Engenhos A e B

ENGENHO COM A LETRA A

1.    Engenho Abreu/Nazaré da Mata Localizado a 05 km da sede do município de Tracunhaém, numa área povoada desde a segunda metade do século XVII, por plantadores de algodão. Do antigo engenho, restam apenas a casa grande e a capela. A casa-grande atual, construída em 1917, do tipo “chalé”, do início do século XX. (GOMES, Geraldo. Livro Engenho e Arquitetura. Pág. 213). A capela, sob a invocação de São Bernardo, apresenta estrutura de alvenaria e tijolo. Ambas estão em bom estado de conservação. Atualmente, o engenho funciona como fornecedor de cana para usinas.  NOTA: Um dos principais blocos pernambucano de Maracatu “Folgazão do bloco Andaluza” é formado por moradores do engenho Abreu – foto em http://www.flickr.com/photos/carlossilvafilho/page12/
  Proprietário/Rendeiro/Morador: Ambrósio Fernandes Brandão – Cristão novo. Nascido em Portugal, viveu no Brasil entre 1583 e 1618, não se conhecendo, exatamente, a data de sua morte. Chegando ao Brasil foi feitor ou escrivão no engenho do rico cristão-novo Bento Dias Santiago também cristão novo, ambos contemporâneos da 1ª Visitação do Santo Ofício; mercador em Goa e em Lisboa; responsável pelo recebimento dos dízimos do açúcar da Capitania de Pernambuco, 1583; integrou no testemunho de Frei Vicente de Salvador, a expedição chefiada por Martim Leitão e João Tavares, de que resultou a conquista da Paraíba (1585). Governador do Rio Grande do Norte, 1616/19; Capitão-mor; participou da Restauração Pernambucana. Conhecedor do litoral brasileiro, principalmente do RN, PB e PE; escreveu o livro Diálogos das Grandezas do Brasil. Estabeleceu-se na Paraíba, em 1613, onde dizia que: “um bom engenho devia contar, no mínimo, com cinqüenta escravos, quinze juntas de bois, além de muita lenha e dinheiro”. Quando faleceu, seus herdeiros voltaram a Portugal e seus engenhos foram confiscados, pela Companhia das Índias Ocidentais, e depois vendidos ao holandês Isac de Rosière. (depois da restauração pernambucana, passaram a pertencer a João Fernandes Vieira). Proprietário de engenhos na Paraíba: do Meio e São Cosme e São Damião, localizados às margens do rio Inhobi, Gurjaú (a capela do engenho dedicada a Santana ainda se encontra de pé); e em Pernambuco: Abreu/Tracunhaem, Arandú de Baixo/Cabo de Santo Agostinho, Meio/Igarassu, Nossa Senhora do Rosário/Recife e o São Bento (fundado em 1590 por Ambrósio Brandão, segundo Vasconcelos Sobrinho). NOTA: A obra "Diálogos das Grandezas do Brasil", de Ambrósio Fernandes Brandão, é um dos mais importantes textos do século XVII no Brasil. A análise interna da obra permite-nos perceber que seu autor é um cristão-novo cuja visão de mundo difere da de outros cronistas e viajantes do mesmo período. A linguagem de Brandão afasta-se da de outros escritores coevos do Brasil colonial, revelando um extremo otimismo pelas realidades físicas e econômicas do nosso País. Seu discurso apologético acerca do homem do Brasil tem ressaibos iluministas, tornando a obra de Brandão praticamente única em seu século
   Proprietário/Morador/Rendeiro: Gregório Lopes de Abreu Soares - Cristão novo. Capitão de Vanguarda. Passou o engenho para Ambrósio d’Abreu. Proprietário dos engenhos: Nossa Senhora do Rosário/Recife e Abreu/Nazaré.
   Proprietário/Morador/Rendeiro: Ambrósio Fernandes Brandão – Cristão novo. Nascido em Portugal. De 1583 a 1618 morava em Pernambuco, sendo responsável pelo recebimento dos dízimos do açúcar da Capitania. Governador do Rio Grande de 1616 a 1619; Capitão-mor - participou da Restauração Pernambucana. Conhecedor do litoral brasileiro, principalmente das capitanias do RN, PB e PE; o que contribuiu para a elaboração dos Diálogos das Grandezas do Brasil. Estabeleceu-se na Paraíba em 1613. Quando faleceu, seus herdeiros voltaram a Portugal e os engenhos foram confiscados pela Companhia das Índias Ocidentais e vendidos ao holandês Isac de Rosière. Depois da restauração contra os holandeses, passaram a pertencer a João Fernandes Vieira. Herdeiros de Ambrósio Fernandes Brandão – Jorge L. Brandão – Após a morte de Ambrósio Fernandes Brandão seus herdeiros foram morar de Portugal e os engenhos foram confiscados pela Companhia das Índias Ocidentais e vendidos ao holandês Isac de Rosière. Proprietários de engenhos na Paraíba: Santo s Cosme e Damião, do Meio ou
São Gabriel, Ibobi, Gurjaú; e em Pernambuco: Nossa Senhora do Rosário/Recife; Arandú de Baixo/Cabo de Santo Agostinho e Abreu/ Tracunhaem.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Lourenço Bezerra Alves da Silva - Barão de Caxangá agraciado (Dec. 20.07.1889). Filho do Cel. José Moreira Alves da Silva e de Maria Bezerra de Andrade. Coronel da Guarda Nacional. Nascido em 1834, falecido em 1900/engenho Tabatinga. Chefe político de Ipojuca. Casado com Inês Escolástica de Souza Leão, nascida em 1844 e falecida em 1900/engenho Bom Fim/Ipojuca, Baronesa de Caxangá. Proprietário dos engenhos: Abreu/Nazaré da Mata; Jaseru/Serinhaem; Jasmim e Utinga de Baixo/Cabo Santo Agostinho, Bom Fim/Ipojuca, Tabatinga de Santa Luzia e Caxangá (hoje usina)/Ribeirão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Isaac de Rosière - Holandês. Comprou o engenho depois de confiscado pelos holandeses.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Fernandes Vieira - Nasceu em 1610/Funchal/Ilha da Madeira/Pt e faleceu em 1681/Olinda, em 1886 seus restos mortais foram descobertos na igreja do Convento de Olinda; em 1942, e foram trasladados para a Igreja de N. Sra. dos Prazeres dos Montes Guararapes/Recife. Filho ilegítimo de Francisco de Ornelas Muniz e uma mulher humilde. Fugiu para o Pernambuco/Brasil, em 1620, com dez anos de idade. Mudou o seu nome de Francisco de Ornelas para João Fernandes Vieira. Trabalhou como auxiliar de açougue; feitor; voluntário da guerra, durante a invasão holandesa, defendendo os portugueses no Forte de São João, 1630. Ficou rico graças aos seus esforços e as doações que recebeu do seu patrão: Affonso Rodrigues Serrão, e pela amizade com o Conselheiro Político e proprietário de engenho o holandês Jacob Stachhouwer. Em 1639, foi indicado para o cargo de Escabino de Olinda e de Escabino de Maurícia (Recife), 1641/1643. Casou-se, em 1643, com Maria César, filha de Francisco Bereguer de Andrada e de Joana de Albuquerque. Passou a ter o apoio da comunidade luso-brasileira e a confiança do governo holandês (colaborador e conselheiro). Era um dos maiores devedores da Companhia das Índias Ocidentais, com uma dívida, em 1642, estimada em 219.854 florins. Quando a insatisfação dos senhores de engenho de Pernambuco se intensificou, após a partida do Conde Maurício de Nassau, em 1644, Vieira percebendo as vantagens a serem alcançadas com a expulsão dos holandeses, se afastou dos flamengos. Participou da Batalha das Tabocas/Vitória de Santo Antão, em 03/08/1645 e da  Batalha de Casa Forte, no dia 17/08, do mesmo ano. Após a tomada do engenho Casa Forte, Vieira voltou com seus homens ao seu engenho São João/Várzea, e de lá iniciou um sistema de estâncias militares, fortificações onde pudessem estar seguros e guardar pólvora e munições de guerra. Participou das duas Batalhas dos Guararapes, sob o comando do general Barreto de Meneses, nos dias 19/04/1648 e 19/02/1649. Como recompensa pelos serviços prestados na guerra foi nomeado Governador da Paraíba (1655-1657) e lhe concedido o posto de Capitão General do Reino de Angola (1658-1661). Exerceu também o cargo de Superintendente das Fortificações do Nordeste do Brasil, 1661/1681. Vieira encomendou a frei Rafael de Jesus um livro para contar sua vida, exaltando seus feitos. Proprietário de muitos escravos e de 16 engenhos na Paraíba: Ilhetas; Cumaúpam, Inhobim ou dos Santos Cosme e Damião, Inhaman; e em Pernambuco: Tibiri de Cima e de Baixo/Rio Formoso; Santos Cosme e Damião, Santo Antônio da Várzea, depois Eenkalchoven ou Várzea do Capibaribe, Santa Madalena, Meio, Ambrósio Machado, depois Cordeiro/Recife; São João, Molinote/Cabo de Santo Agostinho; Jaguaribe/Abreu e Lima; São Gabriel/Barreiros; Santo  André, Santana/Jaboatão dos Guararapes; São Francisco/Água Preta, Paulista, Paratibe de Baixo, Maranguape, Paratibe de Cima ou  Riba (depois engenho Paulista)/Igarassu; Abreu/Nazaré da Mata.

2.        Engenho Acerto/Vicência - Localizado a 5 km da sede de Nazaré da Mata, estrada de barro. Do antigo engenho resta apenas a capela, sob invocação de São Bernardo, com estrutura de alvenaria e tijolo, bem conservada. A atual casa grande, de 1917, em alvenaria, com um só pavimento; as paredes internas não atingem o teto; telhado em duas águas; e os alpendres com telhados independentes da coberta do corpo da casa. Atualmente, o engenho funciona como fornecedor de cana para usinas.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Aluísio Andrade Lima
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Seabra de Andrade Lima - Casado com Joana de Almeida Azeredo Coutinho. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-3021. Proprietário dos engenhos: Acerto/Vicência e Pindoba Velha/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Homero de Andrade Lima – Último proprietário do engenho

3.        Engenho Açougue Velho/Escada - Em 1871, foi feita uma relação dos engenhos que ocupavam o Aldeiamento da Vila de Escada: Murissy, Criméia, Bom Sucesso, Capricho, Açougue e Alegria.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

4.        Engenho Açude Grande/ Vitória de Santo Antão - O engenho tem uma área de 300 hectares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fabrício de Araújo Pereira Palma – Casado com Cândida Xavier de Andrade (?). Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-663; 4114; 4115; 4116; 4122; 657; 2729; 4121; 4119; 06557; 06389; e 1262. (Maria Cândida Xavier de Andrade, Maria Christiana de Araújo Pereira Palma, filhas de Fabrício de Araújo Pereira Palma; Severino de Araújo Pereira Palma; Antonio de Araújo Pereira Palma; Cândida Xavier de Andrade; Paschoal Pereira de Andrade; Irene Xavier de Andrade, engenho Sociedade/Timbauba). Proprietários dos engenhos: Água Azul, União (antigo Ronca), União/Timbauba e o Sociedade/Aliança.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ana Cândida Pessoa de Vasconcellos – Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-05410
Ocupado por sem terras, orientados pela FETAPE, em 1997. Decreto nº 0-006, de 09 de julho de 1997. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural denominado 'engenho Açude Grande', situado no Município de Vitoria de Santo Antão, Estado de Pernambuco, e da outras providencias.

5.        Engenho Água Azul/Timbauba - O engenho possui duas casas grandes e capela; fazem parte do inventário de bens culturais e naturais da mata norte de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fabrício de Araújo Pereira Palma – Casado com Cândida Xavier de Andrade (?). Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-663; 4114; 4115; 4116; 4122; 657; 2729; 4121; 4119; 06557; 06389; e 1262. (Maria Cândida Xavier de Andrade, Maria Christiana de Araújo Pereira Palma, filhas de Fabrício de Araújo Pereira Palma; Severino de Araújo Pereira Palma; Antonio de Araújo Pereira Palma; Cândida Xavier de Andrade; Paschoal Pereira de Andrade; Irene Xavier de Andrade, engenho Sociedade/Timbauba). Proprietários dos engenhos: Água Azul, União (antigo Ronca), União/Timbauba e o Sociedade/Aliança.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José de Barros de Andrade Lima - Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-2710; 2708; 2714.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Cruangi - Teve sua origem, em 1918, no engenho Jenipapo, em Timbauba, onde Manuel Caetano Pereira de Queiroz fundou a usina, denominada também de Jenipapo. Casou com uma brasileira, deixou 15 filhos. Como a maquinaria era ruim e dava muito prejuízo, foi feita uma sociedade com Jáder de Andrade, a Andrade, Queiroz & Cia. A Usina passou a se chamar Cruangi em substituição ao nome Jenipapo

6.        Engenho Água Branca de Uraba/Quipapa
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terras.  Dec. - 000000 de 22/10/1997. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, parte do imóvel rural constituído pelos engenhos "Água Branca/Aracati/ Surucucu", situado no município de Quipapa, estado de Pernambuco, e da outras providencias.

7.        Engenho Água Clara/ Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Afonso de Albuquerque Mello - Casado com Maria Sebastiana Vasconcelos Calheiros, nascida em 1760, neta do Cap. João Gomes de Melo Calheiros e de Sebastiana de Vasconcelos. Proprietário do engenho Água Clara e Julião/Timbauba.

8.        Engenho Água Comprida/ Lagoa dos Gatos - Área registrada: 227.000 ha, onde predomina a cana-de-açúcar. Capela sob invocação a N. S. da Conceição.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Carneiro SampaioCuriosidades: A relação entre a sociedade açucareira e os comerciantes de grosso do Recife não se fazia apenas de alianças pontuais. Também havia conflito, a exemplo de Francisco Carneiro Sampaio, penhorado pela Companhia, em 1784, no seu Engenho Água Fria e outros bens de valor, com uma vultosa dívida de 22,7 contos de réis. Os senhores Ferreira e Antônio Marques da Costa Soares se revezaram atuando como fiadores de arrendatários do engenho entre 1788 e 1791, até que Costa Soares comprou o engenho Água Fria em 1793.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Marques Costa Soares – Fiador do empréstimo concedido a Francisco Carneiro Sampaio, entre 1788 e 1791, até que comprou o engenho em 1793.
Ocupado pelos sem terras.  Decreto de 13/10/2006, que declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências. Os engenhos:...; Águas Compridas/Lagoa dos Gatos.

9.        Engenho Água Preta/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Alfredo Alves da Silva Freyre - Comissário de açúcar; membro da burguesia comercial, inserido nas redes sociais do sistema escravocrata, investindo seus escassos recursos em bens imobiliários. Conseguindo reunir, no final da vida, um patrimônio mediano, que seria rapidamente dispersado entre seus filhos. Casou-se duas vezes com as filhas do Cel Manuel da Rocha Wanderley e de Raymunda da Rocha Wanderley. A segunda esposa foi Maria Raymunda da Rocha Wanderley. Avô de Gilberto Freyre. Proprietário dos engenhos: Mangueira e Água Preta/Água Preta

10.     Engenho Aguiar/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Vidal Aranha Montenegro - Coronel. Participou da Guerra do Paraguai. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-3136. Proprietário dos engenhos: Aguiar, Arara, Desterro e Pindobinha/Paudalho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Aliança

11.     Engenho Aguiar/Ipojuca – Em janeiro de 1849, uma coluna praieira foi lá tomar as armas e punir o proprietário, que havia socorrido os soldados feridos no ataque ao engenho do coronel Moraes. Segundo Figueira de Mello, houve roubos e insultos à família do proprietário. Mas o pior ainda estaria por vir. Pouco depois, chegou uma segunda coluna, comandada pelo Tenente Elias, crioulo, depois Capitão das tropas praieiras. Não faltou violência. Foram mortos alguns moradores e pelo menos um dos filhos do proprietário, que ainda foi seqüestrado junto com o genro, sendo solto cinco dias depois. Este episódio foi usado por Figueira de Mello para desmoralizar os praieiros e embaraçar sua defesa, uma vez que eles alegavam serem proprietários respeitáveis que apenas queriam se proteger dos seus inimigos guabirus. Todavia, os próprios praieiros não se sentiram confortáveis com o que ocorrera durante o ataque comandado pelo crioulo Elias. O comandante da primeira expedição contra o engenho foi preso. Ao depor nos autos, admitiu que tivesse conduzido 40 homens na operação, a mando do coronel Moraes. Mas fez questão de enfatizar que não participou da segunda força que atacou a propriedade, e que cometera diferentes assassinatos em pessoas do mesmo engenho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

12.     Engenho Ajudante/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Silviano Moreira Cavalcante – Coronel. Proprietário dos engenhos: Ajudante/Amaraji, Frescudim, Flecheiras Novas e Pau Sangue/Água Preta.

13.     Engenho Aldeia/Cabo de Santo Agostinho – Localizava-se nas cabeceiras do Rio Formoso e se estendia até o Cabo de Santo Agostinho. Fazia divisa com as matas de Sirinhaém, Ipojuca e do Cabo. O seu solo era rico em madeiras.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

14.     Engenho Aldeia/Paudalho - O primeiro nome ao município de Paudalho foi o de Miritiba, quando era, em 1591, um aldeamento indígena fundado pelos franciscanos, onde posteriormente foi implantado um Engenho de açúcar, em 1627, denominado Aldeia. Desapropriado pelo Governo Federal, pertence ao Exército Brasileiro, sendo usado como campo de instrução.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Bartolomeu de Holanda Cavalcanti - Casado com Clara Costa. Fundou o engenho em 1660
Proprietário/Morador/Rendeiro: Exército Brasileiro.  Decreto nº 16.161, de 21 de Julho de 1944. Declara de utilidade pública a desapropriação de imóveis no Estado de Pernambuco, para construção do Campo de Instrução de Engenho Aldeia.

15.     Engenho Alegrete/Água Preta - Casa grande do engenho na lista de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Miliano da Silveira Lessa – Barão de Gravatá, Dec. de 08/08/1888. Nascido em 1814/engenho Boca da Mata/Serinhaem. Tenente da 8ª Companhia do 46º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, de Água Preta/1850. Em 1870 era 4º Suplente de Juiz Municipal de Água Preta e nesse mesmo ano passou a Major do 46º Batalhão. Em 1873 era Suplente de Juiz da Comarca de Palmares. Casado, em 1835, com Maria Tranquilina Themudo, Baronesa de Gravatá, nascida em 1817/engenho Roncador/Barreiros, e falecido em 1893/engenho Gravatá-Água Preta. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FJN Nº: 1824; 1825; 1826; 1823.  Proprietário dos engenhos: Solidão, Alegrete, Guarani, Gravatá/Água Preta.

16.     Engenho Alegria do Una/ Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras, em 1997, 70 familias.

17.     Engenho Alegria/Escada – Em 1871, foi feita uma relação dos engenhos que ocupavam o Aldeiamento da Vila de Escada: Murissy, Criméia, Bom Sucesso, Capricho, Açougue, Alegria. As matas do Engenho Alegria são um dos pontos de turismo do município de Escada. Casa grande do Engenho na lista de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Augusto Cavalcante de Albuquerque Filho - Bacharel em 1901, Magistrado, Deputado. Com fotografia: Col. Francisco Rodrigues; FR-2387 e 06419.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Belmiro da Silveira Lins - Barão da Escada, (1874). Nasceu em 1827 e faleceu em 1880. Político e Tenente-Coronel da Guarda Nacional. Participou da chamada Hecatombe de Vitória (conflito político ocorrido nas vésperas da eleição provincial, disputado pelo Barão de Escada e a família Souza Leão). Assassinado durante uma campanha senatorial pelo Espírito Santo. Filho de Henrique Marques Lins, 1º Barão e Visconde de Utinga, e de Antônia Francisca Veloso da Silveira. Casou-se com Maria de Sousa, com a qual teve uma filha: Antônia Lins. Col. Francisco Rodrigues; FR-2864. Proprietário dos engenhos: Harmonia/Catende; Jaguaribe/Abreu e Lima e Massurepe/Igarassu; São Bento/São Lourenço; São Bernardo/Paudalho; Goitá/Limoeiro; Lagoa Grande/Glória de Goitá; São Bento/Paudalho; Terra Vermelha/Lagoa do Carro; Alegria e Limoeiro Velho/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Frederico Bivar – Proprietário do Haras Asa Branca, localizado no engenho Alegria
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Sancho Bezerra Cavalcanti - Proprietário dos engenhos: Alegria e Criméia, que ocupavam terrenos na Vila da Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro:Usina Pumaty– Proprietária dos engenhos: Alegrete, Cuiambuca, Parol, Santa Fé e Solidão/Água Preta; Colombo, Pumaty/Palmares; Cucaú ou Cucahú/Serinhaem Ocupado pelos sem terras, ligados ao MST. Escada (PE). Cerca de 1.350 famílias ligadas ao MST invadiram 04 engenhos em 02 municípios da Zona da Mata de PE, onde se concentra a agroindústria. Com foices e enxadas, destruíram em menos de três minutos a porteira do haras Asa Branca do Engenho Alegria. Cerca de 300 famílias armaram barracas no engenho, que fica em Escada, a 55 quilômetros da capital onde houve ontem três ocupações. Antes da ação dos sem-terra, o proprietário do engenho, Frederico Bivar, esteve no acampamento e disse que tinha que haveria uma ação de despejo ou reação de jagunços. Mas nada ocorreu.

18.     Engenho Algodoais, depois Velho/Cabo de Santo Agostinho - Fundado por João Paes Velho Barreto, na Freguesia de São Miguel de Ipojuca, antes da invasão holandesa; com ½ légua de terras. Produzia de 1.500 a 1.600 arrobas de açúcar. O exército holandês que nele esteve acampado, em 1635, causou grande destruição às suas plantações. Em 1640 o Engenho foi reparado e replantado. Sua capela é dedicada a São Francisco, tendo um altar de estilo gótico que pertenceu ao Santuário do Santo Cristo/Ipojuca e que, depois do incêndio deste templo, foi para ali transferido, como doação do Rev. Frei Venâncio, Guardião do Convento de Ipojuca, devendo ter sido um dos altares de madeira construído pelos frades alemães restauradores. Hoje as terras do engenho se encontram localizadas no complexo de SUAPE.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gaspar Wanderley (Gaspar van Nieuhoff van der Ley)Coronel. O célebre “capitão de cavalos” que residiu muitos anos no Cabo de Santo Agostinho. Alemão, nascido em 1595, filho de Wilhelm V. Neuenhof V. Der Ley. Casado com Maria de Mello, filha da Manuel Gomes de Mello, engenho Trapiche. Desse matrimônio, surgiu em Pernambuco a família Wanderley. Gaspar desembarcou junto a Maurício de Nassau, em 1630, ficando raízes em Pernambuco. Foi um dos primeiros coronéis do Nordeste. No período mais prestigioso do açúcar, adquiriu o engenho Algodoais. E, mais tarde, na mesma zona, os engenhos arruinados Utinga de Cima e Utinga de Baixo. Proprietário dos engenhos: Santo Inácio, Algodoais, depois engenho Velho, Utinga de Baixo, Utinga de Cima /Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Paes Velho Barreto - Nascido em 1544/PT e falecido em 1617. Filho de Antonio Velho Barreto. Em 1560, já era o Morgado de Nossa Senhora da Madre de Deus do Cabo Santo Agostinho, vinculando o engenho Madre de Deus, depois engenho Velho. Casado com Inês Tavares Guardez, filha de Francisco de Carvalho de Andrade, senhores do engenho São Paulo, na Várzea do Capibaribe, que ao casar levou como dote os engenhos: Madre Deus ou Velho, Guarapu, Algodoais, Trapiche, Guerra, Ilha, Santo Estevam e Jurissaca; este último vinculou-o a Catarina Barreto, sua filha. Deve ter chegado ao Brasil em 1557. Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo. Prestou serviços durante a colonização da PB e RN. Fundou o 1º engenho do Cabo Santo Agostinho, em 1580. Foi um dos heróis da defesa do forte real do Bom Jesus - Arraial Velho; em 1635, caiu prisioneiro dos holandeses. Forçado a abandonar a sua casa e as suas 12 propriedades agrícolas, conseguindo retirar 350 e  muito gado. Fugiu, em 1635, com Matias de Albuquerque, com os seus irmãos Estevão, Cristóvão, Miguel, Diogo, Antônio. Filipe e Catarina Barreto, viúva de Luís de Sousa, os quais também abandonaram as suas casas e fazendas. Em 1637 foram os seus bens, confiscados pelos holandeses; um engenho foi vendido a Julião Paes de Altero e os engenhos: Velho e Guerra por 70.000 florins, quantia elevadíssima nessa época, o que demonstra o valor de tais propriedades. Naquele mesmo ano acompanhou Paes Barreto o exército em sua retirada para a Bahia, mas chegando à cidade de S. Cristóvão, capital de Sergipe, embarcou para a Europa em comissão oficial. Por seu falecimento o seu primogênito Francisco Paes Barreto  tornou-se o Morgado do Cabo. Proprietário dos engenhos: Algodoais, Garapu, Guerra, Jurissaca, Novo, Pirapama, São Braz Coimbero, Santo Estevão, Utinga, Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo Santo Agostinho; Jacaré/Goiana; Santa Lúcia, Velho ou Santo  Antônio dos Montes/Ipojuca; Santo André/Muribeca- Jaboatão dos Guararapes e o Antônio da Várzea, depois Eenkalchoven ou Várzea do Capibaribe/Recife. Curiosidades: Refere Borges da Fonseca que, anos depois, exerceu o cargo de Comissário Geral da Cavalaria do nosso exército, "posto exercido também em Madrid, quando foi mandado pelo Conde de Bagnuolo à dita corte no ano de 1637, representando  el-rei D.Filipe, que era o 3º de Portugal ". Enquanto não voltou à pátria, refere Loreto Couto: Paes Barreto serviu em Flandres, onde em várias ocasiões deu mostras de seu valor e esforço. As suas terras terminaram depois doadas ao filho dele, Cristóvão Paes Barreto. 
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim de Sousa Leão - Barão (Dec. 09.08.1884) e Visconde (Dec. 10.04.1867) de Campo Alegre. Major Comandante de Secção de Guerra da Guarda Nacional; Comendador da 1ª Ordem da Rosa e da Real Ordem de Cristo e de N. S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal. Nasceu em 1818/Pernambuco e faleceu em 1900. Filho do Tenente-Coronel Filipe de Souza Leão e de Rita de Cássia Pessoa de Mello. Casou-se com sua prima Francisca de Souza Leão, filha do Comendador Antonio de Paula de Souza Leão e de Teresa Victorina Bezerra da Silva Cavalcanti. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues FR: 2563; 2558; 2561; 2564; e 3676.  Proprietário dos engenhos: Moreno depois N. Senhora da Apresentação, Brejo/ Moreno, Algodoais, Bom Fim; Caramurú, Santa Fé/Água Preta; Gaibú, Ilha das Cobras, Serraria, Tirirí, Boa Vista, Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cristóvão Paes Barreto – Capitão-mor do Cabo de Santo Agostinho. Fidalgo Cavaleiro da Ordem de Cristo. Nascido no Cabo de Santo Agostinho. Filho de João Paes Velho Barreto e Inez Tavares Guardez. Casado com Margarida de Melo (09 filhos), filha de João Gomes de Mello e Anna de Hollanda. Proprietário dos engenhos: Algodoais, Garapu, Guerra, Jurissaca, Novo, Pirapama, São Braz Coimbero, Santo Estevão, Utinga, Trapiche/Cabo de Santo Agostinho; Jacaré/Goiana; Santa Luzia, Velho ou Santo Antônio dos Montes/Ipojuca; Santo André/Muribeca e o Santo Antonio/Recife. Curiosidades: Mulheres nobres procuraram acolhimento no recolhimento de Olinda, como Maria da Trindade, Ana de Mello Barreto, naturais do Cabo de Santo Agostinho, filhas de Cristóvão Paes Barreto e Margarida de Mello, consideradas como virtuosas e dedicadas em exercícios espirituais e na aplicação de seus cabedais para a abastança da casa. Viveram recolhidas até a morte de ambas, que ocorreu em 1626.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Miguel Paes Barreto – Filho de Cristóvão Paes Barreto e Margarida Mello.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul - Construída em 1896, no engenho Camevou, pelo Coronel José Piauhylino Gomes de Melo Filho. Proprietária de possuir 22 engenhos: Camevou (a sede), Camevouzinho, Liberdade, Aratinga, Fertilidade, Floresta, Serra Azul (a antiga usina), Moscou, Aliança, Mágico, Verde, Mearim, Canário, União, Riachuelo, Penderaca, Vista Alegre, Tambor, Almirante, Rosa Murcha, Barra do Dia e Pará.
Ocupado pelos sem terras em 1998, 250 famílias. Está em processo de desapropriação

19.     Engenho Aliança/Aliança
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fabrício de Araújo Pereira Palma – Casado com Cândida Xavier de Andrade - Com fotografias: Coleção Francisco Rodrigues; FR-06389; e 1262. Proprietária dos engenhos: Aliança, Sociedade, União, Ronca/Aliança.

