26/04/15

São Cosme e Damião (S. Co∫mo), antes São Jerônimo (St. Jeron; St. Jeroñ); /Recife-Várzea


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Engenho de açúcar -
Pernambuco colonial
A Várzea do Capibaribe é banhada pelo Rio Capibaribe, fica a 10 km do porto e a Oeste da cidade do Recife, sua mata ribeirinha era rica em pau-brasil e suas terras muito férteis, clima propicio e muita água, fizeram surgir vários engenhos.
Entre esses engenhos podemos citar o São Cosmo e Damião, situado a montante da desembocadura do Riacho Camaragibe, cidade de Olinda, freguesia da Várzea, Capitania de Pernambuco. Possuía uma igreja e sua fábrica era movida à água e seu proprietário pagava uma pensão de 3% sobre todo o açúcar produzido antes de ser dizimado.
De acordo com documentação encontrada entre 1593 e 1617 o engenho pertencia a Paulo Bezerra.

Paulo Bezerra – Chegou a Pernambuco antes da invasão holandesa, junto com sua família, seu irmão Antônio Bezerra “o Barriga”, suas irmãos Ignez de Brito, Isabel Pereira, Genebra Bezerra e Joanna de Abreu. Segundo relatos da época o seu pai foi degredado para São Thomé, por crime grave, assim como afirmavam também que eram pessoas muito nobres da Casa dos Morgados de Paredes de Vianna. Vereador de Olinda (1596, 1603, 1611 e 1620). Juiz Ordinário de Olinda (1613).
Casamento 01: Maria Nunes Paes Barreto, em Vianna-PT. Parente de João Paes Barreto, instituidor do Morgado do Cabo de Santo Agostinho.
Filhos (nascidos em Portugal): 01- Manoel Gomes Barreto c.c. Gracia Bezerra, filha de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda e de Brásia Monteiro; 02- Luiz Brás Bezerra, o Velho, c.c. Brásia Monteiro.
Fontes:
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª Edição. São Paulo, 2012. Pág. 64
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (4) Pág. 34, 36,

            Em 1623 o engenho produziu 7.510 arrobas de açúcar e já pertencia a Luís Brás Bezerra, herdeiro da propriedade.

Luiz Bras Bezerra, o Velho – Filho de Paulo Bezerra. Durante a ocupação holandesa permaneceu à frente do seu engenho. Vivia em seu engenho São Jerônimo no ano de 1650, como consta em uma escritura de dote feita em 18.06, feita pelo Tabelião Balthasar de Mattos, quando Fernão de Mello de Albuquerque c.c. sua filha viúva Antônia Bezerra. Prestou depoimento à Inquisição em 1594.
Senhor do engenho de São Cosme e São Damião/Freguesia de S. Jerônimo da Várzea
Casamento 01: Branca Monteiro, filha de Antônio Bezerra Felpa de Barbuda e de Camilla Barbalho, que vivia em Olinda no ano de 1608. Neta materna de Braz Barbalho e de (NI) Guardez.
Filhos: 01- Apolinário Gomes Barreto – Capitão. Faleceu durante batalha contra os holandeses no Forte das Salinas/Olinda. C.c.  D. Lourença Correia, sua prima, viúva do Capitão Manoel de Araújo de Miranda (c.g.). Ao enviuvar pela segunda vez D. Lourença c.c. o Capitão Domingos Gomes de Brito (c.g.). (s.g.); 02- D. Antônia Bezerra – C.c. Álvaro Teixeira de Mesquita. Depois de viúva c.c. o Capitão de Infantaria paga, Fernão de Mello de Albuquerque, em 1650, segundo consta do inventário que se fez pó morte deste, em 12.08.1666, pelo Juiz de Órfãos: Feliciano de Araujo de Azevedo e pelo Escrivão Francisco Barbosa Aranha de Araujo. (com geração nos dois casamentos); 03- D. Leonor Cabral – C.c. o holandês Abrahan Traper, de acordo com o testamento do Gov. João Fernandes Vieira, feito em 14.02.1674. Após ficar viúva D. Leonor teve um filho com D. João de Sousa, Comendador de São Euricio e de São Fins e Mestre de Campo de Infantaria do Terço do Recife; 04- D. Mécia Bezerra – C.c. João de Oliveira, que era proprietário do Ofício de Escrivão da Alfândega e Almoxarifado do Recife. Filho de Luiz de Siqueira (Moço da Câmara de Sal Majestade, cujo serviço, feito no decurso de 15 anos e pelos de seu pai Duarte de (NI), feita a mercê do dito Ofício, por Alvará régio de1622) e de Isabel de Sousa de Vasconcellos; 05- Maria Paes Bezerra – C.c. (?) Antônio Mendes.
Fontes:
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a história do Brasil holandês. Edt. CEPE.  Recife, 2004. Pág. 87, 153
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (4), pág: 36, 167, 218, 234.
PEREIRA, Levy. "S. Co∫mo (engenho/Capĩibarĩ)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Co%E2%88%ABmo_(engenho/Cap%C4%A9ibar%C4%A9). Data de acesso: 23 de abril de 2015.
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª Edição. São Paulo, 2012. Pág. 64

             Em 1634 o engenho foi destruído pela tropa holandesa, mas depois foi reconstruído por Luiz Brás Bezerra, que talvez para poder tocar novamente o engenho tenha pedido dinheiro em prestado a WIC, como tantos outros senhores de engenhos da Capitania de Pernambuco.
            O engenho moeu em 1637 e 1639, com 05 partidos de lavradores que, somados ao da fazenda (08), forneciam 55 tarefas, equivalente a 2.750 arrobas de açúcar. Lavradores: Breatis Cala (?) com 16 tarefas; Domingos Mix. Dinis com 13 tarefas; Francisco Gonçalves Barreto com 12 tarefas; João Álvares com 3 tarefas; Maria de Lisboa com 3 tarefas.
            Em 1644 Luiz Brás propôs ao governo do Recife um acordo para o pagamento das suas dívidas e das dos genros (Álvaro Teixeira de Mesquita e Antônio Mendes) à WIC e a comerciantes particulares, decorrentes da aquisição de escravos africanos, no total de 12.755 florins. Em 1645 sua dívida era de 2.422 flroins à WIC, mas em 1663, a dívida de Luiz Brás e seus genros somavam 21.166 florins.
            Nas terras do engenho São Jerônimo, depois Santos Cosme e Damião, foi onde arregimentaram os primeiros insurrectos pernambucanos. Durante a guerra contra os holandeses quando os batavos foram capturar João Fernandes Vieira no seu engenho. As tropas, enviadas polo Conselho do Governo holandês, encontraram deserto o engenho de S. João Baptista. Vieira tinha se fugido à tempo e refugiado-se no engenho de Luiz Braz Bezerra, tido como um dos homens principais da Capitania; e, logo que ali se lhe juntaram uns cento e trinta homens, entre eles: Francisco Berenguer de Andrada (seu sogro), Chistovão Berenguer, Antonio Bezerra, o Capitão Antonio Borges Uchoa, Francisco de Faria, o Capitão dos Cavaleiro Antonio da Silva, o Capitão Antonio Carneiro Falcão, Bernardim de Carvalho, Cosme de Castro Pessoa, Manoel Cavalcanti, Antonio Cavalcanti (com seus dois filhos), o Capitão João Nunes Vitoria, com alguma gente d'armas de fogo, João Cordeiro de Mendanha, Álvaro Teixeira, Amaro Copes Madureira, que depois veio a ser Capitão. Após a reunião Vieira depois de ser aclamado Governador das Armas, partiu com todos os homens em marcha em busca de um alojamento mais seguro na região de Camaragibe que ficava vizinha a Várzea, em um outeiro situado no interior de uma mata, que lhes serviria de atalaia e alojamento.
            Em 1650, Luiz Brás Bezerra ainda estava vivo e residia em seu engenho São Jerônimo, quando deu o engenho de dote nupcial para Fernão de Mello de Albuquerque, que se casara com sua filha D. Antônia Bezerra.

