30/07/15

Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho, citado algumas vezes como Ipojuca



            Engenho fundado após 1595, sob a invocação de Nossa Senhora da Paz (F. A. Pereira da Costa – Anuário de Pernambuco, vol. 3:80), com fábrica movida à água, situado na margem esquerda do Rio Pirapama, freguesia do Cabo de Santo Agostinho, capitania de Pernambuco. 

Casa Grande do engenho Pantorra
             Não se sabe ao certo quem fundou o engenho, mas em 1609 seu proprietário era Belquior Garcia Rebelo, negociante de escravos, que havia chegado a Pernambuco em 1595.

               Em 1623, o engenho Nossa Senhora da Paz é citado como localizado em Ipojuca e fazendo limite com o engenho que pertencia a Antônio Gonçalves da Paz. Nessa época o engenho passa ser chamado de Pantorra em alusão ao seu proprietário Diogo Fernandes Pantorra. Nessa época a fábrica produzia 7.855 arrobas de açúcar e o senhor do engenho pagava 03% de pensão ao Donatário.

No começo no século XVII o engenho é novamente citado como localizado a 1/2 milha mais ao Oeste do engenho Utinga/Cabo de Santo Agostinho e nas proximidades do engenho que pertencia Antônio Gonçalves da Paz. Suas terras tinham 01 milha de extensão, com muitos montes e matas. Seus edifícios eram de alvenaria, o que não era comum na época. A fábrica podia moer anualmente 4.000 a 5.000 arrobas de açúcar, mas para isso dependia do partido de fazenda e de seus lavradores Gaspar de Aguiar e Bento Dias Pinto, que era também seu purgador (trabalhador assalariado cuja função era purificar o açúcar).

Quando os holandeses invadiram Pernambuco (1630) o engenho estava arrendado a Domingos da Costa que fugiu de Pernambuco assim como o proprietário do engenho Diogo Fernandes Pantorra.

Durante o cerco ao Cabo de Santo Agostinho as terras do engenho Pantorra serviram de campo de batalha e de parada das tropas holandesa uma delas comandada por Van den Brande que esteve no engenho fazendo farinha para alimentar suas tropas.

Conseguindo finalmente fabricar toda a farinha necessária o Cel. Van den Brande marchou do eng. Pantorra com 03 Companhias e foi acampar a duas léguas na Aldeia Nova queimada de Ipojuca; tomou consigo machados e facões para abrir caminho na mata, mas deixou algumas companhias no engenho com a ordem de fazer rondas pelos campos circunvizinhos.

Após a conquista da região do Cabo de Santo Agostinho os holandeses tomaram posse de todas as propriedades e de todos os bens móveis e imóveis que os senhores de engenho tinham deixado para trás. Segundo F. A. Pereira da Costa (Anais Pernambucano – 3:79\80) os engenhos confiscados e vendidos ficavam: na Várzea, os de D. Carlos Francisco, Luís Ramíres e Ambrósio Machado; em Muribeca, os engenhos Novo, Santo André e Guararapes, no Cabo, o engenho Velho, Guerra, Jurissaca e Garapu; em Goiana, o engenho Novo e um pertencente a Manue Pacheco; em Beberibe, o engenho Velho, que tomou o   holandês de Eenkalchoeven; em Jaboatão, o sengenhos Jaboatão e Gurjau; e em Ipojuca os de S. Paulo, Tabatinga e Salgado; e mais os seguintes, sem menção das suas situações, mas conhecidíssimos, e alguns dos quais ainda existentes: Maciape, Três Paus, Tracunhaem de Cima, Espírito Santo, Santo Antônio, Bom Jesus N. S. da Conceição, do Meio, Santos Cosme e Damião, Santa Cruz, Novo, Maranhão, Bertioga, Pirapama, Rio Formoso, Itaperussu, Marabara, São José, S. João, N. S. da Paz, Martapagipe, Sapupema, S. Jerônimo, lIhetas, N. S. da Palma, Santa Ana ae N. S. da França.

