24/10/14

Cordeiro (Três Reis Magos, Scot, Straetsburch, Ambrósio Machado)/Recife


Engenho movido a bois, com igreja, pagando 02% de pensão. Situado entre o Rio Capibaribe e o Rio Jiquiá, jurisdição de Olinda e freguesia da Várzea; adiante do engenho Madalena e nas proximidades do eng. da Torre, e que, precisamente, campeava no lugar denominado hoje do Cordeiro, junto do riacho Cavouco, que, nascendo em terras do eng. do Meio, na Várzea, e atravessando no seu curso a estrada pública, vai desaguar no rio Capibaribe.
Em 1609 pertencia a o licenciado Martim Vaz de Moura.
  
Martim Vaz de Moura – Ouvidor de Pernambuco, em 28.07.1618 com provisão do Governador D. Luiz de Sousa.
Casamento 01: D. Isabel de Carvalho. Em 1623, já viúva, passou a administrar o engenho. D. Isabel doou à Ordem de São Bento uma casa em Olinda em troca do compromisso de quando viesse a falecer fosse enterrada na Igreja do Convento junto com os restos mortais de seu falecido marido.
Senhor do engenho Três Reis Magos ou Straetsburch/Recife
Fontes:
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1917 Vol 39 (1) Pág. 22
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. Pág. 68-69

Bairro do Cordeiro
O engenho foi citado nos seguintes mapas coloniais: Præfecturæ Paranambucæ Pars Borealis, una cum Præfectura de Itâmaracâ; PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 Capitania de Pharnambocqve, plotado como engenho, 'TrԐs RԐys Ԑ', na m.d. do 'Rº. Capauiriuÿ'; IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 Capitania de I. Tamarica, plotado como engenho, 'Ԑ TrԐs RԐys', na m.d. do 'Rº. Capauiriuÿ'; PE (Orazi, 1698) Provincia di Pernambvco, plotado como engenho, 'Scot', na várzea do 'Capiibari'. NOTA: Markgraf o registrou o engenho em seus mapas pela designação Straetsburch, e Golijath pela antiga, Três Reis Magos.
Em 1623 o engenho produziu 6.750 arrobas de açúcar e pertencia a viúva de Martim Vaz de Moura, D. Isabel de Carvalho. O próximo proprietário foi Ambrósio Machado de Carvalho, genro de Martim Vaz e de D. Isabel, pagando  02% de pensão de todo o açúcar que o engenho fabricava antes de ser dizimado.

Ambrósio Machado de Carvalho – Nascido no berço de uma família ilustre do Pernambuco colonial. Capitão-mor do Rio Grande do Norte, entre 1616 e 1619. Coronel de Milícias de Olinda (1630). Em 1635, Ambrósio se retirou de Pernambuco para a Bahia junto com o exército da Capitania que era comandado pelo General Mathias de Albuquerque.
Senhor do engenho Três Reis Magos ou Straetsburch/Recife
Fontes:
PEREIRA, Levy. "Scot (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Scot_(engenho_de_bois). Data de acesso: 21 de outubro de 2014.
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. Pág. 68-69

Na área cortada pelo Rio Capibaribe existia uma passagem “de Ambrósio Machado”, depois “do Cordeiro”, que levava ao local do atual bairro de Casa Forte, do outro lado do Rio. Também havia ali um poço que fornecia água à vizinhança. Esses dois fatores favoreceram o surgimento de um povoado.
Em 1630, devido a invasão holandesa, o engenho estava completamente destruído só restando as ruínas, tanto é que não aparece no Relatório do citado ano escrito por Adriaen van der Dussen. Em 1635 Jacques Hack comprou as antigas terras do engenho, mas o Governo do Recife desfez o negócio e o revendeu a Nicolaas de Ridder que tinha oferecido um maior valor de compra.