Fernão de Melo de Albuquerque – Natural de Pernambuco. Alferes em Flandres. Falecido em 12.08.1666, com inventário feito pelo Juiz de Órfãos: Feliciano de Araujo de Azevedo e pelo Escrivão Francisco Barbosa Aranha de Araujo. Capitão de Infantaria paga.
Casamento 01: (NI).
Filhos: 01- D. Maria – Em 1666, quando foi feito o inventário de seu pai, tinha 15 anos de idade. Nada mais foi encontrado. Casamento 02: Antônia Bezerra, em 1650, viúva de Álvaro Teixeira de Mesquita (c.g.). D. Antônia teve geração nos dois casamentos. Filhos: 02- Luiz Braz Bezerra – Que foi obrigado a se casar com D. Innocência de Brito (irmã do Capitão de Infantaria do Recife Plácido de Azevedo Falcão que já idoso em 1740). (c.g.). Casamento 02: D. Isabel de Gusmão. Inventariante de seu marido. (s.g.)
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (4), pág: 85, 86
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752012000100011
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª Edição. São Paulo, 2012. Pág. 64

            O engenho Santos Cosme e Damião, antes São Jerônimo, safrejou em 1655.
Mapa Pernambuco - Nicolaes Visscher (1640)
O engenho foi citado nos seguintes mapas coloniais: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ; PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como engenho, ' 'Ԑ: St. Jeron', na m.e. de um riacho afluente m.d. do 'Capĩibarĩ' (Rio Cabibaribe); IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 CAPITANIA DE I. TAMARICA, plotado como engenho, 'Ԑ: St. Jeroñ.', na m.e. de um riacho afluente m.d. do 'Capĩibarĩ' (Rio Cabibaribe); PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI ITAMARACÁ, plotado como engenho, 'S. Cosmo', na m.e. do 'Capiibari' (Rio Capibaribe).
Com o passar do tempo o engenho deixou de existir e em parte de suas terras foi construía a Cerâmica São João, por Ricardo de Almeida Brennand c.c. Olímpia Padilha Nunes Coimbra, em outra parte começou a surgir casas que depois foram anexadas ao bairro da Várzea, e em 05/01/2012 através da Lei municipal nº 17766/2012 foi finalmente desmembrada do eng. Santos Cosme e Damião/Várzea/Recife.
A Cerâmica São João foi herdada pelo seu filho e artista plástico Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand (nascido em 11.06.1927-Eng. São João/Recife-Várzea).

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Oficina Francisco Brennand

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             Francisco Brennand, em 1971, resolveu instalar nas ruínas da Cerâmica São João a Oficina Brennand, lugar único no mundo, que constitui num conjunto arquitetônico monumental de grande originalidade, em constante processo de mutação, onde a obra se associa à arquitetura para dar forma a um universo abissal, dionisíaco, subterrâneo, obscuro, sexual e religioso.



Fontes:
CHAGAS, Manuel Pinheiro. A Conspiração de Pernambuco. Edt. Afra, 1870. Pág. 207.
DUSSEN, Adriaen van der.  Relátorio sôbre as capitanias conquistadas no Brasil pelos holandeses (1639): suas condiçoes econômicas e sociais. IAA/Instituto do Açúcar e do Alcool, 1947.
Jésus, Raphael de. Castrioto Lusitano: ou Historia da guerra entre o Brazil e a Hollanda ou Historia da guerra entre o Brazil e a Hollanda, durante os annos de 1624 a 1654, terminada pela g. restauraçao de Pernambuco a das capitanias con finantas, obra em que se descrevem os heroicos feitos do João Fernand. Vieira, e dos ... capitanes, que co (Google e-Livro). Disponível em: https://books.google.com.br
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª Edição. São Paulo, 2012. Pág. 64
MELLO, José Antôlnio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Edt. CEPE. 2ª edição. Recife, 2004. Pág. 153
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a história do Brasil holandês. Edt. CEPE.  Recife, 2004.
PEREIRA, Levy. "S. Co∫mo (engenho/Capĩibarĩ)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Co%E2%88%ABmo_(engenho/Cap%C4%A9ibar%C4%A9). Data de acesso: 23 de abril de 2015.

23/04/15

Madalena/Recife - Madalena

Engenho Madalena (Santa Madalena S. Madanella; S. Madunella;. da Madalena (man∂el);
Mendonça; Van jan ∂e Mendonca/Recife - Madalena

                No princípio do século XVI o Donatário Duarte Coelho doou uma sesmaria localizada na margem direita do Rio Capibaribe ao seu cunhado Jerônimo de Albuquerque, que ao falecer deixou em legitima para seus filhos tidos fora do casamento, que depois venderam cada um a sua parte. Entre os que compraram parte da dita sesmaria se encontra Pedro Afonso Duro.

