Engenhos C, D e E

ENGENHO COM A LETRA C

1.         Engenho Cabeça de Negro/Primavera - Casa grande e capela na lista de bens culturais e naturais, tangíveis da mata sul de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio dos Santos Pontual – Barão de Flecheiras. Faleceu em 1895 na província do Pernambuco. Filho de João Manuel  Pontual e de Theresa dos Santos Pontual.  Irmão do Barão de Petrolina. Casou com sua prima Francisca Dias dos Santos Pontual, natural de PE, filha de André Dias e irmã do barão de Jundiá. Agricultor e proprietário de usinas na província de PE. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-4267; FR-4234. (Tereza dos Santos Pontual "Mãe Teté", Feliciano dos Santos Pontual, bacharel em 1868 e advogado, e sua esposa Eliza Maria Carneiro Pontual; João Manuel  Alves Pontual). Proprietário dos Engenhos: Boa Vista e Fernanda, Cabeça de Negro /Escada e da Usina São José/Igarassu.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Feliciano dos Santos Pontual - Bacharel em 1868. Casado com Eliza Maria Carneiro Pontual. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 4267; 4238; 4282; 4281; 4234; 3809; 3810; 4279; 4237. (João Manuel  Alves Pontual, Thereza dos Santos Pontual "Mãe Teté"). Proprietário dos engenhos: Cabeça de Negro/Amaraji e Merepe/ Itambé.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Severino Ribeiro de Oliveira.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia Agro-Pecuária do Amaragi.
Ocupado pelos sem terra. Decreto nº 55.761, de 16 de fevereiro de 1965. Declara de interesse social, para fins de desapropriação área de terras e complexos industriais, situados no Estado de Pernambuco, e dá outras providências. I - Engenho Cabeça de Negro, com a área de 771 ha, localizado no Município de Amaraji, confrontando, ao norte, com os engenhos Aurora e Boa Vista; ao sul, com o engenho Contendas; a leste, com o engenho Freixeiras e a oeste, com o engenho Preferência.

2.         Engenho Cabrunema/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcanti de Araújo - Proprietário dos engenhos: Cabrunema/Escada e Mocotó/Vitória Santo Antão.
Ocupado pelos sem terra. Decreto de 15 de julho de 2008. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências. II - “engenho Cabrunema”, com área registrada de 375 hectares, 68 ares e 07 centiares, e área medida de 350 hectares, 58 ares e 67 centiares, situado no Município de Escada, objeto do Registro no R-15-04, fls. 26v, Livro 3-J, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Escada, Estado de Pernambuco (Processo INCRA/SR-03/no 54140.001380/2003-85).

3.         Engenho Cabuçu ou Cabussú/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: José da Costa - Português. Fugiu de Portugal em circunstancias: dramáticas e pitorescas. Perseguido por agentes de justiça, com ordens de arrastá-lo, vivo ou morto – por ter jogado uma pedra a esmo, numa Praça de Restelo, que teria atingido a cabeça de um cortesão ou de um clérigo poderoso - escapou em desabalada carreira pelas ruas de Lisboa, alcançando um navio que se preparava para partir, no qual se meteu com a roupa do corpo, sem saber para onde ia, até que os marinheiros o despejassem, afinal, nas praias do Recife. Trabalhou em ocupações modestas; casou-se com Maria da Silva, foi adotado pela sociedade pernambucana, e acabou senhor de canaviais, tendo deixado aos descendentes um surpreendente inventário de engenhos de nomes sonoros. Proprietário dos engenhos Mato Grosso/Água Preta; Santo Antonio/Palmares, Cucaú, Catuama, Burarema, Oncinha/Barreiros, Conceição, Cabuçu, Limão Doce/Amaraji, Maçaranduba /Timbauba e outros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Manuel Correia de Barros – Coronel. Proprietário dos Engenhos: Bucarema, Califórnia, Barra e Cabuçu/Paudalho; Barra de Goitá/São Lourenço da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leonardo Orlando de Barros- Coronel. Filho de Manuel Cavalcanti de Albuquerque Barros e de Ursulina de Castro Sá Barreto. Casado com Francisca Caraciola da Costa Gouveia (09 filhos), filha do Coronel João Bento de Gouveia e de Brites de Albuquerque. Homem liberal; deu liberdade a seus escravos um ano antes da Lei Áurea. Autodidata, falava várias línguas, inclusive o dialeto indígena. Era também poeta, músico e compositor. Estudando o cultivo da cana, foi responsável pela introdução da saúva em Pernambuco - a qual importou de São Paulo. Construiu em Pernambuco a primeira casa de farinha, em nível industrial e cultivou novas variedades da cana de açúcar, mais resistentes às pragas. Proprietário dos engenhos: Cocaupe depois Cucau ou Cucahú/Serinhaem; Catuama, Burarema/Barra de Guabiraba, Catolé/Água Preta, Oncinha/Barreiros, Conceição/Catende; Apipucos (São Pantaleão do Monteiro)/Recife; Cabuçu ou Cabussú, Limão Doce/Rio Formoso, Maçaranduba/Timbauba e outros herdados por sua mulher: Mato Grosso/Cabo de Santo Agostinho, Cá-me-vou ou Camevou e o Santo  Antonio/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Martiniano Francisco de Gouveia.

4.         Engenho Cabuçuzinho/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Inácio da Cunha Moura – Recebeu a sesmaria, no início do século XVII, onde instalou vários engenhos: Cabuçuzinho, Novo da Conceição, Cumaru, Brejo, Buscaú, Paris e o Furna

5.         Engenho Cachoeira Alta/Barreiros
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Marinho de Barros – Co-proprietário. Proprietário dos engenhos: Cachoeira Alta e Pau Amarelo/Barreiro. Curiosidades: Requerimento N° 2731/2008. Requeremos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas as formalidades regimentais que seja encaminhado um voto de pesar, pelo falecimento do Sr. João Marinho Barros, ocorrido no último dia 09 do mês em curso, na cidade do Recife.  Da decisão desta Casa, e do inteiro teor desta proposição, dê-se conhecimento a Sra. Maria Luiza Barros de Melo, na Avenida Dantas Barreto, nº 1110 - Bairro São José - CEP 50020-000. Justificativa o falecimento do Sr. João Marinho de Barros, ocorrido no último dia 09 do mês em curso, deixa consternados os seus familiares e um grande número de amigos. A viúva, Dra. Wolmezita Marinho de Barros e aos filhos, meus sentimentos, e me incorporo às orações que com certeza, serão de grande valia para que seu espírito encontre a paz eterna. Sala das Reuniões, em 13 de novembro de 2008 Eduardo Porto – Deputado.

6.         Engenho Cachoeira Bela/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Antônio Bandeira de Mello - Casado com Francisca Feliciana Albuquerque ("Panchita"). Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-05528. (Francisco Antônio Bandeira de Mello e Miguel Luiz Cavalcanti de Albuquerque "Miguelzinho da Cachoeira”). Chefe político do Curato de Bom Jardim, que, em 1850 passou o comando para o João Felipe de Melo. Proprietário dos engenhos: Boa Vista/João Alfredo; Cachoeira Bela/Gameleira.

7.         Engenho Cachoeira d’Antas/Água Preta - Durante a ocupação, em 2008, os sem terras destruíram a casa grande do engenho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Cornélio da Fonseca Lima - Dr. Nascido em 1841/engenho Cavalheiro/Jaboatão dos Guararapes, tendo falecido em 1908/engenho Cachoeira d’Antas/Água Preta. Bacharel em Direito pela Faculdade do Recife, em 1866. Primeiro Prefeito de Água Preta, em 1893, reeleito em 1896 e 1902. Deputado Federal. Filho de Francisco Casado da Fonseca e de Martinha Margarida de Lima. Proprietário dos engenhos: Camorinzinho e Cachoeira d’Antas/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Victorio Nascimento de Accioli Lins - Nascido em 1833/engenho Catu/Goiana. Filho de Sebastião da Cunha Accioli Lins e de Maria José do Nascimento. Casou-se em 1856, com sua 2ª esposa. Anna Joaquina da Silveira Lessa, falecida em 1867/engenho Vênus, e sepultada no engenho Gravatá, filha do Barão de Gravatá Pedro Miliano da Silveira Lessa e de Maria Tranquilina Themudo. Além de 20 filhos de quatro casamentos, Victório teve mais cinco filhos. Proprietário dos engenhos: Vênus, Mangueira, Cachoeira Dantas/Água Preta; Ribingudo, Tracunhaém de Baixo, Catuama/Goiana
Ocupado pelos sem terras em 2000, 2008 e 2010, ligados ao MST. Em um dos momentos mais tensos do protesto em Água Preta, mulheres ligadas aos movimentos incendiaram a casa grande  do engenho Cachoeira d’antas. Cerca de 50 policias do 10º Batalhão de Palmares foram acionados e ameaçaram tirar as manifestantes à força, segundo informaram as trabalhadoras rurais. Para evitar o conflito entre a polícia e as mulheres, o promotor de Água Preta, Darwin Silva, foi chamado para garantir a tranqüilidade do local. Segundo o promotor, as manifestantes permanecerão na propriedade até a chegada de algum representante do governo do Estado e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Elas reivindicam a desapropriação de todo o Engenho.

8.         Engenho Cachoeira do Meio/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio José Alves
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Marinho de Barro – Co-proprietário,

9.         Engenho Cachoeira Lisa/Gameleira - Casa grande no inventário de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco. Localização: entroncamento da PE-60 com a PE-96 e PE-96, estrada asfaltada, apos 12 km toma-se à esquerda na estrada do engenho, não pavimentada, 2 km depois, logo após uma ponte sobre o rio Una, toma-se à direita na bifurcação.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jose Abelardo Carneiro Leão – Proprietário dos engenhos: Ditoso e Cachoeira Lisa/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Moura Dorotheu & Araújo.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luís Rodolfo Araújo - Fundador da Usina Cachoeira Lisa, em terras do engenho. Proprietário dos engenhos: Alto/Água Preta; Cachoeira Lisa, Duas Barras, São Mateus/Gameleira Usina Cachoeira Lisa.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Cachoeira Lisa - Engenhos: Alto/Água Preta; Cachoeira Lisa, Duas Barras, São Mateus/Gameleira Usina Cachoeira Lisa que moía de 20000 a 30000 toneladas de cana.
Ocupado pelos sem terras em 2000, pelo MST, por 100 famílias.

10.      Engenho Cachoeira Nova/Serinhaem
Proprietário/Morador/Rendeiro: Mendes, Lima & Cia - Antonio Fernandes Ribeiro foi o fundador da firma "Barros, Mendes & Cia", em sociedade com os portugueses: João José Rodrigues Mendes e Gonçalo Alfredo Alves Pereira, sucedida por "Mendes, Lima & Cia, ao brasileiro José Adolpho de Oliveira Lima. A firma iniciou suas atividades comerciais com a compra de bacalhau, e depois como importadora do mesmo produto. Anos depois interessou-se pela atividade açucareira como comissária e exportadora de açúcar, que adquiria por financiamento antecipado a Engenhos e Usinas. Desse modo conseguiu acumular considerável patrimônio, por compra, ou em ressarcimento daquelas unidades incapazes de saldarem seus compromissos, conforme observa-se pelo levantamento do ativo da empresa por ocasião do inventário procedido com o falecimento do sócio Joaquim Lima d'Amorim que ingressara na firma em 1900, e cujos bens estavam assim arrolados as Usinas: Perseverança: Trapiche, Ubaquinha; e os  engenhos: Camaragibe, Jaciru, Cachoeira Nova, Cachoeira Velha , Anjo, Palma, Ubaca, Ubaquinha, Xanguá, Sapucaia, Sibiró do Cavalcanti, Porto Alegre, Gindaí ou Gindahi/Sirinhaém; Jardim /Catende; Jacaré/Goiana; Laje Nova/Palmares; Santana, Mangueira/Água Preta; Sirinhaém depois Todos os Santos, São Brás Coimbero/Cabo de Santo Agostinho; São Domingos/Barreiros; Fluminense; Rosário; Canto Escuro; Trapiche; e Machado.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia Agrícola e Mercantil de Pernambuco - Proprietária dos engenhos: Anjo; Cachoeira Nova,  Burarema, Sibiró do Cavalcanti/Sirinhaém; Dois Rios, Jaciru/Goiana; Assunção; Cachoeira; Canadá, Castor,  Ganganelli, Pinto/Gameleira; Lobo/Sirinhaém; Ribeirão/Escada; Dois Rios/Goiana; Jacaré, Jacé, Novo/Goiana; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho.

11.      Engenho Cachoeira Tapada/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Alves de Oliveira

12.      Engenho Cachoeira Velha/Escada - Localização: entroncamento da BR-232 com PE-45, seguir pela PE 45, sentido estádio Carneirão, estrada pavimentada, por 14,8 km; entrar à direita na placa Destilaria JB.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Eliseu Jácome de Araújo - Com fotografias; na Col. Francisco Rodrigues; FR-06151; FR-06152.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jaime Beltrão – Integrante da 3ª geração de uma família dedicada à atividade sucroalcooleira. Adquiriu o engenho, localizado a 51 km do Recife, que daria origem à Usina JB Açúcar e Álcool, em 1964.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Julião Duboya
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Cavalcante de Albuquerque Lacerda - Coronel. Filho de Manuel Gonçalves Cerqueira e de Isabel Cavalcanti de Albuquerque. Casado com Luzia de Albuquerque e Melo. Falecido em 1803, sepultado na Capela do engenho Itapirema de Baixo. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 2386; 06458; 4579. Proprietário dos engenhos: Cachoeira Velha/Escada; Cachoeirinha/Vitória; Itapicuru, Tabatinga e Itapirema de Baixo/Itamaracá.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Mendes, Lima & Cia - Antonio Fernandes Ribeiro foi o fundador da firma "Barros, Mendes & Cia", em sociedade com os portugueses: João José Rodrigues Mendes e Gonçalo Alfredo Alves Pereira, sucedida por "Mendes, Lima & Cia, ao brasileiro José Adolpho de Oliveira Lima. A firma iniciou suas atividades comerciais com a compra de bacalhau, e depois como importadora do mesmo produto. Anos depois interessou-se pela atividade açucareira como comissária e exportadora de açúcar, que adquiria por financiamento antecipado a Engenhos e Usinas. Desse modo conseguiu acumular considerável patrimônio, por compra, ou em ressarcimento daquelas unidades incapazes de saldarem seus compromissos, conforme observa-se pelo levantamento do ativo da empresa por ocasião do inventário procedido com o falecimento do sócio Joaquim Lima d'Amorim que ingressara na firma em 1900, e cujos bens estavam assim arrolados as Usinas: Perseverança: Trapiche, Ubaquinha; e os  Engenhos: Camaragibe, Jaciru, Cachoeira Nova, Cachoeira Velha , Anjo, Palma, Ubaca, Ubaquinha, Xanguá, Sapucaia, Sibiró do Cavalcanti, Porto Alegre, Gindaí ou Gindahi/Sirinhaém; Jardim /Catende; Jacaré/Goiana; Laje Nova/Palmares; Santana, Mangueira/Água Preta; Sirinhaém depois Todos os Santos, São Brás Coimbero/Cabo de Santo Agostinho; São Domingos/Barreiros; Fluminense; Rosário; Canto Escuro; Trapiche; e Machado.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina JB Açúcar e Álcool  - Fundada por Jaime Beltrão, nas terras do Engenho Cachoeirinha, em 1964. Hoje administrada pelo seu filho, o empresário Carlos Beltrão, desde o falecimento do seu pai, em 1977, a usina deve produzir na safra 2004/2005 cerca de 1,2 milhões de sacos de açúcar e 52 milhões de metros cúbicos de álcool. O período era pouco propício para novos empreendimentos rurais e foi marcado por profundas mudanças no cenário político e social brasileiro. Passados quarenta anos, o que começou como uma empresa isolada transformou-se num sólido grupo composto, ainda, pelas empresas Carbo Gás, Lasa e Lastro, além da empresa Tecab e Ello.

13.      Engenho Cachoeira/Gameleira - Capela sob invocação a Nossa Senhora da Conceição
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Thomé de Oliveira – Capitão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia Agrícola e Mercantil de Pernambuco - Proprietária dos engenhos: Anjo; Cachoeira Nova,  Burarema, Sibiró do Cavalcanti/Sirinhaém; Dois Rios, Jaciru/Goiana; Assunção; Cachoeira; Canadá, Castor,  Ganganelli, Pinto/Gameleira; Lobo/Sirinhaém; Ribeirão/Escada; Dois Rios/Goiana; Jacaré, Jacé, Novo/Goiana; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho

14.      Engenho Cachoeira/Ribeirão - Hoje o engenho hoje está ligado ao turismo rural; é rodeado por rios, açude e cachoeiras; com vegetação preservada da mata atlântica; criação de búfalos e de carneiros. Localizado a 90 km do Recife, em Ribeirão, possui 500 ha de área.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulo Carneiro Leão – Casado com Riselda Carneiro Leão. Uma boa parte do Engenho está voltada para o cultivo de espécies de flores tropicais.

15.      Engenho Cachoeira/Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Joaquim Jorge - Proprietário dos engenhos: Cachoeira/Vitória de Santo  Antão e Universo/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Agroindustrial Cachoeira Ltda.

16.      Engenho Cachoeirinha/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina MamelucoCuriosidades: Em 1929, dez propriedades agrícolas e 34 fornecedores de cana, destacando-se o engenho Cachoeirinha, empregaram pela primeira vez no Brasil, o método do plantio de sementes por meio de flechas.

17.      Engenho Cachoeirinha/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Cavalcante de Albuquerque Lacerda - Coronel. Filho de Manuel Gonçalves Cerqueira e de Isabel Cavalcanti de Albuquerque. Casado com Luzia de Albuquerque e Melo. Falecido em 1803, sepultado na Capela do engenho Itapirema de Baixo. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 2386; 06458; 4579. Proprietário dos engenhos: Cachoeira Velha/Escada; Cachoeirinha/Vitória; Itapicuru, Tabatinga e Itapirema de Baixo/Itamaracá

18.      Engenho Caciculé/Nazaré da Mata - Capela na lista de bens culturais e naturais tangíveis da mata norte de Pernambuco. Localização: sede do município saindo pela Rua Odilon Estevão da Paz/ Nazaré da Mata, seguir por estrada, não asfaltada; após 1,8 km, tomar, à esquerda, a estrada do Caciculé.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Orestes de Andrade Moraes Pinheiro - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4191

19.      Engenho Cacimba/Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Joaquim da Silva Cavalcante - Capitão
Ocupado pelos sem terras, ligados a FETAPE em1999 e m 2001 - Decreto de 19 de dezembro de 2000. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências. XIV - "Engenho Cacimbas", com área de duzentos e sessenta e um hectares e doze ares, situado no Município de Vitória de Santo Antão, objeto da Matrícula no 154, fls. 154, Livro 2, do Cartório de Registro Geral de Imóveis do 1o Ofício da Comarca de Vitória de Santo  Antão, Estado de Pernambuco (Processo INCRA/SR-03/no 54140.000560/00-44).

20.      Engenho Caçuá ou Cassuá/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Barão Suassuna
Ocupado pelos sem terras em 08/04/2004, ligados ao MS

21.      Engenho Cádix/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Cavalcante do Rego Barros - Proprietário dos engenhos: Jaguaré/Serinhaem e Cádiz/Água Preta

22.      Engenho Caetés/ Amaraji - Engenho situado em Porto de Galinhas foi o último reduto dos índios Caetés no sul de Pernambuco. Nos mapas e relatos dos primeiros exploradores de Santa Cruz, já constavam os nomes como Porto do Boi Só, Maracaípe, Porto de Galinhas e da feitoria da ilha de Santo Aleixo, segundo local habitado pelo branco no Brasil. O litoral de Ipojuca, já era conhecido e habitado pelos portugueses, franceses e espanhóis antes de 1530, fase em que os historiadores tradicionais chamavam de ciclo do pau-brasil. Capela sob invocação a N. S. da Conceição, e depois sob invocação a Jesus, Maria, José. O engenho se encontra na lista de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Camello Pessoa de Siqueira Cavalcanti – Nasceu em 1831/Pesqueira e faleceu em 1888/Recife. Filho de Joaquim Inácio de Siqueira Barbosa e de Maria da Penha Arcoverde Cavalcanti de Albuquerque, natural de Cimbres, filha do Capitão André Cavalcanti de Albuquerque Arcoverde e Úrsula Jerônima Cavalcanti. Casado com Clementina Elisa Pereira Cascão (5 filhos), nascida em 1841 e falecida em 1876, filha de José Gonçalves Cascão e de Maria do Espírito Santo  Pereira Lima, primos. Fixaram residência no engenho Caetés após sete anos de casamento, em 1871.  Pais de Arthur de Siqueira Cavalcanti. Fundador da Usina Caxangá. Precursor da cultura e da indústria de cana racionalizadas. Foi quem iniciou a adubação em larga escala das terras longamente trabalhadas e erosadas de PE. Casou duas vezes. Proprietário dos engenhos: Tapera/Ipojuca, e Caetés/Amaraji; Riachão do Norte/Escada; das usinas Caxangá e Pedrosa/Amaraji, que passou aos filhos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Arthur de Siqueira Cavalcanti - Nasceu em 1864/engenho Riachão e faleceu em 1918/Recife. Filho de José Camello P. de Siqueira Cavalcanti e de Clementina Elisa Pereira Cascão. Casamento 1º Elvira Clélia de Moura Mattos Lima, nascida em 1866 e falecida em 1910 (8 filhos); casamento 2º Carmem Monteiro de Barros Lima, nascida em 1874/RJ e falecida em 1940/RJ. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 1285; 1286; 2407; 1287. (Clementina de Siqueira Cavalcanti; Ana Luzia de Siqueira Cavalcanti). Proprietário da Usina Pedrosa/Amaraji; e dos engenhos: Tapera/Ipojuca, Caipora/Escada; e Caetés/Amaraji. Fundador da Usina Caxangá. Precursor da cultura e da indústria de cana racionalizadas e iniciou a adubação em larga escala das terras longamente trabalhadas e erosadas de PE.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Inácio Pessoa de Siqueira – “Joca Siqueira ou Mão de Onça”.  Filho de José Camello Pessoa de Siqueira Cavalcanti e Maria da Penha. Casado com Carolina Amélia Pereira Cascão – nascida em 1842, Recife. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 05807; 05309. Proprietário dos engenhos: Caetés/ Caetés e Caipora/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Olimpio de Barros Costa - O engenho pertenceu a Antero Vieira da Cunha. Proprietário dos engenhos: Caetés/Caité/Escada e Novo/Cabo Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antero Vieira Cunha - Tenente Coronel e Barão de Araripe (Dec. 20/03/1875), "atendendo ao relevante serviço que prestou à Colônia Orfanológica Isabel, em Pernambuco", como se lê no próprio texto do decreto da criação do título. Nasceu em 1837 e faleceu em 1905, filho de João Vieira da Cunha e de Maria das Neves Carneiro da Cunha. Casado com Antônia Morais Vieira da Cunha, falecida em 1890, Baronesa de Araripe.  Possuía um belíssimo sobrado na Rua Imperial/Recife. Nos autos de inventário da Baronesa, aparece a Condessa da Boa Vista como devedora da quantia de 5 contos de réis. Proprietário dos engenhos: Setubal, Serra, Pitimbu, Rosário, Novo/Cabo de Santo Agostinho, Venus, e Conceição Velha/Ipojuca; Jundiá Mirim/Escada; Caetés/Amaraji.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Caxangá – Engenhos Caetés ou Caités/Escada; Caxangá, Lajes/Gameleira; Tolerância/Amaraji.

23.      Engenho Cafundó/Jaqueira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.001228/2006-45. Imóvel: engenho Bom Conselho e Cafundó/Jaqueira. Área registrada: 103,0000 Ha. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

24.      Engenho Caiabú/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Evaristo da Rocha - Tenente-Coronel. Herdeiros de Antônio Evaristo da Rocha. Proprietário dos engenhos: Caiabú, Cumbé, Parmaso, Brasileiro, Universo/Água Preta.

25.      Engenho Caiará/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cícero de Vasconcellos Cesar - Dr. Casado com Augusta de Souza Leão. Rendeiro
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Francisco de Barros Rego - Comendador. Casado com Carlota Guilhermina de Barros Rego Wanderley. Filho de Christóvão de Barros Rego Falcão e Anna Joaquina Maurício Wanderley. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 3835; 4417; 4418; 3834. Curiosidades: Há 125 anos. O Diário de Pernambuco não circulou no domingo, 17 de agosto de 1879. Lia-se no dia 18: Revista Diária - Com destino ao Rio de Janeiro, onde vai procurar o restabelecimento de seus padecimentos beribéricos, embarcou, sábado, no vapor "Bahia", o tenente coronel Luiz Francisco de Barros Rego, proprietário do Engenho na freguesia de São Lourenço da Mata . Fazemos votos pelo seu pronto restabelecimento. Proprietário dos Engenhos Felicidade/ Nazaré da Mata; Caraúna/Jaboatão dos Guararapes; Massauaçu ou Massauassu/ Escada e Caiará/São Lourenço da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Tiúma

26.      Engenho Caiçara/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ignácio Ferreira de Luna – Co-proprietário

27.      Engenho Caiçara/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

28.      Engenho Caipora/Escada - Engenho construído em terras indígenas - O engenheiro Luiz José da Silva afirmava ter medido 63.148.476 m2 de superfícies das terras do antigo aldeamento da Escada, tendo sido legitimado a posse de 17 engenhos, partes dos engenhos Soledade, Caipora, Harmonia, São Vicente.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Arthur de Siqueira Cavalcanti - Nasceu em 1864/Engenho Riachão e faleceu em 1918/Recife. Filho de José Camello P. de Siqueira Cavalcanti e de Clementina Elisa Pereira Cascão. Casamento1º Elvira Clelia de Moura Mattos Lima, nascida em 1866 e falecida em 1910 (8 filhos); casamento 2º Carmem Monteiro de Barros Lima, nascida em 1874/RJ e falecida em 1940/RJ. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 1285; 1286; 2407; 1287. (Clementina de Siqueira Cavalcanti; Ana Luzia de Siqueira Cavalcanti). Proprietário da Usina Pedrosa/Amaraji; e dos engenhos Tapera/Ipojuca, Caipora/Escada; e Caetés/Amaraji. Fundador da Usina Caxangá. Precursor da cultura e da indústria de cana racionalizadas e iniciou a adubação em larga escala das terras longamente trabalhadas e erosadas de PE.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Inácio Pessoa de Siqueira – “Joca Siqueira ou Mão de Onça”.  Filho de José Camello Pessoa de Siqueira Cavalcanti e Maria da Penha. Casado com Carolina Amélia Pereira Cascão – nascida em 1842, Recife. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 05807; 05309. Proprietário dos engenhos: Caetés/Caité e Caipora/Escada.

29.      Engenho Cajá de Ouro/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre proprietários e/ou moradores

30.      Engenho Cajá/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Alves de Araújo Rego - Casado com Filomena Alves Pedrosa. Rendeiro do engenho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Correia de Araújo Vasconcelos

31.      Engenho Cajabussú/Cabo Santo Agostinho - Curiosidades: Há 125 anos. O Diário de Pernambuco não circulou na segunda-feira, 14 de abril de 1879. Lia-se no dia 15: Revista Diária - No dia 12 do corrente, Antônio Braz Ferreira de Lima, de 22 anos de idade, na ocasião em que conduzia dois bois para o Engenho Cajabussuzinho, sito no termo do Cabo Santo Agostinho, ao aproximar-se da levada do Engenho Brilhante, um daqueles animais o acometeu, e, procurando livrar-se o seu condutor lembrou-se de transpô-la, porém com tal infelicidade que caiu dentro, batendo com a cabeça sobre um pedaço de pau, de forma a ofender a parte superior da traquéia e as artérias carótidas, sobrevindo a hemorragia e imediatamente a morte
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Correia de Queiroz Monteiro - Coronel. Casado com Pamphila Cavalcanti de  Queiroz Monteiro. Fundou a Usina N. S. do Carmo, em 1918, com a denominação de Santa Pânfhila, uma homenagem à sogra e à esposa. Em 1944, foi transformada em Usina N. S. do Carmo. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 06778; 3421. Proprietário dos engenhos: Minhoca/Vitória de Santo Antão; Constituinte, Cotigi ou Cotigy/Escada e da usina Nossa Senhora do Carmo.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Xavier Carneiro da Cunha - Casado com Ana Joaquina Lacerda Carneiro da Cunha(?).Filho de Manuel  Xavier Carneiro da Cunha. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 4903; 4881; 4884; 4717. Rendeiro dos engenhos: Cajabussú e Cajabussuzinho/Cabo Santo Agostinho; proprietário dos engenhos: Palmeira ou Santa Cruz/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Santino Carneiro de Albuquerque - Casado com Angelita Carneiro de Albuquerque. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 4884; 4881. (Angelita Carneiro de Albuquerque), Proprietário dos engenhos: Cajubussinho/Cabo Santo Agostinho e Camaçari ou Camassari/Escada.

32.      Engenho Cajabussú/Cabo Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Inácio da Cunha Moura – Recebeu a sesmaria, no início do século XVII, onde instalou vários engenhos: Cabuçuzinho, Novo da Conceição, Cumaru, Brejo, Buscaú, Paris e o Furna.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Augusto Otaviano de Sou­za – Coronel. Casado com Clementina Otávia de Souza. Fundou nas terras do engenho a Usina Bom Jesus, em 1890. Não suportando os débitos, hipotecou-a ao Banco de Crédito Rural de Pernambuco, juntamente com outros bens, em se­tembro de 1898. Com o propósito de insistir na posse das propriedades, Augusto Otaviano de Souza e sua mulher, D. Clementina Otávia de Souza, conservaram o domínio dos imóveis, ate maio de 1918, ocasião em que vendeu e transferiu o conjunto agroindustrial, constituído pela usina e pelos engenhos: Bom Jesus, Roças Ve­lhas, Guerra, Matas, Cajabussu, além de partes do engenho Ce­dro e São Caetano/Cabo de Santo Agostinho; Rico/Jaboatão dos Guararapes, aos Srs. Jose Lúcio Fer­reira e Luiz Ferreira Gomes da Silva Filho, cuja escritura pública data de 29 de maio de 1918.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jose Lúcio Fer­reira e Luiz Ferreira Gomes da Silva Filho – Compraram a Usina e os engenhos: Bom Jesus, Roças Velhas, Guerra, Matas, Cajabussu e Cedro/Cabo de Santo Agostinho e o Rico/Jaboatão dos Guararapes, a Augusto Otaviano de Souza. José Lúcio era casado com Maria José Colaço Ferreira e Luiz com Inalda Colaço Ferreira. Em 1919, passaram a posse da Usina e dos engenhos por Cr$ 3000.000,00, a: João Lopes Siqueira Santos, Hermano Brandão de Siqueira Santos e o Cel. Antônio Pedro Soares Brandão, que constituem uma sociedade e transferem a usina e os engenhos para a firma sob a a razão social de Santos, Siqueira & Cia. Em 1923, o coronel Antônio Pedro desligou-se da sociedade e, em 1924, morreu Hermano Brandão, ficando assim João Lopes da Siqueira Santos, como único sócio até seu falecimento em 1934, ficando a Usina Bom Jesus e todo seu conjunto a viúva Benvin­da Arruda de Siqueira Santos e demais herdeiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Benvinda Arruda – Casada com João Lopes Siqueira Santos. Viúva e herdeiras, junto aos seus filhos. Subdividindo o espólio, cuja maior parte destinou-se à viúva, per­manecendo o domínio dos bens em estado de condomínio ate 1945, momento em que a indústria e todo seu complexo foram transformados em sociedade anônima. Ficando na frente do empreendimento: José Lopes de Siqueira Santos, até que este acabou por adquirir a Usina Estreliana, quando se fez uma permuta da sua parte na Usina, tempo em que registramos a direção da Bom Jesus sob a responsabilidade ao seu cunhado Dr. Jaime de Queiroz Monteiro, que em 1954 vendeu sua parte a D. Benvinda e a seu filho caçula, ficando como sócia ma­joritária ate o seu falecimento, o que ocorreu em 1954. Após o seu falecimento a Usina ficou como herança para seus filhos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Lopes Siqueira Santos – Filho de Benvinda de Arruda e de João Lopes de Siqueira Santos. Casado com Marina Loyo Meira Lins. Comprou a usina e seus engenhos aos sócios, após uma assembléia em 1957.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Trapiche – Clóvis Paiva – Assume a Usina e seus engenhos em 1994. Hoje seu proprietário é Paulo Pragana Paiva.

33.      Engenho Cajueiro Claro/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Barros Silva e Castro
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Carneiro da Silva Beltrão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Aurino Carneiro de Vasconcelos Beltrão

34.      Engenho Cajueiro/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Dias de Arruda Falcão - Casado com Maria Ângela de Moraes Falcão. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 1840; 1842. Proprietário dos engenhos: Potengi, Campestre e Cajueiro/Escada.

35.      Engenho Calhandra/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Umbelino Ferreira da Silva - Coronel. Comendador. Proprietário dos engenhos: Tapacurá e Calhandra/São Lourenço da Mata; Queira Deus, Palmeira/Glória de Goitá.

36.      Engenho Califórnia/Quipapá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Água Branca
Ocupado pelos sem terras em 2000, ligados a FETAPE; e em 2003 ligados a OLC.

37.      Engenho Califórnia/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Manuel Correia de Barros – Coronel. Proprietário dos engenhos: Bucarema, Califórnia, Barra e Cabuçu/Paudalho; Barra de Goitá/São Lourenço da Mata.

