Fontes

A maioria das informações vêem com a devida validação abaixo da publicação. Algumas não foram possíveis de indicar a fonte, mas demos à informação o valor e a importância que mereceu e esperamos poder validá-la com posteriores pesquisas.

01/06/2017

Aratangil ou Nossa Senhora da Escada/ Ipojuca

           O engenho Aratangil, sob a invocação de Nossa Senhora da Escada, com igreja. Ficava localizado na margem direita do Riacho São Paulo (Arataáyi), sob a jurisdição do Distrito de Sirinhaém, capitania de Pernambuco, uma milha ao Sul do engenho Sibiró de Baixo. Suas terras tinham cerca de uma milha. Possuía uma moenda movida com água e podia anualmente produzir 4.000 a 5.000 arrobas de açúcar, pagando de recognição 80 arrobas de açúcar branco encaixado e colocado no passo. Atualmente o engenho é conhecido como engenho Aratangi de acordo com o mapa IBGE Geocódigo 2614204 Sirinhaém-PE.
  Segundo Borges da Fonseca, Domingos Soages Capa, homem do século XVI na Capitania de Pernambuco, foi proprietário do engenho Arantagil.
        O engenho foi citado nos seguintes mapas: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ]]; Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) - plotado como engenho, 'Ԑ: Arratangill', na m.e.  do 'Rº. Arratangill' (atual Rio Diamante); Mapa PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, 'Arataayi', na m.e. do 'Aratayi' (Riacho São Paulo).
João Xavier de
 Siqueira Brito
        Segundo o Relatório de Schott de 1636 (Pág. 65), o engenho durante a invasão holandesa pertencia a Miguel Fernandes de Távora, que ficou em seu engenho porque tinha conseguido o passaporte holandês.
No engenho Arantagil foram encontradas para a Companhia, algumas caixas que pertenciam aos habitantes local que estão sob passaporte: 05 caixas de açúcar, sendo 04 mascavado e 01 de branco, as quais com a marca da Companhia foram mandadas para Sirinhaém.
Após o falecimento de Miguel Fernandes de Távora, antes de 1593, o engenho passou a pertencer a sua viúva, Margarida Álvares de Castro, que aparece como sua proprietária em 1609 e em 1623, quando o engenho produzia 2365 arrobas.
Em 1630, o engenho aparece como pertencente ao filho do casal, Miguel Fernandes de Sá, que também permaneceu sob o domínio holandês. O engenho moeu nos seguintes ano: 1637 e 1639,  1655. Em 1645, Miguel Fernandes de Sá devia 15.090 florins à WIC; e em 1663, 39.090 florins.
             No século IX o engenho pertencia ao Comendador João Xavier de Siqueira Brito.

Fontes:
Almanak Laemmert (RJ) - 1891 a 1940. Edição B00068 (1) pág. 1223. Disponível em:  http://memoria.bn.br
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1918 Vol 40 (1). Pág 56
GONSALVES DE MELLO, José Antônio. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Edt. CEPE. Recife, 2004. Pág. 65
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguim  & Companhia das Letras. 1ª Edição. São Paulo, 2012. Pág 123
PEREIRA, Levy. "Arataáyí (engenho)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Arata%C3%A1y%C3%AD_(engenho). Data de acesso: 29 .05.2017.
http://www.liber.ufpe.br/visaoholandesa/Next.vh?query=diversidade&page.id=1938


Proprietários encontrados:


Século XVI - Domingos Soages Capa – Judeu. Homem do século XVI. O sobrenome de Soago para Soajo foi modificado nas gerações posteriores
C 01- Maria Soages, em 1608 – Viúva c.c. João Luiz Pereira, Procurador da Câmara de Olinda em 1654. (C.g. nos dois casamentos). Senhora de um engenho (N). Filhos encontrados:
01- Maria Soages – C.c. Lourenço de Verçosa.
Fontes:
RIBEMBOIM, José Alexandre. Senhores de Engenho Judeus em Pernambuco Colonial. 1542 – 1652. Comunicação Editora. Recife, 1995.
http://geneall.net/pt/forum/138818/familia-ferreira-rabello-em-pernambuco-brasil/6aza
http://familiamendesdevasconcelos.blogspot.com.br/2010_05_01_archive.html
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=6724&cat=Ensaios
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1926 Vol 48 (10). Pág. 459, 470
_________________________________________________________________________  Anais de 1925. Pág. 232
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=6724&cat=Ensaios

Século XVII - Miguel Fernandes de Távora – Nasceu em Lisboa e faleceu em Pernambuco. Segundo Borges da Fonseca Miguel Fernandes era uma pessoa muito nobre.
Senhor dos engenhos: Arantagil/Sirinhaem; Conceição/Ipojuca e São Paulo de Sibiró/Ipojuca, pelo seu casamento.
C 01- Margarida Álvares de Castro, em Ipojuca – Nascida em Ipojuca. Senhora dos engenhos: Conceição/Ipojuca e São Paulo de Sibiró/Ipojuca. Filhos encontrados:
01- Fernão Rodrigues de Castro – Faleceu solteiro;
02- Catarina de Castro de Távora – C.c. Estêvão Paes Barreto (3º Morgado do Cabo de Santo Agostinho0, filho de João Paes Barreto, instituidor do dito Morgado;
03- Anna de Castro de Távora – Jovem foi levada pelo seu irmão Fernão Rodrigues de Castro para um convento em Vianna/PT, onde, sem o seu consentimento, se tornou freira junto a sua Irmã Joanna de Castro de Távora. Quando Joanna faleceu, saiu do convento, sem seu irmão consentir. C.c. João de Castro, Fidalgo da Galiza. (C.g.);
04- Joanna de Castro de Távora – Jovem foi levada levada pelo seu irmão Fernão Rodrigues de Castro para um convento em Vianna/PT, onde, sem o seu consentimento, se tornou freira junto a sua Irmã Anna de Castro de Távora. Quando faleceu sua irmã não quis mais ficar como religiosa e saiu do convento. Faleceu solteira;
05- Miguel Fernandes de Sá – Filho de Miguel Fernandes de Távora e de Margarida Álvares de Castro, segundo Evaldo Cabral de Mello (O Bagaço de Cana – pág 123). Herdeiro do engenho.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1926 Vol 48 (10). Pág. 34, 35, 215
http://geneall.net/pt/nome/203424/margarida-alvares-de-castro/
Nobiliário das Famílias de Portugal - vol. I - pg. 369 ((Amorins))
GONSALVES DE MELLO, Jos´se Antônio. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Edt. CEPE. Recife, 2004. Pág. 65
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguim  & Companhia das Letras. 1ª Edição. São Paulo, 2012. Pág 123
PEREIRA, Levy. "Arataáyí (engenho)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Arata%C3%A1y%C3%AD_(engenho). Data de acesso: 29 .05.2017.
http://www.liber.ufpe.br/visaoholandesa/Next.vh?query=diversidade&page.id=1938

Margarida Álvares de Castro, em Ipojuca – Nascida em Ipojuca. Senhora dos engenhos: Conceição/Ipojuca e São Paulo de Sibiró/Ipojuca.
C 01- Miguel Fernandes de Távora – Nasceu em Lisboa e faleceu em Pernambuco. Segundo Borges da Fonseca Miguel Fernandes era uma pessoa muito nobre. Senhor dos engenhos: Arantagil/Sirinhaem; Conceição/Ipojuca e São Paulo de Sibiró/Ipojuca, pelo seu casamento. Filhos encontrados: (acima mencionados)
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1926 Vol 48 (10). Pág. 34, 35, 215
http://geneall.net/pt/nome/203424/margarida-alvares-de-castro/
Nobiliário das Famílias de Portugal - vol. I - pg. 369 ((Amorins))
GONSALVES DE MELLO, José Antônio. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Edt. CEPE. Recife, 2004. Pág. 65
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguim  & Companhia das Letras. 1ª Edição. São Paulo, 2012. Pág 123
PEREIRA, Levy. "Arataáyí (engenho)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/Arata%C3%A1y%C3%AD_(engenho). Data de acesso: 29 .05.2017.
http://www.liber.ufpe.br/visaoholandesa/Next.vh?query=diversidade&page.id=1938