Pedro Afonso Duro – Nasceu de Évora-Alentejo/Portugal e faleceu em torno de 1593. Imigrou para Pernambuco onde se tornou um homem muito rico. Ainda vivia em Olinda no ano de 1610.
CURIOSIDADES: Pedro Afonso Duro e sua filha Ignez Barrosa foram padrinhos de batismo de Domingos Calabar em 15/03/1610-Ermida do eng. Velho que pertencia a Jerônimo de Albuquerque, conhecida como Fornos de Cal.
Senhor do engenho Madalena/Recife e das terras de Beberibe.
Casamento 01: Magdalena Pessoa Gonçalves (Madalena Fernandes Pessoa). Nasceu em 1563/Olinda e faleceu antes de 19/04/1649. Filha de Diogo Martins Pessoa e de Mônica Gonçalves Raposo. Depois de viúva viveu em Olinda em casa própria junto a Igreja paroquial de São Pedro Martir, de acordo com uma escritura de compra de umas terras da Várzea que fez seu filho Antônio Fernandes Pessoa a João Gonçalves Carpinteiro no dia de 13.04.1649-Livro da Sé de Olinda, assinada no eng. Garapu de João Mendonça Furtado, nota do Tabelião Balthazar de Mattos.
Filhos: 01- Antônio Fernandes Pessoa “o Mingau” – Adquiriu o eng Giquiá/Recife-Várzea do Capibaribe, em 1630, ano da invasão holandesa, a Francisco Berenguer de Andrada, anexando-lhe os partidos que herdou de seu pai e outras terras que comprou a Jerônimo Paes (eng. Casa Forte); e, as João Gonçalves Carpinteiro, com o título de São Timóteo, em 13.04.1649-Eng. Garapu, de acordo com o Livro da Sé de Olinda), como consta nos títulos que conservou os filhos do Capitão-mor Roque Antunes Correia (senhor do eng. Giquia) e como mostra o testamento de Jerônimo Paes (arquivado no Cartório de Órfãos de Olinda). Durante a ocupação holandesa Fernandes Pessoa abandonou seu engenho e foi morar com sua família no eng. Sibiro/Serinhaem, que tinha arrendado, onde faleceu pelos anos de 1652, como se vê no formal de partilhas de seu filho Pedro de Lyra Pessoa, passado no dia 15.09.1698, pelo Juiz de Órfãos de Serinhaém, Diogo de Guimarães de Asevedo, Escrivão Antônio Fernandes Bittencourt de Melo.  C.c. Maria de Aguiar, falecida em 1647-eng. Giquiá, de acordo com o inventário feito pelo Juiz de Órfãos Francisco Berenguer de Andrada, e escrivão Manoel de Pinho Soares. Filha de Gaspar de Aguiar e de Maria de Lima. Neta paterna de Thomé de Castro (Irmão de Margarida Fernandes de Castro) e de Maria Nova de Lyra, que por sua vez era filha de Gonçalo Novo de Lyra (Procurador Fiscal do Santo Ofício, em 1600, natural da Ilha da Madeira e filho de Gonçalo Novo e de Isabel de Lyra). (c.g.);
02- Manoel Fernandes Pessoa – Imigrou para Portugal, onde se casou e teve uma filha que foi esposa de Pedro de Asurara, o Velho, a quem coube de legítima uma sorte de terras em Beberibe que tinha pertencido a Pedro Afonso Duro, de acordo com o testamento de João de Aguiar. (s.g.); 03- Diogo Fernandes Pessoa – “o Mingau”. Viveu em 1633 em Afogados/Recife; 04- Ignez Barrosa c.c. Gaspar Vicente, em 23/04/1606- Ermida do eng. Velho que pertencia a Jerônimo de Albuquerque, conhecida como Fornos de Cal. (c.g. desconhecida);  05- Maria Barrosa c.c. João Marques Anjo, no mesmo dia e local de sua irmã Ignez. (c.g. desconhecida); 06- Luiza Pessoa – Nasceu em Olinda e faleceu em 15/09/1655-eng. São João/São Lourenço de Muribara (da Mata), de acordo com seu inventário. C.c. Arnau de Hollanda Barreto (senhor do eng. São João de Muribara (da Mata)), falecido após 1645, filho de Luiz do Rego Barros e Ignês de Góis. (c.g.); 07- Mônica Pessoa c.c. João de Aguiar, em 08/02/1612, senhor de uma instância na Várzea. Irmão de sua cunha Maria de Aguiar c.c. Antônio Fernandes Pessoa. João de Aguiar era filho de Gaspar de Aguiar e de Maria de Lima; faleceu na Várzea em 19.08.1672, de acordo com o termo de abertura do seu testamento, feito em 11.06 do mesmo ano e aprovado pelo Tabelião Diogo Dias da Costa. (c.g.).
Fontes:   
http://www.araujo.eti.br/familia.asp?numPessoa=40399&dir=genxdir/
Bartolomeu Buarque de Holanda,Sônia Peçanha. Ensaio histórico-genealógico. Casa da Palavra, 01/01/2007 – Pág. 39.
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Biblioteca Nacional: Anais de 1925, pág. 150-152, 409 e Anais de 1926, pág. 196, 256.
Cavalcanti; Cunha, 2008, pág. 27
http://www.amorese.com.br/GENEALOGIA/ps24_226.html
http://www.araujo.eti.br/familia.asp?numPessoa=40484&dir=genxdir/
http://www.intg.org.br/teste/afortunado/olivro/pdf_dividido/quinta-parte/XIV.ALOGiSTICAEALOCALIZAcaOESTRATeGICA126.pdf
PEREIRA, Levy. "S. Madanella (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Madanella_(engenho_de_bois). Data de acesso: 28 de junho de 2014.

                Pedro Afonso Duro assim que tomou posse das terras adquiridas e tratou logo de plantar os canaviais, construir a casa-grande, uma igreja, a fábrica movida a bois e demais edificações necessárias. O engenho passou a ser chamado de “Santa Madalena, em homenagem a sua mulher Madalena Gonçalves; ficava localizado na margem direita do Rio de Cedros, sob a jurisdição da cidade de Olinda, freguesia da Várzea, Capitania de Pernambuco.
             Após o falecimento de Pedro Afonso Duro, sua viúva D. Madalena Gonçalves e herdeiros venderam o engenho da Madalena a Cristovão Pais Daltro.

Cristovão Pais Daltro (d’Altro) – Natural de Viana/PT. Filho do licenciado Gomes Pais d’Altro. arrematador do Contrato dos Dízimos da Capitania de Pernambuco.
Durante a Primeira Visitação do Santo Ofício, Cristóvão Pais denunciou, ainda na Bahia, o comerciante João Nunes Corrêa, homem letrado, mercador e senhor de dois engenhos na Paraíba, em novembro de 1591 declarando tê-lo avistado em trajes de cetim no casamento da filha de Duarte de Sá em torno de 1589.
Senhor do engenho São Jerônimo; Santo Antônio/Recife
Casamento 01: D. Ana de Paiva Cabral.
Fontes:
MELLO, Evaldo Cabral de. O nome e o sangue. Edt. Companhia das Letras,  2012. Pág. 166
MELLO, Evaldo Cabral de. O bagaço da cana. Edt. Companhia das Letras 2012. Pág. 63 e 64

         Em 24.04.1593, por escritura pública lavrada em Olinda, Cristóvão Pais Daltro compra a D. Antônia de Albuquerque, viúva de Gonçalo Mendes Leitão, herdeira e tutora de seus filhos, filha do Capitão-mor Jerônimo de Albuquerque, uma sorte de terras, vizinha ao engenho da Madalena, situadas do Rio dos Cedros para o mar, com as suas ilhas e mangues.
        No ano de 1623, o engenho Madalena foi adquirido por Manuel Saraiva de Mendonça, moendo 11.620 arrobas de açúcar branco e 2.700 de açúcar mascavo.

Manuel Saraiva de Mendonça (Manuel Saraiva Coronel) –– Documento de 1623 confirma que Manuel Saraiva de Mendonça era proprietário de um engenho na Várzea do Capibaribe, certamente o Madalena. Manuel Saraiva retorna para Portugal, durante a ocupação holandesa (1635), e arrenda seu engenho a Duarte de Saraiva, seu parente.
Casamento 01: (NI)
Filhos: João de Mendonça Furtado (senhor do engenho Madalena, em 1641)
Fontes:
http://www.arquivojudaicope.org.br/2012/pt/compilacoes/mello-4.html
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. 2ª edição. CEPE. Recife, 2004. Pág. 28
PEREIRA, Levy. "S. Madanella (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Madanella_(engenho_de_bois). Data de acesso: 16 de abril de 2015
J. A. Gonsalves de Mello, «Uma relação dos engenhos de Pernambuco em 1623», Revista do Museu do Açúcar nº 1 (Recife, 1968. Pág. 32).