38.      Engenho Califórnia/Serinhaem - Engenho fundado em terras indígenas de Escada. A Aldeia da Escada, em 1861, era considerada oficialmente “a mais rica da Província”, em virtude da fertilidade do solo, em uma região com matas virgens e irrigadas por rios e numerosos riachos; que natural permitia uma vida economicamente estável aos aldeiados, onde a maior parte deles possuía “casa de telhas e lavouras. O engenho Califórnia consta nos livros de assentos eclesiais da Matriz de N. S. da Conceição/Serinhaem. Tinha uma capela, com preciosos santos de madeira cobertos de jóias de ouro; os trancelins, as pulseiras, as "memórias" eram de pedras brilhantes encastoadas; os bastões de São José em ouro puro; e as varas do Menino Jesus e de São João Batista em ouro ou em prata lavrada. Eram de ouro as espadas que atravessavam o coração de Nossa Senhora das Dores. Num dos pequenos altares laterais, eram veneradas duas velhas imagens de terracota de Santa Luzia e Santa Isabel e um grande Santo Antônio enroscado
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco Ferreira Indígena. Fundou dois engenhos na Aldeia de Escada, custeados pelos próprios índios. Proprietário dos engenhos: Califórnia, Boa Sorte e Cassupim.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Florentino Cavalcanti de Albuquerque - Tenente-Coronel. Casado com sua prima e co-irmã Antônia Neomísia Cavalcanti de Albuquerque - Sinhá Antônia, que forrava o assoalho de sua residência com lençóis de linho, para que suas filhas não pisassem no mesmo chão em que pisavam os negros. Ambos nascidos em Russas/Ceará. Comprou o engenho na segunda metade do século IX, onde levantou a casa grande; passando a morar com a família (13 filhos). Atribulações diversas e a abolição da escravatura arruinaram a fortuna do poderoso “Baronete do Califórnia”. O Coronel morreu velho e pobre em sua casa de Palmares, onde foi sepultado. Mas o castigo de Deus anda a cavalo - dizia sua nora Francisquinha, cronista: que uma de suas netas, Antônia, filha de Aristides Brasiliense Florentino Cavalcanti de Albuquerque Holanda e Ana Neomísia C. de A. Uchoa, se casou com o doutor João Paulino Marques Júnior, o 1º médico negro de PE. Proprietário dos engenhos: Califórnia, Liberdade e Tijupaba /Serinhaem; Santo Elias /Escada; Jussaral/Cabo de Santo Agostinho.

39.      Engenho Calugi/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Candido de Albuquerque

40.      Engenho Camaçari  ou Camassarí/ Escada - Segundo documentação holandesa o engenho era movido a água, mas estava bastante arruinado e não tinha cana plantada;
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fábio da Silveira Barros - Dr. Senador. Proprietário da Usina Frei Caneca, comprada em concorrência pública, em 1927. Com o seu falecimento foi formada uma diretoria, composta pelos herdeiros, para dirigir a empresa, continuando a usina, até hoje, como propriedade da família.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Hermina Joanna Albuquerque de Gouveia – Co-proprietária
Ocupado pelos sem terras em 2000, pelo MST com 400 famílias

41.      Engenho Camaçari  ou Camassarí/ Pombos
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terra em 2010, pelo MST, por 100 famílias

42.      Engenho Camaçari  ou Camassarí/Jaboatão dos Guararapes - Um documento holandês de 1637 relaciona, em Jaboatão dos Guararapes, Camaçari cujo proprietário não estava assinalado.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joel Queiroz - Casado com a espanhola Margot Monteiro (07 filhos). Proprietário da Usina Bulhões, adquirido pelo seu pai, José Ranulfo da Costa Queiroz, em 1928, onde também trabalhou como diretor industrial. Mais tarde, em 1975, Joel, comprou a Usina Salgado S/A/Ipojuca; dedicou-se à agricultura canavieira, no Engenho Camaçari,/Jaboatão; formado em engenharia mecânica e química nos Estados Unidos, onde viveu de 1931/35. Remador pelo Clube Náutico do Capibaribe, além de praticar tênis, regularmente, no British Country Club.

43.      Engenho Camaçari ou Camassarí/Cabo Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Luiz Albuquerque - Rendeiro do engenho Camaçari  ou Camassarí
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Santino Carneiro de Albuquerque - Casado com Angelita Carneiro de Albuquerque. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 4884; 4881. (Angelita Carneiro de Albuquerque), Proprietário dos engenhos: Cajubussinho/Cabo Santo Agostinho e Camaçari ou Camassari/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: David Senior Coronel – Duarte Saraiva. Judeu português. Nasceu em 1572/Amarange/PT. Membro da renomada família Senior Coronel radicada em Hamburgo. Seu nome aparece: na compra de escravos; fretamento de navios; corte de madeira; rendeiro; cobrador de dízimos; proprietário de imóveis. Por duas vezes (1639 e 1644) ele arrematou a cobrança dos impostos da Companhia sobre a produção do açúcar em Pernambuco, despendendo na primeira vez 128.000 florins. Faleceu em 1650/Recife e deixou de créditos a receber da coroa portuguesa, a importância de 351.502 florins. Proprietários dos engenhos: Bom Jesus, São João do Salgado, Novo, Velho antes chamado Madre de Deus/Cabo de Santo Agostinho; Camaçari, Trapiche ou Bom Jesus/Sirinhaém; Rosário da Torre e o Madalena, por ele vendido a João de Mendonça Furtado, Santo Antônio da Várzea, depois Eenkalchoven /Recife. Curiosidades: Quando a Holanda invadiu o Nordeste no século XVII, estava desejosa de dominar exatamente as áreas produtoras de cana de açúcar. Nesse período, dos 120 engenhos que estavam em funcionamento em Pernambuco, cerca de 6% era de propriedade de judeus portugueses que moravam na Holanda - além, evidentemente, daqueles engenhos de cristãos-novos. Moisés Navarro, por exemplo, foi dono de um engenho chamado Jurisseca, enquanto Duarte Saraiva, tinha três engenhos, todos adquiridos em leilão realizado após a invasão.

44.      Engenho Camaleão do Norte/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Enéas de Azevedo Lessa - Co-proprietário do engenho Camaleão do Norte

45.      Engenho Camaleão do Sul/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Soares Pereira

46.      Engenho Camaragibe/Camaragibe - O engenho pertencia a freguesia da Várzea, localizado nas margens do riacho Camaragibe, afluente do Rio Capibaribe. Fundado em 1549, segundo menção em carta de Duarte Coelho (1º Donatário da Capitania) dirigida ao Rei de Portugal, D. João III, em 1550. tornou-se um dos mais prósperos engenhos e por muito tempo foi o centro espiritual judaico liderado por Diogo Fernandes e Branca Dias. O engenho funcionou até 1875, quando seu proprietário, o Visconde de Camaragibe, faleceu e seus herdeiros o venderam, em 1891. Em 1893, foi construída em suas terras a Fábrica de Tecidos de Camaragibe. Do antigo engenho resta a casa grande , conhecida como "casa de Maria Amazonas", com oratório em seu interior dedicado a San Tiago; a fábrica ou moita e uma vila de casas. A casa original sofreu sucessivas alterações, mudando inclusive a fachada frontal, passando a possuir um estilo eclético do final do século XIX. É tombada a nível estadual pela FUNDARPE. O imponente casarão colonial não guarda apenas lembranças dos áureos tempos da cana-de-açúcar. Ali, numa casa de casta religiosidade católica, funcionou uma sinagoga durante o período holandês. Mesmo antes de Nassau, o casarão ainda abrigou diversas reuniões secretas. Conta-se que o Engenho Camaragibe recebia, durante “as luas novas de agosto”, diversas carroças enfeitadas com ramos de árvores trazendo judeus para celebrar o Iom Kipur, o Dia do Perdão, uma das mais importantes festas da comunidade. “A maioria desses judeus vinha de Olinda até Camaragibe, enfrentando uma longa jornada para realizar a festa distante dos olhares curiosos.”
Proprietário/Morador/Rendeiro: Diogo Fernandes – Cristão novo. Português. Mercador de panos em Portugal. Diogo Fernandes e Pedro Álvares Madeira, ambos de origem judaica, receberam as terras onde seria edificado o Engenho Camaragibe, em 1542. Casado com Branca Dias, nascida em em 1515/Viana da Foz do Lima/Pt., e falecida em 1558/Pernambuco. Cristã nova, moradora de Lisboa. Filha de Antônio Afonso e Violante Dias. O casou teve dez filhos. Uma de suas filhas, Beatriz, que era chamada de Brites, segundo Almeida foi presa por ordem do Santo Ofício, tirou anos de cárcere em Lisboa e acabou queimada na fogueira. Depois do ataque dos índios ao Engenho, ficou "muito pobre com sete filhas e dois filhos, sem ter com que os possa manter dita perda", segundo carta de Jerônimo de Albuquerque ao Rei de Portugal (ANTT, Lisboa. Parte I, maço 96, doc. 74). Diogo acabou vendendo 75% de suas terras a Bendo Dias Santiago, se tornando feitor do Engenho. Nota: Nada foi encontrado de Pedro Álvares Madeira.  Curiosidades: Branca Dias foi denunciada à Inquisição, por sua mãe e irmã, de manter práticas judaicas. Sem alternativa para livrar-se das suspeitas dos inquisidores, a ré confessou as culpas, tendo sido reconciliada à Igreja em 1544. Contudo, não escapou a dois anos de prisão e ao uso do hábito penitencial usado pelos condenados do tribunal (sambenito), sendo a pena posteriormente comutada ao seu pedido, sob o argumento da necessidade de trabalhar e cuidar dos filhos, posto o marido estar ausente do reino, mas com a condição de não sair do Reino sem licença especial. Em 1551, vai para Pernambuco com os filhos, talvez desobedecendo as leis que limitavam o deslocamento de condenados pela Inquisição. Em Pernambuco teve mais 04 filhos, além de educar Briolanja Fernandes, filha do marido com uma criada: Madalena Gonçalves. Ajuda o esposo a construir Camaragibe. Com a morte do marido, em 1563 e 1567, Branca Dias assume o Engenho por 10 anos, sendo a 1ª senhora de Engenho do Brasil. Depois, vende o Engenho e muda-se para Olinda, onde abre em sua casa, à Rua Palhares (ainda hoje existentes), um pensionato para ensinar prendas domésticas a filhas de colonos; tornando-se a “mestra laica de meninas” (1ª Professora do Brasil), como também, a primeira mulher portuguesa a praticar «esnoga» (frequentava a Sinagoga Portuguesa de Amsterdam). Seus descendentes vieram a ser processados e uma de suas filhas, Brites Fernandes, admitiu práticas judaicas. Mesmo depois da  morte de Branca Dias, em 1558, voltou a ser denunciada, desta vez por suas alunas, aos inquisidores que visitavam a cidade, em 1593. Curiosidades: Segundo a lenda que deu a denominação do açude do Prata/Dois Irmãos-Recife, diz que a denominação do açude se deve a prata jogada por Branca Dias, naqueles dois cursos d'água. (Carlos Drummond de Andrade chegou a compor um poema a esse respeito: "É acusada de judaísmo/ Já vão prendê-la/ Atira jóias e prataria na correnteza/ A água vira Riacho de Prata/ Morre queimada no santo lume da Inquisição em Portugal/ Reaparece na Paraíba, em Pernambuco/ Sob o luar toda de branco/ Sandálias brancas e cinto azul-ouro...). Outros afirmam que ela tenha vivido na Paraíba, onde há uma loja maçônica, fundada em 1918, com seu nome.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Bento Dias Santiago - Cristão novo. Morador em Pernambuco desde 1565. Mercador de Olinda, 1563; contratador dos dízimos da Capitania de Pernambuco, de 1576, 1577 a 1578 e de 1582 a 1585; nos últimos anos arrematou também os da Bahia. No ano de 1583 obteve uma moratória de dez dias em seus pagamentos, equivalente aos dez dias suprimidos em Outubro do ano anterior, quando se pôs em vigor o calendário gregoriano.  Comprou 75% das terras do engenho Camaragibe a Diogo Fernandes, que depois do ataque dos índios ao Engenho, ficou muito pobre com 10 filhos legítimos, mais uma filha bastarda para sustentar. Curiosidades: Em 1555, o engenho Camaragibe/Camaragibe, cujo proprietário era o cristão novo Diogo Fernandes e sua mulher Branca Dias, foi praticamente destruído pelos índios, mas foi reconstruído em  1563, com a ajuda de outro cristão-novo (Bento Dias Santiago). Proprietário dos engenhos: Moribara/São Lourenço, Camaragibe/Camaragibe. Curiosidades: 13/01/1594. Antônio da Conceição contra Simão Franco. Disse ser crioulo, nascido na cidade do Porto, filho de índio e de negra de Guiné, escravo dos herdeiros de Bento Dias Santiago com os quais já tem contratado que dando ele 90.000 réis por si, fique forro e livre e ora anda ajuntando o dito dinheiro para se forrar, de idade de quarenta e cinco anos residente no engenho Moribara dos ditos herdeiros de Bento Dias na freguesia de São Lourenço da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque - Barão e Visconde de Camaragibe, com grandeza. Nasceu em 1806/Jaboatão dos Guararapes e faleceu em 1875/Camaragibe. Filho do capitão-mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de  Maria Rita de Albuquerque Mello. Fez o curso de humanidades em PE, estudou na Universidade de Coimbra e na Universidade de Gottingen/Alemanha, onde se doutorou em 1827. Voltando ao Brasil foi nomeado lente da Academia de SP, em 1829; e depois da Academia de Olinda, em 1830, onde regeu a cadeira de Direito Civil; Diretor da Faculdade de Direito do Recife. Presidiu a Província de PE, em 1859, tendo sido Vice-Presidente em 1844. Deputado da Assembléia Geral em seis legislaturas, tendo presidido a Câmara diversas vezes. Senador, em 1869; Conselho de S. Magestade; Grande do Império, Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial, Grã-Cruz da I. Ordem de Cristo, Comendador da Ordem de N. S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal. Proprietário dos engenhos: Caraçuipe ou Carassuhype/Água Preta e Camaragibe/Camaragibe
Proprietário/Morador/Rendeiro: Maria Amazonas MacDowell – Hoje, o Engenho Camaragibe é de propriedade da família MacDowell, que ostenta títulos abençoados pela autoridade máxima católica, o Papa. Sua filha, Maria Antônia, conta que, no atual local da capela (erguida dentro do casarão), já foram encontrados restos de objetos e, certa vez, cinzas. “Uma empregada da casa achou uma caixa com cinzas e avisou que havia ‘um pozinho branco’ embaixo do piso da capela”. “Dizem que os escravos gostavam de trabalhar aqui durante o tempo em que o Engenho era administrado pelos judeus, pois não precisavam trabalhar aos sábados”. Como o domingo era o dia do descanso cristão, os donos do Engenho também preferiam guardá-lo. Assim, os escravos ficavam dois dias sem trabalho. De fato, o Camaragibe costumava receber aos sábados membros da comunidade judaica, que se reuniam ali para descansar. Foram justamente os tais descansos aos sábados (o shabbat) que despertaram a atenção dos moradores do entorno. Para convocar secretamente a comunidade, um judeu (provavelmente o calceteiro Jorge Dias de Caja) saía pelas ruas de Olinda com uma atadura amarrada no pé ou espada na cintura

47.      Engenho Camaragibe/Serinhaem – Segundo documentação holandesa o engenho estava sob a invocação de S. Antônio. Localizado a 03 milhas a oeste de Serinhaem, tem cerca de 1 milha de terra. Moía com água e podia anualmente produzir 2.000 a 3.000 arrobas de açúcar, pagava ade pensão 2 arrobas em cada mil
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Rodrigues do Porto - Herdeiros: (?) (viúva), que ficou do lado dos holandeses.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Correia de Araujo - Casado com (?)Antônia Lins Correia de Araújo. Curiosidades: A revolução de 1817, quaisquer que tenha sido as suas causas, foi o primeiro grito de rebeldia social das América, que "aprendera por fim a se levantar mais alto que a Europa e dar leis àqueles de quem tinham por hábito recebê-las". A tradição chama esta revolução de "Revolução dos Padres", e tem razão, pois foi ela gerada no Seminário de Azeredo Coutinho, 50 padres seculares e 5 frades. Tal revolta recebeu o apoio inicial de Manuel Joaquim Barbosa, Comandante do Regimento de Artilharia, o que ocasionou em poucos dias a expulsão do governador Caetano Pinto e a derrota das forças portuguesas. Estando vitoriosa a revolução foi instalado um governo provisório (seguindo em algumas ocasiões os moldes franceses) composto por 5 diferentes membros representativos de classes: Domingos Teotônio Jorge (militar), Padre João Ribeiro (eclesiásticas), Domingos José Martins (comercial), Dr. José Luis Mendonça (jurídica) e Manuel Correia de Araújo (agricultura).
Proprietário/Morador/Rendeiro: Mendes, Lima & Cia - Antonio Fernandes Ribeiro foi o fundador da firma "Barros, Mendes & Cia", em sociedade com os portugueses: João José Rodrigues Mendes e Gonçalo Alfredo Alves Pereira, sucedida por "Mendes, Lima & Cia, ao brasileiro José Adolpho de Oliveira Lima. A firma iniciou suas atividades comerciais com a compra de bacalhau, e depois como importadora do mesmo produto. Anos depois interessou-se pela atividade açucareira como comissária e exportadora de açúcar, que adquiria por financiamento antecipado a Engenhos e Usinas. Desse modo conseguiu acumular considerável patrimônio, por compra, ou em ressarcimento daquelas unidades incapazes de saldarem seus compromissos, conforme observa-se pelo levantamento do ativo da empresa por ocasião do inventário procedido com o falecimento do sócio Joaquim Lima d'Amorim que ingressara na firma em 1900, e cujos bens estavam assim arrolados as Usinas: Perseverança e Engenhos 73:200$000; Trapiche 1.693:037$000; Ubaquinha 1.877:044$842; Engenhos: Camaragibe, Jaciru, Cachoeira Nova, Cachoeira Velha , Anjo, Palma, Ubaca, Ubaquinha, Xanguá, Sapucaia, Sibiró do Cavalcanti, Porto Alegre, Gindaí ou Gindahi/Sirinhaém; Jardim /Catende; Jacaré/Goiana; Laje Nova/Palmares; Santana, Mangueira/Água Preta; Sirinhaém depois Todos os Santos, São Bras Coimbero/Cabo de Santo Agostinho; São Domingos/Barreiros; Fluminense; Rosário; Canto Escuro; Trapiche; e Machado.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião Antonio Accioly Lins Wanderley  - Barão de Goiacana, Dec. 18.08.1882. Nascido em 1829 e falecido em 1891. Filho do Capitão Sebastião Antonio Accioly e Joanna Francisca de Albuquerque Lins. Casado, em 1855, com Joanna Francisca Ignácia de Accloly Lins, nascida em 1840, falecida em 1898. Casado, em 2ª núpcias, com sua sobrinha Maria Accioly. Estudou as primeiras letras no engenho Mamucabas/Rio Formoso, propriedade do Cel Manuel Xavier Paes Barreto, com o padre Joaquim Rafael N. Dura, conhecido latinista. Presidente da Assembléia Provincial em quatro legislaturas; Deputado Provincial em Pernambuco. O barão escreveu dois diários, o primeiro começado em janeiro de 1886 e terminado em 1890 foi publicado na revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, Vol. L, Recife, 1978. O outro se perdeu. Foi bacharel em Direito em 1850 no Curso Jurídico em Olinda. Proprietário dos engenhos: Porto Alegre, Ubaquinha, Portas d'Água, Palma. Camaragibe/Sirinhaém; Fortaleza/Ipojuca; Goiana Grande (antes Recunzaem e depois Usina Maravilhas)/Goiana; Tapuia/Amaraji

48.      Engenho Camarão/Água Preta - Casa grande na lista de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Pereira Brandão – Casado com Francisca das Neves. Proprietário dos engenhos: N. S. da Conceição/Jaboatão dos Guararapes, Aracajú, Camarão e Volta do Una/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Barros Rego - Militar. Capitão mor de Olinda e proprietário de terras de Jaboatão dos Guararapes à Tapera. Nasceu em Olinda, Século XVII. Filho de Mathias Vidal de Negreiros e de Maria de Freitas. Vereador em Olinda (1668); Juiz Ordinário (1691); Provedor da Fazenda Real (1710). Durante a Guerra dos Mascates participou das batalhas e acabou preso em maio de 1712. Foi um dos chefes do partido da nobreza em 1710-1711. Morreu na prisão (Fortaleza do Brum/Recife), em 1712.  Casado com Maria Magdalena da Silva, filha de João Martins da Costa e Maria José Bezerra. Proprietário dos engenhos: Capim-Assu/Rio Formoso; Estiva/Amaraji; Camarão/Água Preta; Quilombo, Buscau ou Buscahú, Jaboatão, Pereiras/Jaboatão dos Guararapes;  Xixaim, Pintos/Moreno; Sapucaia/Sirinhaém; e Viagens.

49.      Engenho Camarão/Itaquitinga
Proprietário/Morador/Rendeiro: Bazillo Archanjo Pessoa de Araújo
Ocupado pelos sem terra em 2000, ligados ao CPT.

50.      Engenho Camarão/Itaquitinga
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terra em 1997 e em 2001. Em processo de desapropriação.

51.      Engenho Camarazal/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Domingos Ferreira de Souza Azevedo - Filho de Domingos Ferreira de Souza Azevedo e de Josefa Araújo de Souza Ferreira. Desde pequeno deram-lhe o apelido de “Tenente. Começou sua vida como feitor do engenho Prado/Nazaré da Mata do seu pai, demonstrando logo de início inclinação para a agricultura e para administração da pequena indústria açucareira, o bangüê. Casado sua prima Ana Malta da Costa Azevedo. Arrendou por 08 anos o engenho Diamante/Nazaré da Mata ao seu cunhado João Antonio da Costa Azevedo. Deixa o engenho e arrenda. Por 03 anos, o engenho Camarazal/Nazaré da Mata, de propriedade de João de Hermógenes. Compra o engenho Utinga/Paudalho e durante 04  anos se torna grande fornecedor de lenha à Great Western, empresa inglesa de transporte ferroviário. Com os lucros, compra o engenho Rodízio/Paudalho e começa a fornecer canas à Usina Mussurepe. Adquire a usina Cumbe/Paraíba, de fogo morto, que em cinco anos começa a moer. Recebe um convite para se associar a firma comissária Mendes, Lima & Cia (Usina Massurepe, Usina São José e Usina Catende); assume a direção da empresa. Dentro de dois anos, os primeiros sócios decidem deixar a sociedade, ficando Tenente com 50% das ações e A.Oliveira & Irmão com os outros 50%. Em 1916 a usina Catende era a maior produtora de açúcar do Brasil. Em 1945/46 já demonstra sensível queda de produção, que somente encontra sensível recuperação na safra de1950/51. Era a última safra produzida por Tenente, grande agricultor, homem de extrema sensibilidade humana. Iria sucede-lo seu filho João da Costa Azevedo. Proprietário dos engenhos: Catende/Catende; Prado, Trapua/Nazaré da Mata, Utinga/Cabo de Santo Agostinho e Rodízio/Paudalho; das Usinas Cumbe/Paraíba e Catende/Catende; arrendatário do Diamante e Camarazal/Nazaré da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Hermógenes - Proprietário do engenho Camarazal/Nazaré e rendeiro no Diamante/Catende.
Ocupado pelos sem terras em 1997, por 50 famílias e em 2007, ligados ao MST. Decreto nº 0-002, de 18 de agosto de 1997. Decreto - Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural denominado 'Engenho Camarazal', situado no Município de Nazaré da Mata, estado de Pernambuco, e da outras providencia. Curiosidades: Armas não Atiram Rosas - Na madrugada de 9/06/1997, pistoleiros atacaram o acampamento do Engenho Camarazal, na Mata Norte de Pernambuco, uma região dominada pela monocultura da cana. Eles chegaram atirando contra trabalhadores rurais sem terra acampados na área. Cinco trabalhadores ficaram feridos, inclusive duas crianças. Pedro Augusto da Silva e Inácio José da Silva, foram assassinados depois de terem sido brutalmente torturados. O caso ficou conhecido como o Massacre de Camarazal. No mesmo ano, o Engenho Camarazal foi desapropriado para reforma agrária e o novo assentamento passou a se chamar Assentamento Pedro e Inácio. Dez anos se passaram e até hoje ninguém foi punido. (Exibição de documentário sobre os 10 anos do massacre de Caramazal 24-Set-2007/n - será exibido no Encontro Nacional de Direitos Humanos, em Brasília)

52.      Engenho Camarú/Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jerônimo Souza Leão - Tenente-Coronel. Nasceu em 1846 e faleceu em 1921. Dois casamentos: 1º Francisca Severina Cavalcanti de Souza Leão e 2º Adelaide Lins Pereira do Carmo. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-2611; FR-2610.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Manuel de Souza Leão - Nasceu em 1867/Pernambuco. Casado com Júlia Martina Moreira, falecida em 1892. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-2614 (Francisca Severina de Souza Leão, João Augusto de Souza Leão, Maria dos Anjos Magarinos de Souza Leão, Thereza de Jesus Coelho de Souza Leão - Quando Criança). Proprietário dos engenhos: Camurú/Jaboatão dos Guararapes e Una/Vitória Santo Antão.

53.      Engenho Camboinha/Serinhaem
Proprietário/Morador/Rendeiro: Apolinário da Rocha Vieira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Genuíno Gomes Pereira - Vigário em 1887, da matriz de Serinhaem. Sócio do Instituto Arqueológico Pernambucano, que he forneceu diversas indicações: entre outras coisas a pedra com a inscrição relativa à reconstrução da antiga matriz da cidade, de 1791, a qual fora por ele encontrada "debaixo do altar-mor da antiga igreja de Nossa Senhora da Conceição/Serinhaem, por ocasião de cavar o alicerce do lado da capela-mor para a construção do cemitério da vila, que se deve aos seus esforços". A antiga matriz da Conceição foi pela segunda vez reconstruída entre 1836 e 1846, mas não foram concluídos os trabalhos, passando a servir de matriz a antiga igreja do Rosário dos Pretos

54.      Engenho Camela, antes São Jerônimo/Ipojuca – Segundo documento holandês, o engenho tinha 01 milha; era movido com água, podia anualmente produzir 3.000 a 4.000 arrobas de açúcar e pagava de recognição: 2 arrobas por mil. A casa de purgar e a casa das caldeiras eram de taipa mas estavam arruinadas. Segundo Sebastião Galvão, por volta de 1908, o povoado de Camela possuía uma capela dedicada a N. S. da Conceição, hoje igreja de Santo Antônio o único templo católico de Camela. Há duas datas na fachada: 1907 -1968; a primeira deve ser de uma restauração; a segunda,foi a de uma ampliação. Em 2008, o Vigário Frei Carlos Alberto, realizou melhoramentos. Curiosidades: Adriaen van Bullestrate: encarregado por um Alto e Secreto Conselho holandês de visitar o sul de Pernambuco, escreveu em 29/12/1641: “Em Serinhaem está vago o Engenho de... que pertenceu à viúva de Jerônimo de Ataíde, que se retirou;...
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jerônimo de Atayde de Albuquerque - Falecido (1635) antes da invasão holandesa, a sua viúva Catarina Camela administrava o engenho, que foi fundado por seu marido antes da invasão holandesa. Com a viuvez o engenho passou a ser conhecido pelo seu sobrenome. Catarina fugiu com Matias de Albuquerque e seu engenho foi confiscado pelos holandeses. Proprietário de três engenhos: São Jerônimo ou D. Camella/Ipojuca, Jaseru/Sirinhaém e (?)/ Jaboatão dos Guararapes/Muribeca. Curiosidades: Reza a lenda que moradores do lugar encontraram uma imagem de Santo Antônio na cachoeira do engenho São Pedro. A imagem mede aproximadamente, 40 cm, evidenciando o Menino Jesus no braço de Santo Antônio, que é atualmente guardada como relíquia. Catarina Camella, dona do engenho Camelinha, mandou construir um nicho para guardar sua imagem. Sempre ao amanhecer, Dona Catarina, muito piedosa, fazia suas orações para o Santo e, por diversas vezes, a imagem não mais estava lá no nicho. Santo Antônio voltava para a cachoeira onde foi encontrado por diversos moradores. Um dia, D. Catarina fez uma promessa ao Santo: se ele ficasse no nicho, ela iria construir uma igreja para ele em um lugar de destaque em Camela, para proporcionar aos devotos um local ideal para devoção dos fiéis. E assim ele atendeu seu pedido. Quando ela chegou ao nicho na manhã seguinte, lá estava a imagem de Santo Antônio. Exercendo influência moral e espiritual perante a comunidade, sendo extremamente fervorosa e muito ligada à Igreja, chamou as pessoas para construírem a capela de Santo Antônio de Camela com as pedras da própria cachoeira. Proprietária dos engenhos: Jaguaré; Jaserú, Araquara, Nossa Senhora da Palma/Serinhaem e Camela, antes São Jerônimo/Camela. Curiosidades: No “inventário de todos os engenhos situados ao Sul do rio Jangada até o rio Una, feito pelo Conselheiro Schott”, deparamos, entre os engenhos de Serinhaem, com “o Engenho São Jerônimo, situado em Taserusu, cerca de 02 milhas da cidade, ao sul do rio. Pertence a Catarina Camela, que fugiu com Albuquerque.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco da Rocha Wanderley Lins – Major. Casado com Maria Manuel a de Barros Wanderley, batizada em 1856/ Sirinhaém e falecida em 1888. Proprietário dos engenhos: Coelhas e Palma/Sirinhaém e Mundo Novo/Rio Formoso; Jaguaré e São Jerônimo ou D. Camella/Ipojuca.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Manuel de Barros Wanderley - Barão de Granito agraciado com o título (Dec. 25.03.1888). Advogado e político pernambucano. Proprietário de terras em Ipojuca, Rio Formoso e Serinhaem/PE. Nascido em 1842/Serinhaem e falecido em 1909/Recife. Filho de Cristovão de Barros Wanderley e Feliciana de Barros Wanderley. Casado com Maria da Conceição de Barros Wanderley, nascida em 1857 e falecida em 1910, Baronesa de Granito. Bacharel em Direito pela Faculdade de Recife, 1866. Deputado Provincial e Presidente da Assembléia Legislativa de Pernambuco. Alforriou todos os seus escravos, antes da Lei Áurea, entendendo ser melhor o exemplo que partisse de dentro de casa. Reconhecido por sua atitude liberal, caráter irretocável, firmeza de princípios e liderança política, achou por bem o Imperador D. Pedro II lhe conferir o título de “Barão do Granito” em Decreto Imperial de 25/03/1888. Dois argumentos eram defendidos pelo Barão de Granito para acelerar a libertação de seus escravos: o trabalho assalariado, produzia muito mais que o escravo; e que todos os homens possuem direitos naturais à liberdade e à igualdade, logo a escravidão feria à Bíblia e à Constituição Brasileira, pois estas estavam baseadas em princípios fundamentalmente liberais. Com fotografias na Coleção Francisco Rodrigues; FR-05554. Proprietário dos engenhos: Belém, São Sebastião, Jaguaré, Camela, antes São Jerônimo/Ipojuca; Mariana/Sirinhaém; Muitas Cabras/Barreiros; Palma/Sirinhaém, Catuama/Palmares; e Dois Braços/Água Preta; Catende e Catuama/Barreiros
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luís Braz Bezerra - Estava presente durante a invasão holandesa. Curiosidades: Em Pernambuco começa o movimento da Insurreição de 1645. Os Estados Gerais das Províncias Unidas, informados desta situação, exigiram o cumprimento da trégua assinada, o que levou o rei de Portugal a ordenar a suspensão do movimento revolucionário. Mas, os revolucionários responderam: «Combateremos até o fim e somente após expulso o invasor estrangeiro, iremos a Portugal receber o castigo pela nossa desobediência». Assim prosseguia a sua luta, agora na dupla condição de rebeldes. Entretanto, as buscas e prisões efectuadas pelas autoridades holandesas em princípios de Junho, começaram a precipitar os acontecimentos. No dia 13 desse mês, Vieira e outros conjurados reuniram-se no engenho de Luís Braz Bezerra dando início ao movimento insurreccional.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Catarina Camello - Viúva do Capitão Pero de Albuquerque. Proprietária dos engenhos: Jaguaré/Ipojuca (confiscado); São Jerônimo/Ipojuca, Jaserú/Sirinhaém, Nossa Senhora da Palma e Camelinha

55.      Engenho Cá-me-vou ou Camevou/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: José de Carvalho e Albuquerque - Coronel. Casado com Francisca Gouveia de Barros, oito filhos. Os dois primeiros filhos nasceram no engenho Camevou e os demais no engenho Santo Antônio - ambos em Palmares, herdados do pai de Francisca, o Coronel Leonardo Orlando de Barros casado com Francisca Caraciola da Costa Gouveia, a qual era filha de João Bento de Gouveia e Rita Enedina da Costa. Proprietário dos engenhos: Cá-me-vou e  Santo Antônio/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Piauhylino Gomes de Melo Filho – Coronel. Construiu a usina Serro Azul, na metade do século XIX, entre os anos de 1896 e 1929, nas terras do engenho Camevou, localizado nas margens do rio Una e a 22 km da sede de Palmares. Todos os dias fazia o percurso a cavalo entre as duas usinas, saindo de casa às 4 h. da e regressando às 22 horas, sem acompanhante. Achava ele que ninguém se atreveria a emboscá-lo, muito menos a enfrentá-lo. Quando chegava à casa grande da Usina Serra Azul, estava à sua espera, seu estribeiro, Veríssimo Gomes – sentado no terraço da casa, às vezes já ultrapassando de meia noite. Na época do inverno deixava as botas sujas na calçada, após fazer a rotineira recomendação: “Veríssimo! às 4 horas da manhã eu quero o cavalo pronto e as botas enxutas”. Veríssimo sempre teve o cuidado de cumprir as determinações pontualmente, antecipando-se 10 minutos da hora marcada. Nunca ouviu a 4ª badalada do grande relógio de parede da sala, sem o Coronel depois de alguns segundos lhe dá bom-dia! Esse regime de trabalho durou até 1922, quando a Usina Serro Azul moeu e o coronel passou a residir na usina nova. MOURA  (1998). Proprietário dos engenhos: Cá-me-vou ou Camevou/Palmares; Camevouzinho /Paudalho e Canário/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul – Fundada pelo Coronel José Piauhylino Gomes de Melo Filho, a metade do século XIX, entre os anos de 1896 e 1929, nas terras do engenho Camevou. A usina chegou a possuir 22 engenhos, onde plantava a cana de açúcar para sua produção: Camevou (a sede), Camevouzinho, Liberdade, Aratinga, Fertilidade, Floresta, Serra Azul (a antiga usina), Moscou, Aliança, Mágico, Verde, Mearim, Canário, União, Riachuelo, Penderaca, Vista Alegre, Tambor, Almirante, Rosa Murcha, Barra do Dia e Pará

56.      Engenho Camevouzinho/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Piauhylino Gomes de Melo Filho – Coronel. Construiu a usina Serro Azul, na metade do século XIX, entre os anos de 1896 e 1929, nas terras do Engenho Camevou, localizado nas margens do rio Una e a 22 km da sede de Palmares. Todos os dias fazia o percurso a cavalo entre as duas usinas, saindo de casa às 4 h. da e regressando às 22 horas, sem acompanhante. Achava ele que ninguém se atreveria a emboscá-lo, muito menos a enfrentá-lo. Quando chegava à casa grande da Usina Serra Azul, estava à sua espera, seu estribeiro, Veríssimo Gomes – sentado no terraço da casa, às vezes já ultrapassando de meia noite. Na época do inverno deixava as botas sujas na calçada, após fazer a rotineira recomendação: “Veríssimo! às 4 horas da manhã eu quero o cavalo pronto e as botas enxutas”. Veríssimo sempre teve o cuidado de cumprir as determinações pontualmente, antecipando-se 10 minutos da hora marcada. Nunca ouviu a 4ª badalada do grande relógio de parede da sala, sem o Coronel depois de alguns segundos lhe dá bom-dia! Esse regime de trabalho durou até 1922, quando a Usina Serro Azul moeu e o coronel passou a residir na usina nova. MOURA  (1998). Proprietário dos engenhos: Cá-me-vou ou Camevou/Palmares; Camevouzinho/Paudalho e Canário/Palmares;
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul – Fundada pelo Coronel José Piauhylino Gomes de Melo Filho, a metade do século XIX, entre os anos de 1896 e 1929, nas terras do EngenhoCamevou. A usina chegou a possuir 22 Engenhos, onde plantava a cana de açúcar para sua produção: Camevou (a sede), Camevouzinho, Liberdade, Aratinga, Fertilidade, Floresta, Serra Azul (a antiga usina), Moscou, Aliança, Mágico, Verde, Mearim, Canário, União, Riachuelo, Penderaca, Vista Alegre, Tambor, Almirante, Rosa Murcha, Barra do Dia e Pará

57.      Engenho Camila/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Amaro Gomes da Costa Rabelo – Tenente Coronel de Milícias de Brancos da Capital; Cavalheiro da Ordem de Cristo. Fez parte das Academias do Cabo de Santo Agostinho e Paraíso. Foi o mais forte e abnegado apóstolo da República e mereceu por isso a consideração do alto cargo de General. Casado com Ignácia Xavier da Cunha Coutinho Carneiro de Albuquerque, filha de Ignácio Xavier Carneiro de Albuquerque e Joana Coutinho Carneiro de Albuquerque. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues: FJN: 3.832, 4.376, 4.377, 4. 378; 3833 e 4379. A tradição familiar indica que o velho Amaro Gomes teria passado tempo em Minas Gerais, junto a parentes seus, de onde voltara bastante rico. Proprietário dos engenhos: Araripe do Meio/Itamaracá, Tracunhaém, Jardim, Camorim, Sipoal, Morojó, Taquara, Tabajara, Tabira, Camorim, Merecê (depois Salvador) e Tabayê /Goiana e Bonito/Nazaré da Mata; Camila/Paudalho.  Curiosidades: Diário de Pernambuco na História. Há 150 anos. Sexta-feira, 15 de julho de 1859 - Guarda Nacional - Por decreto de 18, 28 de junho e 2 de julho do corrente foram nomeados: o Dr. José Inácio da Cunha Rabelo, tenente-coronel chefe do estado maior do comando superior da Guarda Nacional do município de Goiana, da província de Pernambuco. O capitão João Alves Ribeiro da Cunha, tenente coronel comandante do 5º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional da província de Mato Grosso.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Cândido Carneiro da Silva - Proprietário dos engenhos: Bom Sucesso, Livramento e Camila/Paudalho.