Miguel Fernandes de Sá – Filho de Miguel Fernandes de Távora e de Margarida Álvares de Castro, segundo Evaldo Cabral de Mello (O Bagaço de Cana – pág 123).
Proprietário do engenho em 1630.
Fontes:
GONSALVES DE MELLO, José Antônio. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Edt. CEPE. Recife, 2004. Pág. 65

João Xavier de Siqueira Brito – Comendador. Coronel. (s.n.m.)
C 01- Julieta de Siqueira Brito. Filhos:
01- Julieta de Siqueira Carneiro da Cunha – C.c. Mariano de Siqueira Carneiro da Cunha, nascido em 1880.
 02- Angelina de Siqueira Brito
Fontes:
https://www.myheritage.com.br/names/julieta_brito
https://www.myheritage.com.br/research/individual-1000397/joao-xavier-de-siqueira-brito?s=147735781&rfr=tree&p=1
http://digitalizacao.fundaj.gov.br/fundaj2/modules/visualizador/i/ult_frame.php?cod=5960
https://www.myheritage.com.br/photo-1500833_78109173_78109173/joao-xavier-de-siqueira-britto-coronel
https://www.myheritage.com/FP/genealogy-search-ppc.php?lang=PB&type=&action=person&siteId=147735781&indId=1000397 &origin=profile

31/05/2017

São Cosme e Damião, antes São Jerônimo/Recife-Várzea

A Várzea do Capibaribe é banhada pelo Rio Capibaribe e fica localizada a Oeste da cidade do Recife, a 10 km do seu Porto o que facilitava, na época, o escoamento do pau brasil que era muito abundante na região, como a produção de açúcar dos muitos engenhos que foram construídos ao longo de toda a várzea, por conta de suas terras serem férteis, do seu clima propicio ao cultivo da cana de açúcar, e a existência de muita água. Nota: A Várzea do Capibaribe possui 74 afluentes e banha 42 municípios pernambucanos, sendo os principais: Recife, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, Salgadinho, Limoeiro, Paudalho e São Lourenço da Mata.
Entre esses engenhos construídos na Região da Várzea do Capibaribe - Recife, podemos citar o engenho São Jerônimo, com igreja dedicada a São Jerônimo e depois a São Cosmo e Damião. Suas terras ficavam situadas na margem esquerda do Rio Capibaribe, a montante da desembocadura do Riacho Camaragibe, sob a jurisdição de Olinda, freguesia da Várzea (Recife – Várzea), capitania de Pernambuco.
               O engenho foi construído por Paulo Bezerra c.c. Maria Nunes Paes Barreto (C.g.), que aparece como ainda proprietário nos anos de 1593 e 1617. Em 1623 o engenho produziu 7.510 e arrobas de açúcar
Engenho Colonial
O engenho foi citado nos seguintes mapas coloniais: PRÆFECTURÆ PARANAMBUCÆ PARS BOREALIS, una cum PRÆFECTURA de ITÂMARACÂ; PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE, plotado como engenho, ' 'Ԑ: St. Jeron', na m.e. de um riacho afluente m.d. do 'Capĩibarĩ' (Rio Cabibaribe); IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 CAPITANIA DE I. TAMARICA, plotado como engenho, 'Ԑ: St. Jeroñ.', na m.e. de um riacho afluente m.d. do 'Capĩibarĩ' (Rio Cabibaribe); PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI ITAMARACÁ, plotado como engenho, 'S. Cosmo', na m.e. do 'Capiibari' (Rio Capibaribe).
Quando os holandeses invadiram Pernambuco o engenho pertencia a Luís Brás Bezerra c.c. Branca Monteiro (C.g.), filho e herdeiro de seus pais Paulo Bezerra e de Maria Nunes Paes Barreto. Nessa época denominava-se engenho São Jerônimo e depois veio a ser chamado de engenho de Santos Cosme e Damião.
Em 1634 o engenho foi destruído pela tropa holandesa, mas depois foi reconstruído por Luiz Brás Bezerra, que talvez para poder tocar novamente o engenho tenha pedido dinheiro em prestado a WIC, como tantos outros senhores de engenhos da Capitania.
 A fábrica do engenho moeu em 1637 e 1639, com 05 partidos de lavradores que, somados ao da fazenda (08), forneciam 55 tarefas, equivalente a 2.750 arrobas de açúcar. Lavradores: Breatis Cala (?) com 16 tarefas; Domingos Mix. Dinis com 13 tarefas; Francisco Gonçalves Barreto com 12 tarefas; João Álvares com 3 tarefas; Maria de Lisboa com 03 tarefas; totalizando 55 tarefas. Na época o proprietário pagava ao Donatário 03% sobre todo o açúcar produzido antes de ser dizimado.         
Durante a Insurreição Pernambucana as terras do engenho serviram de campo de batalha para o exército luso-brasileiro e para o holandês; tanto é, que foi considerada a primeira onde se arregimentaram os primeiros insurrectos, por ocasião da tentativa de captura a João Fernandes Vieira no seu engenho São João que era fronteiriço ao engenho São Jerônimo.
As tropas enviadas pelo Conselho do Governo holandês para aprisionar Fernandes Vieira, encontraram o engenho  S. João Baptista abandonado, pois Vieira tinha fugido à tempo e refugiando no engenho São Cosme e Damião, pertencente a Luiz Braz Bezerra, tido como um dos homens principais da Capitania. Logo se juntaram uns cento e trinta homens, entre eles: Francisco Berenguer de Andrada (seu sogro), Chistovão Berenguer, Antonio Bezerra, o Capitão Antonio Borges Uchoa, Francisco de Faria, o Capitão dos Cavaleiro Antonio da Silva, o Capitão Antonio Carneiro Falcão, Bernardim de Carvalho, Cosme de Castro Pessoa, Manoel Cavalcanti, Antonio Cavalcanti (com seus dois filhos), o Capitão João Nunes Vitoria, com alguma gente d'armas de fogo, João Cordeiro de Mendanha, Álvaro Teixeira, Amaro Copes Madureira, que depois veio a ser Capitão. Após a reunião Vieira, depois de ser aclamado Governador das Armas, partiu com todos os homens em marcha em busca de um alojamento mais seguro na região de Camaragibe que ficava vizinha a Várzea.
Em 1644 Luiz Brás propôs ao governo do Recife um acordo para o pagamento das suas dívidas e de seus genros, Álvaro Teixeira de Mesquita e Antônio Mendes, à WIC e a comerciantes particulares, decorrentes da aquisição de escravos africanos, no total de 12.755 florins. Em 1645 sua dívida era de 2.422 florins à WIC; mas, em 1663, a dívida de Luiz Brás e seus genros somavam 21.166 florins.

