04/07/15

São Francisco da Várzea ou de Maria Barrosa/Várzea do Capibaribe/Recife

                Engenho fundado antes de 1593 por por Francisco de Barros Rego c.c. D. Maria Barrosa Pessoa (c.g.). Sua moenda era movida à água, sua igreja era dedicada a São Francisco e suas terras ficavam situadas na margem direita do Rio Tijipió, freguesia da Várzea, sob a jurisdição de Olinda, Capitania de Pernambuco.

Francisco de Barros Rego – Nascido em uma nobre família dos Barros da vila de Vianna/PT e falecido em 14.12.1614-Olinda, sendo sepultado na Igreja da Misericórdia, onde possuía uma sepultura.
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Engenho de açúcar com
moenda movida à água
Chegou a Pernambuco nos primeiros anos de sua povoação. Viveu em Olinda. Participou da conquista do Rio Grande do Norte. Juiz Ordinário da Câmara de Olinda. Escrivão da Santa Casa da Misericórdia de Olinda.
Casamento 01: Felippa Tavares – Filha de João Pires Camboeiro e de D. Felippa de Tavares. Neta materna de Rui Tavares de Cabeia (Governador de Castelo da Ilha Terceira). (s.g.)
Casamento 02: Maria Barrosa Pessoa – Filha dos portugueses: Diogo Alves Pessoa e de Maria Gonçalves Raposo. D. Maria ainda vivia em 1636, de acordo com a História da Guerra Brasílica, do General Francisco de Brito Freire (Liv. 9º, nº 763)
Filhos: 01- (?) – Lutou na guerra contra os holandeses; 02- (?) – Lutou na guerra contra os holandeses; 03- João de Barros Rego – Lutou na guerra contra dos holandeses; 04- Christóvão de Barros Rego – Fidalgo da Casa Real. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Governador de São Thomé. Instituidor do Morgado de São Bento do Cayará e da Capela de Nosso Sra. da Conceição da Boa Vista-Recife. Teve duas filhas com uma mulher solteira na Bahia; 05- D. Antônia de Barros Pessoa – C.c. Feliciano de Araújo de Asevedo – Proprietário do Ofício de Juiz de Órfãos de Pernambuco. (c.g.).
Fonte:
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág.60-61
PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983. Vol: 2:98,  4:222
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (6). Pág. 147, 148, 217-218. Anais 1926 Vol 48 (4): Pág. 33, 35, 212, 467

                No ano de 1623 o engenho aparece como pertencente a D. Maria Barrosa Pessoa, segunda esposa de Francisco de Barros Rego, que já havia falecido. Nesse ano o engenho São Francisco produziu 5.161 arrobas de açúcar.

Maria Barrosa Pessoa – Filha dos portugueses: Diogo Alves Pessoa e de Maria Gonçalves Raposo. D. Maria ainda vivia em 1636, de acordo com a História da Guerra Brasílica, do General Francisco de Brito Freire (Liv. 9º, nº 763)
Casamento 01: segunda esposa de Francisco de Barros Rego – Nascido em uma nobre família dos Barros da vila de Vianna/PT e falecido em 14.12.1614-Olinda, sendo sepultado na Igreja da Misericórdia, onde possuía uma sepultura. Chegou a Pernambuco nos primeiros anos de sua povoação. Viveu em Olinda. Participou da conquista do Rio Grande do Norte. Juiz Ordinário da Câmara de Olinda. Escrivão da Santa Casa da Misericórdia de Olinda. Francisco foi casado em primeiras núpcias com Felippa Tavares – Filha de João Pires Camboeiro e de D. Felippa de Tavares. Neta materna de Rui Tavares de Cabeia (Governador de Castelo da Ilha Terceira)
Filhos: 01- (?); 02- (desconhecido); 03- João de Barros Rego – Primeiro marido de D. Marianna Cavalcante de Albuquerque. Lutou na guerra contra dos holandeses; 04- Christóvão de Barros Rego – Fidalgo da Casa Real. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Governador de São Thomé. Instituidor do Morgado de São Bento do Cayará e da Capela de Nosso Sra. da Conceição da Boa Vista-Recife. C.c. D. Marianna de Lacerda. (c.g.); 05- D. Antônia de Barros Pessoa – C.c. Feliciano de Araújo de Asevedo – Proprietário do Ofício de Juiz de Órfãos de Pernambuco. (c.g.).
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (6). Pág. 147, 148, 217-218. Anais 1926 Vol 48 (4): Pág. 33, 35, 212
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág.60-61
PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983. Vol. 4, Pág: 222
PEREIRA, Levy. "S. Fanci∫co (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Fanci%E2%88%ABco_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 27 de junho de 2015.
www.delanocarvalho.com/Pages/dholandes.aspx

Em 1633 o engenho foi saqueado por tropas holandesas, tendo D. Maria e família se refugiado na Fortaleza do Arraial do Bom Jesus (08.06.1635) junto a outros tantos senhores de engenho. Com a capitulação da Fortaleza, D. Maria teve que pagar resgate, cujo valor foi estabelecido pelo Governo holandês, segundo a fortuna pessoal de cada pessoa detida, sendo orientado para tanto por luso-brasileiros colaboradores dos invasores, entre eles João Fernandes Vieira.
D. Maria Barrosa após ser solta, junto aos seus familiares, retorna para seu engenho ficando na frente de sua administração e sob o domínio holandês. Para recuperar as edificações do engenho, comprar escravos e replantar os canaviais, D. Maria pediu empréstimos, tanto é que seu nome aparece no começo da Insurreição Pernambucana como devendo ao comerciante Louis Heiyn o montante de 2.800 florins; e na relação de devedores da WIC-Companhia das Índias Ocidentais holandesas D. Maria aparece na lista como devedora de 600 florins.
D. Maria ainda vivia em 1636, de acordo com a História da Guerra Brasílica, do General Francisco de Brito Freire (Liv. 9º, nº 763), mas provavelmente o engenho já era administrado pelo seu filho João de Barros Rego (nada foi encontrado).
O engenho São Francisco no período holandês não tinha partido de fazenda. Safrejou em 1637 e 1639, moendo com as canas de alguns partidos livres e de dois partidos de lavradores: Francisco Gonçalves Bastos (30 tarefas) e Jerônimo Luís (06 tarefas), totalizando 36 tarefas ou cerca de 1.800 arrobas de açúcar.
Durante a guerra da Restauração D. Maria vendeu o engenho, que pagava 03% pelo açúcar produzido, a André Vidal de Negreiros pelo montante de 42.000 florins.

