Fontes

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Engenho P, Q e R

ENGENHO COM A LETRA P

1.         Engenho Pacas/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Gonçalves da Rocha - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4498

2.         Engenho Pacas/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ernesto Carneiro Rodrigues Campello

3.         Engenho Pacavira/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Gouveia e Souza - Capitão, natural do Recife, filho do Capitão Marcos de Gouveia e Souza e de sua mulher Maria José. Casado com Margarida Cavalcanti, filha de Arcângelo Cavalcanti de Albuquerque e de Mônica Pessoa do Rego. Proprietário dos engenhos: Pacavira e Mato Grosso de Baixo/Rio Formoso

4.         Engenho Pacoval/Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Antonio Cabral de Melo - Casado com Carmem Carneiro Leão. Pais de João Cabral de Melo Neto. Proprietário dos engenhos: Poço do Aleixo, Pacoval e Dois Irmãos/ Vitória Santo Antão

5.         Engenho Pagão/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Moreira da Costa

6.         Engenho Pagi ou Pagy/Nazaré da Mata – A capela se encontra na lista de bens culturais e naturais da mata norte de Pernambuco; se distingue pelo aparecimento da sacristia, sempre ao lado da capela-mor e do coro. A composição básica dos vãos da fachada é o triângulo formado pela única porta central e as duas janelas do coro. Os elementos decorativos da fachada limitam-se ao frontão, cuja cornija se encurva de várias maneiras.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Manuel de Morais - Casado com Maria José.
Ocupado pelos sem terras em 2007 ligados a FETRAF

7.         Engenho Paisagem/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Gomes Correia de Oliveira

8.         Engenho Paiva/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jacinto Botelho

9.         Engenho Pajucara/Quipapá.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre proprietários e/ou moradores
Ocupado pelos sem terras em 1998.

10.      Engenho Palacete/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Germano de Albuquerque Pinto

11.      Engenho Palanqueta/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terras Decreto nº 81.331, de 9 de fevereiro de 1978. Declara de interesse social, para fins de desapropriação, imóveis rurais situados no Município de Água Preta. Art. 1º - engenho Piragibi, medindo 491,0000ha,..., e engenho Palanqueta, medindo 225,0000ha, somando a área total 4.459,0000ha..., todos de propriedade da Usina Catende S/A -  Água Preta.... Ernesto Geisel
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Vieira dos Santos - Proprietários em 1937.

12.      Engenho Palhetas/Glória do Goitá - Engenho do século XIX
Proprietário/Morador/Rendeiro: Júlia Bezerra de Albuquerque Barros

13.      Engenho Palma/Sirinhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião Antonio Accioly Lins Wanderley - Barão de Goiacana, Dec. 18.08.1882. Nascido em 1829 e falecido em 1891. Filho do Capitão Sebastião Antonio Accioly e Joanna Francisca de Albuquerque Lins. Casado, em 1855, com Joanna Francisca Ignácia de Accloly Lins, nascida em 1840, falecida em 1898. Casado, em 2ª núpcias, com sua sobrinha Maria Accioly. Estudou as primeiras letras no Engenho Mamucabas/Rio Formoso, propriedade do Coronel Manuel  Xavier Paes Barreto, com o padre Joaquim Raphael N. Dura, conhecido latinista. Presidente da Assembléia Provincial em quatro legislaturas. Deputado Provincial em Pernambuco. O barão escreveu dois diários, o primeiro começado em janeiro de 1886 e terminado em 1890 foi publicado na revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, Vol. L, Recife, 1978. O outro se perdeu. Foi bacharel em Direito em 1850 no Curso Jurídico em Olinda. Proprietário dos engenhos: Porto Alegre, Ubaquinha, Portas d'Água, Palma. Camaragibe/Sirinhaém; Fortaleza/Ipojuca; Goiana Grande (antes Recunzaem e depois Usina Maravilhas) /Goiana; Tapuia/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco da Rocha Pontual - Capitão. Nascido em 1791/PT e falecido em 1872/Recife. Filho de João Manuel Alves Pontual e de Teresa da Silva Vieira Rocha, nascida em 1811/Pernambuco e falecida em 1886, filha de Manuel Gonçalves Pereira de Lima e de Anna Joaquina da Silva. Irmão de Antonio dos Santos Pontual - Barão de Flecheiras e de Bernardino de Senna Pontual - Barão de Petrolina. Casado com Anna Gonçalves Pereira de Lima, filha de Manuel  Gonçalves Pereira de Lima e Anna Joaquina da Silva; 08 filhos: João, Francisco, José, Thereza, Antônio, Anna, Manuel  e Adelina da Rocha Pontual. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues, FR: 3799; 4275; 3800; 4277; 4278; 4276. (Francisca da Rocha Pontual). Proprietário dos engenhos: Mundo Novo/Rio Formoso; Animoso, Guloso e Teimoso/Amaraji; rendeiro dos engenhos: Coelhas e Palma/ Serinhaem.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco da Rocha Wanderley Lins – Capitão. Nascido em 1791/PT e falecido em 1872/Recife. Filho de João Manuel Alves Pontual e de Teresa da Silva Vieira Rocha, nascida em 1811/Pernambuco e falecida em 1886. Irmão de Antonio dos Santos Pontual - Barão de Flecheiras e de Bernardino de Senna Pontual - Barão de Petrolina. Casado com Anna Gonçalves Pereira de Lima, filha de Manuel  Gonçalves Pereira de Lima e Anna Joaquina da Silva; 08 filhos: João, Francisco, José, Thereza, Antônio, Anna, Manuel  e Adelina da Rocha Pontual. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues, FR: 3799; 4275; 3800; 4277; 4278; 4276. (Francisca da Rocha Pontual). Proprietário dos engenhos: Mundo Novo/Rio Formoso; Animoso, Guloso e Teimoso/Amaraji; rendeiro dos engenhos: Coelhas e Palma/ Serinhaem. –  filha de Manuel Gonçalves Pereira de Lima e de Anna Joaquina da Silva - isto está errado! Quem é filha do meu trisavô Manoel Gonçalves Pereira Lima e sua primeira mulher Ana Joaquina é a Anna Gonçalves Pereira Lima, a Nana Lima. Colaboração: Regina Cascão. Diretora do Colégio Brasileiro de Genealogia. Titular no CBG - Cadeira 28
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco da Rocha Wanderley Lins – Major. Casado com Maria Manuel a de Barros Wanderley, batizada em 1856/Sirinhaem e falecida em 1888. Proprietário dos engenhos: Coelhas e Palma/Sirinhaém e Mundo Novo/Rio Formoso; Jaguaré e São Jerônimo ou D. Camella/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Manuel de Barros Wanderley - Barão de Granito agraciado com o título (Dec. 25.03.1888). Advogado e político pernambucano. Proprietário de terras em Ipojuca, Rio Formoso e Serinhaem/PE. Nascido em 1842/Serinhaem e falecido em 1909/Recife. Filho de Cristovão de Barros Wanderley e Feliciana de Barros Wanderley. Casado com Maria da Conceição de Barros Wanderley, nascida em 1857 e falecida em 1910, Baronesa de Granito. Bacharel em Direito pela Faculdade de Recife, 1866. Deputado Provincial e Presidente da Assembléia Legislativa de Pernambuco. Alforriou todos os seus escravos, antes da Lei Áurea, entendendo ser melhor o exemplo que partisse de dentro de casa. Reconhecido por sua atitude liberal, caráter irretocável, firmeza de princípios e liderança política, achou por bem o Imperador D. Pedro II lhe conferir o título de “Barão do Granito” em Decreto Imperial de 25/03/1888. Dois argumentos eram defendidos por José Manuel  de Barros Wanderley para acelerar a libertação de seus escravos: o trabalho livre, isto é, o assalariado, produzia muito mais que o escravo; e que todos os homens possuem direitos naturais à liberdade e à igualdade, logo a escravidão feria à Bíblia e à Constituição Brasileira, pois estas estavam baseadas em princípios fundamentalmente liberais. Com fotografias na Coleção Francisco Rodrigues, FR: 05554. Proprietário dos engenhos: Belém, São Sebastião, Jaguaré, Camela, antes São Jerônimo/Ipojuca; Mariana/Sirinhaém; Muitas Cabras/Barreiros; Palma/Sirinhaém, Catuama/Palmares; e Dois Braços/Água Preta; Catende e Catuama/Barreiros
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Freire de Souza - Nascido em 1732 e falecido em 1812/Engenho Palma, residente no Engenho Boca da Mata/Sirinhaém. Casado com Maria da Cunha de Barros Cavalcanti, filha de Manuel  de Barros Franco II e de  Ana Cavalcanti de Mello. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 819; 3922. Proprietário dos engenhos: Boca da Mata, Palma/Sirinhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Mendes, Lima & Cia - Antonio Fernandes Ribeiro foi o fundador da firma "Barros, Mendes & AMP; Cia", em sociedade com os portugueses: João José Rodrigues Mendes e Gonçalo Alfredo Alves Pereira, sucedida por "Mendes, Lima & Cia, ao brasileiro José Adolpho de Oliveira Lima. A firma iniciou suas atividades comerciais com a compra de bacalhau, e depois como importadora do mesmo produto. Anos depois interessou-se pela atividade açucareira como comissária e exportadora de açúcar, que adquiria por financiamento antecipado a Engenhos e Usinas. Desse modo conseguiu acumular considerável patrimônio, por compra, ou em ressarcimento daquelas unidades incapazes de saldarem seus compromissos, conforme observa-se pelo levantamento do ativo da empresa por ocasião do inventário procedido com o falecimento do sócio Joaquim Lima d'Amorim que ingressara na firma em 1900, e cujos bens estavam assim arrolados as Usinas: Perseverança e engenhos; Trapiche; Ubaquinha; engenhos: Camaragibe, Jaciru, Cachoeira Nova, Cachoeira Velha , Anjo, Palma, Ubaca, Ubaquinha, Xanguá, Sapucaia, Sibiró do Cavalcanti, Porto Alegre, Gindaí ou Gindahi/Sirinhaém; Jardim /Catende; Jacaré/Goiana; Laje Nova/Palmares; Santana, Mangueira/Água Preta; Sirinhaém depois Todos os Santos, São Bras Coimbero/Cabo de Santo Agostinho; São Domingos/Barreiros; Fluminense; Rosário; Canto Escuro; Trapiche; e Machado.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José de Barros Pereira de Andrade - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 812; 3482;e  811.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Gomes da Cunha Moraes - Casado com Francisca Claudina de Albuquerque. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3433. Proprietário dos engenhos: Pedra Furada/Nazaré da Mata e Palma/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Thomáz Lins Caldas - Co-proprietário. Coronel. Casou com sua tia Ana Joaquina Paes Barreto. Thomaz junto com o seu irmão Antônio Lins Caldas era os senhores do Engenho “Dois Irmãos”; participaram de todas as revoltas entre os anos de 1817 e 1831. Vereador no Recife; possuidor da Ordem de Cristo (1825), por “serviços relevantes prestados à Província de PE”. Juntamente com seu cunhado, Francisco Paes Barreto, o 8º e último morgado do Cabo de Santo Agostinho (Marquês do Recife). Foram aprisionados, postos a ferros num navio negreiro e por três anos padeceram num calabouço da Bahia, sob o jugo do Conde dos Arcos, onde permaneceram prisioneiros comuns. Anistiados em 1821; com a independência do Brasil, 1822, mereceram as graças do Imperador, de quem receberam homenagens. Thomaz recebeu uma nomeação para importante posto na Alfândega do Recife. Amasiou-se com a escrava Balbina, (babá)  nascida fôrra, provavelmente em 1805, falecida em 1845, dela havendo um filho. Proprietário dos engenhos: Serra d’Água e Perereca/Rio Formoso; Palma/Timbauba

14.      Engenho Palma (2)/Timbauba
Proprietário/ Morador/Rendeiro: Urbano Barbosa Pereira de Andrade - Prefeito de Timbauba. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 4160 e 2912. Proprietário dos engenhos: Bringas/Tracunhaém e Palma (2)/Timbauba

15.      Engenho Palmares/Amaraji – Engenho criado da divisão do engenho Itapirema de Cima
Proprietário/Morador/Rendeiro: Henrique Marques da Silveira Lins - 1º Barão e Visconde de Utinga. Comendador da Imperial Ordem de Cristo e Oficial da Imperial Ordem da Rosa. Nasceu em 1799 ou 1800, conforme ele próprio declara, no seu manuscrito intitulado “Livrinho Importante para Minha Casa”, e faleceu em 1877/engenho Matapiruma. Casamento 1º, em  1853, Carolina de Caldas Lins, Viscondessa de Utinga, filha do Comendador José Luiz de Caldas Lins, Engenho Una e Perereca, e de Maria Leopoldina da Rocha Lins. Pais do Barão de Escada. Casou em 2ª núpcias, em 1824/Engenho Gurjaú de Cima, com Antonia Francisca Veloso da Silveira, nascida em 1807, filha de José Veloso da Silveira e de Maria Francisca de Jesus Godinho. Ascendência do Visconde de Utinga e da Viscondessa; podemos encontrar nos manuscritos deixados pelo seu filho Marcionilo da Silveira Lins, e pelos seus genros Ambrósio Machado da Cunha Cavalcanti e Antônio Marques de Holanda Cavalcanti. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 3723; 06464; 2867; 3728; 06448; e 2869. Proprietário dos engenhos: Limoeiro Velho, Masssauaçu, Matapiruma, Palmares, Uruçú ou Urussú/Escada e da usina Flecheiras.
Proprietário/ Morador/Rendeiro: Liberato José Marques - Proprietário dos engenhos: Palmares e Vila Accioly/Amaraji
Proprietário/ Morador/Rendeiro: Antônio de Andrade Lima - Casado com Maria d'Assunção de Andrade Lima. Nasceu em1910/engenho Palmeira- Igarassu. Filho de Antônio de Andrade Lima e de Maria d'Assunção de Andrade Lima

16.      Engenho Palmeira/Glória de Goitá - Engenho do século XIX
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Umbelino Ferreira da Silva - Coronel. Comendador. Proprietário dos engenhos: Tapacurá e Calhandra/São Lourenço da Mata; Palmeira/Glória de Goitá e Queira Deus/Glória de Goitá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Uchoa de Barros Campello

17.      Engenho Palmeira/Itamaraca
Proprietário/Morador/Rendeiro: André Fernandes Velasques – Adquiriu uma sesmaria, em 1569, com duas mil braças de terra em quadra, nos termos do Regimento de sua Alteza, cujas terras ficavam atrás das de Heitor Mendes, que é através da Tapera de Tamatião-Moçu. Logo levantou um engenho que teve o nome de Itapirema. Das terras do engenho ltapirema de Cima, vêm os engenhos: Triunfante, Palmeira, e parte dos de nome Mauriti, Veneza, Itapicuru e Pitu-Assu, Itapirema do Meio e Itapirema de Baixo. Proprietário dos engenhos: Triunfante, Palmeira, Mauriti, Veneza, Itapicuru, Pitu-Assu, Itapirema do Meio, de Baixo e de Cima
Proprietário/Morador/Rendeiro: Felipe Francisco Cavalcante
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Pereira de Lyra

18.      Engenho Palmeiral/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Correia de Albuquerque – Coronel; Escrivão do Juiz de Paz (1852/1853; Escrivão da Câmara (1861)

19.      Engenho Palmeiras (antes Santa Cruz e Mangaré)/Jaboatão dos Guararapes – Localizado próximo a Colônia dos Padres Salesianos e do engenho Macujé, o engenho Palmeiras é outro dos mais antigos engenho  jaboatonenses. Fundado por Fernão Vassalo em parte da sesmaria de Gaspar Alves Purgas, em 1601, era chamado inicialmente de Santa Cruz. Foi vendido a Felipe Diniz em 1616, e ficou arruinado durante a invasão holandesa, sendo também chamado de Mangaré. Em 1857 o Engenho pertencia a João Coelho da Silva, passando  a ser fornecedor de cana da Usina Jaboatão e depois para a Usina Bulhões. No local, ainda existem alguns edifícios antigos do Engenho como a capela, o barracão (armazém), datados de 1957, uma escola municipal (Odaléa Lemos), vila dos moradores, etc. Porém, o mais interessante é um antigo aqueduto que era usado para retirar água do riacho Palmeiras, uma cachoeira e um antigo arruado com casas alinhadas e com apenas uma porta que, tudo indica, foi a senzala do engenho. A antiga casa grande  não mais existe, havendo outra casa mais recente no local
Proprietário/Morador/Rendeiro: Elmano Carneiro de Albuquerque - Casado com Nair, filha de José Ranulfo da Costa Queiroz e Maria Anunciada de Albuquerque Queiroz. Agrônomo, formado pela Escola Superior de Agronomia de São Bento
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Coelho da Silva - O bairro dos Coelhos/Recife, em 1818, pertencia aos herdeiros de João Coelho da Silva, que era dono de propriedades, edificações, sobrados, capela, casa de vivenda e senzala
Proprietário/Morador/Rendeiro: Felipe Diniz – Proprietário dos engenhos: Suassuna (antes Nossa Senhora da Assunção). Palmeiras (antes Santa Cruz e Mangaré)/Jaboatão dos Guararapes /Jaboatão dos Guararapes; São João Baptista/Itamaracá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fernão Rodrigues Vassalo - Esse engenho foi levantado por Fernão Rodrigues Vassalo em um lote de 1.400 braças de extensão por 600 de largura que comprara por escritura pública lavrada em 26/09/1601 e cujas terras foram desmembradas ao engenho São João Batista e vendidas a Manuel  Pinto que, na data mencionada as vendeu a Simão Vassalo, seu genro. A 19/07/1616, Simão Vassalo vendeu o engenho a Felipe Diniz que anexou as terras do engenho Suassuna às terras compradas a Afonso Alves, Antonio Afonso, Heitor Mendes, Manuel Valente, Ana Figueiredo e outros as transferindo a seu irmão Henrique de Carvalho, declarando que ‘as terras compradas a Fernão Rodrigues Vassalo tinham 1.400 braças de comprido e 600 de largo e que delas separava o Suassuna e para isso não as vendia, 250 braças de terras que começavam na bacia de cima do engenho Santana, onde está um marco, indo pelo rio acima até elas se encontrarem com as águas vertentes que caem sobre dito açude’ o que consta da respectiva escritura de venda assinada a 18 de março de 1634.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gabriel Alves Pugas - Casado com Isabel Ferreira. Em 1566, foi beneficiado com uma légua quadrada de terras cuja demarcação só foi feita em 1575. Essas terras deram origem a vários engenhos: S. João Batista, Suassuna, Palmeiras, etc. Grande parte da sesmaria de Gaspar Alves Pugas e sua mulher, Isabel Ferreira, vendida em 15/09/1573 a Fernão e Diogo Soares – 1.200 braços de norte a sul e 600 de largo, de leste a oeste – por duzentos mil réis (200$000). Proprietário dos engenhos: Penanduba, Palmeiras e Bulhôes (antes São João Batista), Macujé/Jaboatão dos Guararapes-Muribeca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Pinto Pereira - Ficou do lado dos holandeses. Casado com Francisca Simões. Proprietário dos engenhos: Palmeiras (antes Santa Cruz e Mangaré)/Jaboatão dos Guararapes, Sangoa/ Jaboatão dos Guararapes e Enxágoa/Sirinhaém,
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Xavier Carneiro da Cunha - Casado com Ana Joaquina Lacerda Carneiro da Cunha (?). Filho de Manuel  Xavier Carneiro da Cunha. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4903; 4881; 4884; e 4717. Rendeiro dos engenhos: Cajabussú e Cajabussuzinho/Cabo Santo Agostinho; proprietário dos engenhos: Palmeira ou Santa Cruz/Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Simão Vassalo – Genro de Manuel Pinto e de Francisca Simões. Comprou o engenho ao seu sogro em 1601 e o vendeu a Felipe Diniz, em 1616.
Ocupado pelos sem terras em 2001 e em 2002. Sem vistoria.

20.      Engenho Palmeirinha/Glória do Goitá - Engenho Panelas edificado em terras dos Índios da Aldeia de Escada/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Bezerra de Medeiros - Alferes

21.      Engenho Panelas/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

22.      Engenho Pantorra/Cabo de Santo Agostinho -  ...O efetivo do exército holandês estava situado e mantinham guarnições, em vário pontos do interior do Estado: ... Em Ipojuca: no engenho Pantorra: Capitão Daey 79 homens ... (Pereira da Costa)
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque - Visconde com grandeza de Albuquerque, Dec. de 02/12/1854. Nasceu em 1797/engenho Pantorra e faleceu em 1863/RJ. Filho do Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Rita de Albuquerque Mello. Casou com Emilia Cavalcanti de Albuquerque, filha do Conselheiro e Senador Manuel Caetano de Almeida e Albuquerque e de Emilia Amália de Albuquerque. Sentou praça aos dez anos como Cadete sendo promovido mais tarde a Tenente-Coronel, posto em que foi reformado. Foi lente da Escola Real de Pelotas. Deputado por sua província na 1ª legislatura de 1826/1829, na 2ª e 3ª de 1830/1837. Senador em 1861/1863. Ministro: da Fazenda, Interino do Império, da Marinha, Interino da Guerra; Conselheiro de Estado (extraordinário e ordinário, em 1850); Proprietário rural; Deputado Geral 1826/37; Gentil-Homem da Imperial Câmara, Dignitário da Ordem do Cruzeiro e Cavaleiro de Cristo. Proprietário dos engenhos: Carrapatos, Pantorra e Suassuna.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque - Barão e Visconde com grandeza de Suassuna. Nasceu em 1793/Jaboatão dos Guararapes e faleceu em 1880/Recife, no seu palacete do Pombal. Filho do Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, Coronel Suassuna, e de Maria Rita de Albuquerque Mello. Irmão dos Viscondes de Camaragibe, Albuquerque e Barão de Muribeca. Sentou praça no exército em 1807, galgando todos os postos até o de Brigadeiro, se reformando em 1829. Presidiu a Província de PE em 1826, 1835 e 1838. Deputado à Assembléia Provincial em várias legislaturas, assim como à Geral na 1ª legislatura de 1826/1829; Senador, em 1839; Ministro da Guerra, no 1º Gabinete de 1840. Conselheiro de S. Majestade; Grande do Império; Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial; Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro e Gentil-Homem da Imperial Câmara. Proprietário dos engenhos: Girento, Limoeiro, Mangueira, São Vicente e Sapucagy de Baixo e a Usina Limoeirinha/Escada; Pantorra/Cabo Santo Agostinho, Suassuna (antes Nossa Senhora da Assunção); Penedo de Baixo/São Lourenço da Mata; Roncaria/São Lourenço da Mata; Pitangueiras/São Lourenço da Mata; Poeta/Recife e Timbi/Camaragibe.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Correia de Araújo - Advogado, formou-se no Recife (1864). Professor da Faculdade de Direito do Recife; Deputado Federal; Conselheiro do Império; Presidiu a Província de PE, de 1796 a 1899, amparou a indústria açucareira, que vinha enfrentando enorme crise com a abolição da escravatura e a concorrência do açúcar estrangeiro; obteve da Santa Sé o título de Conde Correia de Araújo. Casou-se em 1ª núpcias com sua sobrinha Ana Correia de Araújo e em 2ª núpcias com Gasparina Amabilia dos Santos, viúva de Pedro Correia de Araújo (irmão de sua 1ª esposa). Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-698; 2340; 712; e 2343. (Manuel Joaquim Correia de Araújo). Proprietário dos engenhos: Pantorra/Cabo de Santo Agostinho e Muribara/São Lorenço
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Xavier de Albuquerque – Rendeiro do engenho Pantorra
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque - Barão de Muribeca - agraciado com o título (Dec 14.07.1860). Nasceu em 1804 e faleceu em 1894/engenho Pantorra. Filho do Capitão-Mor Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Rita de Albuquerque Mello que eram também pais dos viscondes de Suassuna, Camaragibe e Albuquerque. Formado em direito pela Universidade de Goettingen/Alemanha. Comendador da Real Ordem de Cristo de Portugal. Matriculado no curso de Matemática da faculdade de Direito da Universidade de Coimbra - 1821. Deputado Provincial por Pernambuco (2 vezes). Dedicou toda a vida à agricultura, constituindo grande fortuna que, por sua morte, legou a seus sobrinhos o engenho: Francisco do Rego Barros de Lacerda e Joaquim Corrêa de Araújo. Proprietário dos engenhos: Maciapé, Camorim, Curado/Cabo de Santo Agostinho, Brum/Cabo de Santo Agostinho e São João; Pantorra/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nicolas D´Haen, L’empereur & Cia - “é Engenho de água, inteiramente arruinado. Está sendo reparado e replantado para moer no ano vindouro”.
Ocupado pelos sem terras em 1999, ligados ao MST, 250 famílias.

23.      Engenho Papicu/Tracunhaém – O engenho é uma fração do engenho. 2009 - O engenho faz parte da propriedade de um dos maiores produtores de cimento do País e divide-se em quatro frações: Papicu, Tocos, Taquara e Dependência. Apenas o engenho Dependência não faz parte da decisão judicial. A construção de um projeto de assentamento para cerca de 150 famílias na área de 1.400 há, vai garantir sustentabilidade e respeito ao meio-ambiente nas terras. A expectativa é que as famílias comecem a serem instaladas no local em 15 dias.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Grupo João Santos – Proprietário dos engenhos: Prado/Nazaré da Mata; Taquara/Goiana, Dependência, Papicu e Tocos/Tracunhaém.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Santa Teresa – Proprietária dos engenhos: Papicu/Tracunhaem e Jacaré/Goiana
Ocupado pelos sem terras – Decreto nº03, de 25 de novembro de 2003: Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências. Art. 1º Ficam declarados de interesse social, para fins de reforma agrária, nos termos dos artigos. 18, letras a, b, c e d, e 20, inciso VI, da Lei nº 4.504, de 30 de novembro de 1964 , e 2º da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993 , os seguintes imóveis rurais: III - "engenho Papicu", com área de seiscentos e setenta e três hectares e cinqüenta ares, situado no Município de Tracunhaém, objeto do Registro nº R-5-101, fls. 05, Livro 2-F, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Nazaré da Mata, Estado de Pernambuco (Processo INCRA/SR-03.

24.      Engenho Paquivara/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Borba - Tenente-Coronel

25.      Engenho Pará/Ipojuca – Capela do engenho dedicada a N. S. das Vitórias. CURIOSIDADE: Há 150 anos Diário de Pernambuco. Sexta-feira, 21 de julho de 1854. Avisos Diversos - desapareceu do engenho Pará, freguesia de Ipojuca, uma escrava crioula, de nome Luiza Antônia, que representa ter 35 anos de idade, alta, de boa grossura, cor fula, maçãs do rosto altas, nariz grande, bicuda, pés grandes, tem o vício de tomar tabaco, pelo que ronca muito pelas ventas; saiu com um tabuleiro de bolos a vender, no dia 10 de junho próximo passado, e supõe-se ter tomado para o sul da província por ter-se saído notícia dela até Una, que procurava Alagoas: roga-se às autoridades e mais pessoas que dele souber, que a façam apreender, que se recompensará bem a quem a trouxer neste engenho, ou no Recife, na casa do Sr. João Pinto de Lemos Júnior.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Pinto de Lemos Júnior - Nasceu no Recife, batizado em 1819 na Matriz do Corpo Santo, e falecido em 1896. Filho de João Pinto de Lemos e de sua primeira mulher Maria Libania dos Santos. Proprietário e comerciante. Casado, em 1841 na do Matriz do Corpo Santo, com Joaquina Clara de Gusmão Coelho, nascida em 1823/Recife, filha de José Joaquim Coelho e Maria Bernardina de Gusmão, Barões da Vitória.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul - A Usina chegou a possuir 22 engenhos: Vista Alegre/Escada; Almirante, Cá-Me-vou ou Camevou, Canário, Mágico, Mutuns, Penderaca, Riachuelo, Serro Azul, Verde, Camevouzinho/Palmares; Liberdade/Sirinhaém; Mearim, Moscou/Bonito; Pará/Ipojuca; Tambor/(?); União/Aliança; Aratinga; Fertilidade; Aliança e Barra do Dia.