Em 1650, Luiz Brás Bezerra ainda estava vivo e residia em seu engenho São Jerônimo, quando deu o engenho de dote nupcial para Fernão de Mello de Albuquerque, que se casara com sua filha D. Antônia Bezerra, viúva de Álvaro Teixeira de Mesquita, cuja escritura de dote foi passada em 18 de junho do dito ano. O engenho Santos Cosme e Damião, antes São Jerônimo, safrejou em 1655.
Segundo Pereira da Costa “em 1746, contava a freguesia da Várzea do Capibaribe com 482 fogos [casas ou famílias] e 2.998 habitantes. Tinha 18 capelas, onze engenhos moentes, quatro de fogo morto, uma companhia de cavalaria com 72 praças e duas ordenanças com 151 praças”. Domingos do Loreto Couto completa, “em 1757, a povoação da Várzea constava de 220 vizinhos, e no distrito da freguesia existiam 672 moradores 4.240 almas em confissão”.
Em 1882 existiam na Várzea do Capibaribe uma povoação sempre ligada à agroindústria açucareira, em funcionamento os engenhos: Borralho, Brum, Cova de Onça, Cumbe, Curado, do Meio, Poeta, Santo Cosme, São Francisco, Santo Inácio, Santo Amarinho e São João.
O próximo proprietário encontrado do engenho de Santos Cosme e Damião foi o Barão de Muribeca Manuel Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque que o vendeu, juntamente com o engenho São João, ambos nas margens esquerda e direita do Rio Capibaribe, a Francisco Paula Cavalcanti de Albuquerque, senhor do engenho São Francisco/Recife – Várzea.
Na última década do século XIX, durante os governos do Barão de Lucena e de seus sucessores, Correia da Silva e Barbosa Lima, desenvolveu-se uma política de incentivo à agroindústria açucareira oferecendo o Estado de Pernambuco empréstimo, que variava entre “100 e 900 contos de réis”, destinado à implantação das usinas de açúcar, programa este que veio beneficiar de início 26 empresários. Esses empréstimos financiavam não só a implantação da fábrica como a aquisição de terras, a formação de plantios, a construção de estradas de ferro ligando a usina às ferrovias do estado ou aos portos de embarques do açúcar, ou mesmo às suas áreas de plantação”.
Em 1894, em terras do engenho São João da Várzea, veio a ser instalada, por Francisco do Rego Barros de Lacerda, a usina com a mesma denominação que reunia, em seus limites, as terras o engenho São Cosme e Damião e o São Francisco. Para comunicação entre esses dois últimos engenhos Barros de Lacerda importou (1897) uma ponte de ferro, com 160 metros de extensão, dividida em quatro vãos, e a instalou sobre o rio Capibaribe.
Para casa-grande da Usina São João da Várzea, Francisco do Rego Barros de Lacerda mandou buscar um dos mais importantes exemplares da arquitetura em ferro no Brasil. Trata-se de uma construção em ferro de dois pavimentos, fabricada na Bélgica e adquirida nos Estados Unidos, em 1897, aqui montada em 1902. Sua arquitetura é da área francesa do Vieux Quartier de Nova Orleans. Uma escada em perfis de ferro une as duas alas da casa, que possui um pátio interno separando os dois corpos laterais, todo o seu piso foi confeccionado em madeira de lei, de vários espécimes, encontrando-se cercada de varandas e com suas cobertas em telhas francesas.
Maria da Conceição do
 Rego Barros Lacerda
 
Em 1899, com a morte do seu fundador, sem geração, a usina passou a ser dirigida por sua irmã, D. Maria da Conceição do Rego Barros Lacerda, tornou-se única herdeira da Usina São João. Nessa época a usina São João da Várzea era uma indústria de médio porte, com uma safra estimada para 1908 em 12.000 sacos de 60kg cada. Em 1914, a usina dispunha de 11 km. de estrada de ferro, sete tanques para álcool e uma produção de 70.000 toneladas de açúcar.
Em 1933, a Usina apresentou uma produção de 37.853 sacas (60 kg) de açúcar. Em 1934, era administrada por Ricardo Lacerda de Almeida Brennand, a quem D. Maria da Conceição do Rego Barros Lacerda registrou como filho, ainda na juventude, fazendo dele herdeiro universal dos seus bens.
Em 1947, D. Conceição falece e toda a sua herança passa definitivamente para Ricardo Lacerda de Almeida Brennand c.c. Olímpia Padilha Nunes Coimbra. 
Ricardo Lacerda de Almeida Brennand
A fim de dar continuidade aos trabalhos, Ricardo Lacerda de Almeida Brennand traz para administração, anos mais tarde, o seu irmão, Antônio Luís de Almeida Brennand, criando assim o Grupo Brennand. A Usina São João da Várzea, funcionou de 1894 a 1943.
            Após o falecimento de D. Conceição, em 1947, tudo passou a pertencer ao seu primo e afilhado, Ricardo Lacerda de Almeida Brennand,  

A Usina São João da Várzea continuou em atividade até o ano de 1945, quando veio encerrar sua produção de açúcar e álcool, passando às suas terras serem destinadas a outras atividades industriais. Naquela extensa área, antes ocupada secularmente pelos canaviais dos primitivos engenhos e mais recentemente pela usina, foram construídas cerâmicas, fábrica de azulejos, fábrica de porcelana, fábrica de vidros, siderúrgica e outras unidades do Grupo Brennand.
Numa parte das terras do engenho São Cosme e Damião, Ricardo de Almeida Brennand construiu a Cerâmica São João (1917). Em 1947, Ricardo inaugurou no terreno da outra margem do Rio Capibaribe, onde estava localizado o Engenho São João, uma Fábrica de Porcelanas que durou aproximadamente duas décadas.  Em 1954, a família de Brennand inaugurou uma Fábrica de Azulejos no Recife, a Indústria de Azulejos S.A. (IASA), e nesse mesmo ano Francisco produziu seu primeiro painel cerâmico, feito especialmente para a fachada desta Fábrica. Com o falecimento de Ricardo de A. Brennand, a Cerâmica São João foi herdada pelo seu filho Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand.
Francisco Brennand
             Francisco Brennand, em 1971, resolve instalar nas ruínas da Cerâmica São João a Oficina Brennand, considerada um dos pontos turístico mais importantes de Recife, lugar único no mundo, que constitui num conjunto arquitetônico monumental de grande originalidade, um complexo de esculturas formado sobre as ruínas da antiga fábrica. O local, que totaliza 15 mil m2 de área construída, é cercado pela Mata Atlântica e pelo Rio Capibaribe. É formada por dezenas de esculturas gigantes feitas em cerâmica e outros materiais, que ao longo dos anos vai se modificando graças à produção e criatividade do seu fundador.
Verdadeiro cartão postal na região, a Oficina Brennand ainda tem espaços como Anfiteatro, um espaço para recepção e apresentações para grupos de visitantes; Praça Burle Marx, presente que o famoso paisagista que dá nome à praça deu ao complexo; auditório para 128 pessoas e Estádio, local para casamentos e novos eventos entre outros.

Oficina Brennad


Fontes:
ANDRADE, Manuel Correia de. História   das usinas de Pernambuco.  Recife: FUNDAJ, Ed.Massangana, 1989. 114 p. (República, n. 1). Bibliografia p. 109-114
CHAGAS, Manuel Pinheiro. A Conspiração de Pernambuco. Edt. Afra, 1870. Pág. 207.
COSTA, F. A. Pereira da. Anais Pernambucanos – 1635-1665. Recife: FUNDARPE; Diretoria de Assuntos Culturais, 1985. v. 3. Apresentação de Leonardo Dantas Silva; prefácio, aditamentos e correções de José Antônio Gonsalves de Mello. 531 p. il.
_____________________ Arredores do Recife. 2 ed. autônoma. Apresentação e organização de Leonardo Dantas Silva. Inclui estudo sobre o bairro da Capunga de José Antônio Gonsalves de Mello. Recife: FJN. Ed. Massangana, 2001. 202 p. il. (Estudos e pesquisas, n 117) p. 171
DUSSEN, Adriaen van der.  Relátorio sôbre as capitanias conquistadas no Brasil pelos holandeses (1639): suas condiçoes econômicas e sociais. IAA/Instituto do Açúcar e do Alcool, 1947.
http://mauritsstadtblog.blogspot.com.br/2014/12/a-igreja-matriz-do-corpo-santo.html
http://meuroteirordc.com.br/os-irmaos-brennand-recife/
http://www.liber.ufpe.br/pc2/get.jsp?id=104&year=1493&page=156&query=1493&action=previous
Jésus, Raphael de. Castrioto Lusitano: ou Historia da guerra entre o Brazil e a Hollanda ou Historia da guerra entre o Brazil e a Hollanda, durante os annos de 1624 a 1654, terminada pela g. restauraçao de Pernambuco a das capitanias con finantas, obra em que se descrevem os heroicos feitos do João Fernand. Vieira, e dos ... capitanes, que co (Google e-Livro). Disponível em: https://books.google.com.br
http://www.luizberto.com/esquina-leonardo-dantas-silva/atraves-de-sao-joao-da-varzea M
ELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª Edição. São Paulo, 2012. Pág. 64
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Edt. CEPE. 2ª edição. Recife, 2004. Pág. 153
PEREIRA, Levy. "S. Co∫mo (engenho/Capĩibarĩ)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Co%E2%88%ABmo_(engenho/Cap%C4%A9ibar%C4%A9). Data de acesso: 23 de abril de 2015.


