Fontes

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27/06/2015

São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife

O engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife foi fundado por Francisco Carvalho de Andrade c.c. D. Maria Tavares Guardez, antes da invasão holandesa. Com moenda movida a bois e igreja dedicada a São Paulo. Suas terras ficavam situadas entre o Rio Tijipió e Jequiá, na freguesia da Várzea, sob a jurisdição de Olinda – Capitania de Pernambuco.

62- Recife e Olinda - ca. 1624<br /> <br /> 'PERNAMBUCO'.<br />  <br /> autor: não identificado.<br /> <br /> fonte: Gravura que ilustra o 'Reys-boeck van het rijcke Brasilien...' (REYS-BOECK - 1624). Exemplar utilizado pertencente à Koninklijke Bibliotheek, Haia.<br /> <br /> Em 1624 foi publicado na Holanda um livro, hoje muito raro, denominado 'Reys-boeck van het rijcke Brasilien', isto é, 'Livro de viagem ao reino do Brasil', de autor desconhecido, ilustrado com gravuras que mostram diversas vilas e cidades do Brasil, naquele momento. A gravura referente a Salvador mostra a cidade sendo atacada pelos holandeses, o que nos dá a certeza de que o livro foi publicado depois da ocupação da cidade, que só terminou no ano seguinte. Mas é possível que as ilustrações referentes a outras cidades se refiram a períodos um pouco anteriores, como é o caso de Recife e Olinda. Em seus aspectos geográficos, a gravura denominada 'PERNAMBUCO' é excessivamente esquemática. A barra de entrada do Recife está praticamente no limite da área urbana de Olinda, o que é um evidente exagero. O autor do desenho consumiu a maior parte do espaço com uma representação do que seria o trabalho nos engenhos de açúcar e casas de farinha de mandioca. Mas tanto Olinda quanto Recife estão representadas de modo significativo. A povoação do Recife, indicada com a letra E, exibe um conjunto de sobrados, o que corresponde à sua situação na época. A vila de Olinda, da qual apenas uma parte é apresentada na extremidade direita da gravura, tem o seu traçado urbano muito simplificado. Mas se compararmos com a planta 'Civitas Olinda', que ilustra o livro de Barlaeus (PERNAMBUCO - 70), podemos notar uma clara semelhança com o que está indicado nesta última. Para compreender essa relação, é importante perceber que a quadra que está à esquerda, a da letra A, junto à entrada da vila, aparece na planta com uma superfície aproximadamente retangular. Mas no desenho, que é uma perspectiva a vôo de pássaro, são registradas apenas as casas voltadas para o interior da vila, o que reduz a referida quadra a uma simples fileira de casas, o mesmo acontecendo com as que lhe ficam acima. A igreja no primeiro plano seria portanto a de São Bento, que é uma referência importante para a observação dos demais detalhes do desenho. É interessante observar que as casas comuns de Olinda são apresentadas de forma esquemática, com uma porta e duas janelas. À primeira vista poderiam parecer sobrados, mas, se comparadas com as de Recife, constata-se que são provavelmente casas térreas. Com maior destaque são apresentadas as igrejas, com seus frontões mais altos e cruzes e, ao fundo, uma com uma torre ou zimbório. Entre Olinda e Recife, este indicado com a letra D, comparece um forte que seria provavelmente o de São Jorge, que nesse caso deveria estar situado na outra margem do rio, nas proximidades do porto, no local indicado com a letra C. No primeiro <br /> plano, indicado com a letra F, o Forte do <br /> Mar ou do Picão.<br /> Esse desenho, muito esquemático, mostra pouca familiaridade com o local e reduzido apuro técnico, o que deixaria de acontecer a partir de 1630, com a ocupação holandesa.<br />
Recife e Olinda - ca. 1624 - 'PERNAMBUCO'.
autor: não identificado.
Francisco Carvalho de Andrade (Andrada) – Chegou a Pernambuco na segunda metade do século XVI, onde se tornou um dos principais da Capitania. Fidalgo da Casa Real. Lutou bravamente durante a invasão holandesa e foi um dos principais personagens da Insurreição Pernambucana, incentivando, inclusive, ao seu genro João Fernandes Vieira a participar da luta.
Casamento 01: D. Maria Tavares Guardez.
CURIOSIDADES: O nome de Ponte do Uchoa, hoje local turístico do Recife, vem do apelido do senhor do engenho da Torre, o Capitão Antônio Borges Uchoa, quando lhe coube a posse daquele engenho, uma ponte para dar passagem à margem oposta do Capibaribe, na altura da foz do Riacho Parnamirim, que deságua naquele rio. Anteriormente, porém, tinha a localidade o nome de Sítio do Guardez, desde 1633,  naturalmente o proprietário dessas terras era um avô de D. Maria Tavares Guardez
Filhos: 01- D. Leonor Guardez de Andrade c.c. Antônio Pinheiro Feio; 02- D. Ignez Guardez de Andrade c.c. João Pais Barreto (senhor de 10 engenhos na região do Cabo de Santo Agostinho); 03- D. Catharina Tavares de Guardez c.c. Braz Barbalho Feio.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (1)
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (6). Pág. 08
http://geneall.net/pt/nome/1602961/catarina-guardez/
http://geneall.net/pt/nome/291603/francisco-fernandes-carvalho-de-andrade/
http://www.wikitree.com/wiki/Andrade-75
http://www.wikitree.com/wiki/Guardez-3
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59
PAES BARRETO, Carlos Xavier. Primitivos Colonizadores Nordestinos. Edt. Usina de Letras. 2ª edição. Rio de Janeiro, 2010 Pág. 19
PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983. Vol. 1, Pág: 149 e 150, 489 – Vol. 2. Pág: 375-376 – Vol. 6 Pág: 273

