Fontes

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11/02/2015

São Bento do Caiará - São Lourenço da Mata

        Nomes históricos: São Bento (S. Bento; St. ßԐnto; S Bente); de Ambrósio Fernandes Brandão; Caiará; hoje engenho Cajará – de acordo com mata do IBGE Geocódigo 2613701 - São Lourenço da Mata-PE. NOTA: Não confundir o engenho São Bento do Caiara com o São Bento do Mussurepe, ambos localizados em São Lourenço da Mata.
       Segundo Vasconcelos Sobrinho, o engenho São Bento do Caiará/São Lourenço da Mata (antiga Mata do pau-brasil) foi construído por Ambrósio Fernandes Brandão, em 1590. Ficava localizado na margem esquerda do Riacho Caiará, que desaguava no Rio Capibaribe, na Muribara, freguesia de São Lourenço e jurisdição de Olinda, Capitania de Pernambuco; pagando 03% de pensão ao Donatário sobre todo o açúcar produzido. Sua fábrica era movida à água e sua Igreja era dedicada a São Bento. 

Ambrósio Fernandes Brandão – (*1555/Portugal - +1618). Judeu.  Médico. Mercador em Goa e em Lisboa. Imigrou para o Brasil, onde viveu por 35 anos (1583 a 1618).
Em Pernambuco foi Feitor-mor do engenho de Bento Dias de Santiago, segundo o testemunho do vigário de São Lourenço, perante a mesa do Santo Ofício/Bahia, em 08.10.1591. Escrivão, sob as ordens de Bento Dias Santiago. Arrecadador de dízimos em Pernambuco (1583). Capitão de Mercadores na conquista da Paraíba (1585). Sem pretensões de “nobreza de sangue”, viveu entre a vila de Olinda/PE (1583/97) e seu engenho São Bento.
Como médico Ambrósio passou a investigar as plantas e ervas medicinais sendo considerado o percussor da medicina tropical, posteriormente desenvolvida pelo holandês Piso à base de plantas e ervas médicas.
Durante a 1ª Visitação ao Brasil (1591-93) é denunciado ao Santo Ofício por frequentar, juntamente com outros cristãos-novos, a sinagoga do engenho Camaragibe, durante as festividades religiosas judaicas.
Entre 1597 resolve voltar para Portugal onde exerceu a função de Tesoureiro Geral da Fazenda dos Defuntos e Ausentes. A administração do engenho fica sob a responsabilidade de seu parente Antônio Lopes Brandão  e todo o açúcar produzido no São Bento era consignado e remetido para Lisboa em nome de Ambrósio Fernandes Brandão.
Em 09.11.1606 é novamente denunciado ao Santo Ofício por Antônio Dias Cardoso, que servia a Ambrósio Fernandes, morador da Calçada do Congro/Lisboa-PT. No seu depoimento disse que fora contratado para consertar o jardim de uma horta, juntamente com o hortelão Antônio Álvares. Que na dita casa morava Ana Brandoa, que parecia ser mulher de Ambrósio – Joana Batista, irmã bastarda desta, Mícia Henriques e Duarte Brandão, filhos.... Que Ambrósio Fernandes todos os dias de sábado se recolhia em um estudo seu e nele está quase todo dia e não sai fora de casa, nem faz pagamento nem contrato no naquele dia com pessoa alguma, sendo recebedor do Consulado e tendo negócios na dita casa. Que viu a dita Ana Brandoa... lendo um livro, que não sabe que livro é, e a irmã bastarda, Joana Batista, possuía um livro defeso e o filho, Duarte Brandão, era letrado
Em 1607 regressa a Pernambuco e como Capitão de Infantaria participa da conquista da Paraíba  lutando contra os franceses e os índios Potiguaras. Se apaixona pela Paraíba e resolve vender suas propriedades em Pernambuco e passa a viver clandestinidade como cristão-novo em terras paraibanas.
Em 27.11.1613, fez uma petição ao Capitão-mor João Rabelo de Lima, onde solicitava a concessão de duas ilhotas ao longo do Rio Gargaú, denominadas do Francês e do Gargaú, alegando que queria fazer um engenho. Ao receber a concessão da sesmaria de terras funda três engenhos e se estabelece definitivamente em solo paraibano como senhor de engenho: “um bom engenho devia contar, no mínimo, com cinquenta escravos, quinze juntas de bois, além de muita lenha e dinheiro”.
Nota: O nome de Ambrósio Brandão se encontra na lista de senhores de engenho, cristãos-novos, do século XVI, juntamente com: Bento Dias Santiago, Fernão Soares, Filipe Diniz do Porto, André Gomes Pina e Duarte Dias Henriques. 