Jacques Hack – Natural da Holanda. Chegou a Pernambuco durante a ocupação holandesa como membro do Governo do Recife. Após a conquista do Arraial do Bom Jesus foi um dos holandeses que resolveram se tornar senhor de engenho devido a fortuna que o açúcar prometia. Um dos primeiros escabinos de Olinda que foram escolhidos pelo Conde Maurício de Nassau, em 1638. Em 1645 devia a WIC o montante 45.000 florins, pela compra do seu Engenho São João da Várzea/Recife e que tinha pertencido a Luís Ramires, antes da invasão holandesa.
Senhor do engenho: Três Reis Magos ou Straetsburch/Recife; São João da Várzea/Recife
Fontes:
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil HolandÊs.  2ª edição. Edt. CEPE. Recife, 2004. Pág. 64, 131, 163
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. Pág. 68-69

Nicolaas de Ridder – Comissário da Companhia das Índias Ocidentais holandesa. Entre 1636 e 1637 pediu demissão do seu cargo de Fiscal para entregar-se à gestão dos seus engenhos, o que, contudo, lhe foi recusado até que se encontrasse um substituto para sua função. De Ridder voltou para a Holanda antes de 1641 deixando suas propriedades nas mãos do seu bastante procurador João Fernandes Vieira. Em 1645 sua dívida particular perante a Companhia das Índias Ocidentais era de 8.907 florins, com seu sócio Jacob Stachhouwer devia a o montante de 83.279 florins por prestações vencidas; com  Sigismund Von Schokoppe sua dívida era de 35.211, em 1663.
CURIOSIDADES: Em 1667, na lista de eleitores escolhidos para escabinos de Olinda, foram incluídos alguns marranos: Pedro Lopes de Vera, Fernão do Vale e Gaspar Dias Ferreira, este último se declarou não judeu e de nobre família, o que irritou Stachchouwer e de Ridder, fazendo com que se retirassem em protesto da sessão, alegando que essas pessoas por terem sangue judeu não podiam ser membro do Colégio nem exercer cargo de direção..
Senhor dos engenhos: Três Reis Magos ou Straetsburch/Recife; São Bento/São Lourenço da Mata;
Coproprietário dos engenhos: Santana/Jaboatão dos Guararapes, Ilhetas/Cabo de Santo Agostinho e o da Torre/Recife-Torre, sócio de Jacob Stachhouwer que era também funcionário da WIC; engenho Velho ou da Madre de Deus/Cabo de Santo Agostinho e da Guerra/Cabo de Santo Agostinho e da Guerra, sócio de Sigismund Von Schokoppe
Fontes:
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil HolandÊs.  2ª edição. Edt. CEPE. Recife, 2004. Pág. 131, 162, 163, 257
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. Pág. 68-69, 77, 99, 109-111, 133

Após comprar o engenho Nicolaas de Ridder passou a ser administrado para o feitor Lourenço Nunes que era lavrador do engenho. Dois anos depois de Ridder se desinteressou pela compra. O engenho então foi vendido em 06.06.1637 a Willem Schott por 20.000 florins, em 04 prestações anuais de 5.000 florins. Na mesma ocasião Schott comprou outro pedaço de terra por 7.000 florins, a pagar em 03 prestações, que devia ser um partido de cana das cercanias do engenho provavelmente pertencente a algum lavrador que tinha fugido da Capitania. Na época o relatório de Van der Dussen atribui também sua propriedade a Christlffe Eyerschettel. Embora não exista documentação que abone essa informação, é possível que se trate de um sócio de Schott.

Willem Schott – Chegou a Pernambuco como Conselheiro Político no ano de 1633, designado pela Câmara da Zelândia da Companhia das Índias Ocidentais e aqui permaneceu até 1638, quando retornou para a Holanda. Após a conquista do Arraial do Bom Jesus foi um dos holandeses que resolveram se tornar senhor de engenho devido à fortuna que o açúcar prometia. Autor do Inventário dos engenhos situados do Rio de Jangadas para o Sul, até o Rio Una, em 1638, e do Pequeno relatório e descrição sumária das terras, cidades e fortificações do Brasil, em 1639. Schott foi nomeado como Governador do Programa de Política Colonial, que visava a restauração dos engenhos arruinados ou abandonados, esse programa durou pouco tempo, tendo sido substituído por outro programa que visava a exploração e o domínio do comércio do açúcar, regendo os moradores, julgando e administrando os engenhos e os açúcares confiscados. Em 1645 Schott devia a WIC 20.000 florins. Em 1663 essa dívida já estava em 22.040 florins.
Coproprietário do engenho: Três Reis Magos ou Straetsburch/Recife. Sócio de Christoffel Eyerschettel.
Fontes:
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. Pág. 68-69
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil HolandÊs.  2ª edição. Edt. CEPE. Recife, 2004. Pág. 153
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Tempo dos Flamengos.  2ª edição. Coleção Pernambucana. Vol. XV. Governo de Pernambuco. Secretaria de Educação e Cultura. Recife, 1979. Pág. 78, 131, 132, 178, 202.
PEREIRA, Levy. "Scot (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Scot_(engenho_de_bois). Data de acesso: 21 de outubro de 2014.

