![]() |
Ipojuca - Pernambuco |
A conquista de Ipojuca teve início em
1560, após a escravização dos índios caetés. A partir daí, os colonos de
origem europeia ocuparam as terras férteis e ricas em massapê da região,
que eram bastante propícias para o cultivo da cana-de-açúcar, o que causou
um rápido surgimento de diversos engenhos na região. Entre os pioneiros,
estavam as famílias Lacerda, Cavalcanti, Rolim e Moura.
Assim Ipojuca ficou sob a Jurisdição de Olinda e
freguesias, que dela faziam parte: 67 engenhos, sendo que quando os holandeses
invadiram Pernambuco havia 20 de fogo morto e 47 moentes e destes 05 foram
confiscados pela Companhia das Índias Ocidentais.
Hoje suas terras fazem parte da Região
Metropolitana do Recife. Administrativamente, o município é formado pelo
distrito-sede, pelos distritos de Camela e de Nossa Senhora do Ó e pelos
povoados das praias de Porto de Galinhas, Muro Alto, Cupe, Maracaípe,
Serrambi, Touquinho e seus engenhos.
O engenho Sibiró de Baixo ficava
localizado na margem direita do Rio Sibiró, a uma boa milha ao sudoeste do
engenho Sibiró de Cima (de Riba) ou Sibiró do Bom Jesus/Serinhaém, pertencente
a Manoel de Navalhas. Sob a jurisdição de Serinhaém (ou Freguesia de Ipojuca em
alguns documentos). Suas terras tinham 02
milhas de extensão, com uma várzea razoável, mas a maior parte consistia de
pastos. Sua moenda era movida à água podia fornecer anualmente 3.000 a 4.000
arrobas de açúcar e pagava de recognição 80 arrobas de açúcar branco,
encaixado, levado para o passo do engenho. (Relatório de Schott, 1636).
Nomes
históricos:
São Paulo, Sibiró (Cebiró; Siberó) de Baixo, Sibiró de São Paulo. Nome atual: São Paulo - vide
mapa IBGE Geocódigo 2607208, Ipojuca - PE. Nota: No século
XVII, existiam vários engenhos denominados de Sibiró: Sibiró de
Cima/Serinhaém, Sibiró de Baixo ou de São Paulo, Sibiró da Serra, Sibiró do
Cavalcanti/Sirinhaém, Sibiró do Mato/Ipojuca, Sibiró Grande/Escada
O engenho Sibiró de Baixo durante a
invasão holandesa foi citado no mapa
PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 Capitania de Pharnambocqve, plotado com o
símbolo de engenho, 'Ԑ: SibԐro ∂ĭ ßaxo'. Encontrava-se de fogo vivo e possuía uma
igreja dedicada a São Paulo. Suas terras tinham 02 milhas de extensão, com uma
várzea razoável plantada de cana e o restante com pastos. Podia fornecer
anualmente 3.000 a 4.000 arrobas de açúcar e pagava de recognição 80 arrobas de
açúcar branco, encaixado, levado para o passo do engenho. Nessa época pertencia
a Francisco Soares da Cunha. O
partido da fazenda tinha 20 tarefas e seus lavradores eram: Bento da Costa da
Cunha com 8 tarefas; Jan Tomack com 8 tarefas, João Gomes com 18 tarefas, João
Lopes com 12 tarefas, João Soares Pinheiro com 14 tarefas, Manuel Pereira
Fragoso com 15 tarefas, totolizando 95 tarefas. (Dussen, 1640).
Francisco Soares Canha
(Canga) ou Fernão Soares da Cunha era filho de Diogo Soares da Cunha e de
Isabel de Albuquerque. Nota: Segundo Borges da Fonseca – Anais de 1925, pág. 344, Fernão era filho de Domingos do Valle e de Maria Rodrigues, casados em 1613 na Igreja de Nossa Sra. do Amparo/Olinda.
No princípio da ocupação holandesa ficou do lado dos invasores e permaneceu administrando os seus bens (Schott, 1636, pg. 64-65). Capitão-mor Mercador. Capitão das freguesias de Muribeca e Santo Amaro de Jaboatão, por patente de 12/07/1667, onde consta que serviu honradamente na guerra. Em 20/12/1656, 1º Livro da Secretaria, fl. 212. Capitão-mor nas Freguesias de São Lourenço e Nossa Senhora da Luz, do Mestre de Campo General Francisco Barreto - 1º Livro da Secretaria, fl. 212.