Andre Vidal Negreiros – Nasceu em 1620-eng. São João/Província de Filipéia de Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa/Paraíba e faleceu em 03.02.1680-eng. Novo/Goiana, na época capital de Itgamaracá. Filho Francisco Vidal, natural da Cidade de Lisboa e nobre proprietário de terras e de engenhos, e de Catarina Ferreira, natural de Porto Santos.
Desde cedo foi orientado para a carreira das armas e para a administração das terras. Quando da invasão holandesa André só tinha 10 anos, mas logo participou das guerrilhas contra os invasores. Incendiou canaviais e engenhos. Com a permanência dos holandeses na Capitania de Pernambuco, Vidal de Negreiros, seguiu para a Bahia, mas sempre lutando para a reconquista da Capitania.
Em 1642, com a autorização de Maurício de Nassau, e o compromisso de não conspirar, conseguiu a permissão de retornar a Paraíba visitar parentes e amigos, e depois seguir para Portugal onde lutaria na guerra contra a Espanha. Quando passou por Pernambuco, Vidal de Negreiros não foi fiel ao compromisso e organizou uma conspiração, com o apoio de Antonio Dias Cardoso e João Fernandes Vieira, ricos comerciantes e senhores de engenho.
A Batalha dos Guararapes
Óleo sobre tela - Victor Meirelles de Lima
Mestre de Campo (1645). Enfrentou os holandeses na batalha de Casa Forte, onde derrotou os invasores na propriedade de D. Ana Paes, com quem tivera uma grande paixão, mas por intrigas acabou se separando. Participou do cerco ao Recife, onde foi ferido ao entrar com suas tropas no Forte das Cinco Pontas. Lutou nas duas batalhas nos Montes Guararapes (19.04.1648 e 19.02.1649), sendo os holandeses derrotados nas duas batalhas.
Com a expulsão dos Holandeses, Vidal de Negreiros foi incumbido de levar a notícia ao Rei D. João IV, que o designou Alcaide de Marialva e concedeu-lhe o hábito da Ordem de Cristo. De volta ao Brasil, procurou ocupar importantes cargos públicos e adquirir novas propriedades. Governador Capitão General de Pernambuco (26.03.1657 a 1660 e em 1667). Nomeado Capitão-Geral de Angola, nessa época mantinha estreita relações comerciais e políticas com Pernambuco, momento em que a produção açucareira dependia da mão de obra escrava. Governador do Maranhão (1655-1656) e do Grão-Pará. Conselheiro de Sua Majestade. Alcaide-mor da Vila de Marialva e Moreira. Comendador de São Pedro do Sul.Após 1667, Vidal passou a administrar diretamente os seus negócios indo morar definitivamente em seu engenho Itambé. Em seu testamento instituiu o Morgado de Nossa Senhora do Desterro, em favor de seu filho Matias Vidal de Negreiros, mas a fortuna acabou se dispersando a partir das acerbas disputas que engalfinharam membros da família.
Casamento 01: Nunca se casou
André Vidal de Negreiros
Supostos filhos: 01- D. Catarina Vidal de Negreiros (cuja herança logo abaixo citaremos) – C.c. Diogo Cavalcanti de Vasconcelos, filho de D. Maria Cavalcante de Vasconcellos e de Manoel Lobo. Senhor do eng. Jacaré/Goiana. (s.g.). NOTA: Em seu testamento Vidal de Negreiros deixou para sua mãe Isabel Rodrigues, seriam dados: 04 escravos, mais o escravo Rodrigo Sapateiro; 02- Mathias Vidal de Negreiros – Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Professo na Ordem de Cristo. Seu pai lhe deixou 200.000 réis anuais do rendimento do engenho Nossa Senhora da Conceição/Goiana, (c.g.); 03-Francisco Vidal (Fr) – Frade Carmelitano. Prior do Convento do Carmo de Olinda. Provincial de sua Religião. Filho com Inês Barroso que era c.c. Gaspar Nunes. Teve um relacionamento com Luisa Pinhoa, filha de Luiz Pinhão de Mattos e de Leonor Peres Pessoa (primeiro marido). (c.g.); 04- Manoel Vidal de Negreiros (Padre) para quem deixou 200.000 réis; Violante, uma mulatinha criada em sua casa – Deixou para que fosse dado como dote 06 escravos do gentio da Guiné.
Senhor dos engenhos: Nossa Senhora da Conceição/Goiana (arrendado ao Sargento-maior Francisco Camelo Valcassar, por cada ano quatrocentos mil réis, pagos em açúcar posto no Recife e como valer na praça); Novo de Santo Antônio (2), antes Jecipitanga/Goiana (comprado depois que foi tirado, por Provisão Real, dos herdeiros de Francisco de Vasconcelos Cavalcante); Diamante/Goiana (doado a sua filha Feliciana); São Francisco/Várzea do Capibaribe-Recife (doado a sua filha e afilhada D. Catarina); Palha/Goiana; São João Batista/Paraíba; Novo de Santo Antônio/Paraíba.
Fontes:
OLIVEIRA, Alexandre Cursino de. Andre Vidal de Negreiros, Nobre da Terra. Disponível em: http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1364162604_ARQUIVO_Texto-AlexandreCursinodeOliveira-6757995.pdf
BARROS SILVA, Ana Beatriz Ribeiro. André Vidal de Negreiros: A Necessidade de Construção de um Herói Legitimamente Paraibano. Saeculum, Revista de História . João Pessoa, 2006
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol. 47 (6). Pág. 22, 35, 50, 155, 218, 257, 420, 469. Anais 1926 Vol. 48 (18). Pág. 107, 156, 221
http://anpuh.org/anais/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S25.0619.pdf
http://www.e-biografias.net/andre_vidal_de_negreiros/
MACHADO, Maximiano Lopes, História da Província da Paraíba, v.1, p.313-322
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág.60-61
PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983.
PEREIRA, Levy. "S. Fanci∫co (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Fanci%E2%88%ABco_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 27 de junho de 2015.