            No engenho Pantorra os holandeses encontraram na casa grande e na casa de purgar 83 caixas de açúcar e 1.055 formas que, segundo a conta do purgador Bento Dias, renderam 1.123 arrobas de açúcar branco e mascavo.


Criança não identificada - Engenho Pantorra.
(Col. Francisco Rodrigues; FR-1621).
            Das citadas formas 511 pertenciam aos lavradores: Gaspar de Aguiar e Bento Dias Pinto, as quais renderam 420 arrobas de açúcar branco e 114 arrobas de açúcar mascavo, e tirado o dízimo ficou para os lavradores 151 arrobas de açúcar branco e 21 arrobas do mascavado, restando para a Companhia das Índias Ocidentais, 269 arrobas de açúcar branco e 93 arrobas de açúcar mascavado, que, com as mencionadas formas, representaram para a Companhia 858 arrobas de açúcar branco e 93 arrobas de açúcar mascavado, dos quais foram feitas 37 caixas, que com a marca da Companhia, foram mandadas para o Pontal e Barreto.

Em torno de 1637 o engenho Pantorra é posto em leilão pela Companhia das Índias Ocidentais holandesa. Nessa época Diogo Fernandes Pantorra retorna do exílio e o readquire por 19.500 florins em 06 prestações anuais, pagando de pensão 3% pôr todo açúcar produzido.

Em 1638 várias guarnições do exército holandês estavam espalhadas em pontos estratégicos do território pernambucano. No engenho Pantorra, ainda arruinado, estavam acampados 79 homens comandados pelo Capitão Daey. Diogo Pantorra não podendo recuperar seu engenho o repassa para o holandês Nicolas d’Haen e seus sócios da L´Empereur &AMP, Cia, que começam (1639) a replantar seus canaviais e reerguer suas edificações no intuito de fazer a fábrica moer no ano seguinte.

Conforme o Inventário de todos os engenhos situados entre o Rio das Jangadas e o Rio Una, Mata Sul de Pernambuco, feito pelo Conselheiro Willen Schott (Doc. 5 de 1637-1639, e Doc. 06 de 04.04.1640), o engenho Pantorra estava completamente arruinado e sua moenda ainda era movida à água.

       O engenho Pantorra é citado nos seguintes mapas coloniais: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ; PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como engenho: Pantorra', numa ilha fluvial na margem esquerda do 'R. Piripama', na foz do 'R. Gujibuzŭ' (Rio Cajubuçu); PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, 'Pardora', margem esquerda do 'Pirapáma' - 'Piraparma' (Rio Pirapama).

Em 1655 o engenho estava de fogo morto e pertencia ao Sargento-mor da Comarca Nicolau Coelho dos Reis, casado com D. Maria Soares de Faria. O engenho depois é herdado pelo seu filho primogênito o Sargento-mor de Pernambuco Mathias Ferreira de Sousa, casado com D. Luzia Margarida Cavalcante. (Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais de 18876-1997. Anais 1925 Vol. 47 [8]).

          O engenho depois passa a pertencer a Gonçalo Francisco Xavier Cavalcante, filho mais velho de Mathias Ferreira de Sousa, casado com sua prima D. Luiza Bernarda de Melo.


Antônio Francisco de Paula de Hollanda Cavalcanti de Albuquerque, o 
Visconde de Albuquerque
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Francisco_de_Paula_de_Holanda_Cavalcanti_de_Albuquerque

O próximo proprietário encontrado foi o Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque casado com D. Maria Rita de Albuquerque Mello, no Cabo de Santo Agostinho. Após o falecimento do Capitão-mor (1827), o engenho foi herdado pelo seu filho (2º) Antônio Francisco de Paula de Hollanda Cavalcanti de Albuquerque, o Visconde de Albuquerque, casado com D. Emília Cavalcanti de Albuquerque.