Christoffel Eyerschettel – Em 1636 Christoffel foi a 2ª pessoa nomeada pelos holandeses para o serviço de extinção de incêndios no Recife, cuja principal função era de fazer uma relação do que cada casa deveria dar para manter os vigias, que eram 04 recebendo cada um 18 florins por mês. Em 1639 foi escabino de Olinda, na época da mudança da sede da Câmara de Olinda para a Ilha de Antônio Vaz (Ilha de Santo Antônio/Recife antigo).
CURIOSIDADES: Em 1645, Christoffel foi um dos que protestaram quanto a derrubada das casas da Nova Maurícia (Nieuw Maruritsstadt), por exigência da defesa holandesa, ficando só de pé a casa de Jab den Rechter que ficava no centro da Cidade, pois a solidez da construção  serviria de reduto para o exército holandês. No protesto exigiam indenização pelas perdas. NOTA: Por conta da derrubadas destas casas, elas não foram citadas no relatório holandês:   Inventário das Armas.... e dos Prédios.
Coproprietário do engenho: Três Reis Magos ou Straetsburch/Recife. Sócio de Willem Schott
Fontes:
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Tempo dos Flamengos.  2ª edição. Coleção Pernambucana. Vol. XV. Governo de Pernambuco. Secretaria de Educação e Cultura. Recife, 1979. Pág. 56, 64, 89
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil HolandÊs.  2ª edição. Edt. CEPE. Recife, 2004. Pág. 153
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. Pág. 68-69

O engenho moeu em 1639, dispondo de 03 partidos de lavradores que, com o partido da fazenda (24 tarefas), fornecendo 72 tarefas, equivalentes a 2.520 arrobas de açúcar. Seus lavradores eram: Lourenço Nunes com 20 tarefas, Juan Barentsz com 20 tarefas, e Domingos Marins com 08 tarefas
Em 1654 o engenho do Cordeiro foi incorporado aos bens da coroa pela Fazenda Real, e de fogo morto, como ficou o engenho, foi uma parte das suas terras ocupada pelo Capitão João Cordeiro de Mendanha, que fundou um grande partido de cana.

João Cordeiro de Mendanha – Capitão. Militou na guerra da Restauração Pernambucana, desde o seu início, como ajudante de ordens do Mestre de Campo João Fernandes Vieira.
CURIOSIDADES: Francisco Berenguer de Andrada, Chistovão Berenguer, Antonio Bezerra, o Cap; Antonio Borges Uchoa, Francisco de Faria, o Cap. dos Cavaleiros Antonio da Silva, o Cap. Antonio Carneiro Falcão, Bernardim de Carvalho, Cosme de Castro Pessoa, Manoel Cavalcanti, Antonio Cavalcanti (com dois filhos ), o Cap;. João Nunes Vitoria, com alguma gente d'armas de fogo, João Cordeiro de Mendanha, Alvaro Teixeira, o Cap. Amaro Copes Madureira da conferência realizada por João Fernandes Vieira no engenho São Jerônimo/Recife, pertencente a Luiz Braz Bezerra sobre que atitude tomar depois que os flamengos estiveram em sua casa pronto para o matarem e não o encontrando destruíram tudo e lhe roubaram tudo o que tinha de valor.
Senhor do engenho: Três Reis Magos ou Straetsburch/Recife
Fontes:
Castrioto Lusitano ou  Historia da guerra entre o Brazil e a Hollanda, durante os annos de 1624 a 1654, obra em que se descrevem os heroicos feitos do illustre J. F. Vieira. Fr. Raphael de Jesus. Publicado por J. P. A1llaud. Paris. 1844. Pág. 228
PEREIRA, Levy. "Scot (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Scot_(engenho_de_bois). Data de acesso: 21 de outubro de 2014.