                O engenho moeu em 1655 e, segundo Pereira da Costa (1951) Volume 3, Ano 1645, pg. 229, em 1674 pertencia a André Vidal de Negreiros: "A essa propriedade se refere Fernandes Vieira no seu testamento celebrado em 1674 na sua fazenda dos Maranguapes, dizendo que ficava junto e adiante do engenho S. Francisco da Várzea, de André Vidal de Negreiros, ...".

                Em 14.05.1678, André Vidal de Negreiros fez seu testamento e entre outras coisas declarou que deixara o engenho São Francisco para a sua afilhada D. Catarina Vidal de Negreiros, como todas as terras e partidos, escravos, cobres, bois e tudo o mais pertencente ao engenho; como também as terras compradas ao Capitão Antônio Cavalcanti de Albuquerque, junto ao açude de Álvaro Teixeira; o que tudo lhe dava pelo amor de Deus, para bem de seu futuro casamento, assim por ser minha afilhada de batismo, como por tê-la criado; com as condições e cláusulas na escritura que lhe fez da doação do dito

engenho. Mas, caso D. Catarina não se cassasse e nem se tornasse freira, pedia aos testamenteiros que dessem 2.000 cruzados dos rendimentos do eng. São Francisco; porém, se ela casasse e não tomasse estado lhe fossem dados 200.000 réis anuais, em açúcar pelo valor da Praça do Recife, e que seus testamenteiros lhe dessem tudo o que era necessário para seu sustento e vestir. NOTA: Do rendimento do engenho São Francisco seriam dados ao Alferes Francisco de Freitas Vidal, 2.000 cruzados.

Catharina Vidal de Negreiros – Filha de Isabel Rodrigues e de (André Vidal de Negreiros); Em seu testamento, Vidal de Negreiros, declarou que D. Catarina era sua afilhada.
Casamento 01: Diogo Lopes Lobo – Filho de D. Maria Cavalcante de Vasconcellos e de Manoel Lobo.
Filhos: 01- Miguel Alves Lobo – C.c. Maria Cavalcante de Vasconcellos. (c.g.)
Senhor do eng. Jacaré/Goiana; São Francisco/Várzea-Recife
Recebeu o engenho de seu padrinho (pai) André Vidal de Negreiros
Fontes:
http://www.araujo.eti.br/familia.asp?numPessoa=43778&dir=genxdir/
http://origem.biz/ver_cadastro1.asp?id=2664
http://www.luizberto.com/esquina-leonardo-dantas-silva/atraves-de-sao-joao-da-varzea
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág.60-61

Nos anos de 1664 e 1667 o engenho aparece de fogo vivo. Em 1689, D. Catharina e seu marido Diogo Lopes Lobo venderam o engenho ao Capitão Gonçalo Ferreira da Costa.

Gonçalo Ferreira da Costa – Capitão de Infantaria de Pernambuco (12.12.1686). Arrematador de dízimos do açúcar de 1675 até 1688. Capitão de Cavalos (30.03.1688). Sargento-mor de Ordenanças de Pernambuco (03.01.1691).
Senhor do engenho São Francisco/Várzea-Recife
Comprou o engenho a D. Catharina Vidal de Negreiros e ao seu marido Diogo Lopes Lobo
Fontes:
www.revista.ufpe.br/revistaclio/index.php/revista/article/view/371/215
Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1955 Vol 75 (3) pág. 276, 290, 313
http://www.luizberto.com/esquina-leonardo-dantas-silva/atraves-de-sao-joao-da-varzea

O engenho foi citado nos seguintes mapas coloniais: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ; PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como engenho, 'Barosa', na  m.e.  do 'Rº. TisԐpio'; IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 CAPITANIA DE I. TAMARICA, plotado como engenho, 'Ԑ Barosa.', na m.d. do 'Rº. TisԐpio'; PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, 'S. Francisco', na m.d. do rio 'Tajiibipio' - 'Teubipí'.
Em 19.12.1738, o Coronel José Camelo Pessoa aparece como proprietário do engenho, segundo um requerimento feito nessa data para D. João V, pedindo autorização para concluir a compra do engenho São Francisco da Várzea, a fim de poder saldar a dívida com a Fazenda Real.

José Camelo Pessoa – Nada mais foi encontrado.
Senhor do engenho São Francisco/Várzea-Recife; Cordeiro (Três Reis Magos, Scot, Straetsburch, Machado)/Cordeiro-Recife; São Pantaleão do Monteiro/Monteiro-Recife
Fontes:
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=512&Itemid=182
http://www.intg.org.br/teste/afortunado/olivro/pdf_dividido/quinta-parte/XIV.ALOGiSTICAEALOCALIZAcaOESTRATeGICA126.pdf
Documentos manuscritos avulsos da Capitania de Pernambuco, Edição 1. Disponível em:  https://books.google.com.br

No século XIX existia na Várzea do Capibaribe uma povoação sempre ligada à agroindústria açucareira, em funcionamento os engenhos: Borralho, Brum, Cova de Onça, Cumbe, Curado, do Meio, Poeta, Santo Cosme, Santo Inácio, Santo Amarinho, São João e São Francisco que pertencia a Manuel Eufrásio Correia.

Manuel Eufrásio Correia – Nascido em 16.08.1839-Paranaguá e falecido no dia 04.02.1888/eng. São Francisco da Várzea sendo sepultado no mausoléu do Cons. João José Ferreira de Aguiar, com todas as honras a que tinha direito. Estudou Direito em Recife, mas terminou na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1862. Chefe da polícia de Santa Catarina. Promotor Público., Deputado Geral, Provincial e Presidente da Assembleia Provincial do Paraná. 58º Presidente da Província de Pernambuco, de 24.10.1887 a 04.02.1888, tomando posse no dia 07.11 do mesmo ano, governando até o dia do seu falecimento.
Senhor do eng. Jacaré/Goiana; São Francisco/Várzea-Recife
Senhor do engenho no século XIX
Fontes:
PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983. Vol. 9:174
http://people.ufpr.br/~lgeraldo/sandroprojeto.pdf
http://curitibaspace.com.br/16-de-agosto-nascimento-de-eufrasio-correia/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Eufr%C3%A1sio_Correia