Celina de Holanda Cavalcanti de Albuquerque (Cecé), nasceu em 19.06.1915 – Eng. Pantorra e faleceu em 04.06.1999 - Recife. Cecé foi criada no eng. Ipiranga, mas após o falecimento de sua mãe sua tia paterna D. Ignácia de Holanda Cavalcanti de Albuquerque foi busca-la com seus dois irmãos e os levaram para o eng. Pantorra onde aprendeu o gosto pela leitura, motivada pela prática familiar e incentivada por Manoel Clementino Cavalcanti de Albuquerque e os valores afetivos da gente simples na luta pela sobrevivência. Pessoa de gestos largos na defesa dos indefensáveis, como ao cão querido do engenho Pantorra, que fora descoberto sangrando as orelhas, e que ela se postara ainda criança entre ele e o chicote do feitor. Poetisa e jornalista. Casou com seu primo o médico Djalma de Holanda Cavalcante de Albuquerque. (http://www.domingocompoesia.com.br/2016/02/uma-viagem-com-celina-de-holanda.html e http://todasasjanelasdomundo.blogspot.com.br/2011/03/celina-de-holanda-uma-receita-de.html )

Imagem disponível em: http://casadamemoriadocabo.blogspot.com.br/2010_05_01_archive.html
 Em 1875 o engenho pertencia a Antônio Joaquim Cavalcante de Albuquerque, nascido no engenho Pantorra.

            O próximo proprietário encontrado foi Manoel Clementino Cavalcanti de Albuquerque casado com D. Ignácia de Holanda Cavalcanti de Albuquerque, sua prima. O engenho depois passa a pertencer ao seu filho Gil Clementino de Holanda Cavalcanti de Albuquerque.
            Em 1994 as terras do engenho Pantorra tinha uma área de 840 hectares, limitam-se ao Norte com o eng. Tapuge de Baixo, ao Sul com o eng. Ipiranga, ao Leste com o eng. Vila Real e Universo, e ao Oeste com o eng. São Miguel, Liberdade e Brilhante. O engenho possuía algumas casas reunidas em arruados e apresentava, predominantemente, o  cultivo de cana-de-açúcar, sendo cortado pelos Rios Cajabussu e Pirapama. O engenho se encontra cadastrado no INCRA sob o n. 231.010.259.004-6, e matriculado no Cartório de Registro de Imóveis do Cabo sob o nr.  147,  Livro 2-A, a fl. 147. Pertencente a Destilaria Liberdade, anteriormente Liberdade Agroindustrial S/A – LAISA. Segundo uma avaliação judicial, publicada no Diário PE - Justiça de 18/03/2014 (4809622917480448), o engenho foi avaliado em R$ 2.520.000,00.
         Delano Carvalho (http://www.delanocarvalho.com/Pages/pernambuco.aspx) cita como proprietário do engenho Jacinto Botelho e como rendeiro José Xavier de Albuquerque, com datas desconhecidas, cuja pesquisa pode ter sido feita no Almanach de Pernambuco de 1900 e de 1902. 

 

Fontes:

Almanach de Pernambuco – 1900
Almanach de Pernambuco – 1902
Fundação Joaquim Nabuco – Fotos disponíveis em dominiopublico.com.br
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1919-1920 Vols 41 / 42 (5). Pág. 168
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (7), pág. 132.
Dicionário Bibliográfico Brazileiro – Dr. Augusto Victoriano Alves Sacramento Blake, 3o. Volume,
Imprensa Nacional, RJ -1895
Dicionário Chorographico, Histórico e Estatístico de Pernambuco; Sebastião de Vasconcellos Galvão;
Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1908 - Vol A-O, 478 pp. - digitalizado pelo Google, cópia da Stanford University
http://casadamemoriadocabo.blogspot.com.br/2010/05/celina-de-holanda_21.html
http://geneall.net/pt/forum/162651/familia-holanda-cavalcanti-de-albuquerque/
http://www.delanocarvalho.com/Pages/pernambuco.aspx
http://www.leilaopernambuco.com.br/leiloes/edital/159
http://www.radaroficial.com.br/d/4809622917480448
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 123 e 124
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Voll I.  2ª edição. Edt. CEPE. Recife, 2004. pág. 59, 71
PEREIRA DA COSTA, F.A. 1635 – 1665. 2ª edição. FUNDARPE. Coleção Pernambucana. Recife, 1983. Vol. 3 pág. 80
PEREIRA, Levy. "Pardora (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Pardora_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 28 de julho de 2015.