No princípio da ocupação holandesa ficou do lado dos invasores e permaneceu administrando os seus bens (Schott, 1636, pg. 64-65). Capitão-mor Mercador. Capitão das freguesias de Muribeca e Santo Amaro de Jaboatão, por patente de 12/07/1667, onde consta que serviu honradamente na guerra. Em 20/12/1656, 1º Livro da Secretaria, fl. 212. Capitão-mor nas Freguesias de São Lourenço e Nossa Senhora da Luz, do Mestre de Campo General Francisco Barreto - 1º Livro da Secretaria, fl. 212.
Casamento
01: Brites
Manelli, em 1613, na Igreja de Nossa Sra. do Amparo de Olinda. Filha de Fernão do Valle e de Constância Manelli.
Filhos: 01- Diogo Soares de Albuquerque c.c. D. Catharina Bezerra da Cunha, c.g.; 02- Manoel
Soares de Albuquerque c.c. D. Ignez de Mello; 03- Constância Maneli c.c. João da
Cunha Pereira, s.g.; 04- Brites Maneli c.c. Pedro da cunha Pereira, s.g.
Senhor dos engenhos no princípio do século XVII: Guerra/Cabo
de Santo Agostinho; Gurjaú de
Cima (aonde vivia)/Cabo
de Santo Agostinho; Muribara/São
Lourenço da Mata; Pernanduba/Cabo
de Santo Agostinho; Sibiró de
Baixo (Sibiró de São Paulo)/Ipojuca; Tiuma/São
Lourenço da Mata.
Fontes consultadas:
ACIOLI, Vera Lúcia Costa. Informações
sobre senhores de engenho de Pernambuco no século XVII. Disponível em: http://www.arquivojudaicope.org.br/museu_virtual_autores_detalhe.php?id=6
BORGES DA FONSECA, Antônio José
Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais de: 1885-1886 Vol. 13; 1925 Vol. 47
Francisco Soares Cunha. Disponível
em: http://www.araujo.eti.br/familia.asp?numPessoa=40258&dir=genxdir/
PEREIRA, Levy. "Cebiró de
Baixo". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da
América Lusa. Disponível em:http://lhs.unb.br/biblioatlas/Cebir%C3%B3_de_Baixo.
Data de acesso: 24/11/2013
Santana, Eduardo Augusto de. A Arqueologia do Patrimônio
Histórico-Cultural da Freguesia de São Miguel do Ipojuca. Dept. de
Letras e Ciências Humanas da UFRPE. XV Congresso da Sociedade de Arqueologia
Brasileira - Anais Trabalhos Científicos - Comunicação (2010)
Em 1642, eram
os senhores-de-engenho os grandes devedores da Companhia, segundo o
conde João Maurício de Nassau, que estimou a dívida global em 75 tonéis de ouro,
o que representava 7,5 milhões de florins; dois anos depois, a dívida já
alcançava a elevada importância de 130 tonéis de ouro, correspondentes a 13
milhões de florins. Mas a Companhia continuou a ajuda-los financeiramente,
facilitando a construção ou recuperação de engenhos arruinados pela guerra
holandesa, como o Aratangil, de Miguel Fernandes de Sá, Sibiró de Baixo, de
Francisco Soares da Cunha, ou pagando dívidas particulares de alguns senhores
de engenho como: Jorge Homem Pinto (Paraíba), João Carneiro de Mariz (Ipojuca)
e D. Catharina de Albuquerque (enge. Santo Antônio da Muribeca).
Em meados do século XVI o engenho foi
arrendado a Antônio Fernandes Pessoa “O Mingau”.
Antônio Fernandes
Pessoa
‘o Mingau’ era filho de Pedro Afonso Duro e de D. Magdalena Gonçalves. Irmão de
Jorge Gomes Pessoa e de Leonor Nunes Pessoas, em título de pessoas de
Tracunhaém. Vivia em Olinda no princípio do século XVII. Foi eleito Vereador da
câmara de Olinda, em 1645 e de Escabino da cidade Maurícia. Já viúvo abandonou
o seu eng. Giquiá e arrendou o engenho São Paulo do Sibiró/Ipojuca (1647),
aonde depois veio a falecer (1652) – como se ver no formal de partilha de seu
filho Pedro de Lyra Pessoa, passado no dia 15/09/1698, pelo Juiz de Órfãos de
Serinhaém, Diogo de Guimarães de Azevedo, Escrivão Antônio Fernandes
Bittencourt de Mello.