72- Forte Real - 1635<br /> <br /> Imagem sem título [Forte Real].<br /> autor: não identificado.<br /> fonte: Gravura que ilustra o livro de Johannes de Laet (LAET - 1635), exemplar existente na Koninklijke Bibliotheek, Haia.<br /> O Forte Real, ao centro (letra A), cercado pelos holandeses, antes de sua rendição e posterior destruição. Os postos fortificados dos flamengos são indicados com as demais letras. Esse volume do livro de Laet, cronista da Companhia das Índias, foi publicado no próprio ano de rendição do forte, descrevendo as operações. Depois disso, estendeu-se o domínio holandês pela várzea, por mais de dez anos.<br />
Gravura que ilustra o livro de Johannes de Laet (LAET - 1635).
O Forte Real cercado pelos holandeses, antes de sua rendição e posterior destruição. Os postos fortificados dos flamengos são indicados com as demais letras. Esse volume do livro de Laet, cronista da Companhia das Índias, foi publicado no próprio ano de rendição do forte, descrevendo as operações. Depois disso, estendeu-se o domínio holandês pela várzea, por mais de dez anos.
O engenho foi citado nos seguintes mapas coloniais: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ; PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como engenho, 'St. Paulo', numa ilha no rio (ou num afluente m.d. desse rio) sem nome, tributário m.d.  do 'Rº. ∂os Ԑƒƒoga∂os'; IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 CAPITANIA DE I. TAMARICA, plotado como engenho, 'S. Paulo', numa ilha no rio (ou num afluente m.d. desse rio) sem nome, tributário m.d. do 'Rº. ∂os Ԑƒƒoga∂os'; PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, 'S. Paulo', na m.d.  do rio sem nome, afluente m.e. do 'Tajiibipio' - 'Teubipí'.
Atualmente não mais existe vestígio do engenho e suas terras foi ocupada pelo bairro recifense “Jardim São Paulo”
Com o falecimento de Francisco Carvalho de Andrade o engenho passa a ser de propriedade de seu genro Antônio Pinheiro Feio c.c. D. Leonor Guardez de Andrade.

Antônio Pinheiro Feijo (Feio) – Feitor-mor da Armada. Lutou na conquista do Maranhão.
Casamento 01: D. Leonor Guardez de Andrade – Filha de Francisco Carvalho de Andrade (senhor do engenho São Paulo) e de Maria Tavares Guardez. Irmã de D. Ignez Guardez c.c. João Paes Barreto, instituidor do Morgado de Nossa Senhora da Madre de Deus do Cabo de Santo Agostinho e proprietário de 0 engenhos, na mata Sul de Pernambuco.
Filhos: 01- D. Catarina Pinheiro Feijo c.c. Jerônimo de Albuquerque Maranhão (c.g.); 02- D. Magdalena Pinheiro c.c. Felippe de Albuquerque, irmão do seu cunhado Jerônimo
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (2) – Proprietário pelo seu casamento com D. Leonor.
Fontes:
Revista genealógica latina, Volumes 8-11
http://geneall.net/pt/nome/2002349/antonio-pinheiro-feio/
http://geneall.net/pt/nome/238599/jeronimo-de-albuquerque-o-maranhao/
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (3) pág. 08  Anais 1926 Vol 48 (1)

            O engenho depois passou a pertencer a Jerônimo de Albuquerque Maranhão e a Catarina Pinheiro Feio (Feijó), genro e filha de Antônio Pinheiro Feio e de D. Leonor Guardes.

