Fontes

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15/01/2017

Água Branca de Uraba/Quipapa

          Do antigo engenho produtor de aguardente e rapadura, restam duas casas-grandes e uma capela.
         A primeira casa-grande, de construção mais antiga, foi edificada em alvenaria de tijolos sobre calçada alta em base de pedra. Possui telhado em duas águas, mais alto e independente do telhado do alpendre. Seu alpendre em forma de "U" tem colunas laterais em alvenaria, enquanto na face principal as colunas são em madeira, indicando uma provável alteração construtiva. Atualmente abrigando uma oficina, seu estado de conservação e limpeza é ruim.
         A segunda casa-grande, construída em 1933, é uma edificação em alvenaria de tijolos com telhado em duas águas, mais alto e independente do telhado do alpendre. Seu alpendre em forma de "L" tem colunas em alvenaria. Acima do telhado do alpendre, avista-se uma mansarda com duas janelas. Seu uso atual é residencial e o estado de conservação e limpeza é regular.
         A capela dedicada a São José, erguida em 1944, é marcada pela verticalidade de sua única torre central, arrematada por cúpula pontiaguda, encimada por uma cruz. Seu estado de conservação e limpeza é bom.
No entorno do conjunto são avistadas algumas outras construções, bem como o prédio da antiga fábrica e o seu bueiro.
Fontes:
Inventário do Patrimônio Cultural RD Mata Sul. Disponível em: http://www.mapacultural.pe.gov.br/pmapper/images/fundarpe/2611507.pdf
http://atrativope.blogspot.com.br/2014/04/quipapa-atrativos-naturais-e-historico.html


Proprietários:


Usina Catende – Situada no município de Catende, na margem esquerda do rio Pirangi, numa altitude de 153 metros. Foi fundada, em 1890, pelo inglês Carlos Sinden e seu sogro Felipe Paes de Oliveira, com o nome de usina Correia da Silva (homenagem ao vice-governador do Estado). Em 1892, passou a ser usina Catende, construída no antigo engenho Milagre da Conceição, fundado em 1829.
A usina não teve sucesso, sendo entregue a credores, entre os quais o Banco de Pernambuco. Houve várias tentativas de exploração, mas sem resultados, até que, em 1907, foi adquirida pela firma Mendes Lima & Cia, que a reformou (1912), aumentando a sua capacidade de moagem de 200 para 1000 toneladas diárias. Os proprietários, no entanto, eram comerciantes e não industriais. Interessava-lhes vender o açúcar e não fabricá-lo. A usina foi novamente vendida, dessa vez para a firma Costa, Oliveira & Cia.
Com a saída dos demais sócios, em 1927, a usina passou a ser propriedade do coronel Antônio Ferreira da Costa Azevedo (Tenente da Catende), que revolucionou toda a zona canavieira da mata sul de Pernambuco, com seu sistema técnico e administrativo, servindo de exemplo para diversas usinas da região. Em 1929, a usina era considerada a maior do Brasil em produção e capacidade. Possuía 43 propriedades agrícolas, uma via férrea de 140 quilômetros, 11 locomotivas e 266 vagões. O transporte da cana e seus produtos era feito pela Great Western.
Quando o Tenente da Catende morreu, em 1950, deixou a usina Catende com uma capacidade industrial para fabricação de 1 milhão de sacos de açúcar, uma destilaria de álcool anidro (a primeira do país), 36 mil hectares de terra, 165 quilômetros de estradas de ferro e 82 engenhos de cana. Seu filho mais velho, João Azevedo, assumiu a direção da usina. Durante a sua gestão, a usina Catende absorveu a usina Pirangi e seus dez engenhos.
Em 1973, a usina Catende foi adquirida por um grupo formado por Rui Carneiro da Cunha (co-proprietário da usina Massauassu), Alfredo Maurício de Lima Fernandes e Mário Pinto Campos. Este último, alguns anos depois, vendeu sua parte para Inaldo Pereira Guerra, comerciante de açúcar no Recife e criador de gado em Gravatá.
Entre 1922 e 1993 a usina Catende mudou sua razão social para Companhia Industrial do Nordeste Brasileiro - Usina Nossa Senhora de Fátima. 
Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Fontes: 
ANDRADE, Manuel Correia de. História das usinas de açúcar de Pernambuco. Recife: FJN. Ed. Massangana, 1989.  (República, v.1)
GONÇALVES & SILVA, O assucar e o algodão em Pernambuco. Recife: [s.n.], 1929. 90 p.
MOURA, Severino. Senhores de engenho e usineiros, a nobreza de Pernambuco. Recife: Fiam, CEHM, Sindaçúcar, 1998. 320 p. (Tempo municipal, 17).
GASPAR, Lúcia. Usina Catende. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: .



Ocupado pelos sem terras. - Dec. - 000000 de 22/10/1997. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, parte do imóvel rural constituído pelos engenhos "Água Branca/Aracati/ Surucucu", situado no município de Quipapa, estado de Pernambuco, e da outra providencias

2 comentários:

Aline Lima disse...

Olá,

Gostei de mais de saber sobre a história do Engenho Água Branca. Minha avó era filha do dono do Engenho Água Branca e ela tem várias histórias sobre aquela época. Parabéns pelos postes.

Meu nome é Rogério (joserogeriop@gmail.com)

Aline Lima disse...

Olá,

Gostei da publicação sobre a história do Engenho Água Branca. Minha avó era filha do dono do Engenho Água Branca e conta sobre a época que vivia em Água Branca e Jurema.

Parabéns pelas postagens.

Meu nome é Rogério (joserogeriop@gmail.com)