Grande conhecedor do litoral brasileiro, principalmente das capitanias do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, escreveu na Paraíba (1607), o livro ‘Diálogos das Grandezas do Brasil’ (Recife: Imprensa Universitária, 1962), considerado um dos mais importantes relatos sobre a flora, fauna, paisagem e vida econômica do país naquele primeiro século de sua colonização, obra hoje de consulta obrigatória pelos estudiosos dos mais diversos misteres. Antes desta obra, “pouca coisa se sabia a respeito da vida colonial, no que tange à economia do açúcar, pois a documentação desse tempo é bastante escassa”, cujo manuscrito foi descoberto por Francisco Adolfo de Varnhagen, na Biblioteca Nacional de Portugal, na segunda metade do século XIX , mas que ficou permaneceu anônima até que Capistrano de Abreu conseguiu identificar a sua autoria.
Senhor de terras em São Lourenço da Mata/PE e dos engenhos: Abreu/Tracunhaém (antes Nazaré da Mata)/PE; Arandu de Baixo/Cabo de Santo Agostinho-PE; Gargaú/Santa Rita-PB (1614); Meio/Santa Rita-PB; Nossa Senhora do Rosário/PB; Santo Cosme e Damião/PB; São Bento.
Casamento 01: Ana Brandão, portuguesa.
Filhos encontrados: 01- Duarte Brandão; 02- Mícia Henriques; 03- Luciano Brandão; 04- Francisco Camelo Brandão.
NOTA: Todos os três filhos varões de Ambrósio abandonaram suas propriedades para lutarem contra os holandeses (1630) e depois retornaram para Portugal. Por se encontrarem os engenhos abandonados foram confiscados pela Companhia das Índias Ocidentais e vendidos a Isac Rosière. Depois da Restauração Pernambucana os engenhos passaram a pertencer a João Fernandes Vieira.
Senhor de terras em São Lourenço da Mata/PE (Denunciações e Confissões de Pernambuco pág. 231 e 260) e dos engenhos: Abreu /Tracunhaém (antes Nazaré da Mata)/PE; Arandu de Baixo/Cabo de Santo Agostinho-PE; Gargaú/Santa Rita-PB (1614), levantado em uma sesmaria recebida em 27.11.1613; Meio/Santa Rita-PB, antes era conhecido como São Gabriel e durante a ocupação holandesa era chamado de Middelburgo; Inobi (Obim) – Fundado por Ambrósio Fernandes Brandão; Nossa Senhora do Rosário/PB ficou para seu filho Luciano Brandão; Santo Cosme e Damião/PB– Fundado por Ambrósio Fernandes Brandão, em torno de 1613; São Gabriel ou Meio/Paraíba; São Bento (fundado em 1590 por Ambrósio Brandão, segundo Vasconcelos Sobrinho)/São Lourenço da Mata/PE
Fontes:
AMARAL NETO, Raimundo Pereira do. Senhores de engenho judeus.
Breve discurso sobre o Estado das quatro Capitanias Conquistadas (1638)
FALBEL, Nachman. Judeus no Brasil: estudos e notas. Edt. Hamanitas, 2008. Pág. 106-108
http://www.engenhocamaragibe.com.br/engenho-camaragibe-17.htm
http://www.igarassu.pe.gov.br/educacao/conteudo/141/Engenho%20Inham%C3%A2
http://www.paraiwa.org.br/paraiba/igrejas.htm
MELLO, Evaldo Cabral de Mello. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 82
MOISÉS, Massaud. História da literatura brasileira: Das origens ao romantismo. Edt. Cultrix, 2001. 600 páginas.
PEREIRA, Levy. "S. Bento (engenho d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em:http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Bento_(engenho _d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 18/11/2013.
Relatório sobre o Estado das Capitanias Conquistadas (1639)
Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Vol. XLVIII. Recife, 1976. Pág. 165
RIBEMBOIM, José Alexandre. Senhores de Engenho Judeus em Pernambuco Colonial, 1542-1645. Edt. 20-20 Comunicação e Editora. CEPE. Recife, 1995. Pág. 83
RODRIGUES, José Honório. História da História do Brasil. Companhia Editora Nacional, 1979.
SANTOS, José Ozildo dos. Os Beneficiários das Primeiras Sesmarias Concedidas na Capitania da Paraíba. Disponível em: http://www.construindoahistoria.com/2012/06/os-beneficiarios-das-primeiras.html
Senhores de Engenho e suas Propriedades Citados na Primeira Visitação do Santo Ofício (1593-1595). Disponível em: http://aalecastroarquivogenealogico.zip.net/arch2009-12-01_2009-12-31.html
SILVA, Kalina Vanderlei. Fidalgos, capitães e senhores de engenho: o Humanismo, o Barroco e o diálogo cultural entre Castela e a sociedade açucareira (Pernambuco, séculos XVI e XVII). Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752012000100011
         