58.      Engenho Camocim Grande/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco José Dias
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Antônio de Bastos Mello - Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-05024. Proprietário dos engenhos: Camorim Grande e Constituinte/Água Preta.
Ocupado pelos sem terras em 1994, ligados ao MST

59.      Engenho Camocim/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Inácio Camelo Pessoa de Araújo - Capitão. Casado com Luzia Pessoa de Araújo. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 05057; 748; 749. Proprietário dos engenhos: Cimbe, Cassuá e Jacaré/Timbauba; Camocim/Goiana; Felicidade/ Nazaré da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque - Barão de Muribeca agraciado com o título (Dec. 14.07.1860). Nasceu em 1804 e faleceu em 1894/engenho Pantorra. Filho do Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Rita de Albuquerque Mello que eram também pais dos viscondes de Suassuna, Camaragibe e Albuquerque. Formado em direito pela Universidade de Goettingen/Alemanha. Comendador da Real Ordem de Cristo de Portugal. Matriculado no curso de Matemática da faculdade de Direito da Universidade de Coimbra - 1821. Deputado Provincial por Pernambuco (2 vezes). Dedicou toda a vida à agricultura, constituindo grande fortuna que, por sua morte, legou a seus sobrinhos o engenho: Francisco do Rego Barros de Lacerda e Joaquim Corrêa de Araújo. Proprietário dos engenhos: Maciapé, Camorim, Curado, Brum e São João; Pantorra/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Amaro Gomes da Costa Rabelo – Tenente Coronel de Milícias de Brancos da Capital; Cavalheiro da Ordem de Cristo. Fez parte das Academias do Cabo de Santo Agostinho e Paraíso. Foi o mais forte e abnegado apóstolo da República e mereceu por isso a consideração do alto cargo de General. Casado com Ignácia Xavier da Cunha Coutinho Carneiro de Albuquerque, filha de Ignácio Xavier Carneiro de Albuquerque e Joana Coutinho Carneiro de Albuquerque. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues: FJN: 3832, 4376, 4377, 4378; 3833; 4379. A tradição familiar indica que o velho Amaro Gomes teria passado tempo em Minas Gerais, junto a parentes seus, de onde voltara bastante rico. Proprietário dos engenhos: Araripe do Meio/Itamaracá, Tracunhaém, Jardim, Camorim, Sipoal, Morojó, Taquara, Tabajara, Tabira, Camorim, Merecê (depois Salvador) e Tabayê /Goiana e Bonito/Nazaré da Mata; Camila/Paudalho.  Curiosidades: Diário de Pernambuco na História. Há 150 anos. Sexta-feira, 15 de julho de 1859 - Guarda Nacional - Por decreto de 18, 28 de junho e 2 de julho do corrente foram nomeados: o Dr. José Inácio da Cunha Rabelo, tenente-coronel chefe do estado maior do comando superior da Guarda Nacional do município de Goiana, da província de Pernambuco. O capitão João Alves Ribeiro da Cunha, tenente coronel comandante do 5º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional da província de Mato Grosso.

60.      Engenho Camocim/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Vaz Salgado - Coronel de Milícias de Olinda; Zelador e feitor da alfândega de Pernambuco. Nascido em 1697/Fafe/Braga/PT e falecido em 1758. Filho de José Vaz Salgado e de Tereza Maria José Pereira, lavradores que, como ele, obteve a familiatura do Santo Ofício. Veio para Pernambuco motivado por continuar a servir às tropas da Coroa Portuguesa. Casado, em 1729, com Tereza Maria José, 07 filhos, filha do Capitão do Terço e boticário Bento Pereira. Durante o século XVIII o engenho passou às mãos do filho mais velho, Joaquim José Vaz Salgado.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim José Vaz Salgado – Batizado em 1735. Filho do Coronel José Vaz Salgado e de Tereza Maria José. Herdou o engenho de seus pais, século XVIII.

61.      Engenho Camorinzinho/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Cornélio da Fonseca Lima - Dr. Nascido em 1841/engenho Cavalheiro/Jaboatão dos Guararapes, tendo falecido em 1908/engenho Cachoeira d’Antas/Água Preta. Bacharel em Direito pela Faculdade do Recife, em 1866. Primeiro Prefeito de Água Preta, em 1893, reeleito em 1896 e 1902. Deputado Federal. Filho de Francisco Casado da Fonseca e de Martinha Margarida de Lima. Proprietário dos engenhos: Camorinzinho e Cachoeira d’Antas/Água Preta.

62.      Engenho Campanha/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Secundino de Barros e Silva - Proprietário dos engenhos: Araguara e Campanha/Gameleira.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Gomes de Barros e Silva - Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-05221; FR-05222.

63.      Engenho Campestre/Escada - Localização: saindo da sede do município, pegar a estrada da usina Barão de Suassuna e a estrada do engenho Campestre, não pavimentadas e em bom estado de conservação.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Araújo Cavalcante
Proprietário/Morador/Rendeiro: Caetano Moreira Lima Falcão – Casado com Alda Costa Lima Falcão. Um dos poucos sobreviventes do navio Araraquara afundado pelo U-507, no dia 14/08/1942. Recebido como herói, Caetano serviu ao Exército e depois viveu no engenho Campestre/Escada, onde nasceram 05 gerações de Caetano Falcão, incluindo seu filho e neto.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Dias de Arruda Falcão - Casado com Maria Ângela de Moraes Falcão. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-1840; FR-1842. Proprietário dos engenhos: Potengi, Campestre e Cajueiro/Escada

64.      Engenho Campina Grande/Barreiros
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Leodegário Castello Branco – Co-proprietário

65.      Engenho Campina Nova/Barreiros - No engenho ainda pode ser vista as ruínas de um sobrado, que serviu de morada para herdeiro da Usina Central Barreiros, João Coimbra, e que preserva os traços arquitetônicos, juntamente com um antigo barracão e casas típicas de moradores, representa o que foi um dos mais bem cuidados engenhos da região
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Coimbra – Major. Advogado, filho de portugueses, século XIX. Casado com Francisca de Albuquerque Belo Coimbra, engenho Tentugal. Pais de Estácio de Albuquerque Coimbra. Herdeiro da Usina Central Barreiros. Morou no engenho Campina Nova/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Graciano Machado Pedrosa
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Buarque Filho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Ribeiro - Proprietário dos engenhos: Campinas e Laranjeiras/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Central Barreiros – O início da década de 50 foi um momento de expansão da produção de cana-de-açúcar, graças a uma conjuntura internacional favorável que abria novos mercados à produção brasileira. A Usina Central Barreiros colocava em marcha uma política de pleno aproveitamento de seu patrimônio fundiário: as terras entregues aos rendeiros eram então praticamente inexploradas. Proprietária dos engenhos: Manguinhos, Gindhy/São José da Coroa Grande; Rebouças/Tamandaré; Vermelho/Glória de Goitá; Morim/Barreiros. Proprietária dos engenhos: Manguinhos, Gindhy/São José da Coroa Grande; Rebouças/Tamandaré; Vermelho/Glória de Goitá; Morim/Barreiros
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terras. Decreto/01 | Decreto de 16 de maio de 2001 Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências. IV - "Engenho Campinas e Outros", com área de cinco mil, cento e oitenta hectares e vinte ares, situado nos Municípios de Barreiros e São José da Coroa Grande.

66.      Engenho Campinas/Igarassu
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina São José

67.      Engenho Campo Alegre do Norte/Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Tertuliano Carneiro da Cunha - Coronel
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio de Sá Cavalcante Lins - Capitão mor da Muribeca; Coronel do Reg. de Cavalaria de Itamaracá; Fidalgo da Casa Real; participou da Guerra dos Mascates. Viveu sempre no engenho Megáo. Filho de José de Sá de Albuquerque e de Maria da Fonseca Cristiana. Segundo o seu testamento, datado de 12/1/1734, foi casado com Joana de Ornelas, filha de Baltasar de Ornelas Valdevez, natural da Ilha da Madeira, e de sua 2ª esposa Maria de Castro. Com fotografia: Col. Francisco Rodrigues; FR-2616. Proprietário dos engenhos: Campo Alegre do Sul/Vitória Santo Antão; Santa Maria, Santo André; Novo da Muribeca /Jaboatão dos Guararapes-Muribeca; São José e Velho Beberibe (Enkalchoven), Santo Antônio da Várzea /Recife; Almécega/Água Preta; Gurjaú ou Grojaú/Cabo Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gaspar Dias Ferreira – Português. Judeu. Radicado em Pernambuco desde 1628. Presidente da Câmara de Olinda; Escabino do Recife em 1637, 1639 e 1640. Filho de Pedro Dias Ferreira, assassinado em 1654. Um dos devedores da WIC; naturalizou-se holandês, era um dos homens de maior confiança do Conde Maurício de Nassau, tanto é, que o acompanhou em sua partida para os Países Baixos, em 1644; sendo depois considerado traidor. Proprietário dos engenhos: Novo, Santo André, Santa Maria/Jaboatão dos Guararapes, Campo Alegre do Sul/Vitória Santo Antão.  Curiosidade: Relata frei Manuel Calado, o episódio envolvendo denúncia contra a senhora-de-engenho Jerônima de Almeida, mulher de Rodrigo de Barros Pimentel, que, para se livrar de um falso testemunho do seu escravo, teve que entregar a Gaspar Dias Ferreira (testa-de-ferro de Nassau em negócios escusos) noventa caixas de açúcar. Curiosidade: De 27/08 a 4/9/1640, o conde Maurício de Nassau querendo sentir a opinião de seus jurisdicionado, convocou uma Assembléia de conteúdo inegavelmente democrático. Dela participaram numerosos proprietários de engenhos representando suas freguesias: Gaspar Dias Ferreira/cidade Maurícia; Arnau de Holanda/São Lourenço da Mata; João Fernandes Vieira/Várzea; Manuel Paes/Cabo de Santo Agostinho; Amador de Araújo/Ipojuca; F. Fernandes Araújo/Sirinhaém; Antonio Bulhões/Jaboatão dos Guararapes; Fernão do Vale/Muribeca; Gonçalo Novo de Lira/Igarassú; Rui Vaz Pinto/Itamaracá; Antonio Pinto de Mendonça/Paraíba e Francisco Rabelo/Porto Calvo, Santo André e Novo, de Antônio de Sá e Albuquerque e vendidos a Gaspar Dias Ferreira; participou da guerra dos mascates. Curiosidade: Registro Provisões do Conselho Ultramarino Lisboa, 20/10/1650. Sobre determinar-se que Gaspar Dias Ferreira não seja desapossado de 2 engenhos que tem em Pernambuco, sem ser ouvido. A. H. U., Códice 92, fl. 157.

68.      Engenho Campo Alegre/Timbauba- Engenho vinculado a Usina Tiúma
Proprietário/Morador/Rendeiro: Bernardino de Carvalho - 5º neto, por via materna, de Francisco Vidal e de Catarina Ferreira. Proprietário dos engenhos: São Félix/Palmares e o Velho/Cabo de Santo Agostinho e Campo Alegre/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Xavier de Andrade
Ocupados pelos sem terras em 2002, ligados ao MST.

69.      Engenho Campo Verde/Barreiros
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Honorato de Barros - Major

70.      Engenho Camulengue/Barreiros 
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ignácio Ferrão Castelo Branco – co-proprietário

71.      Engenho Camurim Grande/Água Preta – Casa grande e destilaria do engenho na lista de bens culturais e naturais – tangíveis, da mata sul.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre proprietários e/ou moradores
Ocupado pelos sem terras. D.O. DE 25/11/1993, P. 17821. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais denominados "engenho Camurim Grande", "engenho constituinte" e "engenho Volta do Una", situados no município de Água Preta, estado de Pernambuco, e dá outras providências.

72.      Engenho Cana Brava/Altinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre proprietários e/ou moradores
Ocupado pelos sem terra

73.      Engenho Cana Brava/Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terra  Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR- 03/PE/ N°54140.001194/2006-99. Imóvel: Engenho Cana Brava e Contra Açude/ Catende. Área registrada (Ha): 178,0000. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

74.      Engenho Cana Brava/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Correia de Araújo Lima – Capitão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Jorge Gomes Guerra – Tenente-Coronel. Casado com Maria Farinha. Proprietário dos engenhos: Cana Brava e Monjope/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Gomes Correia de Oliveira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulo Fernando de Morais Cavalcanti – Proprietário em 1977. Proprietário dos engenhos: Araruna, Trás os Montes, Cana Brava, e Pindobinha/Paudalho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulo Fernando Vasconcelos

75.      Engenho Cana Rachada/Água Preta - Engenho localizado a 20 km da sede de Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

76.      Engenho Canabravinha/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Xavier de Moraes Coutinho

77.      Engenho Canadá/Carpina
Proprietário/Morador/Rendeiro: Otávio Gonçalves Guerra – Nascido em 1910/Tabatinga. Filho de José Gonçalves Guerra e de Ana Pessoa Guerra. Casado com Alzira Correa de Andrade (02 filhos). Pioneiro na importação de gado-zebu (indu-brasil), nos anos 40. Estabeleceu-se no engenho Canadá. Diretor da Cooperativa dos Bancuezeiros de Pernambuco; Cooperativa dos Plantadores de Cana de Pernambuco; Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco; Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco; Sociedade Auxiliadora da Agricultura; Museu do Açúcar; Cooperativa Agropecuária do Carpina; Associação dos Criadores da Mata Norte; Museu do Carpina; um dos fundadores do Parque de Exposição Professor Antônio Coelho/Recife e do Parque de Exposição Senador Paulo Guerra, em Carpina. Vereador em Carpina e vice-prefeito por duas vezes nesta mesma cidade.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia Agricola e Mercantil de Pernambuco - Proprietária dos engenhos: Anjo; Cachoeira Nova, Burarema, Sibiró do Cavalcanti/Sirinhaém; Dois Rios, Jaciru/Goiana; Assunção; Cachoeira; Canadá, Castor, Ganganelli, Pinto/Gameleira; Lobo/Sirinhaém; Ribeirão/Escada; Dois Rios/Goiana; Jacaré, Jacé, Novo/Goiana; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho

78.      Engenho Canário/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Piauhylino Gomes de Melo Filho – Coronel. Construiu a usina Serro Azul, na metade do século XIX, entre os anos de 1896 e 1929, nas terras do Engenho Camevou, localizado nas margens do rio Una e a 22 km da sede de Palmares. Todos os dias fazia o percurso a cavalo entre as duas usinas, saindo de casa às 4 h. da e regressando às 22 horas, sem acompanhante. Achava ele que ninguém se atreveria a emboscá-lo, muito menos a enfrentá-lo. Quando chegava à casa grande da Usina Serra Azul, estava à sua espera, seu estribeiro, Veríssimo Gomes – sentado no terraço da casa, às vezes já ultrapassando de meia noite. Na época do inverno deixava as botas sujas na calçada, após fazer a rotineira recomendação: “Veríssimo! às 4 horas da manhã eu quero o cavalo pronto e as botas enxutas”. Veríssimo sempre teve o cuidado de cumprir as determinações pontualmente, antecipando-se 10 minutos da hora marcada. Nunca ouviu a 4ª badalada do grande relógio de parede da sala, sem o Coronel depois de alguns segundos lhe dá bom-dia! Esse regime de trabalho durou até 1922, quando a Usina Serro Azul moeu e o coronel passou a residir na usina nova. MOURA  (1998). Proprietário dos engenhos: Cá-me-vou ou Camevou/Palmares; Camevouzinho/Paudalho e Canário/Palmares;
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul – Proprietário de 22 Engenhos: Camevou (a sede), Camevouzinho, Liberdade, Aratinga, Fertilidade, Floresta, Serra Azul (a antiga usina), Moscou, Aliança, Mágico, Verde, Mearim, Canário, União, Riachuelo, Penderaca, Vista Alegre, Tambor, Almirante, Rosa Murcha, Barra do Dia e Pará.

79.      Engenho Canavieira/Glória do Goitá
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Carneiro Beltrão - Coronel. Curiosidades: Em 16/12/1937, foi inaugurada a capela de São Lourenço de Mártir. Merece especial menção, pelas doações feitas, os nomes dos Senhores José Cipriano Pimentel; João Carneiro Beltrão, Engenho Canavieira; João Vieira dos Santos; engenho Palhetas; Severino Gomes; João Elysio Pessoa; e Antonio Vicente de Carvalho, engenho Antas.

80.      Engenho Cancela/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Miguel da Cunha de Moraes Pinheiro - Casado com América Brazilica de Albuquerque Maranhão. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4188; FR-4189

81.      Engenho Cangaçá/São Lourenço da Mata - O engenho possui uma bela casa grande alpendrada, com arcos e antiga fábrica, situada no centro da sede de São Lourenço da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Aloysio Corrêa de Araújo – Nascido em 1931. Filho de Paulo e Zuleida Corrêa de Araújo.  Casado com sua prima Luiza Corrêa de Araújo, nascida em 1938, filha de Luiz Francisco e Francisca de Paula Corrêa de Araújo, engenho Timbi/Camaragibe. O engenho pertenceu a família Corrêa de Araújo por cem anos. Proprietário dos engenhos: Cangaçá/São Lourenço da Mata e Timbi/Camaragibe.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Belmino Corrêa de Araújo - Casado com sua prima Maria dos Anjos de Araújo. Engenho recebido de herança de seu sogro Francisco de Paula Corrêa de Araújo. Além de explorar a cana de açúcar - Dr. Belmino, homem de larga visão empresarial, ali instalou uma serraria com o objetivo de fabricar móveis, cuja razão social era “Corrêa de Araújo Ltda”, cujo nome de fantasia era “Serraria Econômica”.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Paula Corrêa de Araújo – Senador. Adquiriu o engenho através de escritura pública de compra e venda, em 1905, dois anos antes de sua morte. O engenho foi herdado pela sua filha Maria dos Anjos Corrêa de Araújo, casada com o primo Dr. Belmino Corrêa de Araújo.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Duarte de Albuquerque Maranhão - Prefeito de São Lourenço - 20/07/1907 a 20/09/1907.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luis Francisco Corrêa de Araújo - Dr. Herdeiro do Senador Francisco de Paula Corrêa de Araújo, nascido em 1850 e falecido em 1907. Casado com Ana Amália Corrêa de Araújo, 09 filhos. Com a morte de seu pai, passou a administrar o engenho, junto a sua mãe Ana Amália (Vovó Marocas) até que cada herdeiro tivesse capacidade de gerir o quinhão respectivo, o que foi feito com muita seriedade e renúncia. Luis esperou que todos os seus irmãos casassem; oportunidade em que recebiam o quinhão respectivo, para então vir a contrair suas próprias núpcias. Adquiriu o engenho de seu cunhado e primo Belmiro Correa de Araújo. Engenho transmitido por doação a Luiza e Aloysio Correa de Araújo. Proprietário dos engenhos: Cangaçá, Penedo de Cima, Roncaria, Pitangueiras/São Lourenço da Mata; Timbi/Camaragibe e Poeta/Recife.

82.      Engenho Cangaú/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Ranulfo da Costa Queiroz - Casado com Maria Anunciada de Albuquerque Queiroz. Proprietário dos engenhos: Baraúna, Cangaú e Cangauzinho/Aliança; co-proprietário da Usina Matary e proprietário da Usina Bulhões.

83.      Engenho Cangauzinho/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Ranulfo da Costa Queiroz - Casado com Maria Anunciada de Albuquerque Queiroz. Proprietário dos engenhos: Baraúna, Cangaú e Cangauzinho/Aliança; co-proprietário da Usina Matary e proprietário da Usina Bulhões.
Ocupado pelos sem terras em 2000.

84.      Engenho Canha/Vitória Santo Antão - O Engenho tem mais de cem anos e ainda produz mel e rapadura nos moldes primitivos. Curiosidades: Há 150 anos O Diário de Pernambuco não circulou no domingo, 30 de abril de 1854. Lia-se no dia 29: Avisos - Arrenda-se o Engenho Canha, de fogo vivo e corrente, distante duas léguas da cidade da Vitória, em terras de matas à margem do rio Natuba, com muitas várzeas para plantações de canas, arrôz e outras lavouras, de boa produção: moe com animais, e se pode mudar para moer d'água, e o rendeiro que a isto se propuser, paga-se no arrendamento do dito Engenho. Neste Engenho tudo é bem reputado, porque o mel de furo não chega para os compradores, e do mesmo modo a aguardente, por ficar este Engenho na entrada do sul. Vende-se também uma pequena safra, mas esta não servirá de embaraço para o arrendamento
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cristovão Álvares dos Prazeres - Tenente-Coronel. Curiosidades: Hecatombe da Vitória – Um desacordo político que deu origem a duas alas: dos “Democratas” e outra dos “Leões”; esta última, dirigida pelo Dr. José Felipe de Souza Leão, Presidente do Tribunal de Relações do Estado, e chefe político de Vitória de Santo Antão, o qual tinha como preposto nesta cidade o seu amigo e filho adotivo, a quem educara: Dr. Nicolau Rodrigues da Cunha Lima, Juiz Municipal do termo. Na cidade, constituindo como que o seu estado maior, encontrava-se ao lado do Dr. Nicolau: o Tenente José Francisco Pedroso de Carvalho, do Engenho Gameleira; Tenente Cristóvão Álvares dos Prazeres, do Engenho Canha; o capitão Torreão, comandante do destacamento local; Miguel Álvares dos Prazeres; o artista imaginário Martiniano Inocêncio de Pinho Leite; o pedreiro Antônio Muniz de Paula, vulgo “Pardo Velho”, José Olavo Wanderley; Antônio Cavalcanti de Almeida, conhecido por “Tiburtino”, Manuel Lídio Álvares dos Prazeres, e Tenente. Cel. Francisco José Álvares, Idelfonso Álvares Prazeres e tantos outros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Juvêncio Pires Falcão - Tenente-Coronel, líder rebelde da Vila de Nossa Senhora do Ó. Curiosidades: Há 125 anos. Diário de Pernambuco, quarta-feira, 15 de agosto de 1883 Revista diária, - Vinho de caju - O Sr. Tenente- Coronel Antônio Juvêncio Pires Falcão, proprietário do Engenho Canoas, nos comunica, que tem depósito do seu acreditado vinho de caju , na antiga rua do Rangel, hoje Visconde de Inhaúma nº 62, nesta cidade. Assegura-nos o Sr. Tenente – Coronel Pires Falcão que se acha comprovado por fatos, pelos ótimos resultados obtidos, a eficácia do dito vinho nas hidropisias de todas as espécies, no beri-beri, na asma, anemia, obstruções do baço e fígado, albuminosas, febres intermitentes e outras moléstias.(...)
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Martiniano Ximendes - Ficou do lado dos holandeses, durante a invasão. Proprietário dos engenhos: Canoa Grande/Rio Formoso; Jaboatão (depois Usina)/Jaboatão dos Guararapes.

85.      Engenho Canoa Rachada/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fabrício Cardoso - Tenente-Coronel
Proprietário/Morador/Rendeiro: Estácio de Souza Leão Filho – Co-proprietário do engenho
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Baptista Santiago Ramos - Casado com Rita Feliciana Wanderley. Proprietário dos engenhos: Arranca ou Arranco e Canoa Rachada/Água Preta
Ocupado pelos sem terras em 2000, ligados ao MST. Decreto/03 | Decreto de 25/02/2003 - Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis que menciona, e dá outras providências: ... III - "Engenho Canoa Rachada", com área de mil, oitocentos e sessenta e três hectares, situado no Município de Água Preta, objeto da Matrícula nº 164, fls. 86, Livro 2-B, do Cartório de Notas e Registro de Imóveis da Comarca de Água Preta, Estado de Pernambuco (Processo INCRA/SR-03/nº 54140.002182/00-96). STF mantém desapropriação de imóvel rural em Pernambuco - O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria de votos, manteve a desapropriação para fins de reforma agrária do engenho Canoa Rachada, no município de Água Preta, em Pernambuco, contestada no Mandado de Segurança (MS) 24573. Mandado de Segurança 24.573-5 Distrito Federal - Cuida-se de Mandado de Segurança impetrado por Estácio de Souza Leão Filho contra ato do Exmo Sr. Presidente da República que declarou, por meio de decreto de 25.02.2003 (DOU de 26.02.2003), de interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural denominado “engenho Canoa Rachada”, situado no Município de Água Preta, Estado de Pernambuco. O impetrante e os seus nove irmãos são proprietários do referido imóvel, originário de sucessão “causa mortis”, o qual é constituído por 9 (nove) partes ideais, cujas dimensões não atingiriam, individualmente, a área mínima necessária de 15 (quinze) módulos fiscais. STF 12/06/2006 ... manteve a desapropriação para fins de reforma agrária do Engenho Canoa Rachada, no município de Água Preta, em Pernambuco, contestada no ...


86.      Engenho Canto Alegre/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Noberto Pereira de Andrade - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-654.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Urbano Barbosa da Silva Pereira - Casado com Cândida de Jesus de Azevedo Coutinho. Proprietário do engenho: Canto Alegre/Timbauba.

87.      Engenho Canto Escuro/Escada - Casa grande do engenho da segunda metade do século XIX, na lista de bens culturais e naturais, tangíveis da Mata Sul de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Mendes, Lima & Cia - Antonio Fernandes Ribeiro foi o fundador da firma "Barros, Mendes & Cia", em sociedade com os portugueses: João José Rodrigues Mendes e Gonçalo Alfredo Alves Pereira, sucedida por "Mendes, Lima & Cia, ao brasileiro José Adolpho de Oliveira Lima. A firma iniciou suas atividades comerciais com a compra de bacalhau, e depois como importadora do mesmo produto. Anos depois interessou-se pela atividade açucareira como comissária e exportadora de açúcar, que adquiria por financiamento antecipado a Engenhos e Usinas. Desse modo conseguiu acumular considerável patrimônio, por compra, ou em ressarcimento daquelas unidades incapazes de saldarem seus compromissos, conforme observa-se pelo levantamento do ativo da empresa por ocasião do inventário procedido com o falecimento do sócio Joaquim Lima d'Amorim que ingressara na firma em 1900, e cujos bens estavam assim arrolados as Usinas: Perseverança e engenhos; Trapiche; Ubaquinha; engenhos: Camaragibe, Jaciru, Cachoeira Nova, Cachoeira Velha , Anjo, Palma, Ubaca, Ubaquinha, Xanguá, Sapucaia, Sibiró do Cavalcanti, Porto Alegre, Gindaí ou Gindahi/Sirinhaém; Jardim/Catende; Jacaré/Goiana; Laje Nova/Palmares; Santana, Mangueira/Água Preta; Sirinhaém depois Todos os Santos, São Brás Coimbero/Cabo de Santo Agostinho; São Domingos/Barreiros; Fluminense; Rosário; Canto Escuro; Trapiche; e Machado.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gaspar Cavalcanti de Albuquerque Uchoa - Tenente Coronel. Batizado Matriz de N. Senhora da Conceição de Serinhaem/Pernambuco Livro de Registros de Batismos nº 02, 1814-1867, pp. 22v-23.  Casado com Francisca de Assis de Albuquerque Uchoa (antes Assis Cavalcanti Maranhão). Proprietário dos engenhos: Canto Escuro/Escada; Quitinduba/Serinhaem e Cumaru/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Barros e Silva – Barão de Pirangy (Dec. de 18 de outubro de 1873). Residia em seu engenho Firmeza/Escada, onde era muito conhecido por Barão de Firmeza. Falecido em Garanhuns e sepultado em Escada. Casado com Anna Velloso da Silveira (de Barros e Silva), filha de José Velloso da Silveira  e de Maria Velloso da Silveira. O casal teve três filhos. Proprietário dos Engenhos de Canto Escuro, Maracujá, Pirangy, Firmeza, Cassuá, Vilhetas e Jaguaribe (todos na Freguesia de Escada).

88.      Engenho Canto Flor/Catende – Engenho com  uma área registrada de 7.315,9200 ha. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.002780/2005-70. Imóvel: engenho Monte Pio, Canto Flor, Curupaiti,.../ Catende, Água Preta e Palmares.

89.      Engenho Canto/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Salgado

90.      Engenho Canudos/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Porfírio Gomes de Andrade

91.      Engenho Canzanza /Moreno
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Carneiro Rodrigues Campello - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-06189. Proprietário dos engenhos: Buscahú/Goiana e Canzanza/Jaboatão dos Guararapes.
Ocupado pelos sem terras. Assentamento do INCRA, a Associação de Pequenos Produtores do engenho Canzanza e a Escola Municipal de 2° Grau Eng, Canzanza. Decreto Nº 0-005, de 10 de fevereiro de 1998. Decreto - Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural denominado 'engenho Canzanza', situado no município de Moreno, estado de Pernambuco, e da outras providencias.