26.      Engenho Paraguassú /Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Guedes Gondim – CURIOSIDADE: Para os metódicos camponeses e agricultores que viviam na cidade, era incompreensível que o velho Gondim - que se apresentava como descendente de normandos - acordasse todos os dias às nove da manhã, tomasse o café as dez, almoçassem às três da tarde e só fosse jantar às dez da noite. Na enorme mesa de refeições de sua casa grande, em Paraguaçu, nunca havia menos de 25 convivas. Para facilitar o entendimento das coisas, os campinenses inventaram uma explicação para aquela vida exótica. "São costumes espanhóis”, diziam

27.      Engenho Paraguassú/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ansberto R. do Passo - Dr

28.      Engenho Paraíso/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gertrudes Albuquerque Lins Wanderley
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Pereira de Araújo  - "Doutorzinho de Escada". Major, Coronel e Comendador. Um dos fundadores da cidade de Amaraji, em 1868. Proprietário do engenho Bamburral, onde construiu uma usina de açúcar; do engenho Paraíso, na época pertencente à Amaraji, e das terras onde se iniciou o primeiro povoamento da cidade. Pai de José Pereira de Araújo (Filho) e de Hercília Pereira de Araújo que casou com José Rufino Bezerra Cavalcante, usineiro Deputado Federal e Senador da República. Parente de Agenor Pereira de Araújo, que foi o quinto prefeito de Amaraji. Proprietário dos engenhos: Bamburral, Paraíso, Garra/Amaragi; Garapu/Cabo de Santo Agostinho
Ocupado pelos sem terras em 01/05/2000, ligados ao MST/FETAPE

29.      Engenho Paraná/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Accioly Lins - Proprietário dos engenhos: Paraná, Parnaso e Prato Grande/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcante de Albuquerque - Capitão. Casado com Luisa Cavalcanti de Souza Leão. Em 1710, foi nomeado Capitão Mor da freguesia de Santo Antonio de Tracunhaém, onde se estabeleceu com a família. Durante a Guerra dos Mascates, marchou para o Recife e fez cerco aos fortes do Brum e das Cinco Pontas, em defesa do governador. Seus descendentes tornaram-se senhores dos engenhos: Volta do Cipó, Terra Vermelha, Goitá e Petribú, entre outros. Em 1812, o neto do Capitão Mor João Cavalcanti, Capitão Francisco Cavalcanti de Albuquerque, foi contemplado com uma sesmaria na Ribeira de Paudalho, onde já estavam inseridos os engenhos: Apuá, Eixo, Petribú e Novo. Proprietário dos engenhos: Goitá/Glória de Goitá, Mocotó/Vitória de Santo Antão; Paraná/Escada, Petribu/Goiana, Terra Vermelha/Lagoa do Carro, Novo. Apoá ou Apuá/Paudalho; Pauparaná, Uruguaiana/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sergio Diniz de Moura Matos - Bacharel em 1850. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3193. Nascido em 05.03.1832, Recife; filho de Francisco Sergio de Mattos e Maria Salomé de Moura; casado com Maria Florencia da Silva Lima, filha de seu cunhado Manoel Gonçalves Pereira Lima e sua primeira mulher Anna Joaquina da Silva, com 05 filhos: Sergio Junior; Maria Amélia  (Maroquinha do Aripibu); Anna; Manoel; e Francisco de Paula. Colaboração: Regina Cascão. Diretora do Colégio Brasileiro de Genealogia. Titular no CBG - Cadeira 28.

30.      Engenho Paraná/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Manuel  de Farias

31.      Engenho Paratibe de Baixo (depois engenho Paulista) /Igarassu
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gonçalo Mendes Leitão - Português. Filho de Francisco Correia de Lira e de Maria Borges Pacheco. Recebeu o engenho como dote ao se casar com Antônia de Albuquerque, filha de Jerônimo de Albuquerque. Em 1555, inaugura o Engenho Paratibe de Baixo (depois Engenho Paulista), e em 1559, com a benção do irmão D. Pedro Leitão (2º bispo do Brasil), inaugura também, uma igreja Santo Antônio, no Jardim Paulista, próxima ao Rio Paratibe. Antônia de Albuquerque, já viúva, vendeu algumas terras de Paratibe e assim sucessivamente veio a retalhar-se a propriedade e cair no domínio de vários possuidores. Proprietário dos engenhos: Espírito Santo, Paratibe de Cima e de Baixo (depois Paulista), Araripe de Cima ou N. Senhora da Piedade de Araripe/Igarassu e Santa Luzia/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jerônimo Cavalcante de Lacerda - Capitão. Nascido em 1515/Alhandra/Pt e falecido em 1584/Olinda, enterrado na Capela do engenho de N. Sra. da Ajuda/Olinda. Filho de Felipe Cavalcanti de Albuquerque e Maria de Lacerda. Chegou à Igarassu em 09/03/1535, acompanhando sua irmã Brites de Albuquerque casada com Duarte Coelho. Fidalgo da Ordem de Cristo.  Jerônimo lutou contra os índios, com apenas 22 ou 24 anos, que impediam a ocupação portuguesa; onde perdeu um olho, atingido por uma flecha, em 1547, por esta razão foi apelidado de "O Caolho". Feito prisioneiro pelos índios, e condenado a morte; foi salvo pela filha, que tinha sido selecionada para passsar a noirte com ele (conforme costume indígena) do cacique Tabajara Arcoverde, que intercedeu por ele. Logo depois se casaram e a índia Muira-Ubi, foi batizada com o nome de Maria do Espírito Santo  Arcoverde. Desta união nasceram 8 filhos, todos legitimados em 1561. Quis casar-se então na Igreja com Muira-Ubi, mas a Rainha Catarina da Áustria, que reinava em Portugal durante a menoridade de seu filho Sebastião, recusou obrigando-o a casar-se com Filipa de Melo, filha de Cristovão de Melo. Assim, com 55 anos casou-se e teve mais 11 filhos. Jerônimo teve também outros 16 filhos bastardos com várias mulheres, brancas, indias e mamelucas e por isso foi chamado de "O Adão Pernambucano". Jerônimo de Albuquerque governou a capitania de Pernambuco durante a ausência de seu sobrinho José de Albuquerque. Seu Testamento está publicado em "Memórias Históricas da Província de Pernambuco" de 1884. Primeiro proprietário das terras do Engenho Madalena, fundado em terras doadas pelo seu cunhado Duarte Coelho. Proprietário dos engenhos: Tracunhaém de Cima chamado Mossombu, Boa Vista/Goiana, Madalena (Santa) ou João de Mendonça/Recife /Recife, Megaó de Cima/Goiana, Nossa Senhora da Ajuda ou Velho ou Forno de Cal/Olinda, Paratibe de Baixo (depois engenho Paulista)/Igarassu, Una/Rio Formoso.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Fernandes Vieira - Nasceu em 1610/Funchal/Ilha da Madeira/Pt e faleceu em 1681/Olinda, em 1886 seus restos mortais foram descobertos na igreja do Convento de Olinda; em 1942, e foram trasladados para a Igreja de N. Sra. dos Prazeres dos Montes Guararapes/Recife. Filho ilegítimo de Francisco de Ornelas Muniz e uma mulher humilde. Fugiu para o Pernambuco/Brasil, em 1620, com dez anos de idade. Mudou o seu nome de Francisco de Ornelas para João Fernandes Vieira. Trabalhou como auxiliar de açougue; feitor; voluntário da guerra, durante a invasão holandesa, defendendo os portugueses no Forte de São João, 1630. Ficou rico graças aos seus esforços e as doações que recebeu do seu patrão: Affonso Rodrigues Serrão, e pela amizade com o Conselheiro Político e proprietário de engenho o holandês Jacob Stachhouwer. Em 1639, foi indicado para o cargo de Escabino de Olinda e de Escabino de Maurícia (Recife), 1641/1643. Casou-se, em 1643, com Maria César, filha de Francisco Bereguer de Andrada e de Joana de Albuquerque. Passou a ter o apoio da comunidade luso-brasileira e a confiança do governo holandês (colaborador e conselheiro). Era um dos maiores devedores da Companhia das Índias Ocidentais, com uma dívida, em 1642, estimada em 219.854 florins. Quando a insatisfação dos senhores de engenho de Pernambuco se intensificou, após a partida do Conde Maurício de Nassau, em 1644, Vieira percebendo as vantagens a serem alcançadas com a expulsão dos holandeses, se afastou dos flamengos. Participou da Batalha das Tabocas/Vitória de Santo Antão, em 03/08/1645 e da  Batalha de Casa Forte, no dia 17/08, do mesmo ano. Após a tomada do engenho Casa Forte, Vieira voltou com seus homens ao seu engenho São João/Várzea, e de lá iniciou um sistema de estâncias militares, fortificações onde pudessem estar seguros e guardar pólvora e munições de guerra. Participou das duas Batalhas dos Guararapes, sob o comando do general Barreto de Meneses, nos dias 19/04/1648 e 19/02/1649. Como recompensa pelos serviços prestados na guerra foi nomeado Governador da Paraíba (1655-1657) e lhe concedido o posto de Capitão General do Reino de Angola (1658-1661). Exerceu também o cargo de Superintendente das Fortificações do Nordeste do Brasil, 1661/1681. Vieira encomendou a frei Rafael de Jesus um livro para contar sua vida, exaltando seus feitos. Proprietário de muitos escravos e de 16 engenhos na Paraíba: Ilhetas; Cumaúpam Inhobim ou dos Santos Cosme e Damião, Inhaman; e em Pernambuco: Tibiri de Cima e de Baixo/Rio Formoso; Santos Cosme e Damião, Santo Antônio da Várzea, depois Eenkalchoven ou Várzea do Capibaribe, Santa Madalena, Meio, Ambrósio Machado, depois Cordeiro/Recife; São João, Molinote/Cabo de Santo Agostinho; Jaguaribe/Abreu e Lima; São Gabriel/Barreiros; Santo André, Santana/Jaboatão dos Guararapes; São Francisco/Água Preta, Paulista, Paratibe de Baixo, Maranguape, Paratibe de Cima ou  Riba (depois engenho Paulista)/Igarassu; Abreu/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Alvarez de Morais Navarro - Capitão-mor do Terço dos Paulistas, Capitão de Ordenanças, Comandante da Freguesia de Maranguape-Pe, Juiz de Fora e dos Órfãos de Olinda-Pe e Vereador em Olinda-Pe. Nascido em São Paulo e falecido em Pernambuco. Filho de Manuel Álvares de Mursillo e de sua 1ª esposa Maria de Oliveira. Casado com Ana Maria de Morais Uchoa. Adquiriu o engenho a Fernandes Vieira em 1689, quando comprou duas freguesias: Paratibe e Maranguape. Durante a invasão holandesa o engenho se encontrava muito arruinado e todo destruído por causa da guerra. Proprietário de extensas fazendas de gado no interior. CURIOSIDADE: Convocado pelas elites agrárias para substituir Domingos Jorge Velho nas Guerras do Açu ─ ou dos Bárbaros ─ após o apaziguamento dos grupos indígenas do sertão, comprou uma propriedade rural no Vale do Paratibe. Denominada Paratibe de Baixo, esse “engenho” fazia parte das propriedades de João Fernandes Vieira, o qual foi um dos principais interessados na pacificação do sertão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jerônimo Cavalcante de Lacerda - Capitão. Nascido em 1515/Alhandra/Pt e falecido em 1584/Olinda, enterrado na Capela do Engenhode N. Sra. da Ajuda/Olinda. Filho de Felipe Cavalcanti de Albuquerque e Maria de Lacerda. Chegou à Igarassu em 09/03/1535, acompanhando sua irmã Brites de Albuquerque casada com Duarte Coelho. Fidalgo da Ordem de Cristo.  Jerônimo lutou contra os índios, com apenas 22 ou 24 anos, que impediam a ocupação portuguesa; onde perdeu um olho, atingido por uma flecha, em 1547, por esta razão foi apelidado de "O Caolho". Feito prisioneiro pelos índios, e condenado a morte; foi salvo pela filha, que tinha sido selecionada para passar a noite com ele (conforme costume indígena) do cacique Tabajara Arcoverde, que intercedeu por ele. Logo depois se casaram e a índia Muira-Ubi, foi batizada com o nome de Maria do Espírito Santo  Arcoverde. Desta união nasceram 8 filhos, todos legitimados em 1561. Quis casar-se então na Igreja com Muira-Ubi, mas a Rainha Catarina da Áustria, que reinava em Portugal durante a menoridade de seu filho Sebastião, recusou obrigando-o a casar-se com Filipa de Melo, filha de Cristovão de Melo. Assim, com 55 anos casou-se e teve mais 11 filhos. Jerônimo teve também outros 16 filhos bastardos com várias mulheres, brancas, índias e mamelucas e por isso foi chamado de "O Adão Pernambucano". Jerônimo de Albuquerque governou a capitania de Pernambuco durante a ausência de seu sobrinho José de Albuquerque. Seu Testamento está publicado em "Memórias Históricas da Província de Pernambuco" de 1884. Primeiro proprietário das terras do engenho Madalena, fundado em terras doadas pelo seu cunhado Duarte Coelho. Proprietário dos engenhos: Tracunhaém de Cima chamado Mossombu, Boa Vista/Goiana, Madalena (Santa) ou João de Mendonça/Recife /Recife, Megaó de Cima/Goiana. Nossa Senhora da Ajuda ou Velho ou Forno de Cal/Olinda, Paratibe de Baixo (depois engenho Paulista)/Igarassu, Una/Rio Formoso.

32.      Engenho Paratibe de Cima ou Riba/Igarassu
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gonçalo Mendes Leitão - Português. Filho de Francisco Correia de Lira e de Maria Borges Pacheco. Recebeu o engenho como dote ao se casar com Antônia de Albuquerque, filha de Jerônimo de Albuquerque. Em 1555, inaugura o Engenho Paratibe de Baixo (depois Paulista), e em 1559, com a benção do irmão D. Pedro Leitão (2º bispo do Brasil), inaugura também, uma igreja Santo Antônio, no Jardim Paulista, próxima ao Rio Paratibe. Antônia de Albuquerque, já viúva, vendeu algumas terras de Paratibe e assim sucessivamente veio a retalhar-se a propriedade e cair no domínio de vários possuidores. Proprietário dos engenhos: Espírito Santo, Paratibe de Cima e de Baixo (depois Paulista), Araripe de Cima ou N. Senhora da Piedade de Araripe/Igarassu e Santa Luzia/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Fernandes Vieira - Nasceu em 1610/Funchal/Ilha da Madeira/Pt e faleceu em 1681/Olinda, em 1886 seus restos mortais foram descobertos na igreja do Convento de Olinda; em 1942, e foram trasladados para a Igreja de N. Sra. dos Prazeres dos Montes Guararapes/Recife. Filho ilegítimo de Francisco de Ornelas Muniz e uma mulher humilde. Fugiu para o Pernambuco/Brasil, em 1620, com dez anos de idade. Mudou o seu nome de Francisco de Ornelas para João Fernandes Vieira. Trabalhou como auxiliar de açougue; feitor; voluntário da guerra, durante a invasão holandesa, defendendo os portugueses no Forte de São João, 1630. Ficou rico graças aos seus esforços e as doações que recebeu do seu patrão: Affonso Rodrigues Serrão, e pela amizade com o Conselheiro Político e proprietário de engenho o holandês Jacob Stachhouwer. Em 1639, foi indicado para o cargo de Escabino de Olinda e de Escabino de Maurícia (Recife), 1641/1643. Casou-se, em 1643, com Maria César, filha de Francisco Bereguer de Andrada e de Joana de Albuquerque. Passou a ter o apoio da comunidade luso-brasileira e a confiança do governo holandês (colaborador e conselheiro). Era um dos maiores devedores da Companhia das Índias Ocidentais, com uma dívida, em 1642, estimada em 219.854 florins. Quando a insatisfação dos senhores de engenho de Pernambuco se intensificou, após a partida do Conde Maurício de Nassau, em 1644, Vieira percebendo as vantagens a serem alcançadas com a expulsão dos holandeses, se afastou dos flamengos. Participou da Batalha das Tabocas/Vitória de Santo Antão, em 03/08/1645 e da  Batalha de Casa Forte, no dia 17/08, do mesmo ano. Após a tomada do engenho Casa Forte, Vieira voltou com seus homens ao seu engenho São João/Várzea, e de lá iniciou um sistema de estâncias militares, fortificações onde pudessem estar seguros e guardar pólvora e munições de guerra. Participou das duas Batalhas dos Guararapes, sob o comando do general Barreto de Meneses, nos dias 19/04/1648 e 19/02/1649. Como recompensa pelos serviços prestados na guerra foi nomeado Governador da Paraíba (1655-1657) e lhe concedido o posto de Capitão General do Reino de Angola (1658-1661). Exerceu também o cargo de Superintendente das Fortificações do Nordeste do Brasil, 1661/1681. Vieira encomendou a frei Rafael de Jesus um livro para contar sua vida, exaltando seus feitos. Proprietário de muitos escravos e de 16 engenhos na Paraíba: Ilhetas; Cumaúpam Inhobim ou dos Santos Cosme e Damião, Inhaman; e em Pernambuco: Tibiri de Cima e de Baixo/Rio Formoso; Santos Cosme e Damião, Santo Antônio da Várzea, depois Eenkalchoven ou Várzea do Capibaribe, Santa Madalena, Meio, Ambrósio Machado, depois Cordeiro/Recife; São João, Molinote/Cabo de Santo Agostinho; Jaguaribe/Abreu e Lima; São Gabriel/Barreiros; Santo  André, Santana/Jaboatão dos Guararapes; São Francisco/Água Preta, Paulista, Paratibe de Baixo, Maranguape, Paratibe de Cima ou  Riba (depois engenho Paulista)/Igarassu; Abreu/Nazaré da Mata

33.      Engenho Paris ou Cidade Paris/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Luiz Marques
Proprietário/Morador/Rendeiro: Inácio da Cunha MouraRecebeu a sesmaria, no início do século XVII, onde instalou vários engenhos: Cabuçuzinho, Novo da Conceição, Cumaru, Brejo, Buscaú, Paris e o Furna
Ocupado pelos sem terras Levantamento realizado em assentamentos oficiais na área da bacia do Pirapama (nos municípios do Cabo de Santo Agostinhode Santo  Agostinho e em Moreno) constatou que a área média desses assentamentos era de 502,55 ha, com lotes que variavam de2,97 ha a 37,85 ha. Os assentamentos pesquisados foram os engenhos: Arariba de Baixo (1995), Arariba da Pedra (1996), Potosi (1993), Pimentel ((1997), Paris (1973), Tapugi de Cima (1973), Tapugi de Baixo (1973), Bom Tom (1976), e Furna (1973).

34.      Engenho Parmaso/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Evaristo da Rocha - Tenente-Coronel. Herdeiros de Antônio Evaristo da Rocha. Proprietário dos engenhos: Caiabú, Cumbé, Parmaso, Brasileiro, Universo/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Accioly Lins - Proprietário dos engenhos: Paraná, Parnaso e Prato Grande/Água Preta

35.      Engenho Parol/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Pumaty Proprietária dos engenhos: Alegrete, Cuiambuca, Parol, Santa Fé e Solidão/Água Preta; Colombo, Pumaty/Palmares; Cucaú ou Cucahú/Sirinhaém

36.      Engenho Pasmado/Igarassu
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras em 23/01, 23/03 e 12/06/2000, ligados ao MST

37.      Engenho Passagem Velha/Barreiros - Casa grande, na lista de bens culturais e naturais da mata norte de Pernambuco. Com fotografias no álbum. Nota: Em 1873, foi legitimada a posse dos engenhos, por agentes do governo, construídos em terra indígenas: S. Pedro, Linda Flor/Gameleira, Cachoeira Alta, Sapé, Santo Antônio/Água Preta, Passagem Velha, Serra d'Água, Pau Ferro, Bombarda, Boca da Mata, Campina, Murim e Araticum/Barreiros (Pereira da Costa - Ano: 1812  nº da Página: 47)
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio da Rocha de Holanda Cavalcante - Barão de Gindaí, agraciado com o título (Dec 19.11.1888). Nascido em 1830 e falecido em 1903. Filho do Comendador José Luiz de Caldas Lins e de Teolinda da Silveira Lins. Casado com Maria Cluadina de Gusmão Lira, Baronesa de Gindai, falecida em 1903, filha de Francisco Gusmão Lira e de Maria Claudina Lira. Mulher pequenina, talvez não pesasse 40 quilos. Bem humorada, distraia sempre a assistência com os repentes mais imprevistos e engraçados. Júlio Bello dizia que nunca a tinha visto aborrecida, e que era capaz de, em situações sérias, sair-se com um comentário picaresco, que provocava o riso de todos. Seu marido, ao morrer, deixou-a após 50 anos de união. A Baronesa mergulhou numa espécie de pavor, de assombro e surpresa. Após o enterro do Barão, ela caiu com febre alta e quatro dias depois faleceu. Deixou doze filhos. Com fotografia na Coleção Francisco Rodrigues; FR-06460. Proprietário dos engenhos: Morim, Gindaí ou Gindahy, Buenos Aires e Passagem Velha/Barreiros, Manguinhos/S. José da Coroa Grande e Taquari/ Vitória de Santo  Antão

38.      Engenho Passagem/Aliança
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre proprietários e/ou moradores

39.      Engenho Passassunga/Bom Jardim – 2009: O engenho Passassunga/Bom Jardim tem uma casa grande do tipo nortenha, parecidas com as do norte de Portugal, têm dois pavimentos sustentados por esteios de madeira ou colunas de tijolos; paredes em taipa de pau-a-pique, alvenaria de tijolos ou adobe; planta retangular; e coberta de telhas de barro. Posteriormente surge a inclusão de varandas, torres e escadas externas, que podem ser identificadas no Engenho Mariquita e Poço Comprido/ Vicência.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco de Arruda - Nascido em 1778/Tracunhaém; Juiz da Câmara de Limoeiro. Capitão de Milícias. Casado com Luiza Francisca de Jesus Costa. CURIOSIDADE: Diário de Pernambuco. Recife, Segunda-Feira, 30 de Março de 1998. Há 150 anos. Quinta-feira, 30 de março de 1848. Escravos Fugidos. - Fugiu, no dia 19 do corrente, do engenho Passassunga, o preto Benedito, crioulo, alto, olhos vivos, muito regrista, pés cambados e com algum roído de bichos nos calcanhares; levou camisa e calças de algodão azul, chapéu de palha; há toda a probabilidade que tenha fugido para o Recife a procurar um homem que o queria comprar, quando há pouco aqui esteve: quem o pegar leve-o a rua do Queimado, nº 10, a Luiz Antônio Pereira, que recompensará generosamente

40.      Engenho Passo da Pátria/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras Decreto de 13 de outubro de 2006. Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/INCRA/SR-03/PE /N°54140.001355/2006-44. Imóvel: engenho Passo da Pátria/Palmares. Área Registrada (ha): 430,0000. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

41.      Engenho Pasta/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Tavares Pessoa de Araújo - Nascido em 1828 e falecido em 1912. Casou a 1ª vez em, com Rita Cândida, filha de João Barbosa da Silva e Ana Cândida da Silva; a 2ª com a cunhada Ana Cândida e a 3ª com Ana Virgínia de Andrade Lima, filha de Antônio Virginio de Andrade Lima e Maria de Freitas Pereira. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 653; 05373; 750; 659; 751; 3523; e 3524 (Maria Pereira de Andrade; Ana Tavares Araújo; Júlia Tavares de Andrade). Proprietário dos engenhos: Pasta, Juá e Marotos/Nazaré da Mata

42.      Engenho Pastinho/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Barbosa Maciel - Proprietário dos engenhos: Pastinho, Pasto Grande e Piragibe ou Piragybe/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Barbosa Maciel - Proprietário dos engenhos: Pastinho, Pasto Grande e Piragibe ou Piragybe/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras/Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terras Decreto nº 81.331, de 9 de fevereiro de 1978. Declara de interesse social, para fins de desapropriação, imóveis rurais situados no Município de Água Preta. Art. 1º - engenho Piragibi, medindo 491,0000ha,..., Pasto Grande, medindo 407,0000ha,..., todos de propriedade da Usina Catende S/A -  Água Preta.... Ernesto Geisel
Ocupado pelos sem terras Decreto nº 81.331, de 9 de fevereiro de 1978. Declara de interesse social, para fins de desapropriação, imóveis rurais situados no Município de Água Preta. Art. 1º - engenho Piragibi,..., Pastinho, medindo 181,0000ha ,..., todos de propriedade da Usina Catende S/A -  Água Preta.... Ernesto Geisel

43.      Engenho Patameiro/Panelas
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Cordeiro da Silva - Casado com Delfina da Silva Cordeiro

44.      Engenho Patos/São Vicente Férrer - Localizado no distrito de Sirigi e com fácil acesso, o Engenho tem um relativo valor cultural e está localizado num entorno natural exótico. O conjunto arquitetônico do Engenho é formado pela casa grande, cocheira, moita e casas de moradores. A capela, construída em 1844, a certa distância e num nível mais elevado do que a casa grande se caracteriza por possuir uma única galeria que serve para cobrir a escada de acesso ao coro e ao púlpito. Atualmente, a escada de acesso ao coro não é externa, mas pode tê-lo sido, pois ainda existe na galeria lateral a que pode ter sido o patamar de acesso para o coro no nível do seu piso.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre proprietários e/ou moradores

45.      Engenho Patrimônio/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ludovico Correia de Oliveira - Dr. Proprietário dos engenhos: Camurú, Patrimônio/Goiana e Recanto(2) /Timbauba

46.      Engenho Pau a Pique/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Nicodemos Correia de Albuquerque

47.      Engenho Pau Amarelo/Itambé
Proprietário/Morador/Rendeiro: Lourenço Bezerra Vieira de Mello - Bacharel em1870 e Desembargador. Casado com (?) Maria Olímpia Lins Vieira de Mello. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 3364; 3911; 3914; 06219; 3913; e 3912.

48.      Engenho Pau Amarelo/São José da Coroa Grande
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Manzi
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Marinho de Barros – Co-proprietário. Proprietário dos engenhos: Cachoeira Alta e Pau Amarelo/ Barreiro. CURIOSIDADE: Requerimento N° 2731/2008. Requeremos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas as formalidades regimentais que seja encaminhado um voto de pesar, pelo falecimento do Sr. João Marinho Barros, ocorrido no último dia 09 do mês em curso, na cidade do Recife.  Da decisão desta Casa, e do inteiro teor desta proposição, dê-se conhecimento a Sra. Maria Luiza Barros de Melo, na Avenida Dantas Barreto, nº 1110 - Bairro São José - CEP 50020-000. Justificativa o falecimento do Sr. João Marinho de Barros, ocorrido no último dia 09 do mês em curso, deixa consternados os seus familiares e um grande número de amigos. A viúva, Dra. Wolmezita Marinho de Barros e aos filhos, meus sentimentos, e me incorporo às orações que com certeza, serão de grande valia para que seu espírito encontre a paz eterna. Sala das Reuniões, em 13 de novembro de 2008 Eduardo Porto – Deputado.
Ocupado pelos sem terras em 2001, 42 famílias. Sem vistoria. INCRA.

49.      Engenho Pau d’Óleo/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Pacheco de Queiroga - Dr. Proprietário dos engenhos: Ousadia e Pau d’Óleo/Palmares

50.      Engenho Pau D'antas/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Azevedo Araújo Pinheiro - Major

51.      Engenho Pau Ferro/Barreiros - Em 1873, foi legitimada a posse dos engenhos, por agentes do governo, construídos em terra indígenas: S. Pedro, Linda Flor/Gameleira, Cachoeira Alta, Sapé, Santo Antônio/Água Preta, Passagem Velha, Serra d'Agua, Pau Ferro, Bombarda, Boca da Mata, Campina, Murim e Araticum/Barreiros (Pereira da Costa - Ano: 1812  nº da Página: 47)
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisca Dutra de Lima - Proprietária dos engenhos: Pau Ferro/Barreiros e Santa Cruz/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulo de Oliveira – Dr.
Ocupado pode sem terras, por 52 famílias

52.      Engenho Pau Sangue/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Anna Joaquina Xavier de Hollanda - Casada com Antônio Luiz da Cunha Themudo, falecido em 1854/Barreiros. Co-proprietária do engenho Pau Sangue, falecida no engenho Solidão em 1861, foi sepultada na capela do engenho Gravatá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Luiz da Cunha Themudo – Falecido em 1.854/Barreiros. Casado com Anna Joaquina Xavier de Hollanda. Proprietário dos engenhos: Queimadas/ Barreiros e Pau Sangue/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Mentor de Gouveia Menezes

53.      Engenho Pau Sangue/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Silviano Moreira Cavalcante – Coronel. Proprietário dos engenhos: Ajudante/ Amaraji, Frescudim, Flecheiras Novas e Pau Sangue/Água Preta
Ocupado pelos sem terras Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.002787/2005-91. Imóvel: engenho Pau Sangue/Palmares. Área registrada (Ha): 559,2529. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

54.      Engenho Pau Santo/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Augusto Carneiro Leão - Casado com Maria Isabel Carneiro Leão. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4836. (Henriqueta Archanja Carneiro Leão). Proprietário dos engenhos: Tapugi de Baixo e Pau Santo /Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Carneiro Leão.

55.      Engenho Pau Santo/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Cavalcante de Albuquerque - Casado com Isabel de Holanda Goes em 1580/Olinda - PE.  Proprietário dos engenhos: Pau Santo /Vitória e Bujari/Goiana

56.      Engenho Paudalho/Paudalho - O povoado de Paudalho surgiu no entorno do Engenho Paudalho, do português Joaquim Domingos, . Situado à margem esquerda do Capibaribe, com uma capela sob a invocação de Santa Teresa e de cuja fábrica resta apenas o santuário, em meio de um povoado ou bairro da cidade de Espirito Santo de Paudalho, unido à parte que se estende à margem direita por uma bela e extensa ponte de ferro, que atravessa o rio no lugar Taíba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Domingos Teles - A 08/01/1711 chegara à margem esquerda cio Capibaribe um colono português, residente em Itamaracá, Joaquim Domingos Teles onde cultivava terras. Trouxe alguns parentes e muitos escravos africanos. Vinha explorar novos terrenos, muito apreciáveis para a cana-de-açúcar. "O engenho que fundou era movido por animais e safrejava anualmente de 80 a 120 pães de açúcar.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.