Casamento
01: Maria
de Aguiar faleceu em 1647/eng. Giquiá-Várzea/Recife, de acordo com seu
inventário feito em 1648 pelo Juiz de Órfão, Francisco Berenguer de Andrada,
tendo como Escrivão Manoel de Pinho Soares. D. Maria era filha de Gaspar de
Aguiar e de Maria de Lima e neta paterna de Thomé de Castro (irmão de Margarida
Fernandes de Castro) e de Maria Nova de Lyra, nascida na Ilha da Madeira, filha
de Gonçalo Novo e Isabel de Lyra, irmã de Gonçalo Novo de Lyra, que em 1600
servia em Olinda como Procurador Fiscal do Santo Ofício.
Filhos:
01- Pedro de Aguiar, Assistente na Vila de Thomar/PT, casou em Portugal com D. Luísa do Amaral. Em 03/03/1657 se encontrava em Pernambuco cobrando sua herança, e apresentou uma procuração de sua esposa;
02- Pe. Fr. Conrado, Sacerdote da Ordem de São Francisco já era Professo quando do inventário de sua mãe;
03- Manoel de Aguiar c.c. (?), s.g, já era viúvo durante o inventário de sua mãe e na abertura do inventário de seu pai já era falecido;
04- Gaspar de Lyra, assassinado no eng. Sibiró, solteiro, deixou um filho único;
05- Antônio, segundo em 1648, segundo o inventário de sua mãe, tinha 08 anos;
06- Pedro de Lyra Pessoa, em 1648, segundo o inventário de sua mãe, tinha 05 anos, ainda vivo em 01/11/1705 de acordo como formal de partilha feita pelos herdeiros do Cap. Antônio Borges Uchoa (eng. Giquiá/Recife);
07- Luíza Pessoa c.c. Arnau de Holanda Barreto;
08- Bárbara de Lyra, falecida em 1661, c.c. Miguel Ferreira, c.g.;
09- Ângela de Lyra Pessoa, com testamento feito em 10/01/1658, c.c. o Tenente Thomé Soares de Brito, c.g;
10- Anna de Lyra Pessoa, em 1648 tinha 12 anos, segundo o inventário de sua mãe, c.c. Luiz da Silva (recebeu de dote pelo casamento o eng. Giquiá, em 03/02/1653) s.g., em 165 casou com Francisco de Faria Uchoa.
01- Pedro de Aguiar, Assistente na Vila de Thomar/PT, casou em Portugal com D. Luísa do Amaral. Em 03/03/1657 se encontrava em Pernambuco cobrando sua herança, e apresentou uma procuração de sua esposa;
02- Pe. Fr. Conrado, Sacerdote da Ordem de São Francisco já era Professo quando do inventário de sua mãe;
03- Manoel de Aguiar c.c. (?), s.g, já era viúvo durante o inventário de sua mãe e na abertura do inventário de seu pai já era falecido;
04- Gaspar de Lyra, assassinado no eng. Sibiró, solteiro, deixou um filho único;
05- Antônio, segundo em 1648, segundo o inventário de sua mãe, tinha 08 anos;
06- Pedro de Lyra Pessoa, em 1648, segundo o inventário de sua mãe, tinha 05 anos, ainda vivo em 01/11/1705 de acordo como formal de partilha feita pelos herdeiros do Cap. Antônio Borges Uchoa (eng. Giquiá/Recife);
07- Luíza Pessoa c.c. Arnau de Holanda Barreto;
08- Bárbara de Lyra, falecida em 1661, c.c. Miguel Ferreira, c.g.;
09- Ângela de Lyra Pessoa, com testamento feito em 10/01/1658, c.c. o Tenente Thomé Soares de Brito, c.g;
10- Anna de Lyra Pessoa, em 1648 tinha 12 anos, segundo o inventário de sua mãe, c.c. Luiz da Silva (recebeu de dote pelo casamento o eng. Giquiá, em 03/02/1653) s.g., em 165 casou com Francisco de Faria Uchoa.