Em Pernambuco, durante os governos do Barão de Lucena e de seus sucessores, Correia da Silva e Barbosa Lima, desenvolveu-se uma política de incentivo à agroindústria açucareira oferecendo aos senhores de engenho empréstimos, que variavam entre “100 e 900 contos de réis”, destinado à implantação de engenhos centrais (usinas de pequeno porte), que beneficiou no início 26 empresários.
Segundo Manuel Correa de Andrade, “esses empréstimos financiavam não só a implantação da fábrica como a aquisição de terras, a formação de plantios, a construção de estradas de ferro ligando a usina às ferrovias do estado ou aos portos de embarques do açúcar, ou mesmo às suas áreas de plantação”. Observa-se que de 1874 a 1884 foram implantadas seis engenhos centrais (usinas de pequeno porte), a partir de então os engenhos de açúcar deram lugar às usinas, que utilizavam o poder econômico para barganharem preços de fornecimento, chegando muitas a adquirirem e fecharem as fábricas de açúcar, ficando com a posse das terras para o cultivo da cana, fazendo com desaparecessem as edificações seculares dos antigos engenhos pernambucanos.
Por essa época, em terras do primitivo engenho São João da Várzea, veio a ser instalada a usina da mesma denominação que reunia, em seus limites, as terras antes pertencentes aos engenhos São Cosme e São Francisco. Foi a usina criada em 1894, por Francisco do Rego Barros de Lacerda, antigo proprietário do engenho São Francisco, sobrinho do Conde da Boa Vista Francisco do Rego Barros, que para sua implantação adquiriu ao Barão de Muribeca o Dr. Manuel Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, os engenhos São Cosme e São João, respectivamente nas margens esquerda e direita do rio Capibaribe; e, para a comunicação entre esses dois últimos engenhos importou ele uma ponte de ferro em 1897, com 160 metros de extensão, dividida em quatro vãos, e a instalou sobre o rio Capibaribe.

Francisco do Rego Barros de Lacerda – Nasceu em 02.08.1831/eng. Trapiche-Cabo de Santo Agostinho. Sobrinho do Conde da Boa Vista, Francisco do Rego. Filho do Barão e da Baronesa de Ipojuca João do Rego Barros e de D. Inácia Militana Cavalcanti Rego de Lacerda.
Presidente da Intendência Municipal. 10° Presidente da Província nomeado por carta Imperial de 16.10.1837. Governador de Pernambuco, 02.12.1837 a 12.05.1838, 30/10/18378 a 12.051838 (reassumiu o governo) e 03.11.1838  a 03.04.1841 (reassumiu o governo). Prefeito do Recife (189). Formou-se na Faculdade de Direito em (1852), dedicando-se logo depois à agricultura. Em 1859, com outros agricultores fundou o Imperial Instituto de Agricultura, que não teve vida longa. Em 1874, melhorou a técnica de fabricação de açucare modificou seu sistema industrial, tanto no engenho de propriedade do Barão de Muribeca, como no engenho Mameluco, pertencente ao seu primo Antônio Marques de Holanda Cavalcanti. Deputado Geral do Império. Senador Estadual.
Em 1878, implantou o sistema viário “Decauville” para fazer a condução de canas em carros de tração animal. Deputado Geral do Império na legislatura de 1882 a 1885. Vereador da Câmara Municipal do Recife, em 1886/1891, até o advento do regime republicano. Senador Estadual (1892).
Casamento 01: D. Mariana do Rego Barros – Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues – FR 998
Senhor dos engenhos: Guararapes/Muribeca-Jaboatão dos Guararapes; São João da Várzea (Estabelecida uma Usina); São Cosme/Várzea-Recife; São Francisco/Várzea-Recife.
Proprietário da Usina São João/Várzea-Recife
Fontes:
CARLI, Gileno Dé. Açúcar no Brasil - Personalidades VIII – Francisco Rego Barros de Lacerda Autoria – in História de uma Fotografia, Recife, 1985. Pág. 378 396 397
EISENBERG,  Peter L. The Sugar Industry in Pernambuco: Modernization Without Change, 1840-1910. University of California Press, 1974
http://profbiuvicente.blogspot.com.br/2009/06/bairro-da-varzea.html
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=64351
http://www.luizberto.com/esquina-leonardo-dantas-silva/atraves-de-sao-joao-da-varzea
https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_do_Rego_Barros_de_Lacerda

Em 1893, Francisco do Rego Barros de Lacerda viaja aos Estados Unidos, para adquirir maquinário para instalação de seu engenho central (Usina São João), tendo como objetivo a fabricação de um excelente açúcar, mas com uma mão de obra economicamente viável. Apesar de alguns contratempos sofridos, em 1895 a fábrica de açúcar é finalmente inaugurada, com a denominação de São João, por ser situada nas terras desse engenho, com uma despesa diária de 50$ para fabricação de 4 200 sacos de açúcar.
Para facilitar a comunicação do engenho São João e São Francisco com os engenhos São Cosme e São João, que ficavam localizados na margem esquerda e direita do rio Capibaribe, Francisco do Rego Barros de Lacerda importa em 1897, uma ponte de ferro, com 160 m. de extensão, dividida em quatro vãos, e a instala sobre o Rio.
Em 1914 a Usina dispunha de 11 km de estrada de ferro, sete tanques para álcool e uma produção de 70.000 toneladas de açúcar. Em matéria de capacidade industrial, em 1921 a Usina São João esteve classificada em faixa de 9º lugar, com capacidade de 200 toneladas de cana de esmagamento diário.
Em 1929, com a morte do seu fundador, Francisco do Rego Barros de Lacerda, a usina passa a ser dirigida por sua única irmã e herdeira, D. Maria da Conceição do Rego Barros Lacerda, uma figura humana, bondosa, carinhosa, solteira e muito apegada ao seu sobrinho e afilhado Ricardo Lacerda de Almeida Brennand, que morou com a partir dos 11 anos de idade.
Em 1933, a Usina apresenta uma produção de 37.853 sacas (60 kg.) de açúcar e no ano seguinte a propriedade foi transferida para o seu administrador, Ricardo Lacerda de Almeida Brennand, a quem D. Maria da Conceição do Rego Barros Lacerda transforma em seu herdeiro universal.