57.      Engenho Paul/Palmares - A casa grande do engenho se encontra na lista de bens culturais e naturais tangíveis da mata sul; mantém características da época em que foi construída. Localizada em terreno de cota inclinada, possui porão parcial frontal. Neste pavimento, o terraço em alvenaria em forma de “U”, exibe vãos abertos em arco pleno, característica da influência de Vauthier. O acesso à área residencial é feito através de degraus semicirculares e concêntricos, dispostos em sua fachada lateral direita. Com cobertura em duas águas, possui telhado mais alto e independente do telhado do alpendre. A cobertura do alpendre é apoiada em colunas de madeira e o guarda corpos é no mesmo material. Os vãos abertos são em arcos plenos e possuem cercaduras em massa. Utilizada como residência. Apresenta bom seu estado de conservação. Com fotografias no álbum
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

58.      Engenho Paulo Leitão de Albuquerque/Recife
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulo Leitão de Albuquerque – Capitão. Casado com Brites Manelli de Albuquerque, filha de Cap. Manuel Soares de Albuquerque e de Ignez de Mello. Proprietário dos engenhos: Muribeca/Jaboatão dos Guararapes e (?)/Recife = Várzea

59.      Engenho Pauparaná/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcante de Albuquerque - Capitão. Casado com Luisa Cavalcanti de Souza Leão. Em 1710, foi nomeado Capitão Mor da freguesia de Santo Antonio de Tracunhaém, onde se estabeleceu com a família. Durante a Guerra dos Mascates, marchou para o Recife e fez cerco aos fortes do Brum e das Cinco Pontas, em defesa do governador. Seus descendentes tornaram-se senhores dos engenhos: Volta do Cipó, Terra Vermelha, Goitá e Petribú, entre outros. Em 1812, o neto do Capitão Mor João Cavalcanti, Capitão Francisco Cavalcanti de Albuquerque, foi contemplado com uma sesmaria na Ribeira de Paudalho, onde já estavam inseridos os engenhos: Apuá, Eixo, Petribú e Novo. Proprietário dos engenhos: Goitá/Glória de Goitá, Mocotó/Vitória de Santo Antão; Paraná/Escada, Petribu/Goiana, Terra Vermelha/Lagoa do Carro, Novo. Apoá ou Apuá/Paudalho; Pauparaná, Uruguaiana/Palmares.

60.      Engenho Pavão/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Eugênio Cardoso da Fonte de Gusmão - Casado com Sylvia Cavalcanti de Gusmão. Com fotografia na Coleção Francisco Rodrigues; FR-06311 (Sylvia Cavalcanti de Gusmão casada com Eugenio Cardoso da Fonte; Maria Cavalcanti de Gusmão)
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leopoldo Augusto Cezar de Gusmão - Major. Proprietário dos engenhos: Pavão/ Cabo de Santo Agostinho e Pirapama/ Ipojuca.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Thomás José da Silva Gusmão.

61.      Engenho Pedra D'Antas/Panelas
Proprietário/Morador/Rendeiro: Teresa E. Ferreira da Cunha - Proprietária dos engenhos: Pedra d’Antas e Boa Vista (2)/Panelas

62.      Engenho Pedra de Amola/Sirinhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Rafael Cavalcanti de Albuquerque - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05009

63.      Engenho Pedra de Fogo/Panelas
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Manuel  da Assunção – Coronel. Proprietário dos engenhos: Dois Braço e Pedra de Fogo/Panelas

64.      Engenho Pedra de Siqueira/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Caldas Lins - Barão de Araçagi (Dec. 09.11.1867); título alterado e elevado para Visconde do Rio Formoso (Dec. 23.02.1889). Nasceu em 1828, e faleceu em 1897/Rio Formoso. Filho do Comendador José Luiz de Caldas Lins. Deputado Geral pela Província de PE nas 15ª e 16ª legislaturas de 1872/1878 e na 20ª de 1886/1889; votou contra a lei de 08/05/1888, que acabaria com a escravidão no Brasil. Deixou geração do seu casamento com Teodolinda da Silveira Lins, filha do Visconde de Utinga.  Proprietário dos engenhos: Massauaçu ou Massauassu/Rio Formoso/Rio Formoso; Una/Rio Formoso; Herval/Rio Formoso; Pedra de Siqueira/Rio Formoso; Laje Nova/Rio Formoso; Conceição/Rio Formoso; Gindaí ou Gindahy /Barreiros e Clacituba/Escada

65.      Engenho Pedra do Rodeadouro /Bonito – O engenho foi considerado pela revista Globo Rural, de 2006, como uma das mais belas paisagens rurais de Pernambuco. Um antigo engenho de cana-de-açúcar reformado, com todo o conforto de um hotel fazenda em Bonito.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

66.      Engenho Pedra Fina/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fausto Pontual Filho – Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-4231; FR-4230 (Júlia Madeira Pontual; Generosa de Barros Pontual). CURIOSIDADE: Na Comarca de Vitória de Santo  Antão, a Aldeia de Escada em 1861 era considerada "a mais rica da Província" de Pernambuco.  A oligarquia açucareira era formada por "um grupo de oito famílias inter-relacionadas": Lins possuíam 40 engenhos em Escada; Pontual 17 engenho e um sítio; Santos 16 engenhos; Velloso 09 engenhos; Dias 09 engenhos; Barros e Silva 09 Engenho; os Alves da Silva 05 engenhos; Siqueira Cavalcante 05 engenho; e Araújo, da qual fazia parte o Diretor-parcial da Aldeia da Escada, André Dias de Araújo, proprietário de "11 plantações". Proprietário dos engenhos: Contador, Preferência e Pedra Fina
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Hermínio Pontual Filho - Casado com Generosa de Barros Pontual. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4230; e 4231. (Generosa de Barros Pontual; Júlia Madeira Pontual Generosa de Barros Pontual Júlia Madeira Pontual). Proprietário dos engenhos: Contador, Preferência e Pedra Fina/Amaraji

67.      Engenho Pedra Furada/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Marinho de Azevedo

68.      Engenho Pedra Furada/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Gomes da Cunha Moraes - Casado com Francisca Claudina de Albuquerque. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3433. Proprietário dos engenhos: Pedra Furada/Nazaré da Mata e Palma/Timbauba

69.      Engenho Pedra Imã ou Iman/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Soriano de Azevedo e Silva

70.      Engenho Pedra-de-Fogo/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: José de Mattos Rangel – Co-proprietário

71.      Engenho Pedregulho/Nazaré da Mata - Localizado na entrada de Nazaré da Mata, a 60 km do Recife, o Engenho Pedregulho, do século XIX, com sua casa grande  e moita bem conservados, é um fascinante destino cultural.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Alfredo de Morais Coutinho – Filho do Cel. Antônio Lopes Coutinho e de Rita Nunes Macedo. Casado com Joana Lins. Cursou até o 4º ano de medicina, abandonando os estudos para tomar conta dos engenhos. Exerceu o cargo de 1º Secretário do Sindicato Agrícola de Nazaré da Mata. Proprietário dos engenhos: Bomba, Pedregulho, Várzea Grande e Lagoa d’Antas/Nazaré da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Augusto Guedes Correa Gondim
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Vieira de Melo - Capitão. Casado com Maria de Holanda Cavalcanti e Albuquerque. CURIOSIDADE: Requerimento de Inácio Vieira de Melo Cavalcanti - Em 1801 fez um requerimento (nº 15257) ao Príncipe Regente D. João, pedindo a confirmação da doação de terras do engenho Pedregulho/Tracunhaem, feita pelo Capitão José Vieira de Melo. Proprietário dos engenhos: Pedregulho/Nazaré da Mata e Santo Antônio/Tracunhaem.

72.      Engenho Pedreiras/ Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Francisco Pereira - Barão de Bujary (Dec. 23.11.1867). Coronel da Guarda Nacional, em 1831; Presidente da Câmara Goiana, 1850 a 1865. Filho de portugueses, radicados em Pernambuco, século XVII. Nasceu em 180/Recife e faleceu em 1868/Engenho de Bujary, conforme o seu atestado de óbito registra: morreu solteiro, não obstante a insistência dos clérigos goianenses para se casar e legitimar seus filhos, mas deixou descendência, num total de 9 filhos naturais (02 homens e 7 mulheres). (p.33 anuário genealógico latin. CURIOSIDADE: Por volta de 1827 o Sr. Pereira (1) pai dos gêmeos Francisco Antonio e Antonio Francisco ter-lhes-ia comprado dois imóveis : O engenho Maraú, para Francisco Antonio e Engenho Bujary, para Antonio Francisco. Certamente o negócio foi feito aproveitando o período de crise e instabilidade política do primeiro reinado, as conturbações geradas pós Confederação do Equador, o declínio do preço do açúcar e as questões abolicionistas que eram pauta do dia. Participou da Insurreição Pernambucana de 1645/48. Ainda com relação ao Engenho de Bujary, cronistas do século XIX dizem "O Engenho Bujari, pertencente ao presidente da Câmara Antonio Francisco Pereira, é muito beleza, descortinando-se a grande várzea de Goiana". CURIOSIDADE: Fato notável, que a tradição narra, foi fuga a cavalo do engenho Maraú para o Engenho Bujary, de sua sobrinha Erotides Senhorinha da Conceição Pereira. Conta-se que a mesma, fugiu da casa do pai, montada em um cavalo no meio da noite buscou amparo na casa do tio. O motivo da fuga teria sido a imposição de um casamento arranjado, como era costume da época, mas que ela julgava indesejado. Esse fato levou-lhe a intriga de vários anos com o irmão gêmeo, intriga essa que se desfez poucos anos antes dele morrer. Pelo ato de coragem da sobrinha, que fugiu do Engenho Maraú, onde residia o seu pai o coronel Francisco António. O tio passou a admirá-la em face de sua audácia. A mesma permaneceu na casa grande  de Bujari ou Bujary, casando-se com seu primo legítimo, primogênito do Barão, o Major Antonio Francisco Pereira de Carvalho Filho, que faleceu com apenas 34 anos em  1871, "desse casamento restou vários filhos que foram criados pelo Avô materno em Itapuá, já que a mesma contraiu novas núpcias com o Manuel  Vieira Bernardes contrariando os dogmas familiares dai também houve descendentes”. Proprietário dos engenhos: Bujary, Japomim, Catu, Pedreira, Calugy e Batatã, que foram divididos entre os herdeiros
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Jacinto do Medeiros Galvão

73.      Engenho Pedreiras/Escada (aparece em Vitória de Santo Antão)- Em 1852, na relação dos engenhos situados em Escada, o Engenho Boa Sorte aparece como propriedade de Francisco Elias do Rego Dantas, que possuía além do Engenho Pedreiras, o Engenho Jenipapo arrendado a José do Rego Dantas Coitinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: José do Rego Dantas Coutinho - Tenente-coronel. Proprietário dos engenhos: Pedreiras, Caricé, Jenipapo e Boa Sorte, Ribeirão/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Belarmino Pereira de Albuquerque - Capitão - "Seu Belo". Proprietário dos engenhos: Pedreiras/ Vitória de Santo Antão e Jenipapo/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Elias do Rego Dantas - Nascido em 1807/Recife e falecido em 1869. Filho de João Elias do Rego Dantas e Maria Francisca de Abreu e Lima. Juiz de Direito e Deputado. Casamento 1º com Constança Maria de Figueredo. Casamento 2º com Maria Dorotéia de Moura Mattos, nascida em 1826 e falecida em 1850. Foi seu testamenteiro e inventariante o Barão e depois Visconde de Utinga Henrique Marques Lins. Proprietário dos engenhos: Pedreiras, Boa Sorte, Jenipapo/Escada e Miguel Dias e Ribeirão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Calazans de Freitas Lins – Capitão. Proprietário dos engenhos: Jenipapo e Pedreiras/Vitória Santo Antão
Ocupado pelos sem terras em 2001. Em processo de desapropriação.

74.      Engenho Pedreiras/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Milton Rabelo da Fonseca Lima - Nascido em 1923 e falecido em 2001. Formado em Agronomia em 1946. Casado com Rizete Lopes da Silva, nascida em 1932/Goiana. Filho de Luiz Cornélio da Fonseca Lima e de Ignácia Rabelo da Fonseca Lima. Proprietário dos engenhos: Itapirema de Cima/Itamaracá; Sagüim, Santo Antônio, Jardim, Gurijó/Goiana; e rendeiros dos engenhos: Jacarapina, Pedreiras e Pitaguaré/Goiana

75.      Engenho Pedro da Cunha de Andrade/Recife – Segundo documentação holandesa o engenho era movido a bois e estava de fogo morto.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jerônimo da Cunha - Presente no tempo dos holandeses.

76.      Engenho Pedro da Luz/(?) – Segundo documentação holandesa o engenho fabricava 1.600 arrobas de açúcar brando
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro da Luz - Que aparece também como: De La Houst e Pedro Lahoest, brabantino (na atual Bélgica), viveu na Espanha e em Portugal. Fixou-se em Pernambuco antes de 1617 e morreu cerca de 1630. Casado com Cristina Rodrigues Delgado

77.      Engenho Penamduba/Jaboatão dos Guararapes – Segundo documentação holandesa o engenho Penanduba era movido a água e de fogo vivo. A sesmaria doada a Gaspar Alves Pugas, em 1566 prosperou, em 1630, vários engenhos, a exemplo de: engenho Penanduba; Muribeca; Santo André e Santa Maria e Meghaipe. A região foi, dada a sua produtividade açucareira, invadida em 1633 pelos holandeses. Estes saquearam as casas dos moradores, bem como se apropriaram dos engenhos existentes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: André Soares da Cunha - Natural de Viana. Filho de Diogo Soares da Cunha, irmão de Fernão e Gabriel Soares da Cunha - ficou do lado dos holandeses. Engenho movido à água e de fogo vivo. Um documento holandês de 1637 relaciona André Soares como proprietário dos engenhos: Grujaú e Penanduba/Jaboatão dos Guararapes. Proprietário dos engenhos: Penanduba, Gorjaú/Jaboatão dos Guararapes e Moribara/São Lourenço
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fernão Soares da Cunha - Cristão-novo. Capitão Mor da freguesia de S. Lourenço, em 1656; da freguesia da Muribeca e Jaboatão dos Guararapes, em 1667. Casado com Catarina de Albuquerque, filha de Jerônimo de Albuquerque. Serviu na guerra holandesa; devia a WIC. Filho de Diogo Soares da Cunha, acusado de judaísmo por vários confessores durante a visita do Santo Ofício, e de Isabel de Albuquerque. Proprietário dos engenhos: Penanduba, São João Batista, Suassuna/Jaboatão dos Guararapes e Tiúma/São Lourenço da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gabriel Alves Pugas - Casado com Isabel Ferreira. Em 1566, foi beneficiado com uma légua quadrada de terras cuja demarcação só foi feita em 1575. Essas terras deram origem a vários engenhos: S. João Batista, Suassuna, Palmeiras, etc. Grande parte da sesmaria de Gaspar Alves Pugas e sua mulher, Isabel Ferreira, vendida em 15/09/1573 a Fernão e Diogo Soares – 1.200 braços de norte a sul e 600 de largo, de leste a oeste – por duzentos mil réis (200$000). Proprietário dos engenhos: Penanduba, Palmeiras e Bulhôes (antes São João Batista), Macujé/Jaboatão dos Guararapes-Muribeca
Ocupado pelos sem terras em 2001. Sem vistoria.

78.      Engenho Penderaca/Palmares - Capela do engenho Penderaca sob invocação a Nossa Senhora da Conceição raca
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Baptista das Neves - CURIOSIDADE: Batizado do Josè, ingênuo, filho natural de Benedita, escrava de João Baptista das Neves, morador no engenho Penderama, desta Freguezia, solenemente batizado pelo Cônego Luiz José de Oliveira Dinjiz (ex-Vigário-Interino), de licença do novo vigário Vicente de Moura Vasconcelos, na capela do mesmo engenho, aos 13 de Outubro de 1884 (Folha 65 v.). Livro de Assentos de Baptisados dos filhos de mulher escrava vasados da dacta da lei dse 28 de setembro ds 1871. Anno 1881, n.º 2.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Laurindo Coelho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Wencesláu Pereira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul – Proprietária dos engenhos: Camevou (a sede), Camevouzinho, Liberdade, Aratinga, Fertilidade, Floresta, Serra Azul (a antiga usina), Moscou, Aliança, Mágico, Verde, Mearim, Canário, União, Riachuelo, Penderaca, Vista Alegre, Tambor, Almirante, Rosa Murcha, Barra do Dia e Pará
Ocupado pode sem terras, por 106 famílias

79.      Engenho Penderama/Ipojuca - A festa de N. Senhora da Conceição, 08 de dezembro, é festejada, todo ano no engenho Penderama com capela Nossa Senhora da Conceição. Suas terras fazem parte do complexo de SUAPE
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Baptista das Neves CURIOSIDADE: - Batizado do Jo;sè, ingênuo, filho natural de Benedita, escrava de João Baptista das Neves, morador no engenho Penderama, desta Freguezia, solenemente batizado pelo Cônego Luiz José de Oliveira Dinjiz (ex-Vigário-Interino), de licença do novo vigário Vicente de Moura Vasconcelos, na capela do mesmo engenho, aos 13 de Outubro de 1884 (Folha 65 v.). Assinaturas do Vigário Vicente de Moura e Vasconcelos Assina a partir da Folha 65 v. (São 57 batizados)

80.      Engenho Penderama/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim do Rego Cavalcanti - Major. Casado com Maria Augusta de Souza Cavalcanti (14 filhos) - filha de Antônio Clodoaldo de Souza; neta do barão e da Baronesa de Amaragy; nasceu e estudou em Paris, numa época em que raras moças conseguiam essa oportunidade

81.      Engenho Penedo de Baixo/São Lourenço da Mata - A capela se encontra na lista de bens culturais e naturais da mata norte de Pernambuco; se distingue pelo aparecimento da sacristia, ao lado da capela-mor e do coro. A composição básica dos vãos da fachada é o triângulo formado pela única porta central e as duas janelas do coro. Os elementos decorativos da fachada limitam-se ao frontão, cuja cornija se encurva de várias maneiras.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque - Barão e Visconde com grandeza de Suassuna. Nasceu em 1793/Jaboatão dos Guararapes e faleceu em 1880/Recife, no seu palacete do Pombal. Filho do Capitão-Mór Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, Coronel Suassuna, e de Maria Rita de Albuquerque Mello. Irmão dos Viscondes de Camaragibe, Albuquerque e Barão de Muribeca. Sentou praça no exército em 1807, galgando todos os postos até o de Brigadeiro, se reformando em 1829. Presidiu a Província de PE em 1826, 1835 e 1838. Deputado à Assembléia Provincial em várias legislaturas, assim como à Geral na 1ª legislatura de 1826/1829; Senador, em 1839; Ministro da Guerra, no 1º Gabinete de 1840. Conselheiro de S. Majestade; Grande do Império; Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperia; Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro e Gentil-Homem da Imperial Câmara. Proprietário dos engenhos: Girento, Limoeiro, Mangueira, São Vicente e Sapucagy de Baixo e a Usina Limoeirinha/Escada; Pantorra/Cabo Santo Agostinho, Suassuna (antes Nossa Senhora da Assunção); Penedo de Baixo, Roncaria, Pitangueiras /São Lourenço da Mata; Poeta/Recife e Timbi/Camaragibe
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Gomes de Araújo Sobrinho - Dr. Casado Júlia Gomes de Araújo. Prefeito de São Lourenço da Mata: 1895/98, 1901/1904 e 1907. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 3519; 3520; 724; 3514; 3512; e 723. Proprietário dos engenhos: Constantino e Penedo de Cima e de Baixo/ São Lourenço da Mata; Usina Capibaribe/São Lourenço; Três Pocinhos/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Antônio Pessoa Guerra - Casado com Joaquina Gaião Pessoa. Tendo ficado órfão, pois os pais faleceram de cólera morbus, foi adotado por Cristóvão das Mercês Guerra. Daí provém o sobrenome Guerra. Herdeiro de Cristóvão das Mercês Gonçalves Guerra e de Ana Francisca de Jesus. Sua filha Helena Correia de Araújo casou com Paulo Cavalcanti Petribu. Proprietário dos engenhos: Penedo de Baixo/São Lourenço da Mata; Babilônia e Poço Comprido/ Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luis Francisco Corrêa de Araújo - Herdeiro do Senador Francisco de Paula Corrêa de Araújo, nascido em 1850 e falecido em 1907. Casado com Ana Amália Corrêa de Araújo, nove filhos. Dr. Com a morte de seu pai, passou a administrar o engenho, junto a sua mãe Ana Amália (Vovó Marocas) até que cada herdeiro tivesse capacidade de gerir o quinhão respectivo, o que foi feito com muita seriedade e renúncia. Luis esperou que todos os seus irmãos se casassem, oportunidade em que recebiam o quinhão respectivo, para então vir a contrair suas próprias núpcias. Adquiriu o engenho de seu cunhado e primo Belmiro Correa de Araújo. Engenho transmitido por doação a Luiza e Aloysio Correa de Araújo. Proprietário dos engenhos: Cangaçá, Penedo de Cima, Roncaria, Pitangueiras/São Lourenço da Mata; Timbi/Camaragibe e Poeta/Recife

82.      Engenho Penedo de Cima/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Gomes de Araújo Sobrinho - Dr. Casado Júlia Gomes de Araújo. Prefeito de São Lourenço da Mata: 1895/98, 1901/1904 e 1907. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 3519; 3520; 724; 3514; 3512; e 723. Proprietário dos engenhos: Constantino e Penedo de Cima e de Baixo/ São Lourenço da Mata; Usina Capibaribe/São Lourenço; Três Pocinhos/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luis Francisco Corrêa de Araújo - Dr. Herdeiro do Senador Francisco de Paula Corrêa de Araújo, nascido em 1850 e falecido em 1907. Casado com Ana Amália Corrêa de Araújo, 09 filhos. Com a morte de seu pai, passou a administrar o engenho, junto a sua mãe Ana Amália (Vovó Marocas) até que cada herdeiro tivesse capacidade de gerir o quinhão respectivo, o que foi feito com muita seriedade e renúncia. Luis esperou que todos os seus irmãos se casassem, oportunidade em que recebiam o quinhão respectivo, para então vir a contrair suas próprias núpcias. Adquiriu o engenho de seu cunhado e primo Belmiro Correa de Araújo. Engenho transmitido por doação a Luiza e Aloysio Correa de Araújo. Proprietário dos engenhos: Cangaçá, Penedo de Cima, Roncaria, Pitangueiras/São Lourenço da Mata; Timbi/Camaragibe e Poeta/Recife

83.      Engenho Penedo Velho/Tracunhaem - A capela do engenho se encontra na lista de bens culturais e naturais da mata norte de Pernambuco; se distingue pelo aparecimento da sacristia, sempre ao lado da capela-mor e do coro. As dimensões das capelas variam muito, mas é constante a relação de superioridade do volume da nave em relação ao da capela-mor. A composição básica dos vãos da fachada é o triângulo formado pela única porta central e as duas janelas do coro. Os elementos decorativos da fachada limitam-se ao frontão, cuja cornija se encurva de várias maneiras.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco do Rego Barros - Primeiro e único Barão (Dec. de 18/06/1841) com grandeza (Dec. de 02/12/1854), Visconde com grandeza (Dec. de 12/12/1858) e Conde da Boa Vista (Dec. de 28/08/1860). Nasceu em 1802/Engenho Trapiche/Cabo de Santo Agostinho e faleceu em 1870/Recife. Filho do Cel Francisco do Rego Barros e de Mariana Francisca de Paula Cavalcanti de Albuquerque. Casado com Ana Maria Cavalcanti. Aos 15 anos ingressou como cadete no Regimento de Artilharia do Recife, em 1821; participou da Revolução de Goiana. Enviado preso para a fortaleza de São João da Barra/Lisboa/PT, até 1823. Em liberdade, viajou para Paris, bacharelando-se em Matemática/Universidade de Paris; de volta a Pernambuco, dedicou-se à política e, com 35 anos de idade, foi designado Presidente da província de Pernambuco, 1837/844, quando determinou ao engenheiro Firmino Herculano de Morais Âncora que construísse o atual Palácio das Princesas. Decidido a modernizar e higienizar Recife; mandou buscar engenheiros franceses, incentivou as artes e as ciências. Foram construídas estradas ligando a capital às áreas produtoras de açúcar do interior; a ponte pênsil de Caxangá; o Teatro de Santa Isabel; o edifício da Casa de Detenção do Recife; o Cemitério de Santo Amaro; o edifício da Alfândega; canais; estradas urbanas; um sistema de abastecimento de água potável para o Recife; reconstrução das pontes Santa Isabel, Maurício de Nassau e Boa Vista; aterros da Boa Vista, que partia da Rua da Aurora rumo à Várzea, chamada de Rua Formosa, depois  Av.  Conde da Boa Vista, 1870. Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial, dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa e da Imperial Ordem de São Bento de Avis e comendador da Ordem Militar de Cristo, Deputado Geral, Senador do Império do Brasil (1850/1870) e designado presidente da província do Rio Grande do Sul (1865 /1867); Comandante das Armas na Guerra do Paraguai. Falece  em 1870/Recife, na sua residência, na rua da Aurora nº 405. Proprietário dos engenhos: Penedo Velho/Tracunhaem, Massiape ou Maciape/São Lourenço da Mata, São Cosme e Damião/Sirinhaém, São João da Várzea, São Francisco/ Recife, Trapiche ou Nossa Senhora. da Conceição/Cabo de Santo Agostinho

84.      Engenho Penedo/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulo Cavalcanti de Petribu - Casado Helena Correia de Araújo, herdeira do Proprietário dos engenhos: Penedo e Timbi, que - O engenho Vermelho era, originalmente, propriedade da Usina Central Barreiros se tornou dono da Usina Petribu, pela aquisição das heranças dos irmãos. Proprietário dos engenhos: Penedo e Timbi

85.      Engenho Pensamento/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Mariano Gonçalves Becco

86.      Engenho Pereira Grande/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ernesto Gonçalves Pereira Lima - Nascido em 1838 e falecido em 1906/Usina Brejo. Filho de Manuel Gonçalves Pereira de Lima e Anna Joaquina da Silva. Casado com sua prima Ana Leopoldina Pereira Cascão (Nana), nascida em 1839/Recife e falecida em 1920/Recife, filha de José Gonçalves Cascão e Maria do Espírito Santo Pereira Lima; filhos (03. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05108; FR-05110; FR-3081. Herdeiro de seus pais: Manuel Gonçalves Pereira Lima e Anna Joaquina da Silva. Proprietário dos engenhos: Brejo (depois Usina); Nova Cintra/Timbauba; Pereira Grande/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Ernesto Pereira de Lima - Nasceu em 1931/Recife e faleceu em 2001/Recife. Casado com Terezinha de Jesus Carneiro Leão, nascida em 1936 e falecida em 2010, filha de José Melício Carneiro Leão e Maria Celecina Melo Souza Leão. Comprou o engenho a Euthália Ismênia de Moura Matos. O Engenho Vicente Campelo, Jerusalém e Dromedário, pertenceram a Euthália Ismênia de Moura Matos, que os vendeu a José Ernesto Pereira Lima, Proprietário dos engenhos: São Pedro, Brejo e Cocula/Ribeirão. José Ernesto montou a pequena Usina a Cucau ou meio aparelho no engenho Vicente Campelo e os demais Engenhos ficaram como fornecedores de cana e sacos de açúcar. Proprietário dos engenhos: Pereira Grande/Água Preta; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho; Brejo, São Pedro/Ribeirão; Dromedário/Escada; Jerusalém/Sirinhaém; Rico/Jaboatão dos Guararapes; Cocula/Gameleira; Desespero/Vitória de Santo Antão e Araquara ou Vicente Campelo/ Escada.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Vellozo de Albuquerque - Proprietário dos engenhos: Bela Rosa, José da Costa, Limoeiro, Pereira Grande/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Estreliana – Proprietária dos engenhos: Amaraji/Gameleira; Jundiá Mirim/Escada; Retiro, Massangana/ Cabo de Santo Agostinho; Pereira Grande/Água Preta; Pinhô/Gameleira; Segrego/Gameleira; Piutá/Ribeirão; São Gregório Alegre II/(?)
Ocupado pelos sem terras em 17/05/2004 e em 2006, ligados ao MST

87.      Engenho Pereira/Moreno
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Pereira Viana - Casado com Ana Correia de Araújo - Em 1774, Domingos Bezerra Cavalcanti, perdeu o engenho São João Batista em ação movida e ganha pelo capitão Luiz Pereira Viana e sua mulher Ana Correia de Araújo, donos do engenho Pereira, em Moreno.Proprietário dos engenhos: Pereira e São João Batista/Moreno. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05463; e 05460. (Maria de Jesus Pereira Viana; Maria da Conceição Pereira Viana). Proprietário dos engenhos: Pereira e São João Batista/Moreno

88.      Engenho Pereiras/Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Felipe Benício Alves Ferreira - Tenente-Coronel. Proprietário dos engenhos: Pereirinha e Santana/Água Preta e Espírito Santo/ Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Barros Rego - Militar. Capitão mor de Olinda e proprietário de terras de Jaboatão dos Guararapes à Tapera. Nasceu em Olinda, Século XVII. Filho de Mathias Vidal de Negreiros e de sua mulher Maria de Freitas. Vereador em Olinda (1668); Juiz Ordinário (1691); Provedor da Fazenda Real (1710). Durante a Guerra dos Mascates participou das batalhas e acabou preso em maio de 1712. Foi um dos chefes do partido da nobreza em 1710-1711. Morreu na prisão (Fortaleza do Brum/Recife), em 1712.  Casado com Maria Magdalena da Silva, filha de João Martins da Costa e Maria José Bezerra. Proprietário dos engenhos: Capim-Assu/Rio Formoso; Estiva/Amaraji; Camarão/Água Preta; Quilombo, Buscau ou Buscahú, Jaboatão, Pereiras/Jaboatão dos Guararapes;  Xixaim, Pintos/Moreno; Sapucaia/Sirinhaém

89.      Engenho Pereirinha/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras em 10/03/9. Decreto nº 0-011, de 01 de outubro de 1997. Decreto - Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural denominado 'engenho Pereirinha', situado no município de Gameleira, Estado de Pernambuco, e da outras Providências.

