Fontes

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11/12/2013

São João Salgado, hoje Usina Salgado/Ipojuca

       
        O engenho São João Salgado foi fundado por Cosme Dias da Fonseca em 1615. Com capela sob a invocação a N. S. das Mercês, tinha duas moendas: uma de água e outra movida a bois, e pela comodidade do Rio Ipojuca podia moer o ano inteiro, podia anualmente fornecer 5.000 arrobas de açúcar e pagava de recognição 30 arrobas de açúcar branco encaixado. Localizado na margem direita do Rio Ipojuca, antes engenho do Salgado, reminiscência da antiga denominação do rio Ipojuca. O engenho, sob a jurisdição de Olinda, ficava localizado na freguesia de Ipojuca, a uma milha e meia do eng. Tabatinga de Santa Luzia/Ipojuca. tinha cerca de uma milha de terra, em sua maioria várzeas. Sua casa de purgar e das moendas eram feitas de taipa.
A capela  N. S. das Mercês foi construída em alvenaria de tijolo, em calçada alta. É bastante singela. Tem planta quadrangular e frontispício triangular, encimada por uma cruz. Possui pequena torre sineira, recuada, ao lado esquerdo. O telhado é em telha de amianto. Tem nave única e não possui forro. No altar-mor três nichos em cimento, tendo a imagem de Nossa Senhora das Mercês ao meio. Encontra-se em estado regular de conservação, pois o elemento está parcialmente alterado, necessitando de pequenas obras de conservação e/ou restauração. Ao seu redor, coqueiros, casa de moradores e canavial.
       Nomes históricos: São João; São João Salgado; dos Salgados; do Salgado; O Salgado; o Salgad; Salga∂os. Nome atual: Usina Salgado.
       O engenho foi citado nos seguintes mapas: IBGE Geocódigo 2607208 Ipojuca – PE; Mapa PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 Capitania de Pharnambocqve, plotado como engenho, 'Salga∂os', na m.d. do 'Rº. Salga∂o' (Rio Ipojuca); e o Mapa PE (Orazi, 1698) Provincia di Pernambvco, plotado, 'o Salgad', na m.e. do 'Mere' (Rio Merepe) - mais uma variação para pior das fontes originais desse mapa.
         Segundo Schott (Relatório Holandês de 1635, pág. 61) o engenho dos Salgados, pertencia a Cosmo Dias da Fonseca proprietário também do eng. Tabatinga de Santa Luzia/Ipojuca. Quando os holandeses chegaram as suas terras do engenho Cosmo Dias tinha fugido e suas edificações e as moendas tinham sido destruídas, já as caldeiras tinham sido retiradas e escondidas.

Cosme Dias da Fonseca – Natural de Pernambuco. Filho de Pedro Dias da Fonseca, nascido na família Carneiro Gasto, uma das mais nobres da Vila do Conde/PT, e de D. Maria Pereira Coutinho (viúva de Manoel Ribeiro de Lacerda que era irmão de Antônio Ribeiro de Lacerda c.c. Joanna de Góes). Neto paterno de Antônio Dias da Fonseca e de Joanna de Góes, filha de Pedro de Góes.  Recebedor do Consulado do Passo da Madeira. Participou na luta contra os holandeses. Após o seu falecimento recebeu o foro de Cavaleiro da Ordem de Cristo. Fidalgo da Casa Real, alvará de 27/03/1638, que foi guardado pelo seu descendente o Cap. João Baptista Accioly de Moura, futuro proprietário do engenho Tabatinga (séc. XVII).
Casamento 01: D. Mécia de Moura. Durante a ocupação holandesa, já viúva, fugiu com sua irmã D. Isabel da Fonseca, viúva de Antônio Ribeiro de Lacerda, para a Bahia com o General Mathias de Albuquerque e cerca de 8.000 pessoas que em sua maioria eram senhores e lavradores de engenhos, com suas famílias, feitores e escravos. D. Mécia era a terceira e última filha de D. Felipe de Moura e de D. Genebra de Albuquerque.
Filhos encontrados: 01- Pedro de Moura Pereira, filho primogênito, nasceu em 1608 e faleceu em 1677. Fidalgo Cavaleiro. C.c. sua prima D. Francisca Cavalcante, filha do primo de seu pai Cosme da Silveira e de D. Margarida de Albuquerque Cavalcante, irmã de D. Genebra de Albuquerque, que depois de viúva casou com João Gomes de Mello. Com sucessão; 02- Felipe de Moura e Albuquerque, Fidalgo da Casa Real. Embarcou no ano de 1624, como Capitão de Infantaria, em companhia de seu tio D. Francisco de Moura em socorro da Bahia, onde permaneceu. Casou na Bahia com D. Felipa Pissarra, filha do nobre Diogo Pisara de Vasconcelos, e depois com D. Maria Pimentel, filha de Antônio da Silva Pimentel, cunhado de sua mãe no 1º casamento, e de D. Joanna de Araújo, pessoas nobres e conhecidas na Bahia. Sem sucessão nos dois casamentos; 03- Antônio de Moura, batizado em 12/06/1611, faleceu religioso da Ordem de São Francisco no Brasil; 04- Manoel de Moura Rolim, nascido em 1616. Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Como Capitão de Infantaria participou do socorro feito a Bahia em companhia de seu tio D. Francisco de Moura. Durante a ocupação holandesa foi com sua mãe para a Bahia e lá casou com D. Anna Maria da Silva, irmã de sua cunhada D. Maria Pimentel, filha de Antônio da Silva Pimentel e de D. Joanna de Araújo, pessoas nobres e conhecidas na Bahia. Com sucessão; 05- Cosme Rolim de Moura que foi servir na Índia, onde faleceu sem sucessão; 06- Francisco de Moura Rolim, que foi servir na Índia, onde faleceu sem sucessão; 07- Paulo de Moura faleceu religioso da Ordem de São Francisco na província de Santo Antônio do Brasil; 08- D. Maria Pereira de Moura c.c. Zenóbio Accioly de Vasconcellos, natural da Ilha da Madeira, filho de Gaspar Accioly de Vasconcelos e de D. Anna Cavalcante, Fidalgo da Casa Real, Alcaide-mor de Olinda, Mestre de Campo de Infantaria do 3º pago do Recife. Com sucessão.
Senhor dos engenhos: Salgado/Ipojuca e Tabatinga de Santa Luzia/Ipojuca.
Fontes consultadas:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional. Anais de 1936 Vol 58; 1925, 1926.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. 2ª edição. Gov. de Pernambuco. CEPE. Recife, 2004
Alexandre José Mello Moraes, Basto (marquez de.), Ignacio Accioli de Serqueira e Silva Memorias diárias da guerra do Brasil por espaço de nove annos: começando em 1630 deduzidas das que escreveu o marquez de Basto, conde e senhor de Pernambuco. Typ. de M. Barreto, 1855 - 164 pág.