Ricardo Lacerda de Almeida Brennand – Nascido em 04.09.1897-Recife e falecido em 09.03.1982-Recife. Filho de Ricardo Monteiro Brennand e de Francisca de Paula Cavalcanti de Albuquerque Lacerda de Almeida 
Casamento 01: Olympia Padilha Nunes Coimbra, em 1925– Nascida em 11.08.1903.
Filhos: 01- Antônio Luiz Coimbra Almeida Brennand – Nascido em 11.06.1926. C.c.  Maria Pompéia Rodrigues Machado. (c.g.); 02- Francisco de Paula de Almeida Brennand – Nascido em 11.06.1927. C.c. Débora de Moura Vasconcelos. (c.g.); 03- Cornélio Coimbra de Almeida Brennand – Nascido em 09.06.1928. C.c. Helena Carneiro da Cunha; 04- Jorge Eugênio Coimbra de Almeida Brennad – Nascido em 01.08.1929. C.c. Maria Cristina Berardo Loyo; 05- Tereza Maria de Jesus Coimbra de Almeida Brennand – Nascida em 05.12.1931. C.c. Henri Jean Mieville; 06- Maria da Conceição Coimbra de Almeida Brennand – Nascida em 14.04.1933. C.c. Murilo Barros Costa Rêgo.
Fontes:
http://geneall.net/pt/nome/2156722/ricardo-lacerda-de-almeida-brennand/

A fim de dar continuidade aos trabalhos, Ricardo Lacerda de Almeida Brennand traz para administração, anos mais tarde, o seu irmão, Antônio Luís de Almeida Brennand, criando assim o Grupo Brennand.

Antonio Luís Lacerda de Almeida Brennand – Nascido em 13.01.1901-Recife. Filho de Ricardo Monteiro Brennand e de Francisca de Paula Cavalcanti de Albuquerque Lacerda de Almeida 
Casamento 01: Dulce Padilha Coimbra – Nascida em 06.05.1907.
Filhos: 01- Ricardo Coimbra de Almeida Brennand – Nascido em 27.05.1927. C.c. Graça Maria Dourado Monteiro. (c.g.); 02- Maria Dulce Coimbra de Almeida Brennand  - Nascida em 20.02.1930. (c.g.). C.c. Luiz Carvalho Tavares da Silva; 03- Maria Tereza Coimbra de Almeida Brennand – Nascida em 09.08.1931. C.c. Nilo de Souza Coelho. (c.g.); 04- Maria Evangelina Coimbra de Almeida Brennand – Nascida em 27.02.1934. C.c. José Antônio de Souza Leão. (c.g.).
Fontes:
http://geneall.net/pt/nome/2156727/antonio-luis-lacerda-de-almeida-brennand/

             A Usina São João da Várzea continuou em atividade até o ano de 1945, quando veio encerrar sua produção de açúcar e álcool, passando às suas terras serem destinadas a outras atividades industriais. Naquela extensa área, antes ocupada secularmente pelos canaviais dos primitivos engenhos e mais recentemente da primitiva usina, foram construídas cerâmicas, fábrica de azulejos, fábrica de porcelana, fábrica de vidros, siderúrgica e outras unidades do Grupo Brennand.
           Hoje as terras do engenho São Francisco foram reocupadas, em sua grande maioria, provavelmente pelo bairro Curado IV-Recife.

Fontes:
ANDRADE, Manuel Correia de. História   das  usinas de Pernambuco.  Recife: FUNDAJ, Ed.Massangana, 1989. 114 p. (República, n. 1). Bibliografia p. 109-114
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág.60-61
PEREIRA DA COSTA, F. A. Pereira da. Arredores do Recife. 2 ed. autônoma. Apresentação e organização de Leonardo Dantas Silva. Inclui estudo sobre o bairro da Capunga de José Antônio Gonsalves de Mello. Recife: FJN. Ed. Massangana, 2001. 202 p. il. (Estudos e pesquisas, n 117) p. 171
______________________________ Anais Pernambucanos – Prefácio, aditamentos e correções feitas ppor José Antônio Gonsalves de Mello. 2ª edição. FUNDARPE Recife, 1983. Vol. 3:229, Vol. 9:174
PEREIRA, Levy. "S. Fanci∫co (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Fanci%E2%88%ABco_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 27 de junho de 2015.
COSTA LIMA, Camila da. Aspectos da Construção de uma Obra em Escultura Cerâmica. Edt. Cultura Acadêmica. São Paulo, 2009.

27/06/15

São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife

O engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife foi fundado por Francisco Carvalho de Andrade c.c. D. Maria Tavares Guardez, antes da invasão holandesa. Com moenda movida a bois e igreja dedicada a São Paulo. Suas terras ficavam situadas entre o Rio Tijipió e Jequiá, na freguesia da Várzea, sob a jurisdição de Olinda – Capitania de Pernambuco.