Proprietários Encontrados:





1609 - Belquior Garcia Rebelo – Chegou a Pernambuco em 1595. Exportador de açúcar e comerciante de escravos.


Fontes:
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1919-1920 Vols 41 / 42 (5). Pág. 168
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (7), pág. 132.
Dicionário Bibliográfico Brazileiro – Dr. Augusto Victoriano Alves Sacramento Blake, 3o. Volume,
Imprensa Nacional, RJ -1895
Dicionário Chorographico, Histórico e Estatístico de Pernambuco; Sebastião de Vasconcellos Galvão;
Imprensa Nacional, Rio de Janeiro, 1908 - Vol A-O, 478 pp. - digitalizado pelo Google, cópia da Stanford University
http://casadamemoriadocabo.blogspot.com.br/2010/05/celina-de-holanda_21.html
http://geneall.net/pt/forum/162651/familia-holanda-cavalcanti-de-albuquerque/
http://www.delanocarvalho.com/Pages/pernambuco.aspx
http://www.leilaopernambuco.com.br/leiloes/edital/159
http://www.radaroficial.com.br/d/4809622917480448
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 123 e 124
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Voll I.  2ª edição. Edt. CEPE. Recife, 2004. pág. 59, 71
PEREIRA DA COSTA, F.A. 1635 – 1665. 2ª edição. FUNDARPE. Coleção Pernambucana. Recife, 1983. Vol. 3 pág. 80
PEREIRA, Levy. "Pardora (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Pardora_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 28 de julho de 2015.

Fontes:

MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 123 e 124



1623 - Diogo Fernandes Pantorra – Durante a ocupação holandesa abandonou suas propriedades.

Senhor do engenho: Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho

Fontes:

MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 123 e 124

MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes par a História do Brasil Holandês. 2ª edição. Edt. CEPE. Recife, 2004. Pág. 29

PEREIRA, Levy. "Pardora (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Pardora_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 28 de julho de 2015

            

1630 - Domingos da Costa – Durante a ocupação holandesa fugiu de Pernambuco.

zxRendeiro do engenho: Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho, citado algumas vezes como Ipojuca

Fontes:

MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 123 e 124



1635 - Nicolas d’Haen – Quando chegou ao Recife e alugou uma casa (1635) junto com Cornelis Metsu Daniels. Essa casa pertencia a Companhia das Índias Ocidentais holandesas e ficava localizada na Ilha de Antônio Vaz, onde havia morado o já falecido Dr. Jacob Stalpart van der Wiele. O valor do contrato foi de 250 florins, por um ano, o que era considerado para a época um aluguel muito modesto.

Senhor dos engenhos: Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho, citado algumas vezes como Ipojuca; Pagi ou Pagy/Nazaré da Mata

Fontes:

http://www.liber.ufpe.br/visaoholandesa/Next.vh?query=diversidade&page.id=1993

http://freimilton-ofm.blogspot.com.br/2009/06/engenhos-de-ipojuca-e-os-holandeses.html

MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 123 e 124

MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes par a História do Brasil Holandês. 2ª edição. Edt. CEPE. Recife, 2004. Pág. 143

______________________________ Tempo dos Flamengos.  2ª edição. Gov. de Pernambuco e BNB. Recife, 1979. Pág. 51



1655 - Nicolau Coelho dos Reis – Natural de Monte-mor o Novo/Alentejo-PT. Filho de Antônio Simões Colaço e de Anna Coelho. Neto paterno do Dr. Bartolomeu Colaço e de Catharina Simões e por via materna de Antônio Lourenço e de Maria Alves.

Imigrou para Pernambuco, século XVI, onde adquiriu muitos bens. Sargento-mor da Comarca por patente Régia. 