Jerônimo de Albuquerque Maranhão – Filho de Jerônimo de Albuquerque com a índia Maria do Espírito Santo Arco Verde. Ferido numa guerra contra faleceu no seu engenho Cunhau em consequência de um ferimento recebido em luta conta os holandeses em 1631. Capitão do Rio Grande. Feitor-mor da armada da conquista do Maranhão
Foi encarregado da conquista do Rio Grande do Norte pelo Rei D. Felipe, tendo seguido por terra através da Paraíba, onde arrebanhou gente e seguiu o seu destino a fim de se encontrar com Manoel de Mascarenhas Homem, que viajou por mar, levando consigo muitos baianos. Chegou ao seu destino em 18.12.1597, onde construiu uma fortaleza de madeira e vendeu os índios, dando início a construção de uma povoação que foi instalada no dia 25.12.1599, quando festejavam o Natal do Senhor, por isso a vila levou o nome de "NATAL"; assumiu o governdo da vila, e construiu a igreja matriz dedicada à Nossa Senhora da Apresentação.
Diante dos bons resultados foi incumbido pelo Rei de ir conquistar o Maranhão, para onde partiu levando muita gente, em 1614. Em 1615 consegue restaurar a cidade de São Luiz, que estava em poder dos franceses, expulsando-os a firmando a sua autoridade de Governador, onde permaneceu até a sua morte em 11.02.1631, pelos holandeses. Por essa façanha, a de expulsar os franceses do Maranhão, recebeu o apelido de "Maranhão" que depois incorporou ao seu nome, diferenciando assim do nome de seu pai.
Casamento 01: Catarina Pinheiro Feio (Feijó), nascida em Pernambuco, filha do português Antônio Pinheiro Feio (Feijó) e de D. Leonor Guardes, pernambucana.
Filhos: 01- Antônio de Albuquerque Maranhão c.c. D. Joanna Luisa de Castelo Branco; 02- Mathias de Albuquerque Maranhão c.c. D. Isabel da Câmara; 03- Jerônimo de Albuquerque Maranhão.
Senhor dos engenhos: Cunhau/RN, situado nas terras do Uruá, em 1602; São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (3) – Engenho herdado de seu pai.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (3).
Fontes:
Revista genealógica latina, Volumes 8-11
BORGES DA FONSECA, Antônio Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (3) pág. 08 

            O próximo proprietário encontrado foi Antônio Nunes c.c. D. Isabel Pereira, que comprou o engenho aos descendentes de Francisco Carvalho de Andrade, antes de 1593, pois nesse ano já havia falecido.

Antônio Nunes – Falecido antes de 1593.
Casamento 01: D. Isabel Pereira.
Filhos: Não encontrado.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (4)
Fontes:
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59

            Após o falecimento de Antônio Nunes o engenho passou a ser administrado pela sua viúva D. Isabel Pereira, que surge como proprietária em 1593.

Isabel Pereira – Nascida em família muito nobre da Casa dos Morgados de Paredes de Vianna. Chegou a Pernambuco com suas irmãs Ignez de Brito, Genebra Bezerra, Joanna de Abreu, Paulo (?) Bezerra e Antônio Bezerra, o Barriga depois que seu pai foi degredado para São Thomé, por crime grave.;
Casamento 01: Antônio Nunes que faleceu antes de 1593, (s.f.)
Casamento 02: Henrique Afonso Pereira (I) – (c.g.)
Filhos: 01- Henrique Afonso Pereira – Um dos cavaleiros que correram com o Conde Maurício de Nassau nos festejos de aclamação do Rei D. João IV. C.c. (?). (c.g.); 02- Francisco de Brito Pereira – C.c. Maria do Rego, filha de Luiz do Rego Barreto e de Ignez de Ges, irmã de João Velho Barreto (Desembargador do Paço, Chanceler-mor do Reino, Conselheiro de Sua Majestade) e de Francisco do Rego Barros. (c.g.); 03- Ascenso Pereira; 04- Apolinário Nunes – C.c. (?). (c.g.); 05- Cosme de Abreu – C.c. (?). (c.g.); 06- Dorothea de Brigo – C.c. José do Rego, que era parente do Governador João de Barros.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (5)
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.Anais 1925 Vol 47 (8) –  Pág. 163, 168-169, 493. Anais 1926 Vol 48 (11) – Pág. 235, 246
http://www.araujo.eti.br/familia.asp?numPessoa=40503&dir=genxdir/
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59

            Talvez com dificuldades de tocar o engenho D. Isabel o arrenda a Tomás Nunes,

Tomás Nunes – Mercador.
Rendeiro do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife
Fontes:
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59

            Em 1609 D. Isabel Pereira ainda era proprietária do engenho, mas em 1617 o proprietário era Henrique Afonso Pereira, filho homônimo do segundo marido de Isabel e Capitão da Conquista do Maranhão.

Henrique Afonso Pereira (II) – Filho de D. Isabel Pereira, senhora do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife, e de seu segundo marido Henrique Afonso Pereira (I). Um dos Capitães da conquista do Maranhão. Permaneceu em seu engenho durante o domínio holandês. Um dos cavaleiros que correram com o Conde Maurício de Nassau nos festejos de aclamação do Rei D. João IV.
Casamento 01: (?)
Filhos: 01- Henrique Pereira; Antônio Pereira; Maria Ferreira; Isabel Pereira c.c. (?), em Alagoas.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (5) – Comprou o engenho aos descendentes de Francisco Carvalho de Andrade.
Em 1623 o engenho produziu 4.584 arrobas de açúcar.
No ano de 1633 as terras do engenho estavam ocupadas pelas guarnições luso-brasileiras. Havendo seu proprietário permanecido em seu engenho a fábrica moeu em 1637 e 1639, com 12 partidos da fazenda e dois partidos de lavradores: Antônio da Silva, com 20n tarefas, e Sebastião de Carvalho com 30 tarefas, que perfaziam 62 tarefas, equivalentes a 2.170 arrobas de açúcar.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.Anais 1925 Vol 47 (8) n- Pág. 168-169
PEREIRA, Levy. "S. Paulo (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Paulo_(engenho_de_bois). Data de acesso: 7 de junho de 2015.
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59

           Segundo os Anais Pernambucanos, em 1637, pertencia a Henrique Afonso Pereira, sua moenda era movida a animais e estava de fogo vivo. Nessa época o engenho moía com  12 tarefas que pertenciam a sua fazenda e mais 50 dos seguintes lavradores:: Antônio da Silva com 20 tarefas e Sebastião de Carvalho com 30 tarefas, perfazendo 62 tarefas.
            Em 1645 o engenho tinha como proprietário o Ouvidor-Geral da Capitania de Itamaracá, Antônio de Oliveira.

