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05/02/2014

Algodoais Novo, Novo, São Miguel, Algodoays Velho/Cabo de Santo Agostinho

Localização do Engenho Algodoais
Em 1560, Duarte Coelho Pereira intensificou ações para expulsão dos índios Caetés e conquista da Região Sul da Capitania. Terminada a Campanha o 2º Donatário distribuiu a título de sesmaria, de propriedade perpétua, terras para plantação da cana-de-açúcar e construção de engenhos. Agregavam-se a estes benefícios vários favores régios como a dispensa do pagamento de foro ou pensão ao Reino. Esta política de distribuição de terras fazia-se para os colonos cultivadores do açúcar, exploradores do pau-brasil, e a partir século XVIII para a criação do gado no Sertão. 
Entre os colonos contemplados podemos citar: Tristão de Mendonça (engenho Tabatinga); Filipe Cavalcanti (engenho Santa Rosa, Santana e Utinga), João Gomes de Melo (engenho. Trapiche/Cabo de Santo Agostinho), Sibaldo Lins e seu irmão Cristóvão Lins (engenho do Escurial/Porto Calvo-AL), Gonçalo Mendes Leitão (engenho de Paratibe/Olinda), Brás Barbalho Feio (v São Paulo da Várzea/Recife-Jiquiá), José Peres Campelo (engenho Peres/Recife-Afogados), entre muitos outros.
Em meio aos colonos favorecidos estava o português João Paes Barreto, senhor do engenho (?) que tinha pertencido a Luiz Henriques/Olinda e o Guerra/Cabo de Santo Agostinho (recebido de seu sogro Francisco de Carvalho Andrade 
Ruínas da Igreja do engenho Algodoais
como dote de casamento). A sesmaria recebida por Paes Barreto, pelos serviços prestados ao Reino ficava localizada onde hoje é o município do Cabo de Santo Agostinho; nessas terras ergueu (1560) cerca de 10 engenhos e entre eles o Algodoais/Cabo de Santo Agostinho.
O engenho Algodoais foi construído antes de 1617, sua moenda era movida à água e possuía uma igreja dedicada a São Francisco. Ficava localizado a 1/2 milha de distância do engenho Espírito Santo, em direção Sul no passo de Ipojuca, na margem esquerda do Rio ' Cranguejo', freguesia do Cabo de Santo Agostinho e sob a jurisdição de Olinda/Capitania de Pernambuco. Suas terras tinham 1/2 milha de extensão, com poucas várzeas muito bem plantadas; podendo fornecer anualmente 1.500 a 1.600 arrobas de açúcar; pagava de recognição 3,5%. A casa de purgar e a casa das caldeiras eram feitas de alvenaria.
Brasão da Família Paes Barreto
Com o falecimento de João Paes Velho Barreto, em 21/05/1617, o engenho Algodoais foi herdado pelo seu filho Miguel Paes Barreto, que no ano de 1623 conseguiu fazer moer 4.267 arrobas de açúcar.
Em 1635 Miguel Paes Barreto, preferindo ficar no seu engenho, não participou do grande êxodo dos senhores de engenho de Pernambuco, com suas famílias, trabalhadores e escravos (8.000 pessoas), que acompanharam o General Mathias de Albuquerque que estava indo para a Bahia.
            Durante o cerco a Fortaleza de Nazareth (1635), no Cabo de Santo Agostinho, os holandeses comandados pelo General Sigismundo ocuparam as terras do engenho Algodoais, que ficava localizado a uma légua de distância. Comandando 500 homens o General queimou alguns engenhos vizinhos da enseada de Gaibu (Aybu), mas o Comandante da Fortaleza Luiz Barbalho Bezerra e o Sargento-mor do Estado Pedro Correa da Gama saíram da Fortaleza com  280 homens, em socorro aos senhores de engenho, travaram uma grande luta, até que o inimigo se retirou com grande perda. Em 22/06/1635, Segismundo Von Schkoppe, fez uma carta no Quartel General holandês, do eng. Algodoais, sobre a situação das batalhas travadas durante o cerco ao Cabo de Santo Agostinho e ao Forte de Nazaret.
Embora seu engenho tenha sido destruído Miguel Paes Barreto ainda permaneceu em Pernambuco. Mas, quando seu irmão Felipe Paes Barreto (senhor do eng. Garapu/Cabo de Santo Agostinho) e outros senhores resolvem fugir para a Bahia, Miguel Paes Barreto os acompanhou. Porém, ao tentarem atravessarem o Rio São Francisco, na altura das Alagoas, são presos pelos holandeses e conduzidos para o Recife. 
Em 1636, os dois irmãos são postos em liberdade e tentam resgatar seus engenhos que tinham sido confiscados e vendidos pela Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais do Brasil. Felipe entra em negociação e consegue reaver seu engenho Garapu, Miguel não consegue, pois, o eng. Algodoais fora vendido ao Coronel do Regimento de Burgueses holandês, Kaspar von Neuhoff van der Ley (Gaspar Wandeley), que era um dos membros do alto escalão holandês e que depois foi o precursor da família Wanderley no Brasil. 
Brasão da Família Wanderley
Segundo alguns historiadores Gaspar Wanderley compra o engenho a Miguel Paes Barreto, o que se pode comprovar e explicar quando da sua posse por João Baptista Accioly, casado com D. Maria Gomes de Melo, a viúva de Gaspar Wanderley, após a Restauração Pernambucana (1655).
Gaspar Wanderley logo reconstruir o engenho, que se encontrava arruinado, só com matas e uma velha casa de purgar. Para isso, pede empréstimo a Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais do Brasil, replanta seus canaviais, compra 30 escravos e constrói a casa grande, em alvenaria, juntamente com as edificações necessárias para um bom funcionamento de um engenho.
Em 1638, o Algodoais se encontrava novamente de fogo morto, pois as tropas as tropas luso-brasileiras o tinham depredado em troca somente de um bom cavalo.
As grandes despesas necessárias para consertar e replantar o engenhoAlgodoais, junto com a improdutividade do mesmo nos primeiros anos depois da compra, deve ter esgotado os recursos financeiros de Gaspar Wanderley, o que o levou a solicitar um empréstimo perante a Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais do Brasil e a comerciantes particulares.
Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais
Em 1640 o engenho estava de fogo vivo e produziu 1.500 a 1.600 arrobas de açúcar, com apenas dois partidos de lavradores, ambos holandeses: Major Cornelis Bayert e Samuel Halters
Segundo documentações holandesas nos dias 16, 17 e 18/04/1641 a região do Cabo de Santo Agostinho foi visitada pelos membros do Alto Conselho holandês. Essa visita foi relatada por Dag. Notulem: “Partindo do Recife,... chegando à tarde (do dia 18) ao engenho Algodoais, de Van der Ley, "que os recebeu muito amigavelmente e tratou-os senhorialmente". Ainda hoje (1944) podem ver-se as ruínas do engenho Algodoais: a estrebaria, o encaixamento, a casa de purgar, tudo com paredes de fortaleza. A ruína da capelinha ainda lá está com o seu São Francisco. E o riacho Algodoais, d'água salgada”.
Em 25/03/1643, em conexão com a compra dos engenhos Utinga de Baixo e o de Cima, Gaspar Wanderley hipotecou o eng. Algodoais à Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais do Brasil, pela importância de 49.964 florins, a qual, até 1663 só conseguira pagar poucas prestações, uma vez que a compra de engenhos confiscados era geralmente feita alongo prazo, em especial quando se tratava de engenhos arruinados e que não tinham possibilidade de dar lucro algum nos primeiros anos depois de efetuada a compra. NOTA: O empréstimo feito por Gaspar deve ter sido em um prazo razoavelmente longo para pagamento, e não se sabe como ele, em 1643, ainda devedor de grande quantia, pode hipotecá-lo por um valor mais alto do que sua dívida pois na ocasião era devedor de 130.785 florins, a Companhia e aos particulares. Essa dívida deveria ser paga  em 04 anos, a contar de 01/08/1645. NOTA: Segundo a “Bolsa do Brasil”, o contratante é insolvável (...). Os fiadores de Gaspar eram em sua maioria homens pobres que nada tinham; como o Padre chamado Belquior Garrido, que apenas possuía 02 ou 03 escravos, e não ganhava senão o que produzia na sua missa diária.
Quando foi deflagrada a Insurreição Pernambucana de 1645, Gaspar Wanderley foi desterrado para a Bahia, deixando para trás seus engenhos. Nessa época seus lavradores eram: Antônio Teixeira, com 34 tarefas; Francisco Pereira da Silva, com 28 tarefas; e Adriaen Michielsz, com 08 tarefas.