        Em terras de Ipojuca, o primeiro golpe dos holandeses foi a 12/03/1634 quando após tomarem o Forte Nazaré em Cabo de Santo Agostinho se dirigiram mais ao sul desembarcando em terras de Ipojuca no engenho Salgado, saqueando-o e incendiando-o. Em 10/07/1635, os holandeses mandaram, à noite, uma tropa com 200 homens ao engenho de Cosmo Dias, que vendo que não podia defender a casa onde estava armazenado o açúcar colocou fogo nela.
      Segundo Borges da Fonseca (Nobiliarquia Pernambucana, Anais de 1925, vol. 47) durante a guerra holandesa o Mestre de Campo Luís Barbalho, desembarcou por terra a 25 léguas ao Norte do Rio Grande do Norte, com 1.400 homens para socorrer a Bahia, foi o suplicante em sua Companhia e sua jornada durou 04 meses. Andou com 400 homens a pé, com fome e sede, comendo ervas e carne de cavalo, tendo 05 encontros com o inimigo. Na peleja que teve no eng. Goiana, sua companhia tinha 800 homens e 400 índios, morreram muitos inimigos; na da Mata de Santo Antão, obrigaram o inimigo a se retirar depois de muita batalha e com bastante perdas; na do eng. Salgado lutaram contra 1.400 holandeses, que tinham vindo para impedir-lhe o passo, mas conseguiram que eles se retirassem com mortos e feridos; no encontro que teve com 1.800 holandeses nos Campos de Unhahu, fizeram que os inimigos se retirassem por duas vezes, lutando das 8hs às 16 hs e em outros horários que se fizeram necessários.
       Por se encontrar abandonado e arruinado o engenho foi confiscado pela Companhia das Índias Ocidentais holandesa e vendido a Mateus da Costa para que pudesse recuperá-lo.

Mateus da Costa – Judeu. Comprou o engenho aos holandeses depois de confiscado de Cosme Dias da Fonseca que tinha ficado do lado dos brasileiros. 
Senhor dos engenhos: São João Salgado e Maranhão/ Ipojuca
Fontes consultadas:
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. 2ª edição. Gov. de Pernambuco. CEPE. Recife, 2004

                Em 1640, o eng. S. João do Salgado aparece como sendo de propriedade de Duarte Saraiva.
  
David Sênior Coronel  (Duarte de Saraiva Coronel) – Cripto-Judeu*. Nasceu em 1575/Amarante-PT. e faleceu em 1650, com 75 anos de idade. Filho do marrano Abraham Sênior, Conselheiro da realeza. Atraído pelo governo tolerante com os judeus e por ser o centro financeiro europeu, imigrou para Amsterdam (1598), aos 23 anos de idade, onde se casou. Em 1601, enriqueceu trabalhando com transportes marítimos usando o nome católico de Duarte de Saraiva Coronel, conforme registros documentais de ações movidas contra os britânicos para o reembolso de sua apreensão de um navio carregado com açúcar vindo do Brasil e registros dos detalhes do comércio de sal e outros produtos com Portugal. Após a consolidação da ocupação holandesa em Pernambuco (1635) aumentou o fluxo imigratório de Amsterdam. No Conselho Político da Companhia das Índias Ocidentais (gestora dos negócios e operações militares além-mar) começou a receber vários requerimentos da comunidade judaica de Amsterdam solicitando a transferência para Pernambuco. Num deles, os comerciantes David Atias, Jacob e Moysés Nunes, Manoel Mendes Castro (Manuel Nehemias) solicitavam autorização para estabelecer uma colônia com 200 judeus “ricos e pobres” que em sua maioria chegou no dia 05/02/1638 (há 375 anos).  Duarte de Saraiva era tio de Gaspar de Mendonça (eng. Apipucos/Recife) c.c. D. Catharina de Cabral (filha de Cristovam Paes D'Altero, senhor do eng. Santo Antônio/Recife-Várzea), e de João de Mendonça (eng. Madalena/Recife). David Sênior imigra com a sua família e se estabelece no Recife. Logo se torna um homem muito rico e influente na Capitania, proprietário de muitos imóveis e engenhos.
Em um terreno comprado aos holandeses foi aberta uma rua para os judeus, chamados de gente da nação. Essa rua passou a ser conhecida com a “Rua dos Judeus” (Rua da Cruz e hoje do Bom Jesus, preservada no centro do agora restaurado Recife antigo). Em 1636, nessa rua, na casa de David Sênior funcionava a sinagoga Kahal Kadosh Zur Israel, Comunidade Santa do Rochedo de Israel, a primeira de toda a América. Formalizada no primeiro semestre de 1636, a sinagoga instalou-se, em seguida, em um prédio próprio comprado pelo próprio David, de pedra e cal (possivelmente entre 1640 e 1641), cujo Rabino e Aboab da Fonseca, foi trazido da Holanda para ser o primeiro rabino do continente. Nota: Quando os portugueses, em 1645, cercaram o Recife e espalharam a fome entre os imigrantes, Aboab escreveu: ‘Os que estavam habituados a comer à mesa de ouro se davam por felizes com um pedaço de pão seco’
Seu nome aparece: na compra de escravos; fretamento de navios; corte de madeira; rendeiro; cobrador de dízimos; proprietário de imóveis. Por duas vezes (1639 e 1644) ele arrematou a cobrança dos impostos da Companhia sobre a produção do açúcar em Pernambuco, despendendo na primeira vez 128.000 florins. Faleceu em 1650/Recife e deixou de créditos a receber da coroa portuguesa, a importância de 351.502 florins.
CURIOSIDADES: Quando a Holanda invadiu o Nordeste no século XVII, estava desejosa de dominar exatamente as áreas produtoras de cana de açúcar. Nesse período, dos 120 engenhos que estavam em funcionamento em Pernambuco, cerca de 6% era de propriedade de judeus portugueses que moravam na Holanda - além, evidentemente, daqueles engenhos de cristãos-novos. Moisés Navarro, por exemplo, foi dono de um engenho chamado Jurissaca, enquanto Duarte Saraiva, tinha três engenhos, todos adquiridos em leilão realizado após a invasão.
NOTA: A denominação Comunidade Santa do Rochedo de Israel talvez tenha sido por causa dos arrecifes que protegem Recife. O reverendo calvinista Joannes Baers, contemporâneo de David Sênior, assim descreve a cidade: “o Recife é um arrecife”.
Com a Restauração Pernambucana David Sênior tinha hipotecado todos os seus bens a firma holandesa West Índia Company (Companhia das Índias Ocidentais), se tornando um dos maiores devedores. Quando faleceu, todos os seus bens foram confiscado pelo reino de Portugal. Seu filho Ishac ainda tentou recuperar o controle da empresa Sênior-Coronel, através de ações jurídicas, mas não teve sucesso, e retornam para Amsterdam (1654).
CURIOSIDADES: Inquisição de Lisboa, CP 26 fls. 376/378 - António Munis da Fonseca, nat. de Évora 53 anos de idade, antigo morador de Pernambuco, em depoimento em Jan de 1650, disse que António de Mendonça Saraiva, senhor de Engenho na Várzea, tinha um Irmão chamado Duarte Saraiva praticante público da lei de Moisés (...).
Casamento 01: Maria (Pedro Nunes) Saraiva, nascida em 1579,  filha de Francisco Pedro (Lopes) Homem e Branca Maria Nunes. Casados em 05/08/1598-Amsterdam.
Filhos encontrados: 01- David (Duarte) Ishac (Sênior Júnior), herdeiro de seu pai, c.c. Ester Saraiva (Sênior Coronel) (born Rodriguez Portolegre); 02- Antônio Saraiva (Sênior Coronel), nascido em 1612 e falecido em 1694/Barbados; 03- Ishac Saraiva (Sênior Coronel) c.c. Sara Saraiva (Sênior Coronel) (born Sarfati); 04- Salomão Duarte nascido em 1599 e falecido em 1619.
A família Sênior Coronel voltou para Amsterdam em 1654, após os holandeses se rendera. Nos tribunais, Ishac tentou recuperar da mudança da família para o Brasil. Ele pode ter sido tesoureiro da comunidade judaica de Recife em 1652, mas voltou com o resto de sua família para Amsterdam em 1654. Morreu lá em 1676 com a idade de 51. Seus descendentes, eventualmente, emigraram para o Suriname (Guiana Holandesa), na costa norte da América do Sul, onde também entraram no negócio de açúcar.
Senhor dos engenhos: Camaçari, Madalena/Recife (tomado do Sargento-mor João Mendonça alegando ser seu devedor); Novo/Cabo de Santo Agostinho, Velho antes chamado Madre de Deus/Cabo de Santo Agostinho; Rosário da Torre/Recife; Santo Antônio da Várzea, depois Eenkalchoven /Recife; São João do Salgado/Cabo de Santo Agostinho; Trapiche ou Bom Jesus/Ipojuca.
* Criptojudaísmo – Conjunto de práticas que um grupo de pessoas, com origem judaica (ou no caso hebraica), realizavam nos períodos da história nos quais ocorreram perseguição a pratica e a fé judaica.
Fontes consultadas:
Bauch, Emil. Litografia (sec. XIX). Disponível em: http://sitededicas.ne10.uol.com.br/clip_pe1.htm
Bennett, Ralph G. David Senior Coronel (ou Duarte Saraiva Coronel). 1575-1676. Disponível em: http://www.jackwhite.net/iberia/coronel.html 
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana.
MELLO, Evaldo Cabral de. Gente da nação: cristãos-novos e judeus em Pernambuco, 1542-1654
MELLO, Evaldo Cabral de. Olinda Restaurada. Guerra e açúcar no Nordeste, 1630-1654. Edt. 34. 3ª Edição, definitiva.
MELLO, Evaldo Cabral de. Rubro veio: o imaginário da restauração pernambucana.