92.      Engenho Capibaribe de Baixo/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nestor Gonçalves de Moura – Capitão. Rendeiro

93.      Engenho Capibaribe/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: José de Farias dos Santos Pimentel

94.      Engenho Capibaribe/São Lourenço da Mata - Localizado a 5,7 km da sede do município. Estrada em terra em estado regular de conservação. Faz parte do consórcio de engenhos do Projeto Engenhos do Norte, como Engenho de Tecnologia. O engenho Capibaribe tem como elemento de destaque a capela e a moita. A casa grande, um “bungalow” de construção mais recente não possui características relevantes, mas está bem cuidado, o entorno natural não tem nenhum elemento de grande realce, mas apresenta uma ambiência acolhedora
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Tavares Gomes de Araújo - Com fotografia em: Col. Francisco Rodrigues; FR-755; FR-756. Proprietário dos engenhos: Bento Velho/Vitória de Santo Antão e Capibaribe/São Lourenço da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Augusto de Souza Leão - Barão de Caiará (Dec. 25.07.1885). Nascido em 1830/engenho Caraúna/Jaboatão dos Guararapes e falecido em 1898/Olinda. Filho do Tenente-Coronel Domingos de Souza Leão e de Teresa de Jesus Coelho de Souza Leão. Formado em Direito pela faculdade do Recife. Foi Deputado Provincial em sucessivas legislaturas, Presidente da Assembléia Provincial; governou a Província de PE como Vice-Presidente, em 1885 e 1889. Juiz de Paz; Cavaleiro da 1ª Ordem da Rosa. Casado com sua sobrinha Idalina Carlota de Barros Rego, filha de Luiz Francisco de Barros Rego e Carlota Guilhermina de Souza Leão, nascida em 1830, no engenho Caraúna/Jaboatão dos Guararapes. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 2528; 3654; 3655; 2530; 2531. Proprietário do engenho Capibaribe/São Lourenço.

95.      Engenho Capibaribe/São Vicente Férrer
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

96.      Engenho Capibaribe/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião José de Mendonça

97.      Engenho Capim Canela/Moreno
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras, em 2004 - Lavradores ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) tomaram o engenho Capim Canela para pedir a posse do Engenho Contra-Açude. para pressionar o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) a desapropriar uma área vizinha.

98.      Engenho Capim/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leonardo Bezerra Cavalcante - Casado com Bernardina Josefa de Moraes Navarro. Rendeiro do engenho Capim

99.      Engenho Capim-Assu/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Barros Rego - Militar. Capitão mor de Olinda e proprietário de terras de Jaboatão dos Guararapes à Tapera. Nasceu em Olinda, século XVII. Filho de Mathias Vidal de Negreiros e de sua mulher Maria de Freitas. Vereador em Olinda (1668); Juiz Ordinário (1691); Provedor da Fazenda Real (1710). Durante a Guerra dos Mascates participou das batalhas e acabou preso em maio de 1712. Foi um dos chefes do Partido da Nobreza em 1710-1711. Morreu na prisão na Fortaleza do Brum/Recife, em 1712.  Casado com Maria Magdalena da Silva, filha de João Martins da Costa e Maria José Bezerra. Proprietário dos engenhos: Capim-Assu/Rio Formoso; Estiva/Amaraji; Camarão/Água Preta; Quilombo, Buscau ou Buscahú, Jaboatão, Pereiras/Jaboatão dos Guararapes;  Xixaim, Pintos/Moreno; Sapucaia/Sirinhaém; e Viagens.

100.    Engenho Capivara/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Bernardino Ferreira – Major. Rendeiro.

101.    Engenho Capivara/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Pedrosa

102.    Engenho Capricho/Palmares - Em 1871, foram feito uma relação dos engenhos que ocupavam o Aldeamento da Vila de Escada: Murissy, Criméia, Bom Sucesso, Capricho, Açougue, Alegria.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Laurentino de Barros Lins - Curiosidade: Na Comarca de Vitória de Santo Antão, a Aldeia de Escada, em 1861, era considerada "a mais rica da Província" de Pernambuco.  A oligarquia açucareira era formada por "um grupo de oito famílias inter-relacionadas": Lins possuíam 40 engenhos, só em Escada; Pontual 17 engenhos e um sítio; Santos 16 engenhos; Velloso 09 engenhos; Dias 09 engenhos; Barros e Silva 09 engenhos; Alves da Silva 05 engenhos; Siqueira Cavalcante 05 engenhos; e Araújo proprietária de "11 plantações". Proprietário dos engenhos: Capricho ou Reflexão e João Gomes/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Antonio Pereira Borba - Nasceu em 1864/engenho Paquivira/Tiambaúba e falecido em 1928/Recife. Filho de Simão Velho Pereira Borba e de Inês Maria de Andrade Lima. Casado com Maria de Andrade Borba, 08 filhos. Em 1883, entrou na Faculdade de Direito do Recife, colando grau em 1887. Promotor da Comarca de Itabuna, 1888; Deputado Federal, líder da bancada pernambucana, Governador do Estado de Pernambuco (1915-1919) e Senador. Em 1914 foi eleito Prefeito de Goiana, acumulando a função com o cargo de deputado. Criou a Imprensa Oficial.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terras em 2000, 100 famílias. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/INCRA/SR-03/PE/N°54140.002780/2005-70. Imóvel: engenho Monte Pio,..., Capricho,... e São Francisco/Catende, Água Preta e Palmares. Área registrada: 7.315,9200 Ha. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

103.    Engenho Caracituba/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Clementino M. da Fonseca - Proprietário dos engenhos: Cassupim/Escada e Caracituba/Amaraji; rendeiro do Primavera/Amaraji.

104.    Engenho Caraçuipe ou Carassuhype/Água Preta - Localizado a 21 km ao SO da sede do município de Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque - Barão e Visconde de Camaragibe, com grandeza. Nasceu em 1806/Jaboatão dos Guararapes e faleceu em 1875/Camaragibe. Filho do Capitão-mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de  Maria Rita de Albuquerque Mello. Fez o curso de humanidades em PE, estudou na Universidade de Coimbra e na Universidade de Gottingen/Alemanha, onde se doutorou em 1827. Voltando ao Brasil foi nomeado lente da Academia de SP, em 1829; e depois da Academia de Olinda, em 1830, onde regeu a cadeira de Direito Civil; Diretor da Faculdade de Direito do Recife. Presidiu a Província de PE, em 1859, tendo sido Vice-Presidente em 1844. Deputado da Assembléia Geral em seis legislaturas, tendo presidido a Câmara diversas vezes. Senador, em 1869; Conselho de S. Majestade; Grande do Império, Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial, Grã-Cruz da I. Ordem de Cristo, Comendador da Ordem de N. S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal. Proprietário dos engenhos: Caraçuipe ou Carassuhype/Água Preta e Camaragibe/Camaragibe.

105.    Engenho Caramurú/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Iluminato Soares da Fonseca – Proprietário dos engenhos: Caramurú/Água Preta e Crassituba, Diogo /Amaraji.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim de Sousa Leão - Barão (Dec. 09.08.1884) e Visconde (Dec. 10.04.1867) de Campo Alegre. Major Comandante de Secção de Guerra da Guarda Nacional; Comendador da 1ª Ordem da Rosa e da Real Ordem de Cristo e de N. S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal. Nasceu em 1818/Pernambuco e faleceu em 1900. Filho do Tenente-Coronel Filipe de Souza Leão e de Rita de Cássia Pessoa de Mello. Casado com sua prima Francisca de Souza Leão, filha do Comendador Antonio de Paula de Souza Leão e de Teresa Victorina Bezerra da Silva Cavalcanti. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 2563; 2558; 2561; 2564; 3676.  Proprietário dos engenhos: Moreno depois N. Sra. da Apresentação, Brejo/Moreno, Algodoais, Bom Fim; Caramurú, Santa Fé/Água Preta; Gaibú, Ilha das Cobras, Serraria, Tirirí, Boa Vista, Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Carneiro Leão – Co-proprietário

106.    Engenho Carassu, Crauassú ou Cará-Assú /Barreiros - Engenho fundado em terras de sesmarias, por concessão régia de Portugal, no princípio do século XVIII, de que era concessionário Diogo Paes Barreto.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ludovico Correia de Oliveira - Dr. Proprietário dos engenhos: Camurú, Patrimônio/Goiana e Recanto(2)/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ana Camboim de Mendonça Vasconcellos – Filha do Barão de Buíque Francisco Alves Cavalcanti Camboim e de Ana Olimpia de Siqueira Cavalcanti. A única filha que se casou foi Anna Camboim que contraiu núpcias com o Manuel Albuquerque Machado, natural do Rio Grande do Norte, formado em Direito pela Faculdade de Olinda, tendo morrido no Brejo da Madre de Deus com apenas 25 anos de idade, atacado pela "Cólera". O casal deixou somente um filho que teve o nome de Manuel Machado de Albuquerque Camboim, e foi criado pelo avô (Barão de Buíque) que lhe chamava pelo nome "Camboeim" e por outros familiares de "Machadinho". Proprietária dos engenhos: Carassú, Crauassú ou Cará-Assú  e Saboroso/Barreiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Diogo Paes Barreto – Morgado do Cabo de Santo Agostinho. Nascido em Viana do Castelo/Minho/PT e falecido em 1617/Olinda. Filho de Antônio Velho Barreto. Casado com Inêz Tavares Guardês. Durante a invasão holandesa fugiu para Bahia com Matias de Albuquerque. Recebeu uma sesmaria no princípio do século XVIII. Em terras dos índios Caetés No começo do século passado, Diogo Pais Barreto instituiu um patrimônio a Santo Antônio, abrangendo ½ légua da sesmaria, sob a condição de que nele se erigisse uma capela ao referido Santo. Os seus herdeiros ratificaram essa disposição e a capela foi edificada, consoante o desejo do doador. Data daí o início do povoamento de Barreiros. Proprietário dos engenhos: Nossa Senhora de França/Ipojuca; Bombarda; Una/Rio Formoso; Carassu, Benfica, Buenos Aires/Barreiros.

107.    Engenho Caraú /Igarassu - Moita e capela do engenho na lista de bens culturais e naturais da mata norte de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Nepomuceno Carneiro da Cunha – Político. Nasceu em 1767/Igarassu e faleceu em 1833/engenho Caraú/Igarassu. Abandonou os estudos de Filosofia para dedicar-se ao comércio, tornando-se um dos mais ricos comerciantes de Pernambuco.  Participou da Revolta Pernambucana de 1817, foi capturado e remetido à prisão na Bahia e condenado a 10 anos de degredo (Mato Grosso). Em 1821, em liberdade, retornou a Pernambuco, onde retomou (embora timidamente) a atividade política, tendo apoiado os líderes da Confederação do Equador. Em 1829, afasta-se da política, dedica-se inteiramente aos seus negócios nos engenhos de açúcar.

108.    Engenho Caraúna/Jaboatão dos Guararapes - Em 1836,  o engenho move a vapor pela primeira vez, sendo o pioneiro na América do Sul.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Casado da Fonseca - Nascido em 1803/Freguesia de São José dos Bezerros e falecido em 1887/engenho Cavalheiro/Jaboatão dos Guararapes. Filho de Damião Casado de Lima II e de Ana Maria do Nascimento. Batizado como Francisco Casado de Lima tomando mais tarde o sobrenome Fonseca do seu avô, para diferenciar-se do tio e sogro, também Francisco Casado de Lima (Jr.). Casou-se, em 1832, com a prima em 2º grau Martinha Margarida (8 filhos).  Proprietário dos engenhos: Cavalheiro, Jangadinha, Caraúna, Guarani e Santana/ Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Domingos de Souza Leão - 2º Barão de Vila Bela. Nascido em 1818/engenho Jenipapo e falecido em 1879/Rio de Janeiro. Filho do Tenente-Coronel Domingos de Souza Leão (1789-1848) e de Teresa de Jesus Coelho (1790-1879). Bacharel em Direito pela Faculdade de Olinda, 1839; Deputado Provincial, 1842 e Geral pela Província de PE na 7ª legislatura (1848), na 9ª (1853) e 10ª (1857); presidiu a Província de PE, em 1864 e de 1867 a 1868; Ministro dos Negócios Estrangeiros, 1878; Conselheiro de S. Majestade; Presidente do Instituto Arqueológico e Geográfico de PE (1867); e Comendador da Imperial Ordem da Rosa e da Real Ordem de Vila Viçosa/Portugal. Casou em 1ª núpcias com sua prima co-irmã Francisca Guilhermina, filha do Capitão-Mor Francisco Xavier Pais de Mello Barreto e de Ana Victoria Coelho dos Santos; e em 2ª núpcias com Maria dos Anjos Magariños, nascida em 1836 e falecida em 1904, que possuía a Grã-Cruz da Ordem de Santo Sepulcro e Grande Dama da Ordem de Malta, filha de Francisco de Borja Magariños, Ministro Plenipotenciário do Uruguai no Brasil e de Maria de Los Angelos Cervantes Magariños. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues FR: 06547; 2511; 2506; 07193; 2505. Proprietário dos engenhos: Jenipapo e Caraúna/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Magarinos de Souza Leão – Casado com Erotides Castro de Souza Leão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Augusto de Souza Leão - Nascido em 1879/engenho Caraúna e falecido em 1933. Filho de Francisco Magarinos de Souza Leão e de Erotides Castro de Souza Leão. Casado em 1ª núpcias Anna Costa de Souza Leão e em 2ª núpcias com Carmem Lima Rodrigues, nascida em 1887/Recife e falecida em 1969, filha de Antônio Rodrigues da Silva e de Amélia de Moura Mattos Lima; auxiliou o marido que era jornalista e político, fundou o Hospital do Centenário, a Maternidade do Derby, a Sociedade Pro-Matre, a Liga contra a Mortalidade Infantil, a Cruz Vermelha de Pernambuco, a Campanha Pro-infância (presidente perpétua) e a Associação das Mães Cristãs da Matriz da Boa Vista. Com fotografia disponível na Col. Francisco Rodrigues FR: 2508; 2527; 2509; 2501. Maria dos Anjos Magarinos de Souza Leão - Baronesa de Villa Bella; Thereza de Jesus Coelho de Souza Leão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Francisco de Barros Rego - Comendador. Casado com Carlota Guilhermina de Barros Rego Wanderley. Filho de Christóvão de Barros Rego Falcão e Anna Joaquina Maurício Wanderley. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues FR: 3835; 4417; 4418; 3834. Proprietário dos engenhos: Felicidade/ Nazaré da Mata; Caraúna/Jaboatão dos Guararapes; Massauaçu ou Massauassu/ Escada e Caiará/São Lourenço da Mata. Curiosidades: Há 125 anos. O Diário de Pernambuco não circulou no domingo, 17 de agosto de 1879. Lia-se no dia 18: Revista Diária - Com destino ao Rio de Janeiro, onde vai procurar o restabelecimento de seus padecimentos beribéricos, embarcou, sábado, no vapor "Bahia", o tenente coronel Luiz Francisco de Barros Rego, proprietário do Engenho na freguesia de São Lourenço da Mata. Fazemos votos pelo seu pronto restabelecimento.

109.    Engenho Caricé/Aliança
Proprietário/Morador/Rendeiro: José do Rego Dantas Coutinho - Tenente-Coronel. Proprietário dos engenhos: Pedreiras, Caricé, Jenipapo e Boa Sorte, Ribeirão/Escada.
Ocupado pelos sem terras em 1999 e em 2002. Já foi desapropriado.

110.    Engenho Carlos Francisco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jacob Stachhouwer - Cristão Novo. Capitão de Cavalaria; Conselheiro Político no Brasil Holandês. Protetor e grande amigo de Fernandes Vieira que até 1638 foi o feitor-mor dos 03 primeiros engenhos de Stachhouwer em sociedade com Nicolaes de Rideer. Retornando Stachhouwer para Holanda, ficou Vieira "como seu procurador bastante", vindo depois assumir os débitos contraídos pelos dois sócios quando da compra das propriedades à Companhia das Índias Ocidentais. Declara em 1640 ter 44 anos de idade. No clássico de Boxer sobre a ocupação holandesa, "The Dutch in Brazil", João Fernandes Vieira aparece dedurando ao comissário Jacob Stachouwer, em 1635, o lugar, no mato, onde um rico judeu português chamado Pantaleão Monteiro tinha enterrado um tesouro. É a prova de que Fernandes Vieira, nome de ruas e praças no Nordeste, foi colaboracionista, antes de ficar na história como herói dos Guararapes. Proprietário dos engenhos: Várzea, Meio, Stachhouwer /Recife, Santana/Jaboatão dos Guararapes, e Carlos Francisco/(?).

111.    Engenho Carnaúba/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Silvério Marques Bacalhau - Dr. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-859. Proprietário dos engenhos: Monte Caseiro/Palmares e Carnaúba/Nazaré da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Gomes de Andrade Lima - Casado com Juvina Tavares Pereira de Lima(?). Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 2820; 4656; 2822.  Proprietário dos engenhos: Carnaúba e Brilhante/Nazaré da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Gomes Pereira de Andrade Lima - Herdeiro de Antônio Virgínio e Maria de Freitas de Andrade Lima (?). Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 2820; 4656; 2822. (Juvina Tavares Pereira de Lima). Proprietário dos engenhos: Carnaúba e Brilhante/Nazaré da Mata, hoje Tracunhaém.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Pereira de Albuquerque Campos

112.    Engenho Carneiro/Serinhaem
Proprietário/Morador/Rendeiro: João da Cunha Wanderley

113.    Engenho Carnijó/Jaboatão dos Guararapes - Engenho era movido a água e de fogo vivo
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Vaz Viseu - Ficou do lado dos holandeses. Casado com Maria Rosa. Proprietário dos engenhos: Coroaçu e Três Reis/Ipojuca; Carnijó/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio de Paula Sousa Leão - Barão de Moreno, 1870. Alferes do Regimento de Cavalaria Ligeira de 2ª linha, em 1829; Juiz de Paz e Presidente da Câmara Municipal do Jaboatão dos Guararapes (Partido Liberal); Comendador da Rosa e da Imperial Ordem de Cristo; Dignitário da Imperial Ordem da Rosa. Nasceu em 1808/Engenho Tapera. Filho do Tenente-Coronel Felipe de Sousa Leão e de Cássia Pessoa de Melo. Assassinado o pai, em 1832, por um trabalhador, o Barão, o mais velho dos 14 órfãos, passou a cuidar da família. Só depois que encaminhou os irmãos, julgou-se habilitado a casar: 1ª núpcias com Maria Leopoldina de Souza Leão, em 1854, e em 2ª núpcias com Maria Amélia de Pinho Borges, a Baronesa de Morenos, filha do Barão de Pinho Borges, em 1864. Foi um dos cinco encarregados dos preparativos da recepção a S. S. M. M. I. I. - em 1859, e incumbido da hospedagem em palácio (Recife). Por testamento do Barão, passou o engenho Moreno ao segundo filho varão – Joaquim –, que tinha apenas onze anos. Por motivo de doença, Joaquim de Sousa Leão transferiu-o (1900) à sua mãe, pela módica soma de 200 contos. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2544; FR-3664; FR-3643; FR-3644; FR-2540; FR-2541; FR-3667; FR-3665; FR-3668; FR-3669; FR-2543; FR-2546; FR-1896.  Proprietário dos engenhos: Catende, antes Milagre da Conceição/Catende; Gurjaú de Baixo e de Cima, Carnijó/Jaboatão dos Guararapes; Morenos, Brejo, Bom Dia, Xixaim, Viagens,Cumaru /Moreno e Brejo; Pitimbu e  Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Felipe de Souza Leão - Senador do Império. Nasceu em 1832 e faleceu em 1898. Casado em 1ª núpcias com Maria Anunciada Alves da Silva e em 2ª com Maria Luiza. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 4828; 2578; 2574; 05209; 05207; 4817; 2123; 2705; 3661; 2575; 2579; 2581; 2582; e 4826. (Maria Carolina de Souza Leão, filha. Maria Luiza Figueiredo Souza Leão; João Felipe de Souza Leão; Izabel Augusta de Souza Leão; Miguel Felipe de Souza Leão – Bacharel, 1847; Figueiredo Souza Leão). Proprietário dos engenhos: Catende, antes Milagre da Conceição/Catende, Pitimbu/Cabo de Santo Agostinho, Carnijó/Jaboatão dos Guararapes; Moreno depois N. S. da Apresentação, Brejo, Viagens, Xixaim, Bom Dia, Tapera/Moreno.

114.    Engenho Carpina/Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

115.    Engenho Carpina/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Moreira de Araújo

116.    Engenho Carrapatos/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque - Visconde com grandeza de Albuquerque, Dec. de 02/12/1854. Nasceu em 1797/engenho Pantorra e faleceu em 1863/RJ. Filho do Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Rita de Albuquerque Mello. Casou com Emilia Cavalcanti de Albuquerque, filha do Conselheiro e Senador Manuel Caetano de Almeida e Albuquerque e de Emilia Amália de Albuquerque. Sentou praça aos dez anos como Cadete sendo promovido mais tarde a Tenente-Coronel, posto em que foi reformado. Foi lente da Escola Real de Pelotas. Deputado por sua província na 1ª legislatura de 1826/1829, na 2ª e 3ª de 1830/1837. Senador em 1861/1863. Ministro: da Fazenda, Interino do Império, da Marinha, Interino da Guerra; Conselheiro de Estado (extraordinário e ordinário, em 1850); Proprietário rural; Deputado Geral 1826/37; Gentil-Homem da Imperial Câmara, Dignitário da Ordem do Cruzeiro e Cavaleiro de Cristo. Proprietário dos engenhos: Carrapatos/Paudalho, Pantorra e Suassuna.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sotero Marques de Araújo Pinheiro – Proprietário dos engenhos: Carrapatos e Souto Maior/Paudalho.

117.    Engenho Carrilho/Camaragibe
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio José e Joaquim José Accioly Pimentel - Co-proprietário do engenho do Meio, século XVIII, com seu irmão Joaquim José, ambos com a patente de Capitão. Curiosidades: Em 1797 o engenho foi leiloado, devido a ordem do ouvidor José de Mendonça de Matos Moreira, que reformando sentença do Juiz Ordinário de Porto Calvo, fez entregar a igreja o engenho do Meio. Arrematou–o em hasta pública, Inês Teresa Caetana de Paiva, abaixo, pela renda de 150 arrobas de açúcar traçado, pagas anualmente na casa de purgar. Seu fiador foi o mesmo Antonio José Accioly Pimentel, que em 1797 surge como proprietário do engenho Carrilho. Proprietário dos engenhos: Carrilho. Carrilho/Camaragibe

118.    Engenho Carrilho/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Orlando Correia Lins – Casado com Alípia Ramos Lins. Conquistou seu espaço na maçonaria, sendo por mais de vinte anos um dos seus ilustres membros, projetando-se na Sociedade Palmarense pelo grande serviço que prestou àquela comunidade.

119.    Engenho Cassiculé/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Jerônimo Pacheco de Albuquerque Maranhão - Viveu em torno de 1800. Casado com Francisca Coelho de Andrade. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-3114. Proprietário dos engenhos: Cassiculé e Junco/ Nazaré da Mata.

120.    Engenho Cassuá ou Caçua/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Antônio Cabral de Mello (Azedo) - Capitão. Comendador. Nascido em 1824/Serra Verde/Pb e falecendo em 1899/Recife. Casado em 1ª núpcias com Maria da Conceição de Mendonça, natural da Paraíba; e em 2ª, em 1849, com Ângela Felícia Lins de Albuquerque, nascida em 1829/Paraíba, falecendo em 1922/Recife, filha do Major Diogo Soares de Albuquerque e de Cândida Esméria Lins de Albuquerque. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 2478; 2477. Proprietário dos engenhos: Taboca/São Lourenço da Mata; Cassuá ou Caçua/Escada; Jaguaribe, Pirangy/Escada; entre outros, na Paraíba e em Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Inácio Camelo Pessoa de Araújo - Capitão. Casado com Luzia Pessoa de Araújo. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 05057; 748; 749. Proprietário dos engenhos: Cumbe, Cassuá e Jacaré/Timbauba; Camocim/Goiana; Felicidade/ Nazaré da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Barros e Silva – Barão de Pirangy (Dec. de 18 de outubro de 1873). Residia em seu engenho Firmeza/Escada, onde era muito conhecido por Barão de Firmeza. Falecido em Garanhuns e sepultado em Escada. Casado com Anna Velloso da Silveira (de Barros e Silva), filha de José Velloso da Silveira  e de Maria Velloso da Silveira. O casal teve três filhos. Proprietário dos engenhos: de Canto Escuro, Maracujá, Pirangy, Firmeza, Cassuá, Vilhetas e Jaguaribe (todos na Freguesia de Escada).

121.    Engenho Cassupim /Escada - Fundado após a divisão do engenho Boa Sorte, do índio José Francisco Ferreira, era a segunda maior concentração de moradia dos índios da Escada, estando os demais índios espalhados pelos diversos outros Engenhos e locais da Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Clementino M. da Fonseca - Proprietário dos engenhos: Cassupim/Escada e Caracituba/Amaraji; rendeiro do engenho Primavera/Amaraji.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco FerreiraJosé Francisco Ferreira – Indígena. Fundou dois engenhos na Aldeia de Escada, custeados pelos próprios índios. Proprietário dos engenhos: Califórnia, Boa Sorte e Cassupim. Curiosidades: Diário de Pernambuco na História. Há 150 anos. Sexta-feira, 23 de março de 1860. Atenção - Roubo e desaparecimento - De sexta-feira para sábado 17 do corrente, ausentou-se do Engenho Cassupim/Escada, pertencente ao abaixo assinado, as seguintes pessoas que lhe roubaram uma grande porção de moedas de prata e ouro: uma mulher branca de nome Luzia, bem moça, tem pelo rosto algumas marcas de bexigas inda de fresco; outra de nome Maria, idade de 15 a 16 anos, pouco mais ou menos, com muitas marcas de bexigas também inda de fresco e proveniente delas está lhe caindo o cabelo; um caboclinho de 12 anos, pouco mais ou menos, com o rosto muito “bexigado”; e julga-se ter ido à companhia desta gente um filho do abaixo assinado por nome Antonio, branco, moreno, idade de 18 a 20 anos: roga-se, portanto, as autoridades de todas as localidades, as pesquisas necessárias a fim de efetuar a prisão deste povo; assim como se roga a qualquer pessoa que deles tenham notícias, participar logo não só a polícia como o abaixo assinado no referido seu Engenho, ou nesta Praça a José Joaquim da Silva, no páteo do Carmo que será generosamente recompensada. José Francisco Ferreira.

122.    Engenho Castor/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia Agrícola e Mercantil de Pernambuco - Proprietária dos engenhos: Anjo; Cachoeira Nova,  Burarema, Sibiró do Cavalcanti/Sirinhaém; Dois Rios, Jaciru/Goiana; Assunção; Cachoeira; Canadá, Castor,  Ganganelli, Pinto/Gameleira; Lobo/Sirinhaém; Ribeirão/Escada; Dois Rios/Goiana; Jacaré, Jacé, Novo/Goiana; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho.

123.    Engenho Catende, antes Milagre da Conceição/Catende - O Engenho foi construído em 1829, por Felipe Paes de Oliveira, na margem esquerda do rio Pirangi, numa altitude de 153 m. Em suas terras foi fundada, em 1890, a Usina Correia da Silva, em homenagem ao então vice-governador do Estado, foi originalmente construída pelo inglês Carlos Sinden e seu sogro Felipe Paes de Oliveira. Esse nome, no entanto nunca se consagrou, sendo a usina sempre chamada de Catende. The Great-Western of Brasil Railway Company Limited – Em 1884, a direção da estrada de ferro The Great-Western of Brasil Railway Company Limited pretendeu construir uma estação no ponto de cana do engenho Moreno, mas a família do Barão de Moreno não consentiu e pôs a disposição dos ingleses qualquer outro terreno dentro de suas propriedades, entre os engenhos Bom Dia e Xixaim. O ponto escolhido foi no Engenho Catende e que daria, no futuro, o centro comercial da Vila Nathan , assim chamada em homenagem ao judeu Allan C. Nathan a quem foram outorgados poderes para dirigir e ultimar os trabalhos da fabrica de tecidos que durante muito tempo serviu aos morenenses. Em 18 e 20 de dezembro de 1859, o imperador D. Pedro II e a Imperatriz D. Teresa Cristina visitaram, respectivamente, as Casas Grandes dos engenhos Morenos e Catende.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Álvaro Velho BarretoVianense. Cristão Velho. Seu avô paterno foi pároco no rio Lima e sua avó era também filha de um padre com uma mulher de condição distinta de Viena. Fixou-se em Pernambuco como sócio de parentes ricos de Viana, como ele mesmo declarou a dois jesuítas que foram vê-lo em busca de donativos para o Colégio de Olinda. Casado com Luísa Nunes, que também era cristã-nova.  Proprietário dos engenhos: do Meio/Recife e Catende, antes Milagre da Conceição/Catende (Em 1625 vendeu o engenho a Carlos Francisco Drago).
Proprietário/Morador/Rendeiro: Carlos Francisco Drago - Cristão novo. Comprou o engenho a Luisa Nunes, em 1625, viúva de Álvaro Velho Barreto. Proprietário dos engenhos: Catende/Catende; do Meio/Recife; Moreno/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Baltasar Rodrigues Mendes - Cristão novo. Casado com Isabel Cabral. Morreu do lado dos holandeses. Devia a WIC. Proprietário dos engenhos: Moreno/Moreno, Embiapecú/São Lourenço da Mata, N. S. da Penha de França, Mariuna/Goiana e Catende e Boa Sorte/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio de Paula Sousa Leão - Barão de Moreno, 1870. Alferes do Regimento de Cavalaria Ligeira de 2ª linha, em 1829; Juiz de Paz e Presidente da Câmara Municipal do Jaboatão dos Guararapes (Partido Liberal); Comendador da Rosa e da Imperial Ordem de Cristo; Dignitário da Imperial Ordem da Rosa. Nasceu em 1808/engenho Tapera. Filho do Tenente-Coronel Felipe de Sousa Leão e de Cássia Pessoa de Melo. Assassinado o pai, em 1832, por um trabalhador, o Barão, o mais velho dos 14 órfãos, passou a cuidar da família. Só depois que encaminhou os irmãos, julgou-se habilitado a casar: 1ª núpcias com Maria Leopoldina de Souza Leão, em 1854, e em 2ª núpcias com Maria Amélia de Pinho Borges, a Baronesa de Morenos, filha do Barão de Pinho Borges, em 1864. Foi um dos cinco encarregados dos preparativos da recepção a S. S. M. M. I. I., em 1859, e incumbido da hospedagem em palácio (Recife). Por testamento do Barão, passou o engenho Moreno ao segundo filho varão – Joaquim –, que tinha apenas onze anos. Por motivo de doença, Joaquim de Sousa Leão transferiu-o (1900) à sua mãe, pela módica soma de 200 contos. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 2544; 3664; 3643; 3644; 2540; 2541; 3667; 3665; 3668; 3669; 2543; 2546; 1896.  Proprietário dos engenhos: Catende, antes Milagre da Conceição/Catende; Gurjaú de Baixo e de Cima, Carnijó/Jaboatão dos Guararapes; Morenos, Brejo, Bom Dia, Xixaim, Viagens, Cumaru /Moreno e Brejo; Pitimbu e  Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Pereira da Silva Tenente-Coronel. Filho de José Pereira da Silva e de Jacintha Océria de Santo Antônbio. Casado com Constância Pereira da SilvaCuriosidades: No dia 18/12/1859, o Imperador D. Pedro II e a Imperatriz D. Tereza Cristina partiram do Recife com destino á Vitória de Santo Antão. De manhã chegaram ao povoado de Tijipió e depois foram para Jaboatão dos Guararapes onde foram homenageados. Jantaram no Engenho Moreno. Partiram para as terras das Tabocas. No dia 20, os Imperadores regressaram a Moreno dirigindo-se ao Engenho Catende do Cel. Antonio Pereira da Silva, ali almoçando e jantando. Às 16 horas regressaram ao Recife. Antonio Pereira da Silva vendeu o engenho Catende ao Barão de Moreno, em 1870. Proprietário dos engenhos: Catende, antes Milagre da Conceição/Catende e Campo Alegre/Vitória de Santo Antão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Carmelitas - Em 1830, João Lucas do Monte Camelo, prior do convento, dizia ser difícil e embaraçosa a situação financeira da ordem religiosa, resultante do endividamento provocado por seus antecessores. Como solução, pedia alienação de alguns bens onerosos, tais como o engenho Camassari. Em 1848, há indicações de que as dívidas do convento superavam as receitas. Proprietário dos engenhos: Catende/Catende; Jacaré/Goiana; Terra Nova/Aliança.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Domingos Bezerra Cavalcanti - Capitão-mor de Jaboatão dos Guararapes. Em 1749, recebeu, por carta de sesmaria do governador Marcos de Noronha, duas léguas de terras, pagando foro de 6000 réis por légua, que veio a transformá-lo em respeitável latifundiário, todos, na época pertencentes à jurisdição de Santo Amaro do Jaboatão dos Guararapes o que lhe dava rude autoridade sobre seus moradores. Em 1752, convidado a apresentar os títulos de suas terras e como não pudesse satisfazer plenamente as exigências do ouvidor de Pernambuco, João Bernardo da Gama, suas propriedades foram confiscadas e sensivelmente diminuídas. Proprietário dos engenhos: Catende/Catende, Laranjeiras/Palmares, Moreno/Moreno, São João Batista/Itamaracá.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Manuel de Barros Wanderley - Barão de Granito agraciado com o título (Dec. 25.03.1888). Advogado e político pernambucano. Proprietário de terras em Ipojuca, Rio Formoso e Serinhaem/PE. Nascido em 1842/Serinhaem e falecido em 1909/Recife. Filho de Cristovão de Barros Wanderley e Feliciana de Barros Wanderley. Casado com Maria da Conceição de Barros Wanderley, nascida em 1857 e falecida em 1910, Baronesa de Granito. Bacharel em Direito pela Faculdade de Recife, 1866. Deputado Provincial e Presidente da Assembléia Legislativa de Pernambuco. Alforriou todos os seus escravos, antes da Lei Áurea, entendendo ser melhor o exemplo que partisse de dentro de casa. Reconhecido por sua atitude liberal, caráter irretocável, firmeza de princípios e liderança política, achou por bem o Imperador D. Pedro II lhe conferir o título de “Barão do Granito” em Decreto Imperial de 25/03/1888. Dois argumentos eram defendidos por José Manuel  de Barros Wanderley para acelerar a libertação de seus escravos: o trabalho livre, isto é, o assalariado, produzia muito mais que o escravo; e que todos os homens possuem direitos naturais à liberdade e à igualdade, logo a escravidão feria à Bíblia e à Constituição Brasileira, pois estas estavam baseadas em princípios fundamentalmente liberais. Com fotografias na Coleção Francisco Rodrigues; FR-05554. Proprietário dos engenhos: Belém, São Sebastião, Jaguaré, Camela, antes São Jerônimo/Ipojuca; Mariana/Sirinhaém; Muitas Cabras/Barreiros; Palma/Sirinhaém, Catuama/Palmares; e Dois Braços/Água Preta; Catende e Catuama/Barreiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Felipe de Souza Leão - Senador do Império. Nasceu em 1832 e faleceu em 1898. Casado em 1ª núpcias com Maria Anunciada Alves da Silva e em 2ª com Maria Luiza. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues,  FR: 4828; 2578; 2574; 05209; 05207; 4817; 2123; 2705; 3661; 2575; 2579; 2581; 2582; 4826. (Maria Carolina de Souza Leão, filha. Maria Luiza Figueiredo Souza Leão; João Felipe de Souza Leão; Izabel Augusta de Souza Leão; Miguel Felipe de Souza Leão – Bacharel, 1847; Figueiredo Souza Leão). Proprietário dos engenhos: Catende, antes Milagre da Conceição/Catende, Pitimbu/Cabo de Santo Agostinho, Carnijó/Jaboatão dos Guararapes; Moreno depois N. S. da Apresentação, Brejo, Viagens, Xixaim, Bom Dia, Tapera /Moreno
Proprietário/Morador/Rendeiro: Felipe Paes de Oliveira – Proprietário do engenho Catende em 1829. Fundou em terras do Engenho, com seu genro Carlos Sinden, a usina Catende, em 1892. Proprietário dos engenhos: Catende e Milagre da Conceição/Catende.