                O engenho foi citado nos seguintes mapas coloniais: "Mavritiopolis Reciffa et Circum Iacentia Castra", como "Mola Mendoncæ, fig. 40 (Barléu, 1647); ASB (Golijath, 1648) "Afbeeldinge van drie Steden in Brasil", plotado e assinalado com a letra Y. Na 'Verklaringe deser Caerte.' explicita «Y: Ԑngenho Van jan ∂e Mendonca»; IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 Capitania de I. Tamarica- plotada com o símbolo de casa, 'Ma∂anԐlla'; IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 Capitania de I. Tamarica, plotado como engenho, 'Ԑ man∂Ԑl', na m.d. do 'Rº. Capauiriuÿ'; IT (Orazi, 1698) Provincia di Itamaracá, plotada, sem símbolo, 'Madanella', ao sul do 'R. Paratibi ('R. doce' e 'Paratiij' na barra); PC (Golijath, 1648) "Perfecte Caerte der gelegentheyt van Olinda de Pharnambuco MAURIRTS-STADT ende t RECIFFO", plotado com a nota «Ԑngenho van Ian de Mendonca»; PE (Orazi, 1698) Provincia di Pernambvco, plotada como engenho, 'Madanella', ao sul do rio 'Paratiji' (Paratiji ou R. doce' na barra; PE (Orazi, 1698) Provincia di Pernambvco, plotado, 'S. Madunella',na m.d. do 'Capiibari'; PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 Capitania de Pharnambocqve, plotado como engenho, 'man∂el Ԑ', na m.d. do 'Rº. Capauiriuÿ'; Præfecturæ Paranambucæ pars borealis, una cum Præfectura de Itâmaracâ.
               Manuel de Saraiva volta para Portugal e arrenda o engenho Madalena (1635) ao seu primo e credor Duarte Saraiva.

Duarte de Saraiva Coronel (David Sênior Coronel) – Criptojudeu. Nasceu em 1575/Espanha e faleceu em 1650/Recife, onde foi sepultado. Filho de Abraham Sênior. Descendente de uma família de marranos bem conhecidos da Espanha, cujo membro mais famoso, Abraham Senior, que foi conselheiro da realeza. Neto paterno de Heitor Coronel (nascido em Salvaterra/Galiza, Espanha, e que se casou em Monção/Portugal, na família Saraiva de origem cristão-nova). Duarte Saraiva imigrou para Amsterdã, aos 23 anos, como muitos jovens judeus atraídos pela tolerância religiosa do governo, onde podiam praticar sua religião abertamente, e por ser o centro financeiro da Europa.
Em 1601, enriqueceu trabalhando com transportes marítimos, usando o nome católico de Duarte de Saraiva Coronel, conforme registros documentais de ações movidas contra os britânicos para o reembolso de sua apreensão de um navio carregado com açúcar vindo do Brasil e registros dos detalhes do comércio de sal e outros produtos com Portugal.
Após a invasão holandesa (1630) o Conselho Político da Companhia das Índias Ocidentais (gestora dos negócios e operações militares além-mar) começou a receber vários requerimentos da comunidade judaica de Amsterdã solicitando a transferência de algumas pessoas para Pernambuco. Num deles, os comerciantes David Atias, Jacob e Moysés Nunes, Manoel Mendes Castro (Manuel Nehemias) solicitavam autorização para estabelecer na colônia com 200 judeus “ricos e pobres”. Duarte de Saraiva e sua família se mudam para Recife, entre 1630 e 1635, onde reencontram com seus parentes; se tornando um dos membros mais estimados da Comunidade judaica hispano-portuguesa no Recife e um dos homens mais ricos da época. Adotou o nome judeu de David Sênior Coronel.
Em 1635 após a rendição do Arraial do Bom Jesus/Recife e da fortaleza de Nazaré/Cabo de Santo Agostinho, os holandeses  e seus aliados fizeram uma verdadeira corrida para a obtenção de engenhos de açúcar. Entre eles estavam: Jacob Stachhouwer, Balthasar Wijntges e Duarte de Saraiva, tio de Gaspar de Mendonça (eng. Apipucos/Recife) e de João de Mendonça (eng. Madalena/Recife).
Duarte de Saraiva compra um terreno (1636) de 80 pés de comprimento e 60 pés de largura, situado além da porta onde era feita a guarda do Recife, por 450 reais. Os holandeses havidos por dinheiro lhe venderam um grande sítio, localizado depois da casa de La Fontaine (onde residia Nassau), onde passou a explorar a madeira retirada de uma mata existente no dito terreno, que vendia para o eng. da Madalena, de João de Mendonça Furtado.
Na casa de Duarte de Saraiva, no Recife, funcionava a sinagoga Kahal Kadosh Zur Israel (Comunidade Santa do Rochedo de Israel), cujo nome era uma menção à topografia do litoral. A sinagoga é finalmente formalizada, por conta do crescimento da comunidade judaica, no primeiro semestre de 1636, e instala-se numa casa alugada, em seguida, em prédio próprio, ainda hoje existente, possivelmente entre 1640 e 1641, na Rua da Cruz (Rua dos Judeus e hoje do Bom Jesus) no bairro do Recife antigo, onde moravam as figuras mais abastadas da sociedade pernambucana.
CURIOSIDADES: Duarte de Saraiva estava entre os judeus que se responsabilizaram e pagaram o débito de Mardochai Abendana perante a WIC-West India Company (Companhia das Índias Ocidentais), que era de 12.000 florins.
Em torno de 1650, Duarte de Saraiva, um dos maiores devedores da firma holandesa West India Company (Companhia das Índias Ocidentais), hipotecou todos os seus bens. Quando faleceu, todos os imóveis que possuía foram confiscado pelo reino de Portugal. Seu filho Ishac ainda tentou recuperar o controle da empresa Sênior-Coronel, através de ações jurídicas, mas não teve sucesso, e a família resolveu retornar para Amsterdam (1654).
Senhor dos engenhos: Velho do Beberibe, Bom Jesus/Cabo de Santo Agostinho; São João do Salgado/Cabo de Santo Agostinho; Novo/Cabo de Santo Agostinho; Camaçari/Jaboatão dos Guararapes; Rosário da Torre/Recife; Madalena/Recife.
Casamento 01: Maria Saraiva, em Amsterdã, filha de Pedro Homem e Branca Homem.
Filhos: 01- David (Duarte) Ishac (Sênior Júnior), como primogênito herdou todos os bens de seus pais. Chegou a Pernambuco com 11 anos de idade. Tesoureiro da comunidade judaica do Recife, em 1652. C.c. Ester Saraiva (born Rodriguez Portolegre). (c.g.) Retornou para Amsterdã (1654) aonde faleceu em 1676, com 51 anos de idade. Seus descendentes eventualmente emigraram para o Suriname (Guiana Holandesa), e para a costa norte da América do Sul, onde novamente entraram no negócio de açúcar; Antônio Saraiva (Sênior Coronel), nada foi encontrado; Ishac Saraiva (Sênior Coronel) c.c. Sara Saraiva (born Sarfati).
Fontes:
BAUCH, Emil. Litografia (sec. XIX). Disponível em: http://sitededicas.ne10.uol.com.br/clip_pe1.htm
BENNETT, Ralph G. David Senior Coronel (ou Duarte Saraiva Coronel). 1575-1676. Disponível em: http://www.jackwhite.net/iberia/coronel.html 
GONÇALVES DE MELLO, José Antônio. Tempo dos Flamengos. Banco do Nordeste do Brasil e Sec. D Educação do Gov. de Pernambuco. Vol. XV.  2ª edição. Recife 1979.
PEREIRA, Levy. "S. Madanella (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Madanella_(engenho_de_bois). Data de acesso: 16 de abril de 2015
MELLO, Evaldo Cabral de.. Guerra e açúcar no Nordeste, 1630-1654. Edt. 34. 3ª Edição, definitiva.