Antônio de Oliveira de Lemos– Ouvidor e Provedor da Fazenda Real de Itamaracá (1645)
Casamento 01: Mecia de Lemos, viúva de Gonçalo Feio.
Filhos: Francisco de Oliveira Lemos – Vereador de Olinda (1663). C.c. D. Grácia de Carvalho e Andrada. (c.g.)
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (6) – Citado por Borges da Fonseca como proprietário do engenho
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (8). Pág. 21, 233, 432; Anais 1926 Vol 48 (11) – Pág. 162

            O engenho foi deixado de herança para Francisco de Oliveira Lemos, filho de Antônio de Oliveira de Lemos e de D. Mécia de Lemos.

Francisco de Oliveira Lemos – Vereador de Olinda (1663). Filho de Mecia de Lemos com seu segundo marido Antônio de Oliveira (senhor do engenho São Paulo da Varzea).
Casamento 01: D. Gracia de Carvalho de Andrada. Filha de Bernardo de Carvalho e de D. Joanna Barreto.
Filhos: 01- Francisco de Oliveira Lemos – Falecido solteiro; 02- Bernardino Carvalho de Andrada – Capitão de Infantaria do Terço do Recife. Mestre de Campo de D. João de Sousa, patente de 05.05.1666, mas por interresse particulares largou o serviço. Sargento-mor do Terço de Ordenança do Recife, Varzea e Santo Amaro, patente de 15.01.1654. Vereador de Olinda. C.c. D. Laura Cavalcante Bezerra, filha de Cosme Bezerra Monteiro e de. D. Leonarda Cavalcante de Albuquerque. (c.g.); 03- D. Maria de Carvalho c.c. Antônio Curado Vidal – Fidalgo da Casa Real, Comendador de São Pedro do Sul da Ordem de Cristo, Mestre de Campo do Terço de Infantaria do Recife. Filho de Lopo Curado Garro e de D. Isabel Ferreira de Jesus, irmã de André Vidal de Negreiros. (s.g.).
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (7) – Filho e herdeiro de Antônio de Oliveira e de D. Mécia de Lemos
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (8). Pág. 21, 24, 38, 233. Anais 1926 Vol 48 (2), pág. 162

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Capitão-mor
Em 1712, o Capitão-mor da freguesia da Várzea Lourenço Cavalcanti de Albuquerque, aparece como proprietário do engenho São Paulo. NOTA: O Capitão-mor era a designação para cada um dos oficiais militares, responsáveis pelo comando das tropas de Ordenança em cada cidade, vila ou freguesia, entre os séculos XVI e XIX. Cabia ao capitão a representação na capitania dos interesses do donatário, garantindo os seus proventos e administrando os seus bens. Serviam ainda de interlocutor entre as populações e o donatário. Gozavam de latos poderes administrativos, judiciais e fiscais, sendo a  autoridade máxima na Capitania. Somente não podia aplicar a pena de talhamento de membros ou de execução. Respondiam pelos seus atos diretamente perante o Donatário, sendo remunerados com parte, geralmente 10% do dízimo, a chamada redízima, dos rendimentos que na capitania cabiam ao donatário. O cargo era em geral hereditário, estando sujeita a um regimento específico e, em geral, a confirmação real.

Lourenço Cavalcanti de Albuquerque – Falecido pelos anos de 1770. Filho de Antônio de Hollanda de Vasconcellos e de Felipa de Albuquerque Cavalcanti. Capitão de Auxiliares. Vereador de Olinda. Coronel.
Casamento 01: Úrsula Feio, na Bahia.
Filhos: 01- Felipa de Albuquerque Cavalcanti; 02- Maria Cavalccanti; 03- Antônia Cavalcanti.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife; Petribú/Goiana (1710).
Casamento 02: Isabel de Lima, na Bahia – Filha de Antônio de Barros Cardoso e de Giomar de Mello.
Filhos: 04- Brites Francisca de Lima.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (8)
Fontes:
http://www.araujo.eti.br/familia.asp?numPessoa=43808
http://www.araujo.eti.br/descend.asp?numPessoa=39797&dir=genxdir/
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1885-1886 Vol 13 (1) pág. 239. Anais 1885-1886 Vol 13 (1). Pág. 239; 1900 Vol 22 (2) pág. 17, 135
PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983. Vol. 2: 254
           
            Hoje suas terras foram reocupadas pelo atual bairro de Jardim São Paulo que integra a 5ª Região Político-Administrativa do Recife (RPA-5), a Sudoeste da cidade, formada por um total de 16 bairros.
Atualmente o bairro se tornou o expoente das novas medidas de segurança pública pernambucanas, tendo o grande reconhecimento mundial graças a uma sensacional reportagem do Washington Post.
5ª Região Político-Administrativa
do Recife (RPA-5)

Fontes:
http://desciclopedia.org/wiki/Jardim_S%C3%A3o_Paulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_S%C3%A3o_Paulo_(Recife)
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59
PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983. Vol. 1:149-150; 2:254 e 376; 10:350,
PEREIRA, Levy. "S. Paulo (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Paulo_(engenho_de_bois). Data de acesso: 7 de junho de 2015.