20.     Engenho Alimbero/Jaboatão dos Guararapes - Segundo documento holandês o engenho era movido a bois.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Bezerra - Estava presente durante a invasão holandesa.

21.     Engenho Almécega/Água Preta - Em meados do século XVIII, o engenho começou a ser negociado através de lotes isolados de terras, e seus proprietários exploravam a indústria de carvão vegetal, fazendo com que o engenho e a sua capelinha desaparecessem, surgindo no local um povoado cujos habitantes cultivavam lavouras de feijão, tubérculos e fabricavam farinha de mandioca.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio de Sá Cavalcante Lins - Capitão mor da Muribeca; Coronel do Reg. de Cavalaria de Itamaracá; Fidalgo da Casa Real; participou da Guerra dos Mascates. Viveu sempre no engenho Megao. Filho de José de Sá de Albuquerque e de Maria da Fonseca Cristiana. Segundo o seu testamento, datado de 12/1/1734, foi casado com Joana de Ornelas, filha de Baltasar de Ornelas Valdevez, natural da Ilha da Madeira, e de sua 2ª esposa Maria de Castro. Com fotografia: Col. Francisco Rodrigues; FR-2616. Proprietário dos engenhos: Campo Alegre do Sul/Vitória Santo Antão; Santa Maria, Santo  André; Novo da Muribeca /Jaboatão dos Guararapes; São José e Velho Beberibe (Enkalchoven), Santo Antônio da Várzea /Recife; Almécega/Água Preta; Gurjaú ou Grojaú/Cabo Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José de Sá Albuquerque - Faleceu, em 1711/Olinda. Juiz Ordinário da Câmara de Olinda; Capitão Mor da Muribeca e Jaboatão dos Guararapes; Coronel das Ordenanças da Muribeca, Ipojuca e Cabo Santo Agostinho; Provedor da Santa Casa; Fidalgo da Casa Real; Cavaleiro da Ordem de Cristo; Vereador da Câmara de Olinda; fez parte do Governo em 1597/1598, quando o bispo D. Antônio Barreiros governava inteiramente a Capitânia. Participou da guerra holandesa; proprietário do morgado de Santo André. Casado com Ana de Albuquerque, filha de Antonio de Sá e Albuquerque. Quando os holandeses foram expulsos de Pernambuco, os herdeiros do pai Antônio de Sá reivindicaram seus direitos de posse e as autoridades portuguesas os concederam: as terras passaram, então, às mãos de José de Sá e Albuquerque. Não se preocupando mais com a indústria açucareira, segundo consta em documentos antigos, José transformou a propriedade na Fazenda Beberibe, passando a explorar as madeiras de suas matas e a fabricar carvão vegetal; fazendo com que fosse desaparecendo os aspectos do antigo feudo açucareiro. Com fotografia: Col. Francisco Rodrigues; FR-2616. Proprietário dos engenhos: Almécega/Água Preta; Gurjaú ou Grojaú/Cabo Santo Agostinho; Novo, Santo André/Jaboatão dos Guararapes; Megao/ Goiana; e Velho Beberibe depois Eenkalchoven/ Recife.

22.     Engenho Almirante/ Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul - Construída em 1896, com sede no engenho Camevou, pelo Coronel José Piauhylino Gomes de Melo Filho. Proprietária de possuir 22 engenhos: Camevou (a sede), Camevouzinho, Liberdade, Aratinga, Fertilidade, Floresta, Serra Azul (a antiga usina), Moscou, Aliança, Mágico, Verde, Mearim, Canário, União, Riachuelo, Penderaca, Vista Alegre, Tambor, Almirante, Rosa Murcha, Barra do Dia e Pará.
Ocupado pelos sem terras

23.     Engenho Altinho/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Estreliana – Proprietária dos engenhos: Amaraji/Gameleira; Jundiá Mirim/Escada; Retiro, Massangana/Cabo de Santo Agostinho; Pereira Grande/Água Preta; Pinhô, Segrego/Gameleira; Piutá/Ribeirão; São Gregório Alegre II/(?).

24.     Engenho Alto/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Rodolfo Araújo - Proprietário dos engenhos: Alto/Água Preta; Cachoeira Lisa, Duas Barras, São Mateus/Gameleira e da Usina Cachoeira Lisa.

25.     Engenho Aluízio Timóteo da Silva/Triunfo - O engenho se encontra na lista de inventário de bens culturais da Região do Pajeú/Pernambuco A cana-de-açúcar plantada é utilizada na elaboração de rapadura e de alfenim e na produção da cachaça e do licor.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Aluízio Timóteo da Silva

26.     Engenho Amaraji/Ribeirão - Nas terras do engenho foi fundada a Usina Estreliana, por João Siqueira, em 1891
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Alves da Silva - Barão de Amaraji (Dec. 29.05.1867). Nascido em 1807 e falecido em 1873, ambos em Pernambuco. Teve mercê da Carta de Brasão. Casou-se com Antonia Alves de Araújo, que se tornou a Baronesa de Amaraji, nascida em 1836 e falecida em 1903/Recife, sepultada na capela do engenho Amaraji. Uma filha do casal, Maria José Alves de, tornou-se a Baronesa de Contendas. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues FR: 687; 4425; 3004; e 05904. (Maria Salomé Alves de Araújo).
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Felipe de Souza Leão Neto - Nasceu em 1881/engenho Amaraji. Filho de Lourenço Bezerra da Silva e de Inez Escolástica Silva. Casado com Anna Alves de Souza Leão. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-05206; e 06124.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Siqueira – Fundou nas terras do engenho Amaraji a Usina Estreliana, em Gameleira, em 1891. O nome Estreliana foi uma homenagem à sua mãe, Estrela.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Bezerra - Natural de Vitória de Santo Antão. Filho mais velho de um senhor de engenho, chegou a Rio Formoso em 1952, com 32 anos, para arrendar Amaraji,/Usina Central Barreiros. Dentre 22 herdeiros, a saída da casa paterna certamente teve relação com as chances mínimas que tinha de ali se tornar proprietário de engenho. De acordo com a política interna da Usina Central Barreiros, cabia aos rendeiros desenvolver a agricultura da cana e, segundo os termos do contrato de aluguel, vendendo a produção, após a colheita, à usina. Rendeiro do Engenho Amaraji. Curiosidades: Por ocasião do golpe de Estado de 1964, Amaro Pedro, delegado sindical do engenho Porto Alegre, sentindo-se em perigo, pediu a proteção do patrão do Engenho Amaraji, que tinha reputação de ser um homem bom. José Bezerra - este era seu nome - acolheu Amaro Pedro em suas terras, como uns de seus moradores como eram denominados aqueles que residiam e trabalhavam nas plantações.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Roberto Bezerra de Albuquerque – Arrendatário. O engenho foi desapropriado para reforma agrária em 1996. Dos 1,3 mil hectares, os proprietários mantiveram apenas uma faixa de 65 hectares, perto do mar, onde fica a sede da fazenda, que através da ação judicial a perderam para Roberto Bezerra de Albuquerque, arrendatário do engenho. Fundou no local, associado ao alemão Gert Kaebernick, uma pousada e depois resort, investindo US$ 9 milhões.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Central Barreiros – O início da década de 50 foi um momento de expansão da produção de cana-de-açúcar, graças a uma conjuntura internacional favorável que abria novos mercados à produção brasileira. A Usina Central Barreiros colocava em marcha uma política de pleno aproveitamento de seu patrimônio fundiário: as terras entregues aos rendeiros eram então praticamente inexploradas. Proprietária dos engenhos: Manguinhos, Gindhy/São José da Coroa Grande; Rebouças/Tamandaré; Vermelho/Glória de Goitá; Morim/Barreiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Estreliana – Proprietária dos engenhos: Amaraji/Gameleira; Jundiá Mirim/Escada; Retiro, Massangana/Cabo de Santo Agostinho; Pereira Grande/Água Preta; Pinhô, Segrego/Gameleira; Piutá/Ribeirão; São Gregório Alegre II/(?)
Ocupado pelos sem terra, ligados a FETAPE por 96 famílias, em 1996 e em 2001. Decreto nº 0-007, de 09 de julho de 1997. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, parte do imóvel rural denominado 'Engenho Amaraji', Situado no município de Rio Formoso, Estado de Pernambuco, e da outras providencias.

27.     Engenho Amaraji d’Água/Amaraji - Casa grande do engenho, na lista de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco. O engenho jurisdição de Amaraji e mais tarde Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

28.     Engenho Ambrósio Machado, depois Cordeiro/Recife - Localizado na ilha de Antônio Vaz ou Santo Antônio/Recife, em frente ao Forte das Cinco Pontas, pertencia ao Cel. Ambrósio Machado. Nessas terras existiam uns poços que abasteciam de água o povoado; se praticava o passo, ou travessia do rio Capibaribe, chamado de Passagem de Ambrósio Machado, depois Passagem do Cordeiro; esses dois fatores favoreceram, para o surgimento de um povoado. O engenho, de fogo morto, foi confiscado pelos holandeses, em 1654, e parte de suas terras incorporadas aos bens da coroa flamenga, a outra parte foi ocupada por João Fernandes Vieira, através de seu administrador e ajudante de Ordens o Cap. João Cordeiro de Mendanha. Posteriormente, a propriedade foi arrematada em leilão público pelo Cap. José Camelo Pessoa, do engenho Monteiro. Em escritura de 1707, o Capitão incorpora a propriedade às terras de dois sítios que lhe pertenciam. No final do século XVIII, Sotero de Castro comprou todas essas terras e coloca o nome de Cordeiro - como já era conhecida popularmente a localidade - em homenagem ao antigo lavrador João Cordeiro de Mendanha. O engenho Cordeiro teve uma curta existência. Dele, apenas resta a casa de vivenda, mas com um aspecto bem diferente. Em 1900, lá é construída uma capelinha dedicada a São Sebastião.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Camello Pessoa - Filho de Nuno Camello e Inês Pessoa, nascido em 1682. Cavaleiro da Ordem de Cristo; Capitão-mor da Várzea e da Vila de Goiana; Coronel das Ordenanças de Olinda; Administrador das Capelas de N. Senhora das Angustias do Real Colégio de Olinda; e de S. Pantaleão. Casado com Maria de Lacerda. Proprietário dos engenhos: Boa Vista/Goiana; Ambrósio Machado, depois Cordeiro/Recife e Monteiro ou São Pantaleão Monteiro/Recife; Riachão do Norte/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ambrósio Machado – Capitão-mor; governador do Rio Grande do Norte (1616 até 1619); participou da Restauração Pernambucana. Em 1635, durante a invasão holandesa, abandonou seus engenhos e refugiou-se na Bahia. Casado com Maria da Glória Pimentel (?). Mais tarde, parte dessas terras passaram para o herói da guerra contra os holandeses João Fernandes Vieira, através de ocupação comandada por um dos seus ajudantes de ordem, o CAPITÃO João Cordeiro de Mendanha. Proprietário dos engenhos: Ambrósio Machado, depois Cordeiro; Três Reis Magos ou Straetsburch/Recife; e Santa Luzia/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Fernandes Vieira - Nasceu em 1610/Funchal/Ilha da Madeira/Pt e faleceu em 1681/Olinda, em 1886 seus restos mortais foram descobertos na igreja do Convento de Olinda; em 1942, e foram trasladados para a Igreja de N. Sra. dos Prazeres dos Montes Guararapes/Recife. Filho ilegítimo de Francisco de Ornelas Muniz e uma mulher humilde. Fugiu para o Pernambuco/Brasil, em 1620, com dez anos de idade. Mudou o seu nome de Francisco de Ornelas para João Fernandes Vieira. Trabalhou como auxiliar de açougue; feitor; voluntário da guerra, durante a invasão holandesa, defendendo os portugueses no Forte de São João, 1630. Ficou rico graças aos seus esforços e as doações que recebeu do seu patrão: Affonso Rodrigues Serrão, e pela amizade com o Conselheiro Político e proprietário de engenho o holandês Jacob Stachhouwer. Em 1639, foi indicado para o cargo de Escabino de Olinda e de Escabino de Maurícia (Recife), 1641/1643. Casou-se, em 1643, com Maria César, filha de Francisco Bereguer de Andrada e de Joana de Albuquerque. Passou a ter o apoio da comunidade luso-brasileira e a confiança do governo holandês (colaborador e conselheiro). Era um dos maiores devedores da Companhia das Índias Ocidentais, com uma dívida, em 1642, estimada em 219.854 florins. Quando a insatisfação dos senhores de engenho de Pernambuco se intensificou, após a partida do Conde Maurício de Nassau, em 1644, Vieira percebendo as vantagens a serem alcançadas com a expulsão dos holandeses, se afastou dos flamengos. Participou da Batalha das Tabocas/Vitória de Santo Antão, em 03/08/1645 e da  Batalha de Casa Forte, no dia 17/08, do mesmo ano. Após a tomada do engenho Casa Forte, Vieira voltou com seus homens ao seu engenho São João/Várzea, e de lá iniciou um sistema de estâncias militares, fortificações onde pudessem estar seguros e guardar pólvora e munições de guerra. Participou das duas Batalhas dos Guararapes, sob o comando do general Barreto de Meneses, nos dias 19/04/1648 e 19/02/1649. Como recompensa pelos serviços prestados na guerra foi nomeado Governador da Paraíba (1655-1657) e lhe concedido o posto de Capitão General do Reino de Angola (1658-1661). Exerceu também o cargo de Superintendente das Fortificações do Nordeste do Brasil, 1661/1681. Vieira encomendou a frei Rafael de Jesus um livro para contar sua vida, exaltando seus feitos. Proprietário de muitos escravos e de engenhos na Paraíba: Ilhetas; Cumaúpam Inhobim ou dos Santos Cosme e Damião, Inhaman; e em Pernambuco: Tibiri de Cima e de Baixo/Rio Formoso; Santos Cosme e Damião, Santo  Antônio da Várzea, depois Eenkalchoven ou Várzea do Capibaribe, Santa Madalena, Meio, Ambrósio Machado, depois Cordeiro/Recife; São João, Molinote/Cabo de Santo Agostinho; Jaguaribe/Abreu e Lima; São Gabriel/Barreiros; Santo  André, Santana/Jaboatão dos Guararapes; São Francisco/Água Preta, Paulista, Paratibe de Baixo, Maranguape, Paratibe de Cima ou  Riba (depois engenho Paulista)/Igarassu; Abreu/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sotero de Castro – Comprou todas as terras do engenho aos três herdeiros de João Cordeiro de Mendanha, no final do século XVIII, onde reergueu outra engenhoca que deu o nome de Cordeiro, como já era conhecida popularmente a localidade - em homenagem ao antigo lavrador João Cordeiro de Mendanha. O engenho Cordeiro teve uma curta existência. Dele, apenas resta a casa de vivenda, mas com um aspecto bem diferente. Em 1900, lá é construída uma capelinha dedicada a São Sebastião. Proprietário dos engenhos: Ambrósio Machado, depois Cordeiro/Recife.

29.     Engenho Amparo/Itamaracá - Situado a 1.500 m a leste do Canal de Santa Cruz, na parte sudoeste da Ilha. Hoje, o engenho do século XVII, conserva a capela, a senzala e a moita. A casa grande foi demolida ou reformada. A capela, do século XVIII, tem características dos engenhos litorâneos do Nordeste, conservando-se íntegra: a galeria, coro e torre sineira. A moita é o elemento de maior significação em todo o conjunto, por ser exemplar de bangüê de 1747 e se encontrar em seu estado primitivo. A alameda formada por espécies vegetais da Mata Atlântica faz parte da Reserva Ecológica. O Engenho foi tombado através do Decreto 11.239, Governo de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Henry Koster - Filho do inglês de Liverpool, John Theodore Koster. Nasceu em 1784/Lisboa/PT e faleceu em 1819/Recife, sendo enterrado no Cemitério dos Ingleses. Chegou em 1809 a Recife, com 25 anos de idade para se curar de uma tuberculose. Considerado um dos mais importantes cronistas sobre o Nordeste brasileiro. Falava o português com fluência, fazendo com que algumas pessoas duvidassem da sua nacionalidade, tratando-o brasileiramente por Henrique da Costa. Em 1810, sentindo-se bem melhor da doença, resolveu viajar a cavalo para a Paraíba e Fortaleza/Ceará. Voltou ao Recife no início de fevereiro de 1811 e já no final do mês viajou para o Maranhão, de onde foi para a Inglaterra. Em 27/12, do mesmo ano, voltou ao Recife e fez uma viagem ao sertão de Pernambuco. Quando retornou, arrendou o Engenho Amparo e o Jaguaribe/Itamaracá. Retornando à Inglaterra, em 1815, resolveu escrever um livro sobre o Brasil. Publicou-o em Londres, sob o título Travels in Brazil, em 1816. Koster não pretendia voltar ao Brasil, mas ao concluir o livro a tuberculose voltou a aparecer,  o que fez que retorna-se a Pernambuco, em 1817. Transferiu-se depois para a Goiana/PE, à procura de um clima melhor para sua saúde. Rendeiro do Engenho Jaguaribe e Amparo/Itamaracá. Curiosidade: Segundo Andrade (2007, p. 15). Henry Koster escreveu que no engenho Amparo, e por toda uma Vila de Nossa Senhora da Conceição de Itamaracá, encontrou ambientes finos e agradáveis.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Xavier de Moraes - Desde 1933, o engenho pertence aos Xavier de Moraes, tendo o primeiro deles, Joaquim Xavier de Moraes, modernizando o engenho que passou a funcionar a vapor, com esteira.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jorge Xavier de Morais Filho

30.     Engenho Amparo/Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisca Maria da Purificação
Ocupado pelos sem terras em 2003, ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadido por cem famílias

31.     Engenho Animoso/Amaraji - A casa grande do engenho de encontra na lista de bens naturais e culturais da mata sul de Pernambuco. O município de Amaraji é repleto de atrações aquáticas naturais, um autêntico manancial de olhos d’água, onde emanam filetes e afluentes que resultam na criação de pequenas praias fluviais e cachoeiras como a do engenho Animoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco da Rocha Pontual - Capitão. Nascido em 1791/PT e falecido em 1872/Recife. Filho de João Manuel Alves Pontual e de Teresa da Silva Vieira Rocha, nascida em 1811/Pernambuco e falecida em 1886, filha de Manuel Gonçalves Pereira de Lima e de Anna Joaquina da Silva. Irmão de Antonio dos Santos Pontual - Barão de Flecheiras e de Bernardino de Senna Pontual - Barão de Petrolina. Casado com Anna Gonçalves Pereira de Lima, filha de Manuel Gonçalves Pereira de Lima e Anna Joaquina da Silva; 08 filhos. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR: 3799; 4275; 3800; 4277; 4278; e 4276. (Francisca da Rocha Pontual). Proprietário dos engenhos: Mundo Novo/Rio Formoso; Animoso, Guloso e Teimoso/Amaraji; rendeiro dos Engenhos: Coelhas e Palma/Serinhaem. Curiosidade: A oligarquia açucareira era formada por "um grupo de oito famílias inter-relacionadas": Lins possuíam 40 engenhos, só em Escada; Pontual 17 engenhos e um sítio; Santos 16 engenhos; Velloso 09 engenhos; Dias 09 engenhos; Barros e Silva 09 engenhos; Alves da Silva 05 engenhos; Siqueira Cavalcante 05 engenhos e Araújo, proprietária de "11 plantações".

32.     Engenho Anjo/Serinhaem
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia Agrícola e Mercantil de Pernambuco - Proprietária dos engenhos: Anjo; Cachoeira Nova,  Burarema, Sibiró do Cavalcanti/Serinhaem; Dois Rios, Jaciru/Goiana; Assunção; Cachoeira; Canadá, Castor, Ganganelli, Pinto/Gameleira; Lobo/Serinhaem; Ribeirão/ Escada; Dois Rios/Goiana; Jacaré, Jacé, Novo/Goiana; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Trapiche – Nota: A Gerência Regional do Patrimônio da União em Pernambuco notificou oficialmente a Usina Trapiche S/A que foi negado pedido de revigoração de aforamento. O aforamento anteriormente concedido permitia à usina a utilização exclusiva das terras aforadas. Com a negativa do pedido de revigoração de aforamento a União retomará uma área de aproximadamente 1500 Há, compreendendo terras dos Engenhos Anjo, Sibiró, Trapiche, Fluminense, Alegrete e 17 ilhas que compões o estuário do Rio Sirinhaém. A retomada das terras pela União tem por base requerimento do IBAMA, para a criação de uma Unidade de Conservação da categoria Reserva Extrativista de Desenvolvimento Sustentável na área.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Mendes, Lima & Cia - Antonio Fernandes Ribeiro foi o fundador da firma "Barros, Mendes & Cia", em sociedade com os portugueses: João José Rodrigues Mendes e Gonçalo Alfredo Alves Pereira, sucedida por "Mendes, Lima & Cia, ao brasileiro José Adolpho de Oliveira Lima. A firma iniciou suas atividades comerciais com a compra de bacalhau, e depois como importadora do mesmo produto. Anos depois interessou-se pela atividade açucareira como comissária e exportadora de açúcar, que adquiria por financiamento antecipado a Engenhos e Usinas. Desse modo conseguiu acumular considerável patrimônio, por compra, ou em ressarcimento daquelas unidades incapazes de saldarem seus compromissos, conforme observa-se pelo levantamento do ativo da empresa por ocasião do inventário procedido com o falecimento do sócio Joaquim Lima d'Amorim que ingressara na firma em 1900, e cujos bens estavam assim arrolados as Usinas: Perseverança; Trapiche; Ubaquinha. engenhos:  Camaragibe, Jaciru, Cachoeira Nova, Cachoeira Velha , Anjo, Palma, Ubaca, Ubaquinha, Xanguá, Sapucaia, Sibiró do Cavalcanti, Porto Alegre, Gindaí ou Gindahi/Serinhaem; Jardim/Catende; Jacaré/Goiana; Laje Nova/Palmares; Santana, Mangueira/Água Preta; Serinhaem depois Todos os Santos, São Bras Coimbero/Cabo de Santo Agostinho; São Domingos/Barreiros; Fluminense; Rosário; Canto Escuro; Trapiche; e Machado.

33.     Engenho Antas /Glória de Goitá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Vicente de CarvalhoCuriosidades: Foi um dos colaboradores para a construção da Paróquia de N. S. do Rosário/Chã de Alegria, em 1937, desmembrada da Paróquia N. S. da Glória/Glória do Goitá, de Santo Antão da Vitória e de N. S. da Luz e do Divino Espírito Santo/Paudalho.