90.      Engenho Perereca/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Luiz de Caldas Lins - Comendador. Falecido em 1879. Casado com Maria Leopoldina da Rocha Lins. Proprietário dos engenhos: Una e Perereca/Ipojuca

91.      Engenho Perereca/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: Thomáz Lins Caldas  - Co-proprietário. Coronel. Casou com sua tia Ana Joaquina Paes Barreto. Thomaz junto com o seu irmão Antônio Lins Caldas era os senhores do Engenho “Dois Irmãos”; participaram de todas as revoltas entre os anos de 1817 e 1831. Vereador no Recife; possuidor da Ordem de Cristo (1825), por “serviços relevantes prestados à Província de PE”. Juntamente com seu cunhado, Francisco Paes Barreto, o 8º e último morgado do Cabo de Santo Agostinho (Marquês do Recife). Foram aprisionados, postos a ferros num navio negreiro e por três anos padeceram num calabouço da Bahia, sob o jugo do Conde dos Arcos, onde permaneceram prisioneiros comuns. Anistiados em 1821; com a independência do Brasil, 1822, mereceram as graças do Imperador, de quem receberam homenagens. Thomaz recebeu uma nomeação para importante posto na Alfândega do Recife. Amasiou-se com a escrava Balbina, (babá)  nascida fôrra, provavelmente em 1805, falecida em 1845, dela havendo um filho. Proprietário dos engenhos: Serra d`Água  e Perereca/Rio Formoso; Palma/Timbauba.

92.      Engenho Peres/Recife – As terras onde surgiria o povoado do Barro/Recife, 1830, pertenciam, originalmente, ao engenho Peres, montado em fins do século XVII,  por José Peres Campelo. Por conta das características do solo daquela área, inicialmente o povoado foi denominado Barro Vermelho, depois, o nome ficou somente Barro. A primeira capela do Barro "Era uma simples casa de taipa, tendo apenas uns vinte palmos em quadro e, como indicação dos seus fins, uma cruz de madeira no alto". Nessa "cada de oração" foi colocada uma imagem de N. Senhora da Conceição, escolhida pelos moradores como a padroeiro do lugar, erguida, segundo o historiador Pereira da Costa (no livro Arredores do Recife) em 1839.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Peres Campelo - Fidalgo português. Chegou a Pernambuco em 1680, recebeu sesmaria, fundou engenho que deu o nome de Peres, junto engenho Jiquiá, em Afogados. É o tronco da família Peres Campelo. Ministro da Ordem Terceira, 04 anos, - movido de zelo e amor aos seus irmãos pobres e enfermos - veio daí a idéia da criação de um hospital para o recolhimento e cura das enfermidades. "Começou-se a obra do hospital em forma de corredor, com varanda para a Rua Direita de Palácio (Rua 15 de novembro, antes do Imperador), de um só sobrado, e continuou com bastante distância até o fim das obras da ordem terceira; mas intentando-se passar adiante, e porque embaraçava a vista da varanda da sacristia do convento, e mais corredor da parte do poente para a povoação de Santo  Antônio, a impediram os prelados, do que, desgostoso, o ministro José Peres Campelo, não só parou com a obra, mas também os seus sucessores, depois que deixou ele o cargo em 1726, com o desígnio do seu primeiro intento, que era a formatura do hospital; de modo que só se prestava o prédio, pelos anos de 1760, para o que queriam os irmãos terceiros, no pavimento superior, e no inferior, e terreno que corria pela travessa que ia ter à praia do poente (rua de S. Francisco)... (Pereira da Costa Volume: 1Ano: 1493  Pág: 353. CURIOSIDADE:  Diario na História Há 150 anos Sábado, 12 de junho de 1858. Sítio no Barro - Vende-se um sítio na povoação do Barro, foreiro ao Engenho Peres, tendo duas casas, sendo uma nova e grande, e ambas de taipa: o sítio tem 100 palmos de frente e com fundos de 60 braças, está plantado de laranjeiras novas, como também de pinheiras e mais algumas árvores de fruto, e é cercado de limoeiros, por preço cômodo: quem pretender, dirija-se ao colégio da Aurora.

93.      Engenho Periperi/Panelas
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Francisco da Silva Vieira Júnior – Capitão. Proprietário dos engenhos: Periperi/Panelas, Cumaru e Fertilidade/Palmares.
Ocupado pelos sem terras em 12/04/2004, ligados ao MST

94.      Engenho Permanente/Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pode sem terras. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.001248/2006-16. Imóvel: Engenho Harmonia;...; Permanente, .../Catende e Palmares. Área registrada (Ha): 1.827,0000. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

95.      Engenho Pernambuco/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Eugênio de Queiroz Wanderley
Ocupado pelos sem terras Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.002780/2005-70. Imóvel: Engenho Monte Pio..., Pernambuco, Tabaiaré, Santa Luzia, .../Catende, Água Preta e Palmares. Área registrada (Ha): 7.315,9200. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

96.      Engenho Perseverança/Glória de Goitá
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Teixeira Bacelar - Tenente

97.      Engenho Petimbu/Cabo de Santo
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Paes Barreto - Natural de Pernambuco, filho de Felipe Paes Barreto e de Brites de Albuquerque e neto materno de Antonio de Sá Mahya. Proprietário dos engenhos: Garapu e Pitimbu/Cabo de Santo Agostinho

98.      Engenho Petribu/Goiana – O engenho se encontrava, até o século passado, sob o domínio da família Cavalcanti de Albuquerque. A notícia mais antiga encontrada sobre o engenho Petribú data de 1729, com o registro de batizado de Thereza, filha de Estevão de Azevedo e de sua mulher, Catharina de Oliveira, cujo assento está assinado e datado naquele lugar. 1909 – O engenho foi modernizado e transformado na Usina Petribú, que na primeira safra moeu 5.300 sacas de açúcar
Proprietário/Morador/Rendeiro: Christovão de Holanda Cavalcanti - Capitão Mor. Nasceu em Sirinhaém. Filho de João Cavalcanti de Albuquerque. Ficou com 50% do Engenho e seu irmão Cristóvão com a outra metade. Tenente Coronel do 16º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional de Paudalho. Casou com Paula Cavalcanti d'Albuquerque, sua parenta, filha do Coronel Paulo Cavalcanti de Albuquerque e de sua mulher Ângela Cavalcanti de Albuquerque. Morador do engenho Bom Jesus, do século XIX, arrendando a parte de seu irmão, que optou pela vida na capital. Cristóvão foi quem prendeu o célebre cangaceiro Cabeleira e seu companheiro Theodósio, que aterrorizavam a região. Proprietário dos engenhos: Eixo, Cipó Novo, Terra Vermelha, Apoá ou Apuá, Volta do Cipó/Paudalho; Goitá/Glória; Petribu/Goiana; Bom Jesus/Glória de Goitá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Cavalcante de Albuquerque - Capitão-mor e Tenente Coronel. Filho do Cap. Leandro Bezerra Cavalcante e de Joanna de Sá. Casado com sua prima Ignez Lins de Albuquerque. Em 1801, participou de uma conspiração (chamada de Suassuna em referência ao seu engenho) visando conseguir proteção de Napoleão Bonaparte,  para a formação de uma república no Brasil, princípios da Revolução de 1817. Foi acusado, juntamente com seus irmãos Luís e José Francisco de Paula e presos até 1821; mas inocentados por falta de provas. Mas o fracasso da conspiração trouxe conseqüências imediatas, como o fechamento do Areópago de Itambé, 1802, que, no entanto, ressurgiu em seguida com o nome de Academia dos Suassunas, cuja sede era o próprio Engenho. Apesar das repressões, o espírito de contestação difundido pelas sociedades secretas e pelo Seminário de Olinda não se desfez, ao contrário, ganhou novos adeptos. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3143. Proprietário dos engenhos: Coqueiro/Rio Formoso, Novo, Apuá e Terra Vermelha/Paudalho; Petribú/ Goiana, Suassuna/Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ignez Cavalcanti de Albuquerque – Herdeira de seu marido Christovão de Holanda, falecido em 1903
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcante de Albuquerque - Capitão. Casado com Luisa Cavalcanti de Souza Leão. Em 1710, foi nomeado Capitão Mor da freguesia de Santo  Antonio de Tracunhaém, onde se estabeleceu com a família. Durante a Guerra dos Mascates, marchou para o Recife e fez cerco aos fortes do Brum e das Cinco Pontas, em defesa do governador. Seus descendentes tornaram-se senhores dos engenhos: Volta do Cipó, Terra Vermelha, Goitá e Petribú, entre outros. Em 1812, o neto do Capitão Mor João Cavalcanti, Capitão Francisco Cavalcanti de Albuquerque, foi contemplado com uma sesmaria na Ribeira de Paudalho, onde já estavam inseridos os engenhos: Apuá, Eixo, Petribú e Novo. Proprietário dos engenhos: Goitá/Glória de Goitá, Mocotó/Vitória de Santo Antão; Paraná/Escada, Petribu/Goiana, Terra Vermelha/Lagoa do Carro, Novo. Apoá ou Apuá/Paudalho; Pauparaná, Uruguaiana/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcanti de Petribu - Casado com  Josefa Pessoa Guerra, filha de João Antônio Pessoa Guerra e  Joaquina Gaião Pessoa Guerra.. Herdeira do Coronel João Cavalcanti de Petribú: a viúva Josefa Pessoa Guerra Cavalcanti de Petribú, junto aos seus 07 filhos maiores e oito menores. e os engenhos:, entre outros. Em 1950, a Sociedade por Quotas de Responsabilidade Ltda foi transformada em S/A, sendo Josefa Pessoa Guerra Cavalcanti de Petribú sócia majoritária, com 50%  do capital. Já com a saúde debilitada, faleceu dois anos depois, em 1953. Proprietário dos engenhos: Bom Jesus/Glória de Goitá; Cotunguba, Novo, Bonito/Nazaré da Mata; Santa Cruz/São Lourenço da Mata; Timbó, Itaenga ou Itanhenga, Sítio, Fortaleza/Paudalho; Petribu (depois Usina)/ Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcanti Maurício Wanderley (Albuquerque Wanderley) - Barão de Tracunhaém, (Dec. 22.02.1873). Nasceu em 1819/Sítio do Saco/Engenho Goitá e faleceu em 1891/Engenho Cavalcanti/Nazaré. Filho de Manuel Cavalcanti de Albuquerque e de Ana da Silveira Cavalcanti. Casado, 1853/engenho Conceição, em 1ª núpcias com Paula da Silveira Cavalcanti Marinho (filha do Tenente-Coronel Manuel Felisberto Marinho Falcão e de Ana da Silveira Cavalcanti, ambos primos legítimos do Barão), nascida em 1837 e falecida em 1856/engenho Conceição. Pais de Manuel Cavalcanti Maurício Wanderley. Casado em 2ª núpcias, 1864/Engenho Cocal com sua prima Ana Francisca de Paula de Amorim Salgado, nascida em1837 e falecida em 1866/Engenho Goitá, não houve Baronesa de Tracunhaém, filha de Paulo de Amorim Salgado e de Francisca de Paula Wanderley. Viúvo pela segunda vez, aos 46 anos, e com apenas dois filhos, um de cada matrimônio, confessa no seu testamento que "durante sua viuvez, por fragilidade humana, teve de J... M... dos R..., mulher solteira, os filhos seguintes: A Cavalcanti Maurício Wanderley, A.... Cavalcanti Mauricio Wanderley, P.... Cavalcanti Maurício Wanderley e S... Cavalcanti Maurício Wanderley, os quais reconhecia por seus filhos legítimos, visto não haver entre êle e a mesma J... M... dos R... impedimento algum, e queria que gozassem das honras e privilégios de legitimidade e queria que sucedam como legítimos”,... "e no caso de se oporem a isto as leis de seu país, os constituía legatários de sua terça, a qual neste caso será repartida entre êles quatro, em partes iguais e livres de qualquer ônus". Da família do dono dêste livro de assentamentos, lemos apenas referências a dois irmãos, José e Cristovão, e aos sobrinhos Manuel, Cristovão e Ana, na enumeração das partes da herança do engenho Cordeiro. Reside no engenho Conceição até 1864, quando se muda para o Engenho Cordeiro. Proprietário dos engenhos: Pombal/Vicência; Cavalcanti, Cordeiro/Nazaré da Mata; Petribú/Paudalho, Taquara /Goiana; Terra Vermelha/Lagoa do Carro
Proprietário/Morador/Rendeiro: José de Holanda Cavalcanti de Albuquerque - Falecido em 1878. Herdeiro de Lourenço Cavalcanti de Albuquerque. Por preferir a vida na cidade, arrendou parte do Engenho Petribu ao seu Irmão Christovão de Holanda. Sua parte do Engenho, então avaliada em 25:000$000, foi dividida entre seus três filhos: Francisco, José e Carlos Cavalcanti de Albuquerque, moradores do Rio Grande do Sul. Proprietário dos engenhos: Petribú/Goiana; Terra Vermelha e Volta do Cipó/ Paudalho; Goitá/ Glória de Goitá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Lourenço Cavalcanti de Albuquerque - Capitão. Casado com Mariana Uchoa Cavalcanti de Albuquerque. Em 12/09/1812 o neto do Capitão Mor João Cavalcanti, Capitão Francisco Cavalcanti de Albuquerque, foi contemplado com uma sesmaria na Ribeira de Paudalho, onde já estavam inseridos os Engenhos Apuá, Eixo, Petribú e Novo. Promoveu a restauração do Engenho Petribú, onde passou a residir até o seu falecimento, em 1867. Avô de oão Cavalcanti de Albuquerque Petribú. Proprietário dos engenhos: Goitá/Glória de Goitá; Ipatinga, Petribú, Goiana; Novo, Terra Vermelha e Volta do Cipó /Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Casado Lima Nascimento - Nascido em Serinhaem.  Sargento-mor do Fortim da Coroa Grande/Serinhaem. Neto do Capitão Mor João Cavalcanti. Em 1812, foi contemplado com uma sesmaria na Ribeira de Paudalho, onde já estavam inseridos os engenhos: Apuá, Eixo, Petribú e Novo. 1867 – Seu filho, o Coronel Lourenço Cavalcanti de Albuquerque, promoveu a restauração do Engenho Petribú, onde passou a residir até o seu falecimento, em 1867. Dono e fundador do engenho Novo Cucaú/Serinhaem e de uma sesmaria na Freg. de S. José de Bezerros. Proprietário dos engenhos: Apuá, Eixo, Petribú e Novo/ Paudalho; Cocaupe depois Cucau ou Cucahú/Serinhaem

99.      Engenho Piabas de Baixo/Rio Formoso
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ana Lopes da Fonseca Lima
Proprietário/Morador/Rendeiro: Aquilino Antônio de Moraes – Major. Proprietário dos engenhos: Piabas de Baixo e São João/Rio Formoso

100.    Engenho Piabas/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Franco – Capitão. Nascido em 1751/Sirinhaem e falecido em 1816/Recife. Casado com Anna Francisca Accioly Lins Wanderley, batizada em 1761/Sirinhaém

101.    Engenho Piarapama/Vitória de Santo  Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jaime Beltrão - Integrante da 3ª geração de uma família dedicada à atividade sucroalcooleira. Proprietário da Destilaria JB/Vitória de Santo Antão. Em 1982, a Usina Bulhões foi vendida à Agropecuária Jaime Beltrão. Em 1990, o grupo se dividiu e a usina passou a pertencer a Roberto Lacerda Beltrão, filho de Jaime Beltrão. O industrial Jaime Beltrão, que tem a base de seus negócios em Vitória de Santo  Antão, disse para os integrantes do Conselho Estadual de Cultura que pretende recuperar a casa grande do Engenho Piarapama, em ruínas e situado em terras arrendadas à família de João Cleofas de Oliveira. Jaime Beltrão, que tem refinaria no Engenho de sua propriedade em Vitória de Santo Antão, revelou que iria restaurar aquele imóvel, que depois poderia ser entregue a uma entidade cultural ou ao próprio Conselho Estadual de Cultura.

102.    Engenho Pichão/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Siqueira Paes Lyra – Capitão. Rendeiro dos engenhos: Colégio/Limoeiro e Pichão/São Lourenço da Mata. Rendeiro

103.    Engenho Piedade/Igarassu – Capela sob invocação a Nossa Senhora da Conceição
Proprietário/Morador/Rendeiro: Epaminondas Vieira da Cunha - Barão de Itapissuma (Dec. de 8/03/1880). Nasceu em 1829 e faleceu em1910/Engenho Araripe de Baixo. Filho de João e de Maria das Neves Vieira da Cunha. Casou-se com sua prima Teresa de Morais Vieira da Cunha, nascida em 1826 e falecida em 1910/Engenho Araripe de Baixo. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-1561. Proprietário dos engenhos: Arariba de Baixo/Cabo de Santo Agostinho e Piedade/ Igarassu
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ignês Cândida da Silveira Uchôa - CURIOSIDADE: Diario na História. Há 150 anos. Segunda-feira, 22 de agosto de 1853. Escravos Fugidos – Desapareceu, sábado 13 do corrente, uma escrava, cabra, de 25 anos de idade, alta, cara redonda, beiços arrebitados, pés secos e pequenos, fala descansada, inclina a cabeça para um lado quando anda, levou vestido de chita desbotado e pano da Costa; esta escrava nasceu no engenho Piedade, do norte, em poder da senhora D. Ignês Cândida da Silveira Uchôa, a qual senhora a vendeu, há pouco tempo, em casa do Souza, corretor de escravos, morador ao pé do quartel de polícia, onde foi comprada pelo abaixo assinado, há poucos dias: quem a capturar, ou dela der notícias certas, será bem recompensado: na destilação do Franca, na praia de Santa. Capela sob invocação a Nossa Senhora da Conceição
Proprietário/Morador/Rendeiro: Vicente de Albuquerque

104.    Engenho Pilões/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Enéas de Carvalho Soares Brandão - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-1098. Proprietário dos engenhos: Progresso/Gameleira; Águas Claras/Gameleira; Taquara/Escada; Pilões/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Enedino Alves da Silva

105.    Engenho Pimentas/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Christiano de Sá Albuquerque Falcão - Nasceu em 1865/Cabo de Santo Agostinho e faleceu em 1949. Casado com Euthalia Lima Cascão, em 1900, filha de Pedro Gonçalves Pereira Cascão e Amélia de Moura Mattos Lima, nascida em 1880/Recife e faalecida em 1951. Proprietário dos engenhos: Pimentas/Cabo de Santo Agostinho e rendeiro do Massauassinho/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leopoldino G. de A. Pereira – Tenente. Rendeiro do engenho Pimentas

106.    Engenho Pimentel/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ignacio Joaquim de Souza Leão - Barão de Souza Leão. Nasceu em PE e faleceu em 1904/Recife. Filho de Antonio de Paula de Souza Leão e de Teresa Victoriana Bezerra da Silva Cavalcanti. Casou com Joaquina Pires Portella de Souza Leão, filha de Joaquim Machado Portella e de Joana Joaquina Pires Ferreira. Era irmão do Barão de Jaboatão dos Guararapes e da Viscondessa de Campo Alegre e pai da Baronesa de Soledade. Formado em direito pela Faculdade do Recife; Inspetor da Alfândega; Vice-Presidente (03 vezes) da Província de PE; Presidente da Província em 1866, 1888 e 1889; Deputado Provincial e Geral; Vice-Presidente da Câmara Municipal do Recife; Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial; e Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa.
Ocupado pelos sem terras em 1998. Levantamento realizado em assentamentos oficiais na área da bacia do Pirapama (nos municípios do Cabo de Santo Agostinhode Santo  Agostinho e em Moreno) constatou que a área média desses assentamentos era de 502,55 ha, com lotes que variavam de 2,97 ha a 37,85 ha. Os assentamentos pesquisados foram os engenho Arariba de Baixo (1995), Arariba da Pedra (1996), Potosi (1993), Pimentel (1997), Paris (1973), Tapugi de Cima (1973), Tapugi de Baixo (1973), Bom Tom (1976), e Furna (1973).

107.    Engenho Pindoba de Baixo/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro da Cunha Pedrosa - Dr
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco de Moraes Vasconcelos - Coronel. Casado com Maria de Almeida Azeredo Coutinho. Último proprietário do Engenho Pindoba Velha/Timbauba.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Seabra de Andrade Lima - Casado com Joana de Almeida Azeredo Coutinho. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-3021. Proprietário dos engenhos: Acerto/Vicência e Pindoba Velha/Paudalho.

108.    Engenho Pindoba/Ipojuca  - Segundo documentação holandesa “... situado 2 milhas de Ipojuca, pertencente aos órfãos de Gaspar da Fonseca, dos quais o filho mais velho se encontra em Pernambuco e as filhas num convento em Portugal. Tinha uma moenda de água e outra de bois, um belo açude e cerca de ½  milha de terra, e várzea tão bem plantada que anualmente o Engenho podia fornecer 3.000 a 4.000 arrobas de açúcar; pagava a recognição de 50 arrobas de açúcar branco e 30 arrobas de açúcar mascavado encaixados. De uma barraca, situada em torno desse Engenho, foram conduzidas para a Companhia 17 caixas de açúcar branco e mascavado.” A capela do engenho sob a invocação a São Tomé, encontra-se na lista de bens culturais e naturais da mata norte de Pernambuco. É do tipo de capela que se distingue pelo aparecimento da sacristia, sempre ao lado da capela-mor e do coro; com dimensões que variam muito, mas é constante a relação de superioridade do volume da nave em relação ao da capela-mor; a composição básica dos vãos da fachada é o triângulo formado pela única porta central e as duas janelas do coro. Os elementos decorativos da fachada limitam-se ao frontão, cuja cornija se encurva de várias maneiras
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco José da Paz CURIOSIDADE: Foi batizado pelo Cônego Luiz José de Oliveira Diniz, Vigario-Interino, Geraldo e Manuel , ingênuo, filho natural de Theodora, escrava de Francisco José da Paz, morador no engenho Pindoba desta Freguesia, batizado solenemente na capela do mesmo engenho, aos 21/08/1884( Folha 64). Livro de Assentos de Baptisados dos filhos de mulher escrava vasados da dacta da lei dse 28 de setembro ds 1871. Anno 1881, n.º 2.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gaspar da Fonseca Carneiro – Durante a invasão holandesa o engenho Pindoba ficou sob a administração do filho mais velho, suas filhas moravam em Portugal
Proprietário/Morador/Rendeiro: Geraldo de Morais Cavalcanti - Proprietário dos engenhos: Pindoba e Três Pocinhos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Mathias de Senna e Silva – Rendeiro do engenho Pindoba

109.    Engenho Pindobal/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Callado – Co-proprietário

110.    Engenho Pindobal/Paudalho -  Segundo documentação holandesa o engenho era movido a bois
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Camelo Pessoa - Capitão. Filho do segundo casamento do Pedro Coelho Pinto com Inês Pessoa, filha de Antônio da Silva Pereira e de Ana Bezerra Pessoa
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Vidal Aranha Montenegro - Coronel. Participou da Guerra do Paraguai. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-3136. Proprietário dos engenhos: Aguiar, Arara, Desterro e Pindobinha/Paudalho; Taquara/Goiana;
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Lino Marques Bacalháo
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro Clemente Pessoa de Mello - Proprietário dos engenhos: Pindobal e Várzea Grande/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pedro da Cunha  - Presente no tempo dos holandeses. Foi preso no Arraial de Bom Jesus. Proprietário dos engenhos: Várzea, Pindobal/Paudalho e Taperosu/Sirinhaém

111.    Engenho Pindobinha/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulo Fernando de Morais Cavalcanti - Proprietário em 1977. Proprietário dos engenhos: Araruna, Trás os Montes, Cana Brava, e Pindobinha/Paudalho

112.    Engenho Pinto/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia Agrícola e Mercantil de Pernambuco - Proprietária dos engenhos: Anjo; Cachoeira Nova, Burarema, Sibiró do Cavalcanti/Sirinhaém; Dois Rios, Jaciru/Goiana; Assunção; Cachoeira; Canadá, Castor,  Ganganelli, Pinto/Gameleira; Lobo/Sirinhaém; Ribeirão/Escada; Dois Rios/Goiana; Jacaré, Jacé, Novo/Goiana; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho

113.    Engenho Pintos/Moreno – Conforme uma escritura de compra e venda de 1689, trasladada da demarcação do engenho Pintos, efetuada em 1844 (Tabelião Valois, do Jaboatão dos Guararapes), o procurador da Condessa de Penaguião vendeu Morenos, a João de Barros Rego, Capitão-Mor de Olinda
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Barros Rego - Militar. Capitão mor de Olinda e proprietário de terras de Jaboatão dos Guararapes à Tapera. Nasceu em Olinda, Século XVII. Filho de Mathias Vidal de Negreiros e de sua mulher Maria de Freitas. Vereador em Olinda (1668); Juiz Ordinário (1691); Provedor da Fazenda Real (1710). Durante a Guerra dos Mascates participou das batalhas e acabou preso em maio de 1712. Foi um dos chefes do partido da nobreza em 1710-1711. Morreu na prisão (Fortaleza do Brum/Recife), em 1712.  Casado com Maria Magdalena da Silva, filha de João Martins da Costa e Maria José Bezerra. Proprietário dos engenhos: Capim-Assu/Rio Formoso; Estiva/Amaraji; Camarão/Água Preta; Quilombo, Buscau ou Buscahú, Jaboatão, Pereiras/Jaboatão dos Guararapes;  Xixaim, Pintos/Moreno; Sapucaia/Sirinhaém; e Viagens.
Ocupado pelos sem terras em 14/01/97e em 20/06/97

114.    Engenho Piragibe ou Piragybe/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Barbosa Maciel - Proprietário dos engenhos: Pastinho, Pasto Grande e Piragibe ou Piragybe/Água Preta.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terras. Decreto nº 81.331, de 9 de fevereiro de 1978. Declara de interesse social, para fins de desapropriação, imóveis rurais situados no Município de Água Preta. Art. 1º - engenho Piragibi, medindo 491,0000 há... 4.459,0000ha ..., todos de propriedade da Usina Catende S/A -  Água Preta.... Ernesto Geisel

115.    Engenho Pirajá/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Sérgio Corrêa de Almeida Marroquim - Filho de Herculano Antônio José Marroquim e Francisca Correia de Almeida. Proprietário do engenho Pirajá/Água Preta e rendeiro do Zabelê/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco de Melo Cavalcanti - Nasceu em 1910/ Macaparana e faleceu em 1955. Filho de Joaquim Francisco de Melo Cavalcanti e Teresa de Jesus Tavares, tiveram 10 filhos. Casado em 1ª núpcias com Creuza Arcoverde de Freitas Cavalcanti, filha de Teófilo José de Freitas e Carlota Arcoverde de Freitas; e em 2ª com Ana Arruda Cavalcanti, com quem teve um filho. Ex-prefeito de Macaparana, em 1947, Deputado Estadual constituinte, Governador de Pernambuco, na condição de Presidente da Assembléia Legislativa de Pernambuco. Pais de Joaquim Francisco de Freitas Cavalcanti – advogado e político pernambucano. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2498 (Maria da Conceição Alves da Silva ).
Proprietário/Morador/Rendeiro: Maria da Conceição Alves da Silva - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2496; 2498; e 4423
Ocupado pelos sem terras em 1999 ligados a FETAPE

116.    Engenho Pirajú ou Pirajuhi/Água Preta - Engenho sob a invocação de N. S. de Nazaré.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Domingos Velho Freire - Ficou do lado dos holandeses
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim José de Arola - Pai de Maria de Arola casada com Antônio Sérgio Correia de Almeida Marroquim

117.    Engenho Pirangi/Palmares – Muitos proprietários de engenhos receberam concessões para a implantação de engenhos centrais, como o do engenho Guerra, o Pirangi, o Cucau e o Salgado; mas nem todos chegaram a funcionar e muitos estiveram sob a responsabilidade da firma The Central Sugar Factories of Brazil. A capela do engenho Pirangy ou Pirangi é dedicada a Sant'Anna
Proprietário/Morador/Rendeiro: Estevão Paes BarretoCapitão-mor. Fundou o engenho na sesmaria recebida do governador Aires de Sousa Castro, situadas junto à barra do rio Pirangi, que deságua no rio Una. Pirangi é um vocábulo de origem tupi, que quer dizer: água, rio vermelho.Foi dessa sesmaria que vieram as primeiras fábricas de açúcar do município de Palmares, uma das quais, o Engenho Pirangi, que fica ao sul da cidade, junto à foz do rio do mesmo nome; e descendo, em terras originárias de outras concessões marginando assim o rio Una.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Bezerra Maciel
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel da Fonseca Galvão – Capitão. Casado com Anna Thereza de Jesus.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Antônio Cabral de Mello (Azedo) - Capitão. Comendador. Nascido em 1824/Serra Verde/Pb e falecendo em 1899/Recife. Casado em 1ª núpcias com Maria da Conceição de Mendonça, natural da Paraíba; e em 2ª, em 1849, com Ângela Felícia Lins de Albuquerque, nascida em 1829/Paraíba, falecendo em 1922/Recife, filha do Major Diogo Soares de Albuquerque e de Cândida Esméria Lins de Albuquerque. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-2478 e 2477. Proprietário do engenho Taboca/São Lourenço da Mata; Cassuá ou Caçua/Escada; Jaguaribe, Pirangy/Escada; entre outros, na Paraíba e em Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Barros e Silva – Barão de Pirangy (Dec. de 18 de outubro de 1873). Residia em seu engenho Firmeza/Escada, onde era muito conhecido por Barão de Firmeza. Falecido em Garanhuns e sepultado em Escada. Casado com Anna Velloso da Silveira (de Barros e Silva), filha de José Velloso da Silveira  e de Maria Velloso da Silveira. O casal teve três filhos. Proprietário dos engenhos: de Canto Escuro, Maracujá, Pirangy, Firmeza, Cassuá, Vilhetas e Jaguaribe (todos na Freguesia de Escada).
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terras Engenho desapropriado. Decreto Nº 81.331, de 9 de Fevereiro de 1978.