Senhor
do engenho Giquiá (Novo, São Timóteo, Jiquiá, do Mingau)/Recife.
Rendeiro do engenho Sibiró de Baixo (Sibiró de São
Paulo)/Ipojuca.
Fontes :
BORGES DA FONSECA, Antônio José Voctoriano.
Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1925
Vol 47 (14) Pág. 141, 147, 150, 152.
http://lhs.unb.br/wikiatlas/index.php?title=Mingau&action=edit
MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço da cana. Os
engenhos de açúcar do Brasil holandês. 1ª edição. Edt. Penguin Classics
Companhia das Letras. São Paulo, 2012. Pág. 59-60
PEREIRA DA COSTA, F. A. Vol. 03. Ano ded 1637. Pág.
131.
ACIOLI, Vera Lúcia Costa.
Informações sobre senhores de engenho de Pernambuco no século XVII. Disponível
em: http://www.arquivojudaicope.org.br/museu_virtual_autores_detalhe.php?Id=6
Segundo Borges da Fonseca o engenho Sibiró também pertenceu a Miguel Fernandes de Távora.
Miguel
Fernandes de Távora – Natural de Lisboa. Pessoa
nobilíssima.
Casamento
01 (Ipojuca): Margarida Alves de Castro. Senhora de dois engenhos: da
Conceição e Sibiró de São Paulo de Ipojuca, fundados com capela dedicada ao
Senhor Santo Cristo, que segundo Borges da Fonseca os seus descendentes ainda o
possuíam.
Filhos:
01- Ana de Castro c.c. Paulo de Amorim Salgado;
02- Catarina de Castro de Távora c.c. Estêvão Paes Barreto.
01- Ana de Castro c.c. Paulo de Amorim Salgado;
02- Catarina de Castro de Távora c.c. Estêvão Paes Barreto.
Senhor
dos engenhos: Conceição e Sibiró de São Paulo de Ipojuca
Fontes:
BORGES
DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais de 1925.
O engenho foi herdado por sua filha Ana de Castro c.c. Paulo Amorim
Salgado.
Paulo de Amorim Salgado – Filho de
Fernão de Amorim Calheiros e de Brites Salgado.
Casamento
01: Ana
de Castro filha de Miguel Fernandes de Távora e de Margarida Alves de
Castro.
Filhos:
01- Fernão de Amorim c.c. Joana Salgado;
02- Margarida Salgado de Castro c.c. Fernão Pereira Rego;
03- Brites Salgado c.c. Giraldo de Abreu;
04- Isabel de Amorim c.c. Antônio da Silva Gaio.
Senhor do engenho Sibiró de Baixo (Sibiró de São Paulo)/Ipojuca.
01- Fernão de Amorim c.c. Joana Salgado;
02- Margarida Salgado de Castro c.c. Fernão Pereira Rego;
03- Brites Salgado c.c. Giraldo de Abreu;
04- Isabel de Amorim c.c. Antônio da Silva Gaio.
Senhor do engenho Sibiró de Baixo (Sibiró de São Paulo)/Ipojuca.
Fontes
consultadas:
D. Margarida Salgado de Castro e
seu marido Fernão Pereira Rego foram
os próximos proprietários do engenho Sibiró.
Fernão Pereira Rego – Filho de Antônio
do Rego e de Inês Ferraz.
Casamento
01: Margarida
Salgado de Castro filha de Paulo Amorim Salgado e de D. Anna de Castro. Filhos:
01- Antônio Pereira Rego c.c. (?);
02- Cristóvão Salgado c.c. Mariana Josefa;
03- João Salgado de Castro c.c. Margarida Sotomayor;
04- Paulo de Amorim Salgado c.c. Francisca de Accioli de Vasconcelos;
05- Maria Salgado de Castro.
01- Antônio Pereira Rego c.c. (?);
02- Cristóvão Salgado c.c. Mariana Josefa;
03- João Salgado de Castro c.c. Margarida Sotomayor;
04- Paulo de Amorim Salgado c.c. Francisca de Accioli de Vasconcelos;
05- Maria Salgado de Castro.
Fontes
consultas:
O engenho foi herdado pelo seu
filho Paulo Amorim Salgado.