34.     Engenho Antas/Rio Formoso - Casa grande do engenho faz parte da lista de bens culturais e naturais, tangíveis da mata sul. A casa grande e a capela do engenho, pertencem à usina Cucau, foram tombados pelo Patrimônio Histórico.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Moura – Morava em Portugal ou nas Índias, quando Pernambuco foi invadido pelos holandeses Fundou o engenho, antes da invasão holandesa.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Carvalho Soares Brandão - Bacharel. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-2472.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Gonçalves Guerra - Filho de Manuel Cavalcanti de Albuquerque Wanderley. Casado com Ana (Santa) Pessoa Guerra, filha de João Antônio Pessoa Guerra e Joaquina Gaião Pessoa Guerra. Proprietário dos engenhos: Limeira Grande/Carpina; Tabajara/Goiana e Antas/Rio Formoso.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel de Araújo Lima - Capitão e Comandante de Serinhaem. Nasceu em 1751/Serinhaem e faleceu em 1780. Filho de Antônio Casado de Lima e de Margarida Bezerra Cavalcanti. Casado com Anna Teixeira Cavalcanti – 1763/1780. Pais de Pedro de Araújo Lima, Marquês de Olinda, nascido em 1793/engenho Antas/Serinhaem
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Cucau – Foi edificada, em 1895, pela Companhia de Melhoramentos em Pernambuco. Entre os acionistas e diretores da Companhia, estão: Manuel  Borba e José Rufino Bezerra Cavalcanti, governadores de Pernambuco, Arthur de Siqueira Cavalcanti Filho, Barão de Águas Claras, Oscar Bernardo Carneiro da Cunha, coronel Júlio de Araújo, João Cardoso Ayres. Atualmente a usina pertence ao Grupo Armando de Queiroz Monteiro e integra, junto com a usina Laranjeiras, a Companhia Geral de Melhoramentos em Pernambuco. Proprietária dos engenhos: Antas, Cocaupe, Lobo, Nova Aurora/Serinhaem; Araquara ou Vicente Campelo/Escada; Brejo/Ribeirão; Cocula/Gameleira; Limão Doce/Rio Formoso; e Amaraji/Gameleira.
Ocupado pelos sem terras em 2000, ligados a FETAPE

35.     Engenho Antonio Machado/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Machado – Durante a invasão holandesa seu engenho foi confiscado pelos holandeses vendido ao flamengo Willen Schot por 20.000 florins
Proprietário/Morador/Rendeiro:Willen Schot – Em 1637 comprou o engenho que foi confiscado de Antonio Machado por 20.000 florins

36.     Engenho Apipucos (São Pantaleão do Monteiro) / Recife - Fundado por Leonardo Pereira, em 1577, originário do desdobramento das terras do engenho de São Pantaleão do Monteiro. Ficava situado na margem esquerda do Rio Capibaribe. Pela origem do nome é possível que existisse um povoado indígena, antes da chegada dos portugueses. Pertenceu depois a Jerônima de Almeida Lins e posteriormente a Gaspar de Mendonça, em 1630, época da ocupação holandesa. Em 1645, os holandeses saquearam a capela do Engenho, destruíram as imagens, as alfaias, os paramentos e os móveis. O gado e as mercadorias foram levados para o engenho Casa Forte, pertencentes a Ana Paes. O Engenho, foi palco de batalhas durante a Revolução Praieira. No século XIX, começaram a surgir em suas terras: chácaras, o hotel Apipucos que pertencia a Delmiro Gouveia, e outras povoações; o que deu início ao bairro de Apipucos/Recife. No século XX, foi mais intensamente povoado e urbanizado, surgindo em suas terras a Fábrica da Macaxeira, Cotonifício Othon Lynch Bezerra de Mello. As terras ao redor da fábrica depois foram desmembradas do bairro, e criado o bairro da Macaxeira. Na Praça de Apipucos, encontramos um dos mais conservados conjuntos arquitetônicos que, com sua igreja e o açude, retratando a paisagem característica das povoações localizadas na zona rural do Recife do século XIX. Curiosidades: Frans Post pintou o engenho Apipucos – século XVII. Coleção National Gallery, Dublin. Fonte: Arquivo Público Estadual, Recife, PE.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leonardo Pereira – Fundou o engenho em 1577.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jerônima de Almeida - Adquiriu o engenho a Leonardo Pereira e o vendeu a Gaspar de Mendonça.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gaspar de Mendonça - Casado com Maria de Lira, filha de Gonçalo Novo de Lira. Participou da Restauração Pernambucana; devedor da WIC; judeu (sobrinho de Duarte Saraiva). Proprietário do engenho Apipucos, em 1630, época da ocupação holandesa. Curiosidade: O Padre Manuel, Luiz Braz, Manuel Fernandes de Sá, Gaspar de Mendonça Furtado e Jerônimo de Rocha, todos portugueses e habitantes do Brasil Holandês, deram entrada a uma petição em que, alegando haver terminado o prazo de seis dias estipulados na última Proclamação para que as mulheres e filhos dos portugueses revoltados deixassem o País, solicitavam ao Conselho Holandês lhes fosse permitido ficar em suas casas pelo menos até que melhorassem um pouco os caminhos, tornados intransitáveis pelo transbordamento dos rios. Todavia, considerando que os rebeldes portugueses forçaram o povo, por meio de ameaças e de outras maneiras violentas, a tomar armas contra o Governo, a petição foi indeferida.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio e Thomaz Lins Caldas - Antônio e Thomaz Lins Caldas - Antonio (Toné). Tenente-Coronel Casado com Manuela Luiza de Mello.  Pernambucano da cidade do Cabo. Reformou-se como Tenente-Coronel do Exército. Tomou parte em várias revoltas políticas entre 1817 e 1831. Thomáz (Coló) – Amasiado com a escrava Balbina (Babá), nascida fôrra (1805) e falecida em 1845, com quem tem um filho: Francisco Lins Caldas (1825-1907), criando um ramo dos Lins Caldas que não teve direito as terras, aos escravos; formado pela Faculdade de Direito do Recife. Thomás casou depois com sua tia Ana Joaquina Paes Barreto. Participou de todas as revoltas entre os anos de 1817 e 1831. Vereador no Recife; Cavaleiro da Ordem de Cristo (1825); participou da Revolução de 1817, onde foi aprisionado e posto a ferro num navio negreiro e enviado preso para a Bahia (3 anos) sob o jugo do Conde dos Arcos. Em 1821 foi anistiado e com a independência do Brasil, 1822, mereceu graças do Imperador e a nomeação para o posto na Alfândega do Recife. Os irmãos Toné e Coló fundaram no princípio do século XIX, em terras do antigo engenho Apipucos, o engenho de açúcar “Dois Irmãos”, que deu nome à localidade. As terras que pertenciam ao engenho foram doadas e hoje está funcionando o Zoológico “Dois Irmãos” no Recife.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Domingos Bezerra Felpa de Barbuda - Fidalgo, fixou-se em Pernambuco em 1550, falecendo em 1608, na batalha com os holandeses na campina do Boqueirão. Residia em Beberibe, ganhando a vida como lavrador. Sua ascensão se deu com seu casamento, aos 50 anos, com Brásia Monteiro, filha de Pantaleão Monteiro, engenho de São Pantaleão/Várzea/Recife. Herdeiro: seu filho Francisco Bezerra Monteiro. Proprietário dos engenhos: Apipucos (São Pantaleão do Monteiro)/Recife; Jacutinga ou d’Água, São João Baptista/Igarassu.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Monteiro Bezerra -. Capitão na guerra contra os holandeses, aprisionado e deportado para a Holanda, onde faleceu. Casado com Maria Pessoa, falecida em 1670.

37.     Engenho Apoá ou Apuá/Paudalho - A capela do engenho sob a proteção de Nossa Senhora de Todo Bem.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcante de Albuquerque - Capitão. Casado com Luisa Cavalcanti de Souza Leão. Em 1710, foi nomeado Capitão Mor da freguesia de Santo Antonio de Tracunhaém, onde se estabeleceu com a família. Durante a Guerra dos Mascates, marchou para o Recife e fez cerco aos fortes do Brum e das Cinco Pontas, em defesa do governador. Em 1812, o neto do Capitão Mor João Cavalcanti, Capitão Francisco Cavalcanti de Albuquerque, foi contemplado com uma sesmaria na Ribeira de Paudalho, onde já estavam inseridos os engenhos Apuá, Eixo, Petribú e Novo. Proprietário dos engenhos: Goitá/Glória de Goitá, Mocotó/Vitória de Santo Antão; Paraná/Escada, Petribu/Goiana, Terra Vermelha/Lagoa do Carro, Novo. Apoá ou Apuá/Paudalho; Pauparaná, Uruguaiana/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Christóvão de Holanda Cavalcanti de Albuquerque - Capitão Mor. Nasceu em Serinhaem. Filho de João Cavalcanti de Albuquerque. Ficou com 50% do Engenho e seu irmão João com a outra metade. Tenente Coronel do 16º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional de Paudalho. Casou com Paula Cavalcanti d'Albuquerque, sua parenta, filha do Coronel Paulo Cavalcanti de Albuquerque e de sua mulher Ângela Cavalcanti de Albuquerque. Morador do engenho Bom Jesus, do século XIX, arrendando a parte de seu irmão, que optou pela vida na capital. Cristóvão foi quem prendeu o célebre cangaceiro Cabeleira e seu companheiro Theodósio, que aterrorizavam a região. Proprietário dos engenhos: Eixo, Cipó Novo, Terra Vermelha, Apoá ou Apuá, Volta do Cipó/Paudalho; Goitá/Glória; Petribu/Goiana; Bom Jesus/Glória de Goitá.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Holanda Cavalcanti de Albuquerque – Filho de João Cavalcanti de Albuquerque. Ficou com 50% do engenho e seu irmão Cristóvão com a outra metade.  Arrendou seus 50% do engenho e depois os vendeu ao seu irmão Christóvão, pois queria morar no Recife.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Casado Lima Nascimento - Nascido em Serinhaem.  Sargento-mor do Fortim da Coroa Grande/Serinhaem. Neto do Capitão Mor João Cavalcanti. Em 1812, foi contemplado com uma sesmaria na Ribeira de Paudalho, onde já estavam inseridos os engenhos Apuá, Eixo, Petribú e Novo. 1867 – Seu filho, o Coronel Lourenço Cavalcanti de Albuquerque, promoveu a restauração do engenho Petribú, onde passou a residir até o seu falecimento, em 1867. Dono e fundador do Engenho Novo Cucaú/Serinhaem e de uma sesmaria na Freguesia de São José de Bezerros. Proprietário dos engenhos: Apuá, Eixo, Petribú e Novo/ Paudalho; Cocaupe depois Cucau ou Cucahú/Serinhaem.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Cavalcante de Albuquerque - Capitão-mor e Tenente Coronel. Filho do Cap. Leandro Bezerra Cavalcante e de Joanna de Sá. Casado com sua prima Ignez Lins de Albuquerque. Em 1801, foi um dos que participaram da conspiração chamada de Suassuna (em referência ao seu engenho) visando conseguir proteção de Napoleão Bonaparte, para a formação de uma república no Brasil, princípios da Revolução de 1817. Foi acusado, juntamente com seus irmãos Luís e José Francisco de Paula e presos até 1821; mas inocentados por falta de provas. Mas o fracasso da conspiração trouxe conseqüências imediatas, como o fechamento do Areópago de Itambé, 1802, que, no entanto, ressurgiu em seguida com o nome de Academia dos Suassuna, cuja sede era o próprio engenho. Apesar das repressões, o espírito de contestação difundido pelas sociedades secretas e pelo Seminário de Olinda não se desfez, ao contrário, ganhou novos adeptos. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3143. Proprietário dos engenhos: Coqueiro/Rio Formoso, Novo, Apuá e Terra Vermelha/ Paudalho; Petribú/Goiana, Suassuna/ Jaboatão dos Guararapes.

38.     Engenho Aracajú/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Pereira Brandão – Casado com Francisca das Neves. Proprietário dos engenhos: N. S. da Conceição/Jaboatão dos Guararapes, Aracajú, Camarão e Volta do Una /Água Preta

39.     Engenho Aracati/Quipapa
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Água Branca
Ocupado pelos sem terras em 1997. DEC-000000 de 01/10/1997. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural denominado "Engenho Pereirinha", situado no município de Gameleira, estado de Pernambuco, e da outras providencias.

40.     Engenho Araguara/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Secundino de Barros e Silva - Proprietário dos engenhos: Araguara e Campanha/Gameleira.

41.     Engenho Araguari/Barreiros
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jacinto Paes de Mendonça - Dr. Nasceu em 1823/Porto Calvo/Alagoas e faleceu em 1900/ Rio de Janeiro. Filho do Tenente-Coronel Bernardo Antônio Ayala de Mendonça, engenho Uruaé, e de Ana Barbara de Mendonça Castelo Branco. Casado com Francisca de Barros Wanderley, nascida em 1838/Pernambuco, filha de Francisco do Rego Barros e de Rita Francisca de Barros Wanderley. Bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas, em 1843, pela Universidade de Direito de Olinda; Deputado à Assembléia Geral Legislativa; Senador por Alagoas, em 1871, perdeu o lugar, segundo o novo regime republicano, em 15/11/1889; Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial por Carta de Brasão de Armas, datada de 13/09/1861. Proprietário dos engenhos: Novo e Escoriai/Porto Calvo; Araguari e Duas Barras/Barreiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Oliveira Bello – Nasceu em 1930/Recife, passando a morar em São José da Coroa Grande, com 01 mês de vida. Filho de Antônio Valdemar de Aciolly Bello. Casado com Marta Maria de Barros Bello; 05 filhos. Trabalhou desde os 12 anos em loja de tecidos do pai, depois no Instituto de Fermantação e na Defesa Sanitária Animal. Foi Diretor do Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado de Pernambuco, por 03 mandatos consecutivos. Proprietário dos engenhos: Queimadas, 1960/1972, e depois no Araguari/Barreiros.
Ocupado pelos sem terras em1998. Decreto de 16 de setembro de 2004. Decreto de 16 de setembro de 2004. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências. “Engenho Araguari", com área de 618 ha, situado nos Municípios de Barreiros,... objeto da Matrícula no 107, fls. 53, Livro 2-A, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Barreiros, Estado de Pernambuco.

42.     Engenho Arandú de Baixo/Cabo Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Alfredo Machado da Cunha Cavalcanti – Nascido em 1867/Pernambuco. Filho de Ambrosio Machado da Cunha Cavalcanti e de Antônia da Silveira Lins. Casado com Anna Dias de Arruda Falcão. Com fotografias: Coleção Francisco Rodrigues; FR-06446. Proprietário dos engenhos: Arandú de Baixo/Vitória Santo Antão, Noruega/Escada e da Usina Mussú/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ambrósio Fernandes Brandão – Cristão novo. Nascido em Portugal. De 1583 a 1618 morava em Pernambuco, sendo responsável pelo recebimento dos dízimos do açúcar da Capitania. Governador do Rio Grande de 1616 a 1619; Capitão-mor - participou da Restauração Pernambucana. Conhecedor do litoral brasileiro, principalmente das capitanias do RN, PB e PE; o que contribuiu para a elaboração dos Diálogos das Grandezas do Brasil. Estabeleceu-se na Paraíba em 1613. Quando faleceu, seus herdeiros voltaram a Portugal e os engenhos foram confiscados pela Companhia das Índias Ocidentais e vendidos ao holandês Isac de Rosière. Depois da restauração contra os holandeses, passaram a pertencer a João Fernandes Vieira. Herdeiros de Ambrósio Fernandes Brandão – Jorge L. Brandão – Após a morte de Ambrósio Fernandes Brandão seus herdeiros foram morar de Portugal e os engenhos foram confiscados pela Companhia das Índias Ocidentais e vendidos ao holandês Isac de Rosière. Proprietários de engenhos na Paraíba: Santo s Cosme e Damião, do Meio ou São Gabriel, Ibobi, Gurjaú; e em Pernambuco: Nossa Senhora do Rosário/Recife; Arandú de Baixo/Cabo de Santo Agostinho e Abreu/Tracunhaem.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ambrósio Machado da Cunha Cavalcanti – Em 1890 assumiu o governo de Pernambuco, mas deixou o cargo antes de terminar o mandato. Sua segunda passagem pelo governo foi como Vice-presidente, 1892/1896. Casado com Maria da Glória Pimentel (?). Com fotografias: Coleção Francisco Rodrigues; FR-06443. Proprietário dos engenhos: Arandú de Baixo / Cabo Santo Agostinho e Gaipio/Ipojuca.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Luiz Gonçalves Ferreira - Barão de Arariba – agraciado com o título (Dec. 05.05.1883). Filho do português Antonio Luiz Gonçalves Ferreira e Ana Joaquina Gonçalves Ferreira, recifense. Coronel-Comandante Superior da Guarda Nacional, no Cabo Santo Agostinho. Faleceu solteiro em 1914/Engenho Arariba de Baixo/Cabo Santo Agostinho, tendo legitimado, com Maria dos Prazeres: Luiz Gonçalves Ferreira e Josefina Ferreira Alves da Silva. Testara a 22/06/1908, aos 69 anos. Proprietário dos engenhos: Ubatuba/Água Preta e Boto, Arariba de Baixo/Cabo Santo Agostinho; Bom Tom/Cabo Santo Agostinho.

43.     Engenho Arantangi/Cabo de Santo Agostinho – Fundado em terras conquistadas dos índios. No período holandês seu proprietário fugiu para a Bahia.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre proprietários e/ou moradores

44.     Engenho Araquara ou Vicente Campelo/Escada - Segundo documentação holandesa o engenho foi encontrado completamente arruinado e de fogo morto. Fundado por Vicente Campello, era um meio aparelho que safrejou, primeira vez uma com produção de 15.348 t de açúcar. Curiosidades: O neto de Manuel Gonçalves Pereira, Artur, descreve o engenho, de sua meninice: “o jardim ao lado da casa grande tinha um relógio de pedra portuguesa, o banheiro de água corrente que enchia uma espécie de piscina; a enorme sala de jantar com mobília de jacarandá; na sala de visita os retratos do meu avô e de minha avó, um retrato do Marques de Olinda, e um chapéu de dois bicos; o grande açude que servia para movimentar a roda d’água do antigo engenho, que naquela época da minha infância já se encontrava de fogo morto; a antiga senzala ao lado da casa grande, como se fosse a continuação do terraço”. Com a libertação dos escravos e a crise açucareira, em 1888, o engenho foi vendido a José Ernesto Pereira de Lima.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Vicente Campello – Casado com Catarina Campello. Durante a invasão holandesa foi preso e mandado para a Holanda, passando sua esposa a administrar o engenho. Curiosidades: “Em Serinhaem está vago o engenho de... [não indica] que pertenceu à viúva de Jerônimo de Ataíde, que se retirou; ali ainda está vago o Engenho Araquara, do qual era proprietário Vicente Campelo, que se retirou. Deste e do outro, deve-se dispor oportunamente para venda”. (MELLO, José Antônio Gonçalves de, Administração da Conquista, II, 2ª Edição, Governo de Pernambuco, CEPE, Recife, 2004, pg.)  Curiosidades: “Todos partiram de Lisboa no mês de agosto de 1621, e chegando à altura de Pernambuco, aonde os navios, que para lá vinham se apartaram dos da Bahia, mandou o governador a eles um criado chamado Gregório da Silva provido na capitania do Recife, que estava vaga pela ausência de Vicente Campello, posto que Mathias de Albuquerque o admitisse só na capitania da fortaleza de El-rei, separando-lhe a do lugar ou povoação, que ali está, e dando-a a um seu criado, e assim andam já separadas.” (História do Brasil, por Frei Vicente do Salvador. Livro primeiro, em que se trata do descobrimento do Brasil, costumes dos naturais, aves, peixes, animais e do mesmo Brasil. Escrita na Bahia em 20/12/1627).
Proprietário/Morador/Rendeiro: Catharina Camêlla – Casada com Jerônimo Atayde (A. J. V. Borges da Fonseca, Nobiliarquia Pernambucana cit. I p.32 e II p. 422), falecido em 1635. Catharina depois de viúva ficou administrando os seus engenhos. Durante a invasão holandesa fugiu e suas propriedades foram confiscadas. Proprietária dos engenhos: Jaguaré (confiscado); Jaserú, Araquara, Nossa Senhora da Palma/Serinhaem e Camela, antes São Jerônimo/Camela.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Arruda Falcão - Dr. Casado com Bela Pessoa Siqueira Cavalcanti. Proprietário dos engenhos: Araquara ou Vicente Campelo/Escada; Riachuelo/Palmares e União/Aliança.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Gonçalves Pereira Lima – Nascido em 1809 e falecido em 1876/Engenho Vicente Campelo/Escada. Filho de José Gonçalves Pereira e de Rita Florência de Lima. Casamento 1º com Anna Joaquina da Silva, nascida em 1811/Recife e falecida em 1841, filha de Agostinho da Silva Neves e de Maria Francisca do Nascimento. Casamento 2º, em 1848, com Euthália Ismênia de Moura Matos, nascida em 1829 e falecida em 1914; filha de Francisco Sérgio de Mattos e Maria Salomé de Moura.. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-2811; 2812; e 06138. (Maria Izabel Pereira Lima; José Ernesto Pereira Lima e esposa Izabel Maria Pereira Lima). Proprietária dos engenhos: Cumbe/Água Preta; Dromedário, Araquara ou Vicente Campelo/Escada e Jerusalém/Serinhaem.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Ernesto Pereira de Lima - Nasceu em 1931/Recife e faleceu em 2001/Recife. Casado com Terezinha de Jesus Carneiro Leão, nascida em 1936 e falecida em 2010, filha de José Melício Carneiro Leão e Maria Celecina Melo Souza Leão. Comprou o engenho Araquara ou Vicente Campelo, Jerusalém e Dromedário a Euthália Ismênia de Moura Matos. José Ernesto era dono de muitas terras, resolveu instalar, no Engenho Vicente Campelo, uma pequena usina chamada Cucau ou meio aparelho, desprovida de estrada de ferro particular, toda a cana era transportada com animais. Com o seu falecimento, a usina Cucau a Companhia Geral de Melhoramento de Pernambuco. Proprietário dos engenhos: Pereira Grande/Água Preta; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho; Brejo, São Pedro/Ribeirão; Dromedário/Escada; Jerusalém/Serinhaem; Rico/Jaboatão dos Guararapes; Cocula/Gameleira; Desespero/Vitória de Santo Antão e Araquara ou Vicente Campelo/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Cruangi - Teve sua origem, em 1918, no Engenho Jenipapo, em Timbauba, onde Manuel Caetano Pereira de Queiroz fundou a usina, denominada também de Jenipapo. Casou com uma brasileira, deixou 15 filhos. Como a maquinaria era ruim e dava muito prejuízo, foi feita uma sociedade com Jáder de Andrade e passou a se denominar Andrade, Queiroz & Cia. Criando a Usina Cruangi em substituição ao nome Jenipapo.

45.     Engenho Arara/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Severino Montenegro – Doutor. 4ª Legislatura da Câmara, 1901/1903. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-3141; e 3142. Curiosidades: Segundo Pereira da Costa, em seu livro Perfil Parlamentar Século XX – Num ranking que se faz do comparecimento às sessões da Câmara, está em terceiro lugar, com 54 comparecimentos. Arthur Muniz, com 57 e Sérgio de Magalhães com 60, foram os únicos a comparecerem mais vezes do que ele. Além de considerar a renúncia de Antonio Severino Montenegro, deve-se considerar que deixaram totalmente de comparecer os ‘rosistas’: Casado Lima, João Peretti, Julio Bello, Lisboa Coutinho, Rosa e Silva Júnior e Estácio Coimbra.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Vidal Aranha Montenegro - Coronel. Participou da Guerra do Paraguai. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-3136. Proprietário dos engenhos: Aguiar, Arara, Desterro e Pindobinha/Paudalho.

46.     Engenho Araripe de Baixo (depois Paulista)/Igarassu - Segundo documentos holandeses o engenho estava sob a invocação de Nossa Senhora do Ó,  e de muitos anos de fogo morto.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Alves da Silva - Casado com Clara Augusta Alves da Silva. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-05191; 2677; e 05196. Proprietário dos engenhos: Dois Leões, Fernanda/Escada; Arariba de Baixo/Cabo. Curiosidades: Em 12/08/1801, Francisco Alves da Silva escreveu um ofício à Junta Governativa da Capitania de Pernambuco, dirigido ao Secretário de Estado da Fazenda e Presidente do Real Erário: Rodrigo de Sousa Coutinho, solicitando a patente de Capitão Comandante da fortaleza de Gaibu.
Proprietário/Morador/Rendeiro:  Epaminondas Vieira da Cunha - Barão de Itapissuma (Dec. de 8/03/1880). Nasceu em 1829 e faleceu em1910/engenho Araripe de Baixo. Filho de João e de Maria das Neves Vieira da Cunha. Casou-se com sua prima Teresa de Morais Vieira da Cunha, nascida em 1826 e falecida em 1910/engenho Araripe de Baixo. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-1561. Proprietário dos engenhos: Arariba de Baixo/Cabo de Santo Agostinho e Piedade/ Igarassu
Proprietário/Morador/Rendeiro:  Francisco Lopes de Orosco - Capitão. Casado com Maria Felícia da Conceição. Ficou do lado dos holandeses. Proprietário do engenho Araripe de Baixo/Itamaracá.
Proprietário/Morador/Rendeiro:  João Guedes Alcoforado – Capitão. Arrendatário do engenho Arariba de Baixo. Curiosidades: Em 27/03/1732, foi feita uma carta pelo Provedor da Fazenda Real da capitania de Itamaracá, José Lopes Vidal, ao rei D. João VI, sobre o arrendamento do engenho Araripe de Baixo a João Guedes Alcoforado para pagamento da dívida do Capitão-mor Jerônimo César de Melo, como fiador do sargento-mor Francisco Correia da Fonseca, ex-contratador dos dízimos reais e miúças.
Ocupado pelos sem terras em 1999. Engenho com 881 ha. Decreto nº 0-002, de 26 de dezembro de 1994. Decreto - Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural denominado 'engenho Arariba de Baixo', situado no município de Cabo, estado de Pernambuco, e da outras providencias.

47.     Engenho Araripe de Cima ou N. Senhora da Piedade de Araripe/Igarassu - Engenho sob a invocação do Espírito Santo. Relógio Solar - Situado no povoado de Araripe, à margem da PE-41, no largo da Cia. Agro-Industrial de Igarassu foi construído em meados do século XIX nas terras do então engenho Araripe de Cima, onde existe um dos poucos relógios solares existentes no Brasil.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Lopes de Orosco - Capitão. Ficou do lado dos holandeses. Proprietário dos engenhos: Araripe de Baixo e o de Cima/Itamaracá.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gonçalo Mendes Leitão - Português. Filho de Francisco Correia de Lira e de Maria Borges Pacheco. Recebeu o engenho como dote ao se casar com Antônia de Albuquerque, filha de Jerônimo de Albuquerque. Em 1555, inaugura o engenho Paratibe de Baixo (depois Paulista), e em 1559, com a benção do irmão D. Pedro Leitão (2º bispo do Brasil), inaugura também, uma igreja Santo Antônio, no Jardim Paulista, próxima ao Rio Paratibe. Antônia de Albuquerque, já viúva, vendeu algumas terras de Paratibe e assim sucessivamente veio a retalhar-se a propriedade e cair no domínio de vários possuidores. Proprietário dos engenhos: Espírito Santo,Paratibe de Cima e de Baixo (depois Paulista), Araripe de Cima ou N. Senhora da Piedade de Araripe/Igarassu e Santa Luzia/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gonçalo Novo de Lira - Natural da Ilha da Madeira, Chegou a Pernambuco com Duarte Coelho. Casado 1ª núpcias com Isabel Lira, portuguesa. Filhos: Gonçalo, Gaspar, João Dias e Maria; e (2º), em 1620, com Maria Tavares, filha de Francisco Tavares. Filhos: Gonçalo (o ruivo), Gaspar, João, Francisco e Maria Nova Lira. Fiscal do Santo Ofício, em 1600; Escabino por Igarassu, em 1640; Procurador do Povo - participou da guerra holandesa; devedor da WIC; ficou do lado dos holandeses. Proprietário dos engenhos: Espírito Santo, Araripe de Cima ou N. S. da Piedade de Araripe/Igarassu; e Santa Luzia/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Correia de Lira - Casado com Maria Borges Pacheco, paraibana, filha de João de Souto de Ana Rocha. Francisco Correia de Lira sucedeu seu pai Gonçalo Novo de Lira e sua mãe Isabel Lira; que levantou o engenho de N. S. da Piedade de Araripe, nas terras do partido do engenho do Espírito Santo e Santa Luzia que lhe coube em legítima. Herdeiro: seu filho Gonçalo Novo de Brito. Proprietário dos engenhos: Araripe de Cima, N. S. da Piedade de Araripe, Espírito Santo, Santa Luzia/Igarassu.