22/06/2015

Curado, antes São Sebastião/Curado-Recife

O engenho São Sebastião foi fundado por Pero da Cunha de Andrade, antes de 1585. Sua moenda era movida a bois e sua igreja tinha como orago São Sebastião. Suas terras ficavam localizadas entre o Rio Capibaribe e o Rio Tijiíó, freguesia da Várzea, sob a jurisdição de Olinda, capitania de Pernambuco.
Em 1605 já não gozava de isenção fiscal, e pagava 03% de pensão sob todo o açúcar produzido, depois de dizimado.

Pero da Cunha de Andrade – Nasceu em 1595/Lisboa-PT. Falecido antes de 1645. Filho de Rui Gonçalves de Andrade (Fidalgo da Ilha da Madeira) e de D. Leonor da Cunha. Neto materno de B. de Nuno da Cunha (serviu na Índia, Capitão-mor de Malasar). Bisneto materno de Tristão da Cunha e de D. Helena de Athayde, irmão de D. Luiz de Athayde (1º Conde e Senhor de Atouguia e 02 vezes Vide-rei da Índia). Moço Fidalgo da Casa Real. Vereador de Olinda (1621). Sargento-mor. Coronel de um dos dois terços da Ordenança de Olinda.Pero da Cunha refugiou-se no Arraial do Bom Jesus, sendo depois libertado, após a rendição da Fortaleza, com resgate de 15.000 florins. Capitão. Lutou na guerra contra os holandeses, era tido como um homem de muita coragem e autoridade sobre as suas tropas, que poderia se preciso reunir 4.000 homens, na maior parte brancos, muito bem armados e com munição.
No ano de 1645 e 1663, Pero da Cunha de Andrade aparece na lista de devedores da WIC como devendo o montante de 570 florins.
Resultado de imagem para igreja são sebastião do curado recife
São Sebastião ´- Orago da Igreja
do engenho
Casamento 01: Anna de Vasconcellos – Filha de João Gomes de Mello (senhor do engenho Trapiche do Cabo) e de Anna de Hollanda. Neta materna de Arnau de Holanda e de D. Brites Mendes de Vasconcellos “a Velha”. Bisneta materna do Barão de Rheneoburgo, Henrique de Hollanda e de D. Margarida Florência.
Filhos: 01- Pedro da Cunha Pereira – Vereador de Olinda, em 1649. Juiz Ordina´rio, em 1652. Moço Fidalgo, que pertenceu ao seu pai. c.c. D. Catharina Bezerra. (c.g.)
Casamento 02: Cosma Fróis (I) – Filha de Diogo Gonçalves (Auditor da Gente da Guerra em Pernambuco. Senhor dos engenhos: Casa Forte/Casa Forte, Santo Antônio/Várzea-Recife; Beberibe/Recife) e de D. Isabel Froes (que foi dama da Senhora Rainha D. Catharina de Portugal). Neta materna de Álvaro de Campos, que serviu na Índia.
Filhos: 02- Cosma da Cunha (II)c.c. Manoel Carneiro de Mariz; 03- Jerônima da Cunha c.c. Zacarias de Bulhões (senhor do engenho Bulhões/Jaboatão dos Guararapes)
Senhor do engenho Curado, antes São Sebastião/Várzea do Capibaribe-Recife (1)
Fontes:
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1885-1886 Vol 13 (1). Pág. 168 - Anais 1916 Vol 38 (1). Pág. 207
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (3). Pág. 210, 400* - Anais 1926 Vol 48 (2). Pág. 255
F. A. Pereira da Costa. Anais Pernambucanos. 2ª edição. Gov. de Pernambuco. FUNDARPE. Recife, 1983. Vol. 2: 392
PEREIRA, Levy. "S. Seba∫t. (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Seba%E2%88%ABt._(engenho_de_bois). Data de acesso: 6 de junho de 2015.
Revista do Instituto Archeológico e Geográphico Pernambucano, Edições 20-27. Pág. 651
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 58-59
____________________ Olinda Restaurada. Guerra e açúcar no Nordeste , 1630-1654. Edt. 34. 3ª edição. São Paulo, 2007 – Pág. 44.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Tempo dos Flamengos. Gov. de Pernambuco e BNB. Recife, 1979. Pág. 161, 248
_____________________________ A Economia Açucareira. Fontes Para a História do Brasil Holandês.  Edt. CEPE. 2ª edição. Recife, 2004. Pág´.151, 237