Moradores encontrados:

Salvador Correia de Lacerda – Capitão da Ordenança em Ipojuca.
Casamento 01: D. Maria dos Prazeres, filha do Cap. Domingos Gomes de Brito e de sua mulher D. Lourença Correia, de quem Domingos foi o terceiro marido.
Filhos encontrados: 01- Domingos Gomes de Brito c.c. D. Clara Fagundes.
Morador do engenho Salgado/Ipojuca.
Fontes consultadas:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional. Anais de 1925.

Domingos Gomes de Brito – Filho de Salvador Correia de Lacerda e de D. Lourença Correia (terceiro marido).
Casamento 01: D. Clara Fagundes, filha de Estêvão Ribeiro e de Maria Cavaco, irmã do Padre Domingos Cavaco, Coadjutor da freguesia de Ipojuca.
Filhos: 01- Miguel Carneiro que imigrou para Minas Gerais; Domingos Inofre (morou no eng. da Ubaca) c.c. (?), filha de Diogo de Athayde de Serinhaém;02- Salvador Correia c.c. sua cunhada (?), filha de Diogo de Athayde de Serinhaém; 03- D. Catharina c.c. Manoel Ferreira de Mello; 04- D. Lourença c.c. seu primo Manoel da Silva Cavaco; 05- D. Clara, solteira; 06- D. Isabel Carneiro c.c. Manoel Velho Freire.
Morador do engenho Salgado/Ipojuca
Fontes consultadas:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional. Anais de 1925.

          No século XVIII o engenho pertencia a Manoel Garcia de Moura Rolim.

Manoel Garcia de Moura Rolim – Filho de Antônio de Moura Rolim (nascido em 1658 e falecido em 1708/Bahia) e de D. Maria de Moura, primos e coirmãos. Fidalgo da Casa Real, em 1677.  Nascido de uma família que representava uma das maiores concentrações de poder econômico no período pós-guerra, já que seus parentes haviam possuído muitos engenhos, sendo o exemplo conspícuo dos familiares dos senhores de engenho confiscado que, havendo seguido a carreira militar, regressaram a Pernambuco como oficiais do exército restaurador.
Casamento 01: D. Úrsula Carneiro da Cunha, em 1701/Várzea-Recife. Filha de João Carneiro da Cunha (senhor do eng. do Meio/Recife) e de sua mulher D. Anna Carneiro de Mesquita, primos. S
Filhos encotrados: (s.g.)
Senhor do engenho Salgado/Ipojuca e de muitas fazendas na Bahia.
Fontes consultadas:
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional. Anais de 1925, 1926.
MELLO, Evaldo Cabral de. Olinda Restaurada. Guerra e açúcar no Nordeste, 1630-1654. Pág. 340.
GASPAR, Lúcia. Usina Salgado. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 10/12/2013.

Plantação de cana de açúcar
        Em suas terras, 1817, foi um dos pontos de concentração das tropas do Governo Pernambucano, contra os revoltosos, durante a Revolução Pernambucana, por ocasião da visita de Dom Pedro II à Província de Pernambuco, 1859.
        Existe no engenho uma chaminé de vulcão extinto com o nome de “Neck Vulcânico”, que fica no percurso das terras da Usina Ipojuca. O “Neck” tem cerca de 20 m de altura.
           No século XIX o engenho Salgado pertencia a Usina Salgado.

Usina Salgado – Fundada em 1892 em terras do engenho Salgado/Ipojuca que foi fundado por Cosme Dias da Fonseca, em 1625. Seus proprietários foram: Costa & Barros (concessão); Bento & Brito; Xavier & Bandeira (1929). Depois passou a pertencer a Joaquim Bandeira de Melo (1930); Aníbal Cardoso dos Santos, Miguel Santos e José Borba; Rui Cardoso Gonçalves dos Santos; Fernando Peres (1971-1972) e Joel de Albuquerque Queiroz (1975).
Em 1929, possuía 18 propriedades agrícolas, 45 km de ferrovia, 05 locomotivas e 08 carros. Tinha capacidade para processar 500 t. de cana e fabricar 6.000 l. de álcool em 22 hs. O transporte da cana e do combustível era feito pela via férrea própria e o do açúcar e do álcool, por barcaças de sua propriedade.
No período de moagem trabalhavam na fábrica cerca de 90 operários, incluindo quatro menores. Não eram aceitos estrangeiros ou mulheres. Possuía também uma vila operária com 80 casas, mantinha uma escola com freqüência média anual de 50 alunos e uma assistência hospitalar para seus empregados.
Na década de 1960, no auge das ligas camponesas comandadas por Francisco Julião, a Usina Salgado enfrentou uma grande crise. Foi administrada pelo Padre Antônio Melo, que não resolveu os problemas administrativos nem os sociais da empresa, voltando então a usina para as mãos de usineiros.
e adquirida pela família Queiroz no ano de 1975, o parque industrial Salgado tem um grande diferencial que é situar-se próximo ao Porto de Suape e Porto de Recife, além de ter tecnologia agrícola, dentre elas estão: os plantios de várzea com drenagem forçada através de bombeamento e projeto de fertirrigação com sistema de hidroroll nas encostas.
CURIOSIDADES: No ano de 2007 alguns engenhos que pertenciam a Usina Salgado/Ipojuca, foram leiloados, foram eles: Santa Rosa com área de 1.386 ha., avaliado em R$ 4.200.000,00; São Paulo, com área de 814 ha., avaliado em R$ 2.500.000,00; Caetès com área de 864 ha., avaliado em R$ 2.900.000,00; Genipapo, com 989 ha., avaliado em R$ 3.000.000,00; São Carlos com 606 ha., avaliado em R$ 1.900.000,00; Cachoeira com área total de 943,1 ha., avaliado em R$ 6.130.150,00.
Atualmente, a Usina Salgado possui uma área de 15.500 hectares, com 19 engenhos e cerca de 4.000 hectares de terra mecanizável. Sua produção na safra de 1994-1995 atingiu 1.120.000 de sacos de açúcar.
Proprietária dos engenhos: Água Fria, Boacica, Cachoeira, Caetés, Califórnia, Camela, Canto, Currais, Dourado, Garagem, Guerra, Jenipapo, Mercês, Monte de Ouro, Penderama, Piabas, Pindoba, Saco, Salgado, Santa Rosa, São Paulo e Todos os Santos.
Fontes consultadas:
ANDRADE, Manuel Correia de História das usinas de açúcar de Pernambuco. Recife: FJN. Ed. Massangana, 1989. 114 p. (República, v.1)
GONÇALVES & SILVA. O assucar e o algodão em Pernambuco. Recife: [s.n.], 1929. 90 p.
MOURA, Severino. Senhores de engenho e usineiros, a nobreza de Pernambuco. Recife: Fiam, CEHM, Sindaçúcar, 1998. 320 p. (Tempo municipal, 17).