        Com a partida de Ambrósio Fernandes Brandão para Portugal (1597) o engenho São Bento ficou sendo administrado por seu parente Antônio Lopes Brandão, Feitor-mor do engenho e depois seu proprietário (1600), e todo o açúcar produzido no engenho era consignado e remetido para Lisboa em nome de Ambrósio. Nessa época seu proprietário pagava de pensão ao Donatário 3% por todo o açúcar produzido.
              
Antônio Lopes Brandão – Parente de Ambrósio Brandão, aparece como proprietário ou administrador do engenho, pois o açúcar procedente do engenho era consignado e remetido para Lisboa onde residia Ambrósio Fernandes Brandão.
Fontes:
Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Vol. XLVIII. Recife, 1976. Pág. 165

         Em 1623 o engenho São Bento pertencia a Manuel Rodrigues Nunes, produzindo 8.617 arrobas de açúcar.

Manuel Rodrigues Nunes  – Nada mais foi encontrado.
Senhor do engenho São Bento ou São Bento da Moribara/São Lourenço da Mata, em 1637
Fontes:
MELLO, Evaldo Cabral de Mello. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 82

          Durante a ocupação holandesa no século XVII, o documento “Breve Discurso” (1638), que relaciona os engenhos pernambucanos existentes na época e o o relatório sobre o Estado das Capitanias conquistadas no Brasil, e o relatório do  Conselheiro holandês Adriaen van der Dussen de 04/04/1640, informa que o engenho São Bento pertencia a Francisco Nunes Barbosa que permaneceu sob o domínio holandês, e acrescenta que era movido à água e se encontrava de fogo vivo.

Francisco Nunes Barbosa – Permaneceu sob o domínio holandês. Nada mais foi encontrado.
Senhor do engenho São Bento ou São Bento da Moribara/São Lourenço da Mata, em 1637
Fontes:
Pereira da Costa, 1951, Vol, 2, Ano 1622, pg. 400
PEREIRA, Levy. "S. Bento (engenho d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em:http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Bento_(engenho _d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 18/11/2013.
              
            O engenho foi citado nos mapas:
-   PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 Capitania de Pharnambocqve, plotado como engenho, 'Ԑ: St. ßԐnto', no vale de tributário m.e. do 'Rº. Capauiriuÿ'.
-  IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 Capitania di ITamarica, plotado como engenho, 'Ԑ. St. ßԐnto.', no vale de tributário m.e. do 'Rº. Capauiriuÿ'.
-  PE (Orazi, 1698) Provincia di Pernambvco, plotado, 'S Bente', na m.e. do rio sem nome, tributário m.e. do 'Capiibari'.
           Em 1637 e 1639 o engenho se encontrava de fogo vivo, com 05 partidos de lavradores, num total de 101 tarefas ou 5.050 arrobas de açúcar, sem partido da fazenda. Lavradores: Bastião Ferreira com 30 tarefas, Isabel Vieira com 12 tarefas, Jacob Vermeulen com 25 tarefas, João de Matos com 20 tarefas e  Manuel Filipe Soares com 14 tarefas.
         Em 1638 Francisco Nunes Barbosa vende a Nicolaas de Ridder e ao seu sócio o lavrador Jacob Vermeulen um partido de cana com a obrigação de fornecer 60 tarefas
         No ano de 1644 o engenho aparece como sendo propriedade de Manoel Barbosa da Silva e pagava 03% de pensão açúcar antes de ser dizimado.

Manoel Barbosa da Silva – Devedor de 42.000 florins a Gaspar Francisco da Costa, comerciante do Recife, dívida contraída com a garantia do engenho. Em 1645 Gaspar adere a causa da Insurreição pernambucana.  Nada mais foi encontrado.
Casamento 01: D. Izabel Dias Videira.
Fontes:
PEREIRA, Levy. "S. Bento (engenho d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Bento_(engenho_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 18/11/2013.

         Em 1655 o engenho aparece de fogo vivo, ainda pertencia a Barbosa da Silva, que em 1663 era devedor de 7.320 florins à Companhia das Índias Ocidentais holandesa.
            O próximo proprietário encontrado foi Cristóvão de Barros Rego.

Christóvão de Barros Rego – Nasceu em */Pernambuco e faleceu em 1694/Pernambuco, sendo sepultado na Capela de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista construída por ele, em sepultura lavrada na parede da capela-mor, da parte do evangelho, na qual se veem gravadas as suas armas esculpidas em relevo. Filho de Francisco de Barros Rego, nascido em Vianna, Foz de Lima/PT, e de sua segunda esposa D. Maria Barrosa. Neto materno de João Fernandes Pessoa e de Maria Barrosa Pessoa, que era irmã de Maria Pessoa c.c. Francisco Monteiro Bezerra. 
Igreja Nossa Senhora da Conceição, Recife
Como Capitão (1633) lutou na guerra contra os holandeses, com grande valor e distinção. Governador de São Thomé. Pelos serviços prestados foi agraciado pela corte portuguesa como Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e do Hábito da Ordem de Cristo em que foi professo, com comenda lucrativa, a qual nomeou para seu neto do mesmo nome, que não chegou a usá-la. Juiz de Órfãos em Pernambuco (1648). Cristóvão de Barros Rego foi o grande incentivador do desdobramento urbano da Boa Vista, e o instituidor do vínculo da Boa Vista. 
Segundo seu testamento (arquivado no Cartório do Juiz das Capelas de Pernambuco), feito em 20/12/1693, instituiu o Morgado do engenho São Bento do Caiará e o da Conceição - Capela de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista (Cartório do Juiz das Capelas da Capitania de Pernambuco), que deixou para sua filha D. Catarina de Barros e nomeou como administrador seu neto Cristóvão de Barros Rego.
Filhos: Christovão teve duas filhas perfilhadas e casadas nobremente, que nasceram no tempo que servia na Bahia ou Sergipe e foram as únicas chamadas para o morgado que foi instituído no seu testamento.
01- Catarina de Barros – Sucessora do Morgado. C.c. Manoel da Motta Silveira, c.g;
02- Maria do Rego primeira esposa de Simão Pereira Barbosa
Outros filhos:
03- David de Barros – Padre;
04- Manoel do Rego Cogominho.
Senhor do Morgado do engenho São Bento do Caiará e o da Conceição - Capela de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista, criado pelo seu avô Cristóvão de Barros Rego.
Fontes:
Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais de 1903 Vol 25 (2), pág. 81. Anais de 1917 Vol 39 (1), pág. 78
BORGES FONSECA, Antônio José Vitoriano Borges da. Nobiliarchia Pernambucana, Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional. Anais de 1925, pág. 117, 217, 467. Anais de 1926, pág. 214-215

                A sucessora no morgado de São Bento do Caiará foi sua filha D. Catharina de Barros.

Catharina de Barros Rego – Filha de Cristóvão de Barros Rego e de uma mulher baiana (NI). Sucessora do Morgado de São Bento do Caiará da Matha e da Capela de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista, criado por seu pai.
Casamento 01: Manoel da Motta Silveira. Natural de Collares/Penedo-AL. Capitão e homem nobre. Testamento feito em 1690.
Filhos (9):
01- Cristóvão de Barros Rego – Sucessor do Morgado e da Capela de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista que depois passou para sua filha D. Maria José da Rocha c.c. João Marinho Falcão;
02- João de Barros Botelho – C.c. D. Anna de Mello, filha de Manoel Soares de Albuquerque e de D. Ignez de Albuquerque. Neta materna do Capitão-mor Luiz do Rego Barros (Cavaleiro da Ordem de Cristo). (c.g.);
02- Manoel da Motta Silveira – C.c. D. Rosa. (s.g.);
03- Estevão da Motta Silveira – C.c. D. Bernarda de Albuquerque, filha de Duarte de Albuquerque Fragoso. (c.g.);
04- Francisco Coelho de Arouche – C.c. D. Joanna Cavalcante. (c.g.);
05- José de Barros Rego – Falecido solteiro e s.g.;
07- Antônio da Motta Silveira – C.c. (NI);
08- D. Isabel da Silveira Castello Branco c.c. João Cavalcante de Albuquerque (senhor do engenho Apoá/Goiana);
09- D. Maria Barros – C.c. Manoel da Rocha Lins (Capitão de Infantaria do Regimento do Recife) depois c.c. Antônio Gonçalves de Sousa. (C.g. nos dois casamentos)
Fontes:
BORGES FONSECA, Antônio José Vitoriano Borges da. Nobiliarchia Pernambucana, Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional. Anais de 1925, pág. 117, 217, 467. Anais de 1926, pág. 215

               O morgado foi herdado para seu filho Cristóvão de Barros Rego.

Cristóvão de Barros Rego – Filho do Capitão Manoel da Motta Silveira e de D. Catharina de Barros.
Recebeu a Comendador da Ordem de Cristo que era de seu avô, mas que nunca usou. Mestre de Campo de Auxiliares.
Sucessor do Morgado de São Bento do Caiará e da Capela de Nossa Senhora da Conceição, que foram herdados pela sua mãe.
Casamento 01: D. Anna Maurícia Wanderley, filha de João Maurício Wanderley e de D. Maria da Rocha.
Filhos:
01- Christovão de Barros Wanderley – Único filho varão. (c.g.) CURIOSIDADES: Em 08.11.1743, Christovão fez um requerimento (nº 5085) através de seu procurador Isidoro Correia Ferreira, solicitando ao Rei D. João VI, para legitimar seus 03 filhos: Cristovão, Lourenço e Ana, que tivera com Ana Ferreira de Ascensão, casada com Antônio Rodrigues Paes.
02- Maria José da Rocha c.c. João Marinho Falcão. Sucessora do Morgado
Fontes:
BORGES FONSECA, Antônio José Vitoriano Borges da. Nobiliarchia Pernambucana, Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional. Anais de 1925, pág. 117, 217, 467.

Documentos manuscritos avulsos da Capitania de Pernambuco, Edição 1


         O Morgado  do engenho Caiará foi passado para sua filha Maria José da Rocha, pois o único filho varão de Christovão de Barros Rego permaneceu solteiro, mas com geração com uma mulher casada, o Morgado 

Maria José da Rocha – Filha de Cristóvão de Barros Rego e de D. Anna  Maurícia Wanderley. 3ª Senhora do Morgado do Engenho de São Bento do Caiará e da Capela de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista, que pertenceram ao seu pai.
Casamento 01: João Marinho Falcão – Filho do Capitão Fernando Rodrigues de Castro e de D. Brites Maria da Rocha. Neto materno do Capitão-mor João Marinho Falcão e de Maria da Rocha. Neto paterno do Capitão-mor Estevão Paes Barreto. Bisneto paterno de João Paes Barreto que instituiu o Morgado do Cabo de Santo Agostinho ou da Madre de Deus, e o da Juriçaca. Mestre de Campo do 3º Auxiliares de que seu pai era Mestre de Campo. Sargento-mor das Ordenanças das freguesias: Cabo, Ipojuca e Muribeca, por patente de 06.02.1675.
Filhos:
01- João Falcão Marinho c.c. Isabel Rita Caetana da Silveira.
02- D. Brites Maria da Rocha – Segunda esposa de Christovão da Rocha Wanderley (casado 03 vezes). (s.g.).
Fontes:
BORGES FONSECA, Antônio José Vitoriano Borges da Nobiliarchia Pernambucana, Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1903 Vol 25 (2), pág. 95. Anais de 1925, pág. 117, 122, 217, 467.

              O próximo proprietário foi seu filho João Falcão Marinho.

João Falcão Marinho – Filho de João Marinho Falcão e de D. Maria José da Rocha.
Sucessor do Morgado de São Bento de Caiará e na administração da Capela de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista. Capitão do 3º Auxiliares das freguesias: Cabo, Ipojuca e Muribeca que pertenceram ao seu pai.  Vereador de Olinda (1757). Capitão-mor de São Lourenço da Mata.
Curiosidades: Consta nos documentos avulsos da Capitania Hereditária de Pernambuco, a 07/09/1802: "Requerimento do morgado de Caiará, Capitão de Ordenanças e Comandante da freguesia de São Lourenço da Mata, João Marinho Falcão, por seu procurador, Bernardo Tomás Nunes, ao príncipe regente [D. João] pedindo licença para usar suas armas para se defender de seus inimigos".
Curiosidades: O terreno onde foi construída a Igreja Nossa Senhora do Rosário da Boa Vista/Recife, localizado no antigo sítio do Vínculo de Nossa Senhora da Conceição dos Coqueiros - atual Rua da Conceição, pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos foi doado pelos herdeiros de João Marinho Falcão, século XVIII.
Casamento 01: Isabel Rita Caetana da Silveira – Filha de Christovão de Hollanda Cavalcante e de D. Paula Cavalcante de Albuquerque. Neta paterna de João Cavalcante (senhor dos engenhos: Apoá e Goitá, em Santo Antônio de Tracunhaem) e de D. Isabel da Silveira Castello Branco. Neta materna de Paulo Cavalcante de Albuquerque e de D. Ângela Lins de Albuquerque.
Filhos: 
01- D. Angela Ignácia da Silveira;
02- D. Anna Rita da Silveira – C.c. João de Souza Leão, casado na capela do Engenho em 13/05/1782;
03- D. Arcangela da Silveira.
Fontes:
BORGES FONSECA, Antônio José Vitoriano Borges da Nobiliarchia Pernambucana, Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro Anais 1926 Vol 48 (6), pág. 215 - 216

                Após o falecimento de João Falcão Marinho o Morgado do engenho São Bento do Caiará foi passado para sua filha Anna Rita da Silveira (século XVIII).

Anna Rita da Silveira – Filha de João Falcão Marinho e de Isabel Rita Caetana da Silveira. Sucessora de seu pai no morgado do Caiará.
Casamento 01: João de Souza Leão, em 13.05.1785/Capela do eng. Caiará-São Lourenço da Mata. – Nascido em 1729.
Filhos:
01- Felipe de Souza Leão – Nascido em 1794. C.c. Rita de Cássia Pessoa de Mello. (c.g.) Tenente-Coronel. Senhor do Engenho de Tapera/Jaboatão dos Guararapes. Pais do Barão de Moreno, , do Barão de  Campo Alegre e da Viscondessa de Tabatinga.
NOTA: Seu neto Augusto de Souza Leão (foto abaixo), filho de Domingos de Souza Leão e de Thereza de Jesus, aparece no final do século XIX como Barão de Caiará.
Fontes:
http://www.geni.com/people/Augusto-de-Sousa-Le%C3%A3o/6000000027669928775
http://digitalizacao.fundaj.gov.br/fundaj2/modules/busca/listar_projeto.php?cod=30&from=3245
http://pagfam.geneall.net/6345/pessoas.php?id=1159238
http://pagfam.geneall.net/6345/pessoas.php?id=1159241
            
Augusto e Idalina Carlota de Souza Leão (Barão de Caiará e Baronesa de Caiará) e Thereza de Souza Leão, grupo família [Eng. Capibaribe/São Lourenço da Mata]

             No século XIX o engenho pertencia ao Barão de Escada Belmiro da Silveira Lins.