48.     Engenho Araripe do Meio/Igarassu - Capela do Engenho Araripe do Meio sob a invocação do Senhor Bom Jesus
Proprietário/Morador/Rendeiro:  João Carneiro da Cunha - Capitão. Nascido em 1688 e falecido em 1702. Juiz Ordinário e Vereador da câmara de Olinda; Provedor da Santa Casa. Casado com Ana Carneiro de Mesquita (prima). Com fotografia: Col. Francisco Rodrigues; FR-02500 (Amélia Vieira da Cunha). Proprietário dos engenhos: Itgabatinga, Araripe do Meio/Ipojuca e do Meio/ Recife.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Amaro Bernardo da Gama – Capitão. Casado com Francisca Maria da Conceição. Proprietário do engenho Araripe do Meio/Igarassu até 1812. Curiosidades: Em 21/08/1806, Amaro Bernardo da Gama fez um requerimento, por seu procurador José Fernandes Gama, ao príncipe regente D. João VI, pedindo certidão da provisão referente à sua súplica de isenção de direitos dos açúcares fabricados no seu Engenho denominado Araripe do Meio, anexados 04 documentos. Proprietário dos engenhos: Araripe do Meio/Igarassu; Boca da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Amaro Gomes da Costa Rabelo – Tenente Coronel de Milícias de Brancos da Capital; Cavalheiro da Ordem de Cristo. Fez parte das Academias do Cabo de Santo Agostinho e Paraíso. Foi o mais forte e abnegado apóstolo da República e mereceu por isso a consideração do alto cargo de General. Casado com Ignácia Xavier da Cunha Coutinho Carneiro de Albuquerque, filha de Ignácio Xavier Carneiro de Albuquerque e Joana Coutinho Carneiro de Albuquerque. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues: FJN Nº: 3832, 4376, 4377,  4378; 3833; e 4379. A tradição familiar indica que o velho Amaro Gomes teria passado tempo em Minas Gerais, junto a parentes seus, de onde voltara bastante rico. Proprietário dos engenhos: Araripe do Meio/Itamaracá, Tracunhaém, Jardim, Camorim, Sipoal, Morojó, Taquara, Tabajara, Tabira, Camorim, Merecê (depois Salvador) e Tabayê /Goiana e Bonito/Nazaré da Mata; Camila/Paudalho.  Curiosidades: Diário de Pernambuco na História. Há 150 anos. Sexta-feira, 15 de julho de 1859 - Guarda Nacional - Por decreto de 18, 28 de junho e 2 de julho do corrente foram nomeados: o Dr. José Inácio da Cunha Rabelo, tenente-coronel chefe do estado maior do comando superior da Guarda Nacional do município de Goiana, da província de Pernambuco. O capitão João Alves Ribeiro da Cunha, tenente coronel comandante do 5º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional da província de Mato Grosso.

49.     Engenho Araruna/Timbauba - Localizado no loteamento Araruna/Timbauba. Com acesso através do trevo de entrada da sede do município. Casa grande e moita do engenho na lista de bens culturais e naturais da mata norte de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Vasconcelos
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulo Fernando de Morais Cavalcanti. Proprietário em 1977. Proprietário dos engenhos: Araruna, Trás os Montes e Pindobinha.
Ocupado pelos sem terras em 2002, ligados ao MST.

50.     Engenho Arassú/Barreiros - O engenho, que tem a grafia com “ss”, em concordância com documentos da Freguesia de São Miguel de Barreiros; está localizado a cerca de 6 km da PE 060. Existem ainda no engenho as ruínas da capela de Nossa Senhora da Saúde e da casa de administrador.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Adolfo Lins Wanderley - Major - (Chico Cadete). Nasceu em 1876/engenho Jaguaré/Serinhaem. Filho de Francisco (I) Wanderley e de Maria Bernardina Lins. Casado com Margarida da Rocha Wanderley. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05500. Proprietário dos engenhos: Arassú/Barreiros e Thabor/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terras. Portaria INCRA-PE nº 04, de 25/02/2003 – Aprova proposta de destinação, para assentamento de agricultores, do imóvel rural denominado engenho Arassu. Em grande parte da região do engenho, 38 famílias cultivam a terra e criam gado e outros animais, ressaltando-se que somente em 1998 foi instalada a luz elétrica, sendo a água é oriunda de cacimba.

51.     Engenho Aratangil/Serinhaem - Segundo documento holandês: o engenho, sob invocação de N. S. da Escada, está situado a 01 milha ao sul do engenho Sibiró de Baixo, tem cerca de 1 milha de terra, de fogo vivo com água e pode anualmente produzir 4.000 a 5.000 arrobas de açúcar e paga de recognição 80 arrobas de açúcar branco encaixado. No engenho foram ainda encontradas pela Companhia da Índia: caixas que pertenciam aos habitantes que estão sob passaporte holandês, 5 caixas de açúcar, sendo 4 mascavado e 1 de branco, as quais foram mandadas para Serinhaem;
Proprietário/Morador/Rendeiro: Domingos Soajo Capa - Judeu. Casado com Maria Soago, em 1608.
Proprietário/Morador/Rendeiro:  Miguel Fernando de Sá - Ficou do lado dos holandeses e possuía passaporte.
Proprietário/Morador/Rendeiro:  Vicente Mendes Wanderley - Tenente-Coronel do 42º Batalhão de Infantaria da Vila de Serinhaem; Cavaleiro da Ordem Cristo, por decreto honorífico de 14/03/1860. Nasceu em 1833/ Pernambuco e faleceu em 1882. Filho de Manuel das Neves Gusmão e Maria Manuel a Wanderley Lins e neto materno de Francisco da Rocha Wanderley e Thereza Lins Wanderley. Casado com Joanna Augusta de Barros Wanderely. Residia no engenho Aratangil/Serinhaem/PE.

52.     Engenho Aratinga/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul – Construída pelo Coronel José Piauhylino Gomes de Melo Filho na metade do século XIX, entre os anos de 1896 e 1929, nas terras do engenho Camevou. A usina chegou a possuir 22 engenhos, onde plantava a cana de açúcar para sua produção: Camevou (a sede), Camevouzinho, Liberdade, Aratinga, Fertilidade, Floresta, Serra Azul (a antiga usina), Moscou, Aliança, Mágico, Verde, Mearim, Canário, União, Riachuelo, Penderaca, Vista Alegre, Tambor, Almirante, Rosa Murcha, Barra do Dia e Pará

53.     Engenho Arendepe/Ipojuca - Capela do engenho Arendepe ob invocação a Nossa Senhora da Guia
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Felippe de Sousa Leão - Curiosidades: No dia 06/12/1885 foi batizada Benardina, filha de Dionísio e de Felícia, sendo Dionísio de serviço de campo e Felícia de serviço doméstico, ambos os escravos de Manuel  Felippe de Sousa Leão, proprietário e morador do engenho Arendepe.
Ocupado pelos sem terras em 2001. Desapropriado

54.     Engenho Arimunã/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio de Novaes Mello Avelins - Casado com Maria Anna Carneiro Leão, herdeira de seus pais Manuel e Joanna Idelvita Mendes de Holanda Cavalcanti, com foto na Col. Francisco Rodrigues FR-06519. Nasceu em 1898/engenho Pimentel/Cabo de Santo Agostinho e faleceu em 1978/Recife; integrante do Partido Social Democrata (PSD) e do Partido Liberal (PL); prefeito do Recife, entre 1937/1945; Senador por dois mandatos (19/09/1946 a 31/011955 e 31/01/1955 a 31/01/1963); Ministro da Agricultura (1950/1951), durante o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra, e Constituinte em 1946. No Senado, foi membro das Comissões de Relações Exteriores, Agricultura, Finanças e Transportes. Herdeiros de Novaes Filho e Maria Anna: seus 08 filhos. Proprietário dos engenhos: Jiqui, Arimunã e Recreio/Escada; Santana, Suassuna Mirim e Guarani/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leocádio Alves Pontual - Faleceu em 1900/Porto-Portugal. Filho de João Manuel Alves Pontual e Teresa da Silva Vieira Rocha.  Casado em 1ª núpcias com Ana Joaquina dos Santos (sem descendentes) e em 2ª com Maria Amélia de Lima Mattos – Maroquinha de Aripibú, nascida em 1858 e falecida em 1935, filha de Sérgio Diniz de Moura Mattos e de Maria Florência da Silva Lima. Proprietário dos engenhos: Aripibu e Constituinte/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Carneiro Leão - Coronel – Casado com Joanna Idelvita Mendes de Holanda Cavalcante, com foto na Col. Francisco Rodrigues FR-06519. Herdeira: sua filha Maria Anna Carneiro de Novaes, casada com Antônio de Novaes Mello Avelins. Proprietário dos engenhos: Jiqui, Arimunã e Recreio/Escada; Santana, Suassuna Mirim, Sucupema e Guarani/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Samuel Carneiro Rodrigues Campelo - Nascido em 1889/engenho Arimunã/Escada e falecido em 1939/Recife. Autor, ator, animador cultural e historiador. Responsável pela fundação do Grupo Gente Nossa, precursor da modernidade teatral no Recife, e no Nordeste. Conclui bacharelado na Faculdade de Direito do Recife, em 1912. Entre 1912 e 1930 trabalha como promotor público na Comarca de Vitória de Santo Antão/Pernambuco, depois troca a magistratura pela advocacia e pelo jornalismo, radicando-se no Recife. Ocupa vários cargos na administração pública, especialmente o de diretor do Teatro de Santa Isabel, de 1930 a 1939. Participa do 1º Congresso Regionalista do Nordeste, organizado por Gilberto Freyre, em 1926, no Recife
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Massauassu - Rendeiro
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Estreliana - Rendeiro
Ocupado pelos sem terras. Desapropriado

55.     Engenho Arranca ou Arranco/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Baptista Santiago Ramos - Casado com Rita Feliciana Wanderley. Proprietário dos engenhos: :Arranca ou Arranco e Canoa Rachada/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Pumaty Proprietária dos engenhos: Alegrete, Cuiambuca, Parol, Santa Fé e Solidão/Água Preta; Colombo, Pumaty/Palmares; Cucaú ou Cucahú/Sirinhaém;

56.     Engenho Assunção/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia Agrícola e Mercantil de Pernambuco - Proprietária dos engenhos: Anjo; Cachoeira Nova,  Burarema, Sibiró do Cavalcanti/Sirinhaém; Dois Rios, Jaciru/Goiana; Assunção; Cachoeira; Canadá, Castor,  Ganganelli, Pinto/Gameleira; Lobo/Sirinhaém; Ribeirão/Escada; Dois Rios/Goiana; Jacaré, Jacé, Novo/Goiana; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho.

57.     Engenho Atalaia/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Indústria de Aguardente Engenho Castelo Ltda.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Francisco de Paula Mesquita - Casado com Albertina Cavalcante Mesquita. Com fotografia: Col. Francisco Rodrigues; FR-3402s; e 3902.
Ocupado pelos sem terras em 2004, ligados ao MST - O Promotor de Justiça Édson José Guerra, com atuação na defesa da função social da propriedade rural, entrou com um recurso, pedindo suspensão da liminar de reintegração de posse concedida em favor da proprietária do Engenho Atalaia/Ipojuca. Conforme consta no documento, o juiz do município, antes de conceder a liminar, não determinou a intimação do MPPE. Setenta e três famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) estão acampadas nas terras do engenho, há oito meses, onde nada é plantado há mais de cinco anos. "Isso significa que os proprietários não estão exercendo atividade laborativa no terreno e a terra também não está cumprindo sua função social", explicou o Promotor, durante uma visita ao acampamento no dia 18 de novembro. O engenho Atalaia é propriedade dos donos da Indústria de Aguardente Engenho Castelo Ltda. De acordo com o Promotor, com a diligência efetuada na localidade ficou evidente que a mesma indústria está inativa há mais de 15 anos

58.     Engenho Aurora/Amaraji - Curiosidades: Manuel Bandeira realizou entre 1960/1961 levantamento gráfico descritivo do engenho Aurora para o Museu do Açúcar. A idéia do arquiteto e professor da UFPE Geraldo Gomes – responsável pelo projeto de revitalização do Engenho Poço Comprido – é montar uma moenda na moita (ou fábrica). Para isso, serão usados os desenhos de Manuel Bandeira.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jerônimo Barreiros de Moraes Rangel - Casado com Enedina Pontual Rangel. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3901; 4409; e 4410.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina União e Indústria

59.     Engenho Aurora/Itambé - O engenho Aurora fica localizado na divisa de Pernambuco com a Paraíba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Gonçalves de Oliveira - Casado com Antônia Albina de Albuquerque. Pais de Vital Maria Gonçalves de Oliveira, bispo capuchinho brasileiro. Em 1871, D. Vital foi escolhido pelo Imperador D. Pedro II para ser o  bispo de Olinda, assumindo a Dioceso em 1872, com apenas 27 anos, tomando posse de seu cargo na Igreja do Espírito Santo; logo iniciou campanha contra a Maçonaria, o que originou a chamada Questão Religiosa.

60.     Engenho Aurora/Vicência
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

61.     Engenho Ayama de Baixo - engenho Ayama de Baixo sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário; engenho movido a água e de fogo vivo
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Jácome Bezerra - Filho de Antônio Jácome Bezerra. Ficou do lado dos holandeses.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pero da Rocha Leitão – Foi enforcado no Arraial, por ter ficado do lado dos holandeses.

ENGENHO COM A LETRA  B

1.        Engenho Babilônia/Nazaré da Mata - Na casa grande do engenho hospedaram-se Joaquim Nabuco e José Mariano, em suas campanhas políticas
Proprietário/Morador/Rendeiro: Arquimedes BandeiraCuriosidades: Há 50 anos. Diário de Pernambuco. Quinta-feira, 23 de junho de 1960; Mauro Mota em Nazaré - Mauro Mota foi, anteontem, a Nazaré da Mata, sua terra Natal, atendendo a convite da Legião dos Amigos da Cidade, para fazer o lançamento do seu último livro de crônicas, intitulado "Capitão de Fandango". Os nazarenos organizaram uma festa bonita para homenagear seu conterrâneo ilustre. Logo à entrada da cidade, o homenageado foi recebido por uma comissão da Legião dos Amigos de Nazaré, á frente da qual se encontravam os Srs. Aluísio Pereira e Aristides de Paula. Às 20 horas, no engenho Babilônia, o casal Bandeira lhe ofereceu uma ceia regional, provando, na ocasião, a fidalguia e a hospitalidade dos senhores de Engenho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Antônio Pessoa Guerra - Casado com Joaquina Gaião Pessoa. Tendo ficado órfão, pois os pais faleceram de cólera morbus, foi adotado por Cristóvão das Mercês Guerra. Daí provém o sobrenome Guerra. Herdeiro de Cristóvão das Mercês Gonçalves Guerra e de Ana Francisca de Jesus. Sua filha Helena Correia de Araújo casou com Paulo Cavalcanti Petribu. Proprietário dos engenhos: Penedo de Baixo/São Lourenço da Mata; Babilônia e Poço Comprido/ Nazaré da Mata.

2.        Engenho Baépendi/cortês
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul - A Usina chegou a possuir 22 Engenhos: Vista Alegre/Escada; Almirante, Cá-Me-vou ou Camevou, Canário, Mágico, Mutuns, Penderaca, Riachuelo, Serro Azul, Verde, Camevouzinho/Palmares; Liberdade/Sirinhaém; Mearim, Moscou/Bonito; Pará/Ipojuca; Tambor/(?); União/Aliança; Aratinga; Fertilidade; Aliança e Barra do Dia
Ocupado pelos sem terra em 2994, pelo MST

3.        Engenho Baeté/Barreiros (Cortês?)
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel de Barros Lindoso - Casado com Custódia Correia de Almeida. Foram donos do engenho Baeté/Barreiros, durante a primeira metade do século XIX. Dessa união nasceu Francisca Correia de Almeida, que em 09/05/1841, casou na capela do engenho com seu primo de segundo grau, Herculano Antônio José Marroquim, natural de Boa Vista/Recife, sendo ele filho de Antônio José Marroquim e Anna Correia de Almeida, de onde surgiu a família Correia de Almeida Marroquim
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul - A Usina chegou a possuir 22 engenhos: Vista Alegre/Escada; Almirante, Cá-Me-vou ou Camevou, Canário, Mágico, Mutuns, Penderaca, Riachuelo, Serro Azul, Verde, Camevouzinho/Palmares; Liberdade/Sirinhaém; Mearim, Moscou/Bonito; Pará/Ipojuca; Tambor/(?); União/Aliança; Aratinga; Fertilidade; Aliança e Barra do Dia
Ocupado pelos sem terra em 2994, pelo MST.

4.        Engenho Bálsamo da Linha/Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Mariano Carneiro da Cunha - Nascido em 1850/engenho Caxangá/Ribeirão e falecido em 1912.  Jornalista e político. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife; Deputado Federal e Provincial; ao lado de Joaquim Nabuco, João Francisco Teixeira e outros se empenharam na luta pelo fim da escravatura. Fundou o jornal A Província, órgão do Partido Liberal, e dedicou-se às causas abolicionistas e republicanas. Para tanto, foi fundada no Recife uma sociedade secreta, o Clube do Cupim, no Bairro da Capunga. Casado com Olegaria da Costa Gama (falecida em 1898), que pela sua bondade e dedicação aos escravos, é apelidada de "mãe dos pobres" e "mãe do povo". Proprietário dos engenhos: Liberdade e Nossa Senhora da Conceição ou Trapiche/Sirinhaém, Bálsamo da Linha/Catende. Curiosidades: Flávio Guerra, historiador: "No Poço da Panela, em casa de José Mariano, aonde sua esposa, Olegarinha, que chegara a empenhar todas as suas jóias para ajudar na campanha, se transformara em um autêntico anjo salvador dos negros, os escravos eram escondidos e embarcados altas horas da noite, em botes ou barcaças pelo Rio Capibaribe, que passava ao fundo da casa grande , tomando o destino de províncias como o Ceará, onde não havia mais escravos." Quando Nabuco e Mariano se candidataram à deputação imperial, ouviam-se, nas ruas, cantigas saudando os dois líderes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terra. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.001205/2006-31. Imóvel: engenho São João, Santa Cruz e Bálsamo/Catende, Lagoa dos Gatos e Jaqueira. Área registrada (Ha): 1.085,0000. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar). Integra o PA Miguel Arraes

5.        Engenho Bálsamo das Freiras/Lagoa dos Gatos - Engenho com área registrada de 314 Ha
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terra. Decreto de 13 de outubro de 2006. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências. Os Engenhos... Bálsamo/Lagoa dos Gatos.

6.        Engenho Bamborel/Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terra. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.002790/2005-13. Imóvel: Engenho Santana e Bamborel/Catende e Maraial. Área registrada: 761,0000 ha. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar). Com área de 661 ha, situado nos Municípios de Catende e Maraial, objeto da Matricula n 420, fls. 20/20v, Livro 2-E, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Catende, Estado de Pernambuco.

7.        Engenho Bamburral/Amaraji - No engenho Bamburral foi fundada uma usina de açúcar por José Pereira de Araújo
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Pereira de Araújo - "Doutorzinho de Escada". Major, Coronel e Comendador. Um dos fundadores da cidade de Amaraji, em 1868. Proprietário do engenho, onde construiu uma usina de açúcar; do engenho Paraíso, pertencente à Amaraji, e das terras onde iniciou-se o primeiro povoamento da cidade. Pai de José Pereira de Araújo (Filho) e de Hercília Pereira de Araújo que casou com José Rufino Bezerra Cavalcante, usineiro Deputado Federal e Senador da República. Parente de Agenor Pereira de Araújo, que foi o quinto prefeito de Amaraji. Proprietário dos engenhos: Bamburral, Paraíso, Garra/Amaragi; Garapu/Cabo de Santo Agostinho

8.        Engenho Bananeiras/Quipapá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre proprietários e/ou moradores
Ocupado pelos sem terra em 2001, 40 famílias. Desapropriado.

9.        Engenho Baraúna (Ronca)/Aliança
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Vicente Pereira de Andrade Filho – Deputado. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-05840. Proprietário dos engenhos: Baraúna (antigo Ronca) /Aliança e Laje Nova/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Ranulfo da Costa Queiroz - Casado com Maria Anunciada de Albuquerque Queiroz; filhos: Joel, Maria, Nair, Vanda, Cecy Filho de Manuel  Pereira de Queiroz e de Ângela Cavalcanti de Vasconcelos. Proprietário dos engenhos: Baraúna, Cangaú e Cangauzinho/Aliança; co-proprietário da Usina Matary e proprietário da Usina Bulhões.
Ocupado pelos sem terras, em 2000, ligados ao MST.

10.     Engenho Barbalho/Cabo Santo Agostinho - Curiosidades: Diário de Pernambuco na História Há 150 anos. Sábado, 30 de abril de 1859. O crioulo Antônio - Acha-se ausente desde o dia 22 do corrente mês de abril do engenho Barbalho (do Cabo) o escravo crioulo, de nome Antônio, apelidado chato, por ter o nariz muito chato, cara larga, baixo e bastante grosso do corpo, pés largos, boca grande e com todos os dentes: roga-se a quem o prender, de levá-lo ao referido Engenho, ou a Rua da Cadeia do Recife nº 21 a Luiz de Moraes Gomes Ferreira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Brás Barbalho Fero Casado com uma irmã da esposa do morgado do Cabo, e filha de Francisco de Carvalho de Andrade e de Maria Tavares Guardez. Anteriormente, as terras pertenciam ao fidalgo alemão Cristóvão Lins.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Rufino Bezerra Cavalcanti - Nascido em 1865/Vitória de Santo Antão e falecido em 1922/Recife. Casado com Hercília Pereira de Araújo (11 filhos). Advogado, Deputado Estadual e Federal, Senador, Ministro da Agricultura e Governador (1919/1922), maior acionista da Companhia Geral de Melhoramentos de Pernambuco, empresa que além de produzir açúcar e álcool na Usina Cucau, construiu uma estrada de ferro ligando a usina ao município de Barreiros.  Proprietário dos engenhos: Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição, Novo, Barbalho, Pirapama, São João, Malinote, Malakof, Mataparipe, São Pedro e 1/3 do Santo Inácio/Cabo Santo Agostinho; Serra/Vitória de Santo Antão.

11.     Engenho Barbalho/Recife - Casa Grande do Engenho, foi tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual em 1986.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel do Rego Melo - Bacharel em Ciências Jurídicas, Faculdade de Direito do Recife, em 1907; Juiz de Direito.  Nasceu em 1884/engenho Barbalho, que ficava no hoje bairro da Iputinga/Recife. Filho de Manuel do Rego Melo e de Maria da Conceição Carneiro da Cunha do Rego Melo, prima do grande abolicionista José Mariano Carneiro da Cunha, sendo ela própria sócia do clube "Aves Libertas" e que transformou o Engenho Barbalho em uma "panela" do Clube do Cupim" do primo abolicionista José Mariano. Casado com Maria da Conceição Carneiro da Cunha do Rego Melo. Pais de Mário Melo - cultuador das nossas datas nobres; jornalista; escritor que elevava bem alto o nome de Pernambuco; intransigente defensor dos nossos monumentos, dos recantos históricos, das nossas tradições guerreiras, do nosso folclore, da nossa importância. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05731. Proprietário dos engenhos: Barbalho e Ramos/Recife.

12.     Engenho Barra Azul/ Bonito - Casa grande do engenho na lista de bens culturais e naturais, tangíveis da mata sul de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terra, 68 famílias.

13.     Engenho Barra d’Ouro/ Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina 13 de Maio
Ocupado pelos sem terra, em 1998, 100 famílias.

14.     Engenho Barra de Goitá/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Manuel Correia de Barros – Coronel. Proprietário dos engenhos: Bucarema, Califórnia, Barra e Cabuçu/Paudalho; Barra de Goitá/São Lourenço da Mata.

15.     Engenho Barra de Jangada/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Pedrosa – Proprietária dos engenhos: Cortez/Amaraji; Jumaitá e Souza/Palmares.

16.     Engenho Barra do Cacuípe/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

17.     Engenho Barra do Dia/Palmares - Localização: saindo da sede do município, tomar a BR-101 no sentido Ribeirão, estrada pavimentada. Após 5,5km tomar à esquerda por mais 8,4 km, para o engenho, estrada de terra
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul – Fundada por José Piauhylino Gomes de Melo Filho, na metade do século XIX, entre os anos de 1896 e 1929, nas terras do engenho Camevou. A Usina chegou a possuir 22 engenhos: Camevou (a sede), Camevouzinho, Liberdade, Aratinga, Fertilidade, Floresta, Serra Azul (a antiga usina), Moscou, Aliança, Mágico, Verde, Mearim, Canário, União, Riachuelo, Penderaca, Vista Alegre, Tambor, Almirante, Rosa Murcha, Barra do Dia e Pará.
Ocupado pelos sem terra em 1998, 56 famílias.

18.     Engenho Barra do Pirangi/ Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terra. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.002792/2005-02. Imóvel: engenho Barra do Pirangi,... /Catende. Área registrada: 1.945,8008 Ha. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

19.     Engenho Barra Nova/ Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Venâncio de Albuquerque - Dr. Proprietário dos engenhos: Barra Nova e Minas Novas/Gameleira.