RECIFE (PE) Ruinas Casa Grande Engenho Cordeiro (1900)
Casarão do Cordeiro - Residência de João
Cordeiro de Medanha (século XVIII), hoje USF do Conj.
Residencial do Cordeiro
Foto: http://www.limacoelho.jor.br/index.php/O-Casar-o-do-Cordeiro/
O engenho estava de fogo morto em 1655. Hoje suas terras foram reocupadas pelo bairro do Cordeiro, pertencente à 4ª Região Político-Administrativa do Recife (RPA-4), a Oeste do Recife, entre os bairros de Iputinga e Zumbi. O bairro é cortado pela Avenida Caxangá (a mais extensa via urbana em linha reta do Brasil), onde está situado a Parque Prof. Antônio Coelho, conhecido como Parque de Exposições de Animais do Cordeiro.
Igreja de São Sebastião
Foto de Isaac Pereira Bastos Neto 
Na Avenida do Forte, uma das principais vias do bairro, construída em torno das ruínas do Forte do Arraial Novo do Bom Jesus. Fundado em 1646, e que foi o símbolo de resistência na Insurreição Pernambucana. Como indicação do local do Forte foi erguido um monumento com uma cruz, em homenagem a esse reduto e seus heróis, mas que infelizmente foi roubada só restando o mastro. 
Segundo o Censo do IBGE, em 2010 o bairro do Cordeiro tinha uma população de 69.775 habitantes, área de 344,2 hectares e densidade de 162,80 habitantes/km². Seu IDH atualmente é de 0,912.

27/06/14

Engenho Pintos/Moreno

            O engenho Pintos foi fundado na segunda metade do século XVII, por Gonçalo Carneiro da Costa, em terras vizinhas ao engenho Moreno/Moreno, às margens do Rio Jaboatão, distante 16 km do Centro.

Gonçalo Carneiro da Costa – Filho de Francisco Carneiro da Costa (Morgado de São Roque/Portugal) e de D. Anna da Costa. Sucessor de seu irmão no Morgado de São Roque/Portugal, do qual tomou posse por procuração e o logrou por muitos anos. Vereador de Olinda (1680). Capitão de Infantaria de Ordenança de Pernambuco (1684). Juiz Ordinário, 23/11/1697.


Casamento 01: D. Brites de Sá, viúva de Domingos de Oliveira Monteiro. Filha de Simão Rodrigues (natural de Viseu/PT) e de Maria de Sá (natural de Pernambuco). Irmã do Cônego Simão Rodrigues de Sá. Neta materna de Francisco Velho Romeiro e de Beatriz de Sá, segundo o inventário do dito Simão, cujo testamento que foi feito no dia 01/11/1680, aprovado pelo Tabelião Diogo Cardoso. S.g.


Fontes consultadas:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (17).

Em 1693, o engenho Pintos foi vendido a João de Barros Rego, dono de vasta extensão territorial.

João de Barros Rego – Nasceu em1653/Olinda. Filho de com André de Barros Rego e de Adriana Wanderley, filha de Gaspar Wanderley (Van der Ley) e D. Maria de Mello. Neto materno de João Gomes de Mello (eng. Trapiche/Cabo de Santo Agostinho) e de D. Anna de Hollanda.
Capitão-mor de Olinda. Capitão de Cavalos de São Lourenço da Mata, por patente do Gov. João da Cunha Souto Maior, em 05/03/1688 e confirmada em 13/12 do mesmo ano. Vereador em Olinda (1685). Provedor da Fazenda Real (07/10/1690). Juiz Ordinário (1691). Provedor da Fazenda Real, pelo falecimento de seu primo João do Rego Barros, durante a menoridade de seu cunhado e sobrinho João do Rego Barros (2º Provedor proprietário). Cavaleiro da Ordem de Cristo, professo em 22/03/1633, nas mãos do Bispo D. Mathias de Figueiredo e Mello, que lhe lançou o hábito na Igreja Catedral de Olinda.
Instituidor da Colegiada da Santa Casa da Misericórdia de Olinda, dotando-a a capelães para resarem em coro (17/06/1702), depois eleito Provedor            (1701 a 1702), fazendo, por sua conta, festas de ação de graças como o Santíssimo Sacramento exposto, cheio de jubilo por ver completos os seus desejos, que sempre tivera desta colegiada, e nesta ocasião orou o Padre João Máximo de Oliveira, (Arcebispo e depois Mestre Escola da Catedral de Olinda, aonde se conservam suas memórias de sua vida exemplar); assentando, no mesmo dia, renda para serem rezadas 1.025 missas anuais, por sua tensão e pela de sua 2ª esposa e tia D. Margarida Arcângela Barreto.
Um dos chefes do partido da nobreza (1710-1711). Durante a Guerra dos Mascates participou das batalhas e acabou preso em maio de 1712, vindo a falecer no mesmo ano na prisão (Fortaleza do Brum, Recife).