Senhor dos engenhos: Santana/Jaboatão dos Guararapes, Anjo/Cabo de Santo Agostinho e Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho, citado algumas vezes como Ipojuca

Casamento 1: D. Maria de Faria, filha de Mathias Ferreira de Sousa e de Maria Soares de Faria.  Irmã dos Frades José de Santo Antônio (Religioso de São Francisco, Definidor da Província de Pernambuco. Faleceu velho no Convento em Recife) e de João de Faria (Jesuíta. Presidente do Curso no Colégio da Bahia Borges da Fonseca o conheceu já idos no ano de 1738).

Filhos:

01- Mathias Ferreira de Sousa que faleceu assassinado no eng. Anjo. Senhor do engenho Pantora e Anjo. C.c. D. Lusia Margarida Cavalcante. (c.g.);

02- José Coelho dos Reis – C.c. sua prima D. Bárbara de Faria, filha de Luiz Pereira e de Luisa Gomes do Cabo e irmã do Sargento-mor de Auxiliares João de Faria. (c.g.); 

03- Antônio Coelho dos Reis – C.c. D. Joanna, filha de Raphael Ferreira de Mello e de Úrsula Feijó do Amaral, irmã do Sargento-mor Geraldo Ferreira de Mello;

04- Leonor dos Reis – C.c. Antônio Ribeiro de Lacerda (recebeu como dote de casamento o eng. Santana/Jaboatão dos Guararapes), filho de Francisco de Barros Falcão e de D. Marianna de Lacerda. (c.g.);

05- Anna Theresa dos Reis* c.c. André Vieira de Mello, Cavaleiro Fidalgo, Alferes do 3º da Infantaria da Praça do Recife, filho de Bernardo Vieira de Mello e de D. Catharina Leitão. (c.g.)

Fontes:

BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (7) . Pág. 132, 375, 376, 440



Mathias Ferreira de Sousa – Faleceu assassinado no eng. Anjo. Filho de Nicolau Coelho dos Reis  e de D. Maria Soares de Faria. Irmão da Santa Casa da Miseriórdia de Olinda, cujo termo foi assinado em 02.12.1675.

Senhor dos engenhos: Anjo/Cabo de Santo Agostinho; Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho, citado algumas vezes como Ipojuca.

Casamento 01: D. Luzia Margarida Cavalcante, filha do Sargento-mor, Professo na Ordem de Cristo e Fidalgo Cavaleiro da Casa Real Joao Cavalcante de Albuquerque (senhor do eng. Santana/Jaboatão dos Guararapes) D. Maria Pessoa. Neta materna de Arnau de Hollanda Barreto (senhor do eng. São João/São Lourenço da Mata) e de D. Luisa Pessoa.

Filhos:

01- Gonçalo Francisco Xavier Cavalcante (senhor do engenho Pantorra e do Pindoba que recebeu de dote pelo seu casamento com sua prima D. Luisa Bernarda de Mello, filha e herdeira de André Vieora de Mello e de D. Anna Theresa dos Reis;

02- Nicolao Coelho de Albuquerque c.c. D. Catharina José de Mello, filha de André Vieira de Mello e de D. Anna Theresa dos Reis;

03- João Cavalcante de Albuquerque c.c. D. Leonor Serafina Cavalcante, filha do Cap. Pedro Pimentel de Lusa (senhor do eng. Matapagipe) e de D. Leonarda Cavalcante. (c.g.);

04- Francisco do Rego Barros, que foi assassinado no ano de 1752, (senhor do engenho Arariba) c.c. D. Josepha de Lacerda, filha de Antônio Ribeiro de Lacerda (eng. Santana/Jaboatão dos Guararapes) e de D. Leonor dos Reis. (c.g.);  

05- D. Luisa c.c. Antônio Cavalcante de Albuquerque, filho de Felipe Fragoso de Albuquerque e de (?);

Fontes:

BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (7). Pág. 132, 375, 376, 423, 440



Gonçalo Francisco Xavier Cavalcante – Filho primogênito de Mathias Ferreira de Sousa e de D. Lusia Margarida Cavalcante.