118.    Engenho Pirapama/Cabo de Santo Agostinho – Engenho movido a água; sob a invocação a N. Senhora das Mercês. Fica ao norte e a cinco km de N. Senhora do Ó. Em suas terras, 1817, foi um dos pontos de concentração das tropas do Governo Pernambucano, contra os revoltosos, durante a Revolução Pernambucana, por ocasião da visita de Dom Pedro II à Província de Pernambuco, 1859. Cachoeira e Pedra do engenho Maranhão, com afloramentos rochosos que compõem o lugar são de beleza peculiar e dão origem a inúmeras piscimas. As duchas e os escorregos são mais recomendados aos aventureiros, mas é preciso ter cuidado, pois alguns espaços são perigosos. Existe no engenho uma chaminé de vulcão extinto com o nome de “Neck Vulcânico”, que fica no percurso das terras da Usina Ipojuca. O “Neck” tem cerca de 20 m de altura. Capela Nossa Senhora da Penha.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Paes Velho Barreto - Nascido em 1544/PT e falecido em 1617. Filho de Antonio Velho Barreto teve muitos irmãos: Estevão, Cristóvão, Miguel, Diogo, Antonio, Filipe e Catarina. Em 1560, já era o Morgado de Nossa Senhora da Madre de Deus do Cabo Santo Agostinho, vinculando o Engenho Madre de Deus, depois engenho Velho. Casado com Inês Tavares Guardez, filha de Francisco de Carvalho de Andrade, senhores do engenho São Paulo, na Várzea do Capibaribe, que ao casar levou como dote 10 engenhos: Madre Deus ou Velho, Guarapu, Algodoais, Trapiche, Guerra, Ilha, Santo Estevam e Jurissaca; este último vinculou-o a Catarina Barreto, sua filha. Deve ter chegado ao Brasil em 1557. Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo. Prestou serviços durante a colonização da PB e RN. Fundou o 1º engenho do Cabo Santo Agostinho, em 1580. Foi um dos heróis da defesa do forte real do Bom Jesus - Arraial Velho; em 1635, caiu prisioneiro dos holandeses. Forçado a abandonar a sua casa e as suas 12 propriedades agrícolas, conseguindo retirar 350 e  muito gado. Fugiu, em 1635, com Matias de Albuquerque, com os seus irmãos Estevão, Cristóvão, Miguel, Diogo, Antônio. Filipe e Catarina Barreto, viúva de Luís de Sousa, os quais também abandonaram as suas casas e fazendas. Em 1637 foram os seus bens, confiscados pelos holandeses; um engenho foi vendido a Julião Paes de Altero e os engenhos: Velho e Guerra por 70.000 florins, quantia elevadíssima nessa época, o que demonstra o valor de tais propriedades. Naquele mesmo ano acompanhou Paes Barreto o exército em sua retirada para a Bahia, mas chegando à cidade de S. Cristóvão, capital de Sergipe, embarcou para a Europa em comissão oficial. Por seu falecimento o seu primogênito Francisco Paes Barreto  tornou-se o Morgado do Cabo. Proprietário dos engenhos: Algodoais, Garapu, Guerra, Jurissaca, Novo, Pirapama, São Braz Coimbero, Santo Estevão, Utinga, Trapiche ou Nossa Senhora. da Conceição/Cabo Santo Agostinho; Jacaré/Goiana; Santa Lúcia, Velho ou Santo  Antônio dos Montes/Ipojuca; Santo André/Muribeca- Jaboatão dos Guararapes e o Antônio da Várzea, depois Eenkalchoven ou Várzea do Capibaribe/Recife. CURIOSIDADE: Refere Borges da Fonseca que, anos depois, exerceu o cargo de Comissário Geral da Cavalaria do nosso exército, "posto exercido também em Madrid, quando foi mandado pelo Conde de Bagnuolo à dita corte no ano de 1637, representando  el-rei D.Filipe, que era o 3º de Portugal ". Enquanto não voltou à pátria, refere Loreto Couto: Paes Barreto serviu em Flandres, onde em várias ocasiões deu mostras de seu valor e esforço. As suas terras terminaram depois doadas ao filho dele, Cristóvão Paes Barreto.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Felipe Paes Barreto - Soldado da tropa de primeira linha da capitania de Pernambuco; Sargento-Mor das Ordenanças do Cabo; Capitão; Cavaleiro da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, com 12 mil réis anuais de pensão efetiva. Freire, membro de pleno direito da instituição religiosa e militar fundada em 1315 por el-rei d. Diniz ao nacionalizar os bens que possuía em Portugal à Ordem dos Templários. Felipe Pais Barreto ordenou, portanto, a seu procurador em Lisboa, que requeresse a abertura das provanças, que, consoante a praxe, deveriam ser realizadas no lugar de nascimento de seus pais e avós, todos naturais da capitania. Filho do 4º Morgado do Cabo, o capitão-mor Estêvão Pais Barreto, e de Maria de Albuquerque. Casado com uma prima, Margarida Barreto de Albuquerque, filha única do sargento-mor Antônio Pais Barreto, Proprietário dos engenhos: Garapu e do Petimbu, levado de dote o engenho Garapu como dote. É provável que Felipe Pais Barreto tenha herdado do pai, o engenho Pirapama/Cabo. Havendo Estevão sucedido no morgadio, porque seu irmão que falecera sem descendência, entrara na administração dos Engenhos: Velho e da Guerra, transmitindo a Felipe, seu filho segundo, o Pirapama, de vez que o primogênito, João Pais Barreto, passara a ser o herdeiro presuntivo do vínculo. A favor dessa hipótese há o fato de um genro de Felipe encontrar-se à frente do Pirapama em meados do século XVIII. Segundo Afonso de Albuquerque Melo, a Estevão teriam pertencido nada menos de sete Engenhos. Felipe foi designado pela tia, Brites Barreto de Albuquerque, viúva de João de Souza, administrador do Engenho São Francisco ou dos Algodoais (Cabo), que, com outros bens do casal havia sido legado ao hospital do Paraíso/Recife, administração que além de proporcionar a Felipe uma pensão anual que podia transmitir aos herdeiros. Senhor do Engenho Santo  Antônio, escrevia para Lisboa lembrando a sua majestade a conveniência de ser criada uma vila, dada a importância da povoação de Santo  Antônio do Cabo Santo  Agostinho.  Proprietário de sete engenhos: Garapu, Velho, Guerra, Pirapama, Santo Antônio, Algodoais e São Francisco/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cristóvão Lins - Cristão novo - “O gentil–homem”, casado com Adriana Wanderley. Filho de Critóvão Lins do 1ª Cristóvão Lins, na verdade Christoph Linz von Dorndorf, bastardo dos Linz von Dorndorf o moço), e de sua mulher e prima Brites de Barros Pimentel. Proprietário dos engenhos: Santo Antonio Pirapama/Cabo de Santo Agostinho; Escorial, Buenos Aires e Maranhão/Calvo/Alagoas.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cristóvão Paes Barreto – Capitão-mor do Cabo de Santo Agostinho. Fidalgo Cavaleiro da Ordem de Cristo. Nascido no Cabo de Santo Agostinho. Filho de João Paes Velho Barreto e Inez Tavares Guardez. Casado com Margarida de Melo (09 filhos), filha de João Gomes de Mello e Anna de Hollanda. Proprietário dos engenhos: Algodoais, Garapu, Guerra, Jurissaca, Novo, Pirapama, São Braz Coimbero, Santo Estevão, Utinga, Trapiche/Cabo de Santo Agostinho; Jacaré/Goiana; Santa Luzia, Velho ou Santo Antônio dos Montes/Ipojuca; Santo André/Muribeca e o Santo Antonio/Recife. CURIOSIDADE: Mulheres nobres procuraram acolhimento no recolhimento de Olinda, como Maria da Trindade, Ana de Mello Barreto, naturais do Cabo de Santo Agostinho, filhas de Cristóvão Paes Barreto e Margarida de Mello, consideradas como virtuosas e dedicadas em exercícios espirituais e na aplicação de seus cabedais para a abastança da casa. Viveram recolhidas até a morte de ambas, que ocorreu em 1626.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Diogo Dias Brandão - O status de senhor-de-engenho veio a encantar até aos holandeses recém-chegados, pois "o açúcar prometia fortunas". Assim sendo, logo após a rendição do Arraial do Bom Jesus (1635), vemos nomes ilustres do governo holandês e de judeus ricos na listas dos senhores-de-engenho: Jacob Stachouwer, Balthazar Wijntges, Servaas Carpentier, Willem Schott, Hendrik Schilt, todos eles conselheiros políticos; comandantes militares, como Sigismund von Schkoppe e Joris Garstman; comissário Willem Doncker; fiscal Nicolaas de Ridder; senhores Elbert Crispijns, Jacques Hack, Jan van Ool, Hans Willem Louissen; e alguns judeus Mozes Navarro, Eduard Saraiva, Vicente Rodrigues Vila Real e Diogo Dias Brandão. Proprietário de dois Engenhos: Pirapama/Ipojuca e Novo/Cabo de Santo Agostinho. Diogo Dias Brandão comprou o engenho Pirapama/Cabo de Santo Agostinho aos holandeses, depois de confiscado de João Paes de Castro. Segundo documentos holandeses o engenho estava sob a invocação de Santa Apolônia; localizava-se a uma milha mais ao sul do engenho São João, tinha uma milha de terra; moía com água e tinha um bom açude. Podia anualmente fornecer 5.000 arrobas de açúcar e pagava como recognição 3 e ½ por cento. Havia uma casa de purgar e uma casa das caldeiras, cercadas com um muro de alvenaria. Proprietário de dois engenhos: Pirapama/Ipojuca e Novo/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Marinho Falcão - Proprietário dos engenhos: Jurissaca e Pirapama/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Rufino Bezerra Cavalcanti - Nascido em 1865/Vitória de Santo Antão e falecido em 1922/Recife. Casado com Hercília Pereira de Araújo (11 filhos). Advogado, Deputado Estadual e Federal, Senador, Ministro da Agricultura e Governador (1919/1922), maior acionista da Companhia Geral de Melhoramentos de Pernambuco, empresa que além de produzir açúcar e álcool na Usina Cucau, construiu uma estrada de ferro ligando a usina ao município de Barreiros.  Rendeiro do engenho Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição, Novo, Barbalho, Pirapama, São João, Malinote, Malakof, Mataparipe, São Pedro e 1/3 do Santo Inácio/Cabo Santo Agostinho; Serra/Vitória de Santo Antão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leopoldo Augusto Cezar de Gusmão - Major. Proprietário dos engenhos: Pavão/ Cabo de Santo Agostinho e Pirapama/ Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Paulus Vermeulen - Proprietário dos engenhos: Maciape, Pirapama/Ipojuca, co-proprietário dos engenhos de Manuel Coresma Carneiro (sócio Daniel de Haen)

119.    Engenho Pirapama/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Augusto Teixeira de Oliveira - Casado com Maria Florentina Teixeira de Oliveira. Pais de João Cleofas de Oliveira, político pernambucano
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cleophas de Lemos Vasconcellos – Major

120.    Engenho Pirauá/Palmares 
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras em 17/04/2000, ligados ao MST. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.002780/2005-70. Imóvel: engenho Monte Pio,..., Piraua,.../ Catende, Água Preta e Palmares. Área registrada (Ha): 7.315,9200. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

121.    Engenho Pirauhira ou Pirauíra/Paudalho– Localizado ao norte: com terras dos engenhos Noruega e Dois Braços;  ao sul: com terras dos Engenhos Alegria, Camaçarí e do Criméia (INCRA);  ao leste: com terras dos engenhos dois leões e Alegria e ao Oeste: terras dos engenhos Camaçari e Dois Braços. Área 790,60 ha
Proprietário /Morador/Rendeiro: José Francisco de Arruda Falcão - Casado com Ana Umbelina de  Arruda Falcão. Pais de Joaquim de Arruda Falcão. Com fotografias: Col. Francisco Rodrigues; FR-1856; FR-06058. Proprietário dos engenhos: Bela Vista/Paudalho e Pirauhira ou Pirauíra/Paudalho
Proprietário /Morador/Rendeiro: Joaquim de Arruda Falcão - Nascido em 1881 e falecido em 1950. Filho de José Francisco de Arruda Falcão e de Umbelina Barros Costa. Casado (1908) com Belmira de Albuquerque Lima. Político e empresário. Sócio de Abelardo Fernandes e Odilon de Souza Leão, A.F. Souza & Cia; compram a Usina Rio Uma/Rio Formoso. Proprietário do engenho Pirauíra ou Pirauhira/Escada e da usina Central Barreiros.
Ocupado pode sem terras. Extrato de laudo de avaliação Laudo/processo/INCRA/sr-03/pe/n° 54140.0001761/2003-64 imóvel: Engenho Pirauíra  município: Escada – PE.  Área registrada: 790,60, exploração predominante: agricultura (cana de açúcar) valor total do imóvel – vti: r$ 1.312.409,83 valor das benfeitorias – vb: r$ 386.522,36 valor da terra nua – vtn: r$ 925.887,47 os eventuais interessados em oferecer imóveis em condições semelhantes poderão formalizar suas ofertas no prazo de 05 (cinco) dias corridos, a contar da data de publicação deste extrato

122.    Engenho Pirava/Aliança – Casa grande, capela e moita, na lista de bens culturais e naturais da mata norte de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

123.    Engenho Pitaguaré/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Carlos de Albuquerque
Proprietário/Morador/Rendeiro: Milton Rabelo da Fonseca Lima - Nascido em 1923 e falecido em 2001. Formado em Agronomia em 1946. Casado com Rizete Lopes da Silva, nascida em 1932/Goiana. Filho de Luiz Cornélio da Fonseca Lima e de Ignácia Rabelo da Fonseca Lima. Proprietário dos engenhos: Itapirema de Cima/Itamaracá; Sagüim, Santo  Antônio, Jardim, Gurijó/Goiana; e rendeiros dos engenhos: Jacarapina, Pedreiras e Pitaguaré/Goiana.

124.    Engenho Pitangueiras/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque - Barão e Visconde com grandeza de Suassuna. Nasceu em 1793/Jaboatão dos Guararapes e faleceu em 1880/Recife, no seu palacete do Pombal. Filho do Capitão-Mór Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, Coronel Suassuna, e de Maria Rita de Albuquerque Mello. Irmão dos Viscondes de Camaragibe, Albuquerque e Barão de Muribeca. Sentou praça no exército em 1807, galgando todos os postos até o de Brigadeiro, se reformando em 1829. Presidiu a Província de PE em 1826, 1835 e 1838. Deputado à Assembléia Provincial em várias legislaturas, assim como à Geral na 1ª legislatura de 1826/1829; Senador, em 1839; Ministro da Guerra, no 1º Gabinete de 1840. Conselheiro de S. Majestade; Grande do Império; Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperia; Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro e Gentil-Homem da Imperial Câmara. Proprietário dos engenhos: Girento, Limoeiro, Mangueira, São Vicente e Sapucagy de Baixo e a Usina Limoeirinha/Escada; Pantorra/Cabo Santo Agostinho, Suassuna (antes Nossa Senhora da Assunção); Penedo de Baixo, Roncaria, Pitangueiras /São Lourenço da Mata; Poeta/Recife e Timbi/Camaragibe.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luis Francisco Corrêa de Araújo - Dr. Herdeiro do Senador Francisco de Paula Corrêa de Araújo, nascido em 1850 e falecido em 1907. Casado com Ana Amália Corrêa de Araújo, 09 filhos. Com a morte de seu pai, passou a administrar o engenho, junto a sua mãe Ana Amália (Vovó Marocas) até que cada herdeiro tivesse capacidade de gerir o quinhão respectivo, o que foi feito com muita seriedade e renúncia. Luis esperou que todos os seus irmãos se casassem, oportunidade em que recebiam o quinhão respectivo, para então vir a contrair suas próprias núpcias. Adquiriu o engenho de seu cunhado e primo Belmiro Correa de Araújo. Engenho transmitido por doação a Luiza e Aloysio Correa de Araújo. Proprietário dos engenhos: Cangaçá, Penedo de Cima, Roncaria, Pitangueiras/São Lourenço da Mata; Timbi/Camaragibe e Poeta/Recife.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião do Rego Barros Barreto

125.    Engenho Pitimbu/Cabo de S. Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antero Vieira Cunha - Tenente Coronel e Barão de Araripe (Dec. 20/03/1875), "atendendo ao relevante serviço que prestou à Colônia Orfanológica Isabel, em Pernambuco", como se lê no próprio texto do decreto da criação do título. Nasceu em 1837 e faleceu em 1905, filho de João Vieira da Cunha e de Maria das Neves Carneiro da Cunha. Casado com Antônia Morais Vieira da Cunha, falecida em 1890, Baronesa de Araripe.  Possuía um belíssimo sobrado na Rua Imperial/Recife. Nos autos de inventário da Baronesa, aparece a Condessa da Boa Vista como devedora da quantia de 5 contos de réis. Proprietário dos engenhos: Setubal, Serra, Pitimbu, Rosário, Novo/Cabo de Santo Agostinho, Venus, e Conceição Velha/Ipojuca; Jundiá Mirim/Escada; Caetés/Amaraji.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio de Paula Sousa Leão - Barão de Moreno, 1870. Alferes do Regimento de Cavalaria Ligeira de 2ª linha, em 1829; Juiz de Paz e Presidente da Câmara Municipal do Jaboatão dos Guararapes (Partido Liberal); Comendador da Rosa e da Imperial Ordem de Cristo; Dignitário da Imperial Ordem da Rosa. Nasceu em 1808/Engenho Tapera. Filho do Tenente-Coronel Felipe de Sousa Leão e de Cássia Pessoa de Melo. Assassinado o pai, em 1832, por um trabalhador, o Barão, o mais velho dos 14 órfãos, passou a cuidar da família. Só depois que encaminhou os irmãos, julgou-se habilitado a casar: 1ª núpcias com Maria Leopoldina de Souza Leão, em 1854, e em 2ª núpcias com Maria Amélia de Pinho Borges, a Baronesa de Morenos, filha do Barão de Pinho Borges, em 1864. Foi um dos cinco encarregados dos preparativos da recepção a S. S. M. M. I. I., em 1859, e incumbido da hospedagem em palácio (Recife). Por testamento do Barão, passou o Engenho Moreno ao segundo filho varão – Joaquim –, que tinha apenas onze anos. Por motivo de doença, Joaquim de Sousa Leão transferiu-o (1900) à sua mãe, pela módica soma de 200 contos. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 2544; 3664; 3643; 3644; 2540; 2541; 3667; 3665; 3668; 3669; 2543; 2546; e 1896.  Proprietário dos engenhos: Catende, antes Milagre da Conceição/Catende; Gurjaú de Baixo e de Cima,  Carnijó/Jaboatão dos Guararapes; Morenos, Brejo, Bom Dia, Xixaim, Viagens,Cumaru /Moreno e Brejo; Pitimbu e  Jurissaca/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Colombo Latino Vieira de Souza.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gerson Carneiro Leão - Presidente do Sindicato dos Plantadores de Cana-de-açúcar de Pernambuco. Em 2009 - presidente da CNA (Comissão Nacional da Cana-deaçúcar). Proprietário dos engenhos: Limoeiro Velho/Escada, Piutá/Ribeirão e Pitimbu/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Felipe de Souza Leão - Senador do Império. Nasceu em 1832 e faleceu em 1898. Casado em 1ª núpcias com Maria Anunciada Alves da Silva e em 2ª com Maria Luiza. Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues,  FR: 4828; 2578; 2574; 05209; 05207; 4817; 2123; 2705; 3661; 2575; 2579; 2581; 2582; e 4826. (Maria Carolina de Souza Leão, filha. Maria Luiza Figueiredo Souza Leão; João Felipe de Souza Leão; Izabel Augusta de Souza Leão; Miguel Felipe de Souza Leão – Bacharel, 1847; Figueiredo Souza Leão). Proprietário de 08 engenhos: Catende, antes Milagre da Conceição/Catende, Pitimbu/Cabo de Santo Agostinho, Carnijó/Jaboatão dos Guararapes; Moreno depois N. Sra. da Apresentação, Brejo, Viagens, Xixaim, Bom Dia, Tapera/Moreno.

126.    Engenho Pitoresco/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Gomes de Arruda

127.    Engenho Pitu-Assu/Goiana – As terras do engenho Pitú-Assú pertenceram ao Itapirema de Cima.  Hoje da Usina Sta. Tereza
Proprietário/Morador/Rendeiro: André Fernandes Velasques – Adquiriu uma sesmaria, em 1569, com duas mil braças de terra em quadra, nos termos do Regimento de sua Alteza, cujas terras ficavam atrás das de Heitor Mendes, que é através da Tapera de Tamatião-Moçu. Logo levantou um engenho que teve o nome de Itapirema. Das terras do engenho ltapirema de Cima, vêm os engenhos: Triunfante, Palmeira, e parte dos de nome Mauriti, Veneza, Itapicuru e Pitu-Assu, Itapirema do Meio e Itapirema de Baixo.. Proprietário dos engenhos: Triunfante, Palmeira, Mauriti, Veneza, Itapicuru, Pitu-Assu, Itapirema do Meio, de Baixo e de Cima.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Teófilo Paulino do Rego - Dr

128.    Engenho Piutá/Ribeirão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gerson Carneiro Leão - Presidente do Sindicato dos Plantadores de Cana-de-açúcar de Pernambuco. Em 2009 - presidente da CNA (Comissão Nacional da Cana-deaçúcar). Proprietário dos engenhos: Limoeiro Velho/Escada, Piutá/Ribeirão e Pitimbu/Cabo de Santo Agostinho.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Estreliana – Proprietária dos engenhos: Amaraji/Gameleira; Jundiá Mirim/Escada; Retiro, Massangana/Cabo de Santo Agostinho; Pereira Grande/Água Preta; Pinhô, Segrego/Gameleira; Piutá/Ribeirão; São Gregório Alegre II/(?)

129.    Engenho Planalto/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras em 2008, ligados ao MST. O engenho Planalto com área de 1800 hectares tem decreto de desapropriação desde 24 de setembro de 2004.

130.    Engenho Pocinho/Moreno – Casa grande  em estado regular de conservação, contém a inscrição do ano de 1905; sua fachada de base retangular com duas águas; a varanda, desativada, é estreitas e rodea os 3 lados da casa, o telhado de vários tijolos batidos com dimensões de 30x15cm, o piso é de tijoleira quadrada. Em ambos os lados da casa existem várias outras construções mais recentes. A capela foi construída em 1840, data contida em sua fachada, seguida pelo ano de 1900 ou 1920; dedicada a São Vicente Férrer, com frontão triangular e rodeado por pináculos, sua torre, ao lado do corpo da capela, encontra-se um sino de bronze com a seguinte inscrição em relevo: “1838 Joze”. Na igreja existem várias lápides; ncontra-se em bom estado de conservação. Atualmente o engenho Pocinho encontra-se desativado e é um santuário religioso Atualmente o Engenho encontra-se desativado, existindo apenas a Capela e a Casa grande . Em ambos os lados da Casa existem várias outras construções mais recentes. A capela data do ano de 1840, data esta contida em sua fachada seguida pelo ano de 1990 ou 1920; capela é dedicada a São Vicente Férrer. Seu frontão é triangular e rodeado por pináculos. A torre localiza-se ao lado do corpo da capela, nela encontra-se um sino de bronze com a seguinte inscrição em relevo: “1838 Joze”. Na igreja existem várias lápides com restos casa grande  contém a inscrição do ano de 1905. A fachada da base retangular com duas águas. Na varanda da casa, que se encontra desativada, existe uma pilha varandas estreitas rodeando 3 lados da casa e telhado de vários tijolos batidos com dimensões de 30X15cm. O piso da varanda é de tijoleira quadrada. A capela encontra-se em bom estado de conservação e a casa grande em estado regular.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Adolfo Moraes de Albuquerque Maranhão - Tenente Coronel. Prefeito de São Lourenço da Mata  de 1907/1908.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Pereira de Moraes Campello - Casado com Ana Maria Rosa Marques Bacalhau. Capitão das Ordenanças. Participou da Revolução Praieira Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues FR: 3445; 3439; 3442; 3441. (Lídia Evangelina Pereira de Moraes). Proprietário dos engenhos: Inhamã ou Inhaman/Igarassu; Cotunguba, Vazantes/Nazaré da Mata; Pocinhos/Jaboatão dos Guararapes. CURIOSIDADE: A Insurreição Praieira começou quando uma tropa foi tentar desarmar o coronel praieiro Manuel  Pereira de Moraes, Engenho Inhamam, em 11/1848. A raiz da Praieira foi uma disputa pelo poder local, principalmente pelos cargos na Polícia Civil, e secundariamente na Assembléia Provincial, nas Câmaras, na Justiça de Paz e Guarda Nacional. Essas articulações aparecem condensadas nas representações que os contemporâneos construíram sobre o momento em que viviam. Outro nome dado à Praieira foi Guerra do Moraes. Assim, teria ficado conhecido em1848, na tradição oral dos habitantes da Zona da Mata e ao norte do Recife, onde o principal líder rebelde foi Manuel  Pereira de Moraes, senhor de dois engenhos, que antes se envolvera na Confederação do Equador. CURIOSIDADE: Em 14 de novembro de 1801, fez um Requerimento (nº 15513) ao Príncipe Regente D. João, pedindo licença para usar pistolas para sua defesa. AHU_ACL_CU_015, Cx. 230, D. 15513. João Elisio Pereira de Moraes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Vicente de Araújo Pinheiro - Falecido em 1840/engenho Pocinhos/Jaboatão dos Guararapes.

131.    Engenho Poço Capibaribe/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Custódio de Oliveira Cavalcante - Proprietário dos engenhos: Monte Alegre e Poço Capibaribe/Goiana

132.    Engenho Poço Comprido/Nazaré da Mata – 2009: O Engenho Poço Comprido foi totalmente recuperado pelo Governo do Estado e tombado pelo IPHAN/PRÓ-MEMÓRIA, em 1962. Possui um belíssimo conjunto arquitetônico, formado pela casa grande, capela e senzala. Casarão do tipo nortenho, parecido com os do norte de Portugal, têm dois pavimentos sustentados por esteios de madeira ou colunas de tijolos; paredes em taipa de pau-a-pique, alvenaria de tijolos ou adobe; planta retangular; e coberta de telhas de barro. Posteriormente surgiu a inclusão de varandas, torres e escadas externas. A igreja, século 18, interligada à casa tem seu frontão barroco, sem torre sineira e com frontispício bastante singular, possui dois altares laterais e um altar-mor com teto em madeira, com afresco; fica ao lado da casa grande, formando um só corpo. Têm um importantíssimo significado para a história de Pernambuco e do Brasil. Serviu de abrigo para liberais comandados por frei Caneca, que em 1824 proclamaram a Confederação do Equador. A importância do Engenho deve-se ao fato de ser o único exemplar remanescente do século 18 no Estado e ter sediado a última reunião do Conselho do Governo da Confederação do Equador, em 1825, com a participação de Frei Caneca, um dos líderes da revolução. Além de ser o único que possui um pelourinho. O seu casarão abriga a exposição “Açúcar: Mostra do Engenho Poço Comprido”, onde painéis fotográficos retratam a época do açúcar e dos engenhos de Pernambuco. Na capela, ao lado da casa grande, estão os restos mortais dos antigos proprietários, todos membros da família Correia Gayão. Um dos ossuários está aberto, deixando à mostra os ossos do capitão Francisco Antônio Gayão, morto em 1860.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cristóvão das Mercês Gonçalves Guerra - Casado com Ana Francisca de Jesus, que obtiveram a Sesmaria de Poço Comprido, no vale do Sirigi
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Antônio Pessoa Guerra - Casado com Joaquina Gaião Pessoa. Tendo ficado órfão, pois os pais faleceram de cólera morbus, foi adotado por Cristóvão das Mercês Guerra. Daí provém o sobrenome Guerra. Herdeiro de Cristóvão das Mercês Gonçalves Guerra e de Ana Francisca de Jesus. Sua filha Helena Correia de Araújo casou com Paulo Cavalcanti Petribu. Proprietário dos engenhos: Penedo de Baixo/São Lourenço da Mata; Babilônia e Poço Comprido/Nazaré da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Pessoa Guerra - Prefeito de Recife (1928/1930). Proprietário dos engenhos: Limeira Grande/ Carpina e  Poço Comprido/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Antônio Carrero Gayão – Casado com (?) Joaquina Francisca Guerra Gayão. Com fotografia na Coleção Francisco Rodrigues, FR: 06298; 06300; 09507.

133.    Engenho Poço D’antas/Moreno
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião Pereira Bastos - E outros.
Ocupado pelos sem terras em 17/04 e 17/04/2000, ligados ao MST e em 25/7/2003, ligados a OLC.

134.    Engenho Poço da Cabra/Iati
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

135.    Engenho Poço da Cabra/Tamandaré
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras em 23/04 e 26/12/2000, ligados a FETAPE/CPT.

136.    Engenho Poço de Pedra/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim José Pereira Campos - Casado em 1ª (?) e em 2ª núpcias com Cândida Rosa Pereira Campos. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 1169 e 1168. (Francisca Pereira Campos com uma criança, Col. Francisco Rodrigues)

137.    Engenho Poço do Aleixo/Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Antonio Cabral de Melo - Casado com Carmem Carneiro Leão. Pais de João Cabral de Melo Neto. Proprietário dos engenhos: Poço do Aleixo, Pacoval e Dois Irmãos/ Vitória Santo Antão

138.    Engenho Poço Fundo/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião Francisco de Mello - E outros

139.    Engenho Poço Redondo/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Ignácio Pessoa de Mello - Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR: 3335; 3341; e 3339. (Serafim Pessoa de Mello; Maria Augusta Pessoa de Mello - filha de Manuel  Ignácio Pessoa de Mello). Proprietário dos engenhos: Gutiúba e Poço Redondo/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Xavier Carneiro Pessoa - Dr. Rendeiro do engenho Poço Sagrado.