124.    Engenho Catolé/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Hermillo Peregrino David Madeira - Filho do Padre João David Madeira, um dos mártires da revolução de 1817.  Nasceu em 1831/sitio Canoas/engenho Catolé. Capitão, por portaria da Presidência, de 20/03/1865. Em 27/04 embarcou David Madeira para o Uruguai, fazendo parte do 1º Batalhão de Voluntários da Pátria, o qual passou a ter no Exercito o nº 11. Proprietário dos engenhos: Santa Fé e Catolé/Água Preta.

125.    Engenho Catolé/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: João David Madeira - Padre. Um dos mártires da revolução de 1817. Pai de Hermilo Peregrino David Madeira, vice-presidente da Câmara Municipal de Água Preta. Participou como voluntário, da Guerra do Paraguai, integrando o 11º Batalhão de Voluntários da Pátria, foi ferido várias vezes, até morrer em combate, no dia 08-10-1866. Casado com Maria Francisca Doperron Madeira. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3095. Proprietário dos engenhos: Catolé/Água Preta e Santa Fé/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leonardo Orlando de Barros- Coronel. Filho de Manuel Cavalcanti de Albuquerque Barros e de Ursulina de Castro Sá Barreto. Casado com Francisca Caraciola da Costa Gouveia (09 filhos), filha do Coronel João Bento de Gouveia e de Brites de Albuquerque. Deu liberdade a seus escravos um ano antes da Lei Áurea. Autodidata, falava várias línguas, inclusive o dialeto indígena. Era também poeta, músico e compositor. Estudando o cultivo da cana, foi responsável pela introdução da saúva em Pernambuco - a qual importou de São Paulo. Construiu em Pernambuco a primeira casa de farinha, em nível industrial e cultivou novas variedades da cana de açúcar, mais resistentes às pragas. Proprietário dos engenhos: Cocaupe depois Cucau ou Cucahú/Serinhaem; Catuama, Burarema/Barra de Guabiraba, Catolé/Água Preta, Oncinha/Barreiros, Conceição/Catende; Apipucos (São Pantaleão do Monteiro)/Recife; Cabuçu ou Cabussú, Limão Doce/Rio Formoso, Maçaranduba/Timbauba e outros herdados por sua mulher: Mato Grosso/Cabo de Santo Agostinho, Cá-me-vou ou Camevou e o Santo  Antonio/Palmares.

126.    Engenho Catu/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Francisco Pereira - Barão de Bujary (Dec. 23.11.1867). Coronel da Guarda Nacional, em 1831; Presidente da Câmara Goiana, 1850 a 1865. Filho de portugueses, radicados em Pernambuco, século XVII. Nasceu em 180/Recife e faleceu em 1868/engenho de Bujary, conforme o seu atestado de óbito registra: morreu solteiro, não obstante a insistência dos clérigos goianenses para se casar e legitimar seus filhos, mas deixou descendência, num total de 9 filhos naturais (02 homens e 7 mulheres). (p.33 anuário genealógico latin. Proprietário dos engenhos: Bujary, Japomim, Catu, Pedreira, Calugy e Batatã, que foram divididos entre os herdeiros. Curiosidades: Por volta de 1827 o Sr. Pereira (1) pai dos gêmeos Francisco Antonio e Antonio Francisco ter-lhes-ia comprado dois imóveis : O engenho Maraú, para Francisco Antonio e engenho Bujary, para Antonio Francisco. Certamente o negócio foi feito aproveitando o período de crise e instabilidade política do primeiro reinado, as conturbações geradas pós Confederação do Equador, o declínio do preço do açúcar e as questões abolicionistas que eram pauta do dia. Participou da Insurreição Pernambucana de 1645/48. Ainda com relação ao engenho de Bujary, cronistas do século XIX dizem "O Engenho Bujari, pertencente ao presidente da Câmara Antonio Francisco Pereira, é muito beleza, descortinando-se a grande várzea de Goiana". Curiosidades: Fato notável, que a tradição narra, foi fuga a cavalo do engenho Maraú para o engenho Bujary, de sua sobrinha Herotide Senhorinha da Conceição Pereira. Conta-se que a mesma, fugiu da casa do pai, montada em um cavalo no meio da noite buscou amparo na casa do tio. O motivo da fuga teria sido a imposição de um casamento arranjado, como era costume da época, mas que ela julgava indesejado. Esse fato levou-lhe a intriga de vários anos com o irmão gêmeo, intriga essa que se desfez poucos anos antes dele morrer. Pelo ato de coragem da sobrinha, que fugiu do Engenho Maraú, onde residia o seu pai o coronel Francisco António. O tio passou a admirá-la em face de sua audácia. A mesma permaneceu na casa grande  de Bujari ou Bujary, casando-se com seu primo legítimo, primogênito do Barão, o Major Antonio Francisco Pereira de Carvalho Filho, que faleceu com apenas 34 anos em  1871, "desse casamento restou vários filhos que foram criados pelo Avô materno em Itapuá, já que a mesma contraiu novas núpcias com o Manuel  Vieira Bernardes contrariando os dogmas familiares dai também houve descendentes”.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Joaquim de Albuquerque Mello - Casado com Maria Filomena Velloso de Mello. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-3255. Proprietário do engenho: Batatam e Catú/Goiana e da Usina Bom Jesus.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Henrique Cesar de Albuquerque - Dr. Proprietário dos engenhos: Batatam, Bujarí, Catú, Diamante e Mariuna/Goiana.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião da Cunha Accioli Lins - Casado com Maria José do Nascimento. engenho Catu/Goiana.

127.    Engenho Catuama/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: José da Costa - Português. Fugiu de Portugal em circunstancias: dramáticas e pitorescas. Perseguido por agentes de justiça, com ordens de arrastá-lo, vivo ou morto – por ter jogado uma pedra a esmo, numa Praça de Restelo, que teria atingido a cabeça de um cortesão ou de um clérigo poderoso - escapou em desabalada carreira pelas ruas de Lisboa, alcançando um navio que se preparava para partir, no qual se meteu com a roupa do corpo, sem saber para onde ia, até que os marinheiros o despejassem, afinal, nas praias do Recife. trabalhou em ocupações modestas; casou-se com Maria da Silva, foi adotado pela sociedade pernambucana, e acabou senhor de canaviais, tendo deixado aos descendentes um surpreendente inventário de engenhos de nomes sonoros. Proprietário dos engenhos: Mato Grosso /Água Preta; Santo Antonio/Palmares, Cucaú, Catuama, Burarema, Oncinha/Barreiros, Conceição, Cabuçu, Limão Doce/Amaraji, Maçaranduba/Timbauba e outros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leonardo Orlando de Barros- Coronel. Filho de Manuel Cavalcanti de Albuquerque Barros e de Ursulina de Castro Sá Barreto. Casado com Francisca Caraciola da Costa Gouveia (09 filhos), filha do Coronel João Bento de Gouveia e de Brites de Albuquerque. Homem liberal; deu liberdade a seus escravos um ano antes da Lei Áurea. Autodidata, falava várias línguas, inclusive o dialeto indígena. Era também poeta, músico e compositor. Estudando o cultivo da cana, foi responsável pela introdução da saúva em Pernambuco - a qual importou de São Paulo. Construiu em Pernambuco a primeira casa de farinha, em nível industrial e cultivou novas variedades da cana de açúcar, mais resistentes às pragas. Proprietário dos engenhos: Cocaupe depois Cucau ou Cucahú/Serinhaem; Catuama, Burarema/Barra de Guabiraba, Catolé/Água Preta, Oncinha/Barreiros, Conceição/Catende; Apipucos (São Pantaleão do Monteiro)/Recife; Cabuçu ou Cabussú, Limão Doce/Rio Formoso, Maçaranduba/Timbauba e outros herdados por sua mulher: Mato Grosso/Cabo de Santo Agostinho, Cá-me-vou ou Camevou e o Santo  Antonio/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Victorio Nascimento de Accioli Lins - Nascido em 1833/engenho Catu/Goiana. Casado em 1ª com (?); e em 1856, com sua 2ª esposa. Anna Joaquina da Silveira Lessa, falecida em 1867/engenho Vênus, e sepultada no engenho Gravatá, fiilha do Barão de Gravatá Pedro Miliano da Silveira Lessa e de Maria Tranquilina Themudo. Além de 20 filhos de quatro casamentos, teve Victório mais cinco filhos. Filho de Sebastião da Cunha Accioli Lins e de Maria José do Nascimento. Proprietário dos engenhos: Vênus, Mangueira, Cachoeira Dantas/Água Preta; Ribingudo, Tracunhaém de Baixo, Catuama/Goiana

128.    Engenho Catuama/Barreiros
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Manuel de Barros Wanderley - Barão de Granito agraciado com o título (Dec. 25.03.1888). Advogado e político pernambucano. Proprietário de terras em Ipojuca, Rio Formoso e Serinhaem/PE. Nascido em 1842/Serinhaem e falecido em 1909/Recife. Filho de Cristovão de Barros Wanderley e Feliciana de Barros Wanderley. Casado com Maria da Conceição de Barros Wanderley, nascida em 1857 e falecida em 1910, Baronesa de Granito. Bacharel em Direito pela Faculdade de Recife, 1866. Deputado Provincial e Presidente da Assembléia Legislativa de Pernambuco. Alforriou todos os seus escravos, antes da Lei Áurea, entendendo ser melhor o exemplo que partisse de dentro de casa. Reconhecido por sua atitude liberal, caráter irretocável, firmeza de princípios e liderança política, achou por bem o Imperador D. Pedro II lhe conferir o título de “Barão do Granito” em Decreto Imperial de 25/03/1888. Dois argumentos eram defendidos por José Manuel  de Barros Wanderley para acelerar a libertação de seus escravos: o trabalho livre, isto é, o assalariado, produzia muito mais que o escravo; e que todos os homens possuem direitos naturais à liberdade e à igualdade, logo a escravidão feria à Bíblia e à Constituição Brasileira, pois estas estavam baseadas em princípios fundamentalmente liberais. Com fotografias na Coleção Francisco Rodrigues; FR-05554. Proprietário dos engenhos: Belém, São Sebastião, Jaguaré, Camela (antes São Jerônimo)/Ipojuca; Mariana/Sirinhaém; Muitas Cabras/Barreiros; Palma/Sirinhaém; Dois Braços/Água Preta; Catende e Catuama/Barreiros

129.    Engenho Cavaco/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Eustáquio Pereira - Dr.
Ocupado pelos sem terras em 2005 e 2010, ligados ao MST. 2005 - Devido à lentidão do judiciário, o decreto de desapropriação caducou. Da decisão que assim determinou, o INCRA entrou com Apelação no TRF 5ª, que foi negada. Aguarda-se julgamento de Recurso Especial no STJ. A área, de 500 ha, foi ocupada por cerca de 50 famílias. Em 23/04/2007 - Cerca de 50 famílias foram ilegalmente expulsas por pistoleiros na última sexta-feira, dia 20, do Engenho Cavaco, no município de Xexéu, Zona da Mata Sul de Pernambuco. O engenho havia sido reocupado no último dia 18, como parte das ações da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária.

130.    Engenho Cavalcanti/Nazaré da Mata - O Engenho tem acesso fácil e rápido por se encontrar localizado junto à sede do município. Casa grande do tipo chalé, com sua moita e cocheira conservadas. Capela sob invocação a Santos Cosme e Damião
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcanti Maurício Wanderley (Albuquerque Wanderley) - Barão de Tracunhaém, (Dec. 22.02.1873). Nasceu em 1819/Sítio do Saco/engenho Goitá e faleceu em 1891/engenho Cavalcanti/Nazaré da Mata. Filho de Manuel Cavalcanti de Albuquerque e de Ana da Silveira Cavalcanti. Casado, engenho Conceição, em 1ª núpcias com Paula da Silveira Cavalcanti Marinho, filha do Tenente-Coronel Manuel Felisberto Marinho Falcão e de Ana da Silveira Cavalcanti, nascida em 1837 e falecida em 1856/engenho Conceição. Pais de Manuel Cavalcanti Maurício Wanderley. Casado em 2ª núpcias, 1864/Engenho Cocal com sua prima Ana Francisca de Paula de Amorim Salgado, nascida em1837 e falecida em 1866/engenho Goitá, não houve Baronesa de Tracunhaém, filha de Paulo de Amorim Salgado e de Francisca de Paula Wanderley. Viúvo pela segunda vez, aos 46 anos, e com apenas dois filhos, confessa no seu testamento que "durante sua viuvez, por fragilidade humana, teve de JM dos R, mulher solteira, os filhos seguintes: A, A, P e S Cavalcanti Maurício Wanderley, os quais reconhecia por seus filhos legítimos, visto não haver entre êle e a mesma JM dos R, impedimento algum, e queria que gozassem das honras e privilégios de legitimidade e queria que sucedam como legítimos”,... "e no caso de se oporem a isto as leis de seu País, os constituía legatários de sua terça, a qual neste caso será repartida entre os quatro, em partes iguais e livres de qualquer ônus". Da família do dono deste livro de assentamentos, lemos apenas referências a dois irmãos, José e Cristovão, e aos sobrinhos Manuel, Cristovão e Ana, na enumeração das partes da herança do engenho Cordeiro. Proprietário dos engenhos: Pombal/Vicência; Cavalcanti, Cordeiro/Nazaré da Mata; Petribú/Paudalho, Taquara /Goiana; Terra Vermelha/Lagoa do Carro.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Cavalcanti de Albuquerque Wanderley - Filho de João Cavalcanti Maurício Wanderley (Barão de Tracunhaem) e de Paula da Silveira Cavalcanti. Falecido em 1936. Casado com Josefina Guerra, filha de Cristóvão das Mercês Gonçalves Guerra e de Ana Francisca de Jesus. Sem geração. engenho herdado de seu pai.
Ocupado pelos sem terra. Desapropriado através do Decreto nº 0-011, de 20 de janeiro de 1994. Decreto - declara de interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural denominado 'engenho Cavalcanti Gleba-b', situado no município de Buenos Aires, estado de Pernambuco, e da outras providencias.

131.    Engenho Cavalheiro/Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Casado da Fonseca - Nascido em 1803/Freguesia de São José dos Bezerros e falecido em 1887/engenho Cavalheiro/Jaboatão dos Guararapes. Filho de Damião Casado de Lima II e de Ana Maria do Nascimento. Batizado como Francisco Casado de Lima tomando mais tarde o sobrenome Fonseca do seu avô, para diferenciar-se do tio e sogro, também Francisco Casado de Lima (Jr.). Casou-se, em 1832, com a prima em 2º grau Martinha Margarida (8 filhos).  Proprietário dos engenhos: Cavalheiro, Jangadinha, Caraúna, Guarani e Santana em Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Roberto de Moraes e Silva - Casado com Elvira Braga de Moraes e Silva. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05252. José Roberto de Moraes e Silva e sua filha, Elvira Adelaide de Moraes e Silva.

132.    Engenho Caxangá/Ribeirão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Lourenço Bezerra Alves da Silva - Barão de Caxangá agraciado (Dec 20.07.1889). Filho do Cel. José Moreira Alves da Silva e de Maria Bezerra de Andrade. Coronel da Guarda Nacional. Nascido em 1834, falecido em 1900/Engenho Tabatinga. Chefe político de Ipojuca. Casado com Inês Escolástica de Souza Leão, nascida em 1844 e falecida em 1900/Engenho Bom Fim/Ipojuca, Baronesa de Caxangá. Proprietário dos Engenhos: Abreu/Nazaré da Mata; Jaseru/Sirinhaém; Jasmim e Utinga de Baixo/Cabo Santo Agostinho, Bom Fim/Ipojuca, Tabatinga de Santa Luzia e Caxangá (hoje usina)/Ribeirão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Mariano Xavier Carneiro da Cunha – Casado com Amália Veloso da Silveira. Pais de José Mariano Carneiro da Cunha, o maior tribuno popular que Pernambuco: abolicionista, jornalista, Deputado Provincial e Deputado Federal na República, José Mariano nasceu em 1850 no engenho Caxangá/Ribeirão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Caxangá - Engenhos Caetés, Caxangá e Lajes/Gameleira.
Ocupado pelos sem terra. Decreto nº 56.001, de 23 de Abril de 1965. Declara de urgência para efeito de desapropriação parte da área declarada de interesse social para o mesmo fim pelo Decreto n° 55.761, de 16 de fevereiro de 1965. Art. 1º Fica declarada de urgência para efeitos do art. 15 do Decreto - lei nº 3.365, de 21 de junho de 1941, a desapropriação do engenho Caxangá, seu complexo industrial e sistema ferroviário existente, compreendidos, descritos e caracterizados no Decreto nº 55.761, de 16 de fevereiro de 1965 que os declarou de interesse social para o fim de desapropriação.

133.    Engenho Caxias/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cordolina V. da Silva Pontual - Proprietária dos Engenhos Caxias, Flor do Dia, Umari e Flor de Limão/Gameleira; Caxias/Escada. Curiosidades: Na Comarca de Vitória de Santo Antão, a Aldeia de Escada em 1861 era considerada "a mais rica da Província" de Pernambuco.  A oligarquia açucareira era formada por "um grupo de oito famílias inter-relacionadas": Lins possuíam 40 engenhos, só em Escada; Pontual 17 engenhos e um sítio; Santos 16 engenhos; Velloso 09 engenhos; Dias 09 engenhos; Barros e Silva 09 engenhos; Alves da Silva 05 engenhos; Siqueira Cavalcante 05 engenhos e Araújo proprietários de "11 plantações".
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Raimundo Pedrosa – Vigário. Proprietário dos engenhos: Flor do Dia, Flor de Limão e Umarí/Gameleira e o Caxias/Escada.
Ocupado pelos sem terra. Decreto nº 55.761, de 16 de fevereiro de 1965. Declara de interesse social, para fins de desapropriação área de terras e complexos industriais, situados no Estado de Pernambuco, e dá outras providências. VII) engenho Caxias, com a área total de 923 hectares, localizado no município de Ribeirão, ao norte, com o engenho Raiz de Dentro; ao sul com os engenhos Macaco e Bom Destino; a leste, com os engenhos Prado e Paraíso e a oeste, com os engenhos Raiz Nova e Umari.

134.    Engenho Caxito/Jaboatão dos Guararapes, depois Moreno - Em 1827, Gervásio Pires Ferreira compra o engenho Bulhões - na freguesia de Santo Amaro de Jaboatão, e constrói outro, que nomeia de Caxito
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gervásio Pires Ferreira - Nascido em 1765/São Frei Pedro Gonçalves/Recife. Filho de portugueses. Aos 12 anos foi estudar no Colégio de Mafra/PT e, depois, se matricula na Faculdade de Matemática/Coimbra/PT, onde por motivo de saúde não consegue cursar além do 1º ano da universidade e entrega-se ao comércio, em Lisboa, se tornando um grande capitalista. Casado com Genoveva Perpétua de Jesus Caldas (10 filhos). Em 1809, devido a decadência de Portugal e visualizando a prosperidade do Brasil, embarca para Pernambuco, em seu próprio navio Espada de Ferro, chegando em 1809; onde se torna o primeiro negociante local, a empreender a navegação e o comércio direto para a Ásia (para a cidade de Calcutá/Índia). Durante a Revolução de 1817, é encarregado pelo Governo Provisório de examinar o sistema fiscal da província, bem como de propor as reformas. Em decorrência desse fato, é preso pela oposição e acusado de crime de Lesa-Nação; trancado no porão do navio Carrasco e enviado para as prisões da Bahia, tendo os seus bens seqüestrados. Apesar de ter direito a um foro privilegiado, Gervásio Pires, desiste do mesmo para ser julgado na Casa da Suplicação/Lisboa. A despeito dos grandes transtornos e das perdas de renda, que a Presidência do Governo da Província de Pernambuco e a revolução de 1817 haviam lhe causado, ainda consegue comprar e estabelecer na Boa Vista uma fábrica de descaroçar, fiar e tecer algodão. Em 1827, ele compra o engenho Bulhões/Jaboatão, e constrói outro engenho que nomeia de Caxito. Em 1828, é eleito para Conselheiro do Governo; Deputado à Assembléia Geral, 1830/1833; e Membro da Assembléia Legislativa Provincial. Tudo isso, sem ter se apresentado, sequer, como candidato aos mesmos. Gervásio Pires criou o Tesouro e Tesourarias Provinciais; a lei do orçamento (1930); a Lei da Fixação das Forças de Terra; e a adoção do Código do Processo Criminal, por parte da Câmara dos Deputados. Em seu testamento, ele solicita expressamente à amada esposa, entre outras coisas, que desse uma gratificação de 100.000 réis a cada um dos 06 cidadãos, chefes de famílias honestas, que fizessem o obséquio de carregar o seu corpo até a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, e à capela do engenho Bulhões; uma esmola de 100 camisas de madapolão ordinário e cem calças de pano, da fábrica do Fundão, para os presos, homens livres da cadeia desta cidade, que mais precisassem; a gratificação de 20.000 réis à Irmandade da igreja do Rosário pela cova; e a oferta de 10.000 réis ao vigário da freguesia pela licença. Proprietário dos engenhos: Caxito e Bulhões/Jaboatão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Guillherme Antônio Martins de Albuquerque – Casado com Maria Idelvita Carneiro de Novaes (Ninita)
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Jaboatão
Ocupado pelos sem terra em 2002. O cumprimento da reintegração de posse do engenho Caxito, em Moreno, a 27 km do Recife - ocupado há três meses pelo MST -, levou ontem as cerca de 450 famílias despejadas a acamparem em um terreno do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT), na BR-232.

135.    Engenho Caxito/Serinhaem
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião Nicolau Accioly Lins – Co-Proprietário

136.    Engenho Cedro/Cabo Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Augusto Otaviano de Sou­za – Coronel. Casado com Clementina Otávia de Souza. Fundou nas terras do engenho a Usina Bom Jesus, em 1890. Não suportando os débitos, hipotecou-a ao Banco de Crédito Rural de Pernambuco, juntamente com outros bens, em se­tembro de 1898. Com o propósito de insistir na posse das propriedades, Augusto Otaviano de Souza e sua mulher, D. Clementina Otávia de Souza, conservaram o domínio dos imóveis, ate maio de 1918, ocasião em que vendeu e transferiu o conjunto agroindustrial, constituído pela usina e pelos engenhos: Bom Jesus, Roças Ve­lhas, Guerra, Matas, Cajabussu, além de partes do engenho Ce­dro e São Caetano/Cabo de Santo Agostinho; Rico/Jaboatão dos Guararapes, aos Srs. Jose Lúcio Fer­reira e Luiz Ferreira Gomes da Silva Filho, cuja escritura pública data de 29 de maio de 1918.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jose Lúcio Fer­reira e Luiz Ferreira Gomes da Silva Filho – Compraram a Usina e os engenhos: Bom Jesus, Roças Velhas, Guerra, Matas, Cajabussu e Cedro/Cabo de Santo Agostinho e o Rico/Jaboatão dos Guararapes, a Augusto Otaviano de Souza. José Lúcio era casado com Maria José Colaço Ferreira e Luiz com Inalda Colaço Ferreira. Em 1919, passaram a posse da Usina e dos engenhos por Cr$ 3000.000,00, a: João Lopes Siqueira Santos, Hermano Brandão de Siqueira Santos e o Cel. Antônio Pedro Soares Brandão, que constituem uma sociedade e transferem a usina e os engenhos para a firma sob a a razão social de Santos, Siqueira & Cia. Em 1923, o coronel Antônio Pedro desligou-se da sociedade e, em 1924, morreu Hermano Brandão, ficando assim João Lopes da Siqueira Santos, como único sócio até seu falecimento em 1934, ficando a Usina Bom Jesus e todo seu conjunto a viúva Benvin­da Arruda de Siqueira Santos e demais herdeiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Benvinda Arruda – Casada com João Lopes Siqueira Santos. Viúva e herdeiras, junto aos seus filhos. Subdividindo o espólio, cuja maior parte destinou-se à viúva, per­manecendo o domínio dos bens em estado de condomínio ate 1945, momento em que a indústria e todo seu complexo foram transformados em sociedade anônima. Ficando na frente do empreendimento: José Lopes de Siqueira Santos, até que este acabou por adquirir a Usina Estreliana, quando se fez uma permuta da sua parte na Usina, tempo em que registramos a direção da Bom Jesus sob a responsabilidade ao seu cunhado Dr. Jaime de Queiroz Monteiro, que em 1954 vendeu sua parte a D. Benvinda e a seu filho caçula, ficando como sócia ma­joritária ate o seu falecimento, o que ocorreu em 1954. Após o seu falecimento a Usina ficou como herança para seus filhos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Lopes Siqueira Santos – Filho de Benvinda de Arruda e de João Lopes de Siqueira Santos. Casado com Marina Loyo Meira Lins. Comprou a usina e seus engenhos aos sócios, após uma assembléia em 1957.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Trapiche – Clóvis Paiva – Assume a Usina e seus engenhos em 1994. Hoje seu proprietário é Paulo Pragana Paiva.

137.    Engenho Cipó Branco/Macaparana - Casa grande e moita do engenho na lista de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco. Hoje o engenho está voltado para o turismo rural: Pousada Vale do Peixe.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Francisco de Melo Cavalcanti – Coronel. Casado com Áurea de Moura Cavalcanti. Pais do ex governador de Pernambuco José Francisco de Moura Cavalcanti, nascido em 1925/Engenho Cipó Branco
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco de Moura Cavalcanti - Proprietário em 1977. Nasceu em 1925/engenho Cipó Branco  e faleceu em 1994/Recife. Filho do Coronel João Francisco de Melo Cavalcanti e Áurea Moura Cavalcanti. Iniciou seus estudos em Macaparana e depois no Recife. Ingressou na Faculdade de Direito e de Geografia e História da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Manuel da Nóbrega. Abandonou os estudos e voltou à Macaparana para ser eleito o prefeito mais jovem do Brasil, aos 18 anos. Retomou o curso de Direito no início dos anos 50, concluindo-o em 1954. Foi indicado pelo Presidente Jânio Quadros, governador do Amapá. Após a renúncia de Jânio, em 1960, Cavalcanti foi destituído do cargo. Retornou a Pernambuco e exerceu o cargo de secretário da Administração e da Coordenação Política, governo de Paulo Guerra. No governo seguinte, de Nilo Coelho, exerceu a presidência da Comissão do Desenvolvimento do Vale do Siriji. No governo Médici, Moura Cavalcanti chegou ao plano federal, exercendo a presidência do INCRA (Instituto de Colonização e Reforma Agrária). Em seguida, foi indicado também por Médici, para ocupar o Ministério da Agricultura. Por indicação de Geisel, então presidente da República, foi nomeado governador de Pernambuco.

138.    Engenho Cipó Branco/São Vicente Ferrer
Proprietário/Morador/Rendeiro: Getúlio de Moraes Cavalcanti

139.    Engenho Cipó Novo/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Christovão de Holanda Cavalcanti - Capitão Mor. Nasceu em Sirinhaém. Filho de João Cavalcanti de Albuquerque. Ficou com 50% do Engenho e seu irmão Cristóvão com a outra metade. Tenente Coronel do 16º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional de Paudalho. Casou com Paula Cavalcanti d'Albuquerque, sua parenta, filha do Coronel Paulo Cavalcanti de Albuquerque e de sua mulher Ângela Cavalcanti de Albuquerque. Morador do engenho Bom Jesus, do século XIX, arrendando a parte de seu irmão, que optou pela vida na capital. Cristóvão foi quem prendeu o célebre cangaceiro Cabeleira e seu companheiro Theodósio, que aterrorizavam a região. Proprietário dos engenhos: Eixo, Cipó Novo, Terra Vermelha, Apoá ou Apuá, Volta do Cipó/Paudalho; Goitá/Glória; Petribu/Goiana; Bom Jesus/Glória de Goitá

140.    Engenho Cipó/Aliança
Proprietário/Morador/Rendeiro: Candido Gonçalves da Rocha - Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-4495

141.    Engenho Cipó/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Justino E. de Albuquerque Neves – Capitão. Proprietário do engenho São José/São Lourenço da Mata  e rendeiro do Cipó/Paudalho

142.    Engenho Clacituba/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Alfredo e Gumercindo Correa de Oliveira – Conselheiro. Filhos do Cons. João Alfredo Corrêa de Oliveira. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 4038; 4039; 4046. Proprietário do engenho Clacituba/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Candido José Cardoso da Fonte - Casado com Maria da Conceição Mesquita da Fonte. Com fotografia na Coleção Francisco Rodrigues; FR-06684. (Filismina Alves Maciel e Maria da Conceição Mesquita da Fonte). Proprietário dos engenhos: Monte Pio/Catende; Clacituba, São José e Santo Antônio /Sirinhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Caldas Lins - Barão de Araçagi (Dec. 09.11.1867); título alterado e elevado para Visconde do Rio Formoso (Dec. 23.02.1889). Nasceu em 1828, e faleceu em 1897/Rio Formoso. Filho do Comendador José Luiz de Caldas Lins. Deputado Geral pela Província de PE nas 15ª e 16ª legislaturas de 1872/1878 e na 20ª de 1886/1889; votou contra a lei de 08/05/1888, que acabaria com a escravidão no Brasil. Deixou geração do seu casamento com Teodolinda da Silveira Lins, filha do Visconde de Utinga.  Proprietário dos engenhos: Massauaçu ou Massauassu, Una, Herval, Pedra de Siqueira, Laje Nova e Conceição/Rio Formoso; Gindaí ou Gindahy /Barreiros e Clacituba/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Henrique de Barros e Silva - Proprietário dos engenhos: Clacituba/Escada; Conceição e Jundiá Mirim/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Antonio de Pinho Borges - Bacharel -1865. Casado com  Tereza Augusto de Pinho Borges. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 3561; 1067; 4830; 1068; 1066; e 1069.  (Francisca do Rego Barros Gibson e Tereza Augusto de Pinho Borges). Proprietário dos engenhos: Clacituba/Escada; Entre Rios e Conceição/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Maria dos Santos Cavalcanti

143.    Engenho Cocal Grande/Tamandaré
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Ferrão Castelo Branco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulo de Amorim Salgado - Casado com, Francisca de Paula Wanderley, viúva de João Baptista Pereira, capitão de cavalaria nas guerras contra os holandeses. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4979; e 06868.  (Paulo de Amorim Salgado, filho). Proprietário dos engenhos: Garapú e Santa Amélia/Cabo de Santo Agostinho; Cocal/Rio Formoso; São Paulo do Sibiró/Camela.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulo de Amorim Salgado Filho– Coronel. Comandante. Nasceu por em 1826, em Una/PE. Filho de Paulo de Amorim Salgado e de Francisca de Paula Wanderley. Requereu armas a 21.02.1866, passadas por carta de brasão a 28.01.1867. Casado com a prima Maria Antonia de Barros Wanderley, filha de Francisco do Rego Barros e Ana Margarida Melo.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Santo André
Ocupado pelos sem terras em 2002. Decreto nº 0-002, de 07 de julho de 1999. - Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural denominado 'engenho Cocal Grande', situado no município de Tamandaré, estado de Pernambuco, e da outras providencias.

144.    Engenho Cocalzinho/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro de Azevedo e Silva- Rendeiro.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Santo André
Ocupado pelos sem terras em 2002

145.    Engenho Cocaú/Ipojuca - O Engenho foi confiscado pelos holandeses, mas não vendido, encontrava-se bastante destruído.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Gonçalves da Paz – Durante a invasão holandesa fugiu com Matias de Albuquerque. Proprietário dos engenhos: Santos Cosme e Damião e Cocaú/Ipojuca.