O engenho Algodoais foi citado nos seguintes mapas do século XVII: PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 Capitania de Pharnambocqve, plotado como engenho, 'Algodais Ԑ novo', na margem esquerda do 'Rº. Piripama' (Rio Pirapama); PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado, 'Nouo', na margem esquerda do 'Pirápamá' (Rio Pirapama); Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 Capitania de Pharnambocqve, plotado como engenho, 'Ԑ: Algo∂oays vԐlho'; Mapa PE (Orazi, 1698) Provincia di Pernambvco, plotado com símbolo de engenho, 'Algodoais', na margem esquerda do 'R. Crangruejo'
Em 1645, segundo a lista de devedores da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais do Brasil, Gaspar Wnderley devia duas parcelas à WIC, no valor de 44.654 florins, e de 88.814 florins a título de “conta de prazo”. Em 1663, a família Wanderley respondia por dívida de 49.964 florins.
Após a Restauração Pernambucana (1645/55) o Algodoais estava de fogo vivo e sendo administrado por João Baptista Accioly que tinha se casado, em 1654, com D. Maria de Mello, viúva de Gaspar.
No século XVIII o engenho volta para as mãos da família Paes Barreto, nas mãos do seu descendente João de Sousa.
Após o falecimento de D. João de Sousa o engenho ficou para sua esposa, D. Ignez Barreto de Albuquerque.
CURIOSIDADES: Em 12/05/1731, o Regente do Hospital do Recife, Padre Pascoal Ferreira Porto, fez um requerimento ao Rei D. João V, pedindo provisão para o Juiz de Fora da Capitania de Pernambuco fizesse o tombo do engenho Algodoais, sob a invocação a São Francisco, deixado em testamento por D. Inês Barreto de Albuquerque ao dito Hospital.
D. Ignez Barreto de Albuquerque, através de testamento deixa para o Hospital Paraíso, o engenho Algodoais e outras propriedades. 
No século XX o engenho aparece como propriedade de Joaquim de Sousa Leão.
Hoje suas terras estão ocupadas pelo Viveiro Florestal do Porto de SUAPE, onde são produzidas 400 mil mudas da espécie da Mata Atlântica.

Fontes:
MELLO, Antonio Joaquin de. Biografias de alguns poetas: e homens illustres da provincia de Pernambuco, Volume 2, Typographia Unviersal, 1858
CONSTANCIO, Francisco Solano. Historia do Brasil, desde o seu descobrimento por Pedro Alvares Cabral até a abdicação do imperador Pedro I. Typographia de Casimir Paris, 1889.
PEREIRA, Levy. "Algodoais ". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em:http://lhs.unb.br/biblioatlas/Algodoais . Data de acesso: 4 de fevereiro de 2014.
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarchia Pernambucana. Quatro volumes, Olinda 1748. Anais da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro 1935.
*Documentos manuscritos avulsos da Capitania de Pernambuco. Edição I. Edt. Universitária. UFPE
freimilton-ofm.blogspot.com.br
GOMES, Geraldo. Engenho e Arquitetura. Edt. Massangana. Recife, 2006
MELLO, José Antônio Gonsalves de. O Diário de Pernambuco e a História Social do Nordeste. II. PP. 65-6


PROPRIETÁRIOS:


1560 - João Paes BarretoNasceu em 1544/Viana do Castelo/PT e faleceu em 21/05/1617 - Olinda, no Hospital Paraíso, sendo sepultado na Capela do Hospital da Santa Casa da Misericórdia/Olinda, em jazigo próprio, que construíra na capela-mor da dita Capela, gozando assim das honras de padroeiro. Ainda hoje se conserva desse monumento, cuja laje é mármore com o brasão das suas armas. Paes Barreto morreu em odor de santidade, ganhando a distinção de ingressar no hagiológio de varões santos ou virtuosos de Portugal e de suas conquistas que Jorge Cardoso escreveu em meados do século XVII. Para a fama de piedoso concorreu, sobretudo o ter sido provedor e grande benfeitor da Santa Casa de Misericórdia de Olinda.
Segundo filho de Antônio Velho Barreto (Cavaleiro da Ordem de Cristo, Morgado de Bilheira) e de Mariana Pereira da Silva, da Casa dos Regalados. Neto de João Paes Velho Barreto, bisneto de Mendo Paes Barreto e trineto de Florentino Barreto (senhor da Torre de Constantino Barreto). Portanto, nobre, mas sem direito à herança patrimonial do rico morgadio. Irmão de: Estevão, Cristóvão, Miguel, Diogo, Antônio, Filipe e D. Catarina.
João Paes Barreto veio para o Brasil ainda muito jovem, quase adolescente, sonhando em construir seu próprio futuro. Chegou a Pernambuco, em 1560, com 13 anos, trazendo apenas RS 60$000 (sessenta mil réis), como muitos moços que os morgadios minhotos destinavam à aventura ultramarina, pois não eram herdeiros do título de nobreza, que era passado para o filho primogênito juntamente com toda a fortuna, fazendo com que os demais filhos tivessem que trabalhar duro, o que na época era uma desonra e um tributo da classe baixa. NOTA: Pereira da Costa e Borges da Fonseca assinalam a vinda de João Paes Barreto em 1557. Outros historiadores dizem que desembarcou em 1558. O “Relatório” de 1878, de Oliveira Maciel, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Olinda, dá a entrada de Paes Barreto, na Nova Lusitânia, em 1560, data que também é citada por Borges da Fonseca.
Paes Barreto ao chegar a Pernambuco, o 1º donatário Duarte Coelho Pereira (1485/1554) já havia falecido, e a capitania estava sendo administrada por Brites de Albuquerque (1517/1584), sua esposa, enquanto seu filho mais velho não atingia a maior idade. Logo começou a trabalhar, depois entrou para as milícias que ajudaram a conquistar o sul da Capitania. Na sequência dessas lutas pela posse das terras habitadas pelos índios Caetés, à medida que iam sendo ocupadas eram repartidas entre portugueses que tinham prestado relevantes serviços à Donataria de Pernambuco ou ao Reino de Portugal.
João Paes Barreto confiante no sucesso que o açúcar fazia no comércio internacional, dedicou-se com entusiasmo à produção de cana-de-açúcar e adquiriu, em Olinda, um engenho a Luiz Henriques, e um outro chamado eng. São João/Cabo de Santo Agostinho, que produzia cinco mil arrobas de açúcar (1623).
Como Capitão do Cabo de Santo Agostinho e com a idade de 45 anos, prestou serviços de alta monta na colonização da Paraíba, acudindo a convocação do Ouvidor Martim Leitão, participou também da campanha que combatia os índios da Mata Sul da Pernambuco. Como recompensa pelos serviços prestados recebeu do Donatário ou do Reino de Portugal uma sesmaria (1571) no Cabo de Santo Agostinho, ao sul do Rio Jaboatão, no baixo Pirapama (antes rio Arassuagipe).
Chegando a ser um dos homens mais ricos e influentes no início da transformadora civilização do açúcar na Nova Lusitânia, assim denominada a Capitania de Pernambuco pelo seu próprio fundador e primeiro donatário, Duarte Coelho. Foi um dos fundadores da Santa Casa da Misericórdia de Olinda, recebeu o título de Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo e Fidalgo da Casa Real. Paes Barreto chegou a ter em Pernambuco, oito a dez engenhos que legou para seus filhos e para o Morgado do Cabo ou da Madre de Deus que fundou em 1580, cujo Morgado foi nomeado seu filho primogênito João Paes Barreto. Segundo Evaldo Cabral de Mello (O Nome e o Sangue), essa distribuição patrimonial fez de João Paes Barreto o primeiro senhor de engenho a realizar o sonho de deixar um engenho para cada filho e orgulho para seus descendentes como dizia Joaquim Nabuco, descendente pelo lado maternoque se gabava do ancestral rico, de quem, no fim da vida, diria haver herdado a atração atávica pelas Paes nas margens do rio Lima.
NOTA: O Padre Jaboatão, tratando de João Paes Barreto, na sua referida Chronica, tom. 1.0 da 2.a parte. a fl. 131, e quando fala da povoação do Recife, diz: “Na terra era João Paes Barreto um dos seus primeiros colonos, não só em nobreza mas em bens da fortuna, e o mais rico que naquelle tempo habitava em Pernambuco; morador e assistente na freguezia de Santo Antonio do Cabo, aonde tem ainda hoje larga descendencia de oito filhos que deixou, sete varões e uma femea, chamada D. Catharina Barreto...
O nome de João Paes Barreto é lembrado como o herói da batalha da Baía da Traição/PB (1584), onde lutou heroicamente com seus 300 homens, após 05 dias de viagem; e junto a Feliciano Mascarenhas, Matias de Albuquerque, Francisco e Antônio do Rego Barros, Felipe Cavalcanti, Simão Falcão, Álvaro Barreto e muitos outros, participou da famosa missa pela conquista da Fortaleza dos Santos Reis/Rio Grande do Norte, em 24/06/1588.
Em 1592 foi Comandante de um dos navios armados em guerra pelo Capitão-mor de Pernambuco, Manuel Mascarenhas Homem, para a expulsão definitiva dos índios e franceses do Rio Grande do Norte.
NOTA: Segundo o Frade Melchior de Santa Catharina, que viera para a vila de Olinda, no ano de 1585, o custodio da Ordem Franciscana e fora colono do Cabo de Santo Agostinho, João Paes Barreto fora um dos colonizadores de Pernambuco e o conhecera por homem de credito e opinião, e dos mais antigos de Pernambuco.
Em seus engenhos João Paes Barreto não foi displicente. Cuidou das famílias dos colonos e da sociedade local. Desenvolveu as propriedades, deu conforto aos seus e ajudou aos necessitados. Proporcionou instrução aos filhos e servidores, mantendo em suas terras escolas para o ensino de leitura, latim e aritmética, que em 1588 estava a cargo de Bento Teixeira Pinto, autor da Prosopopeia, poemeto laudatório a Jorge de Albuquerque. Mantinha pedreiros, marceneiros e obreiros. Segundo Almeida Prado, em “Pernambuco e as Capitanias do Norte”, móveis de valor nas casas grandes só quem tinha era João Paes Velho Barreto, um perdulário como Felipe Cavalcanti ou os donatários.
Depois de ter criado o morgado do Cabo para seu filho primogênito João Paes Barreto (II), Paes Barreto criou o morgado de São João de Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho, que vinculou ao engenho com a mesma denominação. Em 1614, o morgado foi dado como dote de casamento a D. Luís de Sousa Henriques quando este se casou com sua filha D. Catarina Paes Barreto, com a condição de nele se instituir um Morgado de mil cruzados para sempre com as obrigações de 05 missas rezadas, e que a sucessão fosse dada ao primeiro filho homem, caso o casal não tivesse filho, sucederia a filha mais velha. Dom Luís, contudo, não formalizou a instituição do morgado, o que só veio a ocorrer em 1673, através de seu filho Dom João de Souza. Nota: Em 1837, o Parlamento brasileiro proibiu a instituição de novos morgadios e, em 1837 foram instintos os já existentes. Em Portugal, só foram abolidos em 1863, no reinado de D. Luís I. Uma das razões que levou à sua extinção foi o empobrecimento dos filhos não primogênitos.
Senhor dos engenhos: Algodoais/Cabo de Santo Agostinho; Garapu/Cabo de Santo Agostinho; Guerra/Cabo de Santo Agostinho; Jacaré//Cabo de Santo Agostinho; Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho; Madre de Deus ou Velho, antes Pirapama/Cabo de Santo Agostinho; Santa Apolônia ou Ilha/Cabo de Santo Agostinho; Santo Estêvão/Cabo de Santo Agostinho; São João/Cabo de Santo Agostinho; de Luiz Henriques/Olinda (seu primeiro engenho); São João/Cabo de Santo Agostinho (que produzia 5.000 arrobas no princípio do século XVI).
Proprietário de um passo no Recife, junto ao Rio Capibaribe, onde os rebelados luso-brasileiros queriam construir o Arraial Novo, pois no tempo de inverso, tinha provisão de água e lenha, para o provimento necessário. Mas João Fernandes Vieira, Felipe Camarão, Henrique Dias e outros disseram que não convinha o local porque deixaria a infantaria encurralada, e que era melhor fazer estâncias em volta de Recife e da Cidade Maurícia.
Casamento 01: D. Inês Tavares Guardez – Nascida em 1544, filha de Francisco de Carvalho Andrade (senhor dos engenhos: Guerra/Cabo de Santo Agostinho e São Paulo/Recife-Várzea do Capibaribe) e de Maria Tavares Guardez. Ao se casar D. Inês levou de dote do engenho Guerra/Cabo de Santo Agostinho. NOTA: Através dessa ascendente, já pernambucana, terá vindo o distante sangue indígena que ainda no século XVIII atribuía-se à família Paes Barreto.
Filhos:
01- João Paes Barreto (1º Morgado do Cabo de Santo Agostinho) – Falecido e sem geração. Por ser o filho primogênito seu pai lhe deu o Morgado do Cabo ou da Madre de Deus;
02- Estevão Paes Barreto – (2º Morgado do Cabo de Santo Agostinho, senhor do eng. Ilhetas/Cabo de Santo Agostinho). C.c. D. Catarina de Castro de Távora, filha de Martim Fernandes Távora e de Margarida Castro. C.g;
03- Filipe Paes Barreto – Senhor dos engenhos: Benfica e Garapu, ambos no Cabo de Santo Agostinho. De suas terras do eng. Benfica foi tirada a área para o aldeamento dos índios e onde é hoje a cidade de Barreiros. Preso pelos holandeses quando fugia para a Bahia, ao atravessar o Rio São Francisco, retornou a Pernambuco e negociou seu eng. Garapu. C.c. Brites de Albuquerque. C.g;
04- Cristóvão Paes Barreto (senhor do eng. Novo/Cabo de Santo Agostinho, que produzia 6.000 arrobas anuais e foi vendido, pelos holandeses, para Duarte Saraiva, em 1637, por 42.000 florins, em leilão público), Capitão-mor do Cabo de Santo Agostinho. Fidalgo Cavaleiro da Ordem de Cristo. C.c.  Margarida de Melo (não Maria), filha de João Gomes de Mello e Anna de Hollanda. C.g;
05- Miguel Paes Barreto que faleceu solteiro. Retornando a Pernambuco encontrou seu eng. Algodoais muito destruído e talvez tenha revendido a Gaspar Wanderley, durante a ocupação holandesa;
06- Diogo Paes Barreto (senhor do engenho Una/Cabo de Santo Agostinho, confiscado pelos holandeses), em 1625 doou um monte onde foi construída a igreja de São Gonçalo ao patrimônio da freguesia de Una;
07- Catarina Paes Barreto c.c.. Luís de Sousa Henriques , que recebeu de dote o Morgado de Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho;
08- Maria Paes Barreto, freira.
Fontes:
BARRETO, Carlos Xavier Paes. Primitivos Colonizadores Nordestinos. 2º Edição. Usina de Letras. Rio de Janeiro, 2010. 400 Pág.
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarchia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1926.
CALADO, Manoel.(Frei). O Valeroso Lucideno e Triunfo da Liberdade. Vol. I e II. 5ª edição. Governo de Pernambuco. CEPE, 2004.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pais_Barreto_(sobrenome)
MELLO, Evaldo Cabral de. O nome e o Sangue. Uma parábola famililar no Pernambuco colonial. 2ª edição revista. Edt. Topbooks. Rio de Janeiro, 2000.
MELLO, Evaldo Cabral de. Olinda Restaurda. Guerra e açúcar no Nordeste. 1630-1634. 3ª edição revisada. Edt. 34. São Paulo, 2007. 384 pag.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês.  2ª Edição. CEPE/Companhia Editora de Pernambuco. Recife, 2004.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Coleção Pernambucana. Vol. XV. 2ª edição. BNB. Gov. de Pernambuco. Recife, 1979.
Pergunte a Pereira da Costa. Disponível em: http://www.liber.ufpe.br
Revista do Instituto Archeológico e Geográphico Pernambucano, Volume 1,Edições 1-12 (Google e-Livro)