Proprietários encontrados:


1593- Paulo Bezerra – Chegou a Pernambuco antes da invasão holandesa, junto com sua família e do seu irmão Antônio Bezerra “o Barriga”, suas irmãs Ignez de Brito, Isabel Pereira, Genebra Bezerra e Joanna de Abreu. Segundo relatos da época seu pai foi degredado para São Thomé, por crime grave, assim como afirmavam também que eram pessoas muito nobres da Casa dos Morgados de Paredes de Vianna. Vereador de Olinda (1596, 1603, 1611 e 1620). Juiz Ordinário de Olinda (1613). Fundou o engenho Santos Cosme e Damião/Recife – Várzea.
C 01: Maria Nunes Paes Barreto, em Vianna-PT. Parente de João Paes Barreto, instituidor do Morgado do Cabo de Santo Agostinho. Filhos (nascidos em Portugal):
01- Manoel Gomes Barreto – C.c. Gracia Bezerra, filha de Domingos Bezerra Felpa de Barbuda e de Brásia Monteiro. (C.g.);
02- Luiz Brás Bezerra, o Velho – C.c. Brásia Monteiro.
Fontes:
https://www.wikitree.com/wiki/Bezerra-6
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª Edição. São Paulo, 2012. Pág. 64
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (4) Pág. 21, 34, 36,
_________________________________________________________________  Anais 1926 Vol 48 (1). Pág. 84

1630- Luiz Bras Bezerra, o Velho (I) – Filho de Paulo Bezerra. Durante a ocupação holandesa permaneceu à frente do seu engenho São Jerônimo aonde continuava vivendo no ano de 1650, como consta em uma escritura de dote feita em 18.06, pelo Tabelião Balthasar de Mattos, quando Fernão de Mello de Albuquerque c.c. sua filha viúva Antônia Bezerra. Prestou depoimento à Inquisição em 1594.
Senhor do engenho de São Cosme e São Damião/Recife – Várzea, herdado de seu pai.
C 01: Branca Monteiro, filha de Antônio Bezerra Felpa de Barbuda e de Camilla Barbalho, que vivia em Olinda no ano de 1608. Neta materna de Braz Barbalho e de (NI) Guardez. Filhos:
01- Apolinário Gomes Barreto – Capitão. Faleceu durante batalha contra os holandeses no Forte das Salinas/Olinda. C.c.  D. Lourença Correia, sua prima, viúva do Cap. Manoel de Araújo de Miranda (C.g.). Ao enviuvar pela segunda vez D. Lourença c.c. o Capitão Domingos Gomes de Brito (c.g.). (s.g.);
02- D. Antônia Bezerra – C.c. Álvaro Teixeira de Mesquita. Depois de viúva c.c. o Capitão de Infantaria paga, Fernão de Mello de Albuquerque, em 1650, segundo consta do inventário que se fez pó morte deste, em 12.08.1666, pelo Juiz de Órfãos: Feliciano de Araújo de Azevedo e pelo Escrivão Francisco Barbosa Aranha de Araujo. (C.g. nos dois casamentos);
03- D. Leonor Cabral – C.c. o holandês Abrahan Traper, de acordo com o testamento do Gov. João Fernandes Vieira, feito em 14.02.1674. Após ficar viúva D. Leonor teve um filho com D. João de Sousa, Comendador de São Euricio e de São Fins e Mestre de Campo de Infantaria do Terço do Recife;
04- D. Mécia Bezerra – C.c. João de Oliveira, proprietário do Ofício de Escrivão da Alfândega e Almoxarifado do Recife. Filho de Luiz de Siqueira (Moço da Câmara de Sal Majestade, cujo serviço, feito no decurso de 15 anos e pelos de seu pai Duarte de (NI), feita a mercê do dito Ofício, por Alvará régio de1622) e de Isabel de Sousa de Vasconcellos;
05- Maria Paes Bezerra – C.c. (?) Antônio Mendes.
Fontes:
https://www.wikitree.com/wiki/Bezerra-6
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (4), pág: 36, 167, 218, 234.
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª Edição. São Paulo, 2012. Pág. 64
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a história do Brasil holandês. Edt. CEPE.  Recife, 2004. Pág. 87, 153
PEREIRA, Levy. "S. Co∫mo (engenho/Capĩibarĩ)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Co%E2%88%ABmo_(engenho/Cap%C4%A9ibar%C4%A9). Data de acesso: 23 de abril de 2015.

1650- Fernão de Melo de Albuquerque – Natural de Pernambuco. Filho de Diogo Martins Pessoa (fundador do engenho do Rosário/Sirinhaém em uma sorte de terra que coube de legítima a sua esposa) e de D. Felipa de Mello. Alferes em Flandres. Falecido em 12.08.1666, com inventário feito pelo Juiz de Órfãos: Feliciano de Araújo de Azevedo e pelo Escrivão Francisco Barbosa Aranha de Araújo. Capitão de Infantaria paga.
Curiosidades: “No ano de 1650, de acordo com o inventário que se fez por sua morte, em 12.08.1666, pelo Juiz de Órfãos Feliciano de Araújo de Azevedo, Escrivão Francisco Barbosa Aranha de Araújo, do qual foi inventariante D. Isabel de Gusmão, segunda esposa e viúva. No dito inventário se acha um requerimento, feio por Francisco Pereira de Mello, atestando os prejuízos que teve a órfã D. Maria, filha do primeiro matrimônio do Capitão Fernão de Mello, por ter falecido o dito, que era seu irmão, há 13 para 14 anos, e ainda agora se fazer o inventário, e as duas escrituras que acima foi falada”. (Anais 1, pág 85)926 Vol 48 (5)
Senhor do engenho de São Cosme e São Damião/Recife – recebido como dote de seu casamento em 1650, de seu sogro Luiz Braz Bezerra
Casamento 01: D. Antônia Bezerra – Filha de Luiz Brás Bezerra e de D. Branca Monteiro. D. Antônia casou a primeria vez com Álvaro Teixeira de Mesquita. Filhos com Fernão de Melo de Albuquerque. Filhos:
01-  Luiz Braz Bezerra (II) – Faleceu em 1738/Bahia. Capitão de Infantaria no Recife. Na Bahia foi obrigado a se casar, por ordem de seu pai, com D. Francisca Sanches del Poso, filha de José Sanches del Poso (Capitão de Infantaria da bahia em 1682). (C.g.)
02- D. Brásia Monteiro – C.c. Francisco Coelho Negromonte, filho de Francisco e de Maria de São João. (C.g.);
C 02- D. Isabel de Gusmão – Inventariante seu marido. (S.g.)
03- D. Maria – Em 1666, quando foi feito o inventário de seu pai, tinha 15 anos de idade. Nada mais foi encontrado. 
04- Luiz Braz Bezerra – Que foi obrigado a se casar com D. Inocência de Brito, após ter um filho com ela.  D. Inocência era irmã do Capitão de Infantaria do Recife Plácido de Azevedo Falcão, já idoso em 1740. (C.g.).
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (4), pág: 85, 86
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752012000100011
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª Edição. São Paulo, 2012. Pág. 64
  