Fontes consultadas:
Alexandre José Mello Moraes, Basto (marquez de.), Ignacio Accioli de Serqueira e Silva Memorias diárias da guerra do Brasil por espaço de nove annos: começando em 1630 deduzidas das que escreveu o marquez de Basto, conde e senhor de Pernambuco. Typ. de M. Barreto, 1855 - 164 pág.
ANDRADE, Manuel Correia de. História das usinas de açúcar de Pernambuco. Recife: FJN. Ed. Massangana, 1989. 114 p. (República, v.1)
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Biblioteca Nacional. Anais de 1917, 1935.
GASPAR, Lúcia. Usina Salgado. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 10/12/2013
GONÇALVES & SILVA. O assucar e o algodão em Pernambuco. Recife: [s.n.], 1929. 90 p.

MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. 2ª edição. Gov. de Pernambuco. CEPE. Recife, 2004
MELLO, Evaldo Cabral de. Olinda Restaurada. Guerra e açúcar no Nordeste, 1630-1654. Edt. 34. 3ª edição. São Paulo, 2007. Pág. 340.
MOURA, Severino. Senhores de engenho e usineiros, a nobreza de Pernambuco. Recife: Fiam, CEHM, Sindaçúcar, 1998. 320 p. (Tempo municipal, 17).
PEREIRA, Levy. "O Salgado (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/O_Salgado_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 11/12/2013.

Engenho São Paulo, antes da Guerra/Ipojuca

Ipojuca é uma das cidades mais antigas de Pernambuco. Diferente de muitas outras cidades, até a presente data não foi descoberto nenhum documento anterior a 1584 que discuta a sua criação sendo, portanto o documento: Primeira Visitação do Santo Ofício às Partes do Brasil, Denunciações de Pernambuco do Inquisidor português Heitor Furtado de Mendonça que cita as freguesias existentes em Pernambuco onde é mencionada pela primeira vez em um documento oficial, a existência de uma localidade por nome de Pojuca (Ipojuca). Neste documento são citadas as freguesias de: Santo Cosme e Damião de Igarassu, de São Lourenço, Cabo de Santo Agostinho, São Miguel da Pojuca com as capelas de Santa Luzia no engenho Tabatinga e de São Miguel na freguesia de Pojuca, entre outras freguesias existentes na época, para que seus habitantes fossem se confessar em Olinda, pois assim receberiam “trinta dias de graças”.
Neste mesmo documento diz que na freguesia de Pojuca (Ipojuca) já existia o engenho Tabatinga inclusive indicando os seguintes senhores de engenho: Pero Dias da Fonseca, Francisco Mendes e sua esposa Ana Tomé; Antônio Gonçalves Menaia, os padres Gaspar Neto, Paulo Roiz de Távora e Cosme Neto. Sendo este o documento mais antigo de que se tem notícia Ivo d’Almeida, que estuda a história antiga de Ipojuca há mais de vinte anos fixa o ano de 1584 como sendo o marco inicial indicado pelo documento acima citado que se encontra no Instituto Arqueológico e Geográfico de Pernambuco e na Torre do Tombo em Portugal; não o registro do surgimento da freguesia que daria origem a Ipojuca, mas como o registro de sua existência desde 1584.
Os Engenhos de Ipojuca são cheios de tradição e símbolos marcantes de nossa História. Durante o Brasil colonial e imperial, eles produziam seu próprio açúcar, que era exportado para as metrópoles do além-mar. Depois foram substituídos pelas usinas de açúcar, passando apenas ao cultivo da cana-de-açúcar. Hoje, os engenhos de Ipojuca, além do plantio da cana-de-açúcar, se dedicam a criação de gado e ao cultivo de frutas e flores tropicais, que certamente substituirão a lavoura da cana, dando vez a um grande mercado de exportação para outras nações, num sistema de cooperativado e em razão do Porto de Suape. 
                O engenho São Paulo depois da Guerra foi fundado por (?), antes da invasão holandesa, a moenda de sua fábrica era movida a bois, com Igreja dedicada a Nossa Senhora das Mercês localizado na margem esquerda do Rio Ipojuca, suas terras estavam sob a jurisdição de Olinda na freguesia de Ipojuca, Nomes históricos: engenho da ou de Guerra, ou eng. São Paulo; atualmente engenho Guerra.
                Segundo o Relatório de Schott (1636, pág 61), o engenho São Paulo, tinha sido abandonado pelos seus proprietários e estava sendo administrado pelo seu Feitor-mor Pedro da Grand (nada foi encontrado) que como seu maior lavrador ficou como feitor-mor. O engenho estava situado a 1/4 de milha ao Noroeste do engenho Salgado, tinha 600 vadem (medida de comprimento: um vadem de Amsterdam =: 1,698m; idem renano = 1,88m.) de terra em quadra, parte da qual era plantada com cana, enquanto a outra parte consistia de pastos, mas não tinha matas e por isto comprava toda a madeira, o que era muito oneroso. Podia fornecer anualmente 2.000 a 3.000 arrobas de açúcar, e pagava 01 e 1/2 % de recognição.

     O engenho foi citado nos seguintes mapas holandeses: PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 Capitania de Pharnambocqve, plotado como engenho, 'Ԑ: Da GuԐrra', na m.e. do 'Rº. Salga∂o' (Rio Ipojuca); PE (Orazi, 1698) Provincia di Pernambvco, plotado, 'đ Guerra', na m.e. do 'Ipoiucá' (Rio Ipojuca).

Capela de Nossa Senhora das Mercês - Antigo Engenho Guerra, Ipojuca
http://www.cprh.pe.gov.br/downloads/PNMA2/diagnostico-turismo/fotos-ipojuca.pdf
    Durante a ocupação holandesa o engenho foi confiscado pela Companhia das Índias Ocidentais e 7/9 partes das suas terras foram vendidas a Hendric Schilt. (Nassau-Siegen; Dussen; Keullen – 1638).

Hendric Schilt – Conselheiro Político. (Nada mais foi encontrado).
Curiosidades: Homem muito violento que, para conseguir "uma pulseira de patacas e a prata da igreja do eng. Umbu/Goiana, "mandou o seu secretário matar o padre Álvaro Mendes de Elvas, Capelão daquele engenho, que foi morto ao pé do altar". O fato apresenta-se com riquezas de detalhes em processo que foi movido contra aquele conselheiro, com sentença condenatória proferida em 30/10/1637, conservado no Arquivo Geral do Estado (Haia), documentos da Companhia das Índias Ocidentais. No mesmo arquivo se conservam os processos por corrupção contra vários outros membros do Supremo Conselho, dentre os quais Hamel, Bas e Bulestraten, denunciados na publicação Bree byl e o Brasilsche Gelt Sack, que traz a falsa declaração de haver sido impresso no Recife
Fontes consultadas:
A prata de São Bento. Diário de Pernambuco. Os holandeses em Pernambuco. Uma história de 23 anos. Publicado em 11/08/2003.