62- Recife e Olinda - ca. 1624<br /> <br /> 'PERNAMBUCO'.<br />  <br /> autor: não identificado.<br /> <br /> fonte: Gravura que ilustra o 'Reys-boeck van het rijcke Brasilien...' (REYS-BOECK - 1624). Exemplar utilizado pertencente à Koninklijke Bibliotheek, Haia.<br /> <br /> Em 1624 foi publicado na Holanda um livro, hoje muito raro, denominado 'Reys-boeck van het rijcke Brasilien', isto é, 'Livro de viagem ao reino do Brasil', de autor desconhecido, ilustrado com gravuras que mostram diversas vilas e cidades do Brasil, naquele momento. A gravura referente a Salvador mostra a cidade sendo atacada pelos holandeses, o que nos dá a certeza de que o livro foi publicado depois da ocupação da cidade, que só terminou no ano seguinte. Mas é possível que as ilustrações referentes a outras cidades se refiram a períodos um pouco anteriores, como é o caso de Recife e Olinda. Em seus aspectos geográficos, a gravura denominada 'PERNAMBUCO' é excessivamente esquemática. A barra de entrada do Recife está praticamente no limite da área urbana de Olinda, o que é um evidente exagero. O autor do desenho consumiu a maior parte do espaço com uma representação do que seria o trabalho nos engenhos de açúcar e casas de farinha de mandioca. Mas tanto Olinda quanto Recife estão representadas de modo significativo. A povoação do Recife, indicada com a letra E, exibe um conjunto de sobrados, o que corresponde à sua situação na época. A vila de Olinda, da qual apenas uma parte é apresentada na extremidade direita da gravura, tem o seu traçado urbano muito simplificado. Mas se compararmos com a planta 'Civitas Olinda', que ilustra o livro de Barlaeus (PERNAMBUCO - 70), podemos notar uma clara semelhança com o que está indicado nesta última. Para compreender essa relação, é importante perceber que a quadra que está à esquerda, a da letra A, junto à entrada da vila, aparece na planta com uma superfície aproximadamente retangular. Mas no desenho, que é uma perspectiva a vôo de pássaro, são registradas apenas as casas voltadas para o interior da vila, o que reduz a referida quadra a uma simples fileira de casas, o mesmo acontecendo com as que lhe ficam acima. A igreja no primeiro plano seria portanto a de São Bento, que é uma referência importante para a observação dos demais detalhes do desenho. É interessante observar que as casas comuns de Olinda são apresentadas de forma esquemática, com uma porta e duas janelas. À primeira vista poderiam parecer sobrados, mas, se comparadas com as de Recife, constata-se que são provavelmente casas térreas. Com maior destaque são apresentadas as igrejas, com seus frontões mais altos e cruzes e, ao fundo, uma com uma torre ou zimbório. Entre Olinda e Recife, este indicado com a letra D, comparece um forte que seria provavelmente o de São Jorge, que nesse caso deveria estar situado na outra margem do rio, nas proximidades do porto, no local indicado com a letra C. No primeiro <br /> plano, indicado com a letra F, o Forte do <br /> Mar ou do Picão.<br /> Esse desenho, muito esquemático, mostra pouca familiaridade com o local e reduzido apuro técnico, o que deixaria de acontecer a partir de 1630, com a ocupação holandesa.<br />
Recife e Olinda - ca. 1624 - 'PERNAMBUCO'.
autor: não identificado.
Francisco Carvalho de Andrade (Andrada) – Chegou a Pernambuco na segunda metade do século XVI, onde se tornou um dos principais da Capitania. Fidalgo da Casa Real. Lutou bravamente durante a invasão holandesa e foi um dos principais personagens da Insurreição Pernambucana, incentivando, inclusive, ao seu genro João Fernandes Vieira a participar da luta.
Casamento 01: D. Maria Tavares Guardez.
CURIOSIDADES: O nome de Ponte do Uchoa, hoje local turístico do Recife, vem do apelido do senhor do engenho da Torre, o Capitão Antônio Borges Uchoa, quando lhe coube a posse daquele engenho, uma ponte para dar passagem à margem oposta do Capibaribe, na altura da foz do Riacho Parnamirim, que deságua naquele rio. Anteriormente, porém, tinha a localidade o nome de Sítio do Guardez, desde 1633,  naturalmente o proprietário dessas terras era um avô de D. Maria Tavares Guardez
Filhos: 01- D. Leonor Guardez de Andrade c.c. Antônio Pinheiro Feio; 02- D. Ignez Guardez de Andrade c.c. João Pais Barreto (senhor de 10 engenhos na região do Cabo de Santo Agostinho); 03- D. Catharina Tavares de Guardez c.c. Braz Barbalho Feio.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (1)
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (6). Pág. 08
http://geneall.net/pt/nome/1602961/catarina-guardez/
http://geneall.net/pt/nome/291603/francisco-fernandes-carvalho-de-andrade/
http://www.wikitree.com/wiki/Andrade-75
http://www.wikitree.com/wiki/Guardez-3
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59
PAES BARRETO, Carlos Xavier. Primitivos Colonizadores Nordestinos. Edt. Usina de Letras. 2ª edição. Rio de Janeiro, 2010 Pág. 19
PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983. Vol. 1, Pág: 149 e 150, 489 – Vol. 2. Pág: 375-376 – Vol. 6 Pág: 273

72- Forte Real - 1635<br /> <br /> Imagem sem título [Forte Real].<br /> autor: não identificado.<br /> fonte: Gravura que ilustra o livro de Johannes de Laet (LAET - 1635), exemplar existente na Koninklijke Bibliotheek, Haia.<br /> O Forte Real, ao centro (letra A), cercado pelos holandeses, antes de sua rendição e posterior destruição. Os postos fortificados dos flamengos são indicados com as demais letras. Esse volume do livro de Laet, cronista da Companhia das Índias, foi publicado no próprio ano de rendição do forte, descrevendo as operações. Depois disso, estendeu-se o domínio holandês pela várzea, por mais de dez anos.<br />
Gravura que ilustra o livro de Johannes de Laet (LAET - 1635).
O Forte Real cercado pelos holandeses, antes de sua rendição e posterior destruição. Os postos fortificados dos flamengos são indicados com as demais letras. Esse volume do livro de Laet, cronista da Companhia das Índias, foi publicado no próprio ano de rendição do forte, descrevendo as operações. Depois disso, estendeu-se o domínio holandês pela várzea, por mais de dez anos.
O engenho foi citado nos seguintes mapas coloniais: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ; PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como engenho, 'St. Paulo', numa ilha no rio (ou num afluente m.d. desse rio) sem nome, tributário m.d.  do 'Rº. ∂os Ԑƒƒoga∂os'; IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 CAPITANIA DE I. TAMARICA, plotado como engenho, 'S. Paulo', numa ilha no rio (ou num afluente m.d. desse rio) sem nome, tributário m.d. do 'Rº. ∂os Ԑƒƒoga∂os'; PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, 'S. Paulo', na m.d.  do rio sem nome, afluente m.e. do 'Tajiibipio' - 'Teubipí'.
Atualmente não mais existe vestígio do engenho e suas terras foi ocupada pelo bairro recifense “Jardim São Paulo”
Com o falecimento de Francisco Carvalho de Andrade o engenho passa a ser de propriedade de seu genro Antônio Pinheiro Feio c.c. D. Leonor Guardez de Andrade.

Antônio Pinheiro Feijo (Feio) – Feitor-mor da Armada. Lutou na conquista do Maranhão.
Casamento 01: D. Leonor Guardez de Andrade – Filha de Francisco Carvalho de Andrade (senhor do engenho São Paulo) e de Maria Tavares Guardez. Irmã de D. Ignez Guardez c.c. João Paes Barreto, instituidor do Morgado de Nossa Senhora da Madre de Deus do Cabo de Santo Agostinho e proprietário de 0 engenhos, na mata Sul de Pernambuco.
Filhos: 01- D. Catarina Pinheiro Feijo c.c. Jerônimo de Albuquerque Maranhão (c.g.); 02- D. Magdalena Pinheiro c.c. Felippe de Albuquerque, irmão do seu cunhado Jerônimo
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (2) – Proprietário pelo seu casamento com D. Leonor.
Fontes:
Revista genealógica latina, Volumes 8-11
http://geneall.net/pt/nome/2002349/antonio-pinheiro-feio/
http://geneall.net/pt/nome/238599/jeronimo-de-albuquerque-o-maranhao/
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (3) pág. 08  Anais 1926 Vol 48 (1)

            O engenho depois passou a pertencer a Jerônimo de Albuquerque Maranhão e a Catarina Pinheiro Feio (Feijó), genro e filha de Antônio Pinheiro Feio e de D. Leonor Guardes.