Em 1623 o engenho produziu 11.035 arrobas de açúcar.
Durante a ocupação holandesa o engenho foi ocupado (1633) por tropas luso-brasileira e saqueado pela tropa holandesa. Em 1635, Pero da Cunha de Andrade se refugiou no Arraial do Bom Jesus, sendo libertado, após a rendição da Fortaleza, contra resgate de 15.000 florins. Pero da Cunha retornou ao seu engenho e ficou sob o domínio holandês.
Embora os proprietários de engenho tivessem recebido da WIC várias facilidades para tocarem seus engenhos. Em 1638, estavam descontentes, pois várias taxas foram criadas sobre o açúcar. Queixavam-se dos enormes juros a que os credores os obrigavam a pagar. A situação foi ficando lastimável e foi tentada uma revolta desesperada contra o Governo holandês, cujos líderes eram de elementos ligados ao setor açucareiro. Entre os que tomaram parte estava o Capitão Pero da Cunha de Andrade que era tido como um homem de muita coragem e autoridade sobre as suas tropas, e que se preciso poderia reunir 4.000 homens, na maior parte brancos, muito bem armados e com munição. Após a rendição dos luso-brasileiros Pedro da Cunha foi preso, sob a acusação de participar de conjura visando a Restauração Pernambucana.
Podemos encontrar a localização do engenho nos mapas: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ; PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como engenho, 'Ԑ. St. ßastia';  IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 CAPITANIA DE I. TAMARICA, plotado como engenho, 'Ԑ St. ßastia'; PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, 'S. Sebast.', na várzea entre o 'Capiibari' (Rio Capibaribe) e o 'Tajiibipio' - 'Teubipí' (Rio Tejipió).
Segundo Dussen em seu Relatório de 1640 o engenho moía com 105 tarefas, sendo: 25 tarefas do partido da fazenda e as demais dos lavradores: Bernardim de Carvalho (25 tarefas), Manuel Álvares (15 tarefas), Antônio de Oliveira com um partido livre de 35 tarefas e Domingos de Abreu com um partido livre de 15 tarefas.
            Em 1645, Pero da Cunha de Andrade falece e o engenho passa a ser administrado pela sua segunda esposa e viúva D. Cosma Frois.

Cosma Fróis (I) – Filha de Diogo Gonçalves (Auditor da Gente da Guerra em Pernambuco. Senhor dos engenhos: Casa Forte/Casa Forte, Santo Antônio/Várzea-Recife; Beberibe/Recife) e de D. Isabel Froes (que foi dama da Senhora Rainha D. Catharina de Portugal). Neta materna de Álvaro de Campos, que serviu na Índia.
Casamento 01: Segunda esposa de Pero da Cunha de Andrade – Nasceu em 1595/Lisboa-PT. Falecido antes de 1645. Filho de Rui Gonçalves de Andrade (Fidalgo da Ilha da Madeira) e de D. Leonor da Cunha. Neto materno de B. de Nuno da Cunha (serviu na Índia, Capitão-mor de Malasar). Bisneto materno de Tristão da Cunha e de D. Helena de Athayde, irmão de D. Luiz de Athayde (1º Conde e Senhor de Atouguia e 02 vezes Vide-rei da Índia). Moço Fidalgo da Casa Real. Vereador de Olinda, em 1621. Sargento-mor. Coronel de um dos dois terços da Ordenança de Olinda. Pero era casado, em primeiras núpcias, com Anna de Vasconcellos, filho de João Gomes de Mello (senhor do engenho Trapiche do Cabo) e de Anna de Hollanda. (c.g.)
Filhos: 02- Cosma da Cunha (II)c.c. Manoel Carneiro de Mariz; 03- Jerônima da Cunha c.c. Zacarias de Bulhões (senhor do engenho Bulhões/Jaboatão dos Guararapes)
Senhora do engenho Curado, antes São Sebastião/Várzea do Capibaribe-Recife (1)
Fontes:
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1885-1886 Vol 13 (1). Pág. 168 - Anais 1916 Vol 38 (1). Pág. 207
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (3). Pág. 210, 400* - Anais 1926 Vol 48 (2). Pág. 255
F. A. Pereira da Costa. Anais Pernambucanos. 2ª edição. Gov. de Pernambuco. FUNDARPE. Recife, 1983. Vol. 1:372
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 58-59
_____________________ Olinda Restaurada. Guerra e açúcar no Nordeste , 1630-1654. Edt. 34. 3ª edição. São Paulo, 2007 – Pág. 44.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Tempo dos Flamengos. Gov. de Pernambuco e BNB. Recife, 1979. Pág. 161, 248
______________________ _________  A Economia Açucareira. Fontes Para a História do Brasil Holandês.  Edt. CEPE. 2ª edição. Recife, 2004. Pág´.151, 237
PEREIRA, Levy. "S. Seba∫t. (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Seba%E2%88%ABt._(engenho_de_bois). Data de acesso: 6 de junho de 2015.
Revista do Instituto Archeológico e Geográphico Pernambucano, Edições 20-27. Pág. 651