20.     Engenho Barra Velha/ Barreiros - Construído em terras indígenas. O engenho se encontra na lista de patrimônio cultural do agreste meridional de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Posidônio Cavalcante – Com fotografia na Coleção Francisco Rodrigues; FR-06697 (Posidônio Cavalcante e mulher não identificada).

21.     Engenho Barra/Cortês - A Corredeira do engenho Barra de Jangada são os grandes atrativos do município
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras, em 1998.

22.     Engenho Barra/Escada - Engenho edificado nas terras indígenas da Aldeia de Escada-Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Marques de Holanda Cavalcanti – Tenente-Coronel. Diretor Geral Interino dos Índios/Escada. Capitão da Guarda Nacional. Filho do Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, mais conhecido como Coronel Suassuna e de Maria Rita de Albuquerque Mello. Casado com Panfhila, filha do Visconde de Utinga. Proprietário dos engenhos: Mameluco, Taquara, Mameluco, Fortaleza, Diamante/Escada e Barra/Serinhaem. Fundou a Usina Barão de Suassuna no Engenho Mameluco em 1877.
Ocupado pelos sem terras, em 2000, ligados a FETAPE.

23.     Engenho Barra/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Manuel Correia de Barros – Coronel. Proprietário dos engenhos: Bucarema, Califórnia, Barra e Cabuçu/Paudalho; Barra de Goitá/São Lourenço da Mata.

24.     Engenho Barra/Serinhaem - Nas terras do engenho Barra, foi fundada uma usina com o mesmo nome.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Vicente da Costa Azevedo - Prefeito de Nazaré, no triênio 1916/1919; Deputado Estadual; Integrou a Junta Governativa de Nazaré, instalada com o advento da revolução de 1930; Presidente do Sindicato dos Usineiros - depois se transformou em Cooperativa dos Usineiros de Pernambuco. Casado com Adelina da Costa Azevedo, (06 filhos). Criaram o sobrinho e afilhado Benjamin Oliveira da Costa; que instalou em 1923 a Usina Barra nas terras do engenho. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-789.

25.     Engenho Barra/Vicência
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fernando Azevedo

26.     Engenho Barro Branco/ Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras em 2000, ligados ao MST.

27.     Engenho Barro Vermelho/Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terra. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.001266/2006-06. Imóvel: engenho Barro Vermelho/Catende. Área registrada: 150,0000 Ha. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

28.     Engenho Bastiós/Ribeirão
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Lopes de Siqueira Santos – Casado com Benvinda Arruda de Siqueira Santos. Com fotografias na coleção Francisco Rodrigues: FR-0516.

29.     Engenho Batalha/Goiana - Engenho vinculado a Usina Tiúma
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

30.     Engenho Batatam/Goiana - O Engenho tem 340 hectares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Francisco Pereira - Barão de Bujary (Dec. 23.11.1867). Coronel da Guarda Nacional, em 1831; Presidente da Câmara Goiana, 1850 a 1865. Filho de portugueses, radicados em Pernambuco, século XVII. Nasceu em 180/Recife e faleceu em 1868/engenho de Bujary, solteiro, mas deixou 09 filhos naturais (02 homens e 7 mulheres).
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Joaquim de Albuquerque Mello - Casado com Maria Filomena Velloso de Mello. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-3255. Proprietário dos engenhos: Batatam e Catú/Goiana; e da Usina Bom Jesus.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Henrique Cesar de Albuquerque - Dr. Proprietário dos engenhos: Batatam, Bujarí, Catú, Diamante e Mariuna/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Juvêncio Callado - Proprietário dos engenhos: Beija-Flor e Privilégio ou Privilégio/Água Preta.
Ocupado pelos sem terras, 40 famílias, em 1997.

31.     Engenho Beija Flor/Vitória de Santo Antão - Na cheia de 2010, ocorrida na mata norte de Pernambuco, o engenho foi destruído
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre proprietários e/ou moradores
Ocupado pelos sem terra em 1999;

32.     Engenho Bela Aurora/Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terra. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/INCRA/SR-03/PE/N°54140.001301/2006-89. Imóvel: Engenho Bela Rosa, Curupaity, Nova Vida e parte dos Engenhos Gameleirinha e Bela Aurora, municípios: Jaqueira e Catende. Área registrada: 533.4503 Ha. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

33.     Engenho Bela Rosa/Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Vellozo de Albuquerque - Proprietário dos engenhos: João Gomes, Bela Rosa, José da Costa, Limoeiro Velho, Pereira Grande/Água Preta
Ocupado pelos sem terra, em 1997. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/INCRA/SR-03/PE/N°54140.001301/2006-89. Imóvel: Engenho Bela Rosa, Curupaity, Nova Vida e parte dos Engenhos Gameleirinha e Bela Aurora, municípios: Jaqueira e Catende. Área registrada: 533.4503 Ha. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

34.     Engenho Bela Vista/Escada - Engenho Bela Vista produtor de aguardente
Proprietário/Morador/Rendeiro: Inaldo Bezerra de Lima
Ocupado pelos sem terra

35.     Engenho Bela Vista/Itambé – O conjunto arquitetônico do engenho se encontra bastante modificado. A casa grande, reformada, possui mobiliário antigo, repleta de móveis coloniais. O engenho é hoje produtor da cachaça Garrotinha. A bebida, batizada inicialmente de Garotinha, em homenagem a Dagoberto Andrade, teve que ter seu nome modificado após os fabricantes descobrirem que já existia uma cachaça com este nome em São Paulo. (F.M.)
Proprietário/Morador/Rendeiro: Dagoberto Leopoldo de Andrade - "Seu Garotinho"

36.     Engenho Bela Vista/Jaqueira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terra. Desapropriado: Decreto de 1º de dezembro de 2006. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências... IV: “engenho Bela Vista”, com área de cinqüenta e cinco hectares, situado no Município de Jaqueira, objeto do Registro no R-7-124, fls. 32v, Livro 2-A, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Maraial, Estado de Pernambuco.

37.     Engenho Bela Vista/Moreno
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

38.     Engenho Bela Vista/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco de Arruda Falcão - Casado com Ana Umbelina de  Arruda Falcão. Pais de Joaquim de Arruda Falcão. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-1856; FR-06058. Proprietário dos engenhos: Bela Vista/Paudalho e Pirauhira ou Pirauíra/Paudalho

39.     Engenho Bela Vista/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulo Fernandes

40.     Engenho Bela Vista/Tiúma
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Ozório de Cerqueira – Casado com (?)Ana Zilia Carvalho de Cerqueira. Com fotografias nas Col. Francisco Rodrigues; FR-2017; 2018; e 2019.

41.     Engenho Bela Vista/Triunfo
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

42.     Engenho Bela Vista/Vicência - Localizado no distrito de Angélicas, desde sua origem foi fornecedor de cana para usina, não possuindo produção própria, além de plantar outras culturas de menor porte, como banana e coco. Sua capela é dedicada a Nossa Senhora da Batalha, que na década de 1960 se rezavam terços e ofícios nas noites de maio com banda de música, fogos e balões.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Gomes de Andrade Lima – Nasceu em 1883 e faleceu em 1973 (seus restos mortais se encontram na capela do engenho). Casado com Maria Cândida de Vasconcelos de Andrade Lima (tendo os filhos Otacílio, Moacyr, Maria Celina, Maria Cândida, Normando e Benjamin). Quem criou os filhos foi a tia e cunhada de Manuel, Maria de Sousa Vasconcelos, nascida em 1880 e falecida em 1953. O engenho passou a pertencer ao seu filho Moacyr Vasconcelos de Andrade Lima
Proprietário/Morador/Rendeiro: Moacyr Vasconcelos de Andrade Lima - Nasceu em 1917 e faleceu em 2003. Casado com Ester Melo de Andrade, nascida em 1920 e mora atualmente em Nazaré da Mata-PE. Teve os seguintes filhos Moacir, Marluce, Matilde, Milton, Maviael e Mair. Hoje o engenho está arrendado a Usina Laranjeiras e faz parte do espólio de Moacyr V. de Andrade Lima, sob os cuidados de sua viúva. 
Cooperação: Mair Melo de Andrade. Dados fornecidos em 11/08/2013.

43.     Engenho Belém/Ipojuca - A capela do Engenho ob invocação a Na. Senhora da Conceição
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Manuel de Barros Wanderley - Barão de Granito, agraciado com o título (Dec. 25.03.1888). Advogado e político. Nascido em 1842/Serinhaem e falecido em 1909/Recife. Filho de Cristovão de Barros Wanderley e Feliciana de Barros Wanderley. Casado com Maria da Conceição de Barros Wanderley, nascida em 1857 e falecida em 1910, Baronesa de Granito. Bacharel em Direito pela Faculdade de Recife, 1866. Deputado Provincial e Presidente da Assembléia Legislativa de Pernambuco. Alforriou todos os seus escravos, antes da Lei Áurea, entendendo ser melhor o exemplo que partisse de dentro de casa. Reconhecido por sua atitude liberal, caráter irretocável, firmeza de princípios e liderança política, achou por bem o Imperador D. Pedro II lhe conferir o título de “Barão do Granito”. Dois argumentos eram defendidos pelo Barão para acelerar a libertação de seus escravos: o trabalhador livre (assalariado) produzia muito mais que do escravo; e que todos os homens possuem direitos naturais à liberdade e à igualdade, logo a escravidão feria à Bíblia e à Constituição Brasileira, pois estas estavam baseadas em princípios fundamentalmente liberais. Com fotografias na Coleção Francisco Rodrigues; FR-05554. Proprietário dos engenhos: Belém, São Sebastião, Jaguaré, Camela, antes São Jerônimo/Ipojuca; Mariana/Sirinhaém; Muitas Cabras/Barreiros; Palma/Sirinhaém, Catuama/Palmares; Dois Braços/Água Preta; Catende e Catuama/Barreiros.

44.     Engenho Belém/Recife - Curiosidade: Um dos caminhos mais longos que levavam aos subúrbios do Recife ainda mantém até hoje o nome de Estrada, como, por exemplo, a de Belém, no bairro de Campo Grande, cujo nome vem do antigo engenho Belém, que existia onde hoje se encontra localizada a Igreja de Belém, no mesmo bairro.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

45.     Engenho Belo Horizonte/Aliança
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terra em 1999. Desapropriado através do decreto de 24 de maio de 2004 Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências "Engenhos Natal e Belo Horizonte", com área de seiscentos e oitenta e três hectares, situado no Município de Aliança, objeto das Matrículas nos 836, fls. 92, Livro 2-I e 373, fls. 73, Livro 2-D, do Cartório Único da Comarca de Aliança, Estado de Pernambuco.

46.     Engenho Belo Horizonte/Buenos Aires
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Antônio de Melo – Devido a seca e as dificuldades para se obter crédito para o plantio da cana-de-açúcar decidiu arrendar 50 hectares do engenho para a Usina Laranjeiras. Um dos seus cinco filhos, Sérgio Luiz de Melo, de 28 anos, que já tinha investido na montagem de uma granja no engenho, através do sistema de integração, conseguiu uma média de R$ 2,5 mil a cada ciclo produtivo de 48 dias, com mais quatro dias de intervalos para preparação dos galpões. Como no ano ocorreram sete produções, o faturamento do negócio chegou a R$ 17,5 mil, quase nove vezes superiores ao retorno que seu pai obteve. "Não dá para continuar insistindo na cana. Fico feliz por meu filho e espero também montar uma granja".
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Laranjeiras- Rendeiro

47.     Engenho Belo Monte/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Dias Pontual - Com fotografia em: Col. Francisco Rodrigues; FR-4264.

48.     Engenho Belo Monte/Quipapá  - Capela do engenho na lista de bens culturais e naturais da mata norte de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terra  em 2004, ligados ao MST e  ao OLC

49.     Engenho Benfica/Barreiros - Engenho construído por uma concessão régia de Portugal, no século XVIII, no local onde existiu uma aldeia de índios Caetés
Proprietário/Morador/Rendeiro: Diogo Paes Barreto – Morgado do Cabo de Santo Agostinho. Nascido em Viana do Castelo/Minho/PT e falecido em 1617/Olinda. Filho de Antônio Velho Barreto. Casado com Inêz Tavares Guardês. Durante a invasão holandesa fugiu para Bahia com Matias de Albuquerque. Concessionário de uma sesmaria de 05 léguas de terra, que começava na Pedra do Conde/Tamandaré e, tomando para o sul, abrangia grande parte dos terrenos atuais do município, onde foram erguidos os seus primeiros engenhos: Caraçu e Buenos Aires. A referida aldeia ficava entre esses engenhos. Como os índios faziam freqüentes estragos nas lavouras, o Morgado conseguiu do Governo a permuta dos terrenos dos índios por outros mais próximos do rio Una, onde pudessem viver da pesca e da caça. Aí foi levantada uma capela, hoje em ruínas, sob a invocação de São Miguel. Proprietário dos engenhos: Nossa Senhora de França/Ipojuca; Bombarda; Una/Rio Formoso; Carassu, Benfica, Buenos Aires/Barreiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Ipojuca – Proprietária dos engenhos Conceição Velha, Mirador, Saco, Supitanga/Ipojuca.

50.     Engenho Bento Velho/Vitória de Santo Antão - Casa grande, capela e senzala do Engenho, sec. XIX, na lista de bens culturais e naturais tangíveis da mata sul de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Tavares Gomes de Araújo - Com fotografia em: Col. Francisco Rodrigues; FR-755; e 756. Proprietário dos engenhos: Bento Velho/Vitória de Santo Antão e Capibaribe/São Lourenço da Mata.
Ocupado pelos sem terra em 1999, com 56 famílias; e em 2000.

51.     Engenho Berlim/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Carlos Leonidas do Rego Barros - Proprietário dos engenhos: Viração/Gameleira e Berlim/Palmares

52.     Engenho Bertioga/Ipojuca – Segundo documentação holandesa o engenho era movido a água. Ficava situado a ¼  de milha distante do engenho de N. Sra. da Conceição; com  01 milha de terra; seu açude era bem situado e nunca faltava água. Podia moer anualmente 3.000 a 4.000 arrobas de açúcar e pagava 3% de recognição à Companhia das Índias. A casa de purgar e a casa das caldeiras eram de alvenaria, com telhado muito velho. O Engenho ficou pela partida de Luís Lopes Tenório, que se encontrava sem meios e impossibilitado de moer.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Tenório Medina - Cristão novo. Castelhano.  Para não deixar que os canaviais fossem destruídos e para obter algum lucro para a Companhia das Índias, os holandeses fizeram um acordo com o principal lavrador do engenho: João Lopes Medina, pelo qual ele, com seus negros e outros que pudesse arranjar para este serviço, se obrigava a fazer com que o engenho recomeçasse a moer para o que lhe seriam reembolsadas todas as despesas, sendo-lhe, além disto, prometido um bom salário pela sua fiscalização, se ele desse fielmente conta de tudo
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luís Lopes Tenório - Fugiu com Matias de Albuquerque durante a invasão holandesa; retornou a Pernambuco, mas sem recursos de fazer com que o engenho moesse.

53.     Engenho Boa Esperança/ Limoeiro - Engenho do século XIX
Proprietário/Morador/Rendeiro: Henrique Pereira de Lucena – Coronel. Casado com Ana Barbosa da Silva. Pais do Barão de Lucena Henrique Pereira de Lucena, nascido em 1835/engenho Boa Esperança/Limoeiro ou em Glória de Goitá (?).

54.     Engenho Boa Esperança/ Serinhaem - Engenho do século XIX
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Dersolino de Barros Lins – Proprietário dos engenhos: Boa Esperança e Nova Aurora/Barreiros

55.     Engenho Boa Esperança/Bom Jardim - O engenho era um dos mais modernos do Estado, tinha uma caldeira importada da Inglaterra e terras de ótima qualidade
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Paula – Capitão. Avô de Francisco Juliano Arruda de Paula (Francisco Julião), nascido em 1915/Engenho Boa Esperança, um dos líderes da Liga Camponesa. Curiosidades: Como era comum aos senhores de terra, andava acompanhado por um pajem, encarregado de segurar os estribos do cavalo e "executar outras tarefas que sua idade e condição social lhe proibiam".

56.     Engenho Boa Fé/Glória de Goitá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

57.     Engenho Boa Fé/ Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

58.     Engenho Boa Fé/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Coelho da Silveira Coutinho – Com fotografia em: Col. Francisco Rodrigues; FR-1468.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gislan de Almeida Alencar – Prefeito de Buenos Aires.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Laranjeiras

59.     Engenho Boa Sorte/Palmares - O Engenho foi erguido em terras indígenas em Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Baltasar Rodrigues Mendes - Cristão novo. Casado com Isabel Cabral. Morreu do lado dos holandeses. Devia a WIC. Proprietário dos engenhos: Moreno/Moreno; Embiapecú/São Lourenço da Mata; N. S. da Penha de França, Mariuna/Goiana e Catende e Boa Sorte/ Escada.

60.     Engenho Boa Sorte/Palmares - O engenho foi erguido em terras indígenas em Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Balthazar Cavalcanti de Albuquerque - Com fotografias em: Coleção Francisco Rodrigues; FR-06429
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Elias do Rego Dantas - Nascido em 1807/Recife e falecido em 1869. Filho de João Elias do Rego Dantas e Maria Francisca de Abreu e Lima. Juiz de Direito e Deputado. Casamento 1º com Constança Maria de Figueiredo; casamento 2º com Maria Dorotéia de Moura Mattos, nascida em 1826 e falecida em 1850. Foi seu testamenteiro e inventariante o Barão e depois Visconde de Utinga Henrique Marques Lins. Proprietário dos engenhos: Pedreiras, Boa Sorte, Jenipapo/Escada e Miguel Dias e Ribeirão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Alves da Silva Fernandes - Proprietário dos engenhos: Entre Montes/Amaraji: Boa Sorte/Palmares, Gravatá/Água Preta e São João /Panelas.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José do Rego Dantas Coutinho - Tenente-coronel. Proprietário dos engenhos: Pedreiras, Caricé, Jenipapo e Boa Sorte, Ribeirão/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco Ferreira – Indígena. Fundou dois engenhos na Aldeia de Escada, custeados pelos próprios índios. Proprietário dos engenhos: Califórnia, Boa Sorte e Cassupim.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Barão de Suassuna – Situada no município de Escada, fundada no engenho Mameluco, em 1877, com a denominação de usina Mameluco, pelo Tenente-Coronel Antônio Marques de Holanda Cavalcanti. Após 1894, o engenho Boa Sorte e o Cassupim passaram  a fazer parte dos domínios da Usina Barão de Suassuna, pertencente a herdeiros da Família Lins.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terra. Decreto de 13 de outubro de 2006: Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências... V - “Engenho Boa Sorte”, com área de trezentos e dois hectares, situado no Município de Palmares, objeto da Matrícula no 825, fls. 4, Livro 2-D, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Palmares, Estado de Pernambuco.

61.     Engenho Boa Sorte/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Valentim da Silva Barroca – Comendador. Com fotografias em: Col. Francisco Rodrigues; FR-1657; 1660; 1662; e 1655. Curiosidades: A região canavieira recebeu um contingente de flagelados da seca, atestado pelo Comendador Antonio Valentim da Silva Barroca: “antes da seca, havia braços suficientes, depois desta calamidade superabundam eles nas comarcas próximas do litoral; pois apenas uma pequena parte dos retirantes do interior tem achado trabalho. A maioria esmola, porque os proprietários abastados não carecem de seus serviços, e os menos favorecidos não podem pagar-lhes salários”. (Memorial apresentado pelo Comendador, ao Congresso Agrícola de Pernambuco. In. Congresso Agrícola do Recife, 1878).

62.     Engenho Boa Vista(2)/Panelas
Proprietário/Morador/Rendeiro: Teresa E. Ferreira da Cunha - Proprietária dos engenhos: Pedra d’Antas e Boa Vista(2)/Panelas.

63.     Engenho Boa Vista/ Cabo de Santo Agostinho - O engenho limita-se com as terras do engenho Velho e com os engenho Cedro, Trapiche e Santo  Inácio. A atual casa grande, pelo que se pode perceber através de uma avaliação preliminar da área, não apresenta traços de ter sido construída nos primeiros séculos da colonização, mas é um importante exemplar da sociedade canavieira de Pernambuco nos séculos XIX e início do XX. Hoje o engenho faz parte das terras do complexo de SUAPE.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim de Sousa Leão - Barão (Dec. 09.08.1884) e Visconde (Dec. 10.04.1867) de Campo Alegre. Major Comandante de Secção de Guerra da Guarda Nacional; Comendador da 1ª Ordem da Rosa e da Real Ordem de Cristo e de N. S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal. Nasceu em 1818/Pernambuco e faleceu em 1900. Filho do Tenente-Coronel Filipe de Souza Leão e de Rita de Cássia Pessoa de Mello. Casou-se com sua prima Francisca de Souza Leão, filha do Comendador Antonio de Paula de Souza Leão e de Teresa Victorina Bezerra da Silva Cavalcanti. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2563; 2558; 2561; 2564; e 3676.  Proprietário dos engenhos: Moreno depois N. Senhora da Apresentação, Brejo/ Moreno, Algodoais, Bom Fim, Caramurú, Santa Fé/Água Preta; Gaibú, Ilha das Cobras, Serraria, Tirirí, Boa Vista, Jurissaca/ Cabo de Santo Agostinho.
Ocupado pelos sem terra em 2003.

64.     Engenho Boa Vista/Itambé
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Pereira Campos - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-1171.

65.     Engenho Boa Vista/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Borba Maranhão - Prefeito de Aliança, quando ocorreu a emancipação. Filho de Luiz de Andrade de Albuquerque Maranhão e Josefa Tereza de Jesus. Casado em 1ª núpcias com Júlia Gomes Morais e em 2ª com Constantina Borba Maranhão. Falecido com 92 anos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Antônio Pereira de Andrade - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-645.

66.     Engenho Boa Vista/ São José da Coroa Grande - O engenho conta com 16 casas, está localizado a cerca de 14 km da PE 060. Dos engenhos que fazem parte do município de São José da Coroa Grande talvez seja o que apresentava piores condições de vida para seus habitantes, não tendo escola, luz elétrica ou qualquer forma de assistência médica, fato agravado pelas péssimas condições de acesso, tornando-se quase inacessível quando em períodos chuvosos.
67.     Proprietário/Morador/Rendeiro: Celso Sarmento e Rodrigo Omena – O engenho Boa Vista foi arrematado da massa falida da Usina Central Barreiros, em 2000, dele fazendo parte o engenho Buenos Aires. Proprietário dos engenhos: Boa Vista e Buenos Aires/São José da Coroa Grande.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Central Barreiros – O início da década de 50 foi um momento de expansão da produção de cana-de-açúcar, graças a uma conjuntura internacional favorável que abria novos mercados à produção brasileira. A Usina Central Barreiros colocava em marcha uma política de pleno aproveitamento de seu patrimônio fundiário: as terras entregues aos rendeiros eram então praticamente inexploradas. Proprietária dos engenhos: Manguinhos, Gindhy/São José da Coroa Grande; Rebouças/Tamandaré; Vermelho/Glória de Goitá; Morim/Barreiros.
Ocupado pelos sem terra. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.001264/2006-17. Imóvel: engenho Boa Vista/Jaqueira e Catende. Área registrada (Ha): 297,0000. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

68.     Engenho Boa Vista/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio dos Santos Pontual – Barão de Flecheiras. Faleceu em 1895 na província do Pernambuco. Filho de João Manuel  Pontual e de Theresa dos Santos Pontual.  Irmão do Barão de Petrolina. Casou com sua prima Francisca Dias dos Santos Pontual, filha de André Dias e irmã do Barão de Jundiá. Agricultor e proprietário de usinas na província de PE. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-4267; e 4234. (Tereza dos Santos Pontual "Mãe Teté", Feliciano dos Santos Pontual, bacharel em 1868 e advogado, e sua esposa Eliza Maria Carneiro Pontual; João Manuel  Alves Pontual). Proprietário dos engenhos: Boa Vista e Fernanda, Cabeça de Negro/Escada e da Usina São José/Igarassu.

69.     Engenho Boa Vista/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Camello Pessoa - Filho de Nuno Camello e Inês Pessoa, nascido em 1682. Cavaleiro da Ordem de Cristo; Capitão-mor da Várzea e da Vila de Goiana; Coronel das Ordenanças de Olinda; Administrador das Capelas de N. Senhora das Angustias do Real Colégio de Olinda; e de S. Pantaleão. Casado com Maria de Lacerda. Proprietário dos engenhos: Boa Vista/Goiana; Ambrósio Machado, depois Cordeiro/Recife e Monteiro ou São Pantaleão Monteiro/Recife; Riachão do Norte/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jerônimo Cavalcante de Lacerda - Capitão. Nascido em 1515/Alhandra/Pt e falecido em 1584/Olinda, enterrado na Capela do engenho N. Sra. da Ajuda/Olinda. Filho de Felipe Cavalcanti de Albuquerque e Maria de Lacerda. Chegou a Igarassu em 09/03/1535, acompanhando sua irmã Brites de Albuquerque casada com Duarte Coelho. Fidalgo da Ordem de Cristo. Jerônimo lutou contra os índios, com apenas 22 ou 24 anos, que impediam a ocupação portuguesa; onde perdeu um olho, atingido por uma flecha, em 1547, por esta razão foi apelidado de "O Caolho". Feito prisioneiro pelos índios foi condenado a morte; e salvo pela filha do cacique Tabajara Arcoverde, que tinha sido selecionada para passsara a noite com ele (conforme costume indígena), que intercedeu por ele. Logo depois se casaram e a índia Muira-Ubi, foi batizada com o nome de Maria do Espírito Santo Arcoverde. Desta união nasceram 8 filhos, todos legitimados em 1561. Quis casar-se então na Igreja com Muira-Ubi, mas a Rainha Catarina da Áustria, que reinava em Portugal durante a menoridade de seu filho Sebastião, recusou obrigando-o a casar-se com Filipa de Melo, filha de Cristovão de Melo. Assim, com 55 anos casou-se e teve mais 11 filhos. Jerônimo teve também outros 16 filhos bastardos com várias mulheres, brancas, indias e mamelucas e por isso foi chamado de "O Adão Pernambucano". Jerônimo de Albuquerque governou a capitania de Pernambuco durante a ausência de seu sobrinho José de Albuquerque. Seu Testamento está publicado em "Memórias Históricas da Província de Pernambuco" de 1884. Primeiro proprietário das terras do engenho Madalena, fundado em terras doadas pelo seu cunhado Duarte Coelho. Proprietário dos engenhos: Tracunhaém de Cima chamado Mossombu, Boa Vista/Goiana, Madalena (Santa) ou João de Mendonça/Recife /Recife, Megaó de Cima/Goiana. Nossa Senhora da Ajuda ou Velho ou Forno de Cal/Olinda, Paratibe de Baixo (depois engenho Paulista)/Igarassu, Una/Rio Formoso.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  de Cavalcanti e Albuquerque – Casado com  Catarina de Vasconcelos
Proprietário/Morador/Rendeiro: Governo do Estado de Pernambuco - Projeto de Lei Ordinária Nº 1136/2009 (Enviada p/Redação Final). Altera a Lei nº 13.754, de 24 de abril de 2009, que dispõe sobre a doação, com encargo, de área de terra que indica, e dá outras providências. Artigo 1º e o Anexo Único da Lei nº 13.754, de 2009, de modo a autorizar a doação, ao Município de Goiana, da totalidade do imóvel rural denominado de “Engenho Bom Vista”, situado naquele Município, de propriedade do Estado de Pernambuco. A doação do imóvel rural em tela tem o objetivo de implantar o Distrito  Industrial de Goiana, criado pela Lei nº 10.918, de 30 de junho de 1993,  beneficiando a economia da região.