Casamento 01: Maria Vidal, filha de Lopo Curado e de Isabel Ferreira. Meia irmã do Gov. André Vidal de Negreiros. S.g;
Casamento 02: D. Margarida Arcângela Barreto, sua tia, filha de Francisco do Rego Barros (Fidalgo da Casa Real) e de D. Arcângela da Silveira. s.g;
Casamento 03: Margarida Cavalcante d’Albuquerque, filha de João Cavalcante de Albuquerque, o Bom, e de D. Simoa Fragoso. D. Margarida depois de viúva c.c. Pedro Cavalcante Bezerra (s.g.).
Filhos: 01- D. Maria, falecida criança.


Senhor dos engenhos: Bulhões/Moreno, Buscau, Camarão, Capim-assu, Catende/Catende, Estiva, Jaboatão/Jaboatão dos Guararapes, Moreno/Moreno, Pereiras/Moreno, Pintos/Moreno, Quilombo, Sapucaia, Viagens e Xixaim,


Fontes consultadas:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais: 1925 Vol. 47 e 1955 Vol. 75

O morgadio de Pintos foi instituído por sua esposa, D. Margarida Cavalcante d’Albuquerque.

Margarida Barreto de Albuquerque – Filha do sargento-mor Antônio Pais Barreto. Instituidora do Morgado dos Pintos, em 1794, que durou até 1843, mas o vínculo não abrangia Moreno


Casamento 01: João de Barros Rego – Nasceu em1653/Olinda e faleceu antes de 1748-eng. Curado ou São Sebastião/Recife-Curado. Filho de com André de Barros Rego e de Adriana Wandereley, filha de Gaspar Wanderley (Van der Ley) e D. Maria de Mello. S.g. (dados acima);
Casamento 02: Pedro Cavalcante Bezerra – Filho de Cosme Bezerra Monteiro e de sua terceira esposa D. Leonarda Cavalcante de Albuquerque. Capitão. Cavaleiro da Ordem de Cristo. S.g.


Fontes consultadas:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (17).
           
            NOTA: Um dos lavradores do engenho Pintos casou com Joanna Carneiro, c.g. D. Joanna era filha de D. Maria Carneiro e de José da Silva, morador do engenho Emboassica/Ipojuca.
            O próximo proprietário encontrado foi Francisco de Barros Rego.

Francisco do Rego Barros – Filho primogênito de João do Rego Barros (Fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo) e de D. Luzia Pessoa de Mello.
Provedor proprietário da Fazenda Real. Fidalgo da Casa Real. Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Juiz da Alfândega de Pernambuco. Padroeiro da Igreja de Nossa Senhora do Pilar/Recife e do Capitulo do Convento de Nossa Senhora das Neves da Ordem de São Francisco/Olinda. Senhor das capelas vinculadas nos engenhos: Água Fria e Pintos.
Francisco do Rego Barros era um genealogista escreveu, sem muito método, porém verdadeiras, umas memórias sucintas, porém verdadeiras s, à maneira de árvore de costado de várias famílias nobre e especialmente dos descentes de Arnau de Hollanda c.c. D. Brites Mendes de Vasconcellos, de quem era descendente. A genealogia escrita não tinha métodos e eram.


Casamento 01- D. Maria Manoela de Mello, sua prima. Filha de Manoel Gomes de Mello (Fidalgo da Casa Real, Sargento-mor da Ordenança, Senhor do eng. São João/Cabo de Santo Agostinho, encapelado por seu pai) e de D. Ignes de Goes de Mello - primos. Neta paterna de João Gomes de Mello e de Ignez de Almeida Pimentel. Neta materna de André de Barros Rego (Cavaleiro da Ordem de Cristo e senhor do eng. São João/São Lourenço da Mata) e de D. Adrianna de Almeida Wanderley.
Filhos: 01- João do Rego Barros – Nasceu em Olinda. Fidalgo da Casa Real. Cavaleiro da Ordem de Cristo; 02- Sebastião Antônio de Barros Rego – nasceu em Recife. Fidalgo da Casal Real; 03- D. Luzia Anna de Mello c.c. Antônio Luiz de Siqueira Varejão Castello Branco, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. S.g. até 1748; 04- D. Adrianna Thereza de Mello – c.c. Felippe de Moura Accioli, falecido antes de 1748, filho de João Baptista Accioly de Moura (eng. Itabatinga/Ipojuca, Fidalgo da Casa Real, Alcaide-mor de Olinda, em 1711), S.g;


Senhor dos engenhos Pintos/Moreno; Água Fria/São Lourenço da Mata.