Paulo Amorim Salgado - Nasceu em Portugal. Filho de Fernão (Fernando) Pereira Rego (senhor de Três Morgados/Viana-PT) e de Margarida
Salgado de Castro que era filha de D. João de
Castro, Fidalgo da Galiza, e de D. Joanna de Castro de Távora, descendentes de
nobres famílias da província de Entre Doutro e Minho do reino de Portugal. Irmão de Antônio Pereira Rego de Accioli que foi Cavaleiro
Professo na Ordem de Cristo. Seus descentes são os Salgados Acciaiolis,
morgados do Sibiró em Pernambuco, e entre fins do século XVIII e começos do
XIX, senhores de Belmonte em Portugal até o começo do século XIX. Coronel.
Casou em
Pernambuco com D. Francisca Acciaioli de Vasconcelos que era viúva de João
Baptista Pereira (Capitão de Cavalaria) e de D. Maria de
Mello (viúva de Gaspar Wanderley, holandês, proprietário do eng. Algodoais/Cabo
de Santo Agostinho), irmã do Mestre de Campo Zenóbio Acciaioli de Vasconcelos.
Filhos:
01- Antônio Pereira Rego de Accioli, casou com sua prima Luísa de Castro, em Ponte de Lima/PT, c.g;
02- João Salgado de Castro (herdeiro do engenho Sibiró de Baixo (Sibiró de São Paulo)/Ipojuca) c.c. D. Theresa de Oliveira, filha de Bento Gonçalves Vieira e de D. Maris de Oliveira, c.g;
03- Paulo de Amorim Salgado, sacerdote do hábito de São Pedro;
04- Fernão Pereira Rego c.c. D. Ignez, filha de Rodrigo de Barros Pimentel e de Anna da Rocha, c.g;
05- Alexandre Salgado de Castro, solteiro; 06- Cristóvão Salgado de Castro, faleceu solteiro.
01- Antônio Pereira Rego de Accioli, casou com sua prima Luísa de Castro, em Ponte de Lima/PT, c.g;
02- João Salgado de Castro (herdeiro do engenho Sibiró de Baixo (Sibiró de São Paulo)/Ipojuca) c.c. D. Theresa de Oliveira, filha de Bento Gonçalves Vieira e de D. Maris de Oliveira, c.g;
03- Paulo de Amorim Salgado, sacerdote do hábito de São Pedro;
04- Fernão Pereira Rego c.c. D. Ignez, filha de Rodrigo de Barros Pimentel e de Anna da Rocha, c.g;
05- Alexandre Salgado de Castro, solteiro; 06- Cristóvão Salgado de Castro, faleceu solteiro.
Senhor
do engenho Sibiró de Baixo (Sibiró de São Paulo)/Ipojuca
Fontes
consultadas:
BORGES
DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca
Nacional. Anais de 1926.
o
engenho foi herdado pelo seu filho João
Salgado de Castro.
João Salgado de Castro nasceu
na antiga casa do eng. Sibiró. Filho do Capitão-mor Paulo de Amorim Salgado e
de D. Francisca Accioaioli de Vasconcelos (viúva de João Baptista Pereira) e
filha de Bento Gonçalves Vieira (eng. Gurjau de Cima/Jaboatão dos Guararapes) e
de D. Maria de Oliveira. Capitão-mor de Serinhaém. João Salgado de Castro
depois de se aplicar em língua latina e humanidades no Colégio dos Padres
Jesuítas do Recife, deixou as letras e os aumentos no estado eclesiástico, que
lhe prognosticavam as suas prenda e ilustre nascimento e entrou para a carreira
militar, sendo depois nomeado Capitão-mor de Serinhaém. Capitão-mor.
Nota: No arquivo da Torre de
Tombo/Lisboa uma carta de João Salgado de Castro, datada de 01/02/1709, onde
diz que era Coronel do
Terço dos Moços Solteiros da Jurisdição de Porto Calvo. (Registo Geral de
Mercês, Mercês de D. João V, liv. 4, f.197v) - Código de Referência: PT/TT/RGM/C/49371
Casamento
01: D. Thereza de Jesus Maria, irmã de Bento Gonçalves Vieira, e por
via paterna de Paulo Amorim Salgado (eng. Sibiró de São Paulo/Ipojuca). S.g.
filha de Bento Gonçalves Vieira (português, irmão da Misericórdia de Olinda em
1691, senhor do eng. Gurjau de Cima) e de D. Maria de Oliveira. Neta paterna de
Alonso Nogueira e de Victoria Gonçalves. Sem sucessão até 1748.