            Em 1640 o engenho Guerra, antes São Paulo, aparece como de propriedade de Jacobus Corderus (Nada mais foi encontrado) e do Conselheiro Político Baltasar Wijntgens (Nada mais foi encontrado) e seu lavrador era o Major Hinderson. (Dussen, 1640, pg. 143)
               Segundo Bullestrat, em seu relatório de 1641, dizia que tinha falado com Baltasar Wijntgens sobre as prestações vencidas do seu engenho, em 1640 e 1641, e que ele disse: quanto ao pagamento do ano de 1640, teria entregue 21 caixas de açúcar, das quais tinha recibo do comissário e ainda tinha dado um tanto em dinheiro, o que prometeu verificar, pois o comissário nada tinha apresentado para ser lançado nos livros; e prometeu cumprir o seu compromisso no que diz respeito às prestações do ano de 1641.
Nas Revoluções de 1710 e de 1817, Ipojuca foi palco de algumas batalhas onde se destacaram os engenhos Guerra, Pindoba e Gaipió.

Fontes consultadas:
PEREIRA, Levy. "Đ Guerra". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/%C4%90_Guerra. Data de acesso: 10/12/2013.
BARRETO, Cristiane Gomes. Devastação e Proteção da Mata Atlântica nordestina: formação da paisagem e políticas ambientais. Tese de Doutorado. Universidade de Brasília. Centro de Desenvolvimento Sustentável. Brasília, 2013.

01/12/2013

Engenho Nossa Senhora do Rosário ou Nossa Senhora da Conceição/Ipojuca

Engenho de Ipojuca/PE

               

A conquista de Ipojuca teve início em 1560, após a escravização dos índios caetés. A partir daí, os colonos de origem europeia puderam ocupar as terras férteis e ricas em massapê de Ipojuca, que eram bastante propícias para o cultivo da cana-de-açúcar, o que causou um rápido surgimento de diversos engenhos na região. Entre os pioneiros, estavam as famílias Lacerda, Cavalcanti, Rolim e Moura.
Assim na Jurisdição de Olinda e freguesias que dela faziam parte, existiam 67 engenhos, sendo que quando os holandeses invadiram Pernambuco haviam 20 de fogo morto e 47 moentes e destes 05 foram confiscados pela Companhia das Índias Ocidentais. Hoje suas terras fazem parte da Região Metropolitana do Recife. Administrativamente, o município é formado pelo distrito-sede, pelos distritos de Camela e de Nossa Senhora do Ó e pelos povoados das praias de Porto de Galinhas, Muro Alto, Cupe, Maracaípe, Serrambi, Touquinho e seus engenhos.
Segundo Pereira da Costa (1812, vol. 07. Pág. 91), quando os holandeses invadiram Pernambuco a freguesia de Ipojuca, que na época chamavam a Bela Pojuca, contava no seu termo os seguintes engenhos: Sibiró de Baixo sob a invocação de São Paulo, pertencente a Francisco Soares Ganha; Sibiró de Cima, a Manuel de Novalhas; Maranhão e Bertioga, a João Tenório; Trapiche, sob a invocação do Bom Jesus, a Francisco Dias Delgado ; Santa Luzia, e o denominado Salgado, sob a invocação de S. João, a Cosme Dias da Fonseca; Pindoba, a Gaspar da Fonseca Carneiro; Caroaçu, a Manuel Vaz Vizeu; Guerra, e o de nome Nossa Senhora do Rosário, sem menção do proprietário
                O engenho Nossa Senhora do Rosário foi fundado antes da invasão holandesa, com igreja dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Situado a 1/2 milha de distância do engenho Bom Jesus, sob a jurisdição da cidade Olinda e freguesia de Ipojuca, cujo proprietário era D. Fernando de Queiróz que morava na Galiza/Espanha, (nada mais foi encontrado). Este engenho tinha uma moenda movida à água fornecida por um bom açude, suas terras tinha de extensão 1/2 milha, com lindas várzeas cheias de canas e matas, que forneciam toda a madeira de que se precisa. Podia moer anualmente 3.000 a 4.000 arrobas de açúcar e pagava 03% de recognição. A casa de purgar e a casa das caldeiras eram de taipa e nelas os holandeses encontraram, antes da chegada do dito João Carneiro, 2 caixas pertencentes a L. Dolvero, 17 caixas provenientes, segundo ele, de algumas formas purgadas por .João Gonçalves.
Nomes históricos: Nossa Senhora de Conceição (Nossa Senhora da Conceição; Nossa Senhora de Conçetion; Conspsaõ); Nossa Senhora do Rosário. Hoje o engenho é chamado de Conceição Velha - vide mapa IBGE Geocódigo 2607208 IPOJUCA - PE.
                O engenho foi cidado nos seguintes mapas: PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 Capitania de Pharnambocqve, plotado como engenho, Consepsaõ', na m.e. do 'Rº. Salga∂o' (Rio Ipojuca) e o PE (Orazi, 1698) Provincia di Pernambvco, plotado como engenho, 'N. S de Conçetion', na m.e. do 'Ipoiucâ' (Rio Ipojuca).
            Segundo o Relatório de Shott de 1636, e de acordo com documentos apresentados ao Alto Conselho holandês, o dito engenho foi arrendado por 09 anos a João Carneiro de Mariz,.

João Carneiro de Mariz nasceu em 1582, segundo declaração feita em 20/04/1648, quando declarou que tinha 66 anos de idade: Torre do Tombo (Lisboa), Inquisição de Lisboa, processo 306 de Mateus da Costa. De acordo com Borges da Fonseca tudo indica que tenha nascido na Vila do Conde-PT. Filho de Francisco Carneiro da Costa, que foi Desembargador do Porto, e de Isabel de Mariz Pinheiro, batizada em 09/1536.
Chegou a Pernambuco antes de 1630, juntamente com seu irmão José Carneiro da Costa, que em 1620 era Morgado de São Roque e Orta Grande, da dita Vila do Conde. Foi Vereador da 1ª Câmara dos Escabinos (1637/38). No começo da invasão holandesa fora um dos que mais se aproveitou dos benefícios oferecidos pelos holandeses, se tornando um dos maiores devedores da Companhia das Índias Ocidentais holandesas. Durante a Restauração Pernambucana se voltou para o lado luso-brasileiro e lutou na guerra, juntamente com seu irmão José Carneiro da Costa e de seu sobrinho Pedro Álvares Carneiro. Em 16/08/1647, João Carneiro de Mariz foi preso, juntamente com Francisco Dias Delgado, e trazidos pelos holandeses para Recife.
Casamento 01: Na freguesia de Ipojuca com D. Maria Quaresma, filha de seu tio Pedro Alves Carneiro e de D. Maria Velha Ferreira.
Filhos: Francisco Carneiro da Costa c.c. Ana da Costa, filha de Gonçalo Dias da Costa (primeiro senhor do eng. Pirajui/Igarassu) e de Catharina Gil.. Francisco foi sucessor de seu tio José Carneiro da Costa no senhorio da Casa e do Morgado de São Roque e Orta Grande, em Portugal, onde tomou posse por procuração. Em 08/05/1653, morava na Várzea/Recife, de acordo com uma provisão que alcançou para não ser executado por um ano pelas suas dívidas. C.g.; Gonçalo Carneiro da Costa que sucedeu seu irmão, por procuração, no Morgado de São Roque e Orta Grande, em Portugal, que logrou por muitos anos. Foi Vereador de Olinda, de acordo com os livros da Câmara de 1680. Juiz Ordinário, em 1697. Capitão na guerra holandesa. Casou com D. Brites de Sá (viúva de Domingos de Oliveira Monteiro). irmão da Misericórdia, em 23/04/1696. S.g; João Carneiro de Mariz c.c. D. Ângela de Mello, filha de José de Albuquerque de Mello e de D. Brásia Baptista. C.g; D. Maria Carneiro de Mariz c.c. Gaspar Pereira Castelhano; D. Margarida Carneiro, falecida solteira; José de Jesus, nada consta;Manoel Carneiro de Mariz (eng. do Meio ou São Sebastião/Recife-Várzea) Vereador, em 1657, Juiz Ordinário em 1688 e 1702, e Provedor em 1704. Casado com sua prima D. Cosma da Cunha. C.g; D. Úrsula Carneiro de Mariz c.c. Paulo Carvalho de Mesquita; Isabel Carneiro (não se sabe se realmente existiu esta filha, citada no site Geneall.pt).
Senhor do engenho Sibiró de Cima/Ipojuca; Salgado/Ipojuca, Nossa Senhora do Rosário/Ipojuca (do qual foi rendeiro desde antes a invasão holandesa)
Fontes consultadas:
ACIOLI, Vera Lúcia Costa. Informações sobre senhores de engenho de Pernambuco no século XVII. Estrutura: Nome do proprietário e do engenho/local/atividade-ofício/outros dados relevantes.
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais de:  1925 Vol. 47
Gonsalves de Mello, 1985, pg. 192.
MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Governo do Estado de Pernambuco. CEPE. 2ª Edição.  Recife, 2004
NIEUHOFS, Johan. Memorável Viagem Marítima e Terrestre ao Brasil. Biblioteca Histórica Brasileira. Direção de Rubens Borba de Moraes. Livraria Martins. São Paulo
               