Fontes consultadas:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (17) e de 1926 Vol 48 (16). Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Em 1983 o engenho Pintos foi desapropriado para reforma agrária pelo INCRA, e transformado no assentamento Herbert de Souza, onde moram hoje 400 famílias que conquistaram o direito de viver por lá e ou que receberam moradias por herança. No princípio as terras do engenho foram divididas em 147 lotes, administrados por pequenos agricultores. Atualmente, cada um tem seu espaço e todos plantam nas áreas comuns.

Eng. Pintos/Moreno
Foto: Alexandre Gondim - JC Imagem


A casa grande do engenho Pintos, em Moreno, foi construída no século XIX e tinha o estilo de falso bangalô, onde as casas eram adaptadas à nova moda de alpendres. Hoje se encontra em ruínas seu telhado e paredes inteiras estão caídas no chão. Touceiras de avenca em seu interior e a cozinha ganhou aspecto de floresta, mas podemos os pilares de sustentação da varanda. Contudo, pouco resta da balaustrada que contornava todo o alpendre.

Casa grande Eng. Pintos
Foto: James Davidson
A capela que existia na sala desmoronou. Sobrou apenas o altar vazio, com os anjos da decoração destruídos e um buraco na parede que indica o lugar onde antes repousava a santa. Segundo Geraldo Gomes (Engenho e Arquitetura, Fundação Gilberto Freyre, 1997), apesar de curioso, montar um oratório dentro de casa era comum, pois “grande parte dos ofícios religiosos era acompanhada apenas pelo senhor de engenho e seus familiares. Ter a capela privativa seria mais cômodo, no período da escravidão, os escravos assistiam à missa do lado de fora, pela janela, e quando o número de escravos aumenta, eram construídas capelas fora da casa-grande”. 

Capela do Eng. Pintos

Hélia Scheppa/JC Imagem

Em 2012, a Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA), Governo de Pernambuco, fez um projeto para construção da Barragem Engenho Pereira, para controle de enchentes do Rio Jaboatão que costumam afetar o município e parte de cidades vizinhas (Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife, e Vitória de Santo Antão, Zona da Mata) e reforçar do abastecimento de água de Moreno e Jaboatão dos Guararapes. Igual ao Engenho Verde, em Palmares, o casarão do Engenho Pintos e seu entorno ficarão submersos numa represa.
Eng. Pintos. Capela -  Vista interna
Fot: JC Online
Caberá à COMPESA recompensar as famílias pela destruição de suas casas. "Cada morador vai ter o direito de escolher se prefere ser indenizado ou reassentado. O valor da indenização e os detalhes dessa negociação ainda serão acertados", disse o diretor regional metropolitano da COMPESA, Rômulo Aurélio de Melo, durante audiência pública ocorrida na última quinta-feira no Centro de Moreno. Na ocasião, foi apresentado à população o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da barragem, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP) e uma das ações que deverá ser posta em prática pela COMPESA é o replantio das espécies encontradas na área a ser inundada.
Barragem do Eng. Pereira - Área que vai ser inundada
Os animais identificados no engenho deverão ser encaminhados para outros territórios e os peixes tenderão a buscar outras áreas quando perceberem a mudança no meio, que acontecerá gradualmente. O Rima da Barragem do Engenho Pereira está disponível no site da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). 
NOTA: Ainda não há previsão de data para o início das obras.



Fontes consultadas:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (17)

PEREIRA, Levy. "Nicas (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Nicas_(engenho_de_bois). Data de acesso: 9 de abril de 2014

26/06/14

Engenho Água Fria, antes Nicas/Paudalho

Nome histórico
Nicas, depois Água Fria/Paudalho
Nome atual
O engenho Água Fria/Paudalho não mais existe
Natureza
Movido a bois. Não possuía igreja
Localização
Margem esquerda do Rio Capibaribe
Jurisdição: Cidade de Olinda
Freguesia de São Lourenço da Mata
Mapas
- Præfecturæ Paranambucæ Pars Borealis, una cum Præfectura de Itâmaracâ
- IBGE Geocódigo 2610608 Paudalho - PE.
- PE (Orazi, 1698) Provincia di Pernambvco, plotado, 'Nicas', na m.e. do 'Capiibari'.
Pensão
Segundo a Relação dos Engenhos da Capitania de Pernambuco, de 1655 o engenho Nicas pagava 01 ½ %, sobre todo o açúcar antes de ser dizimado.
História – Proprietários/Moradores

Município de Paudalho, Pernambuco
            Engenho fundado antes da ocupação holandesa por Francisco do Rego Barros.