Filhos:
01- Antônio Pereira Rego de Castro c.c. Anna Luísa de Accioli;
02- João Baptista Accioli de Moura c.c. (?) e depois com D Ana Carneiro de Mesquita, filha do Cap. João Carneiro da Cunha (eng. do Meio/Recife-Várzea) e de D Ana Carneiro de Mesquita;
03- Thereza de Jesus Accioly c.c. Francisco de Barros Pimentel (sucessor de seu pai na Capela e no eng. Trapiche/Cabo de Santo Agostinho); 04- José Alexandre Salgado de Castro Accioli c.c. D. Joanna Manoella Carneiro da Cunha, c.g.
01- Antônio Pereira Rego de Castro c.c. Anna Luísa de Accioli;
02- João Baptista Accioli de Moura c.c. (?) e depois com D Ana Carneiro de Mesquita, filha do Cap. João Carneiro da Cunha (eng. do Meio/Recife-Várzea) e de D Ana Carneiro de Mesquita;
03- Thereza de Jesus Accioly c.c. Francisco de Barros Pimentel (sucessor de seu pai na Capela e no eng. Trapiche/Cabo de Santo Agostinho); 04- José Alexandre Salgado de Castro Accioli c.c. D. Joanna Manoella Carneiro da Cunha, c.g.
Senhor
do engenho Sibiró
de Baixo (Sibiró de São Paulo)/Ipojuca
Fontes:
BORGES
DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca
Nacional. Anais de: 1903, 1925 1926.
Curiosidades: *O comerciante francês Louis-François de Tollenare conheceu, em dezembro de 1816, uma rainha africana chamada Tereza, que era escrava do engenho Sibiró, província de Pernambuco. “Era uma bela mulher, de 27 a 28 anos, muito alegre e faladeira. Tereza fora rainha em Cabinda, na região de Loango, também situada na África Centro-Ocidental. Pega em adultério, acabou convertida ao cativeiro. Ao chegar ao Brasil, trazia anelões de cobre dourado nas pernas e nos braços, e era altiva, recusando-se a trabalhar. Por volta de 1814, uma negra da moenda adoeceu. Tereza a substituiu. Pouco afeita àquele trabalho, teve uma das mãos presa ao cilindro que esmagava cana de açúcar. Tentou livrar-se com a outra mão, mas esta também ficou presa. Tereza perdera, assim, dois antebraços, amputados antes que gangrena a consumisse. “Vi a pobre Tereza neste lamentável estado”, diz Tollenare. “Hoje não pode mais trabalhar”, continua o francês; “empregaram-na, porém, utilmente para vigiar as companheiras, e sabe fazer-se temer e obedecer”. Uma vez rainha, sempre rainha. (Princesas Africanas. Leituras Compartilhadas. Março/2009. Disponível em: www.leiabrasil.org.br)
__________________________________________________________________
Fontes consultadas:
Documentos manuscritos avulsos da
Capitania de Pernambuco: Fontes repatriadas Editora Universitária UFPE,
2006 - 583 páginas
Johannes Nieuhof, José Honório
Rodrigues, Moacir Nascimento Vasconcelos. Memorável viagem marítima
e terrestre ao Brasil. Livraria Martins, 1682 - 389 pág.
MELLO, José Antônio Gonsalves de.
A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Governo do
Estado de Pernambuco. CEPE. 2ª Edição. Recife,2004
Os holandeses em Pernambuco – Uma
história de 24 anos. Publicado no Diário de Pernambuco. Edição de
segunda-feira, 22/09/2003.
PEREIRA, Levy. "Cebiró de
Baixo". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da
América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/Cebir%C3%B3_de_Baixo.
Data de acesso: 9/11/2013.
Pergunte a Pereira da Costa.
Disponível em: http://www.liber.ufpe.br/pc2/get.jsp?id=2033&year=1709&page=92&query=1709&action=previous
Nenhum comentário:
Postar um comentário