70.     Engenho Boa Vista/João Alfredo - João Alfredo originou-se de uma fazenda instalada na localidade do Imbé, nos meados do século XVIII, por Antônio Barbosa da Silva. Anos depois, em virtude da escassez d'água naquela região, o colonizador resolveu transferir a sede da propriedade para o local onde se situa atualmente a cidade, aproveitando o manancial hídrico de uma lagoa existente onde hoje está situado o Ginásio Poliesportivo Djair Santos
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Barbosa da Silva – Capitão. Português. Curiosidades: Nos meados do século XVIII, Antônio Barbosa da Silva em virtude da escassez d'água, resolveu transferir a sede da propriedade para o local onde se situa atualmente a cidade de João Alfredo.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Damião Casado de Lima (I) - Português, avô do Marques de Olinda, Pedro de Araújo Lins. Nascido na Freg. S. Salvador de Bertiandos/PT. Capitão. Filho de Domingos de Lima e de Maria Casada de Brito. Casado (1713) com Anna Maria da Conceição – nascida em Serinhaem, filha de Martinho Teixeira Cabral e de Petronilha de Britto. Proprietário dos engenhos: Boa Vista, Cucaú ou Cucahú/Serinhaem; Tentugal/Barreiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Famílias Holanda Cavalcanti e Alves do Rêgo – Em 1779, as famílias Holanda Cavalcanti e Alves do Rêgo adquiriram a posse da propriedade e passaram a chamá-la de “Boa Vista”. Em 1785 construíram um pequeno engenho de tração animal, ao qual deram o mesmo nome da fazenda. Em 1820 a propriedade foi vendida ao Francisco Antônio.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Antônio Bandeira de Mello - Casado com Francisca Feliciana Albuquerque ("Panchita"). Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-05528. (Francisco Antônio Bandeira de Mello e Miguel Luiz Cavalcanti de Albuquerque "Miguelzinho da Cachoeira”). Em 1820, adquiriram a propriedade das famílias: Holanda Cavalcanti e Alves do Rêgo. Chefe político do Curato de Bom Jardim, que, em 1850 passou o comando para o João Felipe de Melo. Proprietário dos engenhos: Boa Vista/João Alfredo; Cachoeira Bela/Gameleira.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Seabra - Casado com Mariana José de Abreu Morais Vasconcelos, filha de Domingos de Abreu de Araújo Vasconcelos. Em 1800 desembarcou em Pernambuco vindo de Trás-os-Montes/PT, agraciado pela coroa portuguesa com varias glebas de terra, por ter prestado relevantes serviços a Portugal, escolhera a Capitânia de Itamaracá onde hoje se localiza Nazaré da Mata, onde fundou os engenhos: Manimbu, Timbauba e o Tras-os-Montes (homenagem a sua terra natal).
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Felipe de Melo - Comprou a propriedade em 1850 a Francisco Antônio. Em 1877, com o falecimento do João Felipe de Melo, o engenho foi adquirido pelo capitão José Francisco Cordeiro de Arruda.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Ferreira da Silva – Coronel. Proprietário dos engenhos: Melancia (em 1879)/João Alfredo e do Boa Vista, também em João Alfredo, onde empreendeu grandes benfeitorias, transformando a área circunvizinha em um pequeno aglomerado residencial. Em 1900 obteve da prefeitura de Bom Jardim uma licença para a promoção de uma feira-livre semanal e iniciou a construção de uma capela em devoção a N. S. da Conceição. A 1ª feira-livre foi realizada no dia 6/01/1901 e a capela inaugurada no dia 18/06 do mesmo ano. Em 1902 mais casas foram construídas e apareceram os primeiros estabelecimentos comerciais. No ano de 1906 foi criada a Sub-Delegacia de Polícia, sendo designado como titular o José Soares Cordeiro. Em 1909 o Engenho e as casas a ele aglomeradas foram considerados oficialmente como Povoado, recebendo o nome de “Boa Vista da Conceição”.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco Cordeiro de Arruda – Capitão. Comprou o engenho aos herdeiros de João Felipe de Melo.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Marcelina de Moraes Vasconcellos - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05436

71.     Engenho Boa Vista/Timbauba - Capela do engenho na lista de bens culturais e naturais, tangíveis da mata norte de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

72.     Engenho Boacica ou Boassica/ Ipojuca - Capela sob invocação a Nossa Senhora da Guia
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

73.     Engenho Boas Novas/Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terra, em 2000. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.002780/2005-70. Imóvel: Engenho Monte Pio,..., Boas Novas,..., Capricho, Independência ou Jatobá e São Francisco/Catende, Água Preta e Palmares. Área registrada: 7.315,9200 Ha. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

74.     Engenho Boca da Mata/ Serinhaem - O engenho, que está localizado no km 19 da PE 060, tem ao todo 20 casas, sendo a metade construída de forma geminada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ignácio Ferreira de Melo Lessa – Filho de Ignácio José Ferreira de Melo Lessa e de Rosa Rosário Luzia do Livramento. Casado com Ana Francisca Bezerra Accioli Lins, filha de Antonio Franco da Silveira e de Maria de Barros Wanderley. Pais de Pedro Miliano da Silveira Lessa, Barão de Gravatá, nascido em 1814/engenho Boca da Mata/Serinhaem. Proprietário dos engenhos: Boca da Mata/ Serinhaem e Gravatá/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel do Rego Cavalcanti de Albuquerque - Casado com Rosa Isabel. Proprietário dos engenhos: Boca da Mata/Serinhaem e rendeiro do Santa Teresa/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Freire de Souza - Nascido em 1732 e falecido em 1812/Engenho Palma, residente no engenho Boca da Mata/Sirinhaém. Casado com Maria da Cunha de Barros Cavalcanti, filha de Manuel de Barros Franco II e de  Ana Cavalcanti de Mello. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-819; e 3922. Proprietário dos engenhos: Boca da Mata, Palma/Sirinhaém.
Ocupado pelos sem terra, em 1998

75.     Engenho Bom Conselho/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina N. Senhora do Carmo – Proprietária dos engenhos: Bom Conselho e Ninho das Águias/Amaraji
Ocupado pelos sem terra. Decreto nº 0-012, de 04 de agosto de 1997. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural denominado 'engenho Bom Conselho', situado no município de Amaraji, Estado de Pernambuco, e da outras providencias

76.     Engenho Bom Conselho/Jaqueira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre proprietários e/ou moradores
Ocupado pelos sem terra. Decreto de 13 de outubro de 2006. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências. Os engenhos: Bom Conselho ou Cafundó/ Jaqueira (Processo INCRA/SR-03/no 54140.001228/2006-45). Área registrada: 103,0000 Ha. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

77.     Engenho Bom Destino/ Machados - O município Machado está situado em terras do antigo engenho Bom Destino/Bom Jardim. A sede, próxima ao Engenho Machado (de propriedade da família do mesmo nome), recebe o nome Machados em virtude de tal aproximação. Nas terras do Engenho Bom Destino está localizado o Balneário de Pitangy. Curiosidades: Há 100 anos. O Diário de Pernambuco não circulou na segunda-feira, 24 de fevereiro de 1908. Lia-se no dia 25: Os cangaceiros - Antônio Silvino e seus comparsas, de audácia em audácia, estão alarmando as populações do interior do estado. Depois do assalto a Machado, pequena povoação de Bom Jardim em que os bandidos praticaram 05 assassinatos e dissolveram a feira à bala, seguiram para o Engenho Bom Destino em busca do respectivo proprietário que não estava em casa, a quem pretendiam assassinar conforme declararam à família que os ouviu presa do maior terror. Daí seguiram para o Engenho Maravilha em procura do coronel Marcolino Queiroz, que avisado fugiu à tempo. (...)
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terra. Decreto nº 55.761, de 16 de fevereiro de 1965.  Declara de interesse social, para fins de desapropriação área de terras e complexos industriais, situados no Estado de Pernambuco, e dá outras providências. XXI) engenho Bom Destino, com a área total de 329 hectares, localizado no Município de Ribeirão, confrontando, ao norte, com o engenho Caxias, ao sul, com o engenho Progresso; a leste, com o engenho Prado e a oeste, com o engenho Macaco

78.     Engenho Bom Destino/Ribeirão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

79.     Engenho Bom Dia/Moreno - The Great-Western of Brasil Railway Company Limited – Em 1884, a direção da estrada de ferro The Great-Western of Brasil Railway Company Limited pretendeu construir uma estação no ponto de cana do engenho Moreno, mas a família do Barão de Moreno não consentiu e pôs a disposição dos ingleses qualquer outro terreno dentro de suas propriedades, entre os engenhos Bom Dia e Xixaim. O ponto escolhido foi no engenho Catende e que daria, no futuro, o centro comercial da Vila Nathan, assim chamada em homenagem ao judeu Allan C. Nathan a quem foram outorgados poderes para dirigir e ultimar os trabalhos da fabrica de tecidos que durante muito tempo serviu aos morenenses
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio de Paula Sousa Leão - Barão de Moreno, 1870. Alferes do Regimento de Cavalaria Ligeira de 2ª linha, em 1829; Juiz de Paz e Presidente da Câmara Municipal do Jaboatão dos Guararapes (Partido Liberal); Comendador da Rosa e da Imperial Ordem de Cristo; Dignitário da Imperial Ordem da Rosa. Nasceu em 1808/Engenho Tapera. Filho do Tenente-Coronel Felipe de Sousa Leão e de Cássia Pessoa de Melo. Assassinado o pai, em 1832, por um trabalhador, o Barão, o mais velho dos 14 órfãos, passou a cuidar da família. Só depois que encaminhou os irmãos, julgou-se habilitado a casar: 1ª núpcias com Maria Leopoldina de Souza Leão, em 1854, e em 2ª núpcias com Maria Amélia de Pinho Borges, a Baronesa de Morenos, filha do Barão de Pinho Borges, em 1864. Foi um dos cinco encarregados dos preparativos da recepção a S. S. M. M. I. I., em 1859, e incumbido da hospedagem em palácio (Recife). Por testamento do Barão, passou o Engenho Moreno ao segundo filho varão – Joaquim –, que tinha apenas onze anos. Por motivo de doença, Joaquim de Sousa Leão transferiu-o (1900) à sua mãe, pela módica soma de 200 contos. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2544; FR-3664; FR-3643; FR-3644; FR-2540; FR-2541; FR-3667; FR-3665; FR-3668; FR-3669; FR-2543; FR-2546; FR-1896.  Proprietário dos engenhos: Catende, antes Milagre da Conceição/Catende; Gurjaú de Baixo e de Cima, Carnijó/Jaboatão dos Guararapes; Morenos, Brejo, Bom Dia, Xixaim, Viagens,Cumaru /Moreno e Brejo; Pitimbu e  Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Felipe de Souza Leão - Senador do Império. Nasceu em 1832 e faleceu em 1898. Casado em 1ª núpcias com Maria Anunciada Alves da Silva e em 2ª com Maria Luiza. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR: 4828; 2578; 2574; 05209; 05207; 4817; 2123; 2705; 3661; 2575; 2579; 2581; 2582; e 4826. (Maria Carolina de Souza Leão, filha. Maria Luiza Figueiredo Souza Leão; João Felipe de Souza Leão; Izabel Augusta de Souza Leão; Miguel Felipe de Souza Leão – Bacharel, 1847; Figueiredo Souza Leão). Proprietário de 08 Engenhos: Catende, antes Milagre da Conceição/Catende, Pitimbu/Cabo de Santo Agostinho, Carnijó/Jaboatão dos Guararapes; Moreno depois N. Sra. da Apresentação, Brejo, Viagens, Xixaim, Bom Dia, Tapera /Moreno.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Thomaz Coelho de Almeida – Bacharel (1888) Casado com Maria Cândida Coelho de Almeida. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2551; 2552; e 2550.
Ocupado pelos sem terra em 2005, ligados ao MST, com 50 famílias

80.     Engenho Bom Fim/Ipojuca - Engenho com capela sob invocação a N. Senhora do Desterro e depois sob invocação ao Nosso Senhor do Bonfim. Curiosidades: Em 1834, o engenho foi assaltado pelos Cabanos (membros do movimento rebelde que recebeu o nome de cabanada porque seus integrantes, que habitavam rústicas cabanas levantadas por eles (na beira dos rios e riachos) onde conseguiram 01 boi, 150 patacões, 04 maços de cartuchos de pólvora, 01 libra de pólvora a granel, 01 bacamartes, 01 pistola, 01 espadas, roupas e objetos de prata e ouro. Segundo relatado no ofício do Major José Luiz de Souza
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim de Sousa Leão - Barão (Dec. 09.08.1884) e Visconde (Dec. 10.04.1867) de Campo Alegre. Major Comandante de Secção de Guerra da Guarda Nacional; Comendador da 1ª Ordem da Rosa e da Real Ordem de Cristo e de N. S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal. Nasceu em 1818/Pernambuco e faleceu em 1900. Filho do Tenente-Coronel Filipe de Souza Leão e de Rita de Cássia Pessoa de Mello. Casou-se com sua prima Francisca de Souza Leão, filha do Comendador Antonio de Paula de Souza Leão e de Teresa Victorina Bezerra da Silva Cavalcanti. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2563; 2558; 2561; 2564; e 3676.  Proprietário dos engenhos: Moreno depois N. Senhora. da Apresentação, Brejo/Moreno, Algodoais, Bom Fim; Caramurú, Santa Fé/Água Preta; Gaibú, Ilha das Cobras, Serraria, Tirirí, Boa Vista, Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Bernardo Tolentino Manso da Costa Reis - Coronel. Casado com Maria Antônia Cysneiro da Costa Reis. Herdeiros seus filhos moradores em Cysneiro/MG; em 1893 vendem uma parte do engenho, através do Barão de Caxangá, seu procurador, ao Tenente-Coronel Manuel Cysneiro da Costa Reis. Em 1909, seus herdeiros nomeiam como procurador o Major Manuel  B. Corte Real para assinar a escritura da venda, de uma parte do Engenho Bom Fim/Ipojuca, ao seu cunhado e tio Coronel Manuel Cysneiro da Costa Reis.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Cysneiro da Costa Reis - Compra uma parte do engenho, pela quantia de 5 contos de réis, a:  Bernardo Cysneiro da Costa Reis casado com Julieta Magalhães; Maria Cysneiro da Costa Reis (adolescente) e assistida por sua mãe: Anna Cysneiro da Costa Reis; Alvaro Cysneiro da Costa Reis, casado com Judith Rezenda da Costa Reis e Antonio Cysneiro da Costa Reis e todos moradores em Cisneiros, que nomeiam o procurador na Comarca de Ipojuca, o Major Manuel  B. Corte Real para assinar a escritura da venda, de uma parte de um imóvel denominado Bom Fim/Ipojuca, ao seu cunhado e tio Coronel Manuel  Cysneiro da Costa Reis.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Vicente Cysneiro Carvalho Cavalcanti - Capitão. Casado com Ignez Leopoldina Cysneiro da Costa Reis. Proprietário de parte das terras do engenho Bomfim.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Lourenço Bezerra Alves da Silva - Barão de Caxangá agraciado (Dec. 20.07.1889). Filho do Cel. José Moreira Alves da Silva e de Maria Bezerra de Andrade. Coronel da Guarda Nacional. Nascido em 1834, falecido em 1900/engenho Tabatinga. Chefe político de Ipojuca. Casado com Inês Escolástica de Souza Leão, nascida em 1844 e falecida em 1900/engenho Bom Fim/Ipojuca, Baronesa de Caxangá. Proprietário dos engenhos: Abreu/Nazaré da Mata; Jaseru/ Sirinhaém  Jasmim e Utinga de Baixo/Cabo Santo Agostinho, Bom Fim/Ipojuca, Tabatinga de Santa Luzia e Caxangá (hoje usina)/Ribeirão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Antônio dos Santos Dias – Coronel casado com (?) Agueda Aventina dos Santos Dias. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-1738; e 06045.  Em 01/06/1895, fundou nas terras do engenho a Usina União e Indústria S.A.. Tempos depois, vendeu-a para a empresa Luís Dubeux. Proprietário dos engenhos: Jundiá ou Santa Philonila /Vicência, Rola/Escada, Serra Nova/Escada, Jundiá Mirim/Escada e da Usina Bom Fim/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luís Dubeux – Português. Casado com Maria Clarisse Gesteira Dubeux. – Comprou a Usina Bom fim a Manuel Antônio dos Santos Dias, em 1930.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leão Dubeux e Cia que mudou o nome Usina União e Indústria S. para Usina Bonfim, por se localizar na ilha do Engenho Bonfim
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Dias Lins – Em 1961, o neto do fundador do engenho, Luiz Dias Lins, comprou a Usina e a devolveu seu nome original: Usina União e Indústria S.A. Desde então, a Usina pertence a família do Major, a qual vem mantendo sua história e tradição ao longo dos anos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina União e Indústria S/A -  Localizada no município de Primavera, na mata sul de Pernambuco, a 80 Km do Recife.

81.     Engenho Bom Gosto/Joaquim Nabuco - Engenho Central, inaugurado em 1884. Na safra de 1885/86, o engenho foi o que menos produziu, moendo 65 a 100 t.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Oliveira – Dr. Proprietário dos engenhos: Bom Gosto e Pumaty/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Alves da Silva - Fundou no local do antigo engenho, entre 1888 e 1889 a Usina Central Bom Gosto com a mesma denominação. Herdeiros de José Alves da Silva, João Davi Madeira e João Oliveira. Proprietário dos engenhos: Folguedo do Mel/Panelas, Bom Gosto, Pumaty/Palmares e Souza/Água Preta.

82.     Engenho Bom Jardim/Barreiros - Casa grande do engenho na lista de bens culturais e naturais, tangíveis da mata sul de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Antônio Lopes - Barão de Una. Dignitário da Imperial Ordem da Rosa. Casado com Francisca de Caldas Lins, falecida em 1882.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Paulo Moreira Temporal - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05025.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Braz Carneiro Lins e Mello - Tenente-Coronel. Casado com  Ignácia Carneiro Lins e Mello Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-3303; 3304; 3305; e 3301. Proprietário dos engenhos: Bom Jardim/Barreiros; Concórdia e Refresco/São Lourenço da Mata;  Gaipio/Ipojuca; Guerra, Jacaré/Goiana; Santo André/Jaboatão dos Guararapes; e Velho antes chamado Madre de Deus/Cabo de Santo Agostinho.
Ocupado pelos sem terra em 1998. Decreto de 23 de maio de 2002. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências.  III - "engenho Bom Jardim e Camarão", com área de mil, oitenta e três hectares e noventa ares, situados no Município de Barreiros, objeto das Matrículas nos 04, fls. 10, Livro 2-G e 58, fls. 15, Livro 2-A, do Cartório do Primeiro Ofício da Comarca de Barreiros, Estado de Pernambuco.

83.     Engenho Bom Jardim/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Umbelino de Paula de Souza Leão - Barão de Jaboatão dos Guararapes. Filho do Comendador Antonio de Paula de Souza Leão e de Teresa Victoria Bezerra da Silva Cavalcanti, pais da Viscondessa de Campo Alegre. Casou com sua prima Francisca de Paula de Souza Leão, filha do Coronel Francisco Antonio de Souza Leão e de Maria da Penha Pereira da Silva. Irmão do Barão de Souza Leão e da Viscondessa de Campo Alegre. Foi Juiz de Paz e Presidente da Câmara Municipal de Santo Agostinho. Era fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial e Major da Guarda Nacional. Proprietário dos engenhos: Matas e Bom Jardim/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Christovão de Holanda Cavalcanti - Capitão Mor. Nasceu em Sirinhaém. Filho de João Cavalcanti de Albuquerque. Ficou com 50% do engenho e seu irmão Cristóvão com a outra metade. Tenente Coronel do 16º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional de Paudalho. Casou com Paula Cavalcanti d'Albuquerque, sua parenta, filha do Coronel Paulo Cavalcanti de Albuquerque e de sua mulher Ângela Cavalcanti de Albuquerque. Morador do engenho Bom Jesus, do século XIX, arrendando a parte de seu irmão, que optou pela vida na capital. Cristóvão foi quem prendeu o célebre cangaceiro Cabeleira e seu companheiro Theodósio, que aterrorizavam a região. Proprietário dos engenhos: Eixo, Cipó Novo, Terra Vermelha, Apoá ou Apuá, Volta do Cipó/Paudalho; Goitá/Glória; Petribu/Goiana; Bom Jesus/Glória de Goitá.

84.     Engenho Bom Jesus/Glória de Goitá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Campello – Médico. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-1156. (Clotilde Clorinda Carneiro Campello; Ana Narcisa Rodrigues; Ana Narcisa Vieira Brasil)
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcanti de Petribu - Casado com  Josefa Pessoa Guerra, filha de João Antônio Pessoa Guerra e  Joaquina Gaião Pessoa Guerra.. Herdeira do Coronel João Cavalcanti de Petribú: a viúva Josefa Pessoa Guerra Cavalcanti de Petribú, junto aos seus 07 filhos maiores e oito menores. e os engenhos:, entre outros. Em 1950, a Sociedade por Quotas de Responsabilidade Ltda foi transformada em S/A, sendo Josefa Pessoa Guerra Cavalcanti de Petribú sócia majoritária, com 50%  do capital. Já com a saúde debilitada, falecendo dois anos depois, em 1953. Proprietário dos engenhos:  Bom Jesus/Glória de Goitá; Cotunguba, Novo, Bonito/Nazaré da Mata; Santa Cruz/São Lourenço da Mata; Timbó, Itaenga ou Itanhenga, Sítio, Fortaleza/Paudalho; Petribu (depois Usina)/Goiana.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti e Francisco Cavalcanti de Albuquerque - Compraram a Usina Petribu, em 1903, os engenhos Fortaleza e Itaenga/Paudalho e Jesus/Glória de Goitá.  Com a morte de Francisco Cavalcanti de Albuquerque, em 1921, Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti admitiu como seu sócio, o Coronel João Cavalcanti de Petribú, criando a firma João de Petribú & Cia. Proprietário dos engenhos: Bom Jesus/Glória de Goitá; Fortaleza, Itaenga, Novo e Volta do Cipó /Paudalho; Terra Vermelha/Lagoa do Carro; Lagoa d’Antas/Nazaré da Mata; Cumaru/Palmares; e a Usina Petribu.

85.     Engenho Bom Jesus/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Maria Leopoldina Callado - Proprietária dos engenhos: Riacho das Pedras e Bom Jesus/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cia Norte Açucareira Santo André do Rio Una
Ocupado pelos sem terra, em 2005, pelo MST. Decreto de 25 de fevereiro de 2003. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências. IX - "engenho Bom Jesus e outros", com área de 245 ha e 57 ares, situado no Município de Amaraji.