            Matheus van den Broeck em Diário (1645-1646), relata entre os eventos ocorridos em 16.08.1645, véspera da batalha de Casa Forte (Engenho Nassau), citando-o como 'engenho de D. Cosma', pg. 23-24: "16. — Parti do Recife a cavalo para o engenho Nassou afim de seguir para o engenho Rotterdam (onde era o meu alojamento), e que daquele dista somente meia légua, pois ali tinha que fazer. No acampamento do nosso exército soube que o capitão Blaer saíra com sua companhia de arcabuzeiros. Voltou à tardinha, trazendo três mulheres portuguesas, a saber: a de Francisco Beranger, sogra de João Fernandes Vieira, a de Antônio Bezerra e a de Amaro Lopes, as quais, segundo ele disse, seriam remetidas ao Recife e ali mantidas até que a sua mulher e a do capitão Hick lhes fossem restituídas. Deixara o seu tenente com seis ou sete homens brancos, e cinco ou seis indígenas, fora do quartel, para passarem a maior parte da noite no engenho do Sr. Stadt-houder; voltaram eles à seguinte ante-manhã ao quartel. Este mesmo dia avançaram André Vidal, João Fernandes Vieira, Camarão e Henrique Dias com todas as suas forças, para a Várzea, o sendo noite chegaram ao engenho de D. Cosma, sito a menos de um quarto de hora do engenho do Stadt-houder. Pretendem alguns que eles tiveram notícia de lhes haver o capitão Blaer levado as mulheres, pois que, se assim não fora, não ter-se-iam aproximado. Do dito engenho partiram ante-manhã.".
            Após o falecimento de D. Cosma Fróis o engenho passou a ser administrado pelo seu genro Manuel Carneiro de Mariz.

Manuel Carneiro de Mariz – Filho segundo de João Carneiro de Mariz (Escabino de Olinda durante o domínio holandÊs) e de D. Maria Velho, sua prima. Neto materno de Pedro Alves Carneiro e de D. Maria Ferreira Velho. Juiz Ordinário de Olinda, em 1654. Serviu na guerra contra os holandeses.
Casamento 01: Cosma Fróis (II), filha e herdeira do engenho de Pero da Cunha de Andrade e de D. Cosma Fróis (II)
Filhos: 01- João Carneiro da Cunha – Senhor do engenho do Meio/Várzea do Capibaribe-Recife. C.c. sua prima D. Anna Carneiro de Mesquita, filha de Paulo Carvalho de Mesquita e de D. Ursula Carneiro de Mariz. (c.g.); 02- Manoel Carneiro da Cunha – Homem muito rico e importante, cupou vários cargos honrosos em Pernambuco: Juiz Ordinário, Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Capitão-mor da Várzea, Coronel do Regimento da Ordenança da Olinda. Senhor do engenho Brum Brum/Recife pelo seu casamento com D. Sebastiana de Carvalho, filha de Sebastião de Carvalho (Fidalgo da Casa Real) e de D. Francisca Monteiro. (c.g.)
Senhor do engenho Curado, antes São Sebastião/Várzea do Capibaribe-Recife (3) – Proprietário do engenho por ter casado com a herdeira de Pero da Cunha e de D. Cosma Fróes.
O engenho moeu em 1637 e 1639.
Fontes:
F. A. Pereira da Costa. Anais Pernambucanos. 2ª edição. Gov. de Pernambuco. FUNDARPE. Recife, 1983. Vol. 3:71
Revista do Instituto Archeológico e Geográphico Pernambucano, Edições 20-27. Pág. 651
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (3). Pág. 210 - Anais 1926 Vol 48 (2). Pág. 338-339
http://www.outrostempos.uema.br/OJS/index.php/outros_tempos_uema/article/viewFile/14/8
http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1364351603_ARQUIVO_DOC.pdf
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Tempo dos Flamengos. Gov. de Pernambuco e BNB. Recife, 1979. Pág. 161, 248

            O engenho moeu em 1637 e 1639 com quatro partidos de lavradores, inclusive dois partidos livres, os quais, somados ao partido da fazenda (25), perfaziam 115 tarefas, equivalentes a 4.025 arrobas de açúcar. lavradores: Bernardim de Carvalho (25 tarefas), Manuel Álvares, partido livre (15 tarefas), Antônio de Oliveira (35 tarefas), Domingos de Abreu, partido livre (15 tarefas).
            No fim do século XVII e começo do XVIII o engenho aparece como pertencendo a Salvador Curado Vidal.