                Duarte de Saraiva Coronel que era membro da Comunidade sefardita de Amsterdã domiciliada na Capitania, e pessoa de alta confiança do governo batavo, jurou perante o Alto Conselho holandês, que Manuel Saraiva de Mendonça era seu devedor, entrando na posse definitiva do engenho Madalena, a qual reivindicava desde a sua chegada a Pernambuco. No Recife a sociedade desconfiou da tramoia, mas nada se pode fazer.
            Segundo Borges da Fonseca, em 1649 o engenho pertencia a João de Mendonça Furtado, de acordo com a escritura de feita por Antonio Ferraz Pessoa a João Gomes, carpinteiro (1649) de uns terrenos na Várzea/Recife, anexadas ao eng. Giquia, com o titulo de São Timóteo, e que pertenceram a Antonio Fernandes Pessoa e que em 1748 pertenciam aos herdeiros do Capitão-mor Roque Antunes Correia, que conservam em seu poder o titulo da terra. A escritura desse terreno foi passada no eng. Garapu, segundo nota do Tabelião Balthasar de Mattos no dia 12/04 do dito ano.
              Em 1641, João de Mendonça Furtado consegue readquirir o engenho que fora de seu pai Manuel Saraiva de Mendonça.

João de Mendonça Furtado – Filho de Manuel Saraiva de Mendonça. Administrador da Fazenda Real. Durante a ocupação holandesa ficou do lado dos invasores. Participou da Restauração. Capitão de Infantaria. Sargento-mor das Ordenanças de Pernambuco, em 1678. Coronel. Procurador de João Fernandes Vieira, quando foi Governador de Angola.
Senhor do engenho Madalena/Recife.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Biblioteca Nacional: Anais 1881-1882 Vol 09 T. II (2)
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. 2ª edição. CEPE. Recife, 2004. Pág. 152
PEREIRA, Levy. "S. Madanella (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Madanella_(engenho_de_bois). Data de acesso: 28 de junho de 2014.

          Segundo Relatório dos engenhos da Capitania de Pernambuco (1638 e de 1640), o engenho Madalena era movido a bois e de fogo vivo, e ainda pertencia a João de Mendonça, que tinha permanecido em Pernambuco durante a ocupação holandesa. O partido da fazenda tinha 45 tarefas e seus lavradores eram: Gaspar Vaz Pinto com 18 tarefas; Pero Dias Farado com 05 tarefas; Pero Luís Álvares com 04 tarefas. O engenho moía ainda com dois partidos livres que pertenciam a Antônio da Fonseca, partido livre com 12 tarefas, e a  João Daymar, partido livre com 20 tarefas.
              O casarão do engenho da Madalena já era no séc. XVII considerado um dos mais importantes da região, e era conhecido como Sobrado Grande da Madalena. Durante as invasões holandesas foi, inclusive, transformado em estância fortificada para resistência aos invasores, sendo palco de lutas pela restauração pernambucana.
            O próximo proprietário encontrado foi João Fernandes Vieira  que comprou o engenho a João Mendonça Furtado.