Casamento 01: D. Luisa Bernarda de Melo, filha e herdeira de André Vieira de Mello e de D. Anna Theresa dos Reis.

Filhos:
01- Ludovina Ferreira Cavalcante

Senhor dos engenhos: Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho, citado algumas vezes como Ipojuca e do Pindoba/Cabo de Santo Agostinho que recebeu de dote pelo seu casamento com sua prima

Fontes:

https://login.yahoo.com/config/login;_ylt=AtI46q.M_jXQ2vBSmsjhpB.gwsEF?.src=ygrp&.intl=br&.lang=pt-BR&.done=https%3A%2F%2Fbr.groups.yahoo.com%2Fneo%2Fgroups%2Ffamiliascearenses%2Fconversations%2Fmessages%2F148

BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (7). Pág. 67, 205, 222

https://gallaeciacores.wordpress.com/2014/04/09/pedido-de-ajuda-sobre-d-ludovina-ferreira-da-silva-cavalcante-de-albuquerque-a-tia-desconhecida-do-visconde-de-suacuna/



Século XVIII - Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque – Nasceu em torno de 1760 e faleceu em 1827. Capitão-Mor. Filho de Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque  (Coronel Suassuna. Fundador da Academia Suassuna (1802), centro de difusão das ideias liberais e republicanas que desembocaram no movimento de 1817) e de D. Filipa Cavalcanti de Albuquerque.
Senhor dos engenhos Girento/Escada; Limoeiro/Escada;  Mangueira/Escada; Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho, citado algumas vezes como Ipojuca; Pantorra/Cabo Santo Agostinho;  Penedo de Baixo/São Lourenço da Mata; Pitangueiras/São Lourenço da Mata; Poeta/Recife; Roncaria/São Lourenço da Mata; São Vicente/Escada; Sapucagy de Baixo/Escada; Suassuna (antes Nossa Senhora da Assunção); Suassuna/Jaboatão dos Guararapes; Timbi/Camaragibe; e da Usina Limoeirinha/Escada.

Casamento 01: D. Maria Rita de Albuquerque Mello – Filha de seu tio Antônio de Hollanda Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Manuela de Mello. Neta materna de Sebastião Antonio de Barros Mello e de D. Maria Rita de Albuquerque Mello. Neta paterna de Francisco do Rego Barros e de D. Maria Manuela de Mello

Filhos: 
01- Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque – Nasceu em 10.06.1793/Jaboatão dos Guararapes e faleceu em 28.01.1880/Recife. Barao e Visconde de Suassuna. Brigadeiro. Senador. Ministro de Estado. Presidente de Pernambuco; 
02- Antônio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque – Nasceu em 21.08.1797/Cabo de Santo Agostinho e faleceu em 14.04.1863/Rio de Janeiro.Visconde de Albuquerque. Deputado, Senador, Ministro. C.c. Emília Cavalcanti de Albuquerque. (c.g.); 
03- Manuel Francisco de Paula Cavalcanti – Nasceu em cerca de 1804/Pernambuco e  faleceu em 1894. Barão da Muribeca. C.c. sua sobrinha D. Maria da Conceição do Rego Barros. 
04- Pedro Francisco de Paula Cavalcanti e Albuquerque – Nasceu em 19.04.1806 e faleceu em 1875. Deputado, Senador, Presidente de Pernambuco. Barão e Visconde de Camaragibe. C.c. Ana Teresa Correa de Araújo. (c.g.).


Fontes:

http://rosasampaiotorres.blogspot.com.br/p/jorge-cavalcanti-de-albuquerque-uma.html

Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1920-1921 Vols 43 / 44 (2). Pág. 12, 13

http://doria.genealogias.org/HolandaCav.pdf

http://www.geni.com/people/Francisco-de-Paula-Cavalcanti-de-Albuquerque/6000000021606812420?through=6000000021606703681



1827 - Antônio Francisco de Paula de Hollanda Cavalcanti de Albuquerque – Nasceu em 21.08.1797/Eng. Pantorra – Cabo de Santo Agostinho e faleceu em 14.04.1863/Rio de Janeiro. Filho do Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Rita de Albuquerque Mello.