Francisco do Rego Barros – Nasceu em Olinda. Filho de João do Rego Barros e de D. Caetana Theodora Valcaçar.
Soldado de Infantaria (09 anos). Capitão da Ordenança, por morte de João Baptista Accioly. Sargento-mor de Pernambuco, por patente de Roque da Costa Barreto (Mestre de Campo do Brasil), em 1668. Vereador de Olinda, em 1678. Coronel. Auditor e Ouvidor da Capitania de Pernambuco, em 19/06/1684 , segundo as Provisões dadas por Antônio de Sousa Menezes e por D. Antônio de Sousa Tello de Menezes (2º Marques das Minas), Governadores e Capitães Generais do Estado do Brasil, nos anos de 1683, 1684 e 1685. Provedor da Fazenda Real, herdado de seu pai e avô Luis do Rego Barros (Fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de São Thiago). Proprietário do ofício de Juiz da Alfândega e Vedor Geral, avaliado em 325$ réis. Padroeiro da Igreja de Nossa Senhora do Pilar/Recife. Capitulo do Convento de Nossa Senhora das Neves da Ordem de São Francisco/Olinda. Senhor das capelas vinculadas nos engenhos: Água Fria e Pinto. Cavaleiro da Ordem de Cristo, professo antes de 17/09/1676.
Recebeu do Rei D. João IV o foro de Fidalgo da Casa Real e o Hábito da Ordem de São Thiago, que por falecer não chegou a receber.  Faleceu um pouco antes de ter recebido o Hábito ade Cavaleiro de Santiago.
Francisco do Rego Barros, como genealogista, escreveu (sem muito método, porém verdadeira) sobre a família dos seus ascendentes: Arnau de Holanda e de sua esposa D. Brites Mendes de Vasconcelos. De acordo com o General Francisco de Brito Freire era um dos homens mais nobres da Capitania.
Quando os holandeses invadiram Pernambuco Francisco do Rego Barros vivia na vila de Olinda, pelo que se viu obrigado a retira­r-se para a Bahia, em 1635. NOTA: Segundo Borges da Fonseca não se sabe se Francisco do Rego faleceu  na Bahia ou em Pernambuco, mas seus restos mortais estão sepultados em Olinda no Capitulo do Convento de São Francisco, onde se veem gravadas as suas armas e a inscrição do seu nome e com o (com o título de Capitão) e o de D. Arcangela da Silveira, nem por isso pode-se ter certeza de que faleceu em Pernambuco; porquanto consta que seu filho o João do Rego Barros, depois da Restauração Pernambucana¸ pediu licença para ir à Bahia buscar sua mãe, D. Archangela, cuja licença lhe foi concedida em 22/04/1654. Pode ser também que tenha deixado a Bahia e tenha vindo para Pernambuco na ocasião da guerra holandesa, o que seria mais provável devido a inscrição em sua lápide.
NOTA: "Do antigo convento resta apenas a pequena e bonita capela do capítulo na quadra do claustro,... e da qual foram seus primeiros padroeiros Lopo Soares e sua mulher d. Adriana Pessoa, e de 1656 por diante o capitão Francisco do Rego Barros e sua mulher d. Arcângela da Silveira, que ali jazem em sepultura rasa junto ao altar,...". (Pereira da Costa, 1951, Volume 01, Ano 1585, pg. 547).

Casamento 01, em 08/05/1623: D. Archangela da Silveira de Moraes, nascida em Olinda, filha de Domingos da Silveira (irmão de Duarte Gomes da Sylveira que era instituidor do morgado do Salvador do Mundo, na Santa Casa da Misericórdia da Paraíba) e de Margarida Gomes da Silva, ambos naturais de Viena/PT.
Filho 06 , segundo Borges da Fonseca, só há posteridade do primogênito João do Rego Barros:
01- João do Rego Barros – Nasceu em Olinda. Fidalgo da Casa Real (1675), Comendador da Ordem de Cristo, Capitão-mor e Governador da Paraíba, de 20/12/1675 a 1697), , c.c. D. Margarida Barreto, que foi a terceira esposa de seu primo João do Rego Barros;

Senhor dos engenhos Pinto e Água Fria/São Lourenço da Mata.