146.    Engenho Cocaupe depois Cucau ou Cucahú/Serinhaem - Engenho sob a invocação de N. S. da Penha de França. Os holandeses encontraram o sem dono e com moradores; foi queimado e destruído. Nas terras do engenho Cocaupe, foi fundada a Usina Cucau, por Francisco de Moura, antes da invasão holandesa
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Moura - Morava em Portugal ou nas Índias, quando Pernambuco foi invadido pelos holandeses.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Damião Casado de Lima I - Português, avô do Marques de Olinda, Pedro de Araújo Lins. Nascimento Freg. S. Salvador de Bertiandos/PT. Capitão. Filho de Domingos de Lima e de Maria Casada de Brito. Casado (1713) com Anna Maria da Conceição – nascida em Serinhaem, filha de Martinho Teixeira Cabral e de Petronila de Britto. Proprietário dos engenhos: Bom Vista, Cucaú ou Cucahú/Serinhaem; Tentugal/Barreiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Casado Lima Nascimento - Nascido em Serinhaem.  Sargento-mor do Fortim da Coroa Grande/Serinhaem. Neto do Capitão Mor João Cavalcanti. Em 1812, foi contemplado com uma sesmaria na Ribeira de Paudalho, onde já estavam inseridos os engenhos Apuá, Eixo, Petribú e Novo. 1867 – Seu filho, o Coronel Lourenço Cavalcanti de Albuquerque, promoveu a restauração do engenho Petribú, onde passou a residir até o seu falecimento, em 1867. Dono e fundador do engenho Novo Cucaú/Serinhaem e de uma sesmaria na Freg. de S. José de Bezerros. Proprietário dos engenhos: Apuá, Eixo, Petribú e Novo/ Paudalho; Cocaupe depois Cucau ou Cucahú/Serinhaem.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gervásio Gonçalves da Silva - Dr. Casado com Maria Michaela Pires Ferreira Proprietário dos engenhos: Cucaú ou Cucahú, Jaguarão, Jussaral e Liberdade/Serinhaem.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leonardo Orlando de Barros- Coronel. Filho de Manuel Cavalcanti de Albuquerque Barros e de Ursulina de Castro Sá Barreto. Casado com Francisca Caraciola da Costa Gouveia (09 filhos), filha do Coronel João Bento de Gouveia e de Brites de Albuquerque. Homem liberal; deu liberdade a seus escravos um ano antes da Lei Áurea. Autodidata, falava várias línguas, inclusive o dialeto indígena. Era também poeta, músico e compositor. Estudando o cultivo da cana, foi responsável pela introdução da saúva em Pernambuco - a qual importou de São Paulo. Construiu em Pernambuco a primeira casa de farinha, em nível industrial e cultivou novas variedades da cana de açúcar, mais resistentes às pragas. Proprietário dos engenhos: Cocaupe depois Cucau ou Cucahú/Serinhaem; Catuama, Burarema/Barra de Guabiraba, Catolé/Água Preta, Oncinha/Barreiros, Conceição/Catende; Apipucos (São Pantaleão do Monteiro)/Recife; Cabuçu ou Cabussú, Limão Doce/Rio Formoso, Maçaranduba/Timbauba e outros herdados por sua mulher: Mato Grosso/Cabo de Santo Agostinho, Cá-me-vou ou Camevou e o Santo Antonio/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Cucau – Foi edificada, em 1895, pela Companhia de Melhoramentos em Pernambuco. Entre os acionistas e diretores da Companhia, estão: Manuel Borba e José Rufino Bezerra Cavalcanti, governadores de Pernambuco, Arthur de Siqueira Cavalcanti Filho, Barão de Águas Claras, Oscar Bernardo Carneiro da Cunha, coronel Júlio de Araújo, João Cardoso Ayres. Atualmente a usina pertence ao Grupo Armando de Queiroz Monteiro e integra, junto com a usina Laranjeiras, a Companhia Geral de Melhoramentos em Pernambuco, Proprietária dos engenhos: Antas, Cocaupe, Lobo, Nova Aurora/Sirinhaém; Araquara ou Vicente Campelo/Escada; Brejo/Ribeirão; Cocula/Gameleira; Limão Doce/Rio Formoso; e Amaraji/Gameleira.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Pumaty– Proprietária dos engenhos: Alegrete, Cuiambuca, Parol, Santa Fé e Solidão/Água Preta; Colombo, Pumaty/Palmares; Cucaú ou Cucahú/Sirinhaém

147.    Engenho Cocula/Ribeirão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ernesto Pereira de Lima – Filho de José Ernesto Gonçalves Pereira de Lima e de Terezinha de Jesus Carneiro Leão. Nasceu em 1960/Recife. Casado com Margareth César Rezende, nascida em 1962, filha de Amaury César Resende e de Almarinda Lima Rezende. Proprietário dos engenhos: Brejo, São Pedro e Cocula/Ribeirão; Dromedário; Jerusalém; e Vicente Campelo e da Usina Santa Cruz – Engenhos: Brejo e Cocula/Gameleira.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Ernesto Pereira de Lima - Nasceu em 1931/Recife e faleceu em 2001/Recife. Casado com Terezinha de Jesus Carneiro Leão, nascida em 1936 e falecida em 2010, filha de José Melício Carneiro Leão e Maria Celecina Melo Souza Leão. Comprou a Euthália Ismênia de Moura Matos os engenhos: Cocula, Vicente Campelo, Jerusalém e Dromedário. José Ernesto montou a pequena Usina a Cucau ou meio aparelho no engenho Vicente Campelo e os demais Engenhos ficaram como fornecedores de cana. Proprietário dos engenhos: Pereira Grande/Água Preta; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho; Brejo, São Pedro/Ribeirão; Dromedário/Escada; Jerusalém/Sirinhaém; Rico/Jaboatão dos Guararapes; Cocula/Ribeirão; Desespero/Vitória de Santo Antão e Araquara ou Vicente Campelo/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Cucau – Foi edificada, em 1895, pela Companhia de Melhoramentos em Pernambuco. Entre os acionistas e diretores da Companhia, estão: Manuel Borba e José Rufino Bezerra Cavalcanti, governadores de Pernambuco, Arthur de Siqueira Cavalcanti Filho, Barão de Águas Claras, Oscar Bernardo Carneiro da Cunha, coronel Júlio de Araújo, João Cardoso Ayres. Atualmente a usina pertence ao Grupo Armando de Queiroz Monteiro e integra, junto com a usina Laranjeiras, a Companhia Geral de Melhoramentos em Pernambuco, Proprietária dos engenhos: Antas, Cocaupe, Lobo, Nova Aurora/Sirinhaém; Araquara ou Vicente Campelo/Escada; Brejo/Ribeirão; Ribeirão/Gameleira; Limão Doce/Rio Formoso; e Amaraji/Gameleira

148.    Engenho Coeira/Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Secundino Barbosa da Silva - Coronel

149.    Engenho Coelhas/Serinhaem - Engenho edificado numa sesmaria, em Catende, do Imperador D. Pedro II, que a vendeu com o passar dos anos. Vem daí o aparecimento dos primeiros sítios e engenhos e início da cultura da cana-de-açúcar no município de Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Álvaro Barbalho Uchôa Cavalcanti – Senador do Império. Dr. Casado com. Ana Rosa Maurício Wanderlei Cavalcanti. Pais de João Barbalho Uchoa Cavalcanti, nascido em 1846/engenho Coelhas/Serinhaem. Recebeu na região de Catende uma sesmaria do Imperador D. Pedro II, que a vendeu com o passar dos anos. Proprietário do engenho: Coelhas/Serinhaem e sócio com seu irmão Antônio no engenho Santa Cruz (antes Canavieira)/Recife.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco da Rocha Pontual - Capitão. Nascido em 1791/PT e falecido em 1872/Recife. Filho de João Manuel Alves Pontual e de Teresa da Silva Vieira Rocha, nascida em 1811/Pernambuco e falecida em 1886, filha de Manuel Gonçalves Pereira de Lima e de Anna Joaquina da Silva. Irmão de Antonio dos Santos Pontual - Barão de Flecheiras e de Bernardino de Senna Pontual - Barão de Petrolina. Casado com Anna Gonçalves Pereira de Lima, filha de Manuel Gonçalves Pereira de Lima e Anna Joaquina da Silva; 08 filhos: João, Francisco, José, Thereza, Antônio, Anna, Manuel e Adelina da Rocha Pontual. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues, FR: 3799; 4275; 3800; 4277; 4278; e 4276. (Francisca da Rocha Pontual). Proprietário dos engenhos: Mundo Novo/Rio Formoso; Animoso, Guloso e Teimoso/Amaraji; rendeiro dos engenhos: Coelhas e Palma/Serinhaem. Curiosidade: A oligarquia açucareira era formada por "um grupo de oito famílias inter-relacionadas": Lins possuíam 40 engenhos, só em Escada; Pontual 17 engenhos e um sítio; Santos 16 engenhos; Velloso 09 engenhos; Dias 09 engenhos; Barros e Silva 09 engenhos; Alves da Silva 05 engenhos; Siqueira Cavalcante 05 engenhos e Araújo, proprietária de "11 plantações".
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco da Rocha Wanderley Lins – Major. Casado com Maria Manuel a de Barros Wanderley, batizada em 1856/Serinhaem e falecida em 1888. Proprietário dos engenhos: Coelhas e Palma/Sirinhaém e Mundo Novo/Rio Formoso; Jaguaré e São Jerônimo ou D. Camella/Ipojuca.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Paula Wanderley Lins - Chico das Coelhas

150.    Engenho Coépe/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Moraes de Albuquerque - Dr.

151.    Engenho Coimbra/Cabo Santo Agostinho – O engenho pertence a família Carneiro Leão, há cinco gerações, desde meados do século XIX.  No local é realizada, todo mês de janeiro, a missa de São Sebastião. É um dos poucos engenhos de Pernambuco que mantêm a estrutura original, com a casa grande, a senzala e a capela.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Neto Carneiro Leão - Vereador em 1769. Oficial Municipal da Câmara do Recife (1759-1779). Nascido por volta de 1726 e falecido a 14 de Julho de 1805/engenho de São Braz. Professou a 9/05/1751. Deixou importante e extensa descendência em Pernambuco, do seu casamento com sua parenta Francisca Tereza de Jesus Barros. Proprietário dos engenhos: São Braz e Coimbra/Cabo de santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serra Grande

152.    Engenho Coitéis/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Xavier de Andrade – Capitão. Filho de José Seabra Xavier de Andrade e de Joana de Almeida Azeredo Coutinho Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3485; e 661. Proprietário dos engenhos: Nova Vida, Limão/Nazaré da Mata e Coités/Timbauba; Itaenga ou Itanhenga/Paudalho.

153.    Engenho Colégio (antes da Luz e Misericórdia)/Limoeiro – Antiga fábrica de açúcar situada na paróquia de N. S. da Luz/Limoeiro. Segundo a Descrição de Pernambuco, em 1746, possuía então o colégio um engenho movido a água chamado da Luz, que rendia um ano por outro a quantia de 400$000; mas no arrolamento dos seus bens confiscados em 1765, não figura o engenho, e sim um partido no Engenho da Luz.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Diogo Falcão de Sá - Sargento-Mor. Curiosidades: Ocorre a seguinte nota relativa a uma demarcação de terras na localidade, constante do Livro do Tombo da freguesia, que vem de meados do século XVIII, e lançada pelo respectivo pároco: "O original da referida demarcação se achava no arquivo do Colégio do Recife, e eu vi o traslado dela passado a requerimento do sargento-mor Diogo Falcão de Sá, senhor, que depois foi do engenho Colégio, vizinho desta povoação, e por isso chamado ainda o Colégio, e mais antigamente, Terras da Misericórdia, Partido da Misericórdia". Pereira da Costa.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Irmandade do Divino Espírito Santos -  A Irmandade perdeu a sua invocação originária de N. S. do O, em 1767.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Siqueira Paes Lyra – Capitão. Rendeiro dos engenhos Colégio/Limoeiro e Pichão/São Lourenço da Mata.

154.    Engenho Colinas/Barra de Guabiraba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras. Nota: O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco (ITERPE) concluiu o diagnóstico de perdas nas áreas de assentamento atingidas pelas enchentes ocorridas no Agreste e Mata Sul do estado. Os assentamentos mais gravemente atingidos foram os engenhos: Colinas/Barra de Guabiraba;...

155.    Engenho Colinas/Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Beltrão de Andrade Lima - Dr.
Ocupado pelos sem terras

156.    Engenho Colombo/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Vicente de Farias Gurjão – Dr.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Pumaty Proprietária dos engenhos: Alegrete, Cuiambuca, Parol, Santa Fé e Solidão/Água Preta; Colombo, Pumaty/Palmares; Cucaú ou Cucahú/Sirinhaém

157.    Engenho Colônia/Escada - Com área de 4.491 ha, lembrando as “sesmarias” dos nossos antepassados, área cultivada é de 1.100 ha distribuídos em 15 sítios diferentes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leocadio Alves Pontual - Faleceu em 1900/Porto-Portugal. Filho de João Manuel Alves Pontual e Teresa da Silva Vieira Rocha.  Casado em 1ª núpcias com Ana Joaquina dos Santos (sem descendentes) e em 2ª com Maria Amélia de Lima Mattos – Maroquinha de Aripibú, nascida em 1858 e falecida em 1935, filha de Sérgio Diniz de Moura Mattos e de Maria Florência da Silva Lima. Proprietário dos engenhos: Aripibu e Constituinte/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Colônia
Ocupado pelos sem terras em 2004, ligados ao MST, com 150 famílias.

158.    Engenho Conceição/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: José da Costa - Português. Fugiu de Portugal em circunstancias: dramáticas e pitorescas. Perseguido por agentes de justiça, com ordens de arrastá-lo, vivo ou morto – por ter jogado uma pedra a esmo, numa Praça de Restelo, que teria atingido a cabeça de um cortesão ou de um clérigo poderoso - escapou em desabalada carreira pelas ruas de Lisboa, alcançando um navio que se preparava para partir, no qual se meteu com a roupa do corpo, sem saber para onde ia, até que os marinheiros o despejassem, afinal, nas praias do Recife. trabalhou em ocupações modestas; casou-se com Maria da Silva, foi adotado pela sociedade pernambucana, e acabou senhor de canaviais, tendo deixado aos descendentes um surpreendente inventário de engenhos de nomes sonoros. Proprietário dos engenhos: Mato Grosso/Água Preta; Santo Antonio/Palmares, Cucaú, Catuama, Burarema, Oncinha/Barreiros, Conceição, Cabuçu, Limão Doce/Amaraji, Maçaranduba/Timbauba e outros.

159.    Engenho Conceição Nova/Ipojuca – Engenho edificado em terras dos Franciscanos, através da solicitação de títulos de terras que pertenciam aos religiosos. Foi palco da guerra dos Cabanos, quando o Coronel Joaquim José Luís de Souza, comandante das tropas, que combatiam os cabanos, fez do engenho o seu quartel general.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Firmino de Freitas NogueiraCuriosidades: Em 07/05/1884, foi batizado José, nascido em 15/09/1883, filho de Mauricio e de sua mulher Costa, escravos de Firmino de Freitas Nogueira proprietário e morador do engenho Conceição Novas Matriz de São Miguel, e para constar mandei fazer este assento que assino. Cônego Luis José de Oliveira Diniz Pro-Pároco” Livro de Assentos de Batizados dos filhos de mulher escrava vazados da data da lei de 28 de setembro de 1871. Ano 1881, n.º 2.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Marink dos Santos Cavalcante – Dr. Proprietário dos engenhos: Conceição Nova e do Meio/Ipojuca.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Pedro do Rego

160.    Engenho Conceição Velha/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antero Vieira Cunha - Tenente Coronel e Barão de Araripe (Dec. 20/03/1875), "atendendo ao relevante serviço que prestou à Colônia Orfanológica Isabel, em Pernambuco", como se lê no próprio texto do decreto da criação do título. Nasceu em 1837 e faleceu em 1905, filho de João Vieira da Cunha e de Maria das Neves Carneiro da Cunha. Casado com Antônia Morais Vieira da Cunha, falecida em 1890, Baronesa de Araripe.  Possuía um belíssimo sobrado na Rua Imperial/Recife. Nos autos de inventário da Baronesa, aparece a Condessa da Boa Vista como devedora da quantia de 5 contos de réis. Proprietário dos engenhos: Setubal, Serra, Pitimbu, Rosário, Novo/Cabo de Santo Agostinho, Venus e Conceição Velha/Ipojuca; Jundiá Mirim/Escada; Caetés/Amaraji.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Ipojuca – Proprietária dos engenhos: Conceição Velha, Mirador, Saco, Supitanga/Ipojuca.

161.    Engenho Conceição/Bonito
Proprietário/Morador/Rendeiro: Mendo de Sá Barreto Sampaio - Órfão de pai foi criado por seu tio e padrinho Mendo de Sá Barreto Sampaio. Com a enfermidade de seu tio abandonou seus estudos e regressou a Palmares, para administrar os engenhos; após o falecimento, herdou a propriedade, que arrendou, adquirindo posteriormente o engenho Conceição/Bonito. A partir daí seus negócios se expandiram, chegando a administrar 08 engenhos. Em 1910, centralizou-os, montando o primeiro núcleo da Usina Roçadinho: meio aparelho, composta de moendas, evaporadores a vácuo, etc; fabricava o açúcar demerara. Dois anos depois modernizou a usina, adotando as turbinas. Casado com Catarina Eulália da Câmara, nascida 1807. Proprietário dos engenhos: Conceição/Bonito e Manuel e Primoroso/Palmares e da Usina Roçadinho.

162.    Engenho Conceição/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Caldas Lins - Barão de Araçagi (Dec. 09.11.1867); título alterado e elevado para Visconde do Rio Formoso (Dec. 23.02.1889). Nasceu em 1828, e faleceu em 1897/Rio Formoso. Filho do Comendador José Luiz de Caldas Lins. Deputado Geral pela Província de PE nas 15ª e 16ª legislaturas de 1872/1878 e na 20ª de 1886/1889; votou contra a lei de 08/05/1888, que acabaria com a escravidão no Brasil. Deixou geração do seu casamento com Teodolinda da Silveira Lins, filha do Visconde de Utinga.  Proprietário dos engenhos: Massauaçu ou Massauassu, Una, Herval, Pedra de Siqueira, Laje, Nova e Conceição/Rio Formoso; Gindaí ou Gindahy /Barreiros e Clacituba/Escada

163.    Engenho Conceição/Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leonardo Orlando de Barros - Coronel. Filho de Manuel Cavalcanti de Albuquerque Barros e de Ursulina de Castro Sá Barreto. Casado com Francisca Caraciola da Costa Gouveia (09 filhos), filha do Coronel João Bento de Gouveia e de Brites de Albuquerque. Homem liberal; deu liberdade a seus escravos um ano antes da Lei Áurea. Autodidata, falava várias línguas, inclusive o dialeto indígena. Era também poeta, músico e compositor. Estudando o cultivo da cana, foi responsável pela introdução da saúva em Pernambuco - a qual importou de São Paulo. Construiu em Pernambuco a primeira casa de farinha, em nível industrial e cultivou novas variedades da cana de açúcar, mais resistentes às pragas. Proprietário dos engenhos: Cocaupe depois Cucau ou Cucahú/Serinhaem; Catuama, Burarema/Barra de Guabiraba, Catolé/Água Preta, Oncinha/Barreiros, Conceição/Catende; Apipucos (São Pantaleão do Monteiro)/Recife; Cabuçu ou Cabussú, Limão Doce/Rio Formoso, Maçaranduba/Timbauba e outros herdados por sua mulher: Mato Grosso/Cabo de Santo Agostinho, Cá-me-vou ou Camevou e o Santo  Antonio/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulo Martins de Almeida – Bacharel em 1900. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-06426; e 532. (Maria da Conceição Martins de Almeida).
Proprietário/Morador/Rendeiro: Henrique de Barros e Silva - Proprietário dos engenhos: Conceição/Catende; Clacituba e Jundiá Mirim/Escada.
Ocupado pelos sem terra em 2004, ligados ao MST. Decreto de 13 de outubro de 2006. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências. Os engenhos... Conceição/Catende e Belém de Maria.

164.    Engenho Conceição/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Vicente Alves da Silva

165.    Engenho Conceição/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Margarida Alves de Castro  - Casada com Miguel Fernandes de Távora, lisboeta. Proprietária dos engenhos: Conceição e Sibiró de São Paulo/ Ipojuca, fundados com capela sob a invocação ao Senhor Santo Cristo.

166.    Engenho Conceição/Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Antonio de Pinho Borges - Bacharel -1865. Casado com  Tereza Augusto de Pinho Borges. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues,  FR: 3561; 1067; 4830; 1068; 1066; e 1069.  (Francisca do Rego Barros Gibson e Tereza Augusto de Pinho Borges). Proprietário dos engenhos: Clacituba/Escada; Entre Rios e Conceição/Jaboatão dos Guararapes.

167.    Engenho Conceição/Macaparana - Casa grande na lista de bens culturais e naturais tangíveis da mata norte de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Caetano Pereira de Queiroz - Coronel. Fundou a Usina Cruangi no Engenho Jenipapo, em 1918. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4579. Proprietário dos engenhos: Conceição/Macaparana e Jenipapo/Timbauba e da Usina Cruangi.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Nossa Senhora da Conceição (Lagoa dos Gatos?).

168.    Engenho Concórdia/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco de Oliveira

169.    Engenho Concórdia/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Braz Carneiro Lins e Mello - Tenente-Coronel. Casado com Ignácia Carneiro Lins e Mello Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 3303; 3304; 3305; e 3301. Proprietário dos engenhos: Bom Jardim/Barreiros; Concórdia e Refresco/São Lourenço da Mata; Gaipio/Ipojuca; Guerra/Paudalho; Jacaré/Goiana; Santo André/Jaboatão dos Guararapes; e Velho, antes chamado Madre de Deus/Cabo de Santo Agostinho.
Ocupado pelos sem terras. Dec. -000000 de 08/05/1997. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural denominado "engenho Concórdia e Santa Cruz", situado no município de São Lourenço da Mata, estado de Pernambuco, e da outras providencias.

170.    Engenho Condado/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Bezerra Pereira de Lyra

171.    Engenho Condado/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Júlio Emílio de Carvalho. Proprietário dos engenhos: Condado e Olho d’Água/Paudalho

172.    Engenho Condado/Vitória Santo Antão - O Engenho aparece também no município: de Glória do Goitá.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Maria de Queiroz e Mello
Ocupado pelos sem terras, 300 famílias. (engenho em Glória do Goitá?)

173.    Engenho Conselho/Água Preta - O engenho aparece nos municípios: Água Preta, Amaraji e Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Herculano Ferreira Costa
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Monteiro de Gusmão – Co-proprietário.

174.    Engenho Conservada/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Arcelina da Silva Albuquerque

175.    Engenho Conservador/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Coriolano Ribeiro do Nascimento

176.    Engenho Constantino/São Lourenço da Mata - Curiosidade: Diário de Pernambuco. Há 125 anos. Sexta-feira, 30 de abril de 1880. Avisos Diversos - Na noite de 29 furtaram do Engenho Constantino, um cavalo e uma burra. Com estes montam em 16 os animais furtados. Quando os subdelegados prendiam e processavam estes furtos, não se estava tão perseguido de ladrões; a reforma quer assim. O bom cidadão tem a lei moral, para os maus não há lei forte.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Gomes de Araújo Sobrinho - Dr. Casado Júlia Gomes de Araújo. Prefeito de São Lourenço da Mata : 1895/98, 1901/1904 e 1907. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 3519; 3520; 724; 3514; 3512; e 723. Proprietário dos engenhos: Constantino e Penedo de Cima e de Baixo/São Lourenço da Mata; Usina Capibaribe/São Lourenço; Três Pocinhos/Timbauba.

177.    Engenho Constituinte/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Correia de Queiroz Monteiro - Coronel. Casado com Pamphila Cavalcanti de  Queiroz Monteiro. Fundou a Usina N. S. do Carmo, em 1918, com a denominação de Santa Pânfhila, uma homenagem à sogra e à esposa. Em 1944, foi transformada em Usina N. S. do Carmo. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-06778 e 3421. Proprietário dos engenhos: Minhoca/Vitória de Santo Antão; Constituinte, Cotigi ou Cotigy/Escada e da usina Nossa Senhora do Carmo.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Antônio de Bastos Mello - Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-05024. Proprietário dos engenhos: Camorim Grande e Constituinte/Água Preta.
Ocupado por sem terras. Decreto nº 0-020, de 24 de novembro de 1993 - Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais denominados 'engenho Camurim Grande', 'engenho Constituinte' e 'engenho Volta do Una', situados no município de Água Preta, Estado de Pernambuco, e da outras providencias.

178.    Engenho Contador/Amaraji - A casa grande do engenho se encontra na lista de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Epaminondas de Barros Correia - Barão de Contendas, agraciado com o título (Dec. 26.06.1889). Nasceu em 1834/Altinho/PE e faleceu em 1905/engenho Contador/Amaraji. Bacharel pela Faculdade de Pernambuco - 1864. Promotor Público e Juiz Municipal. Pertenceu ao Partido Liberal. Na qualidade de Vice-Governador de Pernambuco, em 1878 (deposto por Floriano Peixoto em 18.12.1891), tomou posse da Província, 1881/1882, e em 1883. Casou com Maria José Alves de Araújo, Baronesa de Contendas, nascida  em 1855 e falecida a 1940, filha de Antônio Alves da Silva e de Antônia Alves de Araújo (Barões de Amaraji)  e tiveram 13 filhos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fausto Pontual Filho – Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-4231 e 4230 (Júlia Madeira Pontual; Generosa de Barros Pontual). Proprietário dos engenhos: Contador, Preferência e Pedra Fina. Curiosidade: Na Comarca de Vitória de Santo  Antão, a Aldeia de Escada em 1861 era considerada "a mais rica da Província" de Pernambuco.  A oligarquia açucareira era formada por "um grupo de oito famílias inter-relacionadas": Lins possuíam 40 engenhos, só em Escada; Pontual 17 engenhos e um sítio; Santos 16 engenhos; Velloso 09 Engenhos; Dias 09 engenhos; Barros e Silva 09 engenhos; Alves da Silva 05 engenhos; Siqueira Cavalcante 05 engenhos e Araújo proprietária de "11 plantações".
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Hermínio Pontual Filho - Casado com Generosa de Barros Pontual. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4230 e 4231. (Generosa de Barros Pontual; Júlia Madeira Pontual Generosa de Barros Pontual Júlia Madeira Pontual). Proprietário dos engenhos: Contador, Preferência e Pedra Fina.

179.    Engenho Contra-Açude/Moreno Situado em Moreno, era uma grande propriedade dedicada ao cultivo da cana e à produção de açúcar. Em suas terras possuem 940 hectares, onde passa um importante afluente do Rio Pirapama: o Rio Cajabussu, que nasce em terras do engenho Buscaú (próximo à nascente do Rio Gurjaú) e adentra no engenho Contra Açude, também encaixado numa falha geológica com direção N-S. Depois segue ao engenho Cajabussu, já no município do Cabo de Santo Agostinho. Os Engenhos Contra Açude juntamente com o engenho Buscaú possuem uma área total de 938,7132 hectares, onde moram cerca de 100 famílias estabelecidas no local há décadas. Os moradores dos engenhos foram vítimas do desemprego provocado pelo fechamento de indústrias sucro-alcooleiras na zona da mata de Pernambuco, que encerraram suas atividades sem quitar os débitos trabalhistas. Sem emprego, os trabalhadores permaneceram vivendo na propriedade e fazendo da terra e do plantio meios para a sobrevivência. Em 1998, o INCRA iniciou o processo de desapropriação dos engenhos, considerados improdutivos e aptos para desapropriação para fins de Reforma Agrária. Porém, após dez anos, a área ainda não foi desapropriada. Enquanto o processo burocrático se arrasta, as famílias de moradores do Engenho estão submetidas a precárias condições de vida, decorrentes da falta de garantia do direito à terra. Além disso, os moradores denunciam inúmeras e sucessivas violações de direitos humanos. Entre as denúncias estão ameaças, existência de uma lista de pessoas “marcadas para morrer”, destruição de lavouras de subsistência e violações ao meio ambiente, causadas pelo plantio de cana-de-açúcar em área de preservação ambiental.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Carneiro Leão – Batizado em 1685/Freguesia de São Tiago de Carvalhosa/Pt. Filho de Francisco Carneiro Leão e de Luísa Barbosa. Foi 33º Prior da Ordem 3ª do Carmo/Vila do Recife, em 1741, que ainda hoje existe no bairro de Santo Antônio/Recife, tendo como sede a Igreja de Santa Teresinha e um casarão ao lado da Basílica do Carmo, estando provavelmente sepultado na referida Igreja. Dados biográficos e outras informações junto à Ordem são bastante difíceis, pois o estado em que se encontra a Instituição é deplorável, sem qualquer preservação do patrimônio. Deixou larga descendência do seu casamento com Rita Maria de Barros (ou Ana Maria de Barros Alvéolo Teles). Manuel Carneiro Leão também consta da obra de Antônio Borges da Fonseca, Nobiliarquia Pernambucana, Tomo I, pág. 160, onde lhe traça a descendência até cerca de 1770, data dos últimos apontamentos feitos pelo autor.
Manuel Carneiro Leão adquiriu as terras do engenho Carnijó, que se encontrava abandonada desde a invasão holandesa. Em 1740, vivia no engenho Contraçude/Jaboatão dos Guararapes, depois pertencente ao município de Moreno.
Proprietário dos engenhos: Carnijó/Jaboatão dos Guararapes (hoje Moreno), Contra Açude/Jaboatão dos Guararapes (hoje Moreno) e Macujé/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Aníbal Pereira – Homem muito rico, por herança, mas muito orgulho, egoísta e intolerante. No fim da vida perdeu tudo o que tinha, morrendo em absoluta miséria. Casado com Lilian Thorpe que durante sua vida de casada ficava muito só, pois seu marido vivia em constante viagens, sendo o engenho administrado pelo seu cunhado Herbert John Perman.
Herbert Perman nasceu na família Perman que saíram da Escócia, por razões políticas, e chegaram ao Brasil no século XIX. Herbert era um dos personagens mais destacado da história da família Perman (século XX). Homem rico, empreendedor, sofisticado, autoritário, mas também perdulário, era o patriarca incontestável da família até sua morte em 1932. Casado com Mina Thorpe, com quem teve vários filhos. Vivia no engenho Contra Açude/Moreno, considerada como uma magnífica propriedade.
Proprietário do engenho Contra Açude/Moreno. 
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luís Vieira de Miranda – Proprietário das terras dos engenhos: Contra Açude e Buscau, é investigado pela existência de trabalho na área em condições análogas à escravidão e por possível falsificação de documento público, utilizado para a aquisição da propriedade dos engenhos. Além disso, a existência de milícias privadas armadas no local já foi tema de outro relatório sobre o Estado de Pernambuco. Herdeiro: seu filho: Fernando Vieira de Miranda. 
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fernando Vieira de Miranda – O MPF-PE denunciou em 10/08/2010 os irmãos Fernando Vieira de Miranda e José Marcos Vieira de Miranda por praticarem crimes de submissão dos empregados a condições análogas as de escravo e de omissão de registro de contrato de trabalho. Fernando é proprietário e José é gerente administrativo dos engenhos Contra-Açude, Furnas, Una e Capim Canela, situados na zona rural de Moreno, a 28 km de Recife. A decisão é dos procuradores da República Paulo Roberto Olegário de Sousa, Anderson Vagner Góis dos Santos e Leandro Bastos Nunes.
As irregularidades foram constatadas após inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego, que apurou que 101 trabalhadores dos engenhos eram expostos a condições degradantes de trabalho. Na ocasião, 40 trabalhadores foram resgatados pela equipe de fiscalização e tiveram seus contratos de trabalho rescindidos. Os procuradores verificaram que vários trabalhadores não eram registrados na Carteira de Trabalho e Previdência Social, não tinham seus direitos de FGTS, descanso semanal remunerado, férias, não recebiam água potável, alimentação, equipamentos de proteção individual e instalações sanitárias. Suas moradias não tinham instalações elétricas e sanitárias adequadas, além de não contarem com material de primeiros socorros, nem com vestimenta de trabalho para o manejo de agrotóxicos. Às vezes eles seriam inclusive obrigados a assinar pedido de demissão em branco.
Nota: Se condenados, cada um dos irmãos podem receber pena de até 14 anos de reclusão.