86.     Engenho Bom Jesus/Cabo Santo Agostinho  - Engenho fundado antes da invasão holandesa, em terras dos franciscano, através da solicitação de títulos de terras dos religiosos;  era movido à água. Nas terras deste Engenho foi fundada, em 1881, uma usina do mesmo nome.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Pedro do Rego – Engenho edificado em terras
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Lopes de Vera – Capitão. Faleceu em 1651/Bahia. Possuidor do passaporte holandês. Membro dos escabinos de Olinda. Segundo administrador do Morgado do Senhor Bom Jesus, citado em Tempos Flamengos. às páginas 157/269, como Judeu. Filho de João de Veras e de Adrianna de Hollanda. Casado com Catharina de Lyra, com pais naturais da "Ilha da Madeira. Proprietário dos engenhos: Gurjaú ou Grojaú, Bom Jesus, São João e Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição, São Bartolomeu /Cabo de Santo Agostinho, Sembras e Nossa Senhora do Rosário/Ipojuca.
Proprietário/Morador/Rendeiro: David Senior CoronelDuarte Saraiva. Judeu português. Nasceu em 1572/Amarange/PT. Membro da renomada família Senior Coronel radicada em Hamburgo. No Recife foi um dos nomes mais respeitados do seu tempo, sendo homenageado pelo conhecido rabino de Amsterdã, Menasseh ben Israel, quando da publicação do seu livro El Conciliador (Amsterdã, 1641). Seu nome aparece: na compra de escravos; fretamento de navios; corte de madeira; rendeiro; cobrador de dízimos; proprietário de imóveis. Por duas vezes (1639 e 1644) ele arrematou a cobrança dos impostos da Companhia sobre a produção do açúcar em Pernambuco, despendendo na primeira vez 128.000 florins. Faleceu em 1650/Recife e deixou de créditos a receber da coroa portuguesa, a importância de 351.502 florins. Proprietários dos engenhos: Bom Jesus, São João do Salgado, Novo, Velho antes chamado Madre de Deus/Cabo de Santo Agostinho; Camaçari, Trapiche ou Bom Jesus/Sirinhaém; Rosário da Torre e o Madalena, por ele vendido a João de Mendonça Furtado, Santo Antônio da Várzea, depois Eenkalchoven /Recife. Curiosidades: Quando a Holanda invadiu o Nordeste no século XVII, estava desejosa de dominar exatamente as áreas produtoras de cana de açúcar. Nesse período, dos 120 engenhos que estavam em funcionamento em Pernambuco, cerca de 6% era de propriedade de judeus portugueses que moravam na Holanda - além, evidentemente, daqueles engenhos de cristãos-novos. Moisés Navarro, por exemplo, foi dono de um engenho chamado Jurisseca, enquanto Duarte Saraiva, tinha três engenhos, todos adquiridos em leilão realizado após a invasão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel de Vera Cruz – Sargento-mor da Ordenança de Ipojuca; administrador do Morgado do engenho Bom Jesus do Cabo Santo Agostinho-PE. Casou três vezes, sendo Cosma Bezerra da Cunha, sua 2ª esposa.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Maria da Conceição Lins de Albuquerque  - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2311; 2312; e 506.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Miguel Felipe de Souza Leão - Bacharel. Nasceu em 1823 e faleceu em 1895. Filhos de Domingos de Souza Leão e Tereza de Jesus Souza Leão Coelho. Casado com Isabel Augusta de Souza Leão. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-3661; 2575; 2579; 2581; 2582; 4826; e 4827. Proprietário dos engenhos: Oiteirão/ Vitória Santo Antão e Bom Tom/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Augusto Otaviano de Sou­za – Coronel. Casado com Clementina Otávia de Souza. Fundou nas terras do engenho a Usina Bom Jesus, em 1890. Não suportando os débitos, hipotecou-a ao Banco de Crédito Rural de Pernambuco, juntamente com outros bens, em se­tembro de 1898. Com o propósito de insistir na posse das propriedades, Augusto Otaviano de Souza e sua mulher, D. Clementina Otávia de Souza, conservaram o domínio dos imóveis, ate maio de 1918, ocasião em que vendeu e transferiu o conjunto agroindustrial, constituído pela usina e pelos engenhos: Bom Jesus, Roças Ve­lhas, Guerra, Matas, Cajabussu, além de partes do engenho Ce­dro e São Caetano/Cabo de Santo Agostinho; Rico/Jaboatão dos Guararapes, aos Srs. Jose Lúcio Fer­reira e Luiz Ferreira Gomes da Silva Filho, cuja escritura pública data de 29 de maio de 1918.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jose Lúcio Fer­reira e Luiz Ferreira Gomes da Silva Filho – Compraram a Usina e os engenhos: Bom Jesus, Roças Velhas, Guerra, Matas, Cajabussu e Cedro/Cabo de Santo Agostinho e o Rico/Jaboatão dos Guararapes, a Augusto Otaviano de Souza. José Lúcio era casado com Maria José Colaço Ferreira e Luiz com Inalda Colaço Ferreira. Em 1919, passaram a posse da Usina e dos engenhos por Cr$ 3000.000,00, a: João Lopes Siqueira Santos, Hermano Brandão de Siqueira Santos e o Cel. Antônio Pedro Soares Brandão, que constituem uma sociedade e transferem a usina e os engenhos para a firma sob a a razão social de Santos, Siqueira & Cia. Em 1923, o coronel Antônio Pedro desligou-se da sociedade e, em 1924, morreu Hermano Brandão, ficando assim João Lopes da Siqueira Santos, como único sócio até seu falecimento em 1934, ficando a Usina Bom Jesus e todo seu conjunto a viúva Benvin­da Arruda de Siqueira Santos e demais herdeiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Benvinda Arruda – Casada com João Lopes Siqueira Santos. Viúva e herdeiras, junto aos seus filhos. Subdividindo o espólio, cuja maior parte destinou-se à viúva, per­manecendo o domínio dos bens em estado de condomínio ate 1945, momento em que a indústria e todo seu complexo foram transformados em sociedade anônima. Ficando na frente do empreendimento: José Lopes de Siqueira Santos, até que este acabou por adquirir a Usina Estreliana, quando se fez uma permuta da sua parte na Usina, tempo em que registramos a direção da Bom Jesus sob a responsabilidade ao seu cunhado Dr. Jaime de Queiroz Monteiro, que em 1954 vendeu sua parte a D. Benvinda e a seu filho caçula, ficando como sócia ma­joritária ate o seu falecimento, o que ocorreu em 1954. Após o seu falecimento a Usina ficou como herança para seus filhos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Lopes Siqueira Santos – Filho de Benvinda de Arruda e de João Lopes de Siqueira Santos. Casado com Marina Loyo Meira Lins. Comprou a usina e seus engenhos aos sócios, após uma assembléia em 1957.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Trapiche – Clóvis Paiva – Assume a Usina e seus engenhos em 1994. Hoje seu proprietário é Paulo Pragana Paiva.

87.     Engenho Bom Jesus/Glória de Goitá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Virginio Rodrigues – Casado com (?) Ana Narcisa Rodrigues. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-1165; 2728; e 1103. Proprietário dos engenhos: Taquara/Goiana e Bom Jesus/Glória de Goitá.

88.     Engenho Bom Mirar ou Bom Mirá/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Júlio da Silva Santos - Casado com (?)Joaquina Francisca de Sales Sena Santos. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05157; e 05157. Proprietário dos engenhos: Macaco, Bom Mirar ou Bom Mirá e Freixeiras/Água Preta.

89.     Engenho Bom Sucesso/ Paudalho - Engenho fundado na metade do século XVII
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Cândido Carneiro da Silva - Proprietário dos engenhos: Bom Sucesso, Livramento e Camila/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim de Almeida – Fundou o Engenho na segunda metade do século XVII.

90.     Engenho Bom Sucesso/Gameleira - Em 1871, foi feita uma relação dos engenhos que ocupavam o Aldeiamento da Vila de Escada: Murissy, Crimeia, Bom Sucesso, Capricho, Açougue, Casa grande e capela do engenho Bom Sucesso na lista de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio José Pires - Capitão. Casado com Maria Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, nascida em 1864/Fazenda Fundão, falecida em 1942. Proprietário do engenho Bom-Sucesso/Gameleira.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Armando Queiroz Monteiro - Casou com Maria José Dourado, filha de José Dourado e de Sebastiana Cavalcanti de Amorim Salgado. Um dos donos da Usina Ipojuca, proprietário do engenho Bom Sucesso/Gameleira; fornecedor de cana do engenho Souza/Catende; administrador e diretor da usina Trapiche; administrador da Usina Barreiros; e finalmente adquiriu a Usina Cucaú a João Cardoso Ayres Filho. Armando se associa a Antonio Dourado Neto e compram a Usina Ipojuca de José Dourado, sogro do primeiro e tio do segundo sócio.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Luiz Gonçalves Ferreira – Comendador. Nascido em Braga/PT. Filho de Ascenso Luiz e de Maria Gonçalves. Casado com Ana Joaquina Gonçalves Ferreira (12 filhos), recifense, falecida em 1859/Recife, filha do açoriano José Francisco Tavares Rodovalho e de sua 1ª mulher Isabel Teodora da Conceição. Proprietário do engenho Bom-Tom/Cabo de Santo Agostinho.

91. Engenho Bom Tom/Cabo Santo Agostinho

Proprietário/Morador/Rendeiro: João Luiz Gonçalves Ferreira - Barão de Arariba – agraciado com o título (Dec. 05.05.1883). Filho do português Antonio Luiz Gonçalves Ferreira e Ana Joaquina Gonçalves Ferreira, recifense. Coronel-Comandante Superior da Guarda Nacional, no Cabo Santo Agostinho. Faleceu solteiro em 1914/engenho Arariba de Baixo/Cabo Santo Agostinho, tendo legitimado, com Maria dos Prazeres: Luiz Gonçalves Ferreira e Josefina Ferreira Alves da Silva. Testara a 22.06.1908, aos 69 anos. Proprietário dos engenhos: Ubatuba/Água Preta e Boto, Arariba de Baixo/Cabo Santo Agostinho; Bom Tom/Cabo Santo Agostinho.

Ocupado pelos sem terrasLevantamento realizado em assentamentos oficiais na área da bacia do Pirapama (Cabo de Santo Agostinho e em Moreno) constatou que a área média desses assentamentos era de 502,55 ha, com lotes que variavam de 2,97 ha a 37,85 ha. Os assentamentos pesquisados foram os engenhos: Arariba de Baixo (1995), Arariba da Pedra (1996), Potosi (1993), Pimentel ((1997), Paris (1973), Tapugi de Cima (1973), Tapugi de Baixo (1973), Bom Tom (1976), e Engenho Furna (1973).

91/A.     Engenho Bom Viver/Vicência - Localizado no distrito de São Sebastião (Borracha), terra onde predomina a cultura da banana, devido a topografia da região, produziu açúcar, mel e rapadura até o final da década de 1950. Atualmente parte de suas terras tem cultivo de banana e parte serve para fornecimento de cana para usina
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ruy Ramos de Andrade Lima - Casado com Maria Celina Vasconcelos de Andrade Lima (tendo os filhos João, Rui, Luís, Iraci, Celina). Viúvo de Celina, casou com sua cunhada Maria Cândida que criou os sobrinhos como seus filhos. Hoje o engenho foi dividido entre os seus herdeiros.
Cooperação: Mair Melo de Andrade. e-mail: mair.melo@gmail.com.br. Dados fornecidos em 11/08/2013

92.     Engenho Bomba/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Alfredo de Morais Coutinho – Filho do Cel Antônio Lopes Coutinho e de Rita Nunes Macedo. Casado com Joana Lins. Cursou até o 4º ano de medicina, abandonando os estudos para tomar conta dos engenhos. Exerceu o cargo de 1º Secretário do Sindicato Agrícola de Nazaré da Mata. Proprietário dos engenhos: Bomba, Pedregulho, Várzea Grande e Lagoa d’Antas/Nazaré da Mata.

93.     Engenho Bombarda/Rio Formoso - Casa grande e senzala do engenho na lista de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Diogo Paes Barreto – Morgado do Cabo de Santo Agostinho. Nascido em Viana do Castelo/Minho/PT e falecido em 1617/Olinda. Filho de Antônio Velho Barreto. Casado com  Inêz Tavares Guardês. Durante a invasão holandesa fugiu para Bahia com Matias de Albuquerque. Proprietário dos engenhos: Nossa Senhora de França/Ipojuca; Bombarda; Una/Rio Formoso; Carassu, Benfica, Buenos Aires/Barreiros.

94.     Engenho Bonito/Condado
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terra em 1996 e 1997, ligados ao MST. Nota: Ontem, o MST invadiu o engenho Bonito, de 1.090 hectares, em Condado (105 km de Recife). Eles estão na área há sete anos. "Estamos construindo o que chamamos de assentamento provisório. Vamos nos antecipar ao INCRA, selecionando as famílias, dividindo os lotes e colocando o pessoal para trabalhar, assentando independentemente do INCRA", disse Jaime Amorim, da direção nacional do MST, que esteve em Condado.

95.     Engenho Bonito/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Clóvis Monteiro - Filho de Edite e Antônio Monteiro Fernandes de Oliveira. Proprietário dos engenhos: Bonito e Lagoa d’Antas.

96.     Engenho Bonito/Nazaré da Mata - Para chegar ao engenho Bonito, pegar a Rua Coelho Neto, cruzar a BR-408 e seguir pela estrada do Bonito. Após 6,4 km, na bifurcação, tomar a esquerda. A Capela engenho, de 1601, é considerada uma relíquia arquitetônica e histórica. Em 1993, foram roubadas três talhas, revestidas em ouro, pertencente ao Alto do Cruzeiro, encontradas depois pela Polícia Federal/São Paulo, e remetidas de volta após uma restauração da capela, pelo IPHAN. "Para roubar um Alto do Cruzeiro, por exemplo, o ladrão tem que remover peça por peça. Desmontar isso não é nada fácil", atestou o superintendente regional do IPHAN, Frederico Almeida.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Amaro Gomes da Costa Rabelo – Tenente Coronel de Milícias de Brancos da Capital; Cavalheiro da Ordem de Cristo; membro da Academia do Cabo de Santo Agostinho e Paraíso. Foi o mais forte e abnegado apóstolo da República e mereceu por isso a consideração do alto cargo de General. Casado com Ignácia Xavier da Cunha Coutinho Carneiro de Albuquerque, filha de Ignácio Xavier Carneiro de Albuquerque e Joana Coutinho Carneiro de Albuquerque. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues: FJN Nºs: 3.832, 4.376, 4.377, 4. 378;  3833 e 4379. A tradição familiar indica que o velho Amaro Gomes teria passado tempo em Minas Gerais, junto a parentes seus, de onde voltara bastante rico. Proprietário dos engenhos: Araripe do Meio/Itamaracá, Tracunhaém, Jardim, Camorim, Sipoal, Morojó, Taquara, Tabajara, Tabira, Camorim, Merecê (depois Salvador) e Tabayê /Goiana e Bonito/Nazaré da Mata; Camila/Paudalho.  Curiosidades: Diário de Pernambuco na História. Há 150 anos. Sexta-feira, 15 de julho de 1859 - Guarda Nacional - Por decreto de 18, 28 de junho e 2 de julho do corrente foram nomeados: o Dr. José Inácio da Cunha Rabelo, tenente-coronel chefe do estado maior do comando superior da Guarda Nacional do município de Goiana, da província de Pernambuco. O capitão João Alves Ribeiro da Cunha, tenente coronel comandante do 5º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional da província de Mato Grosso.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcanti de Petribu - Casado com Josefa Pessoa Guerra, filha de João Antônio Pessoa Guerra e Joaquina Gaião Pessoa Guerra; herdeira do Coronel, junto aos seus 07 filhos maiores e oito menores. Em 1950, a Sociedade por Quotas de Responsabilidade Ltda. foi transformada em S/A, sendo Josefa Pessoa Guerra Cavalcanti de Petribú sócia majoritária, com 50% do capital. Já com a saúde debilitada, falecendo dois anos depois, em 1953. Proprietário dos engenhos: Bom Jesus/Glória de Goitá; Cotunguba, Novo, Bonito/Nazaré da Mata; Santa Cruz/São Lourenço da Mata; Timbó, Itaenga ou Itanhenga, Sítio, Fortaleza/Paudalho; Petribu (depois Usina)/Goiana.

97.     Engenho Bonito/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Dourado da Costa Azevedo - Casado com Sebastiana Cavalcanti de Amorim Salgado (03 filhos). Ambos de origem açucareira: ele de Nazaré da Mata, dos engenhos Cordeiro, e ela, vinda do Cabo Santo  Agostinho. José Dourado não tinha instrução, porém era dotado de aguda inteligência. Militou na política, de lenço vermelho no pescoço, vibrando com a Aliança Liberal, antes da revolução de 1930. Proprietário dos engenhos: Bonito, Cordeiro/Nazaré da Mata; Ipojuca, antes Bandeira/Ipojuca; Rosário/Lagoa dos Gatos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Antônio Gonçalves Guerra - Casado com sua prima, Cecília Cavalcanti Petribu. Proprietário dos engenhos: Bonito, Cumbe e Limeira Grande.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel de Moura Queiroz  - Casado com Dora de Moura Queiroz - Proprietária em 1977.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Tereza do Rego Cavalcanti - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4351.

98.     Engenho Bosque/Macaparana - Casa grande do engenho na lista de bens culturais e naturais, tangíveis da mata norte.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Moacyr Soares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sólon de Barros Corrêa – Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-05941. (Casamento – engenho Bosque: Sólon de Barros Corrêa; Judith Thereza Pontual Sampaio; Heráclito Andrade Vaz de Oliveira; Maria Adalgisa Pontual Dias...)

99.  Engenho Boto/Cabo Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Luiz Gonçalves Ferreira - Barão de Arariba – agraciado com o título (Dec. 05.05.1883). Filho do português Antonio Luiz Gonçalves Ferreira e Ana Joaquina Gonçalves Ferreira, recifense. Coronel-Comandante Superior da Guarda Nacional, no Cabo Santo Agostinho. Faleceu solteiro em 1914/engenho Arariba de Baixo/Cabo Santo Agostinho, tendo legitimado, com Maria dos Prazeres: Luiz Gonçalves Ferreira e Josefina Ferreira Alves da Silva. Testara a 22.06.1908, aos 69 anos. Proprietário dos engenhos: Ubatuba/Água Preta e Boto, Arariba de Baixo/Cabo Santo Agostinho; Bom Tom/Cabo Santo Agostinho.

100.  Engenho Braço do Meio/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Samuel dos Santos Pontual – Dr. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues: FR-3786 FR-4296. (Maria Tereza dos Santos Pontual, filha de Samuel dos Santos Pontual). Proprietário dos engenhos: Riqueza/Amaraji; Braço do Meio, Irmandade/Escada.

101.  Engenho Brasil/Glória de Goitá - Engenho do século XIX
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

102.  Engenho Brasileiro/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Evaristo da Rocha - Tenente-Coronel. Proprietário dos engenhos: Caiabú, Cumbé, Parmaso, Brasileiro, Universo/Água Preta.
Ocupado pelos sem terra em 2000, 220 famílias.

103  Engenho Brejão ou Queimadas de Cima/São José da Coroa Grande - Localizado a 4 km da PE 060, com 280 ha e 20 casas, onde além da criação de gado e ovelha são plantados 7.000 pés de coco
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Francisco de Melo
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Francisco do Rêgo Cavalcante - Casado com Joana de Almeida Azeredo Coutinho. Bisavós do ex Governador do Estado: Moura Cavalcanti. Residiram em um sítio anexo ao engenho Sociedade, depois moraram nos engenhos Macapá Velho e Cipó Branco do pai de Joaquim Francisco do Rêgo Cavalcanti. Proprietários dos engenhos: Macapá Velho/Macaparana e Brejão/São José da Coroa Grande; Macapá/Timbauba.

104.  Engenho Brejo/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Inácio da Cunha Moura – Recebeu a sesmaria, no início do século XVII, onde instalou vários engenhos: Cabuçuzinho, Novo da Conceição, Cumaru, Brejo, Buscaú, Paris e o Furna.

105.  Engenho Brejo/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Augusto Mendes de Holanda - Bacharel em 1890. Casado com Joana Deolinda Moura de Holanda Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-2279; 2280; 2290 e 2281.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio de Paula Sousa Leão - Barão de Moreno, 1870. Alferes do Regimento de Cavalaria Ligeira de 2ª linha, em 1829; Juiz de Paz e Presidente da Câmara Municipal do Jaboatão dos Guararapes (Partido Liberal); Comendador da Rosa e da Imperial Ordem de Cristo; Dignitário da Imperial Ordem da Rosa. Nasceu em 1808/engenho Tapera. Filho do Tenente-Coronel Felipe de Sousa Leão e de Cássia Pessoa de Melo. Assassinado o pai, em 1832, por um trabalhador, o Barão, o mais velho dos 14 órfãos, passou a cuidar da família. Só depois que encaminhou os irmãos, julgou-se habilitado a casar: 1ª núpcias com Maria Leopoldina de Souza Leão, em 1854, e em 2ª núpcias com Maria Amélia de Pinho Borges, a Baronesa de Morenos, filha do Barão de Pinho Borges, em 1864. Foi um dos cinco encarregados dos preparativos da recepção a S. S. M. M. I. I., em 1859, e incumbido da hospedagem em palácio (Recife). Por testamento do Barão, passou o Engenho Moreno ao segundo filho varão – Joaquim –, que tinha apenas onze anos. Por motivo de doença, Joaquim de Sousa Leão transferiu-o (1900) à sua mãe, pela módica soma de 200 contos. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2544; 3664; 3643; 3644; 2540; 2541; 3667; 3665; 3668; 3669; 2543; 2546; e 1896.  Proprietário dos engenhos: Catende, antes Milagre da Conceição/Catende; Gurjaú de Baixo e de Cima, Carnijó/Jaboatão dos Guararapes; Morenos, Brejo, Bom Dia, Xixaim, Viagens, Cumaru /Moreno e Brejo; Pitimbu e Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim de Sousa Leão - Barão (Dec. 09.08.1884) e Visconde (Dec. 10.04.1867) de Campo Alegre. Major Comandante de Secção de Guerra da Guarda Nacional; Comendador da 1ª Ordem da Rosa e da Real Ordem de Cristo e de N. S. da Conceição de Vila Viçosa de Portugal. Nasceu em 1818 e faleceu em 1900. Filho do Tenente-Coronel Filipe de Souza Leão e de Rita de Cássia Pessoa de Mello. Casou-se com sua prima Francisca de Souza Leão, filha do Comendador Antonio de Paula de Souza Leão e de Teresa Victorina Bezerra da Silva Cavalcanti. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2563; 2558; 2561; 2564; 3676.  Proprietário dos engenhos: Moreno depois N. S. da Apresentação, Brejo/ Moreno, Algodoais, Bom Fim; Caramuru, Santa Fé/Água Preta; Gaibú, Ilha das Cobras, Serraria, Tirirí, Boa Vista, Jurissaca/ Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Maria Amélia de Pinho Borges – Baronesa de Morenos, filha do Barão de Pinho Borges,Viúva do Barão de Moreno. Após o falecimento de seu marido ajudou o filho Joaquim, herdeiro do Engenho a administrá-lo. Mas por motivo de doença Joaquim vendeu-o a sua mãe por 200 contos. Tempos depois outro filho, Antônio, associou-se a ela.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Felipe de Souza Leão - Senador do Império. Nasceu em 1832 e faleceu em 1898. Casado em 1ª núpcias com Maria Anunciada Alves da Silva e em 2ª com Maria Luiza. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-4828; FR-2578; FR-2574; FR-05209; FR-05207; FR-4817; FR-2123; FR-2705; FR-3661; FR-2575; FR-2579; FR-2581; FR-2582; FR-4826. (Maria Carolina de Souza Leão, filha. Maria Luiza Figueiredo Souza Leão; João Felipe de Souza Leão; Izabel Augusta de Souza Leão; Miguel Felipe de Souza Leão – Bacharel, 1847; Figueiredo Souza Leão). Proprietário de 08 Engenhos: Catende, antes Milagre da Conceição/Catende, Pitimbu/Cabo de Santo Agostinho, Carnijó/Jaboatão dos Guararapes; Moreno depois N. Sra. da Apresentação, Brejo, Viagens, Xixaim, Bom Dia, Tapera /Moreno.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Agostinho dos Santos – Casado com Antônia Cardoso dos Santos (D. Toínha).

106.  Engenho Brejo/Ribeirão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ernesto Gonçalves Pereira Lima - Nascido em 1838 e falecido em 1906/Usina Brejo. Filho de Manuel  Gonçalves Pereira de Lima e Anna Joaquina da Silva. Casado com sua prima Ana Leopoldina Pereira Cascão (Nana), nascida em 1839/Recife e falecida em 1920/Recife, filha de José Gonçalves Cascão e Maria do Espírito Santo Pereira Lima; filhos (03. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05108; 05110; e 3081. Herdeiro de seus pais: Manuel  Gonçalves Pereira Lima e Anna Joaquina da Silva. Proprietário dos engenhos: Brejo (depois Usina); Nova Cintra/Timbauba; Pereira Grande/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Ernesto Pereira de Lima - Nasceu em 1931/Recife e faleceu em 2001/Recife. Casado com Terezinha de Jesus Carneiro Leão, nascida em 1936 e falecida em 2010, filha de José Melício Carneiro Leão e Maria Celecina Melo Souza Leão. Comprou os engenhos: Vicente Campelo, Jerusalém e Dromedário a Euthália Ismênia de Moura Matos. José Ernesto montou a pequena Usina a Cucau ou meio aparelho no Engenho Vicente Campelo e os demais Engenhos ficaram como fornecedores de cana.sacos de açúcar. Proprietário dos engenhos: Pereira Grande/Água Preta; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho; Brejo, São Pedro/Ribeirão; Dromedário/Escada; Jerusalém/Sirinhaém; Rico/Jabotão dos Guararapes; Cocula/Gameleira; Desespero/Vitória de Santo Antão e Araquara ou Vicente Campelo/Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ernesto Pereira de Lima – Filho de José Ernesto Gonçalves Pereira de Lima e de Terezinha de Jesus Carneiro Leão. Nasceu em 1960/Recife. Casado com Margareth César Rezende, nascida em 1962, filha de Amaury César Resende e de Almarinda Lima Rezende. Proprietário dos engenhos: Brejo, São Pedro e Cocula/Ribeirão; Dromedário; Jerusalém; e Vicente Campelo e da Usina Santa Cruz – engenhos: Brejo e Cocula/Gameleira.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Cucau – Foi edificada, em 1895, pela Companhia de Melhoramentos em Pernambuco. Entre os acionistas e diretores da Companhia, estão: Manuel  Borba e José Rufino Bezerra Cavalcanti, governadores de Pernambuco, Arthur de Siqueira Cavalcanti Filho, Barão de Águas Claras, Oscar Bernardo Carneiro da Cunha, coronel Júlio de Araújo, João Cardoso Ayres. Atualmente a usina pertence ao Grupo Armando de Queiroz Monteiro e integra, junto com a usina Laranjeiras, a Companhia Geral de Melhoramentos em Pernambuco, Proprietária dos engenhos: Antas, Cocaupe, Lobo, Nova Aurora/Sirinhaém; Araquara ou Vicente Campelo/Escada; Brejo/Ribeirão; Cocula/Gameleira; Limão Doce/Rio Formoso; e Amaraji/Gameleira.
Ocupado pelos sem terra em 2003, 62 famílias.

107.  Engenho Brilhante/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Felipe de Souza Leão - Nasceu em 1832/Jaboatão dos Guararapes e faleceu em 1898. Filho do Tenente Coronel Felipe de Souza Leão e Rita de Cássia Pessoa de Mello, engenho Tapera/Jaboatão dos Guararapes. Advogado; Presidente do Tribunal de Relação/Recife; Desembargador; Deputado Provincial (1858/1858); Deputado Geral  (3 mandatos); Senador (1880/1889). Casado (1º) Maria Anunciada Alves da Silva e em 2º núpcias com Maria de Figueiredo. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2484 – (Maria de Jesus de Souza Leão Cabral de Mello). Proprietário dos engenhos: Brilhante, Ilha das Cobras/Cabo de Santo Agostinho, Timbó e Serraria/Jaboatão dos Guararapes; Rendeiro do Ibura/Recife.