1617 - Miguel Paes Barreto – Falecido solteiro e sem geração. Quinto filho de João Paes Velho Barreto e de D. Ignês Tavares Guardês. Durante a ocupação holandesa Miguel Paes Barreto fugiu de Pernambuco (1637), mas ao chegar ao Rio São Francisco foi preso em companhia de seu irmão Filipe Paes Barreto. Quando os dois irmãos foram postos em liberdade encontram seus engenhos confiscados (1638) pela Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais do Brasil. Filipe conseguiu reaver seu engenho Garapu/Cabo de Santo Agostinho, mas Miguel não, pois o eng. Algodoais já tinha sido vendido a Gaspar van Nieuhoff van der Ley (Gaspar Wandeley), em 21/07/1638. NOTA: Talvez Miguel Paes Barreto tenha revendido o engenho Algodoais a Gaspar Wanderley.
Senhor do engenho Algodoais /Cabo de Santo Agostinho (engenho herdado de seu pai falecido em 1617).
Fontes:
Borges da Fonseca, Antonio José Victoriano. Nobiliarchia Pernambucana. Quatro volumes, Olinda 1748. Bibliotheca Nacional, Rio de Janeiro 1935.
http://pt.rodovid.org/wk/Pessoa:415430
Revista genealógica latina, Volumes 8-11
www.geneall.net/P/per_page.php?id=459840‎