Jerônimo de Albuquerque Maranhão – Filho de Jerônimo de Albuquerque com a índia Maria do Espírito Santo Arco Verde. Ferido numa guerra contra faleceu no seu engenho Cunhau em consequência de um ferimento recebido em luta conta os holandeses em 1631. Capitão do Rio Grande. Feitor-mor da armada da conquista do Maranhão
Foi encarregado da conquista do Rio Grande do Norte pelo Rei D. Felipe, tendo seguido por terra através da Paraíba, onde arrebanhou gente e seguiu o seu destino a fim de se encontrar com Manoel de Mascarenhas Homem, que viajou por mar, levando consigo muitos baianos. Chegou ao seu destino em 18.12.1597, onde construiu uma fortaleza de madeira e vendeu os índios, dando início a construção de uma povoação que foi instalada no dia 25.12.1599, quando festejavam o Natal do Senhor, por isso a vila levou o nome de "NATAL"; assumiu o governdo da vila, e construiu a igreja matriz dedicada à Nossa Senhora da Apresentação.
Diante dos bons resultados foi incumbido pelo Rei de ir conquistar o Maranhão, para onde partiu levando muita gente, em 1614. Em 1615 consegue restaurar a cidade de São Luiz, que estava em poder dos franceses, expulsando-os a firmando a sua autoridade de Governador, onde permaneceu até a sua morte em 11.02.1631, pelos holandeses. Por essa façanha, a de expulsar os franceses do Maranhão, recebeu o apelido de "Maranhão" que depois incorporou ao seu nome, diferenciando assim do nome de seu pai.
Casamento 01: Catarina Pinheiro Feio (Feijó), nascida em Pernambuco, filha do português Antônio Pinheiro Feio (Feijó) e de D. Leonor Guardes, pernambucana.
Filhos: 01- Antônio de Albuquerque Maranhão c.c. D. Joanna Luisa de Castelo Branco; 02- Mathias de Albuquerque Maranhão c.c. D. Isabel da Câmara; 03- Jerônimo de Albuquerque Maranhão.
Senhor dos engenhos: Cunhau/RN, situado nas terras do Uruá, em 1602; São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (3) – Engenho herdado de seu pai.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (3).
Fontes:
Revista genealógica latina, Volumes 8-11
BORGES DA FONSECA, Antônio Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (3) pág. 08 

            O próximo proprietário encontrado foi Antônio Nunes c.c. D. Isabel Pereira, que comprou o engenho aos descendentes de Francisco Carvalho de Andrade, antes de 1593, pois nesse ano já havia falecido.

Antônio Nunes – Falecido antes de 1593.
Casamento 01: D. Isabel Pereira.
Filhos: Não encontrado.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (4)
Fontes:
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59

            Após o falecimento de Antônio Nunes o engenho passou a ser administrado pela sua viúva D. Isabel Pereira, que surge como proprietária em 1593.

Isabel Pereira – Nascida em família muito nobre da Casa dos Morgados de Paredes de Vianna. Chegou a Pernambuco com suas irmãs Ignez de Brito, Genebra Bezerra, Joanna de Abreu, Paulo (?) Bezerra e Antônio Bezerra, o Barriga depois que seu pai foi degredado para São Thomé, por crime grave.;
Casamento 01: Antônio Nunes que faleceu antes de 1593, (s.f.)
Casamento 02: Henrique Afonso Pereira (I) – (c.g.)
Filhos: 01- Henrique Afonso Pereira – Um dos cavaleiros que correram com o Conde Maurício de Nassau nos festejos de aclamação do Rei D. João IV. C.c. (?). (c.g.); 02- Francisco de Brito Pereira – C.c. Maria do Rego, filha de Luiz do Rego Barreto e de Ignez de Ges, irmã de João Velho Barreto (Desembargador do Paço, Chanceler-mor do Reino, Conselheiro de Sua Majestade) e de Francisco do Rego Barros. (c.g.); 03- Ascenso Pereira; 04- Apolinário Nunes – C.c. (?). (c.g.); 05- Cosme de Abreu – C.c. (?). (c.g.); 06- Dorothea de Brigo – C.c. José do Rego, que era parente do Governador João de Barros.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (5)
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.Anais 1925 Vol 47 (8) –  Pág. 163, 168-169, 493. Anais 1926 Vol 48 (11) – Pág. 235, 246
http://www.araujo.eti.br/familia.asp?numPessoa=40503&dir=genxdir/
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59

            Talvez com dificuldades de tocar o engenho D. Isabel o arrenda a Tomás Nunes,

Tomás Nunes – Mercador.
Rendeiro do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife
Fontes:
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59

            Em 1609 D. Isabel Pereira ainda era proprietária do engenho, mas em 1617 o proprietário era Henrique Afonso Pereira, filho homônimo do segundo marido de Isabel e Capitão da Conquista do Maranhão.