108.  Engenho Brillhante/Tracunhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Virginio de Andrade Lima - Casado com Maria de Freitas Pereira de Andrade Lima. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-3709; e  3710. Proprietário dos engenhos: Brilhante e Bringas/Tracunhaem
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Gomes Pereira de Andrade Lima - Herdeiro de Antônio Virgínio e Maria de Freitas de Andrade Lima (?). Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues FR-2820; 4656; e 2822. (Juvina Tavares Pereira de Lima). Proprietário dos engenhos: Carnaúba e Brilhante/Nazaré da Mata, hoje Tracunhaém.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  do Nascimento Bezerra de Mello  - Casado com Isolina Tavares Bezerra de Mello. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-3276.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Liberdade – Engenho ligado a Usina.
Proprietário/Morador/Rendeiro: André Didier Oliveira
Ocupado pelos sem terra. O INCRA-PE atesta que o engenho Brilhante/Tracunhaém é área produtiva (300 hectares), ocupado em julho por agricultores ligados à Comissão Pastoral da Terra (CPT), foi considerado produtivo, por agrônomos do INCRA. Alvo de vários conflitos entre o proprietário, André Didier Oliveira, e os acampados, a área foi vistoriada a pedido da CPT, que a considerava abandonada. O resultado do laudo surpreendeu os líderes da Comissão, que acusam Oliveira de ter levado cabeças de gado para o imóvel a fim de mascarar a situação diante do INCRA. "Como se explica o aumento de 67 cabeças, na época da ocupação (2 de julho), para 197, como atesta o laudo da vistoria, feita menos de um mês depois", denuncia o padre Tiago Thorlby, colaborador da CPT. Despejados do imóvel em 17 de julho, os sem-terra reocuparam o engenho na última quinta-feira e acusam Oliveira de comandar tiroteio no local. Ontem, o juiz de Nazaré da Mata, Carlos Maranhão, determinou a desocupação do imóvel até o dia de hoje sob pena de prisão. Advogados de Oliveira dizem que a área possui, além do gado, 42 mil aves e 1,7 mil suínos.

109.  Engenho Bringas/Tracunhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Virginio de Andrade Lima - Casado com Maria de Freitas Pereira de Andrade Lima. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-3709; e 3710. Proprietário dos engenhos: Brilhante e Bringas/Tracunhaem.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Urbano Barbosa Pereira de Andrade - Prefeito de Timbauba; Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-4160; e 2912.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Virginio Neto - Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-2681.
Ocupado pelos sem terras em 1997 pelo CPT

110.  Engenho Brum Brum/Recife - Construído por volta de 1667 situava-se na margem esquerda do Rio Capibaribe, em frente à povoação de Caxangá. Suas terras chegavam até Camaragibe. A casa grande do engenho foi reformada pelo engenheiro francês Pierre Victor Boulitreau, junto com mais três residências de Maria Peretti, proprietário nos anos 50.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Miguel Bezerra Monteiro - Capitão. Militou na guerra contra os holandeses. Construiu o engenho por volta de 1667. Herdado por sua sobrinha Sebastiana de Carvalho casada com Manuel Carneiro da Cunha.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Carneiro da Cunha (I) – Coronel; Fidalgo Cavaleiro da Casa Real; Capitão da Ordenança da freguesia da Várzea, por Patente de 1667; Juiz Ordinário de Olinda, em 1674; Provedor da Santa Casa de Misericórdia, 1675. Em 1667, levantou o engenho do Brum-Brum, que estava arruinado. Filho de Manuel Carneiro de Mariz e de Cosma da Cunha. Casado com Sebastiana de Carvalho, que herdou o engenho Brum-Brum do seu tio Miguel Bezerra de Monteiro, filha de Sebastião de Carvalho e de Francisca Monteiro.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Carneiro da Cunha (II) - Filho de Manuel Carneiro da Cunha e de Sebastiana de Carvalho. Casado com Antônia da Cunha, filha de Antônio da Rocha Bezerra e de Izabel da Silva.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Pedro dos Reys - Médico português. Chegou a Pernambuco em 1739, com o Bispo D. Fr. Luiz de Santa Tereza, por ser seu cirurgião. Casado com Maria de Jesus Carneiro da Cunha, que herdou o engenho de seus pais.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Bernardo Antonio de Miranda – Falecido em 1882.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Medeiros Rego Peretti Escritor, historiador e humanista, descendente do Conselheiro Peretti, ex-secretário do Tesouro do Governo Estácio Coimbra. Casou com Maria Ardaschnikoff Jorgensen de Medeiros Peretti, já velho, pouco antes de morrer, e deixou-lhe o patrimônio, que foi repartido entre sua viúva e sua filha, a artista Marianne Peretti, moradora de Olinda, e muito ligada a Maria.  Maria Peretti se tornou uma detentora de uma das maiores coleções de móveis de Pernambuco - obras raras de Spieller, Béranger; prataria, alfaias, cerâmica e um precioso Luis Morales, pintor contemporâneo de Cláudio Coelho e Velásquez. Sem herdeiros é o Estado de Pernambuco que deve possuir essa coleção. Uma das meninas que ela criou solicitou em Juízo a sua interdição, pretendendo a curatela das suas rendas e bens.

111.  Engenho Brum/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque - Barão de Muribeca - agraciado com o título (Dec. 14.07.1860). Nasceu em 1804 e faleceu em 1894/engenho Pantorra. Filho do Capitão-Mór Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Rita de Albuquerque Mello que eram também pais dos Viscondes de Suassuna, Camaragibe e Albuquerque. Formado em direito pela Universidade de Goettingen/Alemanha. Comendador da Real Ordem de Cristo de Portugal. Matriculado no curso de Matemática da faculdade de Direito da Universidade de Coimbra - 1821. Deputado Provincial por Pernambuco (02 vezes). Dedicou toda a vida à agricultura, constituindo grande fortuna que, por sua morte, legou a seus sobrinhos: Francisco do Rego Barros de Lacerda e Joaquim Corrêa de Araújo. Proprietário dos engenhos: Maciapé, Camorim, Curado, Brum e São João; Pantorra/Cabo de Santo Agostinho

112.  Engenho Bucarema/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Manuel Correia de Barros – Coronel. Proprietário dos engenhos: Bucarema, Califórnia, Barra e Cabuçu/Paudalho; Barra de Goitá/São Lourenço da Mata.

113.  Engenho Buenos Aires/ São José da Coroa Grande
Proprietário/Morador/Rendeiro: Celso Sarmento e Rodrigo Omena – O engenho Boa Vista foi arrematado da massa falida da Usina Central Barreiros, em 2000, dele fazendo parte o engenho Buenos Aires. Proprietário dos engenhos: Boa Vista e Buenos Aires/ São José da Coroa Grande.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Central Barreiros – O início da década de 50 foi um momento de expansão da produção de cana-de-açúcar, graças a uma conjuntura internacional favorável que abria novos mercados à produção brasileira. A Usina Central Barreiros colocava em marcha uma política de pleno aproveitamento de seu patrimônio fundiário: as terras entregues aos rendeiros eram então praticamente inexploradas Proprietária dos engenhos: Manguinhos, Gindhy/São José da Coroa Grande; Rebouças/Tamandaré; Vermelho/Glória de Goitá; Morim/Barreiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio da Rocha de Holanda Cavalcante - Barão de Gindaí, agraciado com o título (Dec. 19.11.1888). Nascido em 1830 e falecido em 1903. Filho do Comendador José Luiz de Caldas Lins e de Teolinda da Silveira Lins. Casado com Maria Cluadina de Gusmão Lira, Baronesa de Gindai, falecida em 1903, filha de Francisco Gusmão Lira e de Maria Claudina Lira. Mulher pequenina, talvez não pesasse 40 quilos, bem humorada, distraia sempre a assistência com os repentes mais imprevistos e engraçados. Júlio Bello dizia que nunca a tinha visto aborrecida, e que era capaz de, em situações sérias, sair-se com um comentário picaresco, que provocava o riso de todos. Seu marido, ao morrer, deixou-a após 50 anos de união. A Baronesa mergulhou numa espécie de pavor, de assombro e surpresa. Após o enterro do Barão, ela caiu com febre alta e quatro dias depois faleceu. Deixou doze filhos. Com fotografia na Coleção Francisco Rodrigues; FR-06460. Proprietário dos engenhos: Morim, Gindaí ou Gindahy, Buenos Aires e Passagem Velha/Barreiros, Manguinhos/S. José da Coroa Grande e Taquari/ Vitória de Santo Antão.

114.  Engenho Buenos Aires/Cabo de Santo Agostinho - O engenho foi instalado em terras de sesmaria, por uma concessão régia de Portugal, século XVIII, pelo concessionário Diogo Paes Barreto (o Morgado do Cabo)
Proprietário/Morador/Rendeiro: Diogo Paes Barreto – Morgado do Cabo de Santo Agostinho. Nascido em Viana do Castelo/Minho/PT e falecido em 1617/Olinda. Filho de Antônio Velho Barreto. Casado com  Inêz Tavares Guardês. Durante a invasão holandesa fugiu para Bahia com Matias de Albuquerque. Fundou o Engenho no século XVIII, em uma sesmaria doada para ele, por concessão régia de Portugal, em terras indígenas. Considerando que os índios causavam grandes estragos nas plantações de suas terras, conseguiu transferir a aldeia para outra área, às margens do Rio Una. Depois destinou ½ légua de terra para que fosse erguida uma igreja dedicada a Santo Antônio. Proprietário dos engenhos: Una/Rio Formoso e Nossa Senhora de França/Ipojuca; Buenos Aires/Cabo de Santo Agostinho e Carassu/Barreiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jerônimo Cavalcante - Capitão-Mor de Itamaracá e Goiana; Fidalgo da Ordem de Cristo. Fugiu com Matias de Albuquerque. Casado com Catarina de Vasconcellos. Filho de Felipe Cavalcanti de Albuquerque e de Maria de Lacerda. Proprietário dos engenhos: Três Paus, Santos Cosme e Damião, Tracunhaém de Cima chamado Mossombu e Bujari/Goiana; Buenos Aires/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Tomás José Gusmão da SilvaNota: Aforamento de terras dos índios de Barreiros (1835-1843); requerimento de Tomás José Gusmão da Silva para a assembléia legislativa da província, maio de 1836.

115.  Engenho Bujari ou Bujary/Goiana - Segundo documentos holandeses o engenho pertencia a Jerônimo Cavalcante foi confiscado e vendido a Helmich Fereres; não moerá. São lavradores: Tomás Nunes; Antonio Ramos; Artur Senechael; Francisco Álvares Manso; Jacob Blaeu . Curiosidades: O antigo engenho Bujary está ligado à Confederação do Equador, tanto no abrigo de revolucionários (09.09.1824) (4) e como também na noite de 29/11/1826 quando serviu de pousada para o Presidente Temporário da Paraíba: Felix Antonio Ferreira de Albuquerque, e confederados presos do Ceará em direção a Pernambuco, que dali fugiram nessa mesma noite. No meio desses presos estava Frei Caneca, que se absteve da fuga confiando no beneplácito imperial
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Cavalcante de Albuquerque - Casado com Isabel de Holanda Goes em 1580/Olinda - PE.  Proprietário dos engenhos: Pau Santo /Vitória e Bujari/Goiana.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Francisco Pereira - Barão de Bujary (Dec. 23.11.1867). Coronel da Guarda Nacional, em 1831; Presidente da Câmara Goiana, 1850 a 1865. Filho de portugueses, radicados em Pernambuco, século XVII. Nasceu em 180/Recife e faleceu em 1868/engenho de Bujary. O seu atestado de bito registra que: morreu solteiro,  mas deixou descendência, num total de 9 filhos naturais (02 homens e 7 mulheres). Proprietário dos engenhos: Bujary, Japomim, Catu, Pedreira, Calugy e Batatã, que foram divididos entre os herdeiros. Curiosidades: Por volta de 1827 o Sr. Pereira (1) pai dos gêmeos Francisco Antonio e Antonio Francisco ter-lhes-ia comprado dois imóveis : O engenho Maraú, para Francisco Antonio e engenho Bujary, para Antonio Francisco. Certamente o negócio foi feito aproveitando o período de crise e instabilidade política do primeiro reinado, as conturbações geradas pós Confederação do Equador, o declínio do preço do açúcar e as questões abolicionistas que eram pauta do dia. Participou da Insurreição Pernambucana de 1645/48. Ainda com relação ao Engenho de Bujary, cronistas do século XIX dizem "O Engenho Bujari, pertencente ao presidente da Câmara Antonio Francisco Pereira, é muito beleza, descortinando-se a grande várzea de Goiana".
Proprietário/Morador/Rendeiro: David van Kessel - Escabino de 1638 a 1643. Comprou o engenho de Helmich Fereres. Proprietário dos engenhos: Santos Cosme e Damião e do Bujari/Goiana.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Helmich Fereres - Tenente. Proprietário dos engenhos: Goiana, Jacaré, Santos Cosme e Damião e Bujari/Goiana.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João da Cunha Cavalcanti de Albuquerque - Sargento-mor. Filho de José Gomes Chacon e de Florência d’Oliveira. Casado com Eugenia Filippa Freire da Cunha, filha de Diogo Cavalcanti de Albuquerque e de Francisca da Fonseca. Tiveram 05 filhos: Francisco, Dionízio (Reverendo), Clara, Felícia e José. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-1271.  Proprietário dos engenhos: Bujari/Goiana e Tamataupe/ Nazaré da Mata. Curiosidades: “Goiana era um dos pontos da capitania onde a causa dos mascates passara por maiores reveses. Do combate que ali se dera na noite de 23/08/1711, haviam saído vitoriosos o sargento-mor João da Cunha, senhor do Engenho Bujari, Cosme Cavalcanti, juiz ordinário, e outros fidalgos, auxiliados pelo ajudante de tenente Gil Ribeiro, que completamente destroçara com as suas tropas as paraibanas capitaneadas por Luís Soares...”.

116.  Engenho Bulhôes, anates São João Batista/Jaboatão dos Guararapes - O engenho moeu pela primeira vez em 1587. Seu primeiro proprietário foi Gaspar Alves de Pugas, em 1575, que o vendeu a Pedro Dias da Fonseca, em 1584. O engenho só veio moer em 1587. Vendido a Bento Luis Figueiroa, por escritura pública lavrada em 1593. Uma filha de Bento Luís, de nome Maria Feio, casou-se com Antônio de Bulhões, levando como dote o engenho S. João Batista, veio a tomar esta denominação, que ainda hoje conserva. O engenho foi construído nas margens do rio Jaboatão, em terras doadas por Duarte Coelho a Gaspar Alves de Pugas, em 1575 moeu pela primeira vez em 1587.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gabriel Alves Pugas - Casado com Isabel Ferreira. Em 1566, foi beneficiado com uma légua quadrada de terras cuja demarcação só foi feita em 1575. Essas terras deram origem a vários engenhos: S. João Batista, Suassuna, Palmeiras, etc. Grande parte da sesmaria de Gaspar Alves Pugas foi vendida a 15/09/1573 a Fernão e Diogo Soares – 1.200 braços de norte a sul e 600 de largo, de leste a oeste – por duzentos mil réis (200$000). Proprietário dos engenhos: Penanduba, Palmeiras e Bulhôes (antes São João Batista), Macujé/Jaboatão dos Guararapes-Muribeca.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Dias da Fonseca – Cristão novo. Proprietário em 1584. Comprou o engenho a Gaspar Alves de Pugas. Proprietário dos engenhos: Bulhôes, antes São João Batista e São João Batista/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Correia de Bulhões – Casado com Maria Feio (Ferrão), filha de Bento Luiz de Figueiroa e Maria Feio, recebeu como dote do seu casamento: o engenho São João Batista/Jaboatão dos Guararapes. Um documento holandês de 1637 relaciona, em Jaboatão dos Guararapes, o engenho São João Batista, de Antonio de Bulhões. Em terras deste engenho surge o atual Município de Jaboatão dos Guararapes/PE. Herdeiro de Antônio Correia de Bulhões: seu filho Zacarias de Bulhões. Curiosidades: Em 1640, o conde Maurício de Nassau reuniu os principais proprietários de engenhos, representando suas freguesias, em uma assembléia de conteúdo democrático, para ouvir suas opiniões: : ...; Antonio Bulhões, Jaboatão dos Guararapes; Fernão do Vale, Muribeca; Gonçalo Novo de Lira, Igarassú; Rui Vaz Pinto, Itamaracá; Antonio Pinto de Mendonça, a Paraíba e Francisco Rabelo, Porto Calvo. Curiosidade: Resumo: Requerimento (cópia) de Filipe de Bulhões da Cunha ao rei [D. João IV], pedindo dispensa das certidões na elaboração do auto de justificação em que se concede ao suplicante, os serviços prestados pelo seu avô, Antônio de Bulhões, na guerra contra os holandeses. Capitania: Capitania de Pernambuco Local de Emissão: Pernambuco Data de Emissão: post. 1640. Fonte: Projeto Resgate de Documentação Histórica Barão do Rio Branco. (...) Neste documento, Filipe de Bulhões da Cunha cita que ele e sua irmã eram herdeiros universais de seu avô Antônio de Bulhões, por morte de seu outro irmão homônimo Antônio de Bulhões.
 Proprietário/Morador/Rendeiro: Gervásio Pires Ferreira - Nascido em 1765/ São Frei Pedro Gonçalves/Recife. Filho de portugueses. Aos 12 anos foi estudar no Colégio de Mafra/PT e, depois, se matricula na Faculdade de Matemática/Coimbra/PT, onde por motivo de saúde não consegue cursar além do 1º ano da universidade e entrega-se ao comércio, em Lisboa, se tornando um grande capitalista. Casado com Genoveva Perpétua de Jesus Caldas (10 filhos). Em 1809, devido a decadência de Portugal e visualizando a prosperidade do Brasil, embarca para Pernambuco, em seu próprio navio Espada de Ferro, chegando em 1809; onde se torna o primeiro negociante local, a empreender a navegação e o comércio direto para a Ásia (para a cidade de Calcutá/Índia). Durante a Revolução de 1817, é encarregado pelo Governo Provisório de examinar o sistema fiscal da província, bem como de propor as reformas. Em decorrência desse fato, é preso pela oposição e acusado de crime de Lesa-Nação; trancado no porão do navio Carrasco e enviado para as prisões da Bahia, tendo os seus bens seqüestrados. Apesar de ter direito a um foro privilegiado, Gervásio Pires, desiste do mesmo para ser julgado na Casa da Suplicação/Lisboa. A despeito dos grandes transtornos e das perdas de renda, que a Presidência do Governo da Província de Pernambuco e a revolução de 1817 haviam lhe causado, ainda consegue comprar e estabelecer na Boa Vista uma fábrica de descaroçar, fiar e tecer algodão. Em 1827, ele compra o Engenho Bulhões/Jaboatão, e constrói outro Engenho que nomeia de Caxito. Em 1828, é eleito para Conselheiro do Governo; Deputado à Assembléia Geral, 1830/1833; e Membro da Assembléia Legislativa Provincial. Tudo isso, sem ter se apresentado, sequer, como candidato aos mesmos. Gervásio Pires criou o Tesouro e Tesourarias Provinciais; a lei do orçamento (1930); a Lei da Fixação das Forças de Terra; e a adoção do Código do Processo Criminal, por parte da Câmara dos Deputados. Em seu testamento, ele solicita expressamente à amada esposa, entre outras coisas, que desse uma gratificação de 100.000 réis a cada um dos 06 cidadãos, chefes de famílias honestas, que fizessem o obséquio de carregar o seu corpo até a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, e à capela do engenho Bulhões; uma esmola de 100 camisas de madapolão ordinário e cem calças de pano, da fábrica do Fundão, para os presos, homens livres da cadeia desta cidade, que mais precisassem; a gratificação de 20.000 réis à Irmandade da igreja do Rosário pela cova; e a oferta de 10.000 réis ao vigário da freguesia pela licença. Proprietário dos engenhos: Caxito e Bulhões/Jaboatão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Pires Ferreira - Nascido em 1809, a bordo do navio de seu pai "Espada de Ferro"; foi batizado na Vila da Praia, Ilha de São Tiago/Cabo Santo  Agostinho Verde, e faleceu em 1879/Recife. Filho de Gervásio Pires Ferreira e de Genoveva Perpétua de Jesus Caldas. Abastado comerciante no Recife. Agricultor. Senhor do engenho Bulhôes na freguesia de Santo Amaro de Jaboatão dos Guararapes. Coronel da Guarda Nacional. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Sem geração.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Bento Luis de Figueiroa - Português. Cristão novo. Casado com Maria Ferrão, falecida em 1609, sepultada na capela-mor da igreja matriz de Santo Amaro/Jaboatão dos Guararapes. Proprietário dos engenhos: Bulhões, antes São João Batista/Jaboatão dos Guararapes.  Curiosidades: Pereira da Costa: Bento (ou Belchior?). Figueroa faleceu antes de 1608, onde a viúva Maria Ferrão teria feito testamento: "Declaro que quando Deus me levar para si, meu corpo seja enterrado na capela do bem-aventurado Santo Amaro, matriz desta freguesia, em sepultura onde outrem não fosse enterrado, porque sem mistura de outros ossos, se possam os meus trasladar à sepultura que temos no convento de São Francisco/Recife onde está enterrado Bento Luis de Figueroa que Deus tem, e este lugar que elejo na capela maior de Santo  Amaro se me deve dar com boa vontade, por nós sermos os doadores da terra em que se fez a dita igreja, e pelo que nela temos despendido o dito meu marido e eu; pela qual cova e sepultura deixo se dêem quatro mil réis de esmola para a fábrica da dita matriz que os meus testamenteiros pagarão do melhor da minha fazenda que deixo". Curiosidades: Aproveitando-se dos ataques realizados contra Recife e Olinda pelo corsário inglês James Lancaster, Figueroa distribui terras a título de aforamento perpétuo àqueles que fugirem da sede da Capitania. É por isso que Bento de Figueroa e sua esposa Maria Feijó são considerados os fundadores da sede do município de Jaboatão dos Guararapes. Proprietário dos engenhos: Santo Antônio e Bulhões (antes São João Batista)/Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Bulhões. A usina teve vários proprietários: família Bulhões; Guimarães Oliveira & Cia; Pessoa, Maranhão & Cia, José Queiroz (1946-1982). Em 1982, foi vendida à Agropecuária Jaime Beltrão. Em 1990, o grupo se dividiu e a usina passou a pertencer a Roberto Lacerda Beltrão, filho de Jaime Beltrão. Atualmente, a usina possui onze fundos agrícolas com capacidade para produzir 200.000 toneladas de cana.

117.  Engenho Burarema/Barra de Guabiraba - Casa grande e bueiro do engenho na lista de bens culturais do Agreste Central de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: José da Costa - Português. Fugiu de Portugal em circunstancias: dramáticas e pitorescas. Perseguido por agentes de justiça, com ordens de arrastá-lo, vivo ou morto – por ter jogado uma pedra a esmo, numa praça de Restelo, que teria atingido a cabeça de um cortesão ou de um clérigo poderoso - escapou em desabalada carreira pelas ruas de Lisboa, alcançando um navio que se preparava para partir, no qual se meteu com a roupa do corpo, sem saber para onde ia, até que os marinheiros o despejassem, afinal, nas praias do Recife. Casou-se com Maria da Silva, sendo adotado pela sociedade pernambucana, e acabou senhor de canaviais, tendo deixado aos descendentes um surpreendente inventário de engenhos. Proprietário dos engenhos: Mato Grosso /Água Preta; Santo Antonio/Palmares, Cucaú, Catuama, Burarema, Oncinha/Barreiros, Conceição, Cabuçu, Limão Doce/Amaraji, Maçaranduba/Timbauba e outros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leonardo Orlando de Barros- Coronel. Filho de Manuel Cavalcanti de Albuquerque Barros e de Ursulina de Castro Sá Barreto. Casado com Francisca Caraciola da Costa Gouveia (09 filhos), filha do Coronel João Bento de Gouveia e de Brites de Albuquerque. Homem liberal; deu liberdade a seus escravos um ano antes da Lei Áurea. Autodidata, falava várias línguas, inclusive o dialeto indígena. Era também poeta, músico e compositor. Estudando o cultivo da cana, foi responsável pela introdução da saúva em Pernambuco - a qual importou de São Paulo. Construiu em Pernambuco a primeira casa de farinha, em nível industrial e cultivou novas variedades da cana de açúcar, mais resistentes às pragas. Proprietário dos engenhos: Cocaupe depois Cucau ou Cucahú/Serinhaem; Catuama, Burarema/Barra de Guabiraba, Catolé/Água Preta, Oncinha/Barreiros, Conceição/Catende; Apipucos (São Pantaleão do Monteiro)/Recife; Cabuçu ou Cabussú, Limão Doce/Rio Formoso, Maçaranduba/Timbauba e outros herdados por sua mulher: Mato Grosso/Cabo de Santo Agostinho, Cá-me-vou ou Camevou e o Santo  Antonio/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia Agrícola e Mercantil de Pernambuco - Proprietária dos engenhos: Anjo; Cachoeira Nova,  Burarema, Sibiró do Cavalcanti/Sirinhaém; Dois Rios, Jaciru/Goiana; Assunção; Cachoeira; Canadá, Castor,  Ganganelli, Pinto/Gameleira; Lobo/Sirinhaém; Ribeirão/Escada; Dois Rios/Goiana; Jacaré, Jacé, Novo/Goiana; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho.

118.  Engenho Buscau ou Buscahú/Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Carneiro Rodrigues Campello - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-06189. Proprietário dos engenhos: Buscahú/Goiana e Canzanza/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Barros Rego - Militar. Capitão mor de Olinda e proprietário de terras de Jaboatão dos Guararapes à Tapera. Nasceu em Olinda, Século XVII. Filho de Mathias Vidal de Negreiros e de sua mulher Maria de Freitas. Vereador em Olinda (1668); Juiz Ordinário (1691); Provedor da Fazenda Real (1710). Durante a Guerra dos Mascates participou das batalhas e acabou preso em maio de 1712. Foi um dos chefes do partido da nobreza em 1710-1711. Morreu na prisão (Fortaleza do Brum/Recife), em 1712.  Casado com Maria Magdalena da Silva, filha de João Martins da Costa e Maria José Bezerra. Proprietário dos engenhos: Capim-Assu/Rio Formoso; Estiva/Amaraji; Camarão/Água Preta; Quilombo, Buscau ou Buscahú, Jaboatão, Pereiras/Jaboatão dos Guararapes;  Xixaim, Pintos/Moreno; Sapucaia/Sirinhaém; e Viagens.


119.  Engenho Buscau ou Cafundó/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Inácio da Cunha Moura – Recebeu a sesmaria, no início do século XVII, onde instalou vários engenhos: Cabuçuzinho, Novo da Conceição, Cumaru, Brejo, Buscaú, Paris e o Furna.