Brasão do Barão da Muribeca
Manuel Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque – Nasceu em 1804. Faleceu em idade avançada, 89 anos, já viúvo, sendo sepultado junto com sua esposa no Cemitério de Santo Amaro/Recife. Filho de Maria Rita de Albuquerque Melo e do Capitão-mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque (Coronel Suassuna). Irmão de Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque (senhor de 07 engenhos), Visconde de Suassuna, de Antônio Francisco de Paula Holanda Cavalcanti de Albuquerque, Visconde de Albuquerque, e de Pedro Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque (senhor de 03 engenhos), Visconde de Camaragibe.
Estudou matemática na Univ. de Coimbra/PT. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Univ. de Gotinga/Alemanha. Militou no Partido Conservador, no qual gozava de grande influência. Deputado à Assembleia Provincial Por diversas vezes, exerceu o cargo de Presidente da Assembleia Provincial e da Câmara Municipal de Recife. Também teve assento na Assembleia Geral, em uma legislatura, na qualidade de suplente. Comendador da Ordem Militar de Cristo. Barão da Muribeca, por Decreto de 14.07.1860. Como não teve filhos, deixou todos os seus bens a seu sobrinho Francisco do Rego Barros de Lacerda.
Senhor dos engenhos: Muribeca/Jaboatão dos Guararapes – Muribeca; Pantorra (onde residia)/Cabo de Santo Agostinho, herdado de seu pai; Maciape (Massiape, Maçia)/São Lourenço da Mata; Camorim/Goiana; Curado/Recife-Curado, Brum /Cabo de Santo Agostinho; São João/Recife – Várzea; São Cosme e Damião/Recife – Várzea.
C 01- Maria da Conceição do Rego Barros, sua prima – Falecida em 27.09.1887, aos 90 anos. Filha de sua tia paterna Mariana Francisca de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de Francisco do Rego Barros (Coronel do Regimento de Milícias do Cabo de Santo Agostinho).
Fonte:
Cadena, Paulo Henrique Fonte. Ou há de ser Cavalcanti, ou há de ser cavalgado: Trajetória política dos Cavalcanti de Albuquerque. UFPE. Recife, 2011. Disponível em: http://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7585
A Mística do Parentesco - Uma Genealogia Inacabada
Gazetilha. Jornal do Recife, 28/1/1887, p. 2
Necrologia. Jornal do Recife, 30/1/1894, p. 3
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Francisco_de_Paula_Cavalcanti
http://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo?id=440323&view=detalhes

João do Rego BarrosBarão de Ipojuca.
1894- Francisco do Rego Barros de Lacerda – Nasceu em 02.08.1831/engenho Trapiche – Cabo de Santo Agostinho. Filho de João do Rego Barros e Inácia Militana Cavalcanti Lacerda, Barão e Baronesa de Ipojuca.

Formou-se na Faculdade de Direito em 1852, dedicando-se logo depois à agricultura. Fundou a Imperial Instituto de Agricultura (1854), junto a outros agricultores. Em 1874, melhorou a técnica de fabricação de açúcar, devendo outras modificações no sistema industrial. Em 1878, implantou o sistema viário “Decauville” para fazer a condução de canas em carros de tração animal. Deputado Geral do Império na legislatura de 1882 a 1885. Em 1886 eleito, no regime da lei Saraiva, vereador da Câmara Municipal do recife, até o advento do regime republicano. Deputado Geral do Império. Presidente da Intendência Municipal. Governador de Pernambuco. Prefeito do Recife 1891. Senador Estadual (1892). Em 1893, vai aos estados Unidos, para adquirir e instalar uma usina de açúcar em sua propriedade São João, que abrange também os engenhos São Francisco e São Cosme. Herdeiro de seu tio o Barão da Muribeca, Manuel Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de sua esposa Maria da Conceição do Rego Barros.

Francisco do Rego Barros de Lacerda
No seu engenho São João construiu uma usina da mesma denominação que reunia, em seus limites, as terras antes pertencentes ao engenho São Francisco. Foi a usina criada em 1894, que para sua implantação Francisco do Rego Barros de Lacerda adquiriu ao Barão de Muribeca (Dr. Manuel Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque) os engenhos São Cosme e São João, respectivamente nas margens esquerda e direita do rio Capibaribe. Para comunicação entre esses dois últimos engenhos fez ele construir uma ponte de ferro em 1897.
Depois da instalação e inauguração da usina, começou a construir a casa-grande, toda de ferro e pedra, no alto de uma colina, com bela vista. “E construiu efetivamente a obra gigantesca e mais confortável habitação do município do recife”, diz Zeferino Galvão. (...) Em matéria de capacidade industrial, em 1921 a Usina São João esteve classificada em faixa de 9º lugar, com capacidade de 200 toneladas de cana de esmagamento diário.
Em 1935, pertencia a Usina a D. Maria da Conceição do Rego Barros, sua irmã. Em 1943, foi desativada.
Senhor dos engenhos: Guararapes/Jaboatão dos Guararapes – Muribeca, onde se estabeleceu em 1853; São São Francisco/Recife – Várzea, residiu no engenho após a sua aquisição; João/Recife – Várzea; São Cosme/Recife – Várzea.
C 01- D. Mariana do Rego Barros – Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues – FR 998. (S.g.)
Fonte:
A Província (PE) - 1872 a 1919. Edição 00819 (1). Pág 02
BARATA, Cunha Bueno, t.1, v.1, p. 538-42
CARLI, Gileno Dé. Açúcar no Brasil - Personalidades VIII – Francisco Rego Barros de Lacerda Autoria – in História de uma Fotografia, Recife, 1985. Pág. 378 396 397
EISENBERG,  Peter L. The Sugar Industry in Pernambuco: Modernization Without Change, 1840-1910. University of California Press, 1974
http://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo?id=440320&view=detalhes
http://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo?id=440323&view=detalhes
http://profbiuvicente.blogspot.com.br/2009/06/bairro-da-varzea.html
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=64351
http://www.luizberto.com/esquina-leonardo-dantas-silva/atraves-de-sao-joao-da-varzea
http://www.parentesco.com.br/index.php?apg=arvore&idp=14704&ver=por
https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_do_Rego_Barros_de_Lacerda

1899- Maria da Conceição do Rego Barros Lacerda – Filha de João do Rego Barros e Inácia Militana Cavalcanti Lacerda, Barão e Baronesa de Ipojuca. Não se casou; entretanto, criou e educou Ricardo Lacerda de Almeida Brennand, filho de sua prima Francisca de Paula Cavalcanti de Albuquerque Lacerda de Almeida e de Ricardo Brennand Monteiro.
Em 1935, pertencia a Usina a D. Maria da Conceição do Rego Barros, irmã de Francisco do Rego Barros de Lacerda. Em 1943, foi desativada.
Fonte:
http://www.cbg.org.br/baixar/acucar_no_brasil_8.pdf
http://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo?id=440323&view=detalhes
  
1934- Ricardo Lacerda de Almeida Brennand – Nascido em 04.09.1897-Recife e falecido em 09.03.1982-Recife. Filho de Ricardo Monteiro Brennand e de Francisca de Paula Cavalcanti de Albuquerque Lacerda de Almeida 
C 01: Olympia Padilha Nunes Coimbra, em 1925– Nascida em 11.08.1903. Filhos:
01- Antônio Luiz Coimbra Almeida Brennand – Nascido em 11.06.1926. C.c.  Maria Pompéia Rodrigues Machado. (c.g.);
02- Francisco de Paula de Almeida Brennand – Nascido em 11.06.1927. C.c. Débora de Moura Vasconcelos. (c.g.);
03- Cornélio Coimbra de Almeida Brennand – Nascido em 09.06.1928. C.c. Helena Carneiro da Cunha;
04- Jorge Eugênio Coimbra de Almeida Brennand – Nascido em 01.08.1929. C.c. Maria Cristina Berardo Loyo;
05- Tereza Maria de Jesus Coimbra de Almeida Brennand – Nascida em 05.12.1931. C.c. Henri Jean Mieville;
06-Maria da Conceição Coimbra de Almeida Brennand – Nascida em 14.04.1933. C.c. Murilo Barros Costa Rêgo.
Fontes:
http://geneall.net/pt/nome/2156722/ricardo-lacerda-de-almeida-brennand/

Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand (Francisco Brennand) – Nascido em 11.06.1927/Eng. São João/Recife-Várzea. Filho de Ricardo de Almeida Brennand e de Olympia Padilha Nunes Coimbra. A família Brennand são descendente de Edward Brennand, que veio para o Brasil proveniente de Manchester/Inglaterra.
Estudou no Colégio São Vicente de Paula/Rio de Janeiro – Petrópolis (1937). Ingressou no Colégio Marista/Recife (1939). Trabalhou na Cerâmica São João (1942), fundada por seu pai. Ingressou no Colégio Oswaldo Cruz, onde conheceu sua esposa e foi colega de classe de Ariano Suassuna, de quem ilustrou os poemas publicados no jornal literário do colégio. Em 1945, começou a receber orientação do pintor e restaurador Álvaro Amorim, um dos fundadores da Escola de Belas Artes de Pernambuco, que havia sido contratado por seu pai para restaurar algumas obras da coleção de João Peretti adquirida por ele Entre 1945 e 1947 estudou com o pintor Murillo La Greca. . Em 1947, recebeu orientação do escultor Abelardo da Hora, então empregado da cerâmica.
Em 1947 recebe seu primeiro prêmio de pintura do Salão de Arte do Museu do Estado de Pernambuco, com a obra “Segunda Visão da Terra”, uma paisagem inspirada nas terras do Engenho São João. Em 1948 recebe o prêmio e uma menção honrosa por seu autorretrato com “Cardeal Inquisidor”, inspirado no retrato do cardeal inquisidor, Dom Fernando Nino de Guevara, de El Greco.
O pintor pernambucano Cícero Dias, morando em Paris, faz uma exposição no Recife. Brennand mostra-lhe então suas obras e trava com ele constantes diálogos sobre pintura. Encantado com o talento e a convicção do jovem artista, Cícero Dias convence o amigo Ricardo Brennand a mandar o filho para Paris.
Em fevereiro de 1949, Francisco e sua esposa Deborah embarcam para Paris instalando-se no Hotel Montalambert, onde se hospedavam regularmente muitos intelectuais e artistas. Conhece então Almada Negreiros, amigo de Fernando Pessoa, o poeta surrealista René Char, Fernando Léger e Andre Lother. Em 1950 vai para Barcelona, onde descobre a arte de Gaudí. Em 1951 retorna ao Brasil. Porém, em outubro, voltam ao Brasil por problemas de saúde e adaptação, mas logo está de volta a Europa, para aprofundar as técnicas da cerâmica, iniciando um curso na província de Perúgia/Itália.
Em 1954, Francisco Brennand realiza seu primeiro grande painel na fachada da fábrica de azulejos da família. Em 1955 participa da II Bienal de Barcelona. Em 1958 inaugura um mural cerâmico na entrada do Aeroporto Internacional dos Guararapes/Recife. No ano seguinte, participa da V Bienal de São Paulo, com três telas. Em 1961 inaugura o mural “Batalha dos Guararapes”, para uma agência bancária do Recife, e o mural “Anchieta” para o ginásio Itanhaém, em São Paulo.
Foi de Francisco Brennand a ideia de transformar a antiga Casa de Detenção do Recife na atual Casa da Cultura, na época em que exerceu a chefia da Casa Civil no primeiro governo de Miguel Arraes, entre outubro de 1963 até às vésperas do golpe militar de 1964. Ele queria criar em Pernambuco uma instituição similar a algumas implantadas na França pelo escritor André Malraux.
Grande parte da obra do artista pode ser encontrada na Oficina Cerâmica Francisco Brennand, criada em 1971, no bairro da Várzea, no Recife. A Oficina funciona no local onde existia a antiga Cerâmica São João, que fabricava telhas e tijolos, fundada em 1917 por seu pai, Ricardo Brennand. A fábrica, fechada em 1945, ficou abandonada e quase em ruínas, sendo reconstruída por Francisco Brennand, que aproveitou todas as estruturas existentes com algumas adaptações. Hoje, o local é um ponto turístico importante da cidade do Recife. Abriga mais de 2.000 peças do artista, possui um jardim cujo traçado é de Roberto Burle Marx, uma loja, a Bibliopolion, onde podem ser encontrados livros sobre o artista, peças cerâmicas, cartões postais, serigrafias e uma lanchonete, chamada Cantina dos Deuses
Francisco Brennand possui cerca de 80 obras entre murais, painéis e esculturas exibidas em prédios públicos e edifícios particulares espalhados no Recife, no Brasil e no mundo, como o mural cerâmico da sede da Bacardi em Miami, com 656 metros quadrados. É de sua autoria as 90 obras expostas no monumental “Parque das Esculturas”, construído no ano 2000, sobre um arrecife natural localizado em frente ao Marco Zero, em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil, que se tornou importante ponto turístico da cidade do Recife.
Herdeiro da Cerâmica São João
C 01- Deborah de Moura Vasconcelos, em 1948 – Filhas:
01- Maria da Conceição Brennand;
02-  Maria Helena Brennand.
Fonte:
BRENNAND: esculturas 1974-1978. São Paulo: Pinacoteca, 1998. [s.p.].
CARRAZONE, Eric. Brennand e a Casa da Cultura. Suplemento Cultural D. O. PE, Recife, a.10, p.9, jan. 1997.
CONTINENTE MULTICULTURAL, Recife, a.1, n.6, jun. 2001.
FERRAZ, Marilourdes. Oficina Cerâmica Francisco Brennand: usina de sonhos. Recife: AIP, 1997. 147p.
FRANCISCO Brennand [Foto neste texto]. Disponível em: <goo.gl/NpMbWw>. Acesso em: 03 fev. 2017.
GASPAR, Lúcia. Francisco Brennand. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: . Acesso em: 31.05.2017
http://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo?id=440323&view=detalhes
http://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo?id=440323&view=detalhes
http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/suplementos/jc-mais/noticia/2015/03/22/nenem-brennand-a-simplicidade-como-estilo-173301.php
https://www.ebiografia.com/francisco_brennand/

https://www.geni.com/people/Ricardo-Lacerda-de-Almeida-Brennand/6000000023514122831

09/05/2017

Rio Formoso ou São José/Rio Formoso-PE.

Igreja de São Benedito Praia dos Carneiros
       O engenho São José, depois Rio Formoso, estava localizado na margem direita do Rio Formoso, sob jurisdição da Vila Formosa de Sirinhaém, capitania de Pernambuco. Suas terras eram parcialmente montanhosas, onde era plantada a cana. Possuía uma igreja era dedicada a São José e uma fábrica movida a bois, mas com comodidade para fazer uma moenda d'água. NOTA: Atualmente não existe mais vestígio do engenho e sua área foi reocupada pela cidade de Rio Formoso-PE.
O engenho foi citado nos seguintes mapas coloniais:  Præfecturæ Paranambucæ Pars Borealis, Una Cum Præfectura de Itâmaracâ; PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 CAPITANIA DE PHARNAMBOCQVE - plotado com o símbolo de engenho, 'Ԑ. ƒԐrmosa', na margem direita do 'Rº. FԐrmosa'.
Em 1623 o engenho aparece como sendo de propriedade de Manuel Gonçalves Olinda c.c. D. Catarina de Fontes. Nessa época o engenho produzia 3.910 arrobas e seu proprietário pagava de imposto 02 arrobas de açúcar branco por mil, após ser dizimado. 
Ruínas do eng. Machado, em Rio Formoso