Aos dez anos foi Cadete, sendo promovido mais tarde a Tenente-Coronel, posto em que foi reformado. Deputado por sua província na 1ª legislatura de 1826 a 1829, na 2ª e 3ª de 1830 a 1837. Deputado Geral. Ministro da Fazenda em quatro Gabinetes. Ministro da Marinha (1840). Ministro da Fazenda. Ministro da Guerra. Conselheiro de Estado, em1850. Senador em 1838 a 1863. Nos dois primeiros períodos, enfrentou a situação crítica do estado econômico do País. Em 1846, voltou ao cargo; nesse período reorganizou as Recebedorias das Rendas Internas, e criou as da Bahia, Pernambuco, Maranhão, Pará e São Pedro do Sul, atual Rio Grande do Sul, com a atribuição de arrecadar tributos, o que até então era feito pelas Alfândegas. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, de 1837 a 1850. Homem da Imperial Câmara. Dignitário da Ordem do Cruzeiro e Cavaleiro de Cristo. Visconde de Albuquerque por Decreto de 02/12/1854.
Senhor do engenho Suassuna/Jaboatão dos Guararapes; Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho, citado algumas vezes como Ipojuca

Casamento 01: Emília Cavalcanti de Albuquerque.


Fontes:

http://www.senado.gov.br/senadores/senadores_biografia.asp?codparl=1433&li=7&lcab=1848-1849&lf=7

http://www.navioseportos.com.br/cms/index.php?option=com_content&view=article&id=125:hollanda-cavalcanti&catid=53:personagens&Itemid=80

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Francisco_de_Paula_de_Holanda_Cavalcanti_de_Albuquerque



Século XIX - Manoel Clementino Cavalcanti de Albuquerque – Nascido em 03.06.1885/eng. Pantorra. Filho de Gil Clementino de Holanda Cavalcanti de Albuquerque e de Emília Mendes de Holanda (primos), neto materno de sua tia Joana de Holanda Cavalcanti de Albuquerque e de Sebastião Mendes da Silva. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito do Recife. Agricultor no Município do Cabo. Humanista que cultivava uma farta biblioteca com muitos clássicos e que se dava à vida social, ao ponto de vir a governar a cidade do Cabo.
Senhor do engenho Suassuna/Jaboatão dos Guararapes; Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho, citado algumas vezes como Ipojuca e Brilhante/Cabo de Santo Agostinho

Casamento 01: D. Ignácia de Holanda Cavalcanti de Albuquerque, sua prima –  Filha de Sebastião José Mendes de Holanda e de D. Maria Anna Moura Cavalcanti de Albuquerque.

Filhos (todos nascidos no engenho Pantorra):  
01- Gil Clementino Cavalcanti de Albuquerque;
02- Djalma de Holanda Cavalcanti de Albuquerque;
03- Maria Edith de Holanda Cavalcanti de Albuquerque
04- Maria Eliza de Holanda Cavalcanti de Albuquerque.


Fontes:




Gil Clementino de Holanda Cavalcanti de Albuquerque – Filho de Manoel Clementino Cavalcanti de Albuquerque e de D. Ignácia de Holanda Cavalcanti de Albuquerque.

Casamento 01: Amélia Campelo, em 1941.

Filhos (?)

Senhor do engenho Suassuna/Jaboatão dos Guararapes; Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho, citado algumas vezes como Ipojuca e Brilhante/Cabo de Santo Agostinho

Fontes:

Viana O, Fausto. Percurso cenográfico de Campello Neto Uma vida dedicada à cenografia. São Paulo, 2010


Jacinto Botelho – Nada foi encontrado.
Senhor do engenho: Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho, citado algumas vezes como Ipojuca.
Fontes:

José Xavier de Albuquerque – Nada foi encontrado.
Rendeiro do engenho: Pantorra antes Nossa Senhora da Paz/Cabo de Santo Agostinho, citado algumas vezes como Ipojuca.
Fontes: