Fontes

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15/12/2014

Apipucos/Recife-Apipucos

          Nome histórico Ibipupurá (Ĩbipúpura; Ibipupura); Apipucos (Apipupos; Abbacuquí; Abacoúqús); de Gaspar de Mendonça.
Engenho Apipucos - Recife-Apipucos
          Significado de Apipucos — (Arrabalde da cidade do Recife) — Corr. de apé-puc, o caminho se divide ou se parte; a encruzilhada; pode ser também corrupção de apé-puçú, caminho ou vereda longa. (Th. S., 111) — Alfredo de Carvalho. NOTA: A interpretação de Alfredo de Carvalho para Apipucos parece ser a mais verdadeira, face à circunstância de que o caminho colonial, na direção do Recife, nesse engenho, se dividia em dois, um para o Engenho São Pantaleão e o outro diretamente para o 'Arrayal' (Arraial Velho do Bom Jesus).
          Hoje o engenho está destruído e sua área reocupada pelo bairro de Apipucos/Recife, mas sua igreja sobrevive ao tempo, embora com algumas modificações.
          Em sua origem, as terras de Apipucos faziam parte do engenho São Pantaleão do Monteiro/Recife-Monteiro, como consta em uma escritura de venda do mesmo engenho, lavrada na vila de Olinda em 05/12/1577, em que se declara que as “ditas terras eram situadas na Várzea do Capibaribe, e que foram dadas de partido a André Gonçalves, com os seus canaviais e matas, e que ele moeria as canas de sua cultura no eng. Monteiro, ficando assim o comprador com a obrigação de fazer a safra, daquele ano em diante, e as que se seguissem, mediante particular contrato a respeito com o novo senhorio”.

André Gonçalves – (nada foi encontrado)
Proprietário de um partido de cana no engenho São Pantaleão, em 1577, e que depois foi vendido a Leonardo Pereira e sua esposa D. Brásia Pinta.
Senhor de um partido de cana no engenho São Pantaleão
Fontes:
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penquin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 66

          André Gonçalves depois vendeu seu partido de cana a Leonardo Pereira, cuja escritura foi lavrada na vila de Olinda em 05/12/1577. Essas terras ficavam localizadas na margem esquerda do Rio 'Capĩibarĩ' (Rio Capibaribe), freguesia da Várzea, cidade de Olinda e Capitania de Pernambuco.

Leonardo Pereira – Nada foi encontrado.
Senhor do engenho Apipucos/Recife-Apipucos
Casamento 01: Brásia Pinta, processada pela Inquisição por práticas judaizantes.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço da Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. São Paulo, 2012. pág 66.

          Em 1593, Leonardo Pereira constrói a fábrica, cuja moenda era movida a água, de acordo com os autos de uma questão que houve entre este e o proprietário do vizinho eng. Monteiro, sobre os limites extremos das duas propriedades. 
          Seus edifícios ficavam situados à margem esquerda do Rio Capibaribe, na larga faixa de terra que corre ao longo da quebrada da colina. A capela sob a invocação de Nossa Senhora da Madre de Deus e depois de Nossa Senhora das Dores olhava para o poente. A moenda da fábrica era movida a bois e o açúcar fabricado era transportado em batéis pelo Rio Capibaribe com destino a Praça do Recife.
          A casa grande ficava localizada à esquerda, ao subir da ladeira, na planície da colina, à direita e próxima à quebrada que dá para o Rio, na rua principal da atual povoação, e a certa distância da frente da capela, tendo a sua face lateral para o Oriente no começo da rua levava ao engenho Dois Irmãos/Recife-Dois Irmãos, e assim ocupando uma bela situação. NOTA: Da antiga casa grande do engenho hoje resta somente a metade, que convertida em garagem da casa nº 1031. No jardim, existe uma fonte ferruginosa. Desde 1916, por longos anos, foi residência do Sr. Max A. Dietiker.
          Em 1618 o engenho estava com todas as suas edificações concluídas, pagava 4% de pensão ao Donatário, e passa a ser chamado de “engenho Apipucos”, como era conhecida a povoação indígena existente na localidade, desde antes a chegada dos portugueses a Pernambuco.
          O engenho Apipucos foi citado nos seguintes mapas coloniais: Præfecturæ Paranambucæ pars borealis, una cum Præfectura de Itâmaracâ; PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 Capitania de Pharnambocqve, plotado com o símbolo de engenho, 'Ԑ Abbacuquí', na m.e. do 'Capauiriuÿ' (Rio Capibaribe); IT (IAHGP-Vingboons, 1640) #43 Capitania de I. Tamarica, plotado como engenho, 'Ԑ Abbacuqui', na m.e. do 'Capauiriuÿ' (Rio Capibaribe); Y-41 (4.VEL Y, 1642) De Cust van Brazil tusschen Cabo St. Augustijn ende hoeck van Pommarel, plotada com símbolo de povoação, 'Abacoúqús', na m.e. do 'Rº: ∂e Avoga∂os:';  PE (Orazi, 1698) Provincia di Pernambvco, plotado como engenho,   'Ibipupura.', na m.e. do 'Capiibari'.
          Em torno de 1594 seu proprietário era D. Jerônimo de Almeida. 

D. Jerônimo de Almeida – Nascido em torno de 1540. Filho de D. João de Almeida e de Luisa de Ornelas. Neto paterno de D. Bernardim de Almeida e de Guiomar Freire. Neto materno de Francisco Dias, Escrivão da Casa da Índia. Governador de Angola (1593/1594).
Capitão-General e Governador do Reino de Angola (1593-4). Residente em Olinda. Comandante de uma esquadra portuguesa, em 1622.
Senhor do engenho Apipucos/Recife-Apipucos
Casamento 01: D. Paula Paes, no Brasil 1545, filha de Cristóvão Paes de Pernambuco e de (?).
Filhos: 01- D. Cristóvão de Almeida terceiro marido de Luisa de Távora, filha de Luiz Pires de Azambuja. (s.g.); 02- D. Luisa; 03- D. Maria de Noronha casada em Madri com Diogo Ximendes.
Casamento 02: Maria Manoel (1550), filha de Diogo Roiz, o Mulato, mercador muito rico. (s.g.)
Casamento 03: Branca da Gama, filha de Vasco da Gama. (s.g.)
Filhos com (NI):
04: D. João, que foi para a Índia e faleceu em Barcelos/PT.
Fontes:
African States and Rulers, John Stewart, McFarland
http://geneall.net/pt/nome/111497/d-jeronimo-de-almeida/
http://www.receita.fazenda.gov.br/Memoria/pessoal/alfandega_salvador/funcionarios.asp
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço da Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. São Paulo, 2012. pág 66.
Nobiliário das Famílias de Portugal - vol. I - pg. 281 (Almeidas)
Rulers.org – Angola
worldstatesmen.org – Angola

          No ano de 1608 aparece como proprietário Antônio de Mendonça, de acordo com o registro de casamento de seu filho Gaspar de Mendonça, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição no dia 31/05/1608-Olinda.

Antônio de Mendonça Saraiva (Antônio Coronel) – Judeu. Filho de Heitor Coronel, nascido em Salvaterra/Reino da Galiza-Espanha, casado em Monção/PT, na família Saraiva de origem cristã-nova. Em 1612, Antônio Coronel imigrou para Amsterdã, deixando em Pernambuco os seus filhos.
Em princípios do século XVII a família Mendonça Saraiva, já se encontrava bem estabelecida na Capitania de Pernambuco. Irmão de Duarte Mendonça Saraiva que assumiria livremente sua condição de judeu, sendo conhecido por David Sênior Coronel, e que foi senhor dos engenhos: Velho do Beberibe, Bom Jesus do Cabo, São João do Salgado, Novo do Cabo, Camaçari, Rosário da Torre e o Madalena, este último, vendido ao seu sobrinho João de Mendonça, antes em 1650. Neto paterno de D. Antônio Coronel, que serviu em Salvaterra na Galiza, passando em 1588 à Portugal onde viveu em Monção, casado com a espanhola D. Isabel Diaz.
Relacionamento 01: Maria da Silva, uma mulher solteira, de acordo com o assento do segundo casamento de seu neto Cristóvão de Paes Mendonça, Livro Velho da Sé de Olinda em 03/01/1612.
Filhos encontrados: 01- João de Mendonça – Crípto-judeu. Senhor do engenho da Madalena/Recife-Madalena (1630); 02- Gaspar de Mendonça Crípto-judeu. Senhor do engenho Apipucos/Recife-Apipucos.
Fontes:
http://www.familiaaffonsodealbuquerque.50webs.com/index33.html
               
          Em 1618, a engenho Apipucos é reconstruído ou modernizado, tendo uma moenda movida à água, de acordo com os autos de uma questão que houve entre este e o proprietário do vizinho   eng. Monteiro, sobre os limites extremos das duas propriedades.
          Os canaviais ficavam em terrenos baixos e planos, que se estendia ao longo da colina, em frente à capela, e desciam às suas quebradas, limitadas pelo Rio Capibaribe, ao poente, e pelo grande açude Apipucos, ao nascente; e assim chegando ao começo da hoje Avenida Dois Irmãos/Recife-Dois Irmãos. Ao se chegar aos extremos da povoação existente no local, estendiam-se ali uma ilha limitada, por um lado, pelo Riacho Camaragibe e pelo outro lado, pelas terras do lavrador Lourenço Cavalcante Bezerra, conhecido como “o da Ilha”, por morar neste partido do engenho.

Lourenço Cavalcante Bezerra – (nada mais foi encontrado)
Casamento 01: D. Branca (de Castro Rocha ou Pereira)., filha de Marcos de Castro Rocha e de D. Isabel Pereira.
Filhos: 01- José Ignácio Cavalcanti; 02- Ignácio José Cavalcanti; 03- D. Francisca Cavalcante Bezerra; 04- D. Joanna Francisca Teresa do Espírito Santo c.c. Luiz de Albuquerque Maranhão.
Lavrador do engenho Apipucos/Recife-Apipucos
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925, Vol 47

          O açúcar fabricado no engenho descia pelo rio em batéis para o mercado da Praça do Recife. Seus edifícios estavam situados à margem esquerda do rio Capibaribe, na larga faixa de terra que corre ao longo da quebrada da colina, e fronteiras à fachada lateral da capela que olha para o poente. A casa de vivenda dos seus proprietários era bem construída e ficava localizada na planície da colina, à direita e próximo à quebrada que dá para o rio, na rua principal da povoação, e a certa distancia em frente à capela, tendo a sua face lateral que olha para o oriente ao correr do começo do caminho que vai para Dois Irmãos, e assim ocupando uma aprazível e bela situação.
          Entre os moradores do engenho de 1617 podemos citar Pedro Cardigo, o Velho.

Pedro Cardigo, o Velho – Tesoureiro das Fazendas dos Defuntos, Alvará de 11/05/1568, chancelaria de D. Sebastião e D. Henrique, l. 23, fl. 75 v.*, que segundo documentos antigos morava no engenho Apipucos, em torno de 1617.
Casamento 01: (NI)
Filhos: 01- D. Anna Cardigo c.c. Simão Barbosa Cordeiro, que assistia em Pernambuco (1617), e depois foi para a Bahia onde nasceu seu filho Frutuoso Barbosa Cordeiro.
Morador do engenho Apipucos/Recife
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (8). Pág 187
*Inventário dos Documentos Relativos ao Brasil, existentes na Biblioteca Nacional de Lisboa. Vol. 75

          Durante a invasão holandesa seu proprietário era Gaspar de Mendonça herdeiro de seu pai Antônio de Mendonça. Em 1623 o engenho produziu 2.380 arrobas de açúcar no seu engenho Apipucos.

Gaspar de Mendonça – Cristão-novo. Filho de Antônio de Mendonça Saraiva e de Maria da Silva, uma mulher solteira, de acordo com o assento do segundo casamento de seu neto Cristóvão de Paes Mendonça, Livro Velho da Sé de Olinda em 03/01/1612. Irmão de João de Mendonça do eng. Madalena. Capitão de Infantaria do 3º do Mestre de Campo Francisco de Figueiroa, em 14/11/1664, no qual foi reformado. Vereador de Olinda, em 1669 e 1674. 
No princípio da invasão holandesa ficou do   lado dos invasores. Em 1634, Gaspar de Mendonça e alguns de seus familiares foram feitos prisioneiros pelos holandeses, após o ataque ao seu engenho Apipucos.  Serviu na guerra contra os holandeses, onde foi ferido em Itamaracá.   De acordo com a lista de devedores da Companhia das Índias Ocidentais, Gaspar de Mendonça em 1645 e 1663, devia 865 florins.
CURIOSIDADES: Gaspar de Mendonça vendo-se quase desesperado de uma injustiça notável que lhe fizeram, se pôs no meio da Rua Nova/Olinda, e as altas vozes exclamou: Aonde estão os irmãos da Santa Casa da Misericórdia, tão zelosos das obras de caridade, e do serviços de Deus? Venham aqui para darem sepultura à Justiça, que morreu nesta terra, e não há quem a   enterre honradamente. Nessa altura o Ouvidor da Capitania estimulado desta queixa mandou chamar o tabelião Luiz Marreiros, e com ele fez um auto de afronta, e quis prender Gaspar de Mendonça, e castigá-lo, mas não conseguiu pois Gaspar se escondeu.
CURIOSIDADES: Durante a batalha do eng. Casa Forte o Governador Fernandes Vieira encomendou a Gaspar de Mendonça, que com seus escravos e redes mandasse levar alguns feridos para a Várzea para serem curados, e outros mandasse levar para sua casa, e cuidasse deles.
Senhor do engenho Apipucos/Recife em 1630, de acordo com anotações do General Francisco de Brito Freire, no Livro 4º, nº 336.
Casamento 01: D. Catharina Cabral, realizado na Igreja de Nossa Senhora da Conceição no dia 31/05/1608, de acordo com o Livro da Sé de Olinda, no qual o referido matrimônio está repetido no dia 03/01/1612. Cristã-nova. Filha de Cristovam Paes D’Altro (eng. Santo Antônio/Recife) e de D. Ama de Paiva Cabral.
Filho: 01- Cristóvão de Paes Mendonça (Irmão da Santa Casa da Misericórdia de Olinda, em 1667) c.c. D. Isabel de Mello Bandeira, em 1608, (c.g.); depois com Joanna Cavalcante (c.g.).
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1919-1920 Vols 41 / 42 (1). pág. 64.  Anais 1925 Vol 47 (8). pág 187
CALADO, Manoel (Frei). O Valoroso Lucideno. Vol. I e II.  5ª edição. Edt. CEPE. Recife, 2004
http://www.familiaaffonsodealbuquerque.50webs.com/index33.html
http://www.intg.org.br/teste/afortunado/olivro/pdf_dividido/quinta-parte/XIV.ALOGiSTICAEALOCALIZAcaOESTRATeGICA126.pdf
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço da Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. São Paulo, 2012.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Tempo dos Flamentos. 2ª edição (segunda tiragem) BNB. Governo de Pernambuco. Recife, 1979
Revista do Arquivo Público. Secretaria do Interior e Justiça. Ano VII a X – Nº IX a XII – 1952-1956. Recife – PE. Compilação: Joana Maciel, pesquisadora AHJPE/2005.

          Nas terras do engenho Apipucos foram travadas várias batalhas entre os luso-brasileiros e holandeses, sua Capela Nossa Senhora das Dores foi totalmente saqueada, teve imagens quebradas, paramentos, alfaias e móveis destruídos. A povoação da época também sofreu uma pilhagem completa, tendo os holandeses levado para todo o gado, escravos e mercadorias que encontraram. Em 1634 a tropa holandesa atacou e depois saqueou o engenho, obtendo grandes despojos, e aprisionou Gaspar de Mendonça e alguns dos seus familiares.
              Em 1637 o engenho estava arruinado e de fogo morto, mas em 1639 já se encontrava de fogo vivo.
                Em 15/08/1645 dia de Nossa Senhora da Assunção, no princípio da Insurreição Pernambucana, a tropa holandesa foi mandada saquear os moradores do eng. Apipucos e roubar o que não puderam carregar da primeira vez que estiveram no dito engenho. Desta vez tomaram de Gaspar de Mendonça todo o gado de cabras, carneiros e porcos e alguns bois e cavalos dos moradores e escravas, as levando para a casa de D. Ana Paes (eng. Casa Forte/Recife), aonde os invasores tinham alojamento.
             Segundo Lúcia Gaspar, bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco, com a guerra da Restauração, o eng. de Apipucos ficou muito tempo abandonado e de fogo morto. No ano de 1655 o engenho estava novamente de fogo vivo, mas só em 1666, sob o comando do primogênito de Gaspar Mendonça, Cristóvão Paes Mendonça, o engenho Apipucos voltou a se reerguer, porém sem o mesmo vigor de outrora, uma vez que o preço do açúcar estava em declínio no mercado internacional.

Cristóvão de Paes Mendonça – Filho de Gaspar de Mendonça e de D. Catharina Cabral. Irmão da Santa Casa da Misericórdia de Olinda, em 1667. Capitão de Infantaria do 3º do Mestre de Campo Francisco de Figueiroa, por patente de 14/11/1664, no qual foi reformado. Serviu com valor na guerra contra os holandeses, sendo ferido em Itamaracá. Vereador da Câmara de Olinda (1669 e 1674). Irmão da Santa Casa da Misericórdia (06.04.1667). Com inventário aberto em 01.10.1687-Olinda, sendo Juiz de Órfãos João Carneiro da Cunha e o escrivão Fernando Velho de Araujo.
NOTA: De acordo com o inventário que fez o Juiz de Órfãos João Carneiro da Cunha, com o Escrivão Fernando Velho de Araújo, por morte do Cristovão Paes de Mendonça, no dia 01/10/1687, do seu segundo matrimônio só estava vivos dois filhos: Cristóvão e Catharina. NOTA: O dito inventário se encontra no Cartório de Órfãos de Olinda.
Senhor do engenho Apipucos/Recife
Casamento 01: Isabel de Mello Bandeira, em 1608. Filha de D. Brites Bandeira de Mello e de Antônio Tavares Valcasar. Com assento de casamento no Livro Velho da Sé de Olinda, no dia 31.05.1608 e de outro assento fieto no dia 03.01.1612.
Filhos: 01- Gaspar Paes de Mendonça (de Mendonça Bandeira de Mello) – Capitão das freguesias de Nossa Senhora da Luz e de Santo Antão, por patente do Gov. D. Pedro de Almeida, em 15.10.1677. capitão na guerra contra os holandeses. C.c. D. Clara de Azevedo, filha de João Dourado de Azevedo (Capitão e Cabo da Fortaleza de São João Baptista do Brum). Neta paterna do Dr. Gaspar Fernando Dourado e de D. Clara Azevedo. (c.g.).
Casamento 02: Joanna Cavalcante, em torno de 1647, filha de Cristóvão de Holanda de Albuquerque e D. Catarina da Costa.
Filhos: 02- Cristóvão Paes de Mendonça, nascido em torno de 1667; 03- José, batizado na Capela do eng. Apipucos, em  06/07/1666, pelo seu tio materno Fr. João   Cavalcante, Religioso da Ordem de Nossa Senhora do Monte do Carmo da Observância, falecido antes de seu pai; 04- Catharina Cabral, nascida em 1670, c.c. Luiz de Mendonça Cabral, seu primo, (sucessor do eng. Apipucos); 05- José que foi batizado no dia 06.07.1666, mas faleceu jovem.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (8). Pág. 187, 309
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço da Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. São Paulo, 2012.

              Em meados do século XVII já existia uma povoação homônima ao lado do engenho, contando com mais de trinta casas.
             A partir do século XIX, começaram a surgir sítios e chácaras, onde os moradores do centro da cidade passavam os meses de verão, pois as águas do rio Capibaribe naquela região eram recomendadas para banhos medicinais, e segundo Gilberto Freyre a vida de Apipucos resumia em: “banhos de rio pela manhã à tarde, jogo de cartas, a noite pastoris e danças para a gente sinhá, nos grandes dias dos "passatempos de festas" de recifenses e de famílias vindas de casas-grandes do interior, em Apipucos: no seu hotel e nas suas casas de veraneio”. A procura pelo povoado por causa do clima ameno e dos banhos no Capibaribe levou construção do Hotel de Apipucos em um casarão - a Vila Anunciada, que tinha pertencido a Delmiro Gouveia (responsável pela implantação da primeira hidrelétrica da América), onde hoje funciona a Unidade Central da Diretoria de Documentação da Fundação Joaquim Nabuco.
              Em 1680 seu proprietário era o Capitão de Infantaria Luiz de Mendonça Cabral, sucessor de seu sogro Cristóvão de Mendonça. Em 13/02/1687, Luiz Cabral vinculou 200$000 da renda da fábrica do engenho, aplicando os seus respectivos juros em benefício da capela de Santana do Colégio dos Jesuítas de Olinda.

Luiz de Mendonça Cabral – Capitão de Infantaria de Pernambuco. Provedor da Santa Casa da Misericórdia. Em 13.02.1687, vinculou 200$000 da renda da fábrica do engenho, aplicando os seus respectivos juros em benefício da capela de Santana do Colégio dos Jesuítas de Olinda. Durante a Guerra dos Mascates fugiu para a Paraíba, abandonando sua família, pois era partidário dos Mascates e por ordem do Bispo D. Manoel Álvares da Costa teve seu lugar de honra retirado, sendo considerado esse ato como uma das maiores afronta já praticada pelo Bispo em sua administração da Diocese da Capitania.
Senhor do engenho Apipucos/Recife que recebeu do seu sogro Cristóvão de Paes Mendonça 
Casamento 01: Catharina Cabral, sua prima, nascida em 1670. Filha de Cristóvão Paes de Mendonça e de sua segunda esposa D. Joanna Cavalcante. Neta paterna de Gaspar de Mendonça (senhor do eng. Apipucos) e de D. Clara Cabral.
Filhos: (NI)
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (1). Pág. 310

                   O próximo proprietário encontrado foi o Capitão-mor João do Rego Barros.

João do Rego Barros – Natural de Olinda. Filho do Capitão-mor Francisco do Rego Barros (Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Santiago) e de D. Arcângela Josefa da Silveira. Neto materno de Domingos da Silveira. Homem de prestigio e de grande influencia na Capitania.
Juiz Ordinário (1691). Fidalgo da Casa Real. Comendador da Ordem de Cristo. Serviu por 30 anos em guerras em Pernambuco, com Alferes e Capitão-mor. Capitão-mor e Governador a Paraíba de 1663 a 1670. No Reino foi proprietário do ofício de Provedor da Fazenda Real (20.12.1675). Durante da Guerra dos Mascates acabou preso em 05/1712. Morreu na prisão em 28/12/1712/Fortaleza do Brum/Recife.
Senhor do engenho Apipucos/Recife
Casamento 01: D. Catharina Theodora Valcacer, filha do Capitão Francisco Camello Valcacer
Filhos encontrados: 01- Francisco do Rego Barros (II), nascido no Recife. Fidalgo da Casa Real. Comendador da Ordem de Cristo. Sucessor de seu pai no ofício de Provedor da Fazenda Real.
Casamento 02: D. Mônica Josefa de Barros, filha de Arnau de Holanda Barreto (Fidalgo da Casa Real) e de D. Luzia Pessoa.
Filhos encontrados: 01- João do Rego Barros – Nascido em Recife e falecido em 1738. Fidalgo da Casa Real. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Terceiro Provedor da Fazenda Real, de 03.1704 a 11.1738.
Casamento 03: D. Luzia Pessoa de Mello, sua prima, filha do Capitão-mor André de Barros Rego (Professo na Ordem de Cristo) e de D. Adriana de Almeida Wanderley.
Filhos encontrados: 01- Francisco do Rego Barros (III) – Nascido na Paraíba. Fidalgo da Casa Real. Quarto Provedor da Fazenda Real da família (11.1738 a 07.1750); 02- Pedro Velho Barreto – Nasceu em 29.06.1708-Recife. Depois de ter ocupado vários postos foi  nomeado Capitão-mor de Olinda. C.c. D. Lusia Margarida de Mello, sua prima.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1925 Vol 47 (1). Pág. 481. Anais 1926 Vol 48 (10). Pág. 08. Anais 1903 Vol 25 (2) 57, 58.

                 Em 1783 João do Rego Barros vende algumas terras do engenho Apipucos aos irmãos Antônio e Tomás Lins Caldas, apelidados, respectivamente de Capitão Coló e Seu Toné, que fundam o engenho Dois Irmãos. O restante das terras foi herdado pelo seu filho Pedro Velho Barreto.

Pedro Velho Barreto – Nasceu em 29.06.1708-Recife. Filho de João do Rego Barros (Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Provedor da Fazenda Real, Juiz da Alfândega, senhor do eng. Apipucos) e de D. Luzia Pessoa de Mello. Neto materno de André de Barros Rego (Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo). Bisneto materno de Arnau de Holanda Barreto e de D. Adriana de Almeida Wanderley.
Coronel. Depois de ter ocupado vários postos foi  nomeado Capitão-mor de Olinda.
Casamento 01: D. Lusia Margarida de Mello, sua prima.
Filhos encontrados: (NI)
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais de 1903 – pág. 97. Anais 1925 Vol 47 (5) – pág 225.

              Nessa época o engenho já estava decaindo da sua atividade industrial, ao passo que a povoação ia consideravelmente tomando grande incremento, e avultando em população e novas construções de prédios, foi abandonada a cultura da cana, e assim desaparecendo a fabricação do açúcar, deu-se a extinção do engenho.
         No século XIX o transporte do Recife para Apipucos era feito por diligências puxadas por 05 cavalos, com capacidade para 20 passageiros na parte interna e outros na parte de cima. Depois as estradas foram melhoradas e foi instalada a primeira companhia de transportes públicos, explorada pelo inglês Thomas Sayle (1841), e depois por Cláudio Dubeux, morador do já então bairro de Apipucos.
            A região de Apipucos foi palco, durante a Insurreição Praieira, de um dos maiores combates entre as forças legalistas e revolucionárias (1849), sendo marcada por um movimento de caráter liberal e separatista que eclodiu, durante o 2º Reinado, na província de Pernambuco,   entre 1848 e 1850.
           Segundo o escritor Gilberto Freyre a vida naquela região se resumia a banhos de rio pela manhã, jogo de cartas à tarde e, à noite, pastoris e danças. Essa era a rotina do povoado que, por causa do clima ameno e dos banhos de rio, ajudou a alavancar a região.
           No século XX, o bairro é escolhido como local de residência pelos ingleses, que introduziram o hábito de construir casarões com jardins e utilizar a água como recurso paisagístico; foi instalada a Fábrica de Tecidos Othon Bezerra de Mello, conhecida como a Fábrica da Macaxeira; houve a ocupação dos morros e do loteamento Othon Bezerra de Melo nas margens do açude.
            Além de Delmiro Gouveia, Apipucos teve outros moradores ilustres como o pintor Murillo La Greca, o jornalista Assis Chateaubriand, o historiador Alfredo de Carvalho, a família de Burle Marx, parentes de Demócrito de Souza Filho e o sociólogo Gilberto Freyre, cuja residência conhecida como o Solar de Santo Antônio, hoje abriga a Fundação Gilberto Freyre.
NOTA: O bairro de Apipucos, situado no norte do Recife e distante cerca de nove quilômetros do centro da cidade, possui 1,2 quilômetros quadrados de área, uma população de mais de 3.000 habitantes e é protegido pela lei municipal 13.975/1979.
           No bairro de Apipucos, instalou-se, no dia 16/01/1911, a comunidade dos Irmãos Maristas do Norte do Brasil. Os irmãos compram uma casa, com 08 hectares de terras, e começam a reformá-la, mas com a primeira grande Guerra Mundial, interrompem a reforma (1914/1918). Em 1920, retomaram a construção do lado sul e depois constroem a capela (1926). Em 2006, as edificações do terreno passam a ser o novo campus da Faculdade Marista. Com isso, da época primitiva, restou apenas o térreo, que se encontra à esquerda de quem sobe a atual escadaria central e algumas paredes do 1º andar, do mesmo lado. O local abriga também a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, inaugurada no dia 11/02/1947, que é uma reprodução da Gruta de Lourdes, na França.

Capela do engenho – A capela do engenho, existente desde 1645, sob a invocação de Nossa Senhora da Madre de Deus e depois de Nossa Senhora das Dores.
Apipucos foi uma das primeiras povoações a ter uma capela com um sacerdote de residência. Até o século XX, havia atrás da capela a antiga casa onde morava o seu capelão. Durante a invasão holandesa foi completamente saqueada, tendo as suas imagens, paramentos, alfaias e móveis destruídos pelos holandeses. Da primitiva construção da capela resta pouca coisa. Algumas paredes antigas foram conservadas, mas quase tudo foi substituído ou modernizado. Devido aos cupins foi preciso retirar o altar-mor que possuía um nicho de talha dourada com a imagem da padroeira, em seu lugar foi construído um de alvenaria. Ao longo dos anos a capela foi várias vezes reformada e ampliada, sendo muitas vezes custeada pelos moradores da localidade, como foi o caso da reforma de 1887. 
Em 1889 foram feitos novos reparos e conservação e, em 1906, houve uma grande obra conduzida pelo Dr. Alfredo Lisboa. Entre 1870 e 1908 a capela não possuía um capelão próprio, mas havia missa aos domingos. Em 1917, com a chegada dos padres Jesuítas, a capela floresceu sob a direção do padre Thomas Digman, que foi seu capelão durante 29 anos. Com a sua morte, em 1946, a capela ficou sob os cuidados dos padres Jesuítas do bairro da Várzea. Com a chegada dos padres Lazaristas holandeses, em 1950, a capela passou a ser uma das mais ativas no cumprimento da sua missão religiosa. Hoje a capela está sob os cuidados dos padres Salesianos.
Casa grande – Da casa do eng. Apipucos resta somente metade hoje convertida em garagem da casa nº 1031, que fica localizada onde era o Engenho. No jardim, existe uma fonte ferruginosa. Desde 1916, por longos anos, foi residência do Sr. Max A. Dietiker (nada foi encontrado).

Fontes:
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BORGES DA Fonseca, J. V. . Nobiliarchia Pernambucana Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, 1876 – 1997. Anais: 1878-1879 (Vol. 05), 1903 (Vol. 25), 925 (Vol. 47), 1919-1920 (Vols. 41/42), 1926 (Vol. 48). 
Dantas, Thiago Ribeiro. A Participação da Igreja Católica na Vida Política da Capitania de Pernambuco na Guerra dos Mascates (1710-1711)
Diegues Junior, M. O Banguê em Pernambuco no Século XIX. Disponível em: http://www.arquivojudaicope.org.br/2012/pt/compilacoes/rap.html Data de acesso: 24/10/2013.
Documentos manuscritos avulsos da Capitania de Pernambuco: Fontes repatriadas: anotações de história colonial, referenciais para pesquisa, índices do Catálogo da Capitania de Pernambuco. Editora Universitária UFPE, 2006 – Pág 185
Dussen, 1640, pg. 153
Filgueira, Marcos Antônio. Cristãos-novos na gênese de algumas famílias do Nordeste
Fontes para História do Brasil Holandês. A Economia Açucareira. Diversos autores. Página 237. Cia. Editora de Pernambuco MEC/SPHAN/Fundação Pró-Memória. Recife, 1981
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MELLO, Evaldo Cabral de. A Fronda dos Mazombos: Nobres Contra Mascates, Pernambuco, 1666-1715. Pág. 334. Editora 34, 2003. 
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço da Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. São Paulo, 2012.
MELLO, Evaldo Cabral de. Rubro veio: o imaginário da restauração pernambucana.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A economia açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. CEPE – Companhia Editora de Pernambuco, Recife – 2004. 2ª edição.
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SALVADOR, José Gonçalves - Cristãos-novos. 
SILVA, Leonardo Dantas. O engenho & Casa Grande. Disponível em: http://www.luizberto.com/esquina-leonardo-dantas-silva/o-engenho-casa-grande
VAINSENCHER, Semira Adler. Dois Irmãos (bairro, Recife). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/  Acesso em: 24/10/2013

2 comentários:

Thaís Torres Duarte disse...

Olá! Achei muito interessante o seu blog. Você que gosta da história dos engenhos, sabe me dizer se já ouviu falar de algum senhor de engenho que cuja a esposa grávida teria se apaixonado e fugido com um de seus empregados (possível mordomo)? Recentemente estou descobrindo um pouco mais da história da minha família. Essa história que mencionei, a esposa fugida, seria minha tataravó. Eles eram originalmente de Recife, quando fugiram foram para o Sergipe, onde se firmaram e criaram sua família. Os nomes não sei ao certo, do empregado eu não sei, já a esposa é possível que fosse Maria Francisca, o do marido abandonado não tenho ideia. Eles tiveram dois filhos, o mais velho (filho do senhor de engenho, assumido pelo empregado) José Andrade (mas conhecido como Zé Menino) e o mais novo Manuel Alves Torres (esse meu bisavô). Quando soube de toda essa história decidi buscar mais sobre, mas não encontro nada mais. Será que você tem alguma informação, alguma base que possa me ajudar a desvendar mais da história da minha família?

Lou Neves Baptista Rodrigues disse...

Thaís, até o momento não soube de nenhuma história como a desse casal. Fica difícil achar alguma coisa sobre o engenho e/ou família, pois vc não remeteu maiores informações: localização do engenho, nome do marido abandonado, nome completo da sua tataravó, etc.
Quanto ao fato do senhor que menciona ter sido um "mordomo", acho difícil, pois raras eram as famílias que tinha esse tipo de serviçal em sua casa. Mais fácil seria ser um feitor-mor, que era um dos únicos serviçais que tinham algum tipo de relacionamento próximo a "sinhazinha"
Atenciosamente,
Lou Rodrigues