Gaspar Wanderley (Gaspar van Nieuhoff van der Ley) – Nasceu em 1595/Kleve, North Rhine-Westphalia-Alemanha e faleceu antes de 1645/Bahia. Filho de  Willen Neuenhof Van Der Ley e Maria Anna Von Omphal .
Chegou ao Brasil por volta de 1630, contratado pela Wea Insiche Compagnie (Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais do Brasil) como Capitão de Cavalaria das tropas holandesas em uma das expedições que estabeleceu o domínio holandês do Brasil (1630 a 1654), provavelmente em data muito próxima àquela em que os 67 navios de guerra, de transporte e de carga aportaram no Recife, em 15/02/1630.
Gaspar serviu à WIC em vários postos militares e administrativos e, após o término do seu contrato, permaneceu no Brasil junto com a família que tinha constituído em Pernambuco.
Em 21/07/1638 adquiriu o engenho Algodoais (depois eng. Velho)/Cabo de Santo Agostinho e em 17/05/1642, adquire os engenhos Utinga de Baixo e de Cima, pela soma de 20.000 florins, além de 40 escravos, cujo preço total seria acrescentado ao dos engenhos. Toda a dívida deveria ser paga em prestações de 8.000 florins por ano, a partir de janeiro de 1645. Os engenhos estavam totalmente destruídos, sem cana, só com matas e uma velha casa de purgar. O preço que pagou foi muito alto, o que aumentou enormemente a sua dívida com a WIC, levando-o a fazer um requerimento ao Alto Conselho Holandês, para revisão do cálculo do valor da venda e um desconto. A solução veio em março de 1643: reduzindo a compra dos engenhos para 10.000 florins, mas quanto à compra dos 40 escravos tudo ficava como antes foi estabelecido.
Escabino da Câmara de Olinda (1638). Coronel de Infantaria e de Cavalaria das tropas formadas por civis (1639), recebendo ordem de estar de sob-aviso e de se apresentar logo que chamado. Escabino da Câmara da Cidade Maurícia (1641), para onde a Câmara de Olinda tinha sido transferida em 1639, por aí estar estabelecida a sede do Governo Holandês no Brasil.
CURIOSIDADES: Em 1642, os moradores das freguesias de Santo Antônio do Cabo, Ipojuca e Muribeca, mandaram Gaspar Wanderley e Manuel Fernandes Cruz (eng. Tapacurá) em comissão perante o Alto Conselho holandês, a fim de expor os inconvenientes de estarem sujeitos ao Tribunal de Maurícia, devido a longa distância entre as duas freguesias, pedindo que fosse instituída uma Câmara de Escabinos em Santo Antônio do Cabo (Cabo de Santo Agostinho), no que foram atendidos pouco tempo depois. No dia 22/07/1642 Gaspar Wanderley foi incluído pelos eleitores das três freguesias na lista e eleito no dia seguinte pelo Conde e Alto Conselho.
Gaspar Wanderley gozava de boa reputação entre os holandeses e luso-brasileiros, era pessoa honrada e estimada, de cuja lealdade ninguém duvidava. Alguns historiadores apontam-no como infiel à sua gente, tomando o partido dos luso-brasileiros, no cerco de Pontal de Nazareth e nas lutas que se seguiram. Mas a verdade é que Gaspar não tinha mais um contrato com a Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais do Brasil, tinha só interesse familiar, pois não era mais funcionário da W.I.C., fora o interesse econômico, uma vez que era devedor da Companhia num montante de 50.000 florins.
Em 25/03/1643, Gaspar hipoteca o eng. Algodoais à Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais do Brasil, pela importância de 49.964 florins, a qual, aliás, até 1663 não tinha conseguido pagar, pois a compra de engenhos confiscados era geralmente feita alongo prazo, em especial quando se tratava de engenhos arruinados e que não tinham possibilidade de dar lucro algum nos primeiros anos depois de efetuada à compra. Gaspar deve ter comprado o engenho Algodoais  a um prazo razoavelmente longo, e não compreendemos como ele, em 1643, quando o engenho certamente ainda não estava pago, podia hipotecá-lo por uma quantia uma mais alta do que o preço da compra. Não sabemos se teria consertado e replantado o engenho Utinga, pois documentos posteriores a esta compra apenas se referem a Gaspar como senhor do engenho Algodoais, onde tinha sua residência. O engenho Utinga não chegou a moer devido à Insurreição Pernambucana.
Senhor do engenho Algodoais /Cabo de Santo Agostinho
Casamento 01: Maria Gomes de Melo, com a qual se casou após ter-se convertido ao catolicismo. Filha da Manuel Gomes de Melo Lins (eng. Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição e São João/Cabo de Santo Agostinho) e de D. Adriana de Almeida. O casal passou a morar no eng. Trapiche (1636) que pertencia a sua sogra, que já era viúva e depois no Algodoais. Após ficar viúva D. Maria casou com João Baptista Accioli (senhor do eng. Algodoais, em torno de 1665), com que teve 08 filhos.
NOTA: Embora a população não aceitasse esse tipo de casamento, de mulheres da terra com estrangeiros e de outra religião, o de Gaspar, pois tanto os holandeses como os luso-brasileiros o consideravam uma pessoa nobre e honrada; tanto é que quando os portugueses saquearam os engenhos que estavam sob a posse de holandeses, pouparam os de Gaspar,
Filhos:
01 - João Maurício Wanderley, nascido em 1641. Cavaleiro da Ordem de Cristo, em 1663. Soldado na Companhia do Cap. João Baptista Pereira do 3º do Mestre de Campo D. João de Sousa (1666). Cavaleiro da Ordem de Cristo. Lutou na Restauração de Palmares/PE, e acudiu com criados, escravos e mantimentos. Capitão da Ordenança da Mangabeira, em 02/04/1678. Capitão da Ordenança dos Cavalos, em 07/09/1680. C.c. Maria da Rocha Lins, filha do Cap. Clemente da Rocha Barbosa (Cavaleiro da Ordem de São Bento de Avis e Sargento-mor da Comarca de Pernambuco) e de Ignez Lins. C.g; NOTA: Segundo Júlio Belo, no livro Memórias de um senhor de engenho, na região de Porto Calvo a Serinhaém, encontram-se ainda muitos Wanderley legítimos, ascendentes diretos de João Maurício Wanderley, que parecem recém-chegados da Europa, e não há 03 séculos atrás
02 - Manoel Gomes Wanderley c.c. Mécia de Barros, filha de Rodrigo de Barros Pimentel e de Jerônima de Almeida. C.g; 
03 - Gaspar Wanderley (II), Capitão de Ordenanças do Cabo de Santo Agostinho.  C.c. Anna Ferreira; 
04 - Adriana de Almeida Wanderley, a única filha, c.c. André de Barros Rego (Cavaleiro da Ordem de Cristo, senhor do eng. São João/São Lourenço da Mata), filho de Arnau de Holanda Barreto e de Lusia Pessoa. C.g.
NOTA: A família Wanderley não permaneceu fiel apenas ao patronímico do fundador, mas ao próprio prenome, a ponto de algumas descendentes se chamarem Gasparina, em pleno século XX. Ademais, por adulação ou amizade sincera a Nassau, Gaspar poria no primogênito o nome de João Maurício, exemplo seguido pela família. Até há alguns decênios, o nome de batismo do Conde indicava, com toda segurança, um Wanderley, constituindo urna espécie de marca registrada da estirpe.
“Ser Wanderley é pertencer a uma família fundada no século XVII por holandês que se tornou brasileiro por vontade própria, por livre escolha, por opção consciente. Pois assim é que procedeu ao Capitão Gaspar Van der Ley, ao proferir no Brasil o primeiro grande 'fico'... Casando-se com sinhazinha da família Mello, Gaspar integrou-se de corpo e alma num Brasil já então firmado na primeira grande civilização, criado por europeus no trópico, à base da lavoura da cana e do fabrico do açúcar... Esse holandês que não voltou, com a maioria dos seus companheiros, à Holanda, mas permaneceu em Pernambuco, e aqui fundou família; cresceu; multiplicou-se. Deu ao Brasil o seu sangue; e de tal modo que esse sangue vem há séculos animando toda uma sucessão de brasileiros, alguns ainda hoje alourados e até ruivos, a serviço do Brasil, uns na administração pública, outros na agricultura; vários na política, alguns nas indústrias, outros nas letras, tantos no sacerdócio, no magistério, nas artes, em carreiras militares..." Gilberto Freyre. 
Fontes:
ANTT, HOC, J, 88, 66; Anita Novinski, Uma devassa do bispo D. Pedro da Silva, p. 265.
ARRUDA, Gustavo. Historia do Recife XI. Disponível em: https://docs.com/JBK1
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais de 1925. Vol. 47. Pág. 115
BRANDÃO, Noemia Paes Barreto Coronel Vicente Mendes Wanderleye sua Descendência.
CALADO, O Valeroso Lucideno, I, pp. 125, 206-7, 307 e 310.
FRANCISCO José Moonen, Gaspar van der Ley no Brasil, Recife, 1968, pp. 12-6.
FREYRE, Gilberto - "Em louvor de uma Wanderley", Diário de Pernambuco, 04.08.1963, PE
GASPAR, Lúcia. Anna Paes. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009. 
GILBERTO Freyre. Nordeste. 3° ed., Rio, 1961, pp. 125-6.
HOLANDA, Bartolomeu Buarque de. Buarque. Uma família brasileira. Ensaio histórico-genealógico.  1957. Edt. Casa da Palavra. Rio de Janeiro, 2007.
Instituto Arqueológico Pernambucano, n.o 35, Recife, 1887, pg. 45
J.A. Gonsalves de Mello. Tempo de Jornal, Recife, 1998, pp. 87-8 e 214-6.
MELLO, Evaldo Cabral de, "O Nome e o Sangue", Companhia das Letras, pag. 224-225, SP.
_______________________ “O Bagaço da Cana’ Edt. Penguin & Companhia das Letras. São Paulom 2012.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Tempo dos Flamengos, pag. 146-147, Topbooks Editora e Distribuidora de Livros Ltda. Rio de Janeiro, 2001
MOONEN, Francisco José. Gaspar Van der Ley no Brasil. Monografia nº 5. Universidade Federal de Pernambuco. Instituto de Ciências do Homem. Imprensa Universitária. Recife, 1968
PEREIRA, Levy. "Utinga (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Utinga_(Engenho_de_roda_d%27% C3%A1gua). Data de acesso: 16 de janeiro de 2014.
WANDERLEY, Ivo Ricardo. http://www.irwanderley.eng.br
WANDERLEY, Paulo Mauricio - http://www.pmw.adm.br/biografia.htm