Fontes consultadas:
Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 1878-1879 Vol 05 (1), 1903 Vol 25 (2), 1906 Vol 28 (2)
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1903 Vol 25 (2); Anais 1926 Vol 48 (16).
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais de 1925. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
http://lhs.unb.br/biblioatlas/Nicas_(engenho_de_bois)

            Depois do falecimento de Francisco do Rego Barros o engenho ficou para sua viúva D. Archangela Josefa da Silveira, em 1655.

Archangela Josefa da Silveira – Nascida em Olinda, filha de Domingos da Silveira (irmão de Duarte Gomes da Sylveira que era instituidor do morgado do Salvador do Mundo) e de Margarida da Silva, ambos naturais de Viena/PT.

Casamento 01: Francisco do Rego Barros – Nasceu em Olinda. Filho de João do Rego Barros e de D. Caetana Theodora Valcaçar. (outros dados acima)
Filhos (06). Segundo Borges da Fonseca, só há posteridade do primogênito João do Rego Barros:
01- João do Rego Barros – Nasceu em Olinda. Fidalgo da Casa Real (1675), Comendador da Ordem de Cristo, Capitão-mor e Governador da Paraíba, de 20/12/1675 a 1697), c.c. D. Margarida Barreto.

Fontes consultadas:
Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 1878-1879 Vol 05 (1), 1903 Vol 25 (2), 1906 Vol 28 (2)
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1903 Vol 25 (2); Anais 1926 Vol 48 (16).
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais de 1925. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
http://lhs.unb.br/biblioatlas/Nicas_(engenho_de_bois)
           
O próximo proprietário encontrado foi Francisco do Rego Barros (Borges da Fonseca, Nobiliarquia Pernambucana).

Francisco do Rego Barros – Filho primogênito de João do Rego Barros (Fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo) e de D. Lusia Pessoa de Mello. Coronel do Regimento de Cavalaria de Olinda e Recife, composto de dois batalhões com 10 companhias cada um. Provedor proprietário da Fazenda Real. Fidalgo da Casa Real. Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Juiz da Alfândega de Pernambuco. Padroeiro da Igreja de Nossa Senhora do Pilar/Recife e do Capitulo do Convento de Nossa Senhora das Neves da Ordem de São Francisco/Olinda. Senhor das capelas vinculadas nos engenhos: Água Fria e Pintos.
Francisco do Rego Barros era um genealogista escreveu, sem muito método, porém verdadeiras,  umas memórias sucintas, porém verdadeiras s, à maneira de árvore de costado de várias famílias nobre e especialmente dos descentes de Arnau de Hollanda c.c. D. Brites Mendes de Vasconcellos, de quem era descendente. A genealogia escrita não tinha métodos e eram.

Casamento 01- D. Maria Manoela de Mello, sua prima. Filha de Manoel Gomes de Mello (Fidalgo da Casa Real, Sargento-mor da Ordenança, Senhor do eng. São João/Cabo de Santo Agostinho, encapelado por seu pai) e de D. Ignes de Goes de Mello - primos. Neta paterna de João Gomes de Mello e de Ignez de Almeida Pimentel. Neta materna de André de Barros Rego (Cavaleiro da Ordem de Cristo e senhor do eng. São João/São Lourenço da Mata) e de D. Adrianna de Almeida Wanderley.
Filhos: 01- (?); 02- Sebastião Antônio de Barros Rego – Nasceu em Recife. Fidalgo da Casal Real; 03- D. Lusia Anna de Mello c.c. Antônio Luiz de Siqueira Varejão Castello Branco, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. S.g. até 1748; 03- D. Adrianna Thereza de Mello – c.c. Felippe de Moura Accioli, falecido antes de 1748, filho de João Baptista Accioly de Moura (eng. Itabatinga/Ipojuca, Fidalgo da Casa Real, Alcaide-mor de Olinda, em 1711), S.g;

Senhor dos engenhos Pintos/Moreno; Água Fria/São Lourenço da Mata.

Fontes consultadas:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (17) e de 1926 Vol 48 (16). Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

            Nada mais foi encontrado sobre outros proprietários do engenho. 

Fontes consultadas:

PEREIRA, Levy. "Nicas (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Nicas_(engenho_de_bois). Data de acesso: 9 de abril de 2014