João Fernandes Vieira – Nasceu em 29/06/1596-Funchal/Ilha da Madeira/PT, filho do fidalgo Francisco de Ornelas Muniz e da mulata Antônia Mendes. Em 1606, com 10 anos de idade, imigrou para a Capitania de Pernambuco, pois não era o filho primogênito - herdeiro de todo o legado dos pais, enquanto que os demais irmãos não tinham como se sustentar. Fernandes Vieira se viu obrigado a emigrar para o “Além Mar”, para adquirir fortuna, como muitos jovens portugueses.
Assim que chegou em Pernambuco trocou o seu nome de Francisco de Ornelas Moniz Júnior, para João Fernandes Vieira, um disfarce muito usado pela corrente emigratória para o Brasil, que queriam esconder sua origem nobre, pois trabalhariam em serviços braçais. Trabalhou como ajudante de mascate, em troca de comida e morada. Foi Auxiliar do Mercador Afonso Rodrigues Serrão, que ao falecer o deixou como único herdeiro do seu negócio e de casas em Olinda. Durante a ocupação holandesa (1630), se alistou como voluntário de guerra. Em 1634, participou da resistência luso-brasileira no Forte de São Jorge.
Era Fernandes Vieira um homem de aspecto melancólico, testa batida, feições pontudas, olhos grandes, mas amortecidos, e de poucas falas, exceto quando se ocupava de si, pois desconhecia a virtude da modéstia. Ativo, ambicioso e inteligente, durante a trégua estabelecida entre Portugal e a Holanda, estabeleceu ligações estreitas com os holandeses, o que lhe proporcionou ascensão econômica e social. Associou-se ao judeu e Conselheiro Político da Companhia das Índias Ocidentais, Jacob Stachouwer, de quem fora feitor-mor, proprietário dos engenhos: Ilhetas (Nossa Senhora de França, ou Nossa Senhora de Guadalupe)/Serinhaém, Meio/Recife, Santana/Jaboatão dos Guararapes
Nota: Em seu testamento Fernandes Vieira declarou sobre sua aproximação com Stachouwer: “Declaro que no tempo dos holandeses por remir minha vexação e viver mais seguro entre eles, tive apertada amizade com Jacob Estacour, homem principal da nação flamenga, com diferença nos costumes, e com ele fiz negócios de conformidade e por conta de ambos (...)
Com a partida de Stachouwer e de seu sócio de Nicolaes de Rideer, Vieira, que era procurador bastante dos dois sócios, passou a lucrar com a administração dos engenhos e dos fundos do seu amigo e benfeitor Stachouwer. Logo se apoderou dos engenhos: Guerra/Cabo de Santo Agostinho, Ilhetas, ou Nossa Senhora de França, ou Nossa Senhora de Guadalupe/Serinhaém, Meio/Recife, Santana/Jaboatão dos Guararapes e Velho ou da Madre de Deus/Cabo de Santo Agostinho, assumindo os débitos contraídos pelos dois sócios na compra das propriedades à Companhia das Índias Ocidentais (débito que nunca foi pago). Se tornando depois um dos homens mais ricos da Capitania, proprietário de 16 engenhos e de mais de 1.000 escravos.
Em 1639, Fernandes Vieira é indicado como Escabino (membro da Câmara Municipal) de Olinda. Escabino de Maurícia (Recife) de 07/1641 a 06/1642, sendo conduzido ao cargo de 1642/43. Vieira também foi Contratador de dízimos de açúcar da Capitania de Pernambuco e de Itamaracá, e representantes dos senhores portugueses da Várzea do Capibaribe na Assembleia convocada pelo Conde Maurício de Nassau para assuntos do governo (1640).
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João Fernandes Vieira
Embora fosse um dos mais importantes senhores de engenho da Capitania, para ser incorporado à nobreza rural de Pernambuco, em razão de sua suposta cor parda, de seu “defeito mecânico” (trabalhos manuais) e de sua “falta de qualidade de origem”, teve que contrair matrimônio para poder ascender na sociedade luso-brasileira.
Casamento 01(1643): D. Maria César, filha do madeirense e senhor de engenho Francisco Berenguer de Andrade (eng. Giquiá/Recife), pessoa de boa estirpe perante o clã dos Albuquerque, e de sua primeira esposa Joana de Albuquerque. S.g.
Com o casamento Fernandes Vieira que já era colaborador e conselheiro em assuntos brasileiros do governo holandês se torna um dos homens mais importantes da Capitania, com apoio da comunidade luso-brasileira através do seu prestígio econômico e social, das suas doações para igrejas, confrarias e pessoas necessitadas.
Fernandes Vieira era um dos maiores devedores da Companhia das Índias Ocidentais, com uma dívida estimada em 219.854 florins, que nunca foi paga, pois alegou no seu Testamento que os chefes holandeses "são devedores de mais de 100 mil cruzados [...] de peitas e dádivas a todos os governadores [...] grandiosos banquetes que ordinariamente lhes dava pelos trazer contentes". Após a partida do Conde Maurício de Nassau (1644) Vieira viu a intensificação da insatisfação do povo pernambucano, e percebendo as vantagens econômica e social, a serem alcançada com a expulsão dos holandeses e da Companhia das Índias Ocidentais passou para o lado dos Insurrectos pernambucanos.
Reúne-se com várias lideranças rurais nas matas do engenho Santana, onde traçam os planos para expulsar os holandeses do Brasil. Como contragolpe, lança a campanha de Restauração de Pernambuco, servindo-se da mesma táctica manhosa dos inimigos e passa a circular nos dois lados: holandeses e luso-brasileiros.
Logo os holandeses o chamam para ser agente de negócios da Companhia e membro do seu Conselho Supremo, ficando Vieira, conhecedor de todas as tramas e recursos.
Escreve a D. João IV pedindo-lhe licença para resgatar as Capitanias invadidas da mão dos usurpadores, ao que o Monarca se opõe. Descobrindo os holandeses os seus intentos, atraíram-no ao Recife, mas Vieira iludiu-os e pôs-se em campo, levantando o pendão da Liberdade em Pernambuco – de fazenda em fazenda, de engenho em engenho incentivando a Revolução e declarando traidores os que não seguissem a sua causa. O Conselho holandês põe a cabeça de Vieira em prêmio e em resposta Fernandes Vieira põe preço a cabeça dos membros do Conselho e se torna um dos líderes da chamada Insurreição Pernambucana e um dos heróis da Restauração de Pernambuco.
Segundo José Antônio Gonçalves de Melo: A insurreição de 1645 foi preparada por senhores-de-engenho, na sua maior parte, devedores a flamengos ou judeus da cidade. Foi nitidamente um levante de elementos rurais, no qual tomaram parte, negros escravos, lavradores, pequenos proprietários de roças, contratadores de corte de pau-brasil, e outros.
Fernandes Vieira participa da guerra contra os holandeses e, vence junto com sua tropa, a Batalha das Tabocas em Vitória de Santo Antão/PE, em 03/08/1645, e a Batalha de Casa Forte/Recife, junto aos heróis: André Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Felipe Camarão, em 17/08/1645. Após a tomada do engenho Casa Forte, Vieira voltou com seus homens ao seu engenho São João/Recife-Várzea do Capibaribe, e de lá iniciou um sistema de estâncias militares, espécie de fortificações onde pudessem estar seguros e guardar pólvora e munições de guerra.
Com a Batalha dos Guararapes, sob o comando do General Barreto de Meneses, em 19/04/1648 e 19/02/1649, os holandeses são finalmente vencidos e expulsos de Pernambuco e, como recompensa pelos serviços prestados na guerra João Fernandes Vieira é recompensado pelo Rei D. João IV com os cargos: de Governador da Paraíba (1655/57), Capitão General do Reino de Angola (1658/61) e Superintendente das Fortificações de Pernambuco e das Capitanias vizinhas, até o Ceará, (1661/81).
Depois do tratado de paz entre Portugal e a Holanda (1661), Fernandes Vieira figurava em 2º lugar na lista de devedores dos brasileiros à Companhia das Índias Ocidentais, com o débito de 321.756 florins, cuja dívida nunca foi paga.
Já idoso Fernandes Vieira encomenda ao Frei Rafael de Jesus um livro sobre a sua vida, exaltando seus feitos, a exemplo do que Gaspar Barléu havia escrito sobre o conde Maurício de Nassau, surgindo assim o Castrioto lusitano, no qual o autor o compara ao príncipe guerreiro albanês Jorge Scanderberg Castrioto, que lutou intensamente contra os turcos e a Sérvia pela recuperação da Albânia, que havia sido anexada à Turquia. Vieira falece, com 85 anos de idade, em 10.01.1681/Olinda, mas só em 1886 seus restos mortais foram descobertos na capela-mor da igreja do Convento de Olinda. Em 1942, seus ossos foram trasladados para a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes, sendo depositados na parede da capela-mor, com uma inscrição comemorativa.
Senhor dos engenhos: em Pernambuco: Abiaí, do Meio, Cumaúpa, Ilhetas, Jacaré, Molinote, Santana, Santo André; Santo Antônio; São João (antes Nossa Senhora do Rosário), Tibiri de Baixo, Tibiri de Cima;  na Paraíba: Inhaman, Inhobim ou dos Santos Cosme e Damião, Gargaú e São Gabriel.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro Anais 1885-1886 Vol. 13; 1902 Vol. 24; 1925 Vol. 47; 1926 Vol. 48
CALADO, Frei Manoel. O Valeroso Lucideno e triunpho da liberdade, Edições Cultura, São Paulo, 1943, tomo I, p. 318 e tomo II, p. 12, 14
Diário de Pernambuco. Os Holandeses em Pernambuco – Uma História de 24 anos. João Fernandes Vieira. Publicado em 22.09.2003.
Fontes para História do Brasil Holandês – 1636, Willem Schott. A Economia Açucareira. Inventário feito pelo Conselheiro Schott Cia. CEPE, MEC/SPHAN/Fundação Pró-Memória Local: Recife, 1981
Francisco Adolpho de Varnhagen, E. e H. Laemmert, 1857. Historia geral do Brazil, Volume 2.
GASPAR, Lúcia. João Fernandes Vieira. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: http://basilio.fundaj.gov.br
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Restauradores de Pernambuco: biografias de figuras do século XVII que defenderam e consolidaram a unidade brasileira: João Fernandes Vieira. Recife: Imprensa Universitária, 1967. 2
SANTIAGO, Diogo Lopes, História da Guerra de Pernambuco, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, Recife, 1984, p. 258.