Salvador Curado Vidal – Faleceu antes de 1720 sem deixar herdeiros. Capitão.
CURIOSIDADE: Mathias de Albuquerque ao fazer o testamento em 13.05.1743-eng. Curado, já muito doente, na casa de seu sobrinho Salvador Curado, deixou dito que gostaria de ser sepultado na ermida do engenho São Sebastião.
Senhor do engenho Curado, antes São Sebastião/Várzea do Capibaribe-Recife (4)
Fontes:
http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaNormas.action?numero=5979&tipo_norma=LEI&data=19731212&link=s
PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983. Vol 3. Pág 65 – V0l 05. Pág 338
PEREIRA, Levy. "S. Seba∫t. (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Seba%E2%88%ABt._(engenho_de_bois). Data de acesso: 6 de junho de 2015
FREYRE , Gilberto. O Escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX. Global Editora e Distribuidora Ltda, 24 de set de 2012

O engenho nesse tempo perde a sua primitiva denominação de S. Sebastião pela de Curado, que ainda hoje conserva, originada do nome do proprietário que veio a ser, o capitão Salvador Curado Vidal, que em fins do século XVII instituiu a propriedade em capela vinculada sob a invocação de S. Sebastião, aplicando o rendimento líquido da fábrica para ocorrer às despesas dos encargos pios que instituíra.
Quando Salvador Curado faleceu, sem deixar administrador, foi nomeado para a capela, o vigário da freguesia, João Gonçalves Florença, que se apossou da mesma, mas foi destituído da administração, mediante recurso à coroa, por alvará de 26.02.1720, que nomeou o padre Diogo Pereira de Castro administrador do encapelado, o que foi terminantemente mandado executar por provisão do governador Manuel de Sousa Tavares, expedida em 7 de abril do mesmo ano, por se haver oposto o vigário Florença a entregar a administração da capela àquele sacerdote.
Em 24.11.1740, Antônio Curado Vidal fez um requerimento ao Rei D. João V, pedindo mais um ano sem serem executadas as dívidas do engenho e capela de São Sebastião, na freguesia da Várzea, instituída pelo seu avô o Capitão Salvador Curado Vidal, a fim de reerguer o engenho.

Antônio Curado Vidal – Neto de Salvador Curado Vidal.
Senhor do engenho Curado, antes São Sebastião/Várzea do Capibaribe-Recife (5)
Fontes:
Documentos manuscritos avulsos da Capitania de Pernambuco, Edição 1
http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaNormas.action?numero=5979&tipo_norma=LEI&data=19731212&link=s
PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983. Vol 3. Pág 65 – V0l 05. Pág 338

Guerra Holandesa
Matias Vidal de Negreiros, já bastante idoso, fez seu testamento na casa de seu sobrinho Manuel Ferreira Curado, que residia no engenho, mas não é citado como proprietário. Entre outras coisas Matias Vidal informou que tinha nascido na freguesia da Luz (São Lourenço da Mata), que era filho legitimado de do Mestre de Campo André Vidal de Negreiros (Governador da Capitania de Pernambuco) com Cristina dos Santos, também solteira. Falecendo em 02.07.1743 foi sepultado na capela de São Sebastião do engenho, e segundo a sua vontade, na entrada, da porta para dentro, para que todos o pisem como o mais humilde saco de terra.

Manuel Ferreira Curado – Alferes. Sobrinho de Matias Vidal de Negreiros.
Fontes:
PEREIRA, Levy. "S. Seba∫t. (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Seba%E2%88%ABt._(engenho_de_bois). Data de acesso: 6 de junho de 2015
F. A. Pereira da Costa. Anais Pernambucanos. 2ª edição. Gov. de Pernambuco. FUNDARPE. Recife, 1983. Vol. 3:339

            Em 16.09.1849, o Diário de Pernambuco publicou um anúncio sobre a fuga de uma crioula de 40 anos de idade, do engenho Curado, e informou que a escrava não tinha nenhum destaque (habilidade, prenda e virtude), só que era quarentona, de altura regular, bom corpo, cabelo grande, tendo no braço direito [...] um lobinho ou caroço do tamanho de um limão.
Bairro do Curado - Recife
No século XVIII o engenho e a capela retornaram para as mãos dos descendentes de Salvador Curado Vidal – “Este encapelado de S. Sebastião do engenho Curado permaneceu até a sua extinção, em virtude da carta de lei de 13.10.1831, sendo então todos os seus bens patrimoniais repartidos pelos legítimos herdeiros e sucessores do instituidor.”.
No ano de 1979 o Governo Federal doou a COBAL- Companhia Brasileira de Alimentos, 65 ha de terra que restaram do antigo engenho Curado, situada na confluência SW da BR-232 com a BR-101. A doação feita teve como objetivo o aumento da participação da COBAL no capital da Centrais de Abastecimento de Pernambuco AS – CEASA/PE 
Atualmente não existe mais vestígio do engenho e suas terras foram reocupadas pelo bairro do Curado/Recife.
  
Fontes:
F. A. Pereira da Costa. Anais Pernambucanos. 2ª edição. Gov. de Pernambuco. FUNDARPE. Recife, 1983. Vol. 3:65. Vol. 5:338
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes Para a História do Brasil Holandês.  Edt. CEPE. 2ª edição. Recife, 2004. Pág´.151, 237
PEREIRA, Levy. "S. Seba∫t. (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Seba%E2%88%ABt._(engenho_de_bois). Data de acesso: 6 de junho de 2015

Broeck, Matheus van den: Diário ou narração histórica (1645-1646). [Traduzido e anotado por José Hygino Duarte Pereira]. In: REVISTA TRIMENSAL DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO BRASIL, Tomo XL, Parte Primeira, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 1877, pg. 5-65.