Maria de Mello – Filha da Manuel Gomes de Melo Lins (eng. Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição e São João/Cabo de Santo Agostinho) e de D. Adriana de Almeida.
Senhora do engenho Algodoais/Cabo de Santo Agostinho
Casamento 01: Gaspar Wanderley (Gaspar van Nieuhoff van der Ley), dados acima.
Filhos: ver em Gaspar Walderley
Casamento 02: João Baptista Accioly, dados abaixo.
Filhos:
01 - Zenóbio Acciaioli de Vasconcellos – (Fidalgo da Casa Real e sargento-mor da comarca de Pernambuco), imigrou para a Ilha da Madeira, aonde faleceu;
02 - João Baptista Accioli – C.c. Jerônima Lins (depois de viúva c.c. Belchior Brandão de Castro). C.g;
03 - Gaspar Accioli de Vasconcellos, nascido em 1665. Fidalgo da Casa Real. Alcaide-mor da Paraíba. Senhor do eng. Santo André/PB. C.c. Joana Cesar Fernandes,  filha bastarda de João Fernandes Vieira. C.g;
04 - Francisco Accioli de Vasconcellos – C.c. D. Catharina de Mello Barreto, filha de João Paes de Mello e de D Margarida Álvares de Castro. S.g;
05 - Antônio Accioli de Vasconcellos – Fidalgo da Casa Real. C.c. (?) de Bulhões da Cunha, filha de Zacharias de Bulhões (eng. Bulhões/Jaboatão dos Guararapes) e de D. Jerônima da Cunha. Viúvo c.c. D. Maria Cavalcante (viúva casou com Antônio Accioli), filha do Cel. Jorge Cavalcante de Albuquerque e de D. Maria de Barros. C.g;
06 - Miguel Accioli de Vasconcellos – Viveu na Paraíba. C.c. D. Maria Valcasar¸ viúva de Nicolao Mendes de Vasconcellos, filha de Manoel Nogueira de Carvalho e de Maria Valcasar. C.g;
07 - Maria Accioli – C.c. José de Barros Pimentel, Capitão-mor de Porto Calvo, senhor do eng. Mono, filho de Rodrigro de Barros Pimentel e de D. Jerônima de Almeida. C.g;
08- Margarida Accioli – C.c. Felippe de Moura, Fidalgo da Casa Real, Alcaide-mor de Olinda e Comendador de São Miguel da Ribeira Dio, na Ordem de Cristo. C.g;
09- Francisca Accioli – C.c. João Baptista Pereira Capitão da Infantaria. Provedor da Fazenda Real (1665). S.g. Viúva D. Francisca c.c. o Cel. Paulo de Amorim Salgado (senhor do eng. São Paulo do Sibiró). C.g;
10 - Anna Cavalcanti – C.c. Belchior Alves Camello, Morgado das Alagoas e Sargento-mor de Pernambuco, filho de Belchior Alves Camello (Familiar do Santo Ofício) e de D. Cosma de Barros Pimentel. C.g. 
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 48 (4); Anais 1926 Vol 48 (46)
HOLANDA, Bartolomeu Buarque de. Buarque. Uma família brasileira. Ensaio histórico-genealógico.  1957. Edt. Casa da Palavra. Rio de Janeiro, 2007.
MELLO, Evaldo Cabral de, "O Nome e o Sangue", Companhia das Letras, pag. 224-225, SP.
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço da Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. São Paulom 2012.
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço da Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. São Paulom 2012.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. Tempo dos Flamengos, pag. 146-147, Topbooks Editora e Distribuidora de Livros Ltda. Rio de Janeiro, 2001
MOONEN, Francisco José. Gaspar Van der Ley no Brasil. Monografia nº 5. Universidade Federal de Pernambuco. Instituto de Ciências do Homem. Imprensa Universitária. Recife, 1968
PEREIRA, Levy. "Utinga (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Utinga_(Engenho_de_roda_d%27% C3%A1gua). Data de acesso: 16 de janeiro de 2014.
WANDERLEY, Ivo Ricardo. http://www.irwanderley.eng.br
WANDERLEY, Paulo Mauricio - http://www.pmw.adm.br/biografia.htm


João Baptista Accioly – Falecido em 1677. Serviu com honra na guerra holandesa e na guerra da Restauração. Quando vinha da Ilha da Madeira foi rendido e o trouxeram preso para o Recife, onde o puseram em uma prisão; conseguiu fugir por mar, nadando meia légua até o Buraco de São Thiago, e depois foi para a instância do Gov. Henrique Dias. Alferes. Capitão de Infantaria. Capitão de Cavalos do Cabo de Santo Agostinho, em 22/03/1667. Sargento-mor de Pernambuco (1668). Fidalgo da Casa Real com moradia ordinária, por Alvará de 23/03/1669. Vereador de Olinda (1652). Juiz Ordinário (1655, 1662 e 1667).
NOTA: No livro 1º da Secretaria (fls. 3 v) se acha registrado o provimento com que João Baptista Accioli passou a Capitão do Terço de João Fernandes Vieira, na Companhia que foi do Cap. Gonçalo Pereira, Fidalgo, com data de 04 de maio de 1653. No livro da Câmara de Olinda que servia de Registros, no ano de 1663 se acha registrado, (fl 130), o Alvará de filhamentos que a 23 de março de 1669 fez passar o I. Rei D. Pedro, sendo Príncipe Regente, a João Baptista Accioli, de Fidalgo Cavaleiro, com a moradia ordinária de 1.600 por mês e alqueire de cevada por dia, em remuneração dos serviços que fez na restauração de Pernambuco.
Senhor do engenho Algodoais/Cabo de Santo Agostinho
Casamento 01: D. Maria de Melo, viúva de Gaspar Wanderley (c.g. acima). Filha da Manuel Gomes de Melo Lins (eng. Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição e São João/Cabo de Santo Agostinho) e de D. Adriana de Almeida.
Filhos: vem acima em D. Maria de Melo.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925 Vol 48 (4); Anais 1926 Vol 48 (46)
HOLANDA, Bartolomeu Buarque de. Buarque. Uma família brasileira. Ensaio histórico-genealógico.  1957. Edt. Casa da Palavra. Rio de Janeiro, 2007.
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço da Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. São Paulom 2012.