Belmiro da Silveira Lins (ou Belmino) – Nasceu em 1827 e faleceu em 1880, ao levar um tiro durante a Hecatombe de Vitória (conflito político ocorrido nas vésperas da eleição provincial, disputado pelo Barão de Escada e a família Souza Leão). Filho de Henrique Marques Lins, 1º Barão e Visconde de Utinga, e de Antônia Francisca Veloso da Silveira.
Político e Tenente-Coronel da Guarda Nacional. Vereador de Escada (1893). Primeiro e único Barão de Escada.
Curiosidades: A oligarquia açucareira do município de Escada era protegia e ampliava seu poder mediante o controle da política local. Os cultivadores de cana dominavam os ramos administrativo e judiciário do governo local e dispunham de representação no legislativo estadual. Em 1861, na Câmara Municipal de Escada – dos sete membros – figuravam Henrique Marques Lins e seu filho Belmiro da Silveira Lins, futuro Barão de Escada. Em 1881, na Câmara Municipal – de nove vereadores – havia três homens com sete engenhos e, em 1893, o prefeito era proprietário de cinco engenhos, e cinco conselheiros, ou seus filhos, possuíam 14 engenhos.
Belmiro da Silveira Lins
Curiosidades: Para ser nobre, segundo a tabela de 02/04/1860, custava, em contos de réis: Duque: 2:450$000; Marquês: 2:020$000; Conde: 1:575$000; Visconde: 1:025$000; e Barão: 750$000. Além desses valores, havia os seguintes custos: papéis para a petição: 366$000 registro do brasão: 170$000. Uma lista dos possíveis agraciados era elaborada pelo Conselho de Ministros do Império, com sugestões de: colegas, presidentes das províncias e de outras pessoas influentes. A lista era enviada à aprovação do Imperador, sendo apresentada, duas vezes ao ano: em 02 de dezembro, aniversário do imperador e em 14 ou 25 de março, respectivamente, aniversário da Imperatriz e aniversário do juramento da constituição de 1824, a 1ª carta constitucional do Brasil.
Com fotografia na Coleção Francisco Rodrigues; FR-10929.
Senhor dos engenhos: Alegria/Escada; Goitá/Limoeiro; Harmonia/Catende; Jaguaribe/Abreu e Lima; Lagoa Grande/Glória de Goitá; Limoeiro Velho/Escada; Massurepe/Igarassu; São Bento/Paudalho; São Bento/São Lourenço; São Bernardo/Paudalho; Terra Vermelha/Lagoa do Carro.
Casamento 01: Maria de Sousa.
Filhos: 
01- Maria Lins Cavalcanti (1857-1940); 
02- Antônia Lins Correia de Araújo ( Col. Francisco Rodrigues; FR-2864. Barão da Escada, 1874); 
03- Teudelina da Silveira Lins - Baronesa de Araçaji e depois Viscondessa de Rio Formoso c.c. Francisco de Caldas Lins, Visconde de Rio Formoso.
Fontes:
PEREIRA, Levy. "S. Bento (engenho d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em:http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Bento_(engenho_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 18/11/2013.
                
           Hoje o engenho é conhecido como Engenho Cajará - vide mapa IBGE Geocódigo 2613701 - São Lourenço da Mata-PE.



Fontes:
Argus Vasconcelos de Almeida e Maria Adélia Borstelmann de Oliveira. A História da Estação Ecológica do Tapacurá (São Lourenço da Mata, PE). Baseada no Relatório de Vasconcelos Sobrinho de 1976. Recife - 2009
FONSECA, Antonio José Vitoriano Borges da. Nobiliarchia Pernambucana, Rio de Janeiro: Bibliotheca Nacional, v.II, 1935.
GASPAR, Lúcia. Vasconcelos Sobrinho. 2008. www.fundaj.gov.br
Livro de Atas da Congregação da Escola Agrícola e Veterinária do Mosteiro de São Bento de Olinda (1915-1930).
Livro de Tombo do Mosteiro de São Bento de Olinda. Recife: Imprensa Oficial, 1948.
MELLO, Evaldo Cabral de. O nome e o sangue. Uma parábola familiar no Pernambuco colonial. Edt. Topbooks. 2ª edição revisada. Rio de Janeiro, 2000.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Introdução. In: BRANDÃO, A.F. Diálogos das grandezas do Brasil. Recife: Editora Massangana, 1997.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Fontes para a história do Brasil holandês:A economia açucareira. 2a ed. Recife: CEPE, 2004.
PEREIRA DA COSTA, Francisco Augusto. Anais Pernambucanos, Recife: Arquivo Público Estadual. V.X (1834-1850), 1966.
PEREIRA, Levy. "S. Bento (engenho d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em:http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._Bento_(engenho _d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 18/11/2013.
SOUZA, Osvaldo Martins F. de. "Arruar" a Universidade Rural. Artigos. 2008. www.ufrpe.br

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