Henrique Afonso Pereira (II) – Filho de D. Isabel Pereira, senhora do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife, e de seu segundo marido Henrique Afonso Pereira (I). Um dos Capitães da conquista do Maranhão. Permaneceu em seu engenho durante o domínio holandês. Um dos cavaleiros que correram com o Conde Maurício de Nassau nos festejos de aclamação do Rei D. João IV.
Casamento 01: (?)
Filhos: 01- Henrique Pereira; Antônio Pereira; Maria Ferreira; Isabel Pereira c.c. (?), em Alagoas.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (5) – Comprou o engenho aos descendentes de Francisco Carvalho de Andrade.
Em 1623 o engenho produziu 4.584 arrobas de açúcar.
No ano de 1633 as terras do engenho estavam ocupadas pelas guarnições luso-brasileiras. Havendo seu proprietário permanecido em seu engenho a fábrica moeu em 1637 e 1639, com 12 partidos da fazenda e dois partidos de lavradores: Antônio da Silva, com 20n tarefas, e Sebastião de Carvalho com 30 tarefas, que perfaziam 62 tarefas, equivalentes a 2.170 arrobas de açúcar.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antôno Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.Anais 1925 Vol 47 (8) n- Pág. 168-169
PEREIRA, Levy. "S. Paulo (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Paulo_(engenho_de_bois). Data de acesso: 7 de junho de 2015.
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59

           Segundo os Anais Pernambucanos, em 1637, pertencia a Henrique Afonso Pereira, sua moenda era movida a animais e estava de fogo vivo. Nessa época o engenho moía com  12 tarefas que pertenciam a sua fazenda e mais 50 dos seguintes lavradores:: Antônio da Silva com 20 tarefas e Sebastião de Carvalho com 30 tarefas, perfazendo 62 tarefas.
            Em 1645 o engenho tinha como proprietário o Ouvidor-Geral da Capitania de Itamaracá, Antônio de Oliveira.

Antônio de Oliveira de Lemos– Ouvidor e Provedor da Fazenda Real de Itamaracá (1645)
Casamento 01: Mecia de Lemos, viúva de Gonçalo Feio.
Filhos: Francisco de Oliveira Lemos – Vereador de Olinda (1663). C.c. D. Grácia de Carvalho e Andrada. (c.g.)
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (6) – Citado por Borges da Fonseca como proprietário do engenho
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (8). Pág. 21, 233, 432; Anais 1926 Vol 48 (11) – Pág. 162

            O engenho foi deixado de herança para Francisco de Oliveira Lemos, filho de Antônio de Oliveira de Lemos e de D. Mécia de Lemos.

Francisco de Oliveira Lemos – Vereador de Olinda (1663). Filho de Mecia de Lemos com seu segundo marido Antônio de Oliveira (senhor do engenho São Paulo da Varzea).
Casamento 01: D. Gracia de Carvalho de Andrada. Filha de Bernardo de Carvalho e de D. Joanna Barreto.
Filhos: 01- Francisco de Oliveira Lemos – Falecido solteiro; 02- Bernardino Carvalho de Andrada – Capitão de Infantaria do Terço do Recife. Mestre de Campo de D. João de Sousa, patente de 05.05.1666, mas por interresse particulares largou o serviço. Sargento-mor do Terço de Ordenança do Recife, Varzea e Santo Amaro, patente de 15.01.1654. Vereador de Olinda. C.c. D. Laura Cavalcante Bezerra, filha de Cosme Bezerra Monteiro e de. D. Leonarda Cavalcante de Albuquerque. (c.g.); 03- D. Maria de Carvalho c.c. Antônio Curado Vidal – Fidalgo da Casa Real, Comendador de São Pedro do Sul da Ordem de Cristo, Mestre de Campo do Terço de Infantaria do Recife. Filho de Lopo Curado Garro e de D. Isabel Ferreira de Jesus, irmã de André Vidal de Negreiros. (s.g.).
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (7) – Filho e herdeiro de Antônio de Oliveira e de D. Mécia de Lemos
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 47 (8). Pág. 21, 24, 38, 233. Anais 1926 Vol 48 (2), pág. 162

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Capitão-mor
Em 1712, o Capitão-mor da freguesia da Várzea Lourenço Cavalcanti de Albuquerque, aparece como proprietário do engenho São Paulo. NOTA: O Capitão-mor era a designação para cada um dos oficiais militares, responsáveis pelo comando das tropas de Ordenança em cada cidade, vila ou freguesia, entre os séculos XVI e XIX. Cabia ao capitão a representação na capitania dos interesses do donatário, garantindo os seus proventos e administrando os seus bens. Serviam ainda de interlocutor entre as populações e o donatário. Gozavam de latos poderes administrativos, judiciais e fiscais, sendo a  autoridade máxima na Capitania. Somente não podia aplicar a pena de talhamento de membros ou de execução. Respondiam pelos seus atos diretamente perante o Donatário, sendo remunerados com parte, geralmente 10% do dízimo, a chamada redízima, dos rendimentos que na capitania cabiam ao donatário. O cargo era em geral hereditário, estando sujeita a um regimento específico e, em geral, a confirmação real.

Lourenço Cavalcanti de Albuquerque – Falecido pelos anos de 1770. Filho de Antônio de Hollanda de Vasconcellos e de Felipa de Albuquerque Cavalcanti. Capitão de Auxiliares. Vereador de Olinda. Coronel.
Casamento 01: Úrsula Feio, na Bahia.
Filhos: 01- Felipa de Albuquerque Cavalcanti; 02- Maria Cavalccanti; 03- Antônia Cavalcanti.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife; Petribú/Goiana (1710).
Casamento 02: Isabel de Lima, na Bahia – Filha de Antônio de Barros Cardoso e de Giomar de Mello.
Filhos: 04- Brites Francisca de Lima.
Senhor do engenho São Paulo/Várzea do Capibaribe-Recife (8)
Fontes:
http://www.araujo.eti.br/familia.asp?numPessoa=43808
http://www.araujo.eti.br/descend.asp?numPessoa=39797&dir=genxdir/
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1885-1886 Vol 13 (1) pág. 239. Anais 1885-1886 Vol 13 (1). Pág. 239; 1900 Vol 22 (2) pág. 17, 135
PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983. Vol. 2: 254
           
            Hoje suas terras foram reocupadas pelo atual bairro de Jardim São Paulo que integra a 5ª Região Político-Administrativa do Recife (RPA-5), a Sudoeste da cidade, formada por um total de 16 bairros.
Atualmente o bairro se tornou o expoente das novas medidas de segurança pública pernambucanas, tendo o grande reconhecimento mundial graças a uma sensacional reportagem do Washington Post.
5ª Região Político-Administrativa
do Recife (RPA-5)

Fontes:
http://desciclopedia.org/wiki/Jardim_S%C3%A3o_Paulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_S%C3%A3o_Paulo_(Recife)
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras.  1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59
PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983. Vol. 1:149-150; 2:254 e 376; 10:350,
PEREIRA, Levy. "S. Paulo (engenho de bois)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Paulo_(engenho_de_bois). Data de acesso: 7 de junho de 2015.