140.    Engenho Poço Sagrado/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Bartolomeu de Almeida
Ocupado pelos sem terras em 1998

141.    Engenho Poço/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: José de Castro Paes Barreto - Dr.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cabral de Mello - Nasceu 1920/Recife. Filho de Luiz Antônio Cabral de Melo e de Carmem Carneiro Leão. Primo de Manuel Bandeira e de Gilberto Freyre.  Bacharel em 1877. Jogador do Santa Cruz Futebol Clube; trabalhou na Associação Comercial de Pernambuco e no Departamento de Estatística do Estado de Pernambuco. Fez o concurso, no Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), em 1943. Em 1945, ingressou  no Itamaraty. Casado com Stella Maria Barbosa de Oliveira, em 1946, cinco filhos;  em 1968 casou-se com a poetisa Marly de Oliveira. Durante sua carreira diplomática, de 1946/1990, exerceu cargos em consulados: Barcelona, Sevilha, Madri, Londres, Marselha, Genebra, Berna, Dacar, Mauritânia, Mali, Quito, Porto. em  1981, foi nomeado embaixador do Brasil em Honduras. Livros publicados: Pedra do sono; Morte e vida Severina;  Auto de Natal Pernambucano, 1954-1955; Considerações sobre o poeta dormindo (1941); Pedra do sono (1942); Os três mal-amados (1943); O engenheiro (1945); Psicologia da composição com a fábula de Anfion e Antiode (1947); Joan Miró (1950); O rio ou Relação da viagem que faz o Capibaribe de sua nascente à cidade do Recife (1954); Morte e vida Severina: auto de natal pernambucano, 1954-1955 (1956); Quaderna (1960); Dois parlamentos (1961); A educação pela pedra (1966); O Arquivo das Índias e o Brasil (1966); Museu de tudo (1975); A escola das facas, poesias, 1975-1980 (1980); Auto do frade (1984); Crime da Calle Relator (1987); Primeiros poemas (1990); Sevilha andando (1990). Prêmios:  Melhor Autor Vivo, no Festival de Nancy; Criadores de Cultura, da Pref. do Recife; Luis de Camões, concedido pelos governos de Portugal e do Brasil e considerado o mais importante prêmio para escritores de língua portuguesa; Pedro Nava; Casa das Américas, concedido pelo Estado de São Paulo; o Jabuti, pela Câmara Brasileira do Livro e o Neustadt International Prize for Literature, da Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos. Em 1968, é eleito para a vaga de Assis Chateaubriand na Academia Brasileira de Letras, tomando posse em 1969 e para a Academia Pernambucana de Letras, em 1990. Títulos honoríficos: Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco (1974); a comenda de Grande Oficial da Ordem do Mérito do Senegal (1976); a Grã-Cruz da Ordem Zila Mamede (1980); os títulos de Doutor Honoris Causa das Universidades Federal do Rio Grande do Norte (1982) e Federal de Pernambuco (1986). Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues, FR: 3746 e 2481; (Maria Rita Cabral de Mello; João Cabral de Mello e Henrique Marques de Hollanda Cavalcanti). Rendeiro do engenho Poço/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Romildo Brandão – Arrendatário do engenho Poço
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Vitória - Antiga Usina 13 de Maio
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Aliança
Ocupado pelos sem terras em 26/05/97.

142.    Engenho Poços//Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ignácio Pereira de Mello

143.    Engenho Poeta/Recife – O engenho Poeta/Recife era locallizado na margem direita do Rio Capibaribe, onde hoje está localizado o Caxangá Golf & Country Club, comprado a Genésio Guerra em 1945. Durante os séculos XIX e XX, teve vários proprietários: as famílias Amorim Rodrigues Campelo, Corrêa de Araújo, Heráclito do Rego, Cleofas de Oliveira e Até 1942, ainda funcionava como engenho de açúcar. No local da antiga moenda do Engenho Poeta, funciona hoje sede do Club.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Amorim, Rodrigues e Campelo – Família
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque - Barão e Visconde com grandeza de Suassuna. Nasceu em 1793/Jaboatão dos Guararapes e faleceu em 1880/Recife, no seu palacete do Pombal. Filho do Capitão-Mór Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, Coronel Suassuna, e de Maria Rita de Albuquerque Mello. Irmão dos Viscondes de Camaragibe, Albuquerque e Barão de Muribeca. Sentou praça no exército em 1807, galgando todos os postos até o de Brigadeiro, se reformando em 1829. Presidiu a Província de PE em 1826, 1835 e 1838. Deputado à Assembléia Provincial em várias legislaturas, assim como à Geral na 1ª legislatura de 1826/1829; Senador, em 1839; Ministro da Guerra, no 1º Gabinete de 1840. Conselheiro de S. Majestade; Grande do Império; Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperia; Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro e Gentil-Homem da Imperial Câmara. Proprietário dos engenhos: Girento, Limoeiro, Mangueira, São Vicente e Sapucagy de Baixo e a Usina Limoeirinha/Escada; Pantorra/Cabo Santo Agostinho, Suassuna (antes Nossa Senhora da Assunção); Penedo de Baixo, Roncaria, Pitangueiras /São Lourenço da Mata; Poeta/Recife e Timbi/Camaragibe
Proprietário/Morador/Rendeiro: Genésio Guerra – O engenho que pertencia a Família de Genésio Guerra
Proprietário/Morador/Rendeiro: Heráclito do Rego
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cleofas de Oliveira - Nasceu em 1899/Engenho Pirapama/Vitória de Santo Antão e falecido em 1987/Rio de Janeiro, onde foi sepultado no Cemitério de São João Batista. Filho de Augusto Teixeira de Oliveira e de Maria Florentina Teixeira de Oliveira. Iniciou os estudos no engenho. Depois, foi  interno no Colégio Porto Carreiro/Recife. Antes de decidir ingressar na política e na vida pública, Cleofas cursou a Escola Livre de Engenharia de Pernambuco. Em seguida, ele se transferiu para a Escola Politécnica do Rio de Janeiro (posteriormente, Escola Nacional de Engenharia), pela qual conquistou o diploma de engenheiro civil, em 1921. Além de político e engenheiro, foi, também, empresário vitorioso, atuando no setor açucareiro. Recebeu várias condecorações, entre elas, a Comenda da Ordem do Rio Branco, a Medalha Almirante Tamandaré e a Medalha Ministro Fernando Costa. O ex-senador morreu de infecção pulmonar em. Deputado por Pernambuco na Assembléia Constituinte de 1934; Deputado Federal, até o Estado Novo, em 1937. Retornou a Pernambuco, passando a dedicar-se à administração do seu engenho e dos seus negócios, em Vitória de Santo Antão. Casado com Maria Olenka Carneiro da Cunha de Oliveira, falecida em 1999, filha de Francisco Solano Carneiro da Cunha, 06 filhos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luis Francisco Corrêa de Araújo - Dr. Herdeiro do Senador Francisco de Paula Corrêa de Araújo, nascido em 1850 e falecido em 1907. Casado com Ana Amália Corrêa de Araújo, 09 filhos. Com a morte de seu pai, passou a administrar o engenho, junto a sua mãe Ana Amália (Vovó Marocas) até que cada herdeiro tivesse capacidade de gerir o quinhão respectivo, o que foi feito com muita seriedade e renúncia. Luis esperou que todos os seus irmãos casassem, oportunidade em que recebiam o quinhão respectivo, para então vir a contrair suas próprias núpcias. Adquiriu o engenho de seu cunhado e primo Belmiro Correa de Araújo. Engenho transmitido por doação a Luiza e Aloysio Correa de Araújo. Proprietário dos engenhos: Cangaçá, Penedo de Cima, Roncaria, Pitangueiras/São Lourenço da Mata; Timbi/Camaragibe e Poeta/Recife
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Joaquim Correia de Araújo - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 712; 2343
Proprietário/Morador/Rendeiro: Rita de Cássia Correio de Albuquerque - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2344.

144.    Engenho Polociano Brandão/Cabo de Santo Agostinho – O engenho fabricava 1.800 arrobas de açúcar branco 444 açúcar
Proprietário/Morador/Rendeiro: Polociano Brandão

145.    Engenho Pombal/Vicência – Casa grande do engenho Pombal no inventário de bens culturais e naturais da mata norte de Pernambuco; do tipo bungalows: pavimento, cobertura com estrutura em tesouras de madeira e recobrimento com telhas de barro, telhado em quatro águas, contínuo, cobrindo o corpo principal e os alpendres; planta retangular com alpendre em “U” ou em “L” e paredes periféricas, em tijolos, mais grossas que as internas, que nunca vão até o teto
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Cavalcanti Maurício Wanderley (Albuquerque Wanderley) - Barão de Tracunhaém, (Dec. 22.02.1873). Nasceu em 1819/Sítio do Saco/Engenho Goitá e faleceu em 1891/Engenho Cavalcanti/Nazaré da Mata. Filho de Manuel Cavalcanti de Albuquerque e de Ana da Silveira Cavalcanti. Casado, engenho Conceição, em 1ª núpcias com Paula da Silveira Cavalcanti Marinho, filha do Tenente-Coronel Manuel Felisberto Marinho Falcão e de Ana da Silveira Cavalcanti, nascida em 1837 e falecida em 1856/engenho Conceição. Pais de Manuel Cavalcanti Maurício Wanderley. Casado em 2ª núpcias, 1864/engenho Cocal com sua prima Ana Francisca de Paula de Amorim Salgado, nascida em1837 e falecida em 1866/Engenho Goitá, não houve Baronesa de Tracunhaém, filha de Paulo de Amorim Salgado e de Francisca de Paula Wanderley. Viúvo pela segunda vez, aos 46 anos, e com apenas dois filhos, confessa no seu testamento que "durante sua viuvez, por fragilidade humana, teve de J.... M....dos R..., mulher solteira, os filhos seguintes: A, A..., P... e S... Cavalcanti Maurício Wanderley, os quais reconhecia por seus filhos legítimos, visto não haver entre êle e a mesma J... M... dos R... impedimento algum, e queria que gozassem das honras e privilégios de legitimidade e queria que sucedam como legítimos”,... "e no caso de se oporem a isto as leis de seu País, os constituía legatários de sua terça, a qual neste caso será repartida entre os quatro, em partes iguais e livres de qualquer ônus". Da família do dono dêste livro de assentamentos, lemos apenas referências a dois irmãos, José e Cristovão, e aos sobrinhos Manuel, Cristovão e Ana, na enumeração das partes da herança do Engenho Cordeiro. Proprietário dos engenhos: Pombal/Vicência; Cavalcanti, Cordeiro/Nazaré da Mata; Petribú/Paudalho, Taquara /Goiana; Terra Vermelha/Lagoa do Carro.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Cavalcanti de Albuquerque Wanderley - Pela "Genealogia da família Souza Leão" (Recife, 1881), era Proprietário do engenho Pombal. Cavaleiro da Ordem da Rosa. Casado com Ana Marcelina de Souza Leão, filha de Filipe de Souza Leão e de Rita de Cassia Pessoa de Melo, troncos do denominado Ramo Tapera da Casa de Gurjaú de Baixo.

146.    Engenho Pombal/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Hisbelo Florentino Barbosa da Silva – Coronel. Proprietário dos engenhos: Laje/Ribeirão e Pombal/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Tiúma – Proprietários dos engenhos: Batalha/Goiana; General, Outeiro de Pedro, Tiúma, Tapacurá/São Lourenço da Mata; Pombal/Vitória de Santo Antão; Santo Antonio/Água Preta; Valha-me Deus/Paudalho; e Veneza/Palmares

147.    Engenho Ponta de Pau/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras em 2000, ligados ao MTRUB.

148.    Engenho Pontable/Gameleira
Proprietário/ Morador/Rendeiro: Belarmino Doroteu Rodrigues da Silva - Casado com Maria Rodrigues da Silva. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 05268 e 05267 (Maria Rodrigues da Silva). Proprietário do engenho Pontable e da Usina Cachoeira Lisa/Gameleira

149.    Engenho Pontal/Sirinhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gonçalo Cavalcante do Rego Barros

150.    Engenho Ponte dos Carvalhos/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Maria Celestina Paes Barreto

151.    Engenho Ponte Fina/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

152.    Engenho Porão/Panelas
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Santos Mandú - Dr.

153.    Engenho Portas d'Água /Sirinhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião Antonio Accioly Lins Wanderley - Barão de Goiacana, Dec .18.08.1882. Nascido em 1829 e falecido em 1891. Filho do Capitão Sebastião Antonio Accioly e Joanna Francisca de Albuquerque Lins. Casado, em 1855, com Joanna Francisca Ignácia de Accloly Lins, nascida em 1840, falecida em 1898. Casado, em 2ª núpcias, com sua sobrinha Maria Accioly. Estudou as primeiras letras no engenho Mamucabas/Rio Formoso, propriedade do Coronel Manuel Xavier Paes Barreto, com o padre Joaquim Raphael N. Dura, conhecido latinista. Presidente da Assembléia Provincial em quatro legislaturas. Deputado Provincial em Pernambuco. O barão escreveu dois diários, o primeiro começado em janeiro de 1886 e terminado em 1890 foi publicado na revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, Vol. L, Recife, 1978. O outro se perdeu. Foi bacharel em Direito em 1850 no Curso Jurídico em Olinda. Proprietário dos engenhos: Porto Alegre, Ubaquinha, Portas d'Água, Palma. Camaragibe/Sirinhaém; Fortaleza/Ipojuca; Goiana Grande (antes Recunzaem e depois Usina Maravilhas) /Goiana; Tapuia/Amaraji

154.    Engenho Porto Alegre/Sirinhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião Antonio Accioly Lins Wanderley - Barão de Goiacana, Dec.18.08.1882. Nascido em 1829 e batizado no mesmo ano na Capela do engenho Palma/Sirinhaém; falecido em 1891. Filho do Capitão Sebastião Antonio Accioly e Joanna Francisca de Albuquerque Lins. Casado, em 1855, com Francisca Ignácia de Accloly Lins, com autorização por ser menor e sua sobrinha, nascida em 1840, falecida em 1898. Casado, em 2ª núpcias, com sua sobrinha Maria Accioly. Estudou as primeiras letras no engenho Mamucabas/Rio Formoso, propriedade do Coronel Manuel  Xavier Paes Barreto, com o padre Joaquim Raphael N. Dura, conhecido latinista. Presidente da Assembléia Provincial em quatro legislaturas. Deputado Provincial em Pernambuco. O barão escreveu dois diários, o primeiro começado em janeiro de 1886 e terminado em 1890 foi publicado na revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, Vol. L, Recife, 1978. O outro se perdeu. Foi bacharel em Direito em 1850 no Curso Jurídico em Olinda. Proprietário do Engenho: Porto Alegre, Ubaquinha, Portas d'Água, Palma. Camaragibe/Sirinhaém; Fortaleza/Ipojuca; Goiana Grande (antes Recunzaem e depois Usina Maravilhas) /Goiana; Tapuia/Amaraji.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Mendes, Lima & Cia - Antonio Fernandes Ribeiro foi o fundador da firma "Barros, Mendes & Cia", em sociedade com os portugueses: João José Rodrigues Mendes e Gonçalo Alfredo Alves Pereira, sucedida por "Mendes, Lima & Cia, ao brasileiro José Adolpho de Oliveira Lima. A firma iniciou suas atividades comerciais com a compra de bacalhau, e depois como importadora do mesmo produto. Anos depois interessou-se pela atividade açucareira como comissária e exportadora de açúcar, que adquiria por financiamento antecipado a Engenhos e Usinas. Desse modo conseguiu acumular considerável patrimônio, por compra, ou em ressarcimento daquelas unidades incapazes de saldarem seus compromissos, conforme observa-se pelo levantamento do ativo da empresa por ocasião do inventário procedido com o falecimento do sócio Joaquim Lima d'Amorim que ingressara na firma em 1900, e cujos bens estavam assim arrolados as Usinas: Perseverança e engenhos; Trapiche; Ubaquinha; e os engenhos: Camaragibe, Jaciru, Cachoeira Nova, Cachoeira Velha , Anjo, Palma, Ubaca, Ubaquinha, Xanguá, Sapucaia, Sibiró do Cavalcanti, Porto Alegre, Gindaí ou Gindahi/Sirinhaém; Jardim/Catende; Jacaré/Goiana; Laje Nova/Palmares; Santana, Mangueira/Água Preta; Sirinhaém depois Todos os Santos, São Bras Coimbero/Cabo de Santo Agostinho; São Domingos/Barreiros; Fluminense; Rosário; Canto Escuro; Trapiche; e Machado.

155.    Engenho Porto Seguro/Água Preta - A casa grande do engenho se encontra na lista de bens culturais e naturais tangíveis da mata sul
Proprietário/Morador/Rendeiro: José de Castro Montenegro - Casado com Estér de Almeida Marroquim, filha de Francisco Affonso Correia de Almeida Marroquim e Sebastiana Maria da Conceição Areda
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Catende - Proprietária dos engenhos: Água Branca de Uraba/Quipapa; Bálsamo da Linha, Corubas/Jaqueira; Bálsamo das Freiras//Lagoa dos Gatos; Bamborel, Bela Aurora, Boa Sorte, Cana Brava, Harmonia, Milagre da Conceição, Monte Pio, Niterói, Ouricuri, Tabaiaré/Catende; Campinas, Capricho, Esperança. Granito/Palmares; Espírito Santo, Mangueira, Mãozinha, Palanqueta, Pastinho, Pasto Grande, Piragibe ou Piragybe, Pirangy ou Pirangi, Porto Seguro, Souza, Veloz, Venturoso, Vida Nova/Água Preta; Curupaiti ou Curupaity /Xexéu; Limão, Urucú ou Urussú/Escada; Monte Alegre/Gameleira; Paudalho/Paudalho; Santa Cruz/Rio Formoso.
Ocupado pelos sem terras em 2000, ligados ao MST. Decreto de 13 de outubro de 2006 - Declara de interesse social, para fins de reforma agrária, os imóveis rurais que menciona, e dá outras providências “Engenho Porto Seguro", com área de mil, duzentos e cinqüenta hectares, situado no Município de Água Preta, objeto do Registro no R-2-292, fls. 20, Livro 2-D, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Água Preta, Estado de Pernambuco (Processo INCRA/SR-03)

156.    Engenho Porto Velho/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Lourenço Augusto de Sá e Albuquerque - Nascido em 1797 e falecido em 1897/Recife. Filho do comendador Lourenço de Sá e Albuquerque, engenho de Guararapes, e de Mariana Coelho dos Santos.  Bacharel, 1874. Deputado, Jornalista. Casado com Candida Ernestina Vitória. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 484; 481; 482; e 485. (Elvira de Sá e Albuquerque)

157.    Engenho Potengi/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Dias de Arruda Falcão - Casado com Maria Ângela de Moraes Falcão. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 1840; 1842. Proprietário dos engenhos: Potengi, Campestre e Cajueiro/Escada

158.    Engenho Potosi/Água Preta - Casa grande do engenho Guabiraba no inventário de bens culturais e naturais da mata sul de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Adilson José Rodrigues – Proprietário do engenho Potosi/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Augusto da Silva Freire
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Jerônimo Barreiro Rangel - Proprietário dos engenhos: Guabiraba/Palmares e Potosi/Cabo de Santo Agostinho.
Ocupado pelos sem terra em 1993.  Levantamento realizado em assentamentos oficiais na área da bacia do Pirapama (Cabo de Santo Agostinho e Moreno) constatou que a área média desses assentamentos era de 502,55 ha, com lotes que variavam de 2,97 ha a 37,85 ha. Os assentamentos pesquisados foram nos Engenhos: Arariba de Baixo (1995), Arariba da Pedra (1996), Potosi (1993), Pimentel ((1997), Paris (1973), Tapugi de Cima (1973), Tapugi de Baixo (1973), Bom Tom (1976), e Furna (1973).

159.    Engenho Pracinha/Barreiros - Neste engenho Gilberto Freyre escreveu grande parte do seu livro Casa Grande e Senzala
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco Bello - Major Ajudante de Ordens. Casado com Francisca de Albuquerque Bello. Herdado em 1898 por seu filho, Júlio Celso de Albuquerque Bello. Proprietário dos engenhos: Pracinha, Tentugal e Soledade/Barreiros e Queimadas/São Jose da Coroa Grande
Proprietário/Morador/Rendeiro: Júlio Celso de Albuquerque Bello - Sinhô. Nasceu em 1873/Engenho Tentugal e faleceu em 1951. Filho de José Francisco Bello e Francisca de Albuquerque Bello. Foi morar no Engenho Queimadas com menos de um ano de idade. Com a morte do pai, o Major Ajudante de Ordens José Francisco Bello, em 1898, passou a ser senhor de engenho. Foi governador interino na ausência do governador Estácio Coimbra (1926 a 1930 ). Com o encerramento da carreira política, em 1930, voltou a morar no Engenho Queimadas. Em 1935, escreveu "Memórias de um Senhor de engenho", mais tarde aumentado e reeditado em 1940 por Gilberto Freyre como "O Velho Felix e suas Memórias de um Cavalcanti - 2a. Edição. Proprietário dos engenhos: Pracinha/Barreiros, Queimadas/São José da Coroa Grande  e Tanque/ Barreiros

160.    Engenho Prado/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisca Pereira de Menezes

161.    Engenho Prado/Nazaré da Mata - 2009 - O Engenho Prado faz parte da propriedade de um dos maiores produtores de cimento do País e divide-se em quatro frações: Papicu, Tocos, Taquara e Dependência. Apenas o engenho Dependência não faz parte da decisão judicial. A construção de um projeto de assentamento para cerca de 150 famílias na área de 1.400 hectares vai garantir sustentabilidade e respeito ao meio-ambiente nas terras. A expectativa é que as famílias comecem a serem instaladas no local em 15 dias.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Herculano da Silva Pereira - Vendeu o engenho a Antonio da Costa Azevedo
Proprietário/Morador/Rendeiro: Domingos Ferreira de Souza Azevedo - Filho de Domingos Ferreira de Souza Azevedo e de Josefa Araújo de Souza Ferreira. Desde pequeno deram-lhe o apelido de “Tenente. Começou sua vida como feitor do engenho Prado/Nazaré da Mata do seu pai, demonstrando logo de início inclinação para a agricultura e para administração da pequena indústria açucareira, o bangüê. Casado sua prima Ana Malta da Costa Azevedo. Arrendou por 08 anos o engenho Diamante/Nazaré da Mata ao seu cunhado João Antonio da Costa Azevedo. Deixa o engenho e arrenda. Por 03 anos, o engenho Camarazal/Nazaré da Mata, de propriedade de João de Hermógenes. Compra o engenho Utinga/Paudalho e durante 04  anos se torna grande fornecedor de lenha à Great Western, empresa inglesa de transporte ferroviário. Com os lucros, compra o engenho Rodízio/Paudalho e começa a fornecer canas à Usina Mussurepe. Adquire a usina Cumbe/Paraíba, de fogo morto, que em cinco anos começa a moer. Recebe um convite para se associar a firma comissária Mendes, Lima & Cia (Usina Massurepe, Usina São José e Usina Catende); assume a direção da empresa. Dentro de dois anos, os primeiros sócios decidem deixar a sociedade, ficando Tenente com 50% das ações e A.Oliveira & Irmão com os outros 50%. Em 1916 a usina Catende era a maior produtora de açúcar do Brasil. Em 1945/46 já demonstra sensível queda de produção, que somente encontra sensível recuperação na safra de1950/51. Era a última safra produzida por Tenente, grande agricultor, homem de extrema sensibilidade humana. Seu herdeiro foi o filho João da Costa Azevedo. Proprietário dos engenhos: Catende/Catende; Prado, Trapua/Nazaré da Mata, Utinga/Cabo de Santo Agostinho e Rodízio/Paudalho; das Usinas Cumbe/Paraíba e Catende/Catende; arrendatário do Diamante e Camarazal/Nazaré da Mata.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Grupo João Santos – Proprietário dos engenhos: Prado/Nazaré da Mata; Taquara/Goiana, Dependência, Papicu e Tocos/Tracunhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Matias Alves Ferreira – Proprietário dos engenhos: Prado e Trapuá/Nazaré da Mata
Ocupado pelos sem terras em 2001, em 05/04 e em 09/02/97, ligados ao MST com 300 famílias. INCRA recebe imissão na posse do complexo Engenho Prado (PE). Qui, 20 de Julho de 2006

162.    Engenho Praieiro/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Henrique Gomes de Barros e Silva

163.    Engenho Prata Fina/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cândido Paes de Luna – Co proprietário

164.    Engenho Prata/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Feliciano da Rocha - Proprietário dos engenhos: Jaqueira e Prata/Palmares

165.    Engenho Prato Grande/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Accioly Lins – Proprietário dos engenhos: Paraná, Parnaso, Prato Grande/água Preta

166.    Engenho Prazeres/Escada - Engenho edificado em terras dos Índios da Aldeia da Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco José Vasconcelos - Rendeiro do engenho Camocim
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Álvares dos Prazeres - Rendeiro do engenho Prazeres.

167.    Engenho Precioso/Vitória Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Antônio Cabral

168.    Engenho Preferência ou Primavera/Água Preta  - Casa grande do engenho Preferência, na lista de bens culturais e naturais, tangíveis da mata sul de Pernambuco
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Evaristo de Leão - Proprietário dos engenhos: José do Espantalho e Nova Esperança e Preferência/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fausto Pontual Filho - Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-4231; FR-4230 (Júlia Madeira Pontual; Generosa de Barros Pontual).
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Hermínio Pontual Filho  - Casado com Generosa de Barros Pontual. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4230 e 4231. (Generosa de Barros Pontual; Júlia Madeira Pontual Generosa de Barros Pontual Júlia Madeira Pontual). Proprietário dos engenhos: Contador, Preferência e Pedra Fina/Amaraji

169.    Engenho Presídio/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Hermilo Fernandes Pinto

170.    Engenho Previlégio ou Privilégio Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Juvêncio Callado - Proprietário dos engenhos: Beija-Flor e Privilégio ou Privilégio/Água Preta

171.    Engenho Primavera/Amaraji - O Engenho Primavera era produtor de aguardente e recebia os comboios de compradores, que sempre tinham de ficar alojados esperando serem atendidos. Por isso começaram a construção de barracas onde vendiam gêneros alimentícios, assim foi crescendo, trazendo o aparecimento de casas comerciais e de habitação, formando um povoado, sendo depois elevada a vila, em 1890; denomina-se Primavera, porque em seus arredores crescia uma vegetação com flores vermelhas conhecidas como Primavera. A capela do engenho se distingue pela sacristia, ao lado da capela-mor e do coro. A composição básica dos vãos da fachada triangular formado pela única porta central e as duas janelas do coro. Os elementos decorativos da fachada limitam-se ao frontão, cuja cornija se encurva de várias maneiras.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Lima Ribeiro - Capitão. Fundador da cidade de Primavera.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Clementino M. da Fonseca - Proprietário dos engenhos: Cassupim/Escada e Caracituba/Amaraji; rendeiro do engenho Primavera/Amaraji (rendeiro).
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luíza de França Lins - Proprietária dos engenhos: Criméia/Escada; Independente, Primavera/Rio Formoso.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Barreto da Silva – Co-proprietário
Ocupado pelos sem terras em 1998, 30/3/2003, ligados ao MST

172.    Engenho Primoroso/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel de Sá Barreto Sampaio - Dr. Herdeiro de Mendo de Sá Barreto Sampaio - Tio e padrinho de Mendo de Sá Barreto Sampaio, senhor dos engenhos Manuel e Primoroso/Palmares.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Mendo de Sá Barreto Sampaio - Órfão de pai foi criado por seu tio e padrinho Mendo de Sá Barreto Sampaio. Com a enfermidade de seu tio abandonou seus estudos e regressou a Palmares, para administrar os engenhos; após o falecimento, herdou os engenhos que arrendou, adquirindo posteriormente o Engenho Conceição/Bonito. A partir daí seus negócios se expandiram, chegando a administrar 08 engenhos. Em 1910, centralizou-os, montando o primeiro núcleo da Usina Roçadinho:  meio aparelho, composta de moendas, evaporadores a vácuo, etc; fabricava o açúcar demerara. Dois anos depois modernizou a usina, adotando as turbinas. Casado com Catarina Eulália da Câmara, nascida 1807. Proprietário dos engenhos: Conceição/Bonito e Manuel e Primoroso/Palmares e da Usina Roçadinho
Ocupado pelos sem terras Decreto Nº 96502, de 15 de agosto de 1988. Declara de interesse social, para fins de desapropriação, o imóvel rural denominado 'engenho Primoroso', Classificado como 'latifundio por exploração'. Situado nos municípios de Água Preta e Gameleira, no Estado de Pernambuco, Compreendido na zona prioritaria, para fins de reforma agrária.

173.    Engenho Progresso/Gameleira - O engenho Progresso foi confiscado de Manuel Coresma Carneiro pelos holandeses e vendido a Daniel De Haen e Paulo Vermeulen
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cincinato Velloso da Silveira - Proprietário dos engenhos: Progresso e Bom Destino/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Enéas de Carvalho Soares Brandão - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-1098. Proprietário dos engenhos: Progresso/Gameleira; Águas Claras/Gameleira; Taquara/Escada; Pilões/Amaraji.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Coresma Carneiro - Durante da invasão holandesa encontrava-se ausente.