Após o falecimento de seu marido (1630) D. Catarina de Fontes passou a administrar o engenho. Mas, em 1635, resolveu fugir da invasão holandesa fazendo parte do grande êxodo dos senhores de engenho que seguiram o General Mathias de Albuquerque para a Bahia, levando tudo o que podia ser carregado e deixando, como muitos, o engenho abandonado e a casa de purgar e das caldeiras, que eram de taipa, totalmente destruídas. Nessa época o engenho podia fornecer anualmente 3.000 a 4.000 arrobas.
Em 25.06.1637, Rodrigo de Barros Pimentel foi coagido pelas autoridades neerlandesas a adquirir o engenho Rio Formoso, pelo valor de 24.000 florins em prestações anuais, que tinha sido confiscado por conta de seu abandono pela sua proprietária D. Catarina de Fontes.
Dois anos depois, em 1639, o engenho Rio Formoso já aparece como propriedade de Roland Carpenter. Nessa época o engenho não possuía partido e sua moenda, que ainda era movida a bois, moía com a cana de três partidos de lavradores que forneciam o total de noventa tarefas (3.150 arrobas). Lavradores:  Bernardo da Costa com 50 tarefas, Manuel Velho Pereira com 20 tarefas e Domingos Gonçalves com 20 tarefas que forneciam no total de 90 tarefas (3150 arrobas). NOTA: Os lavradores eram rendeiros das terras do engenho, sem escrituras de arrendamento e com a obrigação de moerem as canas na fábrica do proprietário das terras.  Como não faziam contratos, logo que tornam um terreno produtivo, o senhor do engenho podia expulsa-los sem indenização...” (TOLLENARE -1817) 
Em 1650, passando dificuldades em Salvador, Carpentier obteve licença para estabelecer-se no Recôncavo Baiano. Nessa mesma ocasião Miguel Gonçalves Olinda, filho homônimo do primeiro proprietário, obteve licença do governador-geral para retornar a Pernambuco e reaver o engenho.  Moía em 1655.
      Hoje em suas terras está implantada a sede do município de Rio Formoso/PE, cujo distrito, pertencente ao município do Recife, foi criado a 04.05.1840. Teve o predicamento de vila a 20.05.1843 e sua sede foi elevada à categoria de cidade a 11.06.1850.


Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Bibllioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1919-1920 Vols 41 / 42 (1). Pág 156.
Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1919-1920 Vols 41 / 42 (1). Pág. 156
BROECK, Matheus van den, Diário ou Narração Histórica Amsterdam 1651. Trad. por José Hygino Duarte Pereira (Recife 1875) pp. 23/23.
DIÉGUES JÚNIOR, Manuel, O bangüê nas Alagoas: traços da influência do sistema econômico do engenho de açúcar na vida e na cultura regional. UFAL, 2006
MELLO, Evaldo Cabral: O Bagaço da Cana, Penguin & Companhia das Letras, São Paulo-SP, Brasil, 2012. Pág. 128 ISBN 978-85-63560-46-9.
MELLO, J. A. Gonsalves de. Fontes para a História do Brasil Holandês, vol. 1 - A Economia Açucareira, Parque Histórico Nacional dos Guararapes, MEC/SPHAN/FUNDAÇÃO PRÓ-MEMÓRIA, Recife, 1981, DOCUMENTO 4, pg. 47-71.
NASSAU-SIEGEN, J. Maurice; DUSSEN, Adriaen Van der; KEULLEN, Mathijs Van: Breve discurso sobre o estado das quatro capitanias conquistadas no Brazil, pelos holandeses, 14 de janeiro de 1638. 
PEREIRA, Levy. "R. Fermo∫o (engenho de bois com igreja)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb. br/biblioatlas/R._Fermo%E2%88%ABo_(engenho_de_bois_com_igreja). Data de acesso: 7 de novembro de 2013
SCHOTT, Willem: Inventário, na medida do possível, de todos os engenhos situados ao sul do Rio das Jangadas até o Rio Una, em Pernambuco, datado de 1636.


PROPRIETÁRIOS, MORADORES E LAVRADORES DO ENGENHO RIO FORMOSO:


PROPRIETÁRIO - Manuel Gonçalves Olinda – Falecido em 1630. (s.n.m.)
NOTA: No final do século XVI e começo do XVII aparece como tendo assistido as obras do convento de Recife e do convento de Santo Antônio de Ipojuca. Segundo o Frei Jaboatão os dois conventos se assemelham, talvez pelo fato de terem sido assistidos pela mesma pessoa.
C 01- D. Catarina de Fontes – Viúva em 1630. Que fugiu de Pernambuco acompanhando o General Mathias de Albuquerque, durante o grande êxodo dos senhores de engenho de Pernambuco, que deixaram para trás tudo o que não podia ser levado.
Filhos: Manuel Gonçalves Olinda, que voltou da Bahia e readquiriu o engenho Rio Formoso.
Fontes:
DIÉGUES JÚNIOR, Manuel. O bangüê nas Alagoas: traços da influência do sistema econômico do engenho de açúcar na vida e na cultura regional. UFAL, 2006 - 339 páginas 
PEREIRA, Levy. "R. Fermo∫o (engenho de bois com igreja)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/R._Fermo%E2%88%ABo_(engenho_de_bois_com_igreja). Data de acesso: 9 de maio de 2017.
Revista do IPHAN nº 13, ano 1956 |(2). pág 282. nº 15 Rano 1961 (1) pág 62
www.delanocarvalho.com


PROPRIETÁRIA - Catarina de Fontes – Em 1637 fugiu de Pernambuco acompanhando o General Mathias de Albuquerque que seguia para a Bahia, juntamente com 08 mil pessoas, padecendo de comodidades, trabalhos e aflições de uma jornada dilatada e cheia de perigos, além do mais perseguidos pelos holandeses até a extrema do Rio São Francisco. Na fuga deixaram para tras suas propriedades e tudo o que não podia ser carregado. 
Herdeira do engenho Rio Formoso/Rio Formoso.
C01- Manuel Gonçalves Olinda - Falecido em 1630. Filhos:
01- Manuel Gonçalves Olinda, que voltou da Bahia e readquiriu o engenho Rio Formoso.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais de 1926.
MELLO, José Antônio Gonsalves. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Edt. CEPE. 2ª edição. Recife, 2003
PEREIRA, Levy. "R. Fermo∫o (engenho de bois com igreja)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/R._Fermo%E2%88%ABo_(engenho_de_bois_com_igreja). Data de acesso: 9 de maio de 2017.
www.delanocarvalho.com


PROPRIETÁRIO - Rodrigo de Barros Pimentel (2) – (1589/1645). Filho de Rodrigo de Barros Pimentel e de Jerônima de Almeida. Capitão-mor de Porto Calvo/AL. Viveu durante a ocupação holandesa. Combateu os índios no fim do século XII. Auxiliou Domingos Jorge Velho nos embates contra o Quilombo dos Palmares. Em 1608, recebe uma vasta sesmaria em Porto Calvo/AL de Cristóvão LinsAlcaide-mor e repartidor das terras do distrito da povoação de Santo Antônio dos Quatro Rios do Porto
Os holandeses para atalhar o progresso da aclamação da liberdade nas Alagoas mandaram prender, em Porto Calvo, Rodrigo de Barros Pimentel, pessoa de qualidade, o que serviu de debate para os moradores se colocarem a salvo.
Rodrigo de Barros Pimentel junto com vários senhores de engenho se sentido desamparado pelos portugueses e tentando proteger suas famílias e mulheres, se retiraram de Pernambuco com destino a Bahia, juntamente com 08 mil pessoas, padecendo de comodidades, trabalhos e aflições de uma jornada dilatada e cheia de perigos, além do mais perseguidos pelos holandeses até a extrema do Rio São Francisco. Após o seu regresso do exílio e segundo a ata do Alto Governo holandês foi dada a Rodrigo de Barros Pimentel a concessão de licença para importação de açúcar em volumes superiores aos necessários para a satisfação das obrigações com o pagamento de sua dívida (DN, 15. iv. 1649 e e 17. Ix. 1647, 8.vii, 12 e 30 xi 1649 e 10 e 17. i. 1650).
Senhor dos engenhos: Rio Formoso/Rio Formoso; Morro/Porto Calvo-AL; Escurial/Porto Calvo-AL; Santo Antônio Grande ou Nossa Senhora de França/Porto Calvo-AL.
Casamento 01: Jerônima de Almeida, filha de Baltasar de Almeida Botelho e de Brites Lins de Vasconcelos.
Filhos: 01- Rodrigo de Barros Pimentel (senhor do eng. Santo Antônio Grande e Escurial/Porto Calvo-AL) c.c. Cosma Lins, c.; 02- José de Barros Pimentel (eng. do Morro/Porto Calvo-AL), Capitão-mor da Vila Formosa do Porto Calvo-AL, c.c. Maria Accioly c.g; 03- Brites de Barros Pimentel c.c. Cristóvão Lins (eng. Escurial/Porto Calvo-AL) c.g; 04- Úrsula de Barros Pimentel, solteira; 05-  Luísa de Almeida, solteira; 06- Cosma de Almeida c.c. Sibaldo Lins (eng. Maranhão/Porto Calvo-AL), c.g; 7- Inês de Almeida (s.n.m.); Maria de Almeida c.c. Leão Falcão de Eça; Mariana de Almeida (s.n.m.); Jerônima de Almeida (filha), solteira; Mércia de Barros c.c. Manuel Gomes Wanderley (eng. Trapiche/Cabo de Santo Agostinho), c.g.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais: 1903, Vol 25; 1919-1920, Vols 41 / 42; 1925, Vol 47
DIÉGUES JÚNIOR, Manuel. O bangüê nas Alagoas: traços da influência do sistema econômico do engenho de açúcar na vida e na cultura regional. UFAL, 2006 - 339 páginas
DORIA. Accaiolis do Brasil, p. 52 e 54-55
Fontes:
GAYO. Nobiliário das famílias de Portugal, Título Barretos Velhos, p. 77
HOLANDA, Buarque: uma família brasileira, p. 38
MELLO, Evaldo Cabral de. Olinda Restaurada. Guerra e açúcar no Nordeste, 1630-1654. Edt. 34. 3ª edição definitiva. São Paulo, 2007.
MELLO, José Antônio Gonsalves. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Edt. CEPE. 2ª edição. Recife, 2003
PEREIRA, Levy. "R. Fermo∫o (engenho de bois com igreja)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/R._Fermo%E2%88%ABo_(engenho_de_bois_com_igreja). Data de acesso: 9 de maio de 2017.
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LAVRADOR - Bernardo da Costa – (s.n.m.)
Lavrador do engenho em torno de 1639.
Fontes:
PEREIRA, Levy. "R. Fermo∫o (engenho de bois com igreja)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/R._Fermo%E2%88%ABo_(engenho_de_bois_com_igreja). Data de acesso: 9 de maio de 2017.
MELLO, Evaldo Cabral: O Bagaço da Cana, Penguin & Companhia das Letras, São Paulo-SP, Brasil, 2012. Pág. 128 ISBN 978-85-63560-46-9.