180.    Engenho Copissura/Goiana - Segundo relato de Pereira da Costa, o engenho se encontrava de fogo morto, e suas terras só serviam para pasto. Foi confiscado pelos holandeses e vendido a Hans Loisem e depois (?) Joost van den Bogaert
Proprietário/Morador/Rendeiro: Arnau Florentz Holanda – Nascido em 1515/Utrecht/Holanda e falecido em 1614/Olinda, filho de Margaretha Florentz e Hendrick Van Holland, Barão de Rhijnsburg; possuía o título de Barão de Theorobonet. Veio para Pernambuco com Duarte Coelho em 1535. Casado com Brites Mendes de Vasconcelos, nascida em 1525/Lisboa/PT e falecida em 1620/Olinda. Filha de Bartholomeu Rodrigues Mendes e de Joanna Gols de Vasconcelos. Conforme Antonio José Victoriano. Borges da Fonseca em seu livro Nobiliarquia Pernambucana, de 1748, numa referência a Brites Mendes de Vasconcelos, diz que a Rainha D. Catarina, mulher de El-Rei D. João III, “a entregara a D. Brites de Albuquerque quando passou à Pernambuco em companhia de seu marido o Donatário Duarte Coelho, recomendando-lhe a sua acomodação, ao que generosamente satisfizera D. Brites de Albuquerque, casando-a com Arnau de Holanda e dando-lhe em dote muitas terras, nas quais fundou muitos engenhos.” Proprietário dos engenhos: Copissura/Goiana; Santo André e Muribeca ou Novo/Jaboatão dos Guararapes; Goiana (2) /Goiana.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Brites Mendes de Vasconcelos - “A velha”.  Nasceu em Lisboa/Pt, suposta filha bastarda do infante D. Luiz, filho do Venturoso, foi “criada” da Rainha D. Catharina, Quando Duarte Coelho e sua esposa Brites d’Albuquerque embarcaram para Pernambuco, a Rainha entregou-a ao casal e recomendou que quando chegasse ao Brasil, à mesma fossem doadas muitas terras como dote para seu casamento. Brites Mendes de Vasconcelos casou-se em Pernambuco com Arnau de Holanda (08 filhos), nascido em 1515/Utreckt/Holanda e falecimento em1614/Olinda; e com seus dotes chegaram prósperos proprietário de engenhos de açúcar em Pernambuco. Proprietária dos engenhos Jacaré/Goiana; Copissura/Goiana; Muribeca ou Novo, Santo André e /Jaboatão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Hans Willem Loisen - Proprietário dos engenhos: Copissura, Goiana (2) e Jacaré/Goiana.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joost van den Bogaert – Capitão. Curiosidades: Companhias de Burgueses: Pelo nosso lado tratamos de nos fazer fortes, o mais possível. Em primeiro lugar fizemos registrar de novo os moradores do Recife e depois também os de Antônio Vaz. Os do Recife, somando pouco menos de 500, fizemo-los dividir em 4 companhias, subordinadas a um coronel, três capitães, um capitão-tenente e demais oficiais. Serão suficientes para garantir o Recife quando o exército holandês estiver em campanha, visto que uma grande parte dos nossos burgueses são antigos soldados. Os oficiais que os comandam são os seguintes: ...; Capitães: Joost van den Bogaert,... Proprietário dos engenhos: Maxima, Jacaré, Goiana e Copíssura/Goiana

181.    Engenho Coqueiro/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Cavalcante de Albuquerque - Capitão-mor e Tenente Coronel. Filho do Cap. Leandro Bezerra Cavalcante e de Joanna de Sá. Casado com sua prima Ignez Lins de Albuquerque. Participou de uma conspiração (chamada de Suassuna em referência ao seu engenho),em 1801, visando conseguir proteção de Napoleão Bonaparte, para a formação de uma república no Brasil, princípios da Revolução de 1817. Foi acusado, juntamente com seus irmãos Luís e José Francisco de Paula e presos até 1821; mas inocentados por falta de provas. Mas o fracasso da conspiração trouxe conseqüências imediatas, como o fechamento do Areópago de Itambé, 1802, que, no entanto, ressurgiu em seguida com o nome de Academia dos Suassuna, cuja sede era o próprio engenho. Apesar das repressões, o espírito de contestação difundido pelas sociedades secretas e pelo Seminário de Olinda não se desfez, ao contrário, ganhou novos adeptos. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3143. Proprietário dos engenhos: Coqueiro/Rio Formoso, Novo, Apuá e Terra Vermelha/Paudalho; Petribú/Goiana, Suassuna/Jaboatão dos Guararapes.
Ocupado pelos sem terras em 2001, 44 famílias. Em processo de desapropriação.

182.    Engenho Coqueiro/Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Dionízio de Barros Cavalcante - Proprietário do engenho Coqueiro/Vitória de Santo Antão e rendeiro do Provisório/Palmares.
Ocupado pelos sem terras em 1964 e em 1997. Curiosidades: Efetivamente houve a ocupação de dois Engenhos, 1964, por camponeses pertencentes às Ligas: o Engenho Coqueiro, de onde haviam sido anteriormente expulsos, e o Engenho Serra, cujo proprietário havia abandonado as terras, fatos ocorridos durante o governo Arraes. Em ambos os casos, o governador propôs aos camponeses que se retirassem do local e, posteriormente, encaminhou pedido de desapropriação das áreas.

183.    Engenho Cordeiro/Nazaré da Mata - Engenho movido por animais, fundado nas primeiras décadas de 1700, produzindo açúcar mascavo de qualidade, graças à boa matéria-prima plantada no local. Em 1900, foi adquirido pelo Cel. Ernesto Pompílio do Rêgo, avô dos atuais proprietários. Em 1911, todo o lucro do Engenho foi revertido para a construção de uma ponte sobre o rio Tracunhaém, uma relíquia da arquitetura da época, possibilitando o plantio e colheita nas duas margens do rio, do qual 3 km do seu curso cortam a propriedade. Hoje a cana ainda é plantada no Engenho Cordeiro e a produção, vendida a grandes usinas pernambucanas, lidando também com a criação de gado Nelore, cavalos de raça, vacas leiteiras Girolando e ovelhas. São 600 hectares, abrigando 15 famílias de trabalhadores
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcanti Maurício Wanderley (Albuquerque Wanderley) - Barão de Tracunhaém, (Dec. 22.02.1873). Nasceu em 1819/Sítio do Saco/engenho Goitá e faleceu em 1891/engenho Cavalcanti/Nazaré da Mata. Filho de Manuel Cavalcanti de Albuquerque e de Ana da Silveira Cavalcanti. Casado, engenho Conceição, em 1ª núpcias com Paula da Silveira Cavalcanti Marinho, filha do Tenente-Coronel Manuel Felisberto Marinho Falcão e de Ana da Silveira Cavalcanti, nascida em 1837 e falecida em 1856/engenho Conceição. Pais de Manuel Cavalcanti Maurício Wanderley. Casado em 2ª núpcias, 1864/engenho Cocal com sua prima Ana Francisca de Paula de Amorim Salgado, nascida em1837 e falecida em 1866/Engenho Goitá, não houve Baronesa de Tracunhaém, filha de Paulo de Amorim Salgado e de Francisca de Paula Wanderley. Viúvo pela segunda vez, aos 46 anos, e com apenas dois filhos, confessa no seu testamento que "durante sua viuvez, por fragilidade humana, teve de JM dos R, mulher solteira, os filhos seguintes: A, A, P e S Cavalcanti Maurício Wanderley, os quais reconhecia por seus filhos legítimos, visto não haver entre êle e a mesma JM dos Rimpedimento algum, e queria que gozassem das honras e privilégios de legitimidade e queria que sucedam como legítimos”,... "e no caso de se oporem a isto as leis de seu País, os constituía legatários de sua terça, a qual neste caso será repartida entre os quatro, em partes iguais e livres de qualquer ônus". Da família do dono dêste livro de assentamentos, lemos apenas referências a dois irmãos, José e Cristovão, e aos sobrinhos Manuel, Cristovão e Ana, na enumeração das partes da herança do Engenho Cordeiro. Proprietário dos engenhos: Pombal/Vicência; Cavalcanti, Cordeiro/Nazaré da Mata; Petribú/Paudalho, Taquara /Goiana; Terra Vermelha/Lagoa do Carro.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ernesto Pompílio do Rêgo - Coronel. Adquiriu o engenho em 1900, avô dos atuais proprietários.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Dourado da Costa Azevedo - Casado com Sebastiana Cavalcanti de Amorim Salgado (03 filhos). Ambos de origem açucareira: ele de Nazaré da Mata, dos engenho Cordeiro, e ela, vinda do Cabo Santo Agostinho. José Dourado não tinha instrução, porém era dotado de aguda inteligência. Militou na política, de lenço vermelho no pescoço, vibrando com a Aliança Liberal, antes da revolução de 1930. Proprietário dos engenhos: Bonito, Cordeiro/Nazaré da Mata; Ipojuca, antes Bandeira/Ipojuca; Rosário/Lagoa dos Gatos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Dourado Cavalcanti – Nasceu no engenho Cordeiro/Lagoa Grande. Filho de José Dourado da Costa Azevedo e Sebastiana Cavalcanti Wanderley. Em 1938, casou-se com Maria da Penha, da qual ficou viúvo em 1995. Estudou Medicina nas principais escolas do País (Recife, Rio de Janeiro e Bahia), tendo se formado em 1935. No exercício da profissão, pelas mãos dele passaram mais de cinco mil crianças nascidas no município agrestino de Lajedo, situado a 196 km do Recife, onde ele residiu até a morte (1959 até 1975). Assumiu quatro mandatos na Assembléia Legislativa de Pernambuco, onde foi um integrante do, partido,: Social Democrático (PSD), Frente Popular Democrática e a Aliança Renovadora Nacional (Arena). Sua incursão direta na política encerrou-se em 1976, quando passou a orientar os filhos que se lançavam na carreira.

184.    Engenho Coroaçu/Ipojuca – Engenho movido à água. Segundo relado do holandês Adriano Verdonck os engenhos utilizavam uma média de 60 escravos e fabricavam muito açúcar, que eram conduzidos através de barcos; com a invasão holandesa, foram confiscados e vendidos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Vaz Viseu - Ficou do lado dos holandeses. Casado com Maria Rosa. Proprietário dos engenhos: Coroaçu e Três Reis/Ipojuca; Carnijó/Jaboatão dos Guararapes.

185.    Engenho Corrente  ou Corrientes/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ismael Carneiro Lins e Mello – Casado com (?) Rosa Carneiro Lins e Mello. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3307. Proprietário dos engenhos: Jacobina/Cabo de Santo Agostinho; Corrente  ou Corrientes/Água Preta e Curapaiti/Água Preta.

186.    Engenho Cortês ou Cortez/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Pedrosa – Proprietária dos engenhos: Cortez/Amaraji; Jumaitá e Souza/Palmares;

187.    Engenho Corubas/Jaqueira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/ Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terras. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.001196/2006-88. Imóvel: engenhos: União, Flor do Bosque e Corubas - Maraial e Jaqueira. Área registrada (Ha): 1.125,0000. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

188.    Engenho Cotegi ou Cotigy/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Correia de Queiroz Monteiro - Coronel. Casado com Pamphila Cavalcanti de  Queiroz Monteiro. Fundou a Usina N. S. do Carmo, em 1918, com a denominação de Santa Pânfhila, uma homenagem à sogra e à esposa. Em 1944, foi transformada em Usina N. S. do Carmo. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-06778; e 3421. Proprietário dos engenhos: Minhoca/Vitória de Santo Antão; Constituinte, Cotigi ou Cotigy/Escada e da usina Nossa Senhora do Carmo.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  José Barbosa - Rendeiro

189.    Engenho Cotunguba/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ermírio César Coutinho – Nasceu em 1839/engenho Lagoa d’Antas/Nazaré da Mata e faleceu em 1904/Pb, seu corpo foi trasladado para o Recife, onde foi sepultado no Cemitério de Santo Amaro. Filho de Antônio Aureliano Lopes Coutinho e de Antônia Florentina César Coutinho. Diplomou-se em medicina, na Bahia, em 1858. Como acadêmico, em 1856, requisitado pelo governo participou do combate à cólera. Regressando a Pernambuco, casou-se com Joaquina Victória Simões Coutinho. Do matrimônio não houve filhos. Nas comemorações do centenário de Joaquim Nabuco, os seus filhos Carolina, Mariana e Maurício Nabuco, foram a Nazaré, em homenagem à memória de Ermírio César Coutinho, grande amigo de Nabuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcanti de Petribu - Casado com Josefa Pessoa Guerra, filha de João Antônio Pessoa Guerra e Joaquina Gaião Pessoa Guerra. Herdeira junto aos seus 07 filhos maiores e oito menores. Em 1950, a Sociedade por Quotas de Responsabilidade Ltda foi transformada em S/A, sendo Josefa Pessoa Guerra Cavalcanti de Petribú sócia majoritária, com 50% do capital. Já com a saúde debilitada, faleceu dois anos depois, em 1953. Proprietário dos engenhos: Bom Jesus/Glória de Goitá; Cotunguba, Novo, Bonito/Nazaré da Mata; Santa Cruz/São Lourenço da Mata; Timbó, Itaenga ou Itanhenga, Sítio, Fortaleza/Paudalho; Petribu (depois Usina)/Goiana.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Gonçalves Guerra - Participou da Revolução Praieira, em 1847, com a derrota do Partido Liberal. Filho de Cristóvão das Mercês Gonçalves Guerra e de Ana Francisca de Jesus. Casou-se em segundas núpcias com Ana Francisca das Mercês Gaião, com numerosa descendência. Proprietário dos engenhos: Limeira Grande, Tabatinga e Cotunguba/Nazaré da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Laurindo de Moraes Pinheiro - Dr. Bacharel em 1865. Após a morte de sua 1ª esposa e prima pelo lado materno, Ana de Moraes Guerra, filha de José Hygino Gonçalves Guerra e de Ana Pereira de Moraes, casou com sua cunhada, Amália de Moraes Guerra. Filho de Vicente de Araújo Pinheiro e de Catharina Pereira de Moraes. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 4196; 4195; 4194; 4192; e 4196 (Laurino de Moraes Pinheiro e criança não identificada).
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Pereira de Moraes Campello - Casado com Ana Maria Rosa Marques Bacalhau. Capitão das Ordenanças. Participou da Revolução Praieira Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues FR: 3445; 3439; 3442; e 3441. (Lídia Evangelina Pereira de Moraes). Proprietário dos engenhos: Inhamã ou Inhaman/Igarassu; Cotunguba, Vazantes/Nazaré da Mata; Pocinhos/Jaboatão dos Guararapes. Curiosidades: A Insurreição Praieira começou quando uma tropa foi tentar desarmar o coronel praieiro Manuel Pereira de Moraes, engenho Inhamam, em 11/1848. A raiz da Praieira foi uma disputa pelo poder local, principalmente pelos cargos na Polícia Civil, e secundariamente na Assembléia Provincial, nas Câmaras, na Justiça de Paz e Guarda Nacional. Essas articulações aparecem condensadas nas representações que os contemporâneos construíram sobre o momento em que viviam. Outro nome dado à Praieira foi Guerra do Moraes. Assim, teria ficado conhecido em1848, na tradição oral dos habitantes da Zona da Mata e ao norte do Recife, onde o principal líder rebelde foi Manuel  Pereira de Moraes, senhor de dois Engenhos, que antes se envolvera na Confederação do Equador. Curiosidades: Em 14 de novembro de 1801, fez um Requerimento (nº 15513) ao Príncipe Regente D. João, pedindo licença para usar pistolas para sua defesa. João Elisio Pereira de Moraes.

190.    Engenho Couceiro/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Rodolfo Pio da Silva Valença - Proprietário do engenho Almirante/Palmares e rendeiro do Couceiro/Palmares;

191.    Engenho Covas/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Geminiano de Araújo Pinheiro - Capitão

192.    Engenho Crassituba/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Iluminato Soares da Fonseca – Proprietário dos engenhos: Caramurú/Água Preta e Crassituba, Diogo/ Amaraji.

193.    Engenho Criméia/Escada – O Engenho está localizado a 15 km sul, da sede do município. Casa grande no inventário de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco. Em 1871, foi feita uma relação dos engenhos que ocupavam o Aldeiamento da Vila de Escada: Murissy, Criméia, Bom Sucesso, Capricho, Açougue, e Alegria.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Sancho Bezerra Cavalcanti - Proprietário dos engenhos: Alegria e Criméia.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Machado Pedrosa
Proprietário/Morador/Rendeiro: Laurino de Morais de Vasconcelos – Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-614
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luíza de França Lins - Proprietária dos engenhos: Criméia/Escada; Independente, Primavera/Rio Formoso.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Marcionilo da Cunha Machado Pedrosa - Coronel, filho do Sr. Cunha, português, proprietário do engenho Cruz de Malta/Água Preta, propriedade que ainda pertence a família Pedrosa até hoje. Proprietário dos engenhos: Criméia/Escada e Cruz de Malta/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Santa Terezinha
Ocupado pelos sem terras em 2004. Declaração de interesse social imóvel rural "engenho Criméia" município de Escada – PE. Decreto sem numero, 26-09-96 exec. Pg. 229. Seção 1. Diário Oficial da União (DOU) de 04/10/1996

194.    Engenho Criméia/Nazaré da Mata - Casa grande na lista de bens culturais e naturais tangíveis da mata norte de PE; do tipo bungalows, cobertura com estrutura em tesouras de madeira e recobrimento com telhas de barro, em quatro águas, contínuo, cobrindo o corpo principal e os alpendres; em tijolos, com paredes externas mais grossas que as internas.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Herculano Bandeira de Mello - Coronel. Casado com Ana Joaquina Cavalcanti Bandeira de Mello. Pais do político pernambucano Herculano Bandeira de Mello que nasceu em 1850/engenho Tamataupe. Ficou órfão de pai nos primeiros anos de sua infância. com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3274 (Thereza Bandeira de Mello). Proprietário dos engenhos: Criméia, Tamataúpe-de-Baixo/Nazaré da Mata e Mussurepe/Paudalho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nelsina Coelho de Moraes Andrade

195.    Engenho Cruz de Malta/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Marcionilo da Cunha Machado Pedrosa – Coronel. Filho do Senhor Cunha. Português. Proprietário dos engenhos: Criméia/Escada e Cruz de Malta/Água Preta, propriedade que ainda pertence a família Pedrosa até hoje.

196.    Engenho Cruzeiro do Sul/ Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Izidoro Tito de Lima

197.    Engenho Cucaú/Cabo de Santo Agostinho – Fundado em terras conquistadas dos índios. No período holandês seu proprietário fugiu para a Bahia. Atualmente o engenho se transformou na Usina Cucau. Muitos proprietários de engenhos receberam concessões para a implantação de engenhos centrais, como o do engenho Guerra, o Pirangi, o Cucau e o Salgado; mas nem todos chegaram a funcionar e muitos estiveram sob a responsabilidade da firma The Central Sugar Factories of Brazil.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José da Costa - Português. Fugiu de Portugal em circunstancias: dramáticas e pitorescas. Perseguido por agentes de justiça, com ordens de arrastá-lo, vivo ou morto – por ter jogado uma pedra a esmo, numa Praça de Restelo, que teria atingido a cabeça de um cortesão ou de um clérigo poderoso - escapou em desabalada carreira pelas ruas de Lisboa, alcançando um navio que se preparava para partir, no qual se meteu com a roupa do corpo, sem saber para onde ia, até que os marinheiros o despejassem, afinal, nas praias do Recife. Casado com Maria da Silva, e adotado pela sociedade pernambucana, e acabou senhor de canaviais, tendo deixado aos descendentes um surpreendente inventário de engenhos de nomes sonoros. Proprietário dos engenhos: Mato Grosso /Água Preta; Santo Antonio/Palmares, Cucaú, Catuama, Burarema, Oncinha/Barreiros, Conceição, Cabuçu, Limão Doce/Amaraji, Maçaranduba/Timbauba e outros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia Geral de Melhoramentos em Pernambuco

198.    Engenho Cucaú/Garanhuns
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Vicente dos Santos - Casado com Joaquina Maria da Conceição; sete filhos, sendo: quatro homens (Manuel, João, Júlio e José Vicente), e três mulheres (Maria, Inácia e Elisa Vicente). Curiosidades: Manuel Vicente dos Santos cantador de viola, repentista e cordelista, codinome Manuel Cajazeiras (foto), nasceu no engenho Cucaú/Garanhuns/PE; em 1916. Seus pais Antônio Vicente dos Santos eram proprietários do engenho.

199.    Engenho Cuiabá/Joaquim Nabuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Pumaty – Proprietária dos engenhos: Alegrete, Cuiambuca, Parol, Santa Fé e Solidão/Água Preta; Colombo, Pumaty/Palmares; Cucaú ou Cucahú/Sirinhaém.

200.    Engenho Cuiambuca/Água Preta - Engenho Central, inaugurado em 1884.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Bernardo José da Camara - Dr. Barão de Palmares. Nasceu em 1807 e faleceu em 1878, sepultado no cemitério do Bom Jesus Santo Amaro/Recife. Casado com Maria Eulália Nobre de Miranda - Baronesa de Palmares, falecida 1892/Poço da Panela/Recife. Prestou grandes serviços na Guerra do Paraguai, organizando corpos de Voluntários, nos quais todos os seus filhos sentaram praça. Envolvido na rebelião de 1848 de Pernambuco, cumpriu pena até sobrevir a anistia. Foi um dos líderes da Revolução Praieira/Pernambuco. Proprietário dos engenhos: Tracunhaem/Itaquetinga e Cuiambuca/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Pumaty– Proprietária dos engenhos: Alegrete, Cuiambuca, Parol, Santa Fé e Solidão/Água Preta; Colombo, Pumaty/Palmares; Cucaú ou Cucahú/Sirinhaém

201.    Engenho Cumaru/Moreno
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio de Paula Sousa Leão - Barão de Moreno, 1870. Alferes do Regimento de Cavalaria Ligeira de 2ª linha, em 1829; Juiz de Paz e Presidente da Câmara Municipal do Jaboatão dos Guararapes (Partido Liberal); Comendador da Rosa e da Imperial Ordem de Cristo; Dignitário da Imperial Ordem da Rosa. Nasceu em 1808/engenho Tapera. Filho do Tenente-Coronel Felipe de Sousa Leão e de Cássia Pessoa de Melo. Assassinado o pai, em 1832, por um trabalhador, o Barão, o mais velho dos 14 órfãos, passou a cuidar da família. Só depois que encaminhou os irmãos, julgou-se habilitado a casar: 1ª núpcias com Maria Leopoldina de Souza Leão, em 1854, e em 2ª núpcias com Maria Amélia de Pinho Borges, a Baronesa de Morenos, filha do Barão de Pinho Borges, em 1864. Foi um dos cinco encarregados dos preparativos da recepção a S. S. M. M. I. I., em 1859, e incumbido da hospedagem em palácio (Recife). Por testamento do Barão, passou o engenho Moreno ao segundo filho varão – Joaquim –, que tinha apenas onze anos. Por motivo de doença, Joaquim de Sousa Leão transferiu-o (1900) à sua mãe, pela módica soma de 200 contos. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues FR: 2544; 3664; 3643; 3644; 2540; 2541; 3667; 3665; 3668; 3669; 2543; 2546; 1896.  Proprietário dos engenhos: Catende, antes Milagre da Conceição/Catende; Gurjaú de Baixo e de Cima,  Carnijó/Jaboatão dos Guararapes; Morenos, Brejo, Bom Dia, Xixaim, Viagens, Cumaru/Moreno e Brejo; Pitimbu e  Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho

202.    Engenho Cumaru/Palmares – Engenho instalado na sesmaria recebida pó Inácio da Cunha moura, século XVII.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Inácio da Cunha Moura – Recebeu a sesmaria, no início do século XVII, onde instalou vários engenhos: Cabuçuzinho, Novo da Conceição, Cumaru, Brejo, Buscaú, Paris e o Furna.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Francisco de Mello – Casado com Maria Francisca de Mello. Proprietário dos Engenhos: Cumarú, Fernanda e Fertilidade/Palmares. Curiosidades: Em 1783, era disputada 01 légua de terras com um vizinho, e o governador Manuel  Carvalho Paes de Andrade deu despacho de doação das terras à viúva Maria Francisca de Mello: 22 de julho de 1783: (...) a qual terra possuirá e gozará ela suplicante e seus herdeiros, ascendentes e descendentes como sua que fica sendo de hoje para todo sempre, com todas as suas pertenças e matos, campos, águas, rios, testados e logradouros e mais úteis que ela compreender (...). Affonso Ferreira e Félix José Pimentel recorrem ao Conselho Ultramarino, que decidiu a favor deles e, em 1784, a provisão da rainha D. Maria I ordenou a medição e tombamento das terras aos suplicantes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gaspar Cavalcanti de Albuquerque Uchoa - Tenente Coronel. Batizado Matriz de N. Senhora da Conceição de Serinhaem/Pernambuco Livro de Registros de Batismos nº 02, 1814-1867, pp. 22v-23.  Casado com Francisca de Assis de Albuquerque Uchoa (antes Assis Cavalcanti Maranhão). Proprietário dos engenhos: Canto Escuro/Escada; Quitinduba/Serinhaem e Cumaru/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti e Francisco Cavalcanti de Albuquerque - Compraram a Usina Petribu, em 1903, os engenhos Fortaleza e Itaenga/Paudalho e Jesus/Glória de Goitá.  Com a morte de Francisco Cavalcanti de Albuquerque, em 1921, Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti admitiu como seu sócio, o Coronel João Cavalcanti de Petribú, criando a firma João de Petribú & Cia. Proprietário dos engenhos: Bom Jesus/Glória de Goitá; Fortaleza, Itaenga, Novo e Volta do Cipó /Paudalho; Terra Vermelha/Lagoa do Carro; Lagoa d’Antas/Nazaré da Mata; Cumaru/Palmares; Usina Petribu.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Neto de Siqueira Cavalcanti - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR: 1299; 2410; 2408. Casado com (?) Catharina de Siqueira Cavalcante. Lilia de Siqueira Cavalcanti, filha.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Severiano de Siqueira Cavalcanti

203.    Engenho Cumbe de Cima/Nazaré da Mata – Município localizado a 65 km do Recife, que concentra cerca de vinte grupos de maracatu rural. Entre eles, o mais antigo é o Cambinda Brasileira, fundado em 1918 no engenho Cumbe.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Antônio Gonçalves Guerra - Casado com sua prima, Cecília Cavalcanti Petribu. Proprietário dos engenhos: Bonito/Timbauba, Cumbe de Cima/Nazaré da Mata e Limeira Grande
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Pessoa Guerra - Casado com Euthália Ismênia de Moura Matos, matriarca do engenho Cumbe. Filho e herdeiro de João Antônio Pessoa Guerra e Joaquina Gaião Pessoa Guerra. Pai de Paulo Pessoa Guerra, político pernambucano. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05836. Proprietário dos engenhos: Jerusalém/Sirinhaém, Dromedário/Escada, Massicoaba/Carpina e Cumbé/Nazaré.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Viriato Genztil Pereira da Silva

204.    Engenho Cumbe/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Evaristo da Rocha - Tenente-Coronel. Herdeiros de Antônio Evaristo da Rocha. Proprietário dos engenhos: Caiabú, Cumbé, Parmaso, Brasileiro, Universo/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Gonçalves Pereira Lima – Nascido em 1809 e falecido em 1876/engenho Vicente Campelo/Escada. Filho de José Gonçalves Pereira e de Rita Florência de Lima. Casamento 1º com Anna Joaquina da Silva, nascida em 1811/Recife e falecida em 1841, filha de Agostinho da Silva Neves e de Maria Francisca do Nascimento. Casamento 2º, em 1848, com Euthália Ismênia de Moura Matos, nascida em 1829 e falecida em 1914; filha de Francisco Sérgio de Mattos e Maria Salomé de Moura. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 2811; 2812; e 06138. (Maria Izabel Pereira Lima; José Ernesto Pereira Lima e esposa Izabel Maria Pereira Lima). Proprietária dos engenhos: Cumbe/Água Preta; Dromedário, Araquara ou Vicente Campelo/Escada e Jerusalém/Sirinhaém.

205.    Engenho Cumbe/Timbauba - Casa grande do engenho no inventário de bens culturais e naturais, tangíveis da mata norte de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Inácio Camelo Pessoa de Araújo - Capitão. Casado com Luzia Pessoa de Araújo. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 05057; 748; e 749. Proprietário dos engenhos: Cumbe/Vicência; Cimbe, Cassuá e Jacaré/Timbauba. Nota: Os engenhos: Maroto, Cumbe e Lajes, nos anos 1880 ou 1900 pertenciam a família Pessoa de Araujo (Cesário Pessoa de Araújo, Luzia Pessoa de Araújo, Antonio Virginio e Virgílio Pessoa de Araújo, Ana Pessoa de Araujo, Adriana Pessoa de Araújo).
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Borba de Albuquerque Maranhão - Filho de João Borba Maranhão e de Constantina Borba Maranhão.  Integrou a Junta Governativa Municipal, domínio ainda dos homens do açúcar, com a revolução de 1930, ao lado de Flávio Pessoa Guerra, do engenho Iguape, de Benjamin Azevedo, da usina Barra. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-2724. Proprietário do engenho Cumbe e da Usina Matari.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Antônio de Albuquerque Maranhão

206.    Engenho Cunha/Ribeirão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Virgínio Rodrigues Campelo – Nascido em 1746, casado com Rita Josefa de Jesus.

207.    Engenho Curado (antes São Sebastião da Várzea)/Recife – Segundo documentação holandesa o engenho moía e era movido a bois. Lavradores: Bernardim de Carvalho, Manuel Álvares, Antônio de Oliveira, Domingos de Abreu
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  de Sampaio Azevedo - Curiosidades: Há 150 anos. Diário de Pernambuco. Sábado, 16 de outubro de 1858. Do Engenho Curado - Fugiu no dia 10 de outubro do Engenho Curado, do lavrador Manuel de Sampaio Azevedo, a escrava, de nome Maria, crioula, idade 40 anos, altura regular, bom corpo, cabelo grande, tem no braço direito junto do cotovelo um lobinho ou um caroça do tamanho de um limão; levou roupa branca, e foi vestir na Passagem da Madalena; pelo que roga-se as autoridades policiais a queiram prender.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Carneiro de Mariz - Filho de João Carneiro de Mariz e Maria Coresma. Lutou com muita honra na guerra contra os holandeses. Casado com Cosma da Cunha, filha de Pedro da Cunha Andrade e sua 2ª esposa Cosma Fóes, filha de Pedro da Cunha de Andrade, fidalgo da Casa Real e de sua segunda mulher, levou de dote o engenho Sebastião da Várzea.

208.    Engenho Curado/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque - Barão de Muribeca - agraciado com o título (Dec. 14.07.1860). Nasceu em 1804 e faleceu em 1894/engenho Pantorra. Filho do Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Rita de Albuquerque Mello que eram também pais dos viscondes de Suassuna, Camaragibe e Albuquerque. Formado em direito pela Universidade de Goettingen/Alemanha. Comendador da Real Ordem de Cristo de Portugal. Matriculado no curso de Matemática da faculdade de Direito da Universidade de Coimbra - 1821. Deputado Provincial por Pernambuco (2 vezes). Dedicou toda a vida à agricultura, constituindo grande fortuna que, por sua morte, legou a seus sobrinhos o engenho: Francisco do Rego Barros de Lacerda e Joaquim Corrêa de Araújo. Proprietário dos engenhos: Maciapé, Camorim, Curado, Brum e São João, Pantorra/Cabo de Santo Agostinho.

209.    Engenho Curapaiti/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ismael Carneiro Lins e Mello – Casado com (?) Rosa Carneiro Lins e Mello. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3307. Proprietário dos engenhos: Jacobina/Cabo de Santo Agostinho; Corrente  ou Corrientes/Água Preta e Curapaiti/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Lins de Siqueira Paes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Vicente Mendes Wanderley – Tenente-Coronel do 42º Batalhão de Infantaria da Vila de Sirinhaém; Cavaleiro da Ordem Cristo por decreto de 1860. Nascido em 1833 e falecido em 1882. Filho de Manuel  das Neves Gusmão e Maria Manuel a Wanderley Lins, filha de Francisco da Rocha Wanderley e Thereza Lins Wanderley. Proprietário dos engenhos: Arantagil/Sirinhaem (onde vivia) e do Curapaiti/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terras em 1999. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/ N°54140.002780/2005-70. Imóvel: Engenho..., Curupaiti, ... e São Francisco/Catende, Água Preta e Palmares. Área registrada (Ha): 7.315,9200. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

210.    Engenho Cursahy/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Idomeneu Samico de Lira e Mello – Proprietário dos engenhos: Várzea Grande e rendeiro Cursahy/Paudalho. Curiosidades: Há 125 anos. Diário de Pernambuco. Sexta-feira, 6 de fevereiro de 1885. Vende-se- Uma parte do Engenho Cursahy, perto da cidade de Pão d'alho, por barato preço, cuja parte é do valor do inventário (28:000 é o engenho), vende-se também a renda de seis annos, que deve o rendeiro Idomineo Samico de Lyra Mello. Uma parte do engenho Novo, de Serinhãem, do valor de mais de 6:00, vende-se por preço muito cômodo.

211.    Engenho Cursahy/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião Antônio do Rego Cavalcante

212.    Engenho Cururú/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Eugênio da Silva Ramos – Dr.

213.    Engenho Cutumguba/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Laurino de Moraes Pinheiro - Casado com Ana Guerra de Moraes Pinheiro. Herdeiro: A viúva e a filha Amália Guerra de Moraes Pinheiro. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4195.

ENGENHO COM A LETRA D

1.         Engenho Darangunza/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

2.         Engenho Dependência/Tracunhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Grupo João Santos – Proprietário dos engenhos: Prado/Nazaré da Mata; Taquara/Goiana, Dependência, Papicu e Tocos/Tracunhaém. 2009 - O Engenho Prado faz parte da propriedade de um dos maiores produtores de cimento do País e divide-se em quatro frações: Papicu, Tocos, Taquara e Dependência. Apenas o Engenho Dependência não faz parte da decisão judicial. A construção de um projeto de assentamento para cerca de 150 famílias na área de 1.400 hectares vai garantir sustentabilidade e respeito ao meio-ambiente nas terras. A expectativa é que as famílias comecem a serem instaladas no local em 15 dias.
Ocupado pelos sem terras em 2001. Decreto/03 | decreto de 25 de novembro de 2003 Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências. Art. 1º Ficam declarados de interesse social, para fins de reforma agrária, nos termos dos arts. 18,, letras a, b, c e d, e 20, inciso VI, da Lei nº 4.504, de 30 de novembro de 1964 , e 2º da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993 , os seguintes imóveis rurais: I - "Engenho Dependência", com área de 338 hectares e 40 ares, situado no Município de Tracunhaém, objeto do Registro nº R-4-102, fls. 05, Livro 2-E, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Nazaré da Mata, Estado de Pernambuco (Processo INCRA/SR-03) Nota:

3.         Engenho Desespero/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Ernesto Pereira de Lima - Nasceu em 1931/Recife e faleceu em 2001/Recife. Casado com Terezinha de Jesus Carneiro Leão, nascida em 1936 e falecida em 2010, filha de José Melício Carneiro Leão e Maria Celecina Melo Souza Leão. José Ernesto montou a pequena Usina a Cucau ou meio aparelho no engenho Vicente Campelo e os demais ficaram como fornecedores de cana. Proprietário dos engenhos: Pereira Grande/Água Preta; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho; Brejo, São Pedro/Ribeirão; Dromedário/Escada; Jerusalém/Sirinhaém; Rico/Jaboatão dos Guararapes; Cocula/Gameleira; Desespero/Vitória de Santo Antão e Araquara ou Vicente Campelo/Escada.