João de Sousa (Dom) – Filho de D. Luís de Sousa Henriques (eng. Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho) e de D. Catarina Barreto. Neto paterno de D. Luís de Sousa que faleceu como Superintendente das Minas de São Paulo. Durante a invasão holandesa sua família se refugiou na Bahia, como tantas outras famílias de senhores de engenho de Pernambuco.
Militou com distinção na campanha do Alentejo, participando da Batalha de Montijo (1644). João de Sousa foi um dos articuladores do levante Pernambucano de 1645, servindo com relevância. Mestre de Campo do 3º pago de Infantaria do Recife (século XVII) em que sucedeu a André Vidal de Negreiros, tornando-se um homem quase tão poderoso quando João Fernandes Vieira. Comendador de São Eurico de São Diniz, na Ordem de Cristo. Lugar-Tenente da Capitania de Pernambuco (1682 a 1686). Instituidor e fundadores do Hospital e da Igreja de Nossa Senhora do Paraíso/Recife.
CURIOSIDADES: Em 2003, as bases de um portal e uma parede do último grande forte construído em Pernambuco foram encontradas no trabalho de escavação arqueológica do terreno onde seria construído um dos estacionamentos do Paço Alfândega. A muralha pertence às ruínas do Forte da Madre de Deus e São Pedro - mais conhecido como Forte do Matos - erguido em 1685 sobre um aterro na porção sul do istmo do Recife. O achado será integrado ao novo prédio do estacionamento, que abrigará no piso térreo do Memorial Maurício de Nassau.   O Forte do ‘Matos’ leva o sobrenome de seu construtor, o empreiteiro português Antônio Fernando de Matos. Vários anos após a ocupação holandesa, ele obteve autorização do então governador da província de Pernambuco D. João de Souza e do imperador Português Dom Pedro II para aterrar um areal localizado ao sul da Ilha do Recife. Autorização concedida, Matos acresceu 37 milímetros quadrados ao tamanho original da ilha. Fez o forte para o governo e utilizou o resto do terreno na instalação de casas de sua propriedade. "Há quem diga que se tratou mais de especulação imobiliária do que propriamente uma questão de defesa. Tanto que o forte só teve essa finalidade até 1750", disse o arqueólogo Luiz Severino da Silva.  A construção ainda chegou a ser utilizada durante alguns anos como sede da Assembleia Legislativa de Pernambuco, antes de ser abandonada e finalmente destruída em 1847. O forte era o único do Estado a ter formato semicircular em sua porção sul, acompanhando a forma dos limites entre o aterro e o rio Capibaribe. O que a equipe de arqueólogos encontrou foi parte da parede norte, retilínea, onde ficava a entrada da fortificação. O achado ficará visível somente até a segunda-feira, quando será coberto de areia para possibilitar a construção do edifício-garagem. (Arqueólogos acham bases de um forte no Centro. Muralha foi encontrada em obra de estacionamento do Paço Alfândega. Diário de Pernambuco, Edição de Sábado, 03/05/2003).
CURIOSIDADES: Diário de Pernambuco. Há 150 anos. Sexta-feira, 11 de fevereiro de 1848. Escravos Fugidos. - 50$000 réis. - Dão-se 50,000 réis de gratificação a quem pegar o escravo pardo, de nome Faustino, de 28 a 30 anos, estatura regular, rosto descarnado, olhos e faces encavadas, fala branda, pouca barba, cabelos encarapinhados, sinal de já ter sido açoitado, levou um ferro no pescoço, mas é de supor que já o tenha tirado, e tem o ofício de carreiro; este escravo fugiu do lugar denominado Afonso Pereira, ou Tiriri, junto ao engenho Algodoais, termo do Cabo, em novembro próximo passado: e foi comprado ao Sr. Galdino José de Aguiar, lavrador do engenho Buenos Aires, do curado do Bom Jardim. É natural que se intitule por forro; por isso pede-se aos senhores de engenho, no caso que lhe ofereça para trabalhar, a sua apreensão; e aos capitães de campo que façam toda a diligência, dando-se a quantia acima, e mais ainda conforme a distância em que for pego: dirigindo-se para este fim ao Tiriri, ou nesta praça ao senhor do dito escravo, Gaspar Silva Froes, na Rua Bela nº 40.
Senhor dos engenhos: Jacaré/Goiana (herdado de seu tio João Paes Barreto); Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho (após a Restauração Pernambuco conseguiu de volta o engenho que tinha pertencido ao seus pais); São Francisco/Cabo de Santo Agostinho; Garapu/Cabo de Santo Agostinho; Jacaré/Cabo de Santo Agostinho
Casamento 01 - D. Ignez Barreto de Albuquerque – Como D. Ignez e D. João eram primos, foram casados mediante autorização do Papa. Nascida no Cabo de Santo Agostinho. Filha de Felipe Paes Barreto (eng. Garapu/Cabo de Santo Agostinho) e de D. Brites de Albuquerque. Neta paterna do fundador do eng. Algodoais, João Paes Velho Barreto. Neta materna de Antônio de Sá Maia e de D. Catharina de Mello Albuquerque.
Filhos:
01- D. Luiz de Souza que faleceu aos 12 anos de idade.
Filho fora do casamento:
02- D. Francisco de Sousa – C.c. D. Úrsula Cavalcanti, filha de Felipe Cavalcante de Albuquerque e de D. Maria de Lacerda. Filho com D. Leonor Cabral, viúva de um holandês chamado Abrão Fraper, e filha de Luiz Braz Bezerra (eng. Santos Cosme e Damião/Várzea-Recife) e de D. Branca Monteiro. Comendador de Santo Eurício da Ordem de Cristo, Mestre de Infantaria do 3º pago do Recife. Governador da Capitania de Pernambuco (11/02/1721 a 11/01/1722), substituindo Manoel de Sousa Tavares que havia falecido e sucedido por D. Manoel Rolim de Moura. (c.g.)
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarchia Pernambucana. Quatro volumes, Olinda 1748. Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro 1935.
MELLO, Evaldo Cabral de. Olinda Restaurada. Guerra e açúcar no Nordeste, 1630-1654. Rft. 34. 3ª edição definitiva. São Paulo, 2007.


Ignez Barreto de Albuquerque – Nascida no Cabo de Santo Agostinho. Filha de Felipe Paes Barreto (eng. Garapu/Cabo de Santo Agostinho) e de D. Brites de Albuquerque. Neta paterna do fundador do eng. Algodoais, João Paes Velho Barreto. Neta materna de Antônio de Sá Maia e de D. Catharina de Mello Albuquerque.
D. Ignez era uma senhora de muitas virtudes e com seu marido fundou o Hospital de Nossa Senhora do Rosário/Recife. Depois de viúva se dedicou a religião e com discrição, satisfação e prudência passou a gerir todas as despesas de sua casa, evitando o fausto e a vaidade, para não viver como muitas viúvas que se queixavam do que lhes faltava após o falecimento de seus maridos. Tratava seus escravos com carinho e bondade. Visitava várias vezes o Hospital, que fundara, varria os aposentos, fazia as camas dos enfermos, e repartia com eles esmolas e regalos. Em sua casa sustentava muitas órfãs e para algumas deu dote para casarem, dava de comer aos pobres e vestia os necessitados. Por seu exemplo toda a sua família procurar agir como D. Ignez. Devota de Maria Santíssima venerava-a diariamente com o seu rosário se postando de joelhos, ficava de jejum de pão e água todos os sábados e em vigília nas suas festividades. Ao falecer se dispôs com todos os sacramentos, e fazendo seu testamento, deixou muitos legados pios e perpétuos, e para aumentar a renda do hospital, como o eng. Algodoais e o São Francisco.
NOTA: A administração do Hospital por muitos anos ficou a cargo de seus descentes que receberiam para isso uma pensão anual.
D. Ignez faleceu como todo sossego, espirando após pronunciar os nomes de Jesus e Maria. Seu funeral teve a assistência de todo o clero do Recife e do Cabo de Santo Agostinho, e a presença da nobreza e do povo; sendo sepultada em um jazido próprio na Capela-mor da Igreja do dito Hospital.
Casamento 01: João de Sousa (Dom) – Dados acima.
Filhos: D. Luiz de Souza que faleceu aos 12 anos de idade.
Fontes:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarchia Pernambucana. Quatro volumes, Olinda 1748. Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro 1935.
MELLO, Evaldo Cabral de. Olinda Restaurada. Guerra e açúcar no Nordeste, 1630-1654. Rft. 34. 3ª edição definitiva. São Paulo, 2007.


