptista Accioli de Moura - Herdou de seu irmão Felipe de Moura Accioli a Alcaidaria-mor de Olinda, Fidalgo da Casa Real. Capitão de Auxiliares do Terço de Itamaracá. Viveu no eng. Senhor Bom Jesus do Araripe/Itamaracá. C.c. D. Theresa Micaella Pacheggto de Faria, filha de Antônio Gomes Pacheco (Cavaleiro da Ordem de Cristo e Capitão-mor do Terço de Itamaracá) e de 03- D. Maria Coelho de Revoredo. (c.g.);
04- Simão Accioli de Vasconcellos - Solteiro;
05- Antônio José de Moura Solteiro
06- D. Ignez Francisca de Moura - C.c. Dr. Lourenço de Freitas Ferrás e Noronha, natural da Ilha da Madeira, Juiz de Fora de Olinda e do Recife (06/04/1728), Ouvidor do Reino de Angola. Com sucessão;
07- D. Margarida de MouraSolteira;
08- D. Luzia Francisca Accioli - C.c. o irmão de seu cunhado, Manoel Gomes de Mello, Fidalgo da Casa Real, filho de Francisco do Rego Barros e de D. Maria Manoela de Mello. Com sucessdão;
Maria Accioli.
Casamento 02: D. Anna Carneiro de Mesquita (II), filha do Cap João Carneiro da Cunha (eng. do Meio/Recife) e de D. Anna Carneiro de Mesquita (I).
Filhos:
09- Joanna Manoella de Moura - C.c. seu parente José Alexandre Salgado de Castro Accioli, filho do Capitão-mor João Salgado de Castro Accioli (eng. São Paulo do Sibiró) e de D. Theresa de Jesus Maria. (c.g.);
10- D. Brites - Faleceu criança;
11- D. Maria Luisa Francisca Xavier Accioli;
12- D. Luisa Margarida do Sacramento - Nascida em 06/08/1737, c.c. o seu primo José Jerônimo de Albuquerque Maranhão, filho do Cap. Jerônimo de Albuquerque Maranhão (Fidalgo da Casa Real) e de sua primeira esposa D. Luzia Margarida Coelho de Andrada;
13- D. Josepha Maria Ignácia - Nascida em 07/10/1753, afilhada de Borges da Fonseca;
14- D. Thereza Francisca Xavier Accioli - Nascida em 25/03/1747, c.c.(?), no Ceará;
Fontes :
Pergunte a Pereira da Costa. Disponível em: http://www.liber.ufpe.br/pc2/get.jsp?id=1879&year=1657&page=445&query=tabatinga. Acesso em: 17/12/2013
Documentos manuscritos avulsos da Capitania de Pernambuco: Fontes repatriadas. Editora Universitária UFPE, 2006 - 583 páginas
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais da Biblioteca Nacional. 1925 e 1926.

          A primeira capela do engenho já não mais existe e suas ruínas se encontram dentro de uma mata cujas pedras ciclópicas e bem talhadas ali se amontoam de mistura com tijolos de cerca de 2 palmos por um de tamanho e aproximadamente 8 cm de espessura, pesando não menos de 5 kl. Ainda podem ser vistos restos das paredes em meio aos troncos das árvores, cobertos de musgos, avencas, líquens, bromélias e orquídeas. A capela atual do eng. Tabatinga, dedicada a Santa Luzia, cuja festa acontece a 13 de dezembro, situa-se numa pequena colina com longa escadaria, mas tão bem feita que os portadores de bengalas ou mesmo muletas sobem por ela com prazer. A pequena imagem barroca, que se vê no altar, é do século XVII, e todo ano sai em profissão, em cima de um andor, percorrendo 03 km, passando pelas ruínas da primitiva igreja.


Capela de Santa Luzia/Ipojuca
O próximo proprietário do engenho encontrado foi Francisco Barreto Costa Pimentel (nada foi encontrado) de Acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na sua listagem de erros por Unidade Industrial, em 2002.



Fontes consultadas:
Alexandre José Mello Moraes, Basto (marquez de.), Ignacio Accioli de Serqueira e Silva Memorias diárias da guerra do Brasil por espaço de nove annoscomeçando em 1630 deduzidas das que escreveu o marquez de Basto, conde e senhor de Pernambuco. Typ. de M. Barreto, 1855 - 164 pág.
biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/pernambuco/ipojuca.pdf‎
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional. Anais de 1936 Vol 58; 1925, 1926.
Genealogia Pernambucana. Disponível em: http://www.araujo.eti.br/familia.asp?numPessoa=40848&dir=genxdir/. Acesso em 16/12/2013
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. 2ª edição. Gov. de Pernambuco. CEPE. Recife, 2004
PEREIRA, Levy. "Tobatinga (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Tobatinga_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: Acesso em 16/12/2013 Broeck, 1651. Pg. 8-9, relatando eventos do ano de 1645
Relação dos Engenhos confiscados e que foram vendidos em 1637, in Rev. do Inst. Geog. e Arqueol. Pernambucano, p. 197, 1887-90, vol. 6
Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco. Disponível em: http://www.archive.org/stream/  revistadoinstit72brasgoog/revistadoinstit72brasgoog_djvu.txt. Acesso em: 16/12/2013
SCHOTT, Willen. Inventário de Todos os Engenhos Situados entre o Rio das Jangadas e o Rio Una, em Pernambuco (1636)
Pergunte a Pereira da Costa. Disponível em: http://www.liber.ufpe.br/pc2/get.jsp?id=1879&year=1657& page=445&query=tabatinga. Acesso em: 17/12/2013

3 comentários:

leonlerdo disse...

Como sempre, muito interesantes seus posts Lou, já sao para mim documentacao onde sempre comeco minhas pesquisas. Parabens pelo excelente trabalho!

UENES GOMES disse...

Olá senhores, uma correção, o blog apresenta a fotografia de um engenho homônimo, que parcialmente está inundado. Trata-se do Tabatinga, porém este localizado no Vale do Siriji, e data de 1838, pertence ao município de Vicência. http://www.ontemehoje.com/2013/12/reliquia-esquecida-pelo-governo-ruiu-e.html

Neste link há uma matéria que trata um pouco sobre a foto.

Brilhante trabalho este seu. Maravilhoso, acompanho sempre

Lou Rodrigues disse...

Prezado UENES, já corrigi o erro cometido e desde já agradeço a cooperação. LouNevesBaptistaRodrigues