LAVRADOR - Manuel Velho Pereira – (s.n.m.)
Lavrador do engenho em torno de 1639.
Fontes:
PEREIRA, Levy. "R. Fermo∫o (engenho de bois com igreja)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/R._Fermo%E2%88%ABo_(engenho_de_bois_com_igreja). Data de acesso: 9 de maio de 2017.
MELLO, Evaldo Cabral: O Bagaço da Cana, Penguin & Companhia das Letras, São Paulo-SP, Brasil, 2012. Pág. 128 ISBN 978-85-63560-46-9.


LAVRADOR - Domingos Gonçalves – (s.n.m.)
Lavrador do engenho em torno de 1639.
Fontes:
MELLO, Evaldo Cabral: O Bagaço da Cana, Penguin & Companhia das Letras, São Paulo-SP, Brasil, 2012. Pág. 128 ISBN 978-85-63560-46-9.
PEREIRA, Levy. "R. Fermo∫o (engenho de bois com igreja)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/R._Fermo%E2%88%ABo_(engenho_de_bois_com_igreja). Data de acesso: 9 de maio de 2017.


PROPRIETÁRIO - Roelant Carpentier – Judeu. Magistrado em Recife (1637). Durante o domínio holandês obteve licença da WIC para exploração do Pau-brasil, juntamente com João Fernandes Vieira, Balthasar da Fonseca - o da ponte, e o licenciado Manoel de Moraes.
Durante a Insurreição Pernambucana (1645), Carpentier, embora tenha aceitado a soberania portuguesa não conseguiu permanecer em Pernambuco e foi deportado para a Bahia e seu engenho saqueado pelos insurretos, que levaram todos os escravos e mataram os animais pertencentes aos holandeses, mas não tocaram nos portugueses moradores do engenho.
Depois da Insurreição Pernambucana Roeland Carpentier fez um acordo com os luso-brasileiros e ficou com o engenho Rio Formoso sob a salvaguarda deles. Passado um tempo os luso-brasileiros querendo se livrar de Roelant Carpentier acusaram-no de traição e, sem justiça, o degolaram.
Nota: Entre os judeus que mais reclamaram a coroa portuguesa sob seus direitos, de um capital de 4.117.672 florins da dívida da Companhia das Índias Ocidentais, foram Servaes e Roeland de Carpentier, cujo montante era de 40.000 florins.
Senhor dos engenhos: São Gonçalo/Serinhaém; Rio Formoso/Serinhaém
C 01- (N) – luso brasileira.
Fontes:
www.delanocarvalho.com
Brazilië in de Nederlandse archieven (1624-1654): documenten in het koninklijk huisarchief en in het archief van de Staten-Generaal CNWS Publications, 2008 - 605 pág.
Johannes Nieuhof, José Honório Rodrigues, Moacir Nascimento Vasconcelos. Memorável viagem marítima e terrestre ao Brasil. Livraria Martins, 1682 .
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Tempo dos Flamengos. Influência da Ocupação Holandesa na Vida e na Cultura do Norte do Brasil. 2ª edição. Coleção Pernambucana. Governo do Estado de Pernambuco. Secretária de Educação e Cultura. Departamento de Cultura. Recife, 1978
__________________________A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Edt. CEPE. 2ª edição. Recife, 2003
PEREIRA, Levy. "R. Fermo∫o (engenho de bois com igreja)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/R._Fermo%E2%88%ABo_(engenho_de_bois_com_igreja). Data de acesso: 9 de maio de 2017.


PROPRIETÁRIO - Miguel Gonçalves Olinda – Filho homônimo do primeiro proprietário Miguel Gonçalves Olinda e de D. Catarina de Fontes. Em 1637 fugiu de Pernambuco com sua família, acompanhando o General Mathias de Albuquerque. Após a Insurreição Pernambucana retornou a Pernambuco e readquiriu o engenho que atinha pertencido aos seus pais.
Senhor do engenho: Rio Formoso/Rio Formoso.
Fontes:
MELLO, Evaldo Cabral: O Bagaço da Cana, Penguin & Companhia das Letras, São Paulo-SP, Brasil, 2012. Pág. 128 ISBN 978-85-63560-46-9.
PEREIRA, Levy. "R. Fermo∫o (engenho de bois com igreja)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/atlas/R._Fermo%E2%88%ABo_(engenho_de_bois_com_igreja). Data de acesso: 9 de maio de 2017.



MORADOR - Maria Gomes de Figueiredo - Nascida no eng. do Rio Formoso/Sirinhaém.
C01- Panthaleão Fernandes de Figueiredo, em Pernambuco - Natural da cidade do Porto/PT, filho de Belchior Fernandes e de Cecília Gomes. Irmão da Santa Casa da Misericórdia de Olinda, em 08/07/1657, natural da cidade do Porto/PT, filho de Belchior Fernandes e de Cecília Gomes. Chegou a Pernambuco como Sargento de Infantaria em um dos socorros portugueses mandado para a guerra da Restauração. Filhos:
01- Maria Gomes de Figueiredo c.c. Bento Machado (c.g.); 02- Cecília Gomes de Figueiredo c.c. João de Brito Guimarães (c.c.); 03- Isabel Gomes de Figueiredo c.c. João Fernandes Silva (c.g.); 04- Margarida de Almeida c.c. Pedro Alvares; 05- Lourença Gomes de Figueiredo c.c. João da Rocha Mota. (c.g.); 06- Theresa Gomes de Figueiredo c.c. Domingos da Costa de Araújo;
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana.170. 397


MORADOR - Francisco Carneiro da Silva – Filho de Manoel Carneiro da Silva que serviu ao reino na Fortaleza de Tamandaré, e de Simiana Gadarte.
C01: Maria – Filha de Antônio Baptista de Atayde e de Teresa Gomes. Filhos: (nada foi encontrado)
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliaruia Pernambucana. Anais 1926 Vol 48. Pág 197. Anais 1926 Vol 48 (2) pág. 337