Hospital Paraíso – D. João de Sousa (eng. Jurissaca) e sua esposa D. Inês Barreto de Albuquerque, em 31/10/1684, criaram no centro do Recife o Hospital de Nossa Senhora do Paraíso, com sua respectiva Igreja, cujo alvará de fundação foi passado em Lisboa em 1689. Essa Instituição foi criada para assistência “aos pobres enfermos e desamparados em suas enfermidades com uma igreja e capelão, enfermeiras e mais serventes necessárias”, já que o Recife não possuía nenhum hospital para recolher e enclausurar os doentes.
Para tal fim, o casal doou um terreno na banda de Santo Antônio, hoje bairro de Santo Antônio, e mandara construir a Igreja, o hospital e um cemitério. Segundo Antônio Gonsalves de Mello o conjunto de edifícios foi concluído em dois anos, e enquanto promovia a construção, D. João de Sousa custeara a aquisição dos ornamentos da Igreja.
Nesse mesmo local foi construída a Casa dos Expostos em um sobrado contíguo ao do Capelão da Igreja Nossa Senhora do Paraíso, de fácil acesso, pois para chegar só era preciso atravessar a ponte que ligava as Ilhas do Recife e a de Santo Antônio. Essa casa foi criada para internar as crianças abandonadas que precisavam mais do auxílio espiritual do que temporal. Segundo Alcileide Cabral do Nascimento a Casa não se destinava a salvar vidas, mas a enclausurar a morte dos pequenos, tirar das vistas, segredá-la, eliminar o espetáculo bárbaro de corpos mutilados no espaço urbano e facilitar que as almas dos anjinhos seguissem o caminho do eterno descanso. NOTA: A casa da Roda contava com a proteção espiritual dada pela Igreja do Paraíso e seu capelão que batizada as crianças recolhidas e providenciava a extrema-unção aos bebes que faleciam.

Joaquim de Sousa Leão –  Nasceu em 1818/Pernambuco e faleceu em 1900. Filho do Tenente-Coronel Filipe de Souza Leão e de Rita de Cássia Pessoa de Mello.
Barão (Dec. 09.08.1884) e Visconde (Dec. 10.04.1867) de Campo Alegre. Major Comandante de Secção de Guerra da Guarda Nacional; Comendador da 1ª Ordem da Rosa e da Real Ordem de Cristo e de N. S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal. Engenheiro.
Por testamento do Barão, passou o engenho Moreno ao segundo filho varão – Joaquim –, que tinha apenas onze anos. A Baronesa continuou nele vivendo até 1895. por motivo de doença, Joaquim de Sousa leão transferiu-o (1900) à sua mãe, pela módica soma de 200 contos. Logo em seguida, isto é, pouco antes de falecer, a viúva do Barão de Morenos associou seu outro filho Antonio, com cujos herdeiros o engenho se encontra hoje, que é dirigida por um bisneto do titular: quarta geração da família ai fixada e quarto de nome Antonio (Antonio de Souza Leão Neto – Tota). 
Senhor dos engenhos: Moreno depois N. Senhora da Apresentação/Moreno, Brejo/Moreno, Algodoais/Cabo de Santo Agostinho, Bom Fim/Água Preta; Caramurú/Água Preta; Santa Fé/Água Preta; Gaibú, Ilha das Cobras/Cabo de Santo Agostinho, Serraria, /Cabo de Santo Agostinho Tirirí/Cabo de Santo Agostinho, Boa Vista/Cabo de Santo Agostinho, Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho.
Casamento 01: Francisca de Souza Leão – Sua prima. Filha do Comendador Antonio de Paula de Souza Leão e de Teresa Victorina Bezerra da Silva Cavalcanti. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues FR: 2563; 2558; 2561; 2564; e 3676
Fontes:
morenoengenho.blogspot.com
www.delanocarvalho.com/Pages/pernambuco.aspx‎

3 comentários:

Anônimo disse...

Parabens ao Blog. Está à altura dos grandes tratados sobre a Historia de Pernambuco e do Brasil. É uma historia muito rica e eloquente. Mostra a força, o vigor dos pernambucanos. Os pernambucanos não têm medo, nem se sentem humilhados pela sua historia. Ao contrário. Ela os orgulha e os firma como povo historicamente importante, sociologicamente importante, culturalmente importante, no contexto do Nordeste, do Brasil e do Novo Mundo. Foi esse o primeiro contato da América portuguesa com a Europa burguesa, no dizer de Gilberto Freyre, isto é, entre pernambucanos e holandeses. "A Grande Aventura Pernambucana". Isso explica certo amor declarado e externado pelos pernambucanos, em relação à sua música, seus rios, seus costumes, sobre a cidade do Recife, porque foram os senhores de engenho de Pernambuco quem enfrentaram índios barbos, hostis, e colonizaram a Paraiba, o Rio Grande do Norte, chegaram ate o Maranhão. Não foi o nome da simpaticíssima cidade de Fortaleza uma homenagem ao governador de Pernambuco da época fundação da capital cearense?

Iris disse...

Sou descendente de Gaspar W e do último morgado. Meu tataravo era filho de Maria Francisca Paes Barreto (filha do último Morgado e Marques de Recife) e de Antônio da Rocha Acioli Wanderley Lins (por sua vez filho de um Wanderley que desejo identificar com Rosa de Viterbo da Rocha Acioli)

Luís Flávio disse...


Francisco Antonio Doria;
Ontem às 13:03

Gaspar Wanderley

Quem era ele, afinal? Na minha opinião era o Kasper von Neuenhof genannt Ley que nasceu na Curlândia, some de lá em 1633 e lá reaparece em 1645. Pois 1634 e 1645 são as datas extremas em que aparece documentado aqui no Brasil.

Não se bandeou para o lado brasileiro; ao contrário, é citado ***unicamente*** no lado batavo. Chegou, inclusive, a ser designado, em 1643, comandante geral das tropas holandesas em Pernambuco. E não deve ter-se casado com D. Maria de Mello. Era luterano, e ela católica; suspeito que tenha-na sequestrado e violentado. Tout court. (Depois D. Maria casou-se, no papel, com João Baptista Achioly - e descendo tambem deste casamento.)

O que amarra, por assim dizer, sua identificação, é o intervalo que marca sua ausência da Curlândia, 1633 a 1645, intervalo no qual atesta-se no Brasil. Teria sido um mercenário, um aventureiro, soldado da fortuna.

Depois posto sua ascendência.
-
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Francisco Antonio Doria

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