4.         Engenho Desterro/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: André Vidal de Negreiros - Português nascido em 1606/engenho São João/Pb e faleceu em 1681, está sepultado na Igreja de N. S. dos Prazeres, Monte Guararapes/Recife. Filho de Francisco Vidal, poderoso escravista e proprietário de engenho.  Em 1625, participou da luta, em Pernambuco e na Paraíba, contra a armada holandesa enviada em auxílio dos holandeses expulsos da Bahia. Em 1636, enfrentou de novo os holandeses, agora na Paraíba, saindo ferido. Em 1639, apoiando o Conde da Torre, atacou propriedades holandesas, o que levou o conde Maurício de Nassau, governante dos territórios holandeses, por sua cabeça a prêmio. Trabalhou para a expulsão dos holandeses também do Maranhão. Logo após o fim da União Ibérica, ocorrida em 1640, em que Portugal se tornou independente da Espanha, Negreiros organizou, com Fernandes Vieira, a Insurreição Pernambucana, em 1645. Lutaram sem a ajuda de Portugal. Foi um dos comandantes das Batalhas de Guararapes (1648-1649), onde os holandeses foram vencidos. Restaram a estes somente a fortaleza em Recife,  onde depois do cerco a cidade e o ataque de Negreiros se renderam, em 26/01/1654, na Campina da Taborda. O prestígio obtido, o levou ao governo do Maranhão (1655-56 e 1667) e de Pernambuco (1657-1661). De 1661 a 1666, governou Angola/África. Ao voltar ao Brasil, era um homem de grande fortuna e dono de vários engenhos, uns dos maiores exploradores de trabalho escravo negro de seu tempo. Proprietário dos engenhos: Desterro/Paudalho; Novo/Goiana; São Francisco/Ipojuca.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Vidal Aranha Montenegro - Coronel. Participou da Guerra do Paraguai. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-3136. Proprietário dos engenhos: Aguiar, Arara, Desterro e Pindobinha/Paudalho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Maria Vicentina de Albuquerque Maranhão Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3124

5.         Engenho Destilação/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: Clementino Francisco das Virgens - Proprietário dos engenhos: Destilação e Estrela/Rio Formoso.

6.         Engenho Destino/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cincinato Velloso da Silveira - Proprietário dos engenhos: Progresso e Bom Destino/Gameleira.

7.         Engenho Diamante/Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Ferreira da Costa Azevedo - Filho de Matias Alves Ferreira (engenho Trapuá/Tracunhaem). Casado com sua prima, Ana Malta da Costa Azevedo. Desde pequeno deram-lhe o apelido de “Tenente”. Pouco feito aos estudos, começou a sua vida como Feitor do engenho do pai. Seu cunhado João Antônio da Costa Azevedo, ofereceu-lhe o arrendamento do engenho Diamante.  Deixa o engenho e arrenda o engenho Camazaral/Nazaré (03 anos), cujo proprietário era João Hermógenes. Adquire o engenho Utinga, e em 04 anos se transforma em grande fornecedor de lenha da Great Western, empresa de transporte ferroviário. Com os lucros compra o engenho Rodísio/Pau d’Alho e se torna fornecedor de cana da Usina Mussurepe. Na Paraíba adquire a Usina Cumbe, depois Santa Rita, (05 anos), que estava abandonado por seus proprietários e de fogo morto. Entra como sócio da Mendes. Lima & Cia, proprietária da Usina Catende/Catende. Dessa sociedade faziam parte as Usinas Mussurepe e São José e a firma comissária de açúcar A. Oliveira & Irmão. Rendeiro dos engenhos: Diamante/Catende, e Camazaral/Nazaré da Mata; proprietário dos engenhos Utinga/Cabo de Santo Agostinho; Santa Rita, Rodísio/Paudalho; da Usina Cumbé, Mssurepe e São José; sócio da Mendes. Lima & Cia, proprietária da Usina Catende/Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Marques de Holanda Cavalcanti - Tenente-Coronel. Diretor Geral Interino dos Índios/Escada. Capitão da Guarda Nacional. Filho do Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, mais conhecido pelo nome de Coronel Suassuna e de Maria Rita de Albuquerque Mello. Casado com Panfila de Holanda Cavalcanti, filha do Visconde de Utinga. Proprietário dos engenhos: Taquara, Mameluco, Fortaleza, Diamante/Escada e Barra/Serinhaem. Fundou a Usina Barão de Suassuna no Engenho Mameluco em 1877.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Antonio da Costa Azevedo - Coronel. Filho de Matias Alves Ferreira, engenho Trapuá/Nazaré da Mata. Pai de Domingos Ferreira de Souza Azevedo, que é o pai de Antônio Ferreira da Costa Azevedo. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-791. Rendeiro do engenho Diamante, junto com o irmão, e proprietário do engenho Monte Claro/Nazaré da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Crisóstomo de Senna Tapioca - Proprietário dos engenhos: Cajubussú e Jardim/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João da Costa Azevedo - Filho e herdeiro de Antonio Ferreira da Costa Azevedo e de Ana Malta da Costa Azevedo.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Hermógenes - Proprietário do engenho Camarazal/Nazaré e rendeiro no Diamante/Catende.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Henrique Cesar de Albuquerque - Dr. Proprietário dos engenhos: Batatam, Bujarí, Catú, Diamante e Mariuna/Goiana.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Domingos Ferreira de Souza Azevedo - Filho de Domingos Ferreira de Souza Azevedo e de Josefa Araújo de Souza Ferreira. Desde pequeno deram-lhe o apelido de “Tenente. Começou sua vida como feitor do engenho Prado/Nazaré da Mata do seu pai, demonstrando logo de início inclinação para a agricultura e para administração da pequena indústria açucareira, o bangüê. Casado sua prima Ana Malta da Costa Azevedo. Arrendou por 08 anos o engenho Diamante/Nazaré da Mata ao seu cunhado João Antonio da Costa Azevedo. Deixa o engenho e arrenda. Por 03 anos, o engenho Camarazal/Nazaré da Mata, de propriedade de João de Hermógenes. Compra o engenho Utinga/Paudalho e durante 04  anos se torna grande fornecedor de lenha à Great Western, empresa inglesa de transporte ferroviário. Com os lucros, compra o engenho Rodízio/Paudalho e começa a fornecer canas à Usina Mussurepe. Adquire a usina Cumbe/Paraíba, de fogo morto, que em cinco anos começa a moer. Recebe um convite para se associar a firma comissária Mendes, Lima & Cia (Usina Massurepe, Usina São José e Usina Catende); assume a direção da empresa. Dentro de dois anos, os primeiros sócios decidem deixar a sociedade, ficando Tenente com 50% das ações e A.Oliveira & Irmão com os outros 50%. Em 1916 a usina Catende era a maior produtora de açúcar do Brasil. Em 1945/46 já demonstra sensível queda de produção, que somente encontra sensível recuperação na safra de1950/51. Era a última safra produzida por Tenente, grande agricultor, homem de extrema sensibilidade humana. Iria sucede-lo seu filho João da Costa Azevedo. Proprietário dos engenhos: Catende/Catende; Prado, Trapua/Nazaré da Mata, Utinga/Cabo de Santo Agostinho e Rodízio/Paudalho; das Usinas Cumbe/Paraíba e Catende/Catende; arrendatário do Diamante e Camarazal/Nazaré da Mata.
Ocupado pelos sem terras. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.002792/2005-02. Imóvel: Engenho Barra do Pirangi, Diamante, Esperança, Herval e Proteção / Catende. Área registrada (Ha): 1.945,8008. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

8.         Engenho Diligência, conhecido por Latão/Macaparana - Casa grande no inventário de bens culturais e naturais da mata norte de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Celso de Morais Andrade - Casado com Maria Antonieta Cavalcanti de Morais.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Ivaldo Cavalcante – Casado com (?) Manuela de Holanda Cavalcante.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Central Nossa Senhora de Lourdes S/A.

9.         Engenho Diogo/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Iluminato Soares da Fonseca – Proprietário dos engenhos: Caramurú/Água Preta e Crassituba, Diogo/Amaraji

10.      Engenho Ditoso/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jose Abelardo Carneiro Leão – Proprietário dos engenhos: Ditoso e Cachoeira Lisa/Gameleira.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Suiberto Arcoverde

11.      Engenho Divisão/Água Preta - Cachoeira do engenho na relação de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Barros Lins - Dr. Casado com Lydia Guimarães. Com fotografias na Coleção Francisco Rodrigues; FR-06450 e 06139. (Neomísia Barros Lins). Proprietário dos engenhos: Divisão e Espírito Santo /Água Preta; Vilhetas /Escada

12.      Engenho Dois Braços de Baixo/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Marcionillo da Silveira Lins - Casado com Carolina Caldas Lins. Filho do 1º Barão e Visconde de Utinga: Henrique Marques Lins. Proprietário dos engenhos: Dois Braços de Baixo/Escada e da Usina Massauassú;
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gerôncio Dias de Arruda Falcão - Bacharel em 1871. Casado com (?) Francisca Dias de Arruda Falcão. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-1850. Herdou o Engenho de Manuel Thomé de Jesus. Proprietário dos engenhos: Noruega, Dois Leões, Mupam/Cabo Santo Agostinho; Dois Braços de Cima e da Usina Mussú/Escada. Curiosidades: “O Dr. Gerôncio Dias de Arruda Falcão fazia questão de dirigir, de sua cadeira de balanço, de patriarca antigo, o preparo dos quitutes mais finos para a mesa imensa da casa grande  - quase um convento - que herdou do Capitão Manuel Tomé de Jesus, lembrando à cozinheira um tempero para não ser esquecido, insistindo por um molho mais espesso no cozido ou por um arroz mais solto para acompanhar a galinha, recordando às senhoras da casa, as lições de ortodoxia culinária guardadas nos velhos livros de receitas da família.”
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Manuel de Barros Wanderley - Barão de Granito agraciado com o título (Dec. 25.03.1888). Advogado e político pernambucano. Proprietário de terras em Ipojuca, Rio Formoso e Serinhaem/PE. Nascido em 1842/Serinhaem e falecido em 1909/Recife. Filho de Cristovão de Barros Wanderley e Feliciana de Barros Wanderley. Casado com Maria da Conceição de Barros Wanderley, nascida em 1857 e falecida em 1910, Baronesa de Granito. Bacharel em Direito pela Faculdade de Recife, 1866. Deputado Provincial e Presidente da Assembléia Legislativa de Pernambuco. Alforriou todos os seus escravos, antes da Lei Áurea, entendendo ser melhor o exemplo que partisse de dentro de casa. Reconhecido por sua atitude liberal, caráter irretocável, firmeza de princípios e liderança política, achou por bem o Imperador D. Pedro II lhe conferir o título de “Barão do Granito” em Decreto Imperial de 25/03/1888. Dois argumentos eram defendidos por José Manuel  de Barros Wanderley para acelerar a libertação de seus escravos: o trabalho livre, isto é, o assalariado, produzia muito mais que o escravo; e que todos os homens possuem direitos naturais à liberdade e à igualdade, logo a escravidão feria à Bíblia e à Constituição Brasileira, pois estas estavam baseadas em princípios fundamentalmente liberais. Com fotografias na Coleção Francisco Rodrigues; FR-05554. Proprietário dos engenhos: Belém, São Sebastião, Jaguaré, Camela, antes São Jerônimo/Ipojuca; Mariana/Sirinhaém; Muitas Cabras/Barreiros; Palma/Sirinhaém, Catuama/Palmares; e Dois Braços/Escada; Catende e Catuama/Barreiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Manuel da Assunção – Coronel. Proprietário dos engenhos: Dois Braços/Escada e Pedra de Fogo/Panelas.

13.      Engenho Dois Irmãos/ Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Antonio Cabral de Melo - Casado com Carmem Carneiro Leão. Pais de João Cabral de Melo Neto. Proprietário dos engenhos: Poço do Aleixo, Pacoval e Dois Irmãos/ Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco da Silva


Engenho Dois Irmãos/Recife - Engenho fundado pelos irmãos Antônio e Thomás Lins Caldas,  na primeira metade do século XIX, em terras que pertenciam ao engenho Apipucos. Como os dois irmãos eram muito unidos chamavam a propriedade de Engenho Dois Irmãos. O último elo da existência desse engenho advém das notícias da Revolução Praieira: o sexto batalhão de caçadores, que acampou a 30 de novembro de 1848, sob o comando do major João Guilherme de Bruce; e desalojou a força dos revolucionários liberais ou praieiros, que se refugiara no engenho dos Dois Irmãos. Não podendo a força revolucionária resistir ao choque da tropa cede o campo e bate em retirada, tomando a direção de Pedra Mole.
Proprietário/Morador/Renceiro: Antônio e Thomaz Lins Caldas - Antonio (Toné). Tenente-Coronel Casado com Manuela Luiza de Mello.  Pernambucano da cidade do Cabo. Reformou-se como Tenente-Coronel do Exército. Tomou parte em várias revoltas políticas entre 1817 e 1831. Thomáz (Coló) – Amasiado com a escrava Balbina (Babá), nascida fôrra (1805) e falecida em 1845, com quem tem um filho: Francisco Lins Caldas (1825-1907), criando um ramo dos Lins Caldas que não teve direito as terras, aos escravos; formado pela Faculdade de Direito do Recife. Thomás casou depois com sua tia Ana Joaquina Paes Barreto. Participou de todas as revoltas entre os anos de 1817 e 1831. Vereador no Recife; Cavaleiro da Ordem de Cristo (1825); participou da Revolução de 1817, onde foi aprisionado e posto a ferro num navio negreiro e enviado preso para a Bahia (3 anos) sob o jugo do Conde dos Arcos. Em 1821 foi anistiado e com a independência do Brasil, 1822, mereceu graças do Imperador e a nomeação para o posto na Alfândega do Recife. Os irmãos Toné e Coló fundaram no princípio do século XIX, em terras do antigo engenho Apipucos, o engenho de açúcar “Dois Irmãos”, que deu nome à localidade. As terras que pertenciam ao engenho foram doadas e hoje está funcionando o Zoológico “Dois Irmãos” no Recife.

14.      Engenho Dois Leões/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Alves da Silva - Casado com Clara Augusta Alves da Silva. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-05191; FR-2677; FR-05196. Proprietário dos engenhos: Dois Leões, Fernanda/Escada; Arariba de Baixo/Cabo. Curiosidades: Em 12/08/1801, Francisco Alves da Silva escreveu um ofício à Junta Governativa da Capitania de Pernambuco, dirigido ao Secretário de Estado da Fazenda e Presidente do Real Erário: Rodrigo de Sousa Coutinho, solicitando a patente de Capitão Comandante da fortaleza de Gaibu
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gerôncio Dias de Arruda Falcão - Bacharel em 1871. Casado com (?) Francisca Dias de Arruda Falcão. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-1850. Herdou o engenho de Manuel  Thomé de Jesus. Proprietário dos engenhos: Noruega, Dois Leões, Mupam/Cabo Santo Agostinho; Dois Braços de Cima e da Usina Mussú/Escada. Curiosidades: “O Dr. Gerôncio Dias de Arruda Falcão fazia questão de dirigir, de sua cadeira de balanço, de patriarca antigo, o preparo dos quitutes mais finos para a mesa imensa da casa grande  - quase um convento - que herdou do Capitão Manuel Tomé de Jesus, lembrando à cozinheira um tempero para não ser esquecido, insistindo por um molho mais espesso no cozido ou por um arroz mais solto para acompanhar a galinha, recordando às senhoras da casa, as lições de ortodoxia culinária guardadas nos velhos livros de receitas da família.”
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Tomé de Jesus - Capitão. Herdeiro: Gerôncio Dias de Arruda Falcão

15.      Engenho Dois Mundos/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

16.      Engenho Dois Rios/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia Agrícola e Mercantil de Pernambuco - Proprietária dos engenhos: Anjo; Cachoeira Nova,  Burarema, Sibiró do Cavalcanti/Sirinhaém; Dois Rios, Jaciru/Goiana; Assunção; Cachoeira; Canadá, Castor,  Ganganelli, Pinto/Gameleira; Lobo/Sirinhaém; Ribeirão/Escada; Dois Rios/Goiana; Jacaré, Jacé, Novo/Goiana; Trapiche ou N. S. da Conceição/Cabo de Santo Agostinho.

17.      Engenho Domingos José Martins/Cabo Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Domingos José Martins - Capitão mor de Olinda. Conhecido como “Suassuna”. Nascido no Espírito Santo. Na juventude foi para a Bahia, depois para Lisboa e Londres. Chegando ao Brasil estabeleceu pontos comerciais no Maranhão, Ceará, Bahia e em Pernambuco, onde constituiu residência no ano de 1815. Casado com Maria Teodora da Costa, filha do português Bento José da Costa, meses antes da sua condenação à morte. Seu engenho no Cabo Santo Agostinho foi determinante para reuniões de adeptos da República. Ficou Domingos rapidamente conhecido como separatista, inclusive pelos monarquistas. Preso por ordem do governador Caetano Pinto Montenegro, sendo libertado em 1817, em virtude da eclosão do movimento separatista. Logo compõe o governo provisório, ocupando o cargo de representante do Comércio. Diante das questões militares, partiu para a Campanha de Pindoba, no dia 30/04/1817, onde surgiram divergências geopolíticas entre ele e o General Suassuna. Esse, segundo Dias Martins (1853, p. 264), era a favor da capitulação, tendo em vista a desvantagem numérica das tropas pernambucanas perante o exército realista. Já Martins concordava com o prolongamento das batalhas. Entretanto, foi abandonado por muitos que discordavam de suas estratégias. Nessa condição, refugiou-se em lugares como Porto de Galinhas, onde foi preso pelos realistas e mandado para a Bahia (Campo da Pólvora) a bordo do navio Carrasco. Após o julgamento, foi condenado ao arcabuzamento em 12/06/1817. Na véspera de sua execução, escreveu da prisão para sua amada um soneto... "A Pátria foi o meu Numem primeiro,/ A esposa depois o mais querido/ Objeto do desvelo derradeiro./ E na morte entre ambas repartido/ Será de um o suspiro derradeiro,/ E da outra há de ser final gemido." –, impresso no Recife pela Tipografia de Cavalcanti & Cia (1823). Curiosidade: “da capela e da casa grande  que foi de Bento José da Costa, assegura um antigo morador do sítio que toda noite, à meia-noite, costuma sair montada num burro como Nossa Senhora, uma moça muito bonita, vestida de branco. Talvez a filha do velho Bento, Maria Teodora da Costa, que ele por muito tempo não quis que casasse com Domingos José Martins fugindo a tirania patriarcal. Porque os mal-assombrados costumam reproduzir as alegrias, os sofrimentos, os gestos mais característicos da vida nas casas-grandes.” FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime de economia patriarcal. Rio de Janeiro: Maia & Schmidt, 1933. 517p.

18.      Engenho Dona/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Serafina Ferreira da Silva
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Salgado

19.      Engenho Dourado/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Salgado

20.      Engenho Dromedário/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Florentino Cavalcanti de Albuquerque Júnior - Casado com Herundina de Siqueira Cavalcanti. Pais da primeira médica de Pernambuco, Maria Amélia Cavalcanti de Albuquerque, nascida no engenho Dromedário em 08/08/1854. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-359 e 360.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Gonçalves Pereira Lima – Nascido em 1809 e falecido em 1876/engenho Vicente Campelo/Escada. Filho de José Gonçalves Pereira e de Rita Florência de Lima. Casamento 1º com Anna Joaquina da Silva, nascida em 1811/Recife e falecida em 1841, filha de Agostinho da Silva Neves e de Maria Francisca do Nascimento. Casamento 2º, em 1848,  com Euthália Ismênia de Moura Matos, nascida em 1829 e falecida em 1914; filha de Francisco Sérgio de Mattos e Maria Salomé de Moura.. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-2811; 2812 e 06138. (Maria Izabel Pereira Lima; José Ernesto Pereira Lima e esposa Izabel Maria Pereira Lima). Proprietário dos engenhos: Cumbe/Água Preta; Dromedário, Araquara ou Vicente Campelo/Escada e Jerusalém/Sirinhaém.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Pessoa Guerra - Casado com Euthália Ismênia de Moura Matos, matriarca do engenho Cumbe. Filho e herdeiro de João Antônio Pessoa Guerra e Joaquina Gaião Pessoa Guerra. Pai de Paulo Pessoa Guerra, político pernambucano. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05836. Proprietário dos engenhos: Jerusalém/Sirinhaém, Dromedário/Escada, Massicoaba/Carpina e Cumbé/Nazaré.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Ernesto Pereira de Lima - Nasceu em 1931/Recife e faleceu em 2001/Recife. Casado com Terezinha de Jesus Carneiro Leão, nascida em 1936 e falecida em 2010, filha de José Melício Carneiro Leão e Maria Celecina Melo Souza Leão. Comprou os engenhos: Vicente Campelo, Jerusalém e Dromedário a Euthália Ismênia de Moura Matos. José Ernesto montou a pequena Usina a Cucau ou meio aparelho no engenho Vicente Campelo e os demais ficaram como fornecedores de cana.sacos de açúcar. Proprietário dos engenhos: Pereira Grande/Água Preta; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho; Brejo, São Pedro/Ribeirão; Dromedário/Escada; Jerusalém/Sirinhaém; Rico/Jaboatão dos Guararapes; Cocula/Gameleira; Desespero/Vitória de Santo Antão e Araquara ou Vicente Campelo/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ernesto Pereira de Lima – Filho de José Ernesto Gonçalves Pereira de Lima e de Terezinha de Jesus Carneiro Leão. Nasceu em 1960/Recife. Casado com Margareth César Rezende, nascida em 1962, filha de Amaury César Resende e de Almarinda Lima Rezende. Proprietário dos engenhos: Brejo, São Pedro e Cocula/Ribeirão; Dromedário; Jerusalém; e Vicente Campelo e da Usina Santa Cruz.

21.      Engenho Duas Barras/Barreiros
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jacinto Paes de Mendonça - Dr. Nasceu em 1823/Porto Calvo/Alagoas e faleceu em 1900/Rio de Janeiro. Filho do Tenente-Coronel Bernardo Antônio Ayala de Mendonça, engenho Uruaé, e de Ana Barbara de Mendonça Castelo Branco. Casado com Francisca de Barros Wanderley, nascida em 1838/Pernambuco, filha de Francisco do Rego Barros e de Rita Francisca de Barros Wanderley. Bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas, em 1843, pela Universidade de Direito de Olinda; Deputado à Assembléia Geral Legislativa; Senador por Alagoas, em 1871, perdeu o lugar segundo o novo regime republicano em 15/11/1889; Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial por Carta de Brasão de Armas, de 13.09.1861. Proprietário dos engenhos: Novo e Escoriai/Porto Calvo; Araguari e Duas Barras/Barreiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Caetano Pereira da Paixão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Cachoeira Lisa – Proprietário dos engenhos: Alto/Água Preta; Cachoeira Lisa, Duas Barras, São Mateus/Gameleira Usina Cachoeira Lisa

22.      Engenho Duas Barras/Jaboatão dos Guararapes - Localizado às margens do Rio Duas Unas, construído no final do século XVIII. Em 1937 o engenho modernizou-se e começou a funcionar como usina. Do antigo engenho restam apenas a Casa Grande, construída nos fins do século XIX em estilo eclético, e um pequeno galpão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.


ENGENHO COM A LETRA E

1.         Engenho Eixinho/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Alfredo Cavalcante de Albuquerque

2.         Engenho Eixo/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Casado Lima Nascimento - Nascido em Serinhaem.  Sargento-mor do Fortim da Coroa Grande/Serinhaem. Neto do Capitão Mor João Cavalcanti. Em 1812, foi contemplado com uma sesmaria na Ribeira de Paudalho, onde já estavam inseridos os engenhos: Apuá, Eixo, Petribú e Novo. 1867 – Seu filho, o Coronel Lourenço Cavalcanti de Albuquerque, promoveu a restauração do engenho Petribú, onde passou a residir até o seu falecimento, em 1867. Dono e fundador do Engenho Novo Cucaú/Serinhaem e de uma sesmaria na Freg. de S. José de Bezerros. Proprietário dos engenhos: Apuá, Eixo, Petribú e Novo/ Paudalho; Cocaupe depois Cucau ou Cucahú/Serinhaem.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Christovão de Holanda Cavalcanti - Capitão Mor. Nasceu em Sirinhaém. Filho de João Cavalcanti de Albuquerque. Ficou com 50% do engenho e seu irmão Cristóvão com a outra metade. Tenente Coronel do 16º Batalhão de Infantaria da Guarda de Paudalho. Casou com Paula Cavalcanti d'Albuquerque, sua parenta, filha do Coronel Paulo Cavalcanti de Albuquerque e de Ângela Cavalcanti de Albuquerque. Morador do engenho Bom Jesus, do século XIX, arrendando a parte de seu irmão, que optou pela vida na capital. Cristóvão foi quem prendeu o célebre cangaceiro Cabeleira e seu companheiro Theodósio, que aterrorizavam a região. Proprietário dos engenhos: Eixo, Cipó Novo, Terra Vermelha, Apoá ou Apuá, Volta do Cipó/Paudalho; Goitá/Glória; Petribu/Goiana; Bom Jesus/Glória de Goitá.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Carneiro de Andrade Lima

3.         Engenho Embiapecú/São Lourenço da Mata - Referência documental holandesa: o engenho estava sob a invocação de Santo Amaro, não tinha terras próprias e se encontrava de fogo morto.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Baltasar Rodrigues Mendes - Co-proprietário: Domingos de Oliveira. Cristão novo. Casado com Isabel Cabral. Morreu do lado dos holandeses. Devia a WIC. Proprietário dos engenhos Moreno/Moreno; Embiapecú/São Lourenço da Mata; N. S. da Penha de França, Mariuna/Goiana; e Catende e Boa Sorte/ Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Domingos de Oliveira - Baltazar Rodrigues Mendes. Cujos herdeiros se acham do lado dos holandeses;

4.         Engenho Entre Montes/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Alves da Silva Fernandes - Proprietário dos engenhos: Entre Montes/Amaraji: Boa Sorte/Palmares, Gravatá/Água Preta e São João /Panelas

5.         Engenho Entre Rios/Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cícero Braga de Souza Leão - Nascido em 1846. Filho de Antônio F. de S. Braga e de Ana Isabel de Souza Leão. Casado com Idalina Augusta de Souza Leão. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-2596; 2601; e 2597. Proprietário dos engenhos: Entre Rios e Floresta/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Antonio de Pinho Borges – Bacharel, 1865. Casado com  Tereza Augusto de Pinho Borges. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 3561; 1067; 4830; 1068; 1066; e 1069.  (Francisca do Rego Barros Gibson e Tereza Augusto de Pinho Borges). Proprietário dos engenhos: Entre Rios e Conceição/Jaboatão dos Guararapes

6.         Engenho Enxágoa/Sirinhaém – Fundado em terras conquistadas dos índios. No período holandês seu proprietário fugiu para a Bahia.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Pinto Pereira - Ficou do lado dos holandeses. Casado com Francisca Simões. Proprietário dos engenhos: Sangoa, Palmeiras (antes Santa Cruz e Mangaré)/Jaboatão dos Guararapes; Enxágoa/Sirinhaém.

7.         Engenho Escuro/Limoeiro
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Gomes de Moraes - Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-3438.

8.         Engenho Esmeralda/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Clodoaldo de Barros Franco

9.         Engenho Esperança/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado por sem terras. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.002792/2005-02. Imóvel: Engenho Barra do Pirangi, Diamante, Esperança, Herval e Proteção / Catende. Área registrada (Ha): 1.945,8008. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

10.      Engenho Espírito Santo/ Igarassu - Segundo Pereira da Costa o engenho estava sob a invocação do Espírito Santo, pertencia a Gonçalo Novo de Lira, era movido a água. Em suas terras foi fundado também o engenho Nossa Senhora da Piedade de Araripe ou Araripe de Cima
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gonçalo Mendes Leitão - Português. Filho de Francisco Correia de Lira e de Maria Borges Pacheco. Recebeu o engenho como dote ao se casar com Antônia de Albuquerque, filha de Jerônimo de Albuquerque. Em 1555, inaugura o engenho Paratibe de Baixo (depois Engenho Paulista), e em 1559, com a benção do irmão D. Pedro Leitão (2º bispo do Brasil), inaugura também, uma igreja Santo Antônio, no Jardim Paulista, próxima ao Rio Paratibe. Antônia de Albuquerque, já viúva, vendeu algumas terras de Paratibe e assim sucessivamente veio a retalhar-se a propriedade e cair no domínio de vários possuidores. Proprietário dos engenhos: Espírito Santo, Paratibe de Cima e de Baixo (depois Engenho Paulista), Araripe de Cima ou N. Senhora da Piedade de Araripe/Igarassu e Santa Luzia/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gonçalo Novo de Lira - Natural da Ilha da Madeira, Chegou a Pernambuco com Duarte Coelho. Casado 1ª núpcias com Isabel Lira, portuguesa. Filhos: Gonçalo, Gaspar, João Dias e Maria; e (2º), em 1620, com Maria Tavares, filha de Francisco Tavares. Filhos: Gonçalo (o ruivo), Gaspar, João, Francisco e Maria Nova Lira. Fiscal do Santo Ofício, em 1600; Escabino por Igarassu, em 1640; Procurador do Povo.  Participou da guerra holandesa; devedor da WIC; ficou do lado dos holandeses. Proprietário dos engenhos: Espírito Santo, Araripe de Cima ou N. Senhora da Piedade de Araripe/Igarassu; e Santa Luzia/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Correia de Lira - Casado com Maria Borges Pacheco, paraibana, filha de João de Souto de Ana Rocha. Francisco Correia de Lira sucedeu seu pai Gonçalo Novo de Lira e sua mãe Isabel Lira; que levantou o engenho de N. S. da Piedade de Araripe, nas terras do partido do engenho do Espírito Santo e Santa Luzia que lhe coube em legítima. Herdeiro: seu filho Gonçalo Novo de Brito. Proprietário dos engenhos: Araripe de Cima, N. Senhora da Piedade de Araripe, Espírito Santo, Santa Luzia/Igarassu

11.      Engenho Espírito Santo/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Felipe Benício Alves Ferreira - Tenente-Coronel. Proprietário dos engenhos: Pereirinha e Santana/Água Preta e Espírito Santo/Rio Formoso.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Barros Lins - Dr. Casado com Lydia Guimarães. Com fotografias na Coleção Francisco Rodrigues; FR: 06450; e 06139. (Neomísia Barros Lins). Proprietário dos engenhos: Divisão e Espírito Santo/Água Preta; Vilhetas/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Leite Dantas - Com fotografias na Coleção Francisco Rodrigues; FR-07217 (José Leite Dantas e criança não identificada).
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.

12.      Engenho Espírito Santo/Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Praxedes Xavier de Lima

13.      Engenho Estiva/ Cabo Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Caetano de Holanda - Rendeiro
Proprietário/Morador/Rendeiro: Galdino Rodrigues Esteves – Proprietário dos engenhos: Refrigerante, Riachão do Sul/Amaraji e rendeiro do engenho Estiva/Amaraji.

14.      Engenho Estiva/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Barros Rego - Militar. Capitão mor de Olinda e proprietário de terras de Jaboatão dos Guararapes à Tapera. Nasceu em Olinda, Século XVII. Filho de Mathias Vidal de Negreiros e de sua mulher Maria de Freitas. Vereador em Olinda (1668); Juiz Ordinário (1691); Provedor da Fazenda Real (1710). Durante a Guerra dos Mascates participou das batalhas e acabou preso em maio de 1712. Foi um dos chefes do partido da nobreza em 1710-1711. Morreu na prisão (Fortaleza do Brum/Recife), em 1712.  Casado com Maria Magdalena da Silva, filha de João Martins da Costa e Maria José Bezerra. Proprietário dos engenhos: Capim-Assu/Rio Formoso; Estiva/Amaraji; Camarão/Água Preta; Quilombo, Buscau ou Buscahú, Jaboatão, Pereiras/Jaboatão dos Guararapes;  Xixaim, Pintos/Moreno; Sapucaia/Sirinhaém; e Viagens.
Ocupado por sem terras, 117 famílias.

15.      Engenho Estreito/Quipapá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Água Branca
Ocupado por sem terras, ligados ao MST, em 2004.

16.      Engenho Estrela d’Alva/ Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Baptista Wanderley – Capitão
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Fernandes Jorge - Casado com (?) Maria Rita Monteiro da Cruz Jorge, Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-05588.

17.      Engenho Estrela do Norte/ Joaquim Nabuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado por sem terras. Decreto nº 0-009, de 04 de novembro de 1999. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural denominado 'Engenho Estrela do Norte', situado no município de Joaquim Nabuco, estado de Pernambuco, e da outras providencias.

18.      Engenho Estrela/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: Clementino Francisco das Virgens - Proprietário dos engenhos: Destilação e Estrela/Rio Formoso

19.      Engenho Extremoso/Cortês
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado por sem terra