No começo da invasão holandesa João Carneiro de Mariz foi um dos que mais se aproveitou dos benefícios oferecidos pelos holandeses, se tornando um dos maiores devedores da Companhia das Índias Ocidentais holandesas. Entre suas dívidas está a compra, em 20/06/1637, à Companhia do eng. Sibiró de Cima, sob a invocação da Santa Cruz, que pertencera a Manuel de Nabalhas, por 40.000 florins, a serem pagos em prestações de 5.000 florins, a primeira a vencer em 01/01/1640. (Gonsalves de Mello, 1985, pg. 192).
Em 1642, os senhores de engenho eram os grandes devedores da Companhia, segundo informa o Conde João Maurício de Nassau, que estimou a dívida global em 75 tonéis de ouro, o que representava 7,5 milhões de florins; dois anos depois, a dívida já alcançava a elevada importância de 130 tonéis de ouro, correspondentes a 13 milhões de florins. Mas a Companhia visando o lucro obtido com o açúcar no mercado internacional, continuou a ajuda-los financeiramente e facilitando a construção dos engenhos ou pagando dívidas particular de alguns senhores, como Jorge Homem Pinto (Paraíba), João Carneiro de Mariz (Ipojuca), e D. Catharina de Albuquerque, proprietária do engenho Santo Antônio da Muribeca.
Praia de Porto de Galinhas/Ipojuca-PE.


Fontes consultadas:
PEREIRA, Levy. "N S. de Conçeição (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em:http://lhs.unb.br/biblioatlas/N_ S._de_Con%C3%A7ei%C3%A7%C3%A3o_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 28/11/2013.

30/11/2013

Engenho Bertioga ou Santo Antônio de Bertioga/Ipojuca

Os portugueses conquistaram Ipojuca no início em 1560, após a escravização dos índios caetés. A partir daí, os colonos de origem europeia puderam ocupar suas terras férteis e ricas em massapê, propícias para o cultivo da cana-de-açúcar; causando o surgimento de diversos engenhos na região. Entre as famílias pioneiras, estavam a Lacerda, a Cavalcanti, a Rolim e a Moura.
Em 1630, a freguesia de Ipojuca estava sob a jurisdição de Olinda, e era chamada de Bela Pojuca. Em suas terras existiam os seguintes engenhos: Sibiró de Baixo sob a invocação de São Paulo, pertencente a Francisco Soares Ganha; Sibiró de Cima, a Manuel de Novalhas; Maranhão e Bertioga, a João Tenório; Trapiche, sob a invocação do Bom Jesus, a Francisco Dias Delgado; Santa Luzia, e o denominado Salgado, sob a invocação de S. João, a Cosme Dias da Fonseca; Pindoba, a Gaspar da Fonseca Carneiro; Caroaçu, a Manuel Vaz Vizeu; Guerra, e o de nome Nossa Senhora do Rosário, sem menção. (Pereira da Costa -1812. Vol. 07. Pág. 91).
O engenho Bertioga, com Igreja dedicada a Nossa Senhora da Penha, era movido à água de uma açude bem situado e que nunca secava. Estava sob a jurisdição de Olinda e freguesia de Ipojuca, ficavam localizadas na margem direita do Rio Ipojuca, a um quarto de milha de distância do eng. Nossa Senhora da Conceição. Suas terras tinham uma milha de extensão, com várzeas razoáveis e matas. Podia moer anualmente 3.000 a 4.000 arrobas de açúcar e pagava 03% de recognição.
Primeiramente o engenho foi denominado de Santo Antônio e depois de engenho Bertioga (ßartjago; Bartioga) - vide mapa IBGE Geocódigo 2607208 Ipojuca - PE. Citado nos seguintes mapas holandeses: PE-C (IAHGP-Vingboons, 1640) #40 Capitania de Pharnambocqve, plotado como engenho: ßartjago', na m.e. do 'Rº. Salga∂o' (Rio Ipojuca) e o PE (Orazi, 1698) PROVINCIA DI PERNAMBVCO, plotado como engenho, 'S. Antº', na m.d. do 'Ipoiucâ' (Rio Ipojuca).
No dia 12/03/1634 os holandeses tomaram o Forte Nazaré em Cabo de Santo Agostinho, e depois foram para o sul desembarcando em terras de Ipojuca (engenho Salgado). Consolidado o domínio holandês na região, alguns proprietários resolveram abandonar seus engenhos. Mas antes destruíram suas edificações e queimaram suas canas para que os invasores não dessem continuidade ao plantio da cana de açúcar e consequentemente a fabricação do “ouro branco” (como era chamado o açúcar na época).
Em 1635, se deu o grande êxodo pernambucano, quando cerca de 8.000 pessoas (senhores de engenhos, comerciantes, feitores-mor, lavradores, etc) fugiram para a Bahia com o General Matias de Albuquerque. Entre eles se encontravam o proprietário do engenho Bertioga, Luís Lopes Tenório, Jerônimo Cavalcante de Albuquerque, Lourenço Cavalcante, Bras Barbalho, Ambrósio Machado de Carvalho e muitos outros. 
O próximo proprietário encontrado foi João Tenório de Molina, que possuía uma terça parte do engenho Bertioga, juntamente com seu Tio Luís Lopes Tenório e talvez com seus outros tios João Ramires Thenório (Cônego de Monte Santo de Granada) e Simão Lopes Thenório (Clérigo).
Quando os holandeses chegaram às terras do engenho Bertioga encontraram o engenho destruído. A casa de purgar e a casa das caldeiras, feitas e alvenaria, o telhado estava muito velho, mas dentro delas estavam: 20 caixas de açúcar de várias pessoas ausentes e mais 05 que pertenciam a Leonardo de Oliveira, que foram marcadas pela Companhia das Índias Ocidentais e enviadas ao engenho Salgado.
   A partida do engenho, sem meios e impossibilitado de moer, por se encontrar abandonado pelo seu proprietário, e para não deixar que os canaviais fossem destruídos totalmente e para ainda obter algum lucro para a Companhia, os holandeses fizeram um acordo com o principal lavrador, Leonardo de Oliveira (nada foi encontrado), pelo qual ele, com seus escravos e outros que pudesse arranjar para este serviço, se obrigaria a fazer com que o engenho recomeçasse a moer, para o que lhe seriam reembolsadas todas as despesas, sendo-lhe, além disto, prometido um bom salário pela sua fiscalização, se ele desse fielmente conta de tudo. O contrato feito foi comprido a risca, e o engenho voltou a moer.
   Com a conquista assegurada, o governo holandês através da Companhia das Índias Ocidentais, ofereceu aos senhores de engenho que permaneceram em Pernambuco, diversos incentivos fiscais e empréstimos para a compra de engenhos confiscados e sua reconstrução, e de escravos. Alguns senhores que  haviam fugido da ocupação batava, percebendo as vantagens oferecidas  pela Governo holandês, retornaram para Pernambuco, como foi o caso de Luís Lopes Tenório que voltou em 23/06/1637, e adquiiue o seu engenho Maranhão pelo preço especial de 12.000 florins, para serem pagos em 06 prestações de 2.000 florins, a primeira a vencer em 1640.  Depois comprou o engenho Bertioga, do qual era antes de 1630, proprietário de uma terça parte, por 21.000 florins.
Olinda e Recife
        No Pernambuco holandês várias engenhos açucareiros pertenciam a judeus, onde instalavam suas sinagogas, conforme destacado no livro “Senhores de Engenho – Judeus em Pernambuco Colonial 1542-1654” – de José Alexandre Ribemboim: Diogo Fernandes e Branca Dias (eng de Camaragibe-P), Ambrósio Fernandes Brandão (eng. de Inobi), David Senior Coronel ou Duarte de Saraiva (eng. Bom Jesus), Moisés Navarro (eng. de Juriçaca) e Matheus da Costa (Engenho de João Tenório Medina - eng. Maranhão ou o Bertioga) *.
Em meados do século XVII os senhores-de-engenho se tornaram os grandes devedores da Companhia, segundo informa o conde João Maurício de Nassau, estimando a dívida global em 75 tonéis de ouro, o que representava 7,5 milhões de florins; dois anos depois, a dívida já alcançava a elevada importância de 130 tonéis de ouro, correspondentes a 13 milhões de florins. Mas a Companhia continuou a ajuda-los financeiramente, facilitando a construção dos engenhos ou pagando as suas dívidas contraídas com particulares.
       Em 1642, Bullestrat escreveu em seu Relatório (pág. 153) que tinha falado com João Tenório sobre o seu débito e este pediu que tivesse paciência com ele; e que na safra daquele ano perdera 40 negros e no ano precedente todos os seus canaviais tinham sido queimados pelo inimigo, como poderiam confirmar diversas testemunhas, por isso seu engenho se encontrava de fogo morto e quando pudesse fazê-lo entregaria metade da produção à Companhia.
cApós 1681 o Sargento-mor Jorge Baptista Jorge aparece como proprietário do engenho Bertioga, adquirido através de herança recebida por sua esposa D. Rosa Fernandina Lourenço Thenório, de seu avô Luiz Lopes Thenório.
     O próximo proprietário foi o Capitão-mor Roque Antunes Correia, através de sua esposa Ignácia Rosa Thenório, que levou o engenho como dote de casamento ou recebeu de herança de seus pais.