174.    Engenho Proteção/ Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Affonso Corrêa de Almeida Marroquim – Co-proprietário. (usina Pirangí-Assú)
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim José Coimbra - Dr.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Pirangi-Assú – Proprietária dos engenhos: Boa Sorte, Proteção, Gameleirinha e Granito/Palmares
Ocupado pelos sem terras em 2/7/2003, ligados a OLC. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.002792/2005-02. Imóvel: engenho Barra do Pirangi, Diamante, Esperança, Herval e Proteção/Catende. Área registrada (Ha): 1.945,8008. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

175.    Engenho Providência/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Vicente de Albuquerque
Ocupado pelos sem terras em 17/04/2000, ligados ao MST

176.    Engenho Provisório/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Dionízio de Barros Cavalcante - Proprietário do engenho Coqueiro/Vitória de Sto. Antão e rendeiro do Provisório/Palmares

177.    Engenho Pumaty/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Oliveira – Dr. Proprietário dos engenhos: Bom Gosto e Pumaty/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Alves da Silva - Proprietário dos engenhos: Folguedo do Mel/Panelas, Bom Gosto (depois Usina Central), Pumaty/Palmares e Souza/Água Preta. Usina Pumaty Proprietária dos engenhos: Alegrete, Cuiambuca, Parol, Santa Fé e Solidão/Água Preta; Colombo, Pumaty/Palmares; Cucaú ou Cucahú/ Sirinhaém.

178.    Engenho Pureza/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Velloso Freire de Mendonça - Capitão

ENGENHO COM A LETRA Q

1.         Engenho Quandús/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Cardoso Guimarães Borba

2.         Engenho Quandús/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Gomes do Rego

3.         Engenho Queimadas/ Barreiros
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Oliveira Bello – Nasceu em 1930/Recife, passando a morar em São José da Coroa Grande, com 1 mês de vida. Filho de Antônio Valdemar de Aciolly Bello. Casado com Marta Maria de Barros Bello; 05 filhos. Trabalhou desde os 12 anos em loja de tecidos do pai, depois no Instituto de Fermantação e na Defesa Sanitária Animal. Foi diretor do Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado de Pernambuco por 03 mandatos consecutivos. Plantador de cana no engenho Queimadas, 1960/1972 e desde então planta cana no Engenho Araguari/Barreiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antonio Luiz da Cunha Themudo – Falecido em 1.854/Barreiros. Casado com Anna Joaquina Xavier de Hollanda. Proprietário dos engenhos: Queimadas/ Barreiros e Pau Sangue/Goiana
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio S. Thiago Paes de Mello - Casado com Ana Joaquina Xavier de Holanda, pais da Baronesa de Gravatá: Maria Tranquilina. Proprietário dos engenhos: Outeiro Alto e Queimadas/Barreiros.

4.         Engenho Queimadas/Itamaracá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gonçalo Atiço Lima - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-4799

5.         Engenho Queimadas/São José da Coroa Grande – Ruy Bello escreveu: "O engenho Queimadas, em cujas terras eu nasci. No primeiro plano, vê-se a fábrica com a casa de purgar e, atrás, a casa grande, construída por meu avô, José Francisco Bello, nos meados do século passado. Nessa casa viveu toda a sua vida o meu tio Júlio Bello." O bilhete de Marcos Vinícios Vilaça, segundo Maria Helena Bello, refere-se à fotografia tirada do engenho Queimadas. Neste engenho, dentro da velha casa onde escrevo estas “Memórias de um Senhor de Engenho”, a bem dizer nasci. Abriram-se-me aqui os olhos para as primeiras coisas da vida tão pequenino vim de Tentugal. Aqui me casei. Aqui morreu meu pai. Minha mãe saiu daqui quase morta para morrer em Barreiros. Tudo nesta casa secular me evoca uma lembrança do passado. A maior felicidade de minha vida é viver ainda nela e minha maior esperança é morrer sob o seu teto. Ela é desgraciosa, acachapada, sem nenhuma garridice na sua decrepitude, mas não tenho ânimo de modificá-la em nada. Reputaria um sacrilégio tocar-lhe as velhas paredes, as telhas limosas, o bizarro sistema de coberta. (BELLO, 1985, p. 25).
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco Bello - Major Ajudante de Ordens. Casado com Francisca de Albuquerque Bello. Herdado em 1898 por seu filho, Júlio Celso de Albuquerque Bello. Proprietário dos engenhos: Pracinha, Tentugal e Soledade/Barreiros e Queimadas/São Jose da Coroa Grande.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Júlio Celso de Albuquerque Bello - Sinhô. Nasceu em 1873/Engenho Tentugal e faleceu em 1951. Filho de José Francisco Bello e Francisca de Albuquerque Bello. Foi morar no Engenho Queimadas com menos de um ano de idade. Com a morte do pai, o Major Ajudante de Ordens José Francisco Bello, em 1898, passou a ser senhor de engenho. Foi governador interino na ausência do governador Estácio Coimbra (1926 a 1930 ). Com o encerramento da carreira política, em 1930, voltou a morar no engenho Queimadas. Em 1935, escreveu "Memórias de um Senhor de Engenho", mais tarde aumentado e reeditado em 1940 por Gilberto Freyre como "O Velho Felix e suas Memórias de um Cavalcanti – 2ª Edição. Proprietário dos engenhos: Pracinha/Barreiros, Queimadas/São José da Coroa Grande  e Tanque/ Barreiros.

6.         Engenho Queimadas/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Daniel Moreira da Costa - Tenente-Coronel
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Umbelino Ferreira da Silva - Coronel. Comendador. Proprietário dos engenhos: Tapacurá e Calhandra/São Lourenço da Mata; Palmeira e Queira Deus/Glória de Goitá.

7.         Engenho Queluz/Ipojuca
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Massauassu – Proprietária dos engenhos: Queluz e Sociedade/Ipojuca
Ocupado pelos sem terras em 07/07/97. INCRA

8.         Engenho Quilombo/Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Barros Rego - Militar. Capitão mor de Olinda e proprietário de terras de Jaboatão dos Guararapes à Tapera. Nasceu em Olinda, Século XVII. Filho de Mathias Vidal de Negreiros e de sua mulher Maria de Freitas. Vereador em Olinda (1668); Juiz Ordinário (1691); Provedor da Fazenda Real (1710). Durante a Guerra dos Mascates participou das batalhas e acabou preso em maio de 1712. Foi um dos chefes do partido da nobreza em 1710-1711. Morreu na prisão (Fortaleza do Brum/Recife), em 1712.  Casado com Maria Magdalena da Silva, filha de João Martins da Costa e Maria José Bezerra. Proprietário dos engenhos: Capim-Assu/Rio Formoso; Estiva/Amaraji; Camarão/Água Preta; Quilombo, Buscau ou Buscahú, Jaboatão, Pereiras/Jaboatão dos Guararapes;  Xixaim, Pintos/Moreno; Sapucaia/Sirinhaém; e Viagens.

9.         Engenho Quitinduba/Sirinhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Gaspar Cavalcanti de Albuquerque Uchoa - Tenente Coronel. Batizado Matriz de N. Senhora da Conceição de Serinhaem/Pernambuco Livro de Registros de Batismos nº 02, 1814-1867, pp. 22v-23.  Casado com Francisca de Assis de Albuquerque Uchoa (antes Assis Cavalcanti Maranhão). Proprietário dos engenhos: Canto Escuro/Escada; Quitinduba/Serinhaem e Cumaru/Palmares.

10.      Engenho Quitinduba/Sirinhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luiz Cavalcante de Albuquerque Uchoa



ENGENHO COM A LETRA R

1.         Engenho Rainha dos Anjos/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Herculano de B. e Silva

2.         Engenho Raiz da Flor/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Domingues Regueira - Dr. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05233 (Davina de Araújo Domingues da Silva); Proprietário dos engenhos: Timorante e Raiz da Flor/Amaraji

3.         Engenho Raiz de Dentro/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Luis Pacheco

4.         Engenho Raiz de Fora/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Rodrigues Esteves - Com fotografia na Coleção Francisco Rodrigues; FR-06057. Proprietário do engenho Refrigério, Raiz Nova e rendeiro do engneho Raiz de Fora/Amaraji.

5.         Engenho Raiz Nova/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Rodrigues Esteves - Com fotografia na Coleção Francisco Rodrigues; FR-06057. Proprietário do engenho Refrigério, Raiz Nova e rendeiro do engenho Raiz de Fora/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião Joaquim Patriota – Proprietário dos engenhos: Raiz Nova/Amaraji e Rêde/Amaraji

6.         Engenho Raiz/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Davina de Araujo Domingues da Silva - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05233

7.         Engenho Ramos/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Urbano José de Mello

8.         Engenho Ramos/Recife
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel do Rego Melo - Bacharel em Ciências Jurídicas, Faculdade de Direito do Recife, em 1907; Juiz de Direito.  Nasceu em 1884/Engenho Barbalho, que ficava no hoje bairro da Iputinga/Recife. Filho de Manuel do Rego Melo e de Maria da Conceição Carneiro da Cunha do Rego Melo, prima do grande abolicionista José Mariano Carneiro da Cunha, sendo ela própria sócia do clube "Aves Libertas" e que transformou o Engenho Barbalho em uma "panela" do Clube do Cupim" do primo abolicionista José Mariano. Casado com Maria da Conceição Carneiro da Cunha do Rego Melo. Pais de Mário Melo - cultuador das nossas datas nobres; jornalista; escritor que elevava bem alto o nome de Pernambuco; intransigente defensor dos nossos monumentos, dos recantos históricos, das nossas tradições guerreiras, do nosso folclore, da nossa importância. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05731. Proprietário dos engenhos: Barbalho e Ramos/Recife

9.         Engenho Ramos/Triunfo - O engenho Ramos tinha sua capela dedicada a São Severino dos Ramos
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

10.      Engenho Rebingudo/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião Alves Figueira - Coronel

11.      Engenho Rebouças/Tamandaré
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Central Barreiros Usina Central Barreiros – O início da década de 50 foi um momento de expansão da produção de cana-de-açúcar, graças a uma conjuntura internacional favorável que abria novos mercados à produção brasileira. A Usina Central Barreiros colocava em marcha uma política de pleno aproveitamento de seu patrimônio fundiário: as terras entregues aos rendeiros eram então praticamente inexploradas. Proprietária dos engenhos:Manguinhos, Gindhy/São José da Coroa Grande; Rebouças/Tamandaré; Vermelho/ Glória de Goitá; Morim/Barreiros. Proprietária dos engenhos: Manguinhos, Gindhy/São José da Coroa Grande; Rebouças/Tamandaré; Vermelho/Glória de Goitá; Morim/Barreiros
Ocupado pelos sem terras em 06/03/2004, ligados ao MST

12.      Engenho Recanto(2)/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Ludovico Correia de Oliveira - Dr. Proprietário dos engenhos: Camurú, Patrimônio/Goiana e Recanto(2)/Timbauba

13.      Engenho Recanto/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Maviael Cavalcanti – Co-proprietário
Proprietário/Morador/Rendeiro: Pompeu da Cunha Pedrosa - Tenente

14.      Engenho Recanto/Sirinhaém - Casa grande do engenho Recanto na lista de bens culturais e naturais, tangíveis da mata sul
Proprietário/Morador/Rendeiro: Lélio Carneiro da Cunha

15.      Engenho Recreio/ Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio de Novaes Mello Avelins Filho - Casado com Maria Anna Carneiro Leão, herdeira de seus pais Manuel e Joanna Idelvita Mendes de Holanda Cavalcante, com foto na Col. Francisco Rodrigues FR-06519. Nasceu em 1898/Engenho Pimentel/Cabo de Santo Agostinho e faleceu em 1978/Recife. Integrou o Partido Social Democrata (PSD) e o Partido Liberal (PL).  Foi prefeito do Recife, entre 1937/1945. Senador por dois mandatos (19/09/1946 a 31/011955 e 31/01/1955 a 31/01/1963). Ministro da Agricultura (1950/1951), durante o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra, e Constituinte em 1946. No Senado, foi membro das Comissões de Relações Exteriores, Agricultura, Finanças e Transportes. Herdeiros de Novaes Filho e Maria Anna: seus 08 filhos. Proprietário dos engenhos: Jiqui, Arimunã e Recreio/Escada; Santana, Suassuna Mirim e Guarani/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Carneiro Leão - Coronel – Casado com Joanna Idelvita Mendes de Holanda Cavalcante, com foto na Col. Francisco Rodrigues FR-06519. Herdeiros: Joanna Idelvita Mendes de Holanda Cavalcante e sua filha Maria Anna Carneiro de Novaes. Casada com Antônio Soares de Novaes Avelins. Proprietário dos engenhos: Jiqui, Arimunã e Recreio/Escada; Santana, Suassuna Mirim e Guarani/Jaboatão dos Guararapes.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Massauassu - Rendeira
Ocupado pelos sem terras em 10/01/97. INCRA

16.      Engenho Recreio/Panelas
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Soares da Silva Lyra - Capitão

17.      Engenho Recreio/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: Fernando Antônio Vieira de Mello
Proprietário/Morador/Rendeiro: Vicente de Paula Rodrigues

18.      Engenho Recunzaem depois Goiana Grande/Goiana – Engenho Goiana Grande (antes Recunzaem e depois Usina Maravilhas), fundado em terras de sesmaria  localizadas junto ao Rio Capibaribe Mirim. Construído entre 1570 e 1574.  Nas suas terras tinha um forte artilhado, casa de residência. O engenho passou a ser Goiana Grande, hoje Usina Maravilhas.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Diogo Dias – Cristão Novo. Fundou o engenho  na sesmaria doadas por Jerônima de Albuquerque, donatária de Itamaracá. Construiu a casa grande, uma capela e levou para fazer o povoamento cerca de seiscentas pessoas. Sabendo que índios da região poderiam querer invadir suas terras, mandou cavar extensos valados, levantar fortins e providenciou uma artilharia. Posteriormente Diogo Dias adentrou o mundo da agro-indústria açucareira, do qual em pouco tempo já estava remetendo algum produto para os depósitos no Recife. CURIOSIDADE: Um aventureiro mameluco chegou à aldeia potiguara Cupaóba do chefe Iniguassu, onde foi recebido com hospitalidade, casando com uma das suas filhas, Iratembé (Lábios de Mel). O casamento exigia que o mameluco permanecesse na aldeia. Numa ausência do cacique, o rapaz resolveu voltar ao seu lugar de origem, levando a índia. A primeira providência de Iniguassu foi enviar dois de seus filhos a Olinda, para reclamar justiça. Por sorte, encontraram Antônio Salema, governador do Brasil, que ordenou que a bela índia voltasse para a casa do pai. Na volta tiveram que pernoitar no Engenho Tracunhaém, de Diogo Dias. Quando amanheceu o dia verificou-se o desaparecimento da índia, possivelmente escondida por Diogo Dias, e voltaram para casa sem a irmã. Em pouco tempo, insuflados pelos franceses, os chefes potiguaras se reuniram para planejar a vingança. Movimentaram dois mil guerreiros da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Os índios cercaram o engenho fortificado e quando os defensores do Engenho saíram para contra-atacar, foram atacados por uma multidão de índios, que mataram todos (proprietários, colonos e escravos), sobrevivendo da família, apenas dois que estavam ausentes. Outros engenhos de Itamaracá também foram atacados, resultando em 614 mortes. Este episódio generalizou o medo nos colonizadores da região e fez com que o rei de Portugal extinguisse a capitania de Itamaracá e criasse a capitania da Paraíba, com limites desde a foz do rio Popoca até a Baía da Traição. Assim protegeria a índústria açucareira, expulsando os franceses e expandiria o domínio para o norte da região Nordeste. Proprietário dos engenhos: Tracunhaem, Recunzaem depois Goiana Grande (Usina Maravilhas) e Japomim/Goiana

19.      Engenho Recurso/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Guilherme

20.      Engenho Rede/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião Joaquim Patriota – Proprietário dos engenhos: Raiz Nova/Amaraji e Rêde/Amaraji

21.      Engenho Redemoinho/Glória de Goitá
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel a de Moraes Coutinho

22.      Engenho Refresco/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sérgio H. dos Santos Dias - Dr.; Eliza Maria Carneiro Pontual. Proprietário dos engenhos: Fernanda e Refresco/Escada

23.      Engenho Refresco/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Braz Carneiro Lins e Mello - Tenente-Coronel. Casado com  Ignácia Carneiro Lins e Mello Com fotografias na Col. Francisco Rodrigues; FR-3303; 3304; 3305; 3301. Proprietário dos engenhos: Bom Jardim/Barreiros; Concórdia e Refresco/São Lourenço da Mata; Gaipio/Ipojuca; Guerra/; Jacaré/Goiana; Santo André/Jaboatão dos Guararapes; e Velho antes chamado Madre de Deus/Cabo de Santo Agostinho.

24.      Engenho Refrigério/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Galdino Rodrigues Esteves – Proprietário dos engenhos: Refrigerante, Riachão do Sul/Amaraji e rendeiro do engenho Estiva/Amaraji.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Rodrigues Esteves - Com fotografia na Coleção Francisco Rodrigues; FR-06057. Proprietário do engenho: Refrigério, Raiz Nova e rendeiro do engenho Raiz de Fora/Amaraji.

25.      Engenho Regalia/Aliança – A cana-de-açúcar é utilizada na elaboração de rapadura e de alfenim e na produção da cachaça e do licor
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras em 1998

26.      Engenho Repouso/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Francisco de Braga (Fraga) - Rendeiro dos engenhos: Repouso e Garra/Amaraji

27.      Engenho Republicano/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Lourenço de Araújo Lins

28.      Engenho Retiro/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Antônio de Lucena
Ocupado pode sem terras. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/ INCRA/SR-03/PE/N°54140.001248/2006-16. Imóvel: engenhos:..., Retiro e.../Catende e Palmares. Área registrada (Ha): 1.827,0000. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar)

29.      Engenho Riachão (2)/Panelas
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Estreliana – Proprietária dos engenhos: Amaraji/Gameleira; Jundiá Mirim/Escada; Retiro, Massangana/Cabo de Santo Agostinho; Pereira Grande/Água Preta; Pinhô, Segrego/Gameleira; Piutá/Ribeirão; São Gregório Alegre II/(?)

30.      Engenho Riachão (3)/Panelas
Proprietário/Morador/Rendeiro: Maria Joaquina de Souza Gomes

31.      Engenho Riachão do Norte/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Cordeiro da Fonseca - Coronel

32.      Engenho Riachão do Norte/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Camello Pessoa - Filho de Nuno Camello e Inês Pessoa, nascido em 1682. Cavaleiro da Ordem de Cristo; Capitão-mor da Várzea e da da Vila de Goiana; Coronel das Ordenanças de Olinda; Administrador das Capelas de N.Sra. Das Angustias do Real Colégio de Olinda; e de S. Pantaleão. Casado com Maria de Lacerda. Proprietário dos engenhos: da Boa Vista/Goiana; Ambrósio Machado, depois Cordeiro/Recife e Monteiro ou São Pantaleão Monteiro/Recife; Riachão do Norte/Escada

33.      Engenho Riachão do Norte/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Camello Pessoa de Siqueira Cavalcanti Jr. –  Nasceu em 1831/Pesqueira e faleceu em 1888/Recife. Filho de Joaquim Inácio de Siqueira Barbosa e de Maria da Penha Arcoverde Cavalcanti de Albuquerque, natural de Cimbres, filha do Capitão André Cavalcanti de Albuquerque Arcoverde e Úrsula Jerônima Cavalcanti. Casado com Clementina Elisa Pereira Cascão (5 filhos), nascida em 1841 e falecida em 1876, filha de José Gonçalves Cascão e de Maria do Espírito Santo  Pereira Lima, primos. Fixaram residência no Engenho Caetés após sete anos de casamento, em 1871, onde permaneceram a maior parte da vida.  Pais de Arthur de Siqueira Cavalcanti. Fundador da Usina Caxangá. Precursor da cultura e da indústria de cana racionalizadas. Foi quem iniciou a adubação em larga escala das terras longamente trabalhadas e erosadas de PE. Casou duas vezes. Proprietário dos engenhos: Tapera/Ipojuca, e Caetés/Amaraji; Riachão do Norte/Escada; das usinas Caxangá e Pedrosa/Amaraji, que passou aos filhos
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sinfrônio Olimpio de Mello Rendeiro do engenho Riachão do Norte.

34.      Engenho Riachão do Sul/Amaraji - Casa grande do engenho Riachão do Sul na lista de bens cultuais e naturais tangíveis da mata sul de Pernambuco.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Eduardo Petrúcio Andrade
Proprietário/Morador/Rendeiro: Galdino Rodrigues Esteves – Proprietário dos engenhos: Refrigerante, Riachão do Sul/Amaraji e rendeiro do engenho Estiva/Amaraji.

35.      Engenho Riachão/Bonito
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras Decreto nº, de 09 de abril de 1997. Declara de interesse social, para fins de reforma agraria, o imovel rural denominado 'engenho Riachão', Situado no municipio de Bonito, Estado de Pernambuco, e da outras providencias.

36.      Engenho Riachão/Lagoa dos Gatos
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras em 30/3/2003, ligados ao MST e em 20/7/2003, ligados a OLC.

37.      Engenho Riachão/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Carlos da Silva Farias – Coronel
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Severino de Siqueira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Leopoldina Mesquita de Souza Leão  - Casada com Antônio de Souza Leão. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 2546 e 1896
Proprietário/Morador/Rendeiro: Romeu da Silva Faria - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues, FR: 3510 e 1893.
Ocupado pode sem terras. Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/INCRA/SR-03/PE/N°54140.001628/2006-51. Imóvel: Engenho Riachão/Palmares. Area Registrada (ha): 360,0000. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

38.      Engenho Riachão/Vitória de Santo Antão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Teixeira Duro de Oliveira

39.      Engenho Riacho das Pedras/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Rodrigues de Albuquerque Lima
Proprietário/Morador/Rendeiro: Maria Leopoldina Callado - Proprietária dos engenhos: Riacho das Pedras e Bom Jesus/Água Preta.

40.      Engenho Riacho do Meio/Panelas
Proprietário/Morador/Rendeiro: Severino Marques dos Santos

41.      Engenho Riacho do Padre/Água Preta
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim Gonçalves Bastos

42.      Engenho Riachuelo/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul – Proprietária dos engenhos: Camevou (a sede), Camevouzinho, Liberdade, Aratinga, Fertilidade, Floresta, Serra Azul (a antiga usina), Moscou, Aliança, Mágico, Verde, Mearim, Canário, União, Riachuelo, Penderaca, Vista Alegre, Tambor, Almirante, Rosa Murcha, Barra do Dia e Pará.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Arruda Falcão - Dr. Casado com Bela Pessoa Siqueira Cavalcanti Proprietário dos engenhos: Araquara ou Vicente Campelo/Escada; Riachuelo/Palmares e União/Aliança.

43.      Engenho Riba/Camaragibe
Proprietário/Morador/Rendeiro: Rodrigo de Barros Pimentel – Casado com Manuel a Acciaioli Lins, filho de José de Barros Pimentel e de D. Maria Acciaioli (2 engenhos construído recentemente). Proprietário dos engenhos: Rio Formoso/Rio Formoso e dois em Sirinhaém; Riba/Camaragibe; Rio Formoso/Rio Formoso

44.      Engenho Ribeira/Nazaré da Mata      
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Joaquim de Santa Anna

45.      Engenho Ribeirão/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Artur de Lima Cavalcanti – Nascido em 1930 e falecido em 1994. Filho de José Camello P. de Siqueira Cavalcanti e de Clementina Elisa Pereira Cascão. Casado com Tereza de Lima Cavalcanti, nascida em 1910. Associou-se ao proprietário do engenho Laje, Hisbelo Barbosa da Silva e aos irmãos Ethelminio e Antônio Bastos, do engenho Tolerância, e fundaram a Usina Caxangá. Esse empreendimento teve a ajuda do governo de Pernambuco, através do Decreto de 12/12/1894, sendo os trabalhos iniciados em 1895. Proprietário dos engenhos: Laje/Ribeirão; Ribeirão/Escada; e Tapera/Ipojuca.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia Agrícola e Mercantil de Pernambuco - Proprietária dos engenhos: Anjo; Cachoeira Nova,  Burarema, Sibiró do Cavalcanti/Sirinhaém; Dois Rios, Jaciru/Goiana; Assunção; Cachoeira; Canadá, Castor,  Ganganelli, Pinto/Gameleira; Lobo/Sirinhaém; Ribeirão/Escada; Dois Rios/Goiana; Jacaré, Jacé, Novo/Goiana; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Coriolano Veloso da Silveira - Barão de Sirinhaém - agraciado com o título  (Dec 11.12.1875). Neto do Capitão Pedro Ivo Velloso da Silveira. Casado em 1799 com Ana Joaquina de Albuquerque. Nascido em 1824 e falecido em 1889. Proprietáro do Engenho Ribeirão/Gameleira.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Elias do Rego Dantas - Nascido em 1807/Recife e falecido em 1869. Filho de João Elias do Rego Dantas e Maria Francisca de Abreu e Lima. Juiz de Direito e Deputado. Casamento 1º com Constança Maria de Figueredo. Casamento 2º com Maria Dorotéia de Moura Mattos, nascida em 1826 e falecida em 1850. Foi seu testamenteiro e inventariante o Barão e depois Visconde de Utinga Henrique Marques Lins. Proprietário dos engenhos: Pedreiras, Boa Sorte, Jenipapo/Escada e Miguel Dias e Ribeirão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: José do Rego Dantas Coutinho - Tenente-coronel. Proprietário dos engenhos: Pedreiras, Caricé, Jenipapo e Boa Sorte, Ribeirão/Escada

46.      Engenho Ribeirão/Gameleira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Companhia de Melhoramentos de Pernambuco - Proprietária dos engenhos Ribeirão/Gameleira, Góes/Timbauba e Cucaú ou Cucahú/Serinhaem; Laranjeiras/Vicência

47.      Engenho Ribeirão/Glória do Goitá - Engenho do século XIX
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Vicente Rodrigues
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jovelino Tolentino de Freitas

48.      Engenho Ribicudo/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado pelos sem terras em 01/05/2000, ligados a FETAPE

49.      Engenho Ribingudo/Goiana
Proprietário/ Morador/Rendeiro: Victorio Nascimento de Accioli Lins - Nascido em 1833/Engenho Catu/Goiana. Casou-se em 1856, com sua 2ª esposa. Anna Joaquina da Silveira Lessa, falecida em 1867/Engenho Vênus, e sepultada no Engenho Gravatá. (Filha do Barão de Gravatá Pedro Miliano da Silveira Lessa e de Maria Tranquilina Themudo). Além de 20 filhos de quatro casamentos, teve Victório mais cinco filhos. Filho de Sebastião da Cunha Accioli Lins e de Maria José do Nascimento. Proprietário dos engenhos: Vênus, Mangueira, Cachoeira Dantas/Água Preta; Ribingudo, Tracunhaém de Baixo, Catuama/Goiana

50.      Engenho Rico/Jaboatão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: Melício Carneiro Leão - Casado com Maria Celecínia Melo Souza Leão.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Augusto Otaviano de Sou­za – Coronel. Casado com Clementina Otávia de Souza. Fundou nas terras do engenho a Usina Bom Jesus, em 1890. Não suportando os débitos, hipotecou-a ao Banco de Crédito Rural de Pernambuco, juntamente com outros bens, em se­tembro de 1898. Com o propósito de insistir na posse das propriedades, Augusto Otaviano de Souza e sua mulher, D. Clementina Otávia de Souza, conservaram o domínio dos imóveis, ate maio de 1918, ocasião em que vendeu e transferiu o conjunto agroindustrial, constituído pela usina e pelos engenhos: Bom Jesus, Roças Ve­lhas, Guerra, Matas, Cajabussu, além de partes do engenho Ce­dro e São Caetano/Cabo de Santo Agostinho; Rico/Jaboatão dos Guararapes, aos Srs. Jose Lúcio Fer­reira e Luiz Ferreira Gomes da Silva Filho, cuja escritura pública data de 29 de maio de 1918.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jose Lúcio Fer­reira e Luiz Ferreira Gomes da Silva Filho – Compraram a Usina e os engenhos: Bom Jesus, Roças Velhas, Guerra, Matas, Cajabussu e Cedro/Cabo de Santo Agostinho e o Rico/Jaboatão dos Guararapes, a Augusto Otaviano de Souza. José Lúcio era casado com Maria José Colaço Ferreira e Luiz com Inalda Colaço Ferreira. Em 1919, passaram a posse da Usina e dos engenhos por Cr$ 3000.000,00, a: João Lopes Siqueira Santos, Hermano Brandão de Siqueira Santos e o Cel. Antônio Pedro Soares Brandão, que constituem uma sociedade e transferem a usina e os engenhos para a firma sob a razão social de Santos, Siqueira & Cia. Em 1923, o coronel Antônio Pedro desligou-se da sociedade e, em 1924, morreu Hermano Brandão, ficando assim João Lopes da Siqueira Santos, como único sócio até seu falecimento em 1934, ficando a Usina Bom Jesus e todo seu conjunto a viúva Benvin­da Arruda de Siqueira Santos e demais herdeiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Benvinda Arruda – Casada com João Lopes Siqueira Santos. Viúva e herdeiras, junto aos seus filhos. Subdividindo o espólio, cuja maior parte destinou-se à viúva, per­manecendo o domínio dos bens em estado de condomínio ate 1945, momento em que a indústria e todo seu complexo foram transformados em sociedade anônima. Ficando na frente do empreendimento: José Lopes de Siqueira Santos, até que este acabou por adquirir a Usina Estreliana, quando se fez uma permuta da sua parte na Usina, tempo em que registramos a direção da Bom Jesus sob a responsabilidade ao seu cunhado Dr. Jaime de Queiroz Monteiro, que em 1954 vendeu sua parte a D. Benvinda e a seu filho caçula, ficando como sócia ma­joritária ate o seu falecimento, o que ocorreu em 1954. Após o seu falecimento a Usina ficou como herança para seus filhos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Lopes Siqueira Santos – Filho de Benvinda de Arruda e de João Lopes de Siqueira Santos. Casado com Marina Loyo Meira Lins. Comprou a usina e seus engenhos aos sócios, após uma assembléia em 1957.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Trapiche – Clóvis Paiva – Assume a Usina e seus engenhos em 1994. Hoje seu proprietário é Paulo Pragana Paiva.