                  Em fins do século XVIII o antigo engenho da Madalena pertencia a Dr. João Rodrigues Colaço, neste período o engenho se encontrava de fogo morto.

João Rodrigues Colaço – Filho de João Rodrigues Colaço e de Isabel Antunes, naturais de Figueiroz/Vila de Cadaval-PT
Capitão. Familiar do Santo Ofício. Juiz de Capelas. Juiz de Fora de Olinda e Recife, de acordo com um ofício, de 12.05.1757, sobre os motivos da construção de novas máquinas para aumentar a produtividade e diminuir os custos nos engenhos de açúcar da Capitania de Pernambuco. Outro documento muito importante assinado, em 03.12.1759 por João Rodrigues Colaços, foi o direito na sucessão dos bens de D. João de Sousa e de sua esposa D. Inês Barreto, proprietários do Hospital Paraíso/Recife e de muitos outros bens em Pernambuco, ao ser provado o direito de sucessão sobre os outros contendores para o Capitão-mor João Pais Barreto e dos seus legítimos sucessores, até o Capitão-mor do Cabo Francisco Pais Barreto, depois Marquês do Recife, que foi o último administrador, a qual foi confirmada pela Relação da Bahia e depois pelo Tribunal Superior da Corte de Lisboa.
Casamento 01: D. Florencia Rodrigues Campello.
Filhos: 01- D. Anna Thereza Maurícia de Brito Campelo c.c. Francisco Xavier da Maya, Cavaleiro Fidalgo e Professo da Ordem de Cristo. filho de Antônio da Maya (Oficial Maior da Sec. do Conselho da Fazenda) e de D. Paschoa Maira da Conceição. (c.g.)
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Anais de 1925 Vol 47 (11), pág. 54
Documentos manuscritos avulsos da Capitania de Pernambuco, Edição 1. Editora Universitária UFPE, 2006 
http://www.intg.org.br/teste/afortunado/olivro/pdf_dividido/quinta-parte/XIV.ALOGiSTICAEALOCALIZAcaOESTRATeGICA126.pdf
http://www.receita.fazenda.gov.br/Memoria/aduana/publicacoes/alfandega_PE.pdf
PEREIRA DA COSTA. Projeto Pergunte a Pereira da Costa. Vol: 1. Ano: 1493. Pág.: 242

                Após o falecimento de João Rodrigues Colaço a propriedade da Madalena foi comprada por seu afilhado e sobrinho, José Marcelino Rodrigues Colaço, com o dinheiro que recebeu de dote matrimonial.

José Marcelino Rodrigues Colaço – Ouvidor do Rio de Janeiro. Um dos homens mais ricos de Pernambuco no século XVIII.
Casamento 01: (NI), filha de José Vaz Salgado uma das maiores fortunas de Pernambuco (senhor dos engenhos: Pará/Ipojuca e do Meio/Várzea do Recife;, 5 navios negreiros; fazendas de gado na Paraíba, RN e Ceará) e de Teresa Correia de Araújo. Neta materna do Capitão-Mor Manoel Correia de Araújo e de Tereza de Jesus.
Filhos: 01- Ana Joaquina Salgado, moradora em Lisboa.
Fontes:
Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1951 Vol 71 (1), pág. 343.
http://ferreirasdeviseu.blogspot.com.br/2010/08/freire-de-mendonca-pernambuco.html

                O engenho da Madalena foi objeto de um sequestro dos bens de José Marcelino Rodrigues Colaço, em virtude do seu irmão João Rodrigues Colaço (Ouvidor/Paraíba), ter sido condenado em "Crime de Inconfidência", no ano de 1764, tendo como testemunha o Capitão Luis Freire de Mendonça e um tal de Francisco de Sousa Teixeira (ou Mendonça).
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Sobrado da Madalena
           Com o falecimento de José Marcelino Rodrigues Colaço, seus herdeiros, entre os quais Dr. Filipe Nery Colaço (falecido em 1894), dividiram a propriedade em frações menores, que por sua vez era vendidas e revendidas. Nasciam assim, no entorno do Sobrado Grande, novos sítios, que gradualmente foram sendo substituídos por residências, cada vez mais próximas uma das outras, constituindo definitivamente o Bairro da Madalena.
           No século XIX, o Sobrado Grande pertenceu a João Joaquim da Cunha Rego Barros, sofrendo uma grande restauração, adaptando-se ao estilo neoclássico, vigente na época: revestimento de azulejos, esquadrias com bandeiras, sacadas de ferro forjado e modificações arquitetônicas lhe deram a configuração atual, voltando a ser conhecido como Sobrado Grande da Madalena.

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Azulejo português do Sobrado

João Joaquim da Cunha Rego Barros – Nasceu em 1796 e faleceu em 28.11.1874, em Pernambuco. Filho de Joaquim José da Cunha do Rego Barros (nascido em 13.10.1771-Caminha) e Rita Maria de Jesus Coutinho. Neto paterno de Antônio José Gomes de Azevedo da Cunha Rego e de Benta Josefa de Barros Maciel.
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 João Joaquim da Cunha
Rego Barros
Ba
rão de Goiana
Foi um proprietário rural e político brasileiro. Coronel da Guarda Nacional em Pernambuco, Vereador da Câmara Municipal, Oficial de Milícias e Comandante Superior da Guarda Nacional. Dignitário da Imperial Ordem da Rosa (1859). Comendador da Imperial Ordem de Cristo. Em 06.07.1870, por Decreto Imperial, foi agraciado com o título de barão de Goiana.
Casamento 01: Manuela de Castro Caldas (1766 - 1826), Baronesa de Goiana.
Filhos: (NI)
Fontes:
http://geneall.net/pt/nome/1176456/jose-joaquim-da-cunha-rego-barros/
http://www.geni.com/people/Manuela-de-Castro-Caldas/6000000017818951045?through=6000000017818458791

          Após o falecimento de João Joaquim da Cunha Rego Barros o sobrado da Madalena passou a pertencer ao seu sobrinho e genro João Alfredo Corrêa de Oliveira. Nessa época, o sobrado passou a ser conhecido como o “Casarão de João Alfredo”.