Fontes :
Revista do Instituto Archeológico e Geográfico de Pernambuco (1887), nº 34. Relação dos engenhos baseado no levantamento feito no primeiro ano do domínio holandês. Capitanias de Pernambuco (Porto Calvo, Alagoa do Norte), Itamaracá, Paraíba e Rio Grande. Disponível em: http://www.institutoarqueologico.com.br/RIAHGP/RIAHGP_34_1887.pdf. Acesso em 26/10/2013
PEREIRA, Levy. "S. Antº (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em:http://lhs.unb.br/biblioatlas/S._ Ant%C2%BA_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 27/11/2013.
Jaboatão, Antônio de Santa Maria. Novo orbe serafico brasilico; ou, Chronica dos frades menores da provincia do Brasil: Impressa em Lisboa em 1761, e reimpressa por ordem do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Vol. 1. Typ. brasiliense de M. Gomes Ribeiro, 1858




                                            Proprietários

Luís Lopes Tenório (Luis Tenório de Molina) – Fidalgo espanhol, natural de Sevilha/Espanha. Chegou ao Brasil em 1619, acompanhado pelo seu sobrinho João Tenório de Molina e dois irmãos: João Ramires Thenório (Cônego de Monte Santo de Granada) e Simão Lopes Thenório (Clérigo). Sargento-mor. Retirou-se com Matias de Albuquerque durante o êxodo dos senhores de engenhos pernambucanos, para a Bahia em 1635, (Brito. Livro 8, nº 655, pág. 344), aonde depois faleceu, sendo sepultado na Igreja de Nossa Senhora da Graça, dos Monges Beneditinos, que foi beneficiada por Luís Tenório com excelentes esmolas. Em 1681, seus herdeiros, que viviam em Sevilha/Espanha, chegaram a Pernambuco para reivindicar a herança de seu pai e avô D. Luís Lopes Tenório, que por causa das guerras da aclamação do Rei D. João IV, não puderam cobrar antes.
Casamento 01, em Sevilha: D. Luísa Thenório, sua prima, filha de Simão Lopes de Granada.
Filhos: Manoel Thenório que viveu em Sevilha, onde foi Administrador fiel do Pagador Geral das Armadas Fulano Henriques. C.c. D. Mariana Peres de Figueroa, c.g; D. Maria, nascida em 28/07/1607-Sevilha, viveu em Pernambuco, chegou a Pernambuco (1681) em companhia de sua cunhada D. Mariana Peres de Figueira, para reivindicar a herança de seu pai. Faleceu solteira em Recife; Brites Maria, nascida em 04/08/1605, chegou a Pernambuco em companhia de sua irmã e cunhada no ano de 1681, para reivindicar a herança de seu pai. Faleceu solteira em Recife; José, nascido em 08/12/1608-Sevilha, faleceu com 11 dias de idade.
Coproprietário do engenho Bertioga/Ipojuca. Segundo Borges da Fonseca era proprietário de mais 04 engenhos em Pernambuco.
Fontes :
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1903 Vol 25




João Tenório de Molina – Natural de Servilha/Espanha (segundo Borges da Fonseca). Filho de Estêvão Thenório e de D. Brites de Molina. João Tenório chegou a Pernambuco em 1619, em companhia de seu tio Luiz Lopes Tenório. Retirou-se com Matias de Albuquerque durante o êxodo dos senhores de engenhos pernambucanos, para a Bahia em 1635, mas regressou a Pernambuco em 23/06/1637, e comprou a Companhia o Engenho Maranhão seu engenho Bertioga (que por sua ausência fora confiscado), a qual lhe fizeram um  preço especial de 12.000 florins, para serem pagos em 6 prestações de 2.000 florins, a primeira a vencer em 1640. Depois comprou o eng. Bertioga, do qual era antes de 1630, proprietário de uma terça parte, por 21.000 florins.
Casamento 01: D. Leonor de Albuquerque, filha de Manoel Nunes e de D. Catharina de Albuquerque, segundo marido. Neta materna de Jerônimo de Albuquerque e da índia D. Maria do Espírito Santo Arcoverde.
Filhos: João Thenório de Molina que faleceu solteiro em 1681; D. Leonor de Albuquerque c.c. Francisco Annes, que segundo as memórias de Fernão Fragoso de Albuquerque foi assassinado no eng. Bertioga quando ia apartar uma pendência. Viúva D. Leonor casou com Braz da Rocha Cardoso, Fidalgo Cavaleiro e Capitão de Infantaria na guerra holandesa, por patente de 08/02/1648, participou da guerra das Tabocas e de Casa Forte, depois da Restauração foi Capitão-mor e Governador de Sergipe e Mestre de Campo de um dos Terços da Bahia, aonde o casal faleceu; D. Anna Thenório c.c. seu primo João Leitão de Albuquerque e depois com (?); Manoel Thenório de Molina, que viveu em Ipojuca, c.c. D. Ignez de Lluna, ainda viva em 1760.
Senhor dos engenhos: Maranhão/Ipojuca e Bertioga ou Santo Antônio/Ipojuca
Fontes:
PEREIRA, Levy. "Marinhã (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas /Marinh%C3%A3_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 27/11/2013.
PEREIRA, Levy. "S. Antº (Engenho de roda d'água)". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb. br/biblioatlas/S._Ant%C2%BA_(Engenho_de_roda_d%27%C3%A1gua). Data de acesso: 27/11/2013
BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais de 1926.


MELLO, José Antônio Gonsalves de. A Economia Açucareira. Fontes para a História do Brasil Holandês. Governo do Estado de Pernambuco. CEPE. 2ª Edição.  Recife, 2004


João Baptista Jorge (Gonçalo Nunes) – Natural de Santa Cristina de Nogueira/PT. Filho de Domingos Jorge e de Maria Fernandes, ambos naturais da freguesia de Santa Cristina de Nogueira/PT. Senhor de uma quinta em Vilares/Santa Margarida/Conselho de Lousada e Familiar do Santo Ofício, por carta de 12/06/1703, e das diligências que foram feitas consta por certidão do Secretário do Santo Ofício, Jácome Esteves Nogueira, seu nome era Gonçalo Nunes, mas apelidado de João Baptista Jorge. Sargento-mor do Terço de Auxiliares da Muribeca, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, por patente Real de 13/11/1709.
Casamento 01: Rosa Fernandina Lourenço Thenória, filha de D. Manoel Thenório e de D. Marianna Peres de Figueiroa. Nascida em 10/08/1671-Sevilha/Espanha, batizada na freguesia de Santa Cruz, como Fernandina Lourença Rosa. Chegou a Pernambuco em 1681, com sua mãe, para reivindicar a herança de seu avô Luís Lopes Thenório.
Filhos: (?), nascida em 12/11/1694, falecida criança; D. Maria, nascida em 07/04/1698, falecida criança; D. Francisca Peres de Figueiroa, nascida em Recife e falecida em 12/05/1725, c.c. o Gov. Antônio Borges da Fonseca e, 07/01/1714; João Xavier, nascido em 20/12/1698, religioso da Companhia de Jesus, falecido em 04/02/1717; D. Ignácia, nascida em 22/01/1701, falecida criança; D. Ignácia, nascida em 28/12/1704, falecida criança; José Xavier, nascido em 28/12/1705, religioso da Companhia de Jesus do 4º voto, onde lecionou Artes no Colégio de São Pedro e Theologia no Colégio do Rio de Janeiro; D. Ignácia Rosa Thenório (herdeira do engenho Bertioga), nascida em 28/12/1707, c.c. o Cap. Roque Antunes Correia; Francisco Xavier que faleceu criança; e Ignácio Xavier, que também faleceu criança.
Casamento 02: D. Lusia de Albuquerque de Mello, casada em 2ª núpcias com Manoel Alves Vianna, homem muito rico e distinto que viveu na Praça do Recife, com quem teve uma filha D. Anna Maria c.c. o Dr. João Ferreira da Rosa. Do primeiro casamento não houve sucessão.
Senhor do engenho Bertioga/Ipojuca, pelo seu casamento 2º casamento.
Fontes :


BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais de:  1925 Vol. 47, pág 16


Roque Antunes Correia – Nasceu em 17/03/1695 e faleceu em 22/07/1757. Cavaleiro da Ordem de Cristo, de que tomou o Hábito na Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em 15/07/1719. Familiar do Santo Ofício, por carta de 30/05/1727. Serviu como soldado pago na milícia da Praça do Recife. Tenente da Fortaleza de São João Baptista do Brum. Tenente-cabo da Fortaleza do Mar onde passou a Capitão-mor do Recife. Proprietário, por duas vezes, do Ofício de Almoxarife da Fazenda Real de Pernambuco.
Casamento 01: D. Ignácia Rosa Thenório, nascida em 28/12/1707. Filha de João Baptista Jorge (eng. Bertioga/Ipojuca) e de D. Rosa Fernandina Lourenço Thenório.
Filhos: Manoel, nascido em 15/09/1726 e falecido em 04/01/1730; José, nascido em 05/07/1728 e falecido em 20/01/1730; Manuel Antunes Correia, nascido em 14/12/1732, Clérigo Presbítero, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Comissário do Santo Ofício; José Ignácio Xavier Correia, nascido em /1734, Clérigo Presbítero, Comissário do Santo Ofício, pároco e vigário da freguesia do Seridó, e vigário recomendado da freguesia do Una; Felipe, nascido em 27/05/1740 e falecido em 13/11 do mesmo ano; João Veríssimo, nascidoem 10/07/1741 e falecido criança; Francisco Xavier Correia, nascido em 22/01/1745, serviu no Regimento da Praça do Recife, Cadete da Companhia de Borges da Fonseca. Alferes da Companhia de Granadeiros, Coronel da Cavalaria de Auxiliares de Serinhaém (1770), c.c. D. Rita Francisca Wanderley, filha de João Maurício Wanderley (eng. Guerra/Ipojuca) e de D. Felicianna da Silva; D. Maria Margarida do Sacramento, nascida em 05/04/1724, casou em 21/02/1748 com Francisco Xavier Carneiro da Cunha, familiar do Santo Ofício e Capitão-mor de Igarassu, filho de João Carneiro da Cunha (eng. Espírito Santo e Santa Lusia de Araripe) e de D. Antônio da Cunha Souto Maior; D. Rosa Elena de Sousa, nascida em 09/02/1730 e falecida de parto em 1761, casada em 09/02/1730, com Lourenço Antônio Cavalcante de Albuquerque; D. Anna Maria Vidal, nascida em 05/05/1731, c.c. (1760) Francisco de Mello de Albuquerque, Coronel Auxiliar e sucessor do vínculo do eng. Tapera, filho de Mathias de Albuquerque Maranhão e de Margarida Muniz de Melo, s.g; D. Clara Antônia Maria Correia, nascida em 13/05/1737, c.c. o Tenente General da Ordenança Antônio Clemente de Larráz, filho de Manoel Clemente (eng. São João da Várzea/Recife) e de D. Isabel de Almeida, c.g.; D. Joanna Rita Quitéria Helena e Sousa, nascida em 22/05/1738; D. Margarida Theresa de Jesus, nascida em 20/07/1743; D. Francisca Peres de Figueiroa, nascida em 20/02 de 1746.
Senhor dos engenhos Giquiá/Recife e Bertioga/Ipojuca
Fontes :


BORGES DA FONSECA, Antônio José Victorino. Nobiliarquia Pernambucana. Anais de:  1925 Vol. 47, 1926