51.      Engenho Rico/Jabotão dos Guararapes
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Ernesto Pereira de Lima - Nasceu em 1931/Recife e faleceu em 2001/Recife. Casado com Terezinha de Jesus Carneiro Leão, nascida em 1936 e falecida em 2010, filha de José Melício Carneiro Leão e Maria Celecina Melo Souza Leão. Comprou o engenho a Euthália Ismênia de Moura Matos. O engenho Vicente Campelo, Jerusalém e Dromedário, pertenceram a Euthália Ismênia de Moura Matos, que os vendeu a José Ernesto Pereira Lima, Proprietário dos engenhos: São Pedro, Brejo e Cocula/Ribeirão. José Ernesto montou a pequena Usina a Cucau ou meio aparelho no Engenho Vicente Campelo e os demais Engenhos ficaram como fornecedores de cana.sacos de açúcar. Proprietário dos engenhos: Pereira Grande/Água Preta; Trapiche ou Nossa Senhora da Conceição/Cabo de Santo Agostinho; Brejo, São Pedro/Ribeirão; Dromedário/Escada; Jerusalém/Sirinhaém; Rico/Jabotão dos Guararapes; Cocula/Gameleira; Desespero/Vitória de Santo Antão e Araquara ou Vicente Campelo/ Escada.

52.      Engenho Rincão/Timbauba
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Tavares Pereira de Araújo - Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-764 (Maria Eugenia Tavares de Araújo)

53.      Engenho Rinoceronte/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Marcionillo da Rocha Azevedo – Rendeiro do engenho Rinoceronte

54.      Engenho Rio Formoso/Rio Formoso – Fundado em terras conquistadas dos índios. No período holandês seu proprietário fugiu para a Bahia. O engenho, sob a invocação de São José, foi confiscado e ventido a Rodrigo de Barros Pimentel; situado mais ao oeste, tem cerca de uma milha de terra, parcialmente montuosa, na qual está plantada muita cana. De fogo vivo com bois, mas tem boa comodidade para fazer uma moenda d’água. Segundo Pereira da Costa o povoação do Rio Formoso vem de um engenho do mesmo nome que houve na localidade, sob a invocação de S. José, orago da sua capela, e de antiga construção, acaso em começos do século XVII, porquanto já estava levantada em 1630, à entrada dos holandeses em Pernambuco, e pertencia então a Catarina Fontes; mas ausentando-se ela depois, deixando mesmo a propriedade em abandono, foi confiscada pelo invasor e vendida em 1637 a Rodrigo de Barros Pimentel, por 240 mil florins. Situado o engenho em uma extensa e bela planície, banhada pelo Rio Formoso, de que tomou depois a sua denominação, começou em fins do século XVIII a construção de algumas casas nas suas terras e da situação de pequenos sitios de cultura, e daí a origemda povoação que pelo seu crescente desenvolvimento teve sucessivamente ospredicamentos de paróquia e vila, e por fim os de cidade, com a sua origináriadenominação de Rio Formoso.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Catarina Fontes - Viúva de Jaques Peres Rosoado. Fugiu com Matias de Albuquerque durante a invasão holandesa.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisca da Rocha Wanderley - Casada com o Morgado do Carmo Estevão Paes de Melo, neta de Luís de Calda Lins. Pertencia a aristocracia rural canavieira no século XVI, foi a última senhora do Engenho. Avó do Visconde de Rio Formoso e da Baronesa do Una. Família fundada nos princípios do século XVII, por Gaspar van der Lei, fidalgo da confiança do Conde Maurício de Nassau. Uma família, radicada, através de séculos, a uma só região do Estado - o atual município de Cabo de Santo Agostinho; como nenhuma outra no Brasil, na sucessão dos seus bens e na pureza de sua linhagem aristocrática, pelo privilégio do morgado; uma família assim privilegiada e defendida contra os perigos de dispersão, é hoje das mais dispersas.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jaques Peres Resoado - (falecido) – Confiscado pelos holandeses; é possuído por sua mulher Catarina de Fontes, fugida com Matias de Albuquerque.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel de Almeida e Santos - Casado com Joana de Brito – Em 1637, já existia no local o Engenho Rio Formoso.Sua viúva e seus filhos, herdeiros, entraram em conflito com os senhores do Engenho Xanguá por questões de demarcação de terras e exigiu que se fizesse a medição definitiva das terras e fossem estabelecidos os limites.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Rodrigo de Barros Pimentel – Casado com Manuela Acciaioli Lins, filho de José de Barros Pimentel e de D. Maria Acciaioli (2 engenhos construído recentemente). Proprietário dos engenhos: Rio Formoso/Rio Formoso e dois em Sirinhaém; Riba/Camaragibe.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Servaer Carpentier – Holandês. Nascido em Aachen/1599 e falecido em 1646/Recife. Médico; Conselheiro Político e membro do governo holandês no Recife. Abandonou tudo para dedicar-se à vida de senhor do engenho. Em maio de 1637 começam a proceder à venda dos Engenhos de açúcar confiscados, ficando Servaer Carpentier com os denominados Três Paus e Tracunhaem de Cima ou Mossombu/Goiana por 60000 florins pagos em prestações, segundo F. A. Pereira da Costa nos Anais Pernambucanos.. Obrigado a voltar ao Recife, pela Insurreição Pernambucana, 1645, vem a falecer no ano seguinte, sendo sepultado na Igreja do Corpo Santo. CURIOSIDADE: Companhias de Burgueses - Pelo nosso lado tratamos de nos fazer forte o mais possível. Em primeiro lugar fizemos registrar de novo os moradores do Recife e depois também os de Antônio Vaz. Os do Recife, somando pouco menos de 500, fizemo-los dividir em 04 companhias, subordinadas a um coronel, três capitães, um capitão-tenente e demais oficiais. Serão suficientes para garantir o Recife quando o exército estiver em campanha, visto que uma grande parte dos nossos burgueses são antigos soldados. Os oficiais que os comandam são os seguintes: Coronel: Sr. Servaes Carpentier Capitães: Srs. Joost van den Bogaert, Abraham Tapper, secretário do Conselho Político e Samuel HaltersCapitão-tenente: Allard HolTenentes: Bartholomeus van Ceulen, Jacob Coets s Matthys BeckAlferes: Willem Negenton, Hugo Graswinckel, Gillis van Luffelen e Hubert Cloet. Proprietário dos engenhos: Moreno depois N. Sra. da Apresentação/Moreno; Três Paus. Tracunhaem, Tracunhaem de Cima, Mussumbu ou Mussubú/Goiana; Nossa Senhora da Conceição/Jaboatão dos Guararapes; Rio Formoso/Rio Formoso.

55.      Engenho Riqueza/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Felix dos Santos
Proprietário/Morador/Rendeiro: Samuel dos Santos Pontual – Dr. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues: FR-3786 e 4296. Maria Tereza dos Santos Pontual, filha de Samuel dos Santos Pontual. Proprietário dos engenhos: Riqueza/Amaraji; Braço do Meio, Irmandade/Escada

56.      Engenho Risado/Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Valença Borba

57.      Engenho Risco/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

58.      Engenho Roçadinho/Capoeiras
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.
Ocupado em 18/05/2004, CPT

59.      Engenho Roças Velhas/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Augusto Octaviano de Souza - Coronel. Casado com Clementina Octaviano de Souza. Proprietário da Usina Bom Jesus, engenhos: Roças Velhas, Gurjaú ou Grojaú /Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Augusto Otaviano de Sou­za – Coronel. Casado com Clementina Otávia de Souza. Fundou nas terras do engenho a Usina Bom Jesus, em 1890. Não suportando os débitos, hipotecou-a ao Banco de Crédito Rural de Pernambuco, juntamente com outros bens, em se­tembro de 1898. Com o propósito de insistir na posse das propriedades, Augusto Otaviano de Souza e sua mulher, D. Clementina Otávia de Souza, conservaram o domínio dos imóveis, ate maio de 1918, ocasião em que vendeu e transferiu o conjunto agroindustrial, constituído pela usina e pelos engenhos: Bom Jesus, Roças Ve­lhas, Guerra, Matas, Cajabussu, além de partes do engenho Ce­dro e São Caetano/Cabo de Santo Agostinho; Rico/Jaboatão dos Guararapes, aos Srs. Jose Lúcio Fer­reira e Luiz Ferreira Gomes da Silva Filho, cuja escritura pública data de 29/05/1918.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Jose Lúcio Fer­reira e Luiz Ferreira Gomes da Silva Filho – Compraram a Usina e os engenhos: Bom Jesus, Roças Velhas, Guerra, Matas, Cajabussu e Cedro/Cabo de Santo Agostinho e o Rico/Jaboatão dos Guararapes, a Augusto Otaviano de Souza. José Lúcio era casado com Maria José Colaço Ferreira e Luiz com Inalda Colaço Ferreira. Em 1919, passaram a posse da Usina e dos engenhos por Cr$ 3000.000,00, a: João Lopes Siqueira Santos, Hermano Brandão de Siqueira Santos e o Cel. Antônio Pedro Soares Brandão, que constituem uma sociedade e transferem a usina e os engenhos para a firma sob a razão social de Santos, Siqueira & Cia. Em 1923, o coronel Antônio Pedro desligou-se da sociedade e, em 1924, morreu Hermano Brandão, ficando assim João Lopes da Siqueira Santos, como único sócio até seu falecimento em 1934, ficando a Usina Bom Jesus e todo seu conjunto a viúva Benvin­da Arruda de Siqueira Santos e demais herdeiros.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Benvinda Arruda – Casada com João Lopes Siqueira Santos. Viúva e herdeiras, junto aos seus filhos. Subdividindo o espólio, cuja maior parte destinou-se à viúva, per­manecendo o domínio dos bens em estado de condomínio ate 1945, momento em que a indústria e todo seu complexo foram transformados em sociedade anônima. Ficando na frente do empreendimento: José Lopes de Siqueira Santos, até que este acabou por adquirir a Usina Estreliana, quando se fez uma permuta da sua parte na Usina, tempo em que registramos a direção da Bom Jesus sob a responsabilidade ao seu cunhado Dr. Jaime de Queiroz Monteiro, que em 1954 vendeu sua parte a D. Benvinda e a seu filho caçula, ficando como sócia ma­joritária ate o seu falecimento, o que ocorreu em 1954. Após o seu falecimento a Usina ficou como herança para seus filhos.
Proprietário/Morador/Rendeiro: João Lopes Siqueira Santos – Filho de Benvinda de Arruda e de João Lopes de Siqueira Santos. Casado com Marina Loyo Meira Lins. Comprou a usina e seus engenhos aos sócios, após uma assembléia em 1957.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Trapiche – Clóvis Paiva – Assume a Usina e seus engenhos em 1994. Hoje seu proprietário é Paulo Pragana Paiva.

60.      Engenho Rochedo/Catende
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre proprietários e/ou moradores
Ocupado pelos sem terras Extrato de Laudo de Avaliação para fins de Reforma Agrária. Processo/INCRA/SR-03/PE/N°54140.001299/2006-48. Imóvel: engenho Rochedoi e Niteroi, municípios: Catende e Palmares. Área registrada (Ha): 700,0000. Exploração predominante: agricultura (cana-de-açúcar).

61.      Engenho Rodísio/Paudalho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antônio Ferreira da Costa Azevedo - Filho de Matias Alves Ferreira (Engenho Trapuá/Tracunhaem). Casado com sua prima, Ana Malta da Costa Azevedo. Desde pequeno deram-lhe o apelido de “Tenente”. Pouco feito aos estudos, começou a sua vida como Feitor do engenho do pai. Seu cunhado João Antônio da Costa Azevedo, ofereceu-lhe o arrendamento do eng, Diamante.  Deixa o engenho e arrenda o Engenho Camazaral/Nazaré (03 anos), cujo proprietário era João Hermógenes. Adquire o engenho Utinga, e em 04 anos se transforma em grande fornecedor de lenha da Great Western, empresa de transporte ferroviário. Com os lucros compra o Engenho Rodísio/Pau d’Alho e se torna fornecedor de cana da Usina Mussurepe. Na Paraíba adquire a Usina Cumbe, depois Santa Rita, (05 anos), que estava abandonado por seus proprietários e de fogo morto. Entra como sócio da Mendes. Lima & Cia, proprietária da Usina Catende/Catende. Dessa sociedade faziam parte as Usinas Mussurepe e São José e a firma comissária de açúcar A. Oliveira & Irmão. Rendeiro dos engenhos Diamante/Catende, e Camazaral/Nazaré da Mata; Proprietário dos engenhos: Utinga/Cabo de Santo Agostinho; Santa Rita, Rodísio/Paudalho; da Usina Cumbé, Mssurepe e São José; sócio da Mendes. Lima & Cia, proprietária da Usina Catende/Catende.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Domingos Ferreira de Souza Azevedo - Neto paterno de Matias Alves Ferreira (engenho Trapuá/Nazaré da Mata), neto materno de Herculano da Silva Pereira (engenho Prado) e filho de Domingos Ferreira de Souza Azevedo e de Josefa Araújo de Souza Ferreira. Desde pequeno deram-lhe o apelido de “Tenente. Começou sua vida como feitor do engenho Prado/Nazaré da Mata do seu pai, demonstrando logo de início inclinação para a agricultura e para administração da pequena indústria açucareira, o bangüê. Casado sua prima Ana Malta da Costa Azevedo. Arrendou por 08 anos o engenho Diamante/Nazaré da Mata ao seu cunhado João Antonio da Costa Azevedo. Deixa o engenho e arrenda. Por 03 anos, o engenho Camarazal/Nazaré da Mata, de propriedade de João de Hermógenes. Compra o engenho Utinga/Paudalho e durante 04 anos se torna grande fornecedor de lenha à Great Western, empresa inglesa de transporte ferroviário. Com os lucros, compra o engenho Rodízio/Paudalho e começa a fornecer canas à Usina Mussurepe. Adquire a usina Cumbe/Paraíba, de fogo morto, que em cinco anos começa a moer. Recebe um convite para se associar a firma comissária Mendes, Lima & Cia (Usina Massurepe, Usina São José e Usina Catende); assume a direção da empresa. Dentro de dois anos, os primeiros sócios decidem deixar a sociedade, ficando Tenente com 50% das ações e A.Oliveira & Irmão com os outros 50%. Em 1916 a usina Catende era a maior produtora de açúcar do Brasil. Em 1945/46 já demonstra sensível queda de produção, que somente encontra sensível recuperação na safra de1950/51. Era a última safra produzida por Tenente, grande agricultor, homem de extrema sensibilidade humana. Iria sucede-lo seu filho João da Costa Azevedo. Proprietário dos engenhos: Catende/Catende; Prado, Trapua/Nazaré da Mata, Utinga/Cabo de Santo Agostinho e Rodízio/Paudalho; das Usinas Cumbe/Paraíba e Catende/Catende; arrendatário do Diamante e Camarazal/Nazaré da Mata.

62.      Engenho Rodízio/Nazaré da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Januário Cavalcanti - Casado com (?) Josepha Campos Cavalcanti. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-2466 e 2467

63.      Engenho Rodrigo de Barros Pimentel 1/Sirinhaem
Proprietário/Morador/Rendeiro: Rodrigo de Barros Pimentel – Casado com Manuela Acciaioli Lins, filho de José de Barros Pimentel e de Maria Acciaioli (2 engenhos construído recentemente). Proprietário dos engenhos: Rio Formoso/Rio Formoso e dois em Sirinhaém; Riba/Camaragibe.

64.      Engenho Rola/Escada
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Antônio dos Santos Dias – Coronel casado com (?) Agueda Aventina dos Santos Dias. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-1738; FR-06045. Proprietário dos engenhos: Jundiá ou Santa Philonila /Vicência, Rola/Escada, Serra Nova/Escada, Jundiá Mirim/Escada e da Usina Bom Fim/Escada

65.      Engenho Romão Perez/Sirinhaém 
Proprietário/Morador/Rendeiro: Romão Perez- Quando os holandeses ocuparam Pernambuco, após dominarem Recife e o norte, marcharam pelo sul e chegaram a Sirinhaém em 1632. Neste ano, cerca de 500 soldados e 100 marinheiros holandeses desembarcaram pelo rio Sirinhaém e invadiram, saquearam e queimaram o engenho de Romão Perez. O Capitão Mateus Gomes de Lemos e Albuquerque organizaram uma resistência com cerca de 60 homens. Os holandeses se retiraram.

66.      Engenho Ronca (Baraúna)/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Bento José Ferraz de Azevedo - Major. Rendeiro do engenho Ronca (Baraúna)/Cabo de Santo Agostinho

67.      Engenho Ronca/Aliança
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cândida Xavier de Andrade - Herdeira e viúva de Fabrício de Araújo Pereira Palma. Com fotografias: Coleção Francisco Rodrigues; FR-06389 e 1262. Proprietária dos engenhos Aliança, Sociedade, União, Ronca/Aliança

68.      Engenho Roncador (2)/Panelas
Proprietário/Morador/Rendeiro: Belarmino Tavares de Mello - Casado com Maria da Conceição Tavares de Mello Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-3353 (Maria Tavares Pessoa de Mello, Pedro Tavares de Mello).
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco José de Lucena - “Durino”. Tenente-Coronel. Filho único de um senhor chamado Cadete e de Luiza de Lucena, “Yayá”, que ficando viúva casou com Tranquilino de Barros Correia, passando a assinar Luiza Lucena de Barros Correia. Casado com Anna Galvão. Durino era um jovem alegre e pacato. Entretanto, tendo havido desavenças numa casa de jogos de azar, em Lagoa do Souza, Durino viu-se obrigado a defender-se como podia, assassinando um jovem da família dos Muniz. Fugiu para Alagoas, evitando ser morto pelos familiares da vítima ou ser preso pela Policia; onde viveu algum tempo protegido por um "Senhor de Engenho" muito conhecido e respeitado pelas atrocidades que patrocinava. Durino foi morto por “Zé de Ana” a mando de Elpídio Rodrigues de Meira Torres. Proprietário dos engenhos: Acampamento e Roncador (2)/Panelas.

69.      Engenho Roncador/ Panelas
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco Antônio de Gouveia
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joaquim José Buarque
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Martins de Miranda
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel Buarque de Jesus – Falecido em 1840

70.      Engenho Roncadorzinho/Barreiros
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Xavier Cavalcante Wanderley - Tenente Coronel
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel  Cândido de Miranda- Proprietário dos engenhos: Flor de Maio/Água Preta e Roncadorzinho/Barreiros
Ocupado pelos sem terras em 1998

71.      Engenho Roncaria/São Lourenço da Mata
Proprietário/Morador/Rendeiro: Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque - Barão e Visconde com grandeza de Suassuna. Nasceu em 1793/Jaboatão dos Guararapes e faleceu em 1880/Recife, no seu palacete do Pombal. Filho do Capitão-Mór Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, Coronel Suassuna, e de Maria Rita de Albuquerque Mello. Irmão dos Viscondes de Camaragibe, Albuquerque e Barão de Muribeca. Sentou praça no exército em 1807, galgando todos os postos até o de Brigadeiro, se reformando em 1829. Presidiu a Província de PE em 1826, 1835 e 1838. Deputado à Assembléia Provincial em várias legislaturas, assim como à Geral na 1ª legislatura de 1826/1829; Senador, em 1839; Ministro da Guerra, no 1º Gabinete de 1840. Conselheiro de S. Majestade; Grande do Império; Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperia; Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro e Gentil-Homem da Imperial Câmara. Proprietário dos engenhos: Girento, Limoeiro, Mangueira, São Vicente e Sapucagy de Baixo e a Usina Limoeirinha/Escada; Pantorra/Cabo Santo Agostinho, Suassuna (antes Nossa Senhora da Assunção); Penedo de Baixo, Roncaria, Pitangueiras /São Lourenço da Mata; Poeta/Recife e Timbi/Camaragibe
Proprietário/Morador/Rendeiro: Luis Francisco Corrêa de Araújo - Dr. Herdeiro do Senador Francisco de Paula Corrêa de Araújo, nascido em 1850 e falecido em 1907. Casado com Ana Amália Corrêa de Araújo, 09 filhos. Com a morte de seu pai, passou a administrar o engenho, junto a sua mãe Ana Amália (Vovó Marocas) até que cada herdeiro tivesse capacidade de gerir o quinhão respectivo, o que foi feito com muita seriedade e renúncia. Luis esperou que todos os seus irmãos se casassem, oportunidade em que recebiam o quinhão respectivo, para então vir a contrair suas próprias núpcias. Adquiriu o engenho de seu cunhado e primo Belmiro Correa de Araújo. Engenho transmitido por doação a Luiza e Aloysio Correa de Araújo. Proprietário dos engenhos: Cangaçá, Penedo de Cima, Roncaria, Pitangueiras/São Lourenço da Mata; Timbi/Camaragibe e Poeta/Recife

72.      Engenho Ronda/Pombos
Proprietário/Morador/Rendeiro: Manuel da Camara Pimentel - Major. Coronel
Ocupado pelos sem terras em 1998, 60 famílias

73.      Engenho Rosa Murcha /Palmares
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Serro Azul - A Usina chegou a possuir 22 engenhos: Vista Alegre/Escada; Almirante, Cá-Me-vou ou Camevou, Canário, Mágico, Mutuns, Penderaca, Riachuelo, Serro Azul, Verde, Camevouzinho/Palmares; Liberdade/Sirinhaém; Mearim, Moscou/Bonito; Pará/Ipojuca; Tambor/(?); União/Aliança; Aratinga; Fertilidade; Aliança e Barra do Dia

74.      Engenho Rosário/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Mendes, Lima & Cia - Antonio Fernandes Ribeiro foi o fundador da firma "Barros, Mendes & Cia", em sociedade com os portugueses: João José Rodrigues Mendes e Gonçalo Alfredo Alves Pereira, sucedida por "Mendes, Lima & Cia, ao brasileiro José Adolpho de Oliveira Lima. A firma iniciou suas atividades comerciais com a compra de bacalhau, e depois como importadora do mesmo produto. Anos depois interessou-se pela atividade açucareira como comissária e exportadora de açúcar, que adquiria por financiamento antecipado a Engenhos e Usinas. Desse modo conseguiu acumular considerável patrimônio, por compra, ou em ressarcimento daquelas unidades incapazes de saldarem seus compromissos, conforme observa-se pelo levantamento do ativo da empresa por ocasião do inventário procedido com o falecimento do sócio Joaquim Lima d'Amorim que ingressara na firma em 1900, e cujos bens estavam assim arrolados as Usinas: Perseverança e Engenhos 73:200$000; Trapiche 1.693:037$000; Ubaquinha 1.877:044$842; Engenhos: Camaragibe, Jaciru, Cachoeira Nova, Cachoeira Velha, Anjo, Palma, Ubaca, Ubaquinha, Xanguá, Sapucaia, Sibiró do Cavalcanti, Porto Alegre, Gindaí ou Gindahi/Sirinhaém; Jardim /Catende; Jacaré/Goiana; Laje Nova/Palmares; Santana, Mangueira/Água Preta; Sirinhaém depois Todos os Santos, São Bras Coimbero/Cabo de Santo Agostinho; São Domingos/Barreiros; Fluminense; Rosário; Canto Escuro; Trapiche; e Machado.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Trapiche

75.      Engenho Rosário da Torre/Recife
Proprietário/Morador/Rendeiro: David Senior Coronel – Duarte Saraiva. Judeu português. Nasceu em 1572/Amarange/PT. Membro da renomada família Senior Coronel radicada em Hamburgo. No Recife foi um dos nomes mais respeitados do seu tempo, sendo homenageado pelo conhecido rabino de Amsterdã, Menasseh ben Israel, quando da publicação do seu livro El Conciliador (Amsterdã, 1641). Seu nome aparece: na compra de escravos; fretamento de navios; corte de madeira; rendeiro; cobrador de dízimos; proprietário de imóveis. Por duas vezes (1639 e 1644) ele arrematou a cobrança dos impostos da Companhia sobre a produção do açúcar em Pernambuco, despendendo na primeira vez 128.000 florins. Faleceu em 1650/Recife e deixou de créditos a receber da coroa portuguesa, a importância de 351.502 florins. Proprietários dos engenhos: Bom Jesus, São João do Salgado, Novo, Velho antes chamado Madre de Deus/Cabo de Santo Agostinho; Camaçari, Trapiche ou Bom Jesus/Sirinhaém; Rosário da Torre e o Madalena, por ele vendido a João de Mendonça Furtado, Santo Antônio da Várzea, depois Eenkalchoven /Recife. CURIOSIDADE: Quando a Holanda invadiu o Nordeste no século XVII, estava desejosa de dominar exatamente as áreas produtoras de cana de açúcar. Nesse período, dos 120 engenhos que estavam em funcionamento em Pernambuco, cerca de 6% era de propriedade de judeus portugueses que moravam na Holanda - além, evidentemente, daqueles engenhos de cristãos-novos. Moisés Navarro, por exemplo, foi dono de um engenho chamado Jurisseca, enquanto Duarte Saraiva, tinha três engenhos, todos adquiridos em leilão realizado após a invasão

76.      Engenho Rosário da Torre/Recife
Proprietário/Morador/Rendeiro: João de Mendonça Furtado - Filho de Manuel Saraiva de Mendonça. Administrador da Fazenda Real; Capitão de Infantaria; Sargento Mor das Ordenanças de Pernambuco e 1678; participou da Restauração Pernambucana; foi procurador de João Fernandes Vieira quando este esteve em Angola. Comprou o engenho em 1630, a David Senior (Duarte Saraiva). Estava presente durante a invasão dos holandeses. Proprietário dos engenhos: Novo e Rosário da Torre/ Cabo de Santo Agostinho e Madalena (Santa) ou João de Mendonça/Recife

77.      Engenho Rosário/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Antero Vieira Cunha - Tenente Coronel e Barão de Araripe (Dec. 20/03/1875), "atendendo ao relevante serviço que prestou à Colônia Orfanológica Isabel, em Pernambuco", como se lê no próprio texto do decreto da criação do título. Nasceu em 1837 e faleceu em 1905, filho de João Vieira da Cunha e de Maria das Neves Carneiro da Cunha. Casado com Antônia Morais Vieira da Cunha, falecida em 1890, Baronesa de Araripe.  Possuía um belíssimo sobrado na Rua Imperial/Recife. Nos autos de inventário da Baronesa, aparece a Condessa da Boa Vista como devedora da quantia de 5 contos de réis. Proprietário dos engenhos: Setubal, Serra, Pitimbu, Rosário, Novo/Cabo de Santo Agostinho, Venus, e Conceição Velha/Ipojuca; Jundiá Mirim/Escada; Caetés/Amaraji.
Proprietário/Morador/Rendeiro: Cristovão Cavalcanti de Albuquerque Wanderley - Faleceu em 1881/Engenho Rosário. Filho de Manuel Cavalcanti de Albuquerque Wanderley e de Rita de Cassia Marinho Falcão
Proprietário/Morador/Rendeiro: Joanna Nunes Ferreira
Proprietário/Morador/Rendeiro: Usina Trapiche – Proprietários dos engenhos: Rosário/Cabo de Santo Agostinho; São José, Trapiche ou Bom Jesus /Sirinhaém

78.      Engenho Rosário/Lagoa dos Gatos
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Dourado da Costa Azevedo - Casado com Sebastiana Cavalcanti de Amorim Salgado (03 filhos). Ambos de origem açucareira: ele de Nazaré da Mata, dos Engenhos Cordeiro, e ela, vinda do Cabo Santo Agostinho. José Dourado não tinha instrução, porém era dotado de aguda inteligência. Militou na política, de lenço vermelho no pescoço, vibrando com a Aliança Liberal, antes da revolução de 1930. Proprietário dos engenhos: Bonito, Cordeiro/Nazaré da Mata; Ipojuca, antes Bandeira/Ipojuca; Rosário/Lagoa dos Gatos
Ocupado pelos sem terras em 01/05/2000, ligados a FETAPE

79.      Engenho Rosário/Sirinhaém
Proprietário/Morador/Rendeiro: Sebastião Lins Wanderley Chaves. Proprietário dos engenhos: Buranhaem e Rosário/Sirinhaém

80.      Engenho Roseira/Amaraji
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

81.      Engenho Rotterdam/São Lourenço da Mata – A lista dos Engenhos vendidos em 1637 e 1638 na qual está indicado o grande número de holandeses que adquiriram Engenhos confiscados. Alguns deles batizados com nomes flamengos: Straetsburg. Haarlem, Rotterdam, Nassau. Mais tarde os holandeses foram, de fato, abandonando a vida agrícola — salvo exceções, como no caso de Servaes Carpentier e de Gaspar van der Ley — e vendendo as suas propriedades — o caso de Jacob Stachhouwer e outros — passando à especulação no comércio açucareiro
Proprietário/Morador/Rendeiro: Nada foi encontrado sobre seus proprietários e/ou moradores.

82.      Engenho Rudísio/São Lourenço da Mata - O Engenho fabricava 2.080 arrobas de açúcar branco 596 açúcar
Proprietário/Morador/Rendeiro: José Moreira de Barros e Silva – Capitão. Com fotografia na Col. Francisco Rodrigues; FR-05220

83.      Engenho Rui Colasa/Cabo de Santo Agostinho
Proprietário/Morador/Rendeiro: Rui Colasa