Conselheiro João Alfredo

João Alfredo de Oliveira – (João Alfredo) – Nasceu em 12.12.1835-Eng. São João/Itamaracá, que pertencia ao seu avô materno, e morreu no Rio de Janeiro em 1915, com 80 anos incompletos. Segundo filho de 14, de Manoel Corrêa d’Oliveira Andrade (Tenente-Coronel da Guarda Nacional, senhor do engenho Uruaé) e de Joana Bezerra de Andrade, nascida no engenho São João. Morreu no dia 606.03.1919-Rio de Janeiro, sendo enterrado no cemitério São João Batista, na presença de altas autoridades, inclusive ministros de Estado. O caixão foi conduzido em certo trecho por membros da Irmandade do Rosário, a qual pertencia, e depois por escravos libertos.
Deputado com apenas 20 anos de idade, mas não tomou posse no cargo por não possuir idade legal. Formou-se em Direito, em 1858, pela Faculdade de Direito do Recife. Deputado pela Assembleia Provincial (1858). Presidente da Assembleia Provincial, em 1876. Deputado pela Assembleia Geral do Império (1860, 1868, 1876). Conselheiro de Estado (1887). Senador do Império (1877 a 1889). Administrador Presidente da Província do Pará (de Dezembro de 1869 a Abril de 1870). Ministro do Império (1870 a 1875). Presidente da Província de São Paulo (de Agosto de 1885 a Abril de1886). Diretor da Faculdade de Direito do Recife (1876 a 1887). Ministro da Fazenda. Presidente do Conselho do Banco do Brasil e depois seu Presidente (de Abril de 1912 a Novembro de 1914).
Grande estadista brasileiro do Segundo Reinado, o seu nome está ligado ao processo de abolição da escravatura: como ministro do Império do Gabinete Rio Branco, que promulgou a Lei do Ventre Livre (28.09.1871) e como Presidente do Gabinete de 10 de Março, que promulgou, ao lado da Princesa Isabel, a Lei Áurea (13 de maio de 1888), extinguindo a escravidão no Brasil.
Monarquista convicto, com a proclamação da República retirou-se da vida pública.
No Rio de Janeiro, fundou uma escola de Aprendizes Marinheiros, criou a Faculdade de Medicina, a de Direito e a Escola Central, chamada de Escola Politécnica. Grande protetor de artistas, como os pintores Pedro Américo e Vitor Meirelles, aos quais encomendou os quadros Avaí e Guararapes, respectivamente. Foi autor de várias outras iniciativas importantes para o País, como a criação do ensino popular noturno, do ensino profissionalizante e da obrigação do registro de casamento e óbito.
Escreveu os seguintes trabalhos, reunidos no livro Minha meninice & outros ensaios, publicado pela edt. Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco, em 1988, na série Abolição: Minha meniniceMemórias políticasO Barão de Goiana e sua época genealógicaDepoimento para a história da abolição e O Imperador: poder pessoal. Com testamento feito em 1824, arquivado no IAHGP.
NOTA: No início dos anos setenta do século XX, por iniciativa do historiador Flávio Guerra e do Reitor Joaquim Amazonas, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) recebeu por doação o acervo privado do Conselheiro João Alfredo de Oliveira, que por muitos anos estivera sob a guarda do seu neto Pedro Muniz de Aragão. Cumprindo uma solicitação do próprio Conselheiro, sua família fez chegar a Pernambuco a coleção de manuscritos privados.
Casamento 01: (NI), sua prima. Filha do 2º Barão de Goiana, João Joaquim da Cunha Rego Barros  e de Manuela da Castro Caldas. Neta paterna de Joaquim José da Cunha do Rego Barros e de Rita Maria de Jesus Coutinho.
Filhos: 01- Alfredo Correa de Oliveira – Com fotografia no Engenho Conceição/Escada - Col. Francisco Rodrigues; FR-4038.
Fontes:
ANDRADE, Manoel Correia de. João Alfredo: o estadista da abolição. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 1988.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Joaquim_da_Cunha_Rego_Barros
http://www.liber.ufpe.br/ctcm/anais/anais_ctcm/28_Cons.J.Alfredo.pdf
http://www2.uol.com.br/JC/_1999/80anos/80a_30.htm
OLIVEIRA, João Alfredo Corrêa de. Minha meninice & outros ensaios. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 1988.

SILVA, Jorge Fernandes da. Vidas que não morrem. Recife: Departamento de Cultura, 1982. p. 235-236.

GASPAR, Lúcia. João Alfredo. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 22.04.2015
www.dominiopublico.gov.br
www.iahgp.com.br/FACEPE/SECXIX20.php

                Hoje em suas terras está localizado o tradicional bairro da Madalena/Recife onde sempre residiu pessoas ilustres como o Barão e depois Conde da Boa Vista, que morou no bairro até 1841, antes de ocupar o palacete da Rua da Aurora. O bairro tem uma área de 171,2 hectares, e em 2010 sua população era de 23.082 mil habitantes assim como uma densidade 126.48 habitantes/hectare.

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Qualtel do Derby, ao fundo bairro da Madalena
                  Na antiga casa-grande  do engenho funciona hoje a 5ª Coordenação Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN - Rua Benfica, nº 1150 – Madalena/Recife.
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Mercado da Madalena
Durante o período da II Guerra Mundial o Sobrado Grande da Madalena foi ocupado por uma unidade do Exército Brasileiro, depois pela Cooperativa de Transportes João Alfredo e pela Companhia Pernambucana Autoviária Ltda, como garagem e oficina para conserto de ônibus. Por fim, abandonado e em péssimo estado de conservação, muitas famílias desabrigadas passaram a utilizar o imóvel como moradia.
                   Na década de 50 surge a proposta de criação do Museu da Abolição e o local escolhido para sua sede foi o Casarão da Madalena. Atendendo a esta demanda, em 22.12.1957, o Presid. Juscelino Kubitscheck criou o Museu da Abolição do Recife, por meio da Lei Federal nº 3357, em homenagem aos abolicionistas pernambucanos João Alfredo, que tinha residido no Casarão, e Joaquim Nabuco.

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Museu da Abolição
               Em 1960 a Câmara Municipal do Recife aprovou Projeto de Lei nº 103, que estabeleceu como de utilidade pública a desapropriação do Sobrado Grande da Madalena, com a finalidade de ser ali instalado o MAB; efetivada através do Decreto Municipal nº 4514 de 30/12/1961, o qual passou a ser mantido pelo 1º Distrito da DPHAN – Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
            Em 28.11.1966 o valor cultural do Sobrado Grande da Madalena foi reconhecido e o edifício tombado pela DPHAN como Patrimônio Nacional, e inscrito no Livro Histórico de Tombo.


Fontes:
Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro – 1876-1997. Anais 1926 Vol 48 (1), pág. 353
BRAGA, João. Trilhas do Recife: guia turístico, histórico e cultural. [S.l. : s. n., 2000]. p.148.
GASPAR, Lúcia. Madalena (bairro, Recife). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar>. Acesso em: 23.04.2015
GUERRA, Flávio. Velhas igrejas e subúrbios históricos. Recife: Prefeitura Municipal, [s.d.] p. 191-195.
http://ferreirasdeviseu.blogspot.com.br/2010/08/freire-de-mendonca-pernambuco.html
http://www.arquivojudaicope.org.br/2012/pt/